Guia Prático para as Famílias – Pré-escolar, Infância e Adolescência: Estratégias de Prevenção do Consumo de Substâncias Psicoativas Lícitas e Ilícitas

Agosto 28, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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http://www.iasaude.pt/ucad/attachments/article/382/GUIA%202.pdf

Sexo, drogas e noitadas: sabe o que anda a fazer o seu filho adolescente?

Dezembro 8, 2017 às 3:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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O filme O Fim da Inocência mostra explicitamente como raparigas e rapazes de colégio entram numa espiral de sexo, álcool e drogas sem os pais saberem. Tudo isto logo a partir dos 15 ou 16 anos.

Texto do https://www.noticiasmagazine.pt/ de 22 de novembro de 2017.

Texto Rui Pedro Tendinha | Fotografias Gustavo Bom/Global Imagens

O Fim da Inocência conta a história, baseada em factos reais, de um grupo de adolescentes que experimenta na noite tudo o que os pais mais temem. A adaptação ao cinema do livro de Francisco Salgueiro – o último projeto de Nicolau Breyner mas que acabou por ser realizado por Joaquim Leitão – chega esta semana às salas e consegue mostrar o que muitos nem querem imaginar: uma vida paralela de sexo casual e consumo de drogas nas noitadas.

O que é que os adolescentes de boas famílias fazem na noite a partir das três, quatro da manhã? Muitos pais preferem nem imaginar. Mas, em O Fim da Inocência, de Joaquim Leitão, a adaptação do romance homónimo de Francisco Salgueiro, vemos um caso que pode fazer incidir a luz sobre o flagelo que atinge cada vez mais jovens.

O filme e o livro (talvez mais o livro) mostram explicitamente como raparigas e rapazes de colégio entram numa espiral de sexo, álcool e drogas sem os pais saberem. Tudo isto logo a partir dos 15 ou 16 anos.

E, segundo o autor, tudo é verdade: as festas, as orgias, as pastilhas, os riscos de cocaína e uma dissimulação que engana os pais mais distraídos. O livro [ed. Oficina do Livro, 2010] e, por consequência, o filme, relatam factos verdadeiros de uma adolescente que, depois de ser levada a perder a virgindade aos 15 anos, adota um estilo de vida noctívago repleto de drogas e álcool.

Espelho de uma certa geração com pressa de experimentar tudo mais cedo e com ganas de viver a vida sem pensar no amanhã. Os jovens que não pensam nas consequências e encontramos nos bares de Santos, em Lisboa, ou nas Galerias da Baixa do Porto e que, depois, acabam por ser os mais populares no liceu.

Se esta história que Salgueiro descobriu pode ser um testemunho de uma tendência cada vez mais globalizante, é também uma oportunidade para um exame de como muitos pais podiam – deviam? – ter outra perceção acerca da vida social dos filhos.

O Fim da Inocência chega aos cinemas numa altura em que o cinema de grande público em Portugal tem tido tempos duros, com fracassos atrás de fracassos. Mas o novo filme de Joaquim Leitão (que este ano já viu no final de agosto o seu Índice Médio de Felicidade ser ignorado nas bilheteiras) terá um dos maiores lançamentos do ano e uma campanha forte para chamar adolescentes e pais aos cinemas, sobretudo a pensar no fenómeno que o livro conseguiu – mais de quarenta mil exemplares.

Trata-se de um relato de um grupo de adolescentes abastados de Cascais que reflete uma vida paralela de comportamentos sexuais irresponsáveis, dependência de álcool e droga sem controlo – muito para além dos charros, neste filme circula MDMA, cocaína e ectasy.
Francisco Salgueiro, sem filhos, especialista em livros destinados a jovens, supervisionou a produção do filme.

«Este é o primeiro filme português que atinge um target que não vê filmes portugueses», diz o autor. «O Fim da Inocência é para quem não gosta mesmo de cinema português, o mesmo que aconteceu com o livro, que era para um target dos que nunca liam. Os autores e os realizadores portugueses têm a mania de ser muito mais velhos do que aquilo que são.»

O escritor de 45 anos não foi o responsável pelo argumento (Roberto Pereira, de A Mãe é que Sabe foi o escolhido), mas teve um papel ativo no casting, cuja primeira fase contou ainda com Nicolau Breyner, que esteve para realizar o filme. O Fim da Inocência foi a obra que a morte não deixou que fosse de Nico.

