A linguagem da programação PARA CRIANÇAS dos 6 aos 10 anos – Oficina com robots e tablets nas BLX

Fevereiro 10, 2016 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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blx

A linguagem da programação

PARA CRIANÇAS dos 6 aos 10 anos

Oficina com robots e tablets
por
Ardozia, com os robots Dash&Dot

Esta oficina pretende ser um momento de introdução às linguagens de programação pelas crianças e famílias. Para isso irão ser usados robots de programação através dos quais é possível observar o funcionamento destas novas linguagens.
É um momento de aprendizagem mas também muito lúdico.

Bib. Coruchéus – 13 de fevereiro às 10H30
Bib. Penha de França – 13 fevereiro às 14H30
Bib. Belém – 20 fevereiro às 14H30
Bib. Camões – 12 de março às 14H30
Bib. Mª Keil – 14 de maio às 14H30

Limitado a 10 crianças + famílias.

Entrada gratuita, mediante inscrição prévia.
Inscrições: workshops@ardozia.com

http://goo.gl/9fXLiJ

 

Os “desafios” de educar alunos conectados

Novembro 17, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site Educare de 7 de outubro de 2015.

snews

Usar o computador na escola, de forma limitada, é melhor que não usar. Mas só beneficia o desempenho dos alunos quando o software e a ligação à Internet aumentam o tempo de estudo e a prática, sugere a OCDE.

Andreia Lobo

É comum ouvir dizer que, hoje em dia, as crianças nascem ensinadas a mexer com os tablets e os smartphones dos pais. Por detrás desta observação, os estudos mostram a facilidade com que a tecnologia tem entrado no dia a dia.

O dinheiro gasto pelas famílias e investido nas escolas em computadores, ligações à Internet e recursos educativos tem aumentado muito, nos últimos 25 anos, nota a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Aumentam também as preocupações com a forma como lidamos com os ambientes digitais.

“A sociedade espera que as escolas eduquem as crianças para se tornarem consumidores críticos, ajudando-os a fazerem escolhas informadas e a evitarem comportamentos de risco.” Esta, entre outras recomendações, constam do relatório “Students, Computers and Leraning: Making The Connection” que divulga os resultados do PISA Digital 2012.

No entanto, os resultados do estudo mostram não haver melhorias significativas nos desempenhos dos alunos ao nível da leitura, matemática ou ciência – as áreas avaliadas pelo PISA – nos países que mais investiram nas TIC para a educação.

Uma das explicações pode ser a falta de um ensino que aproveite o máximo da tecnologia. “Adicionar tecnologias do século XXI a práticas de ensino do século XX acaba por diluir a eficácia do ensino.” Por isso, a OCDE recomenda um repensar sobre as pedagogias usadas para o ensinar os jovens. Mas alerta: “A tecnologia pode amplificar um bom ensino, mas uma boa tecnologia não pode substituir um ensino pobre.”

Mais equidade na educação

Entre 2009 e 2012, diminuíram as diferenças no acesso aos computadores entre alunos favorecidos e desfavorecidos. Em todos, menos em três países (Indonésia, Perú e Vietnam) pelo menos 90% dos alunos desfavorecidos têm acesso a computadores. Enquanto na Dinamarca, Finlândia, Hong Kong, Países Baixos, Eslovénia e Suécia mