Ainda há escolas a vender alimentos pouco saudáveis

Outubro 25, 2017 às 3:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.dn.pt/ de 25 de outubro de 2017.

Joana Capucho

Cachorros, bolachas de chocolate e refrigerantes continuam à venda cinco anos depois de a orientação do governo o proibir

Pedro vive na zona da Grande Lisboa, onde a filha frequenta uma escola pública do 2º ciclo. Recentemente, foi surpreendido com fotografias do bar da escola, que cedeu ao DN, nas quais é visível a oferta de alimentos pouco saudáveis: mini-pizzas, cachorros, waffles com xarope de chocolate, folhados. Uma situação que o deixou descontente e que também foi relatada ao DN por outros pais. Queixam-se da venda destes e de outros produtos como croissants com chocolate, bolachas de chocolate com recheio e bebidas açucaradas, alimentos que já não deviam ser vendidos nos estabelecimentos de ensino.

Cinco anos após a publicação das orientações para os bufetes escolares pela Direção-Geral da Educação (DGE), há escolas que continuam a vender alimentos prejudiciais à saúde, tanto nos bares como nas máquinas de venda automática. Existe uma lista de alimentos a disponibilizar, a limitar e a não disponibilizar, mas não é cumprida em todos os estabelecimentos de ensino. “Em teoria, isto não deveria acontecer. Não estão a ser cumpridas as orientações. De vez em quando, recebemos algumas queixas dos pais relacionadas com o que se vende nos bares e nas máquinas e com o que serve nas cantinas. São situações pontuais, mas isso não significa que o problema seja grande ou pequeno, porque nem todos os pais têm conhecimento do que se passa nas escolas”, diz ao DN Pedro Graça, Diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da Direção-Geral da Saúde.

Na opinião de Pedro Graça, “há um problema relacionado com a falta de fiscalização/verificação do cumprimentos das normas”, mas também “há alguma demissão por parte dos pais, que não vão às escolas onde os filhos andam”. As próprias escolas e autarquias “deviam munir-se de técnicos especialistas capazes de aferir a qualidade dos produtos que são vendidos, verificar se as normas são cumpridas e promover alterações”. Quanto às máquinas de vending, “é uma questão de fiscalização, porque se forem cumpridas as regras, não são nefastas”.

Contactado pelo DN, o Ministério da Educação remete para o Ofício Circular n.º 7/DGE/2012 Bufetes escolares – Orientações e diz que “a Inspeção Geral da Educação e Ciência zela pelo cumprimento” dessa recomendações. Apesar de serem “orientações”, o gabinete de Tiago Brandão Rodrigues diz que não são facultativas e têm que ser cumpridas por todos os diretores de agrupamentos.

Já os diretores dos agrupamentos, reconhecem que estas máquinas são uma fonte de rendimento, mas dizem desconhecer situações de incumprimento. “Existem regras muito claras sobre o que se pode ou não vender nos estabelecimentos de ensino. Há escolas, como aquelas onde há ensino noturno e recorrente, onde podem existir alguns desses produtos nas máquinas para os alunos da noite. Admito que possam existir casos desses, mas não tenho conhecimento de nenhum”, afirma ao DN Manuel Pereira, diretor da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), destacando que “cada escola decide o que vende, tendo em conta as recomendações”.

Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), diz que sabe que há escolas onde existem máquinas – não é o caso da sua – mas também não conhece instituições que não cumpram as orientações da DGE. Nem tão pouco bufetes. “Não podem ser vendidos alimentos proibidos. Isso não pode acontecer. E não tenho conhecimento de diretores que autorizem aquilo que as diretrizes não aconselham e até proíbem”, refere, acrescentando que “a responsabilidade é das direções, não só das máquinas, mas também do que se consome nos bares das escolas”.