Oksana Tkash, Rodrigo Paganelli, Joana Barradas, Francisco Fernandez, Raquel Franco e Joana Aguiar são estrelas para um público juvenil depois de participações televisivas em séries e telenovelas. Ficaram famosos sobretudo nesta altura em que as redes sociais e as suas gestões criam casos de culto que passam ao lado da imprensa. Para já, têm uma habilidade tremenda: na câmara de Leitão parecem mesmo adolescentes (Raquel tem 26 anos, Joana e Francisco 19).

Juntos, estes atores mostram um entrosamento grande. A maior parte já se conhecia de trabalhos na televisão e conseguiram uma boa química durante as filmagens, em agosto. Garantem que nunca se portaram como as personagens em perdição deste caso verídico, mas são os primeiros a dizer que nada do que se passa aqui é fantasia. «Há aquele lema agora de que o pessoal quer fazer tudo num só dia, não deixar nada para amanhã», diz Francisco Fernandez, com 19 anos, o mais novo dos rapazes, mas a opinião é partilhada por todos.

Raquel Aguiar, 26 anos, comunga dessa ideia de que a geração que veio a seguir à sua quer tudo mais rápido. «As situações que vemos no filme existem e há que falar e expô-las, mesmo que não possamos generalizar. Existe e não é só no Porto e em Lisboa. Trata-se de um fenómeno generalizado.» Um fenómeno que os pais desses adolescentes nem imaginam. Ou não querem, lembra Francisco Salgueiro.

Rodrigo Paganelli, que interpreta um dos «maus rapazes» disposto a experimentar tudo, fala da pressão de uma sexualidade imposta. «O filme trata muito bem da pressão de ter de fazer muito mais do que a vontade deles. Todos falam de sexo e se não tiveres assunto aí sentes-te fora das conversas. Há uma obrigação cada vez mais cedo e não acho normal miúdos e miúdas de doze anos perderem a virgindade. Não me cabe na cabeça!»

O grande risco deste elenco estará, eventualmente, na protagonista, Oksan Tksah, uma jovem de 20 anos de origem ucraniana descoberta no mundo da moda. De todos, é quem tem menos experiência e consegue dar vida à Inês, a rapariga inocente arrastada para uma vertigem de sexo e drogas ainda antes dos 16 anos.

«Cresci no Alentejo e a dada altura tive de cuidar sozinha do meu irmão. Nunca estive perto desse mundo que o filme mostra. Não tenho mesmo nada a ver com a Inês nem nunca saí muito à noite. Quando me vi no trailer pela primeira vez apanhei um choque! Tenho receio de como as pessoas me vão julgar como atriz.»

Oksana nem sequer sabe se quer voltar a representar, agora que está a tirar Ciências Políticas na Universidade Católica. E tem também uma inquietação: «vejo o meu irmão, que agora tem dez anos, e fico espantada como as crianças têm acesso a tudo com uma velocidade enorme. Aliás, ao longo do filme percebi que sou super conservadora!»

O que Francisco Salgueiro descreve não se trata apenas de um pesadelo de uma certa camada social. Estes jovens podem ser betinhos de Cascais, mas quem sai à noite num after-hours percebe que «essa juventude perdida» inclui todas as classes.

É como se houvesse um desígnio comum de hedonismo automático, de querer pisar os limites ou querer seguir uma moda de mau comportamento. E não deixa de ser curioso o filme chegar na altura em que se discute também o problema da segurança na noite com o caso da discoteca Urban Beach.

mais fotos no link:

https://www.noticiasmagazine.pt/2017/sexo-drogas-e-noitadas-filho-adolescente/

 

 

Geração i. Eles têm menos problemas com as drogas que os pais

Abril 27, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do https://ionline.sapo.pt/ de 13 de abril de 2017.

Têm hábitos de consumo de drogas diferentes dos pais e dos avós. A Geração i dedica esta edição à troca de experiências inebriantes entre gerações.

Eles gostam da noite, gostam das conversas até às tantas, gostam de dançar sem parar e gostam de experimentar coisas novas, tal como os jovens de todas as outras gerações. As drogas não são novidade para a geração dos millennials, mas quem viveu os tempos mais negros do uso de substâncias ilícitas foram as geração anteriores à que teimamos chamar Geração i.

