Teresa Bombas: “Ainda é um indicador de pobreza do país”

Março 9, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , ,

Entrevista de Teresa Bombas ao http://www.dn.pt/ no dia 6 de março de 2017.

Teresa Bombas é especialista em ginecologia e obstetrícia

Teresa Bombas é especialista em ginecologia e obstetrícia

Diz que é preciso assumir que a gravidez na adolescência é um indicador de pobreza. Para minimizar ainda mais o problema, é necessário melhorar as condições de vida das famílias.

Teresa Bombas, presidente da Sociedade Portuguesa da Contraceção, considera que a nova geração tem mais informação e mais expectativas, ou, pelo menos, expectativas que não passam por ter filhos em idade precoce.

Como vê a descida do número de mães adolescentes em Portugal nos últimos anos?

Este é um indicador favorável da evolução do país. A gravidez na adolescência, e mais especificamente o número de adolescentes que são mães, é um dos indicadores de pobreza de um país. Basta olhar para o resto do mundo. O diminuir deste número é o resultado de várias condições: a natalidade baixou globalmente, a literacia aumentou, o número de anos da escolaridade obrigatória também, há acesso a uma educação e informação diferentes. Houve um aumento da riqueza das famílias, o que, de alguma maneira, permite que os filhos tenham expectativas diferentes dos pais. Obviamente, houve também maior divulgação e acessibilidade à contraceção.

Um dado positivo é que esta quebra não foi acompanhada de um aumento da interrupção voluntária da gravidez nestas faixas etárias…

O início da atividade sexual acontece em idades mais jovens, o número de gravidezes e partos em adolescentes baixa sem que tenha aumentado o número de interrupções neste grupo etário. Também sabemos que passaram a usar mais contraceção. Digamos que, globalmente, a nova geração está mais bem informada e parece tender a ter mais expectativas ou expectativas individuais diferentes que não passam por serem pais em idades em que ainda devem ser filhos.

Apesar desta quebra, continuamos a ter uma média de seis adolescentes mães por dia. O que está a falhar?

Continuamos a ter um problema social grave. Continua a haver gravidez na adolescência em grupos sociais carenciados, maioritariamente onde a gravidez na adolescência não é um novo acontecimento, mas sim um acontecimento de repetição. O que falha: melhorar as condições de vida da população. Há menos gravidez na adolescência, mas continuam a verificar-se situações sociais muito graves e estas, infelizmente, não diminuíram. É nas famílias mais carenciadas que este acontecimento se continua a verificar. O número de adolescentes institucionalizadas com filhos proporcionalmente não diminui, o número de famílias a receber rendimento de inserção social também não, o número de jovens com situações sob orientação da proteção de menores também não diminui proporcionalmente.

O que é que é preciso fazer para evitar a gravidez na adolescência?

Melhorar a vida da população. É preciso investir na melhoria da exclusão social e assumir definitivamente que este é um indicador de pobreza. Se uma jovem de 15 ou 16 anos, sabendo que existe contraceção, sabendo que se engravidar pode interromper a gravidez e decide (consciente ou inconscientemente) engravidar e continuar a gravidez, assumindo este como o único projeto de vida que tem, alguma coisa está a correr mal… No rendimento da família, que não consegue ter padrões de identificação que permitam aos seus filhos “sonhar diferente” para si.

Como é que isso se altera?

É preciso continuar a trabalhar educação sexual e tornar a contraceção acessível para todos. Temos de melhorar o nível de educação e sobretudo o rendimento das famílias. Não vou dizer que são só os com mais dificuldade e menos literacia que são pais na adolescência, mas sobretudo estes e ainda são muitos…

 

 

Restrição de contracetivos não aumenta a natalidade

Setembro 26, 2014 às 11:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

Notícia da TVI24 de 23 de setembro de 2014.

Portugal é o segundo país que mais recorre à contraceção e um dos que têm a taxa de natalidade mais baixa na Europa

 Por: tvi24 / CF  

Especialistas em planeamento familiar alertaram esta terça-feira que a restrição do acesso à contraceção não aumenta a natalidade, dando o exemplo da Noruega, país do mundo que mais usa anticoncecionais e com uma das maiores taxas de natalidade da Europa.

A propósito do Dia Mundial da Contraceção, que se assinala na sexta-feira, a Associação Portuguesa para o Planeamento da Família (APF) e a Sociedade Portuguesa da Contraceção (SPC) lembram que a Noruega é o país do mundo onde se utiliza mais contraceção e um dos países europeus com maior taxa de natalidade.

Já Portugal é o segundo país que mais recorre à contraceção e um dos que têm a taxa de natalidade mais baixa na Europa.