Tal como acontece nos outros locais onde existem máquinas de vending, estas são uma fonte de receitas para as escolas, que recebem uma percentagem das vendas. Além disso, sublinha Filinto Lima, muitas vezes “atenuam o constrangimento da escassez de funcionários” nas instituições de ensino. “Não vejo mal nenhum que existam máquinas nas escolas, desde que só tenham os alimentos que são permitidos pela DGE. Há uma grande preocupação das escolas em relação ao que é servido aos alunos. Se estão a ser vendidos produtos que não são permitidos, a situação tem que ser corrigida”.

Pais devem estar atentos

Manuel Pereira diz que, caso os pais detetem que as escolas estão a vender produtos com elevados teores de açúcares ou de gorduras, devem falar com os diretores dos agrupamentos. Jorge Ascenção, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais também desconhece situações de incumprimento, mas destaca que “não são os pais que estão permanentemente dentro das escolas”. “A primeira responsabilidade é dos adultos que lá estão. Os pais têm que estar atentos, mas há famílias que acham natural dar à criança um Bollycao para o pequeno almoço”, denuncia. Por isso, propõe, “é necessário capacitar os pais, para que percebam os prós e contras, para que estejam informados”. Um trabalho, frisa, que devem ser feito pelas escolas e pelas associações de pais.

Cabe às escolas, afirma Jorge Ascenção, “dar o exemplo” no que diz respeito à alimentação saudável. “Não pode vender produtos nocivos à saúde. E deve também fazer o acompanhamento para que a criança se possa auto-proteger. Se a educação e o acompanhamento forem bons, evitamos que vão comprar produtos pouco saudáveis a 100 metros da escola”, sublinha.

Além do trabalho que tem que ser feito nos estabelecimento de ensino e em casa, Filinto Lima considera que é “necessário atuar junto das empresas que ficam próximas da escola” e onde as crianças e adolescentes encontram todos os produtos que esta não deve disponibilizar aos alunos. “A escola cumpre, mas há alguém a 10 metros que vende tudo o que está proibida de vender”, critica. Uma situação que, segundo Pedro Graça, é difícil de resolver “do ponto de vista legal”, mas que “pode ser pensada”. Até lá, sugere, “os pais podem, em conjunto com os diretores, tomar decisões para que os filhos não saiam da escola para comer”, enquanto esta deve “perceber o que leva a criança a sair, tentando oferecer-lhe alternativas atrativas”.

 

 

 

O que as crianças comem aos quatro anos determina a gordura aos sete

Julho 1, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.noticiasmagazine.pt/de 7 de junho de 2017.

Um estudo desenvolvido no Porto concluiu que crianças que comem alimentos calóricos e com muito açúcar aos quatro anos têm tendência a desenvolver maior gordura corporal aos sete, situação que se verifica mais nas raparigas.

Estes resultados podem ser explicados pelas «diferenças hormonais e de composição corporal, que se manifestam antes do início da puberdade», como é o caso de «uma maior massa gorda relativa nas raparigas», disse à Lusa a investigadora Catarina Durão, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), entidade responsável pelo estudo.

De acordo com a especialista, estas diferenças podem ainda estar relacionados com um ressalto adipocitário (período na infância em que se reinicia o aumento do índice de massa corporal), que acontece mais precocemente nas raparigas.

A investigação, que envolveu 3.473 crianças da ‘coorte’ Geração 21 – projeto de investigação que acompanha cerca de 8.600 crianças da cidade do Porto, desde o nascimento – mostra que 44% das raparigas e 45% dos rapazes avaliados aos quatro anos, já praticam um «padrão alimentar excessivo».

Esse padrão inclui, segundo a investigadora, alimentos demasiado calóricos e com pouco interesse do ponto de vista nutricional, como bolos, doces, refrigerantes, néctares, charcutaria, pizas, hambúrgueres, croquetes, rissóis e batatas fritas.

Catarina Durão indica ainda que as crianças que têm esses hábitos alimentares aos quatro anos tendem a mantê-lo aos sete, aumentando, devido a isso, a proporção da ingestão de alimentos demasiado calóricos também nesta idade (49% das raparigas e 53% dos rapazes).