Em Portugal sabe-se que foi com a Revolução dos Cravos que as ondas de substâncias psicoativas começaram a inundar uma sociedade mal habituada no que à liberdade dizia respeito.

“O consumo de substâncias ilícitas em Portugal ganhou expressão depois do 25 de Abril e a grande diferença para com outros países europeus foi que muitos dos consumidores de então vieram a ter um uso problemático. Subitamente, as pessoas experimentavam e, quando davam por elas, estavam dependentes”, explica João Goulão, diretor-geral do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), que garante que o consumo de droga tem hoje um menor impacto na saúde individual e coletiva do que no passado.

No livro “LX 70”, de Joana Stichini Vilela, lê-se: “A novidade está na democratização. Se, antes do 25 de Abril, as drogas eram de acesso quase exclusivo a estrangeiros ou gente viajada, logo em 1975. o responsável da secção de narcóticos da Polícia Judiciária afirma que ‘o consumo tem aumentado assustadoramente’. Multiplicam-se os desvios das unidades de saúde e, a partir de meados de 1977, tornam-se vulgares os assaltos a farmácias.” Já na altura, os mais jovens tinham especial adoração pelas drogas sintéticas: “A juventude adora speeds, drogas legais consumidas de forma criativa.”

Orgia de sensações

“Naquele tempo vivíamos uma orgia de sensações, era impossível resistir, todos os dias chegavam novidades a Lisboa”, conta ao i Alverga, de 55 anos, agora emigrada, que experimentou do haxixe à erva, da coca à heroína, do LSD aos speeds:“Para nós era espetacular, proporcionava-se uma onda de experimentações, era o início da era dos concertos, era a camaradagem. O regime tinha acabado e nós fomos levando aquilo numa corrente de vontade de sermos iguais ao resto do mundo.”

Alverga explica que nunca houve falta de informação – não havia internet, mas sabia-se o que se estava a experimentar. A grande diferença entre gerações, na sua opinião, é que a dos pais dos jovens da sua geração não faziam ideia em que é que os filhos estavam metidos, não havendo noção de que se começavam a perder: “Estou a falar da minha visão, de alguém que sobreviveu a tudo isto e está a contar porque está viva, mas tive amigos meus que morreram de overdoses, de danos colaterais como a sida, pessoal que se meteu na prostituição, que se suicidou, que foi preso, que ficou louco. Agora, como tudo na vida, ao fazermos as experiências, há quem consiga passar pelas coisas de forma experimental, sem se deixar levar pela degradação, e a minha geração teve, penso eu, as duas partes. Era tudo perfeitamente consciente, só que os nossos pais nunca o tinham feito. Por isso, não conseguiam perceber os sintomas e o que andávamos a fazer. Os pais de hoje sabem porque muitos experimentaram; então, podem guiá-los.”

João Goulão, especialista no cenário português, confirma: “É verdade que há muito consumo hoje em dia, mas os impactos na saúde pública são muito menores do que noutras alturas. É uma geração mais aberta, o que é uma das grandes diferenças, também ocasionada pelo facto de o consumo ter deixado de ser considerado um crime. Há uma maior abertura para discutir o assunto em muitos contextos, desde o familiar ao laboral e às escolas. As pessoas falam mais abertamente e pedem ajuda com muito mais facilidade. A evolução continua a ser globalmente positiva.”

Goulão elucida que “hoje em dia há muito consumo que não conduz necessariamente à dependência. É uma geração muito informada, os problemas ocasionados por drogas são percentualmente muito inferiores aos que ocorriam há 20 anos”.

O álcool também é droga

Entre todas as gerações, “a canábis sempre foi, de longe, a substância ilícita mais consumida, a seguir ao álcool, que é lícito”, conclui. José Henrique dos Santos, psicólogo clínico e um dos autores do Plano Nacional de Prevenção de Suicídio, descreve a alteração de consumos: “A grande mudança é que, nas duas gerações mais recentes (millennials e geração Z) há um consumo muito de grandes volumes e quantidades de álcool num tempo muito reduzido, o conhecido binge drinking. Hoje em dia utiliza-se muito este padrão e é por isso que existem os shots, que são autênticos tiros na cabeça. Em relação às gerações anteriores, o padrão de consumo era diferente. Era um padrão que normalmente assentava em quantidades diárias, com um consumo mais regular, mas mais contido. Mesmo com o tabaco vê-se este padrão: não fumam, mas ao fim de semana desforram-se, comportamentos típicos das culturas do norte da Europa.”