A propósito dos valores «preocupantes» da natalidade em Portugal, a APF e SPC lembram que são múltiplos os fatores para as mulheres terem menos filhos ou decidirem tê-los mais tarde.

As duas organizações frisam que «o acesso à saúde sexual e reprodutiva é um direito fundamental do indivíduo» e avisam que «restrições no acesso à contraceção e ao aborto não conduzem ao aumento da natalidade mas sim ao risco de uma gravidez não desejada».

Todos os anos ocorrem no mundo 208 milhões de gravidezes e mais de 40% delas não são planeadas. Muitas dessas (33 milhões) acontecem por falha ou uso incorreto de contraceção.

As estimativas apontam ainda para que metade das gravidezes não desejadas termine em aborto.

«É a tua vida, é o teu futuro» é este ano, internacionalmente, o tema do Dia Mundial da Contraceção, que pretende promover os métodos anticoncecionais como essenciais para a saúde, «com a visão de que todas as gravidezes que ocorrem no mundo sejam desejadas», como conta a Lusa.

 

 

Dia Mundial da Contraceção – 26 de Setembro

Setembro 26, 2014 às 11:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

dia

mais informações:

SPDC – Sociedade Portuguesa da Contraceção

A APF – Associação para o Planeamento da Família e a SPDC – Sociedade Portuguesa da Contraceção promovem a contraceção para que todas as gravidezes sejam desejadas:
– Anualmente ocorrem 208 milhões de gravidezes no mundo e mais de 41% destas não são planeadas
– Cerca de 33 milhões das gravidezes não planeadas ocorrem por falha ou uso incorrecto de contraceção
– Estima-se que metade das gravidezes não desejadas terminem em aborto
– A Noruega é o país do mundo onde se utiliza mais contraceção e um dos países europeus com maior taxa de natalidade
– Portugal é o segundo país do mundo onde se utiliza mais contraceção e um dos países europeus com taxa de natalidade mais baixa

 

Sessão clínica Os adolescentes e o aconselhamento contraceptivo

Março 26, 2013 às 11:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

sessao

Os adolescentes em Portugal iniciam a vida sexual muito cedo? As adolescentes podem ou não tomar a pílula? Como acompanhar uma adolescente em consulta? Qual o melhor momento para falar de contracepção e DTS?

No dia 6 de Abril, sábado, no Auditório do Hospital Pediátrico de Coimbra, a Sociedade Portuguesa da Contracepção (SPDC) e a Secção de Medicina do Adolescente da Sociedade Portuguesa de Pediatria (SMA-SPP) organizam uma reunião clínica com o objectivo de orientar os profissionais na área da saúde sexual do adolescente.

A reunião destina-se a médicos internos e especialistas em Ginecologia/Obstetrícia, Pediatria, Medicina Geral e Familiar, enfermeiros da área de Saúde Materna e Infantil. Tem entrada gratuita mas requer inscrição obrigatória, através do email spdcontracepcao@gmail.com

Para consultar o programa da sessão clique aqui.

IV Seminário Luas e Marés : Gravidez e Parentalidade Precoce na Adolescência

Outubro 18, 2012 às 8:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , ,

Mais informações Aqui

Gravidez e parto ainda matam quase 50 mil raparigas por ano no mundo

Julho 4, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , ,

Notícia da Visão de 27 de Junho de 2012.

O relatório mencionado na notícia é o seguinte:

Every Woman’s Right: How family planning saves children’s lives

 

Quase 50 mil adolescentes morrem anualmente no mundo devido a complicações na gravidez e no parto, alerta a ONG Save the Children, adiantando que perto de um milhão de bebés de jovens mães morre anualmente com menos de 1 ano.

No relatório “Como o Planeamento Familiar Salva a Vida das Crianças”, citado pela agência AFP, a organização não-governamental britânica refere que uma rapariga em cada cinco é mãe antes dos 18 anos, o que faz com que o risco de morrer durante a gravidez e o parto seja cinco vezes mais elevado para uma adolescente com menos de 15 anos do que para uma mulher de 20 anos.

Para a Save the Children, os bebés têm ainda 60% mais probabilidades de morrer se a mãe tiver menos de 18 anos. A organização apela, por isso, aos líderes mundiais, que aumentem a disponibilidade de métodos contraceptivos.
A Save The Children sublinha ainda que as gravidezes na adolescência estão “intrinsecamente ligadas” aos casamentos precoces, estimando em 10 milhões o número de menores de 18 anos que se casam anualmente. Na África Central, 59% das raparigas entre os 15 e os 19 anos são casadas, no Bangladesh 46% e na Índia 30%, de acordo com a ONG.