«Tendo em conta que a idade pré-escolar é um período particularmente relevante para o estabelecimento de preferências e de hábitos alimentares, esta fase da vida é uma oportunidade de excelência para intervir, já que a criança e a sua família podem estar mais abertas à mudança», referiu.

Para a investigadora, as intervenções devem incidir sobre «alimentos com elevada densidade energética e sobre bebidas açucaradas», uma vez que «o consumo destes produtos está associado entre si».

Crianças «que consomem mais ‘fast food’, também bebem mais bebidas açucaradas, comem mais bolos, doces, guloseimas e ‘snacks’ salgados», explicou.

Na sua opinião, embora o consumo de alimentos densamente energéticos seja reconhecido como fator de risco para a obesidade infantil, são relativamente escassos os estudos que avaliem padrões alimentares identificados estatisticamente em crianças na idade pré-escolar e a sua relação com subsequente adiposidade.

«Observar esta associação tem relevância, pois consolida a evidência científica que permite servir de base a políticas públicas de promoção de uma alimentação saudável, dando ênfase à importância de intervir o mais precocemente possível», concluiu.

Neste estudo participaram ainda os investigadores Milton Severo, Andreia Oliveira, Pedro Moreira, António Guerra, Henrique Barros e Carla Lopes, membros do Grupo de Investigação em Epidemiologia da Nutrição e da Obesidade da Unidade de Investigação em Epidemiologia (EPIUnit) do ISPUP.

Designado «Association between dietary patterns and adiposity from 4 to 7 years of age», o estudo foi publicado recentemente na revista Public Health Nutrition.

Estudo mencionado na notícia:

Association between dietary patterns and adiposity from 4 to 7 years of age

 

 

 

 

Escolas ignoram regras de 2012 e vendem alimentos prejudiciais à saúde

Outubro 3, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.dn.pt/ de 6 de setembro de 2016.

Leonardo Negrão/Global Imagens

Leonardo Negrão/Global Imagens

Joana Capucho

Há escolas que insistem em vender doces embalados e bebidas açucaradas nas máquinas automáticas

O bar da escola ainda não abriu. Restam algumas garrafas de água na montra. Ao lado, na máquina de venda automática, há águas, embalagens pequenas de Oreo, Chips Ahoy e Cacao Wafer, pacotes de Compal, Fresky, Capri Sonne e B!. Foi este o cenário encontrado ontem pelo DN numa escola dos 2.º e 3.º ciclos de Aveiro. “Devem vir trazer mais coisas antes de as aulas começarem. Costuma ter sandes, gelatinas, chocolates, bolachas de água e sal e digestivas, salame, bolo de bolacha”, conta Maria, aluna do 8.º ano.

Quatro anos depois de a Direção-Geral da Educação (DGE) ter publicado regras muito específicas para a alimentação nas escolas, ainda há instituições de ensino que disponibilizam bebidas açucaradas, que podem ser equiparadas a refrigerantes (categoria que inclui iced tea, bebidas aromatizadas e com gás) e outros alimentos pouco saudáveis nas máquinas de venda automática. E continuam a chegar queixas à Direção-Geral da Saúde. Os diretores reconhecem que as máquinas são uma fonte

de rendimento para as escolas e garantem que estas estão a renegociar com as empresas que as abastecem para que vendam alimentos mais saudáveis. No ano passado, um estudo feito pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, que avaliou quase 20 escolas do concelho, concluiu que 80% das escolas ainda estavam a oferecer produtos que não deviam estar disponíveis e apenas metade daquelas ofereciam fruta.

“Ainda se veem alimentos e bebidas que não devem ser comercializados em algumas escolas públicas portuguesas, mas é cada vez menos usual”, admitiu ao DN Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas (ANDAEP). O também diretor do Agrupamento de Escolas Dr. Costa Matos, em Vila Nova de Gaia, diz que, no seu caso, a escola decidiu eliminar as máquinas de venda automática, mas há diretores que optam por renegociar os contratos com as empresas.

“As máquinas estavam preparadas para determinado tipo de produtos. As escolas que as querem manter têm de falar com as empresas para mudar os produtos que existiam, nomeadamente os refrigerantes”, adianta Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional dos Dirigentes Escolares, destacando que as máquinas de venda automática são “uma fonte de rendimento” para as escolas, que recebem uma percentagem das vendas.

À Direção-Geral da Saúde (DGS) ainda chegam algumas queixas. Pedro Graça, diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, diz ao DN que, “pontualmente”, há pais que informam a DGS de que determinada escola não está a cumprir as regras (ver entrevista). De acordo com as orientações para os bares escolares e máquinas de venda automática emitidas em 2012, há alimentos a privilegiar, a limitar e a não disponibilizar. Entre aqueles que não podem ser vendidos estão os refrigerantes (lista que inclui iced tea, bebidas com gás ou à base de cola, água aromatizada), chocolates em embalagens superiores a 50 gramas, pastéis, bolachas e biscoitos com cobertura e/ou recheados, guloseimas, entre outros.

Jorge Ascensão, presidente da Confederação Geral das Associações de Pais, acredita que o problema “está mais ou menos controlado”, existindo apenas “situações pontuais”. Sempre que as associações de pais se apercebem de irregularidades, a escola é contactada.

Embora muitas escolas já tenham eliminado os referidos produtos, há casos em que os alunos conseguem comprá-los a poucos metros da instituição. “Do outro lado da rua há cafés a vender esses alimentos, que os alunos levam para a escola”, denuncia Filinto Lima. Para o presidente da ANDAEP, as escolas devem “sensibilizar os alunos e as famílias, que também dão às crianças em casa aquilo que as escolas estão proibidas de vender”.

Bufetes Escolares – Orientações

Quando as marcas comerciais influenciam os estudos científicos

Janeiro 17, 2014 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 5 de Janeiro de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Financial Conflicts of Interest and Reporting Bias Regarding the Association between Sugar-Sweetened Beverages and Weight Gain: A Systematic Review of Systematic Reviews

clicar na imagem

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Quase 20% das crianças com 18 meses consomem refrigerantes diariamente

Outubro 25, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 24 de Outubro de 2013.

Por Agência Lusa

No que se refere à distribuição geográfica, as regiões autónomas são as que apresentam prevalências de obesidade maiores no 1.º ciclo

Quase 20% das crianças com um ano e meio da região Norte de Portugal consomem diariamente refrigerantes e 10% comem sobremesas doces também numa base diária, segundo dados de um estudo revelados hoje em Lisboa.

De acordo com o Estudo do Padrão Alimentar e de Crescimento na Infância, que avaliou hábitos das crianças até aos 36 meses, o consumo de sobremesas e doces nos meninos de 18 meses é semanal para 41% das famílias do Norte e diário para 10%.

Quanto aos refrigerantes sem gás, são 18,5% as famílias que dizem que os seus filhos com um ano e meio os bebem diariamente, enquanto 27,4% indicam que o consumo é semanal. Em 12% das famílias, as crianças com 18 meses nunca consumiram estas bebidas.

Pedro Graça, coordenador do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, explicou aos jornalistas que este estudo foi realizado em todo o país, com uma amostra representativa da realidade nacional, mas os resultados globais só serão conhecidos dia 01 de novembro.

Dos números já disponibilizados, relativos à região Norte, a conclusão nas crianças em idade mais jovem é a de que “o bom e o mau na alimentação” surgem muito associados.

A par do elevado consumo de refrigerantes e doces em idades precoces, regista-se uma “prática muito positiva” de consumo generalizado de sopa e fruta a partir dos seis meses de idade.

Assim, mais de 90% das crianças começaram a comer sopa e fruta diariamente a partir dos seis meses, refere o estudo.

Na apresentação do relatório “Alimentação Saudável em Números” , feita hoje pela Direção-Geral da Saúde, foram ainda incluídos dados de outro estudo que analisou hábitos alimentares em adolescentes entre os 6.º e o 10.º ano de escolaridade.

Concluiu-se que “quando [os jovens] começam a ficar mais independentes, há uma redução de práticas alimentares que os protegiam”, como se vê na redução do pequeno-almoço, refeição considerada essencial para os nutricionistas.

No 6.ºano eram 3,7% os jovens que nunca tomavam o pequeno-almoço, número que no 10.º ano subiu para os quase nove por cento.

Em relação às crianças do primeiro ciclo, o documento da DGS aponta para uma “aparente estabilização” do número de meninos com obesidade e excesso de peso.

De 2008 para 2010, passou-se de uma percentagem de 15,3% para 14,6% de obesos e de uma taxa de 37,9% para 35,6% de excesso de peso em crianças dos seis aos nove anos.

“Os números elevados são preocupantes, mas com uma aparente estabilização neste grupo etário, talvez fruto do trabalho que se realizou nesta área”, concluiu Pedro Graça, coordenador do Programa Nacional.

No que se refere à distribuição geográfica, as regiões autónomas são as que apresentam prevalências de obesidade maiores no 1.º ciclo, com valores de 22% nos Açores e de 16% na Madeira.

Na situação oposta surge o Algarve, que apresenta os mais baixos indicadores do país, com apenas 8,7% de obesidade e 10,7% de excesso de peso.

Pedro Graça apresenta como possível justificação para o sucesso no Algarve a “estratégia consolidada de combate à obesidade” que tem sido seguida na região nos últimos 20 anos.

Segundo o documento, a obesidade afeta cerca de um milhão de adultos em Portugal.

Tal como acontece noutros países, são os grupos socialmente mais vulneráveis que parecem estar mais expostos a situações de risco nutricional, o que leva os especialistas a acreditarem que são necessários materiais de comunicação e educação para grupos com menores níveis de literacia.

“O impacto crescente que as pessoas obesas começam a ter nos serviços de saúde, mesmo sub-reportados, demonstra a necessidade de se atuar cada vez mais cedo”, indica a DGS.

Outra conclusão do relatório é a de que há uma maior necessidade de apoio alimentar e nutricional por parte dos serviços de saúde à população mais idosa.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

Elevado consumo de bebidas com gás associado a violência na juventude

Novembro 12, 2011 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Destak de 25 de Outubro de 2011.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

The ‘Twinkie Defense’: the relationship between carbonated non-diet soft drinks and violence perpetration among Boston high school students

O elevado consumo de bebidas gaseificadas entre os adolescentes pode estar ligado a um comportamento mais agressivo, assegura um estudo divulgado pela publicação “Injury Prevention”.

Os adolescentes que bebem mais de cinco latas de bebidas gasosas são significativamente mais propensos a ter atitudes violentas entre as quais se inclui utilizar armas e perpetrar agressões.

O estudo está baseado numa sondagem feita em Boston, Massachusetts, a 1.878 adolescentes entre os 14 e os 18 anos de 22 escolas públicas.

Os jovens foram “classificados” em duas categorias: baixo consumo – até quatro latas por semana – e alto consumo – mais de cinco latas por semana.

Um terço dos entrevistados classificou-se na categoria de alto consumo, levando os analistas a questionar sobre recentes comportamentos ou atitudes violentas com colegas ou familiares e de usavam facas ou pistolas.

As atitudes foram avaliadas junto a outros fatores que poderiam influenciar os resultados como o género, consumo de álcool, tabaco e as horas de sono.

Cerca de 23 por cento dos jovens que disseram beber uma ou nenhuma lata de refrigerantes responderam que saiam habitualmente com armas, enquanto que no grupo de jovens que consumiam mais de 14 latas por semana, a percentagem subia para 43 por cento.

Entre as conclusões do estudo, os investigadores afirmaram que os adolescentes que mais consumem bebidas refrigerantes gaseificadas possuem entre nove a 15 por cento de mais probabilidades de manifestar condutas violentas.

“Pode haver uma relação direta de causa/efeito, quem sabe devido ao açúcar ou cafeína presente nestas bebidas, ou pode haver outros fatores não ainda analisados, que provoquem um elevado consumo de refrigerantes gasosos e ações violentas”, acrescentam as conclusões do estudo.


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