As estatísticas comprovam

De acordo com o Instituto Nacional sobre o Abuso de Drogas (NIDA), nos Estados Unidos da América, os millennials realmente usam menos drogas e menos álcool do que os seus pais. O uso de drogas entre adolescentes diminuiu mais de 34% entre 1993 e 2013, um período de tempo crucial que abrangia a adolescência de quase todos os pertencentes à geração millennial.

Em Portugal, os dados também confirmam essa realidade e ainda apontam para que a tendência se mantenha para as próximas gerações. As conclusões constam do European School Survey Project on Alcohol and other Drugs (ESPAD), feito entre 2011 e 2015 junto de alunos que completaram 16 anos no ano da recolha de dados.

Relativamente às drogas, a percentagem de alunos que até aos 16 anos já tinham experimentado está a estabilizar: 16% em Portugal (18% média europeia), sendo a canábis a mais experimentada, e a mais consumida no último ano e no último mês.

As novas substâncias psicoativas são mais consumidas em alguns países do que “outras drogas”, sendo a média europeia de experimentação de 4% e, em Portugal, apenas 1%.

Também o consumo de álcool e tabaco entre jovens até aos 16 anos tem vindo a diminuir na Europa, com Portugal a situar-se abaixo da média europeia, mas ainda assim com consumos elevados de bebidas alcoólicas.

 

 

 

Los riesgos de las ‘chemsex’

Maio 26, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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texto do http://ccaa.elpais.com de 9 de maio de 2016.

Barcelona

Médicos y activistas alertan de que la práctica puede generar nuevas infecciones por VIH y dependencia a sustancias tóxicas.

En una aplicación para ligar, un chico invita a otro a una fiesta en su casa. Media decena de jóvenes y “una bandeja con speed y ketamina” le esperan en el salón. Por delante, una larga sesión de sexo grupal bajo los efectos de varias drogas. “Me di cuenta de que era una chemsex y me fui. Yo no tomo drogas”. Las chemsex —del inglés chemical sex, sexo químico— son un fenómeno, casi exclusivo del colectivo gay, que se caracteriza por tener sexo bajo el efecto de drogas durante un largo periodo de tiempo. No hay ni una sola cifra que dimensione la práctica, pero médicos y activistas alertan de que puede contribuir a la transmisión del VIH. Y, aunque sospechan que es una práctica residual, ya han detectado casos de jóvenes dependientes a ciertas sustancias para practicar sexo.

La combinación no es nueva, y mucho menos exclusiva de los gais. Lo que caracteriza a las chemsex son el auge de las aplicaciones móviles para ligar y el uso de mefedrona, metanfetamina y GHB para soportar largas sesiones de sexo, que pueden durar días. La mefedrona es un estimulante, la metanfetamina provoca euforia, desinhibición y quita el sueño y el GHB o éxtasis líquido es un depresor sedante. La mezcla de las tres permite aguantar en las fiestas sexuales pero también puede dejar a los participantes en un estado de semiinconsciencia que les haga bajar la percepción de riesgo. En un colectivo donde la prevalencia del VIH es del 14% y soporta seis de cada 10 nuevas infecciones, las conductas sexuales de riesgo alertan a los epidemiólogos. “El chemsex está asociado a no usar preservativo, por lo que aumenta el riesgo de infecciones. Además, como son fiestas con policonsumo de drogas, se puede perder la percepción de riesgo”, dice Jordi Casabona, director del Centro de Estudios Epidemiológicos sobre el VIH/SIDA de Cataluña.

Aunque el riesgo de transmisión se reduce si un infectado de VIH se medica, la pérdida de adherencia al tratamiento eleva las posibilidades de contagio. En unas jornadas de la Sociedad Española Interdisciplinaria del Sida, su directora, María José Fuster, señaló que un 35% de los pacientes con VIH se salta el tratamiento si sabe que va a drogarse. Y además, un 25% de las personas infectadas por VIH lo desconocen. Josep Mallolas, del Servicio de Enfermedades Infecciosas del Clínic, alerta de que en estas chemsex “puede haber, por probabilidad, algún VIH positivo que no lo sepa”. El VIH no es el único riesgo. Otras infecciones de transmisión sexual también pueden contraerse, como la sífilis y gonorrea, que se han cuadriplicado y triplicado en 10 años entre los gais. “Se ha perdido el miedo y, como a la gente le atrae el riesgo, surge el chemsex”, apunta Mallolas.