 

 

Jovens europeus assumem relações sexuais desprotegidas

Setembro 26, 2011 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , ,

Notícia da TSF de 26 de Setembro de 2011.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Clueless or Clued Up: Your Right to be informed about contraception

Um estudo internacional, divulgado hoje, mostra que quase metade dos jovens europeus já teve relações sexuais desprotegidas com novos parceiros.

Quase 42 por cento dos jovens europeus, com idades entre os 14 e os 24 anos, não usam qualquer tipo de contraceptivo com novos parceiros.

Em Portugal, os últimos dados indicam que um terço dos jovens tem relações sexuais desprotegidas. De uma forma global, entre 2009 e 2011 esta tendência agravou-se.

O estudo internacional “Informado ou a leste” realizado pela Bayer Heaklth Care questionou seis mil jovens de 29 países de todo o mundo e concluiu que o Reino Unido e a França são os países europeus que registaram a maior subida no número de jovens que não usa qualquer tipo de contraceptivo.

Onze por cento dos jovens justificam o comportamento por estarem alcoolizados ou por esquecimento.

O facto de o parceiro não gostar de usar métodos contraceptivos é referido por 14 por cento. Dez por cento acreditam que ter relações durante o período menstrual da mulher é uma forma eficaz de contracepção.

Um comportamento que se reflecte na saúde. Uma em cada 20 adolescentes tem uma doença sexualmente transmissível e em idades cada vez mais baixas.

No estudo internacional, quase quatro em cada dez jovens confirmam não ter educação sexual nas escolas. No entanto 45 por cento das raparigas e 46 por cento dos rapazes dizem estar muito bem informados.

(o site do Dia Mundial da Contracepção, que hoje se assinala)

Rute Fonseca

 

XVIII Curso de Pediatria Ambulatória

Junho 6, 2011 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , ,

Mais informações Aqui

4% das gravidezes são de adolescentes

Maio 18, 2011 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia da Pais & Filhos de 5 de maio de 2011.

A gravidez na adolescência em Portugal baixou de 12 para quatro por cento nos últimos 30 anos, revela um relatório que traça o perfil da saúde sexual e reprodutiva na União Europeia.

O documento, a que a Lusa teve acesso, está a ser ultimado e servirá de base de discussão na sexta-feira, durante os trabalhos de um encontro internacional coaltm especialistas em saúde sexual e reprodutiva, que decorrerá em Lisboa.

O coordenador português do projecto, o ginecologista e obstetra Miguel Oliveira da Silva, explicou à Lusa que neste trabalho são abordadas cinco áreas: Saúde dos adolescentes, contracepção, apoio à maternidade, infertilidade e aborto.

O especialista, que preside actualmente ao Conselho Nacional de Ética das Ciências da Vida (CNECV), considera que, perante os dados obtidos, «Portugal não tem, entre os restantes 26 países da UE, dos piores resultados».

Miguel Oliveira da Silva sublinha a descida da gravidez na adolescência (entre os 15 e os 19 anos) para os 4,3 por cento, em 2009, quando em 1980 se situava nos 12 por cento. Uma boa notícia que, para o obstetra, se deve ao recurso à contracepção.

O especialista refere, contudo, que nesta área «ainda há muito a fazer» e recorda que «no norte da Europa essa percentagem é de um por cento».

Diariamente 12 adolescentes são mães

Outubro 14, 2010 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do Público de 26 de Setembro de 2010.

Por Bárbara Wong

São oriundas de famílias carenciadas, abandonaram a escola cedo e têm falta de objectivos profissionais. Para muitas raparigas entre os 12 e os 19 anos, a gravidez surge como “um projecto de vida, na ausência de outros”, revela Teresa Bombas, da Sociedade Portuguesa da Contracepção. Diariamente, 12 adolescentes são mães e “a maior parte tem informação sobre contraceptivos”, acrescenta. O mesmo acontece com as mulheres portuguesas – mais de 85 por cento usam contraceptivos, contudo, uma em cada três já teve uma gravidez indesejada. Hoje é o Dia Mundial da Contracepção.

Não se sabe ao certo quantas adolescentes engravidam, mas sabe-se quantas decidem interromper a gravidez (IVG) recorrendo aos serviços de saúde e quantas decidem ser mães. “Mais de dez por cento das IVG ocorrem em adolescentes até aos 19 anos e quase cinco por cento dos nascimentos são de jovens mães”, diz Duarte Vilar, director executivo da Associação para o Planeamento da Família (APF). Em 2009, 4347 raparigas decidiram levar a gravidez até ao final. Um valor que tem vindo a diminuir, nos últimos anos.

Os contraceptivos orais são o método mais usado pelas portuguesas, mas é também “o que falha mais”, alerta Teresa Bombas. com Lusa

Página seguinte »


Entries e comentários feeds.