En Londres, el fenómeno ya es un problema de salud pública y hay clínicas donde reportan hasta 100 casos al mes de personas con un consumo problemático vinculado al chemsex. En España aún es anecdótico, pero las entidades ya han detectado casos. “No es un problema de salud pública pero existe una minoría con un consumo problemático”, certifica Fernando Caudevilla, médico de familia y experto en drogas de síntesis. “Es gente que necesita ayuda profesional porque pueden presentar trastornos de personalidad. Se da cuenta de que sus prácticas son incompatibles con ir a trabajar o son incapaces de relacionarse sobriamente”, ejemplifica Ferran Pujol, director de BCN Checkpoint. Desde Stop Sida aseguran que precisan una atención integral. “Pueden tener problemas de ansiedad, soledad, en su relación de pareja, incluso problemas con su sexualidad”, apunta el investigador Percy Fernández Davila.

Si en algo coinciden los expertos es en la falta de recursos. “No estamos financiados para estudiar el fenómeno a fondo. Y hasta que no tengamos datos, no podemos hacer nada”, apunta Caudevilla. El trabajo preventivo en zonas de ocio y medidas de reducción de riesgos son las líneas estratégicas que apuntan para atajar los problemas del chemsex. En palabras de Caudevilla: “Es el momento de investigar e intervenir en zonas de conductas de riesgo, pero para eso necesitamos que las Administraciones se muevan”.

 

 

1as Jornadas de Prevenção dos Comportamentos Aditivos e Dependências – 14 -16 abril na Madeira

Abril 6, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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jornadas

UCAD

291720180

email: spt@iasaude.sras.gov-madeira.pt

mais informações:

http://iasaude.sras.gov-madeira.pt/UCAD

 

Formação no âmbito da abordagem a crianças e jovens em risco inseridos em famílias com comportamentos aditivos e dependências

Fevereiro 24, 2016 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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cartaz

Data limite para a receção de Inscrições: 09 de março de 2016

Compete ao SICAD Promover a formação no domínio das substâncias psicoativas, dos comportamentos aditivos e das dependências, capacitando os profissionais para prestar apoio especializado aos cidadãos e às comunidades, no âmbito das dependências com e sem substâncias.

Os ganhos em saúde conseguem-se por via da qualificação dos profissionais e das abordagens, da melhoria dos níveis de conhecimento e da cooperação entre os stakeholders, aumentando a eficácia das respostas disponíveis, normalizadas e harmonizadas.

A existência de famílias com um ou mais dos seus membros com comportamentos aditivos e dependências evidencia situações em que os fatores de risco para os comportamentos aditivos assumem um peso mais significativo do que os do equilíbrio. Deste facto resulta que nem sempre a estruturação familiar se dá de forma a propiciar o ambiente maturativo mais harmónico, o que determina riscos acrescidos para o desenvolvimento dos seus membros, nomeadamente os mais vulneráveis – as crianças e jovens.

A importância dos fenómenos que ocorrem na família para a estruturação dos trajetos evolutivos das crianças e jovens, e das múltiplas questões que suscita a ocorrência de CAD neste contexto, determina a relevância da capacitação específica dos profissionais que intervêm neste âmbito, de forma a permitir o estabelecimento de intervenções orientadas para a abordagem à problemática das crianças e dos jovens inseridos em famílias com CAD.

Neste sentido afigura-se fundamental capacitar os profissionais para abordagem a crianças e jovens em risco inseridos em famílias com CAD, fortalecendo o conhecimento e tomando contacto com as estratégias de intervenção adequadas.

Assim, o SICAD vai dinamizar o Curso Formação no âmbito da abordagem a crianças e jovens em risco inseridos em famílias com CAD, nos dias 11 e 3 de março, com os seguintes conteúdos programáticos:

  1. Substâncias, conceitos, efeitos e características, padrões de consumo, processos de dependência nas mulheres;
  2. Intervenção sistémica: princípios e conceitos;
  3. A dinâmica da família com CAD: especificidades e evoluções;
  4. O lugar da criança / jovem na família com CAD: fatores de risco para o desenvolvimento;
  5. Estratégias de intervenção;
  6. O papel da articulação interinstitucional no acompanhamento das crianças e jovens em famílias com CAD;
  7. Monitorização e avaliação;

Para mais informações e inscrições: http://www.sicad.pt/PT/Formacao/SitePages/FormacaoSICAD.aspx

 

1.º Workshop “Entre Margens – Gaming, Drinking e Cenas”

Novembro 4, 2015 às 11:11 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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entre

Inscrições: São gratuitas, mas obrigatórias

 

mais informações:

http://www.arslvt.min-saude.pt/frontoffice/pages/3?event_id=180

 

Eu e os Outros – Programa de prevenção de problemas ligados ao consumo de substâncias psicoativas para jovens entre os 10 e os 18 anos

Agosto 24, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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outros

O Eu e os Outros é um programa de prevenção universal dos problemas ligados ao consumo de substâncias psicoativas. Nele, as substâncias são abordadas de uma forma integrada com outras temáticas ligadas ao dia-a-dia dos adolescentes. Foi criado em 2006 por uma equipa técnica do Instituto da Droga e Toxicodependência com o apoio de parceiros de diferentes áreas e sectores e é coordenado nacionalmente pelo SICAD com o apoio/parceria regional das Administrações Regionais de Saúde.

mais informações:

http://www.sicad.pt/PT/Intervencao/Programas/Prevencao/Paginas/detalhe.aspx?itemId=15&lista=prevencao&bkUrl=/BK/Intervencao/Programas/Prevencao

http://www.tu-alinhas.pt/InfantoJuvenil/displayconteudo.do2?numero=18759

Mais adolescentes vítimas das drogas e do álcool

Outubro 7, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do site http://crescer.sapo.pt

crescer sapo

O que os pais devem fazer para ajudar e proteger os filhos deste flagelo

O consumo de drogas e de álcool está a aumentar entre a população adolescente, atingindo um crescente número de crianças. Só em 2013, chegaram aos centros de tratamento de toxicodependentes 8.844 novos casos.

Este foi o valor mais elevado desde 2000, o que eleva o número de novos casos de dependência para um aumento de 70% na última década. O diálogo preventivo é, para Rui Martins, coordenador da Dianova Portugal, a melhor maneira dos pais lidarem com o problema numa primeira abordagem.

Em entrevista à Saber Viver, o responsável por esta instituição particular de solidariedade social, que é também uma associação de utilidade de pública especializada na prevenção, tratamento e reinserção ao nível das toxicodependências, alerta para os efeitos nefastos da dependência de álcool e drogas no âmbito familiar, profissional, escolar e pessoal, apontando estratégias que poderão ajudar progenitores e educadores a travar o flagelo.

 O que é que as famílias podem fazer para prevenir o consumo de álcool e drogas, que não para de aumentar?

 

De acordo com o Relatório ESPAD 2011, realizado em meio escolar, os consumos de drogas ilícitas entre os jovens aumentou com prevalências de 16% para a cannabis, 8% para outras drogas, 7% para os ansiolíticos e 6% para as inalantes. Surgindo o consumo de drogas pelos jovens como objeto socializador e auxiliador do processo de autonomia face à família, de compensação de expetativas precocemente frustradas e até mesmo recusa de responsabilidades, não basta confrontar o jovem a parar o consumo de forma imediata, dado o conjunto de desequilíbrios que se encontram enraizados no consumidor.

Deve-se tratar a dependência, diminuindo as consequências negativas deste comportamento para o jovem, para a sua família e para as suas amizades. Da nossa experiência em programas de prevenção em meio escolar e comunitário, não há nada mais saudável como um diálogo preventivo, sensato, franco e objetivo acerca das drogas, evitando-se desta forma sofrimentos desnecessários a médio e longo prazo.

Quais as primeiras medidas ou ações que devem ser imediatamente tomadas pelos pais quando se apercebem de que um filho está a ficar dependente do consumo de álcool e/ou de drogas?

 

Uma família unida e que dá atenção aos seus filhos, por exemplo, já pode estar a fazer frente contra as drogas. A educação dos jovens é um desafio difícil. Há que trabalhar os delicados equilíbrios de liberdade e controlo, o aspeto e as normas. Há que por limites mas com amor e responsabilidade.

É fundamental que os pais estejam atentos aos primeiros sinais, tais como a descoberta de cannabis em casa ou o aumentar de situações de nervosismo. E, quando o caso se tornar mais complexo, devem procurar ajuda especializada num serviço público ou privado de tratamento das toxicodependências que o ajudarão não só a lidar com a problemática nesse dado momento, mas sobretudo a tratar o seu filho.

Quais são as consequências na aprendizagem e formação da personalidade para uma criança ou um jovem que viva com pais toxicodependentes e/ou alcoólicos?

 

Comportamentos violentos e anti-sociais, pouca resistência à pressão de grupo, baixa autoestima, problemas de atenção, fracas capacidades de leitura, redução da capacidade de memória a curto prazo, insucesso escolar e abandono precoce da escolar são alguns aspetos a ter em atenção nos mais jovens que vivem com uma realidade familiar no qual existe uma dependência do álcool e drogas. Uma família desagregada pode ainda constituir um fator de risco ao consumo de drogas até mesmo por parte desses mesmos jovens.

O aumento significativo da toxicodependência em Portugal que refere traduz-se em que números? Quais são as faixas etárias mais afetadas?

 

O segundo inquérito nacional de Portugal sobre toxicodependência revela um aumento da prevalência do consumo de drogas de 7,8% para 12% entre a população entre os 15 e os 64 anos de idade. O Relatório ESPAD realizado em meio escolar regista também um aumento dos consumos de drogas entre os jovens estudantes.

Na cannabis, esse foi de 16% (versus 13% em 2007), nas outras drogas foi de 8% (versus 6%), nos ansiolíticos foi de 7% (versus 6%), nos inalantes foi de 6% (versus 4%), registando-se apenas uma diminuição no consumo de álcool 52% (versus 79%). O aumento do total de toxicodependentes em tratamento em Portugal em 2012 apontava para 38.900 pessoas, mais 10.000 que em 2003.

Este aumento está associado à crise económica ou deve-se mais a uma crise de valores?

 

A crise de valores, a frenética aposta no desenvolvimento de carreira, a falta de redes de suporte familiar na educação ou as mensagens publicitárias contraditórias por parte de bebidas alcoólicas em estádios de futebol acabam por ser fatores de risco potenciados pela atual conjuntura económica. Na Dianova, preocupa-nos que, à semelhança do sucedido na Grécia, os consumos de drogas e, a sua associação à prostituição e potenciais co-morbilidades como HIV, levem a um aumento da prevalência da toxicodependência.

Tal sucede como forma de escape (ilusório e temporário) das pessoas, sobretudo as mais vulneráveis e desfavorecidas, em fazer face às suas angústias e receios, perda de emprego, redução do poder de compra e de receitas mensais para despesas (familiares, educação e saúde, entre outras), incapacidade de encontrar novo trabalho e desestruturação familiar.

 

Que valores devemos privilegiar e incutir às crianças e jovens para que se protejam e aprendam a defender-se deste flagelo?

A fórmula dos 3 R que a Dianova utiliza (Respeito, Responsabilidade e Resiliência) é um excelente início para que entre pais e filhos se desenvolva uma relação e comunicação construtiva e que funcione como um fator e ambiente protetor face ao consumo de drogas. Precoce e preventivamente, recomendamos aos pais que respeitem os seus filhos e os considerem como pessoas importantes.

Que os ensinem a exprimirem-se com segurança, sinceridade e alegria pois os jovens que recebem expressões de afeto são mais comunicativos e seguros. Que sejam um amigo para os seus filhos, demonstrando-lhes confiança e disponibilidade para ouvir as suas confidências, compreendê-los e orientá-los, doseando a autoridade. Que os apoiem para que estes aprendam a aceitar as suas responsabilidades e evitem os maus exemplos.

Que lhes prestem atenção e demonstrem interesse pelas suas ideias, inquietudes e preocupações. Que os brindem com a possibilidade de se explicarem, criticando-os de forma construtiva e sem os ridicularizar, desqualificar ou comparar a outros. Que os valorizem, reconhecendo o que fazem e quem são, que lhes digam abertamente o que gostam neles, enfatizando o positivo e o negativo. Que os respeitem, tendo em conta as opiniões e gostos e que sejam consistentes com as normas e limites que impõem.

 

Que tipo de efeitos traz o abuso de drogas e álcool no contexto escolar, profissional e familiar? Quais são as consequências mais marcantes?

Para o próprio consumidor em geral, os efeitos das drogas produzem-se a nível neurológico, fisiológico e comportamental.

Nos mais jovens e, em idade escolar, surge uma redução da atenção, do rendimento escolar.

Surge também um aumento da agressividade potencialmente ligada a questões como o bullying e, até, um absentismo escolar. Para a família, existem encargos emocionais e financeiros associados que se podem converter em absentismo laboral, baixa de produtividade e acidentes no trabalho. E, naturalmente, não nos esquecendo da sociedade com os custos diretos e indiretos a nível de saúde e sociais a médio e longo prazo suportados pelos cidadãos e pelos contribuintes.

É neste contexto que a campanha de sensibilização social REAGE procura alertar as pessoas, famílias e organizações, nos três ambientes em que centra o seu enfoque escolar e amizades, profissional e familiar, para os efeitos e consequências da toxicodependência.

 

Qual é a droga mais consumida em Portugal? Na sua opinião, quais as razões para essa escolha?

As principais drogas consumidas em Portugal são as lícitas. Em primeiro lugar, o álcool e, em segundo, os ansiolíticos. O consumo de álcool acontece devido à nossa cultura permissiva que aceita e induz ao seu consumo desde tenra idade. No que respeita aos ansiolíticos, continua a verificar-se uma elevada tendência para a automedicação ou facilidade em conseguir esta classe de antidepressivos ou de ansiedade. E é igualmente neste sentido que importa reagir, inspirar para dar a volta à situação de forma resiliente e preparar o caminho para uma vida de potenciais sucessos.

Para alguém que não tenha conhecimentos suficientes sobre drogas, a que tipo de sintomas deve um pai estar atento caso suspeite que um filho, um familiar ou um amigo está dependente de estupefacientes?

Dependendo do tipo de substância, os seus efeitos no organismo produzem quatro tipos diferentes de estados: estimulantes (cocaína ou anfetaminas), depressivas (álcool), alucinogénias (ácidos) e narcóticas (heroína). Estados esses que provocam sensação de sonolência passiva. Isto significa que para cada tipo de droga haverá efeitos e consequências a nível neurológico, fisiológico e comportamental, que podem indiciar o seu uso ou abuso.

A Dianova recomenda que os pais estejam atentos a eventuais descobertas destas substâncias nas mochilas ou quartos dos seus filhos, ao desaparecimento de dinheiro em casa, a estados súbitos e inexplicáveis de euforia ou depressão, à diminuição do rendimento escolar e a faltas consecutivos no trabalho.

Texto: Filipa Basílio da Silva com Luis Batista Gonçalves

 

Relatório ESPAD

http://www.emcdda.europa.eu/publications/joint-publications/2012-espad-impact-survey

http://www.espad.org/en/Reports–Documents/ESPAD-Reports/

 

SICAD

http://www.sicad.pt/PT/EstatisticaInvestigacao/EstudosConcluidos/Paginas/default.aspx

 

 

 

 

 

Tertúlia Os Espaços de Vida das Crianças e dos Jovens : Espaços de Diversão e os Consumos

Março 24, 2014 às 4:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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No dia 26 de Março o Fórum Sobre os Direitos das Crianças e dos Jovens volta a reunir-se, em forma de tertúlia, para reflectir sobre os espaços de diversão e consumos, pelas 18h, no Teatro Rápido (Rua Serpa Pinto, 14, Chiado).

De que forma é que os espaços de diversão promovem ou não os consumos de risco? – esta será uma das questões desta tertúlia, onde olharemos para os comportamentos aditivos e de dependência por parte dos mais novos.

Contamos com a presença de Margarida Gaspar de Matos, professora catedrática da Universidade de Lisboa,  Coordenadora Nacional de um estudo sobre a saúde dos jovens (HBSC), bem como do projecto Aventura Social e do projecto Dream Teens (a iniciar) financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Paula Marques, psicóloga clínica, com trabalho desenvolvido na área da prevenção dos comportamentos aditivos.  Desde cedo se interessou pela intervenção comunitária, mais especialmente pelo trabalho com jovens em risco. Actualmente, exerce funções como assessora da Direção do SICAD.

Irá juntar-se à conversa a Rute Borrego, representante do ComSumos Académicos, um projeto de responsabilidade social do CNJ e organizações de estudantes do ensino superior.

 

 

 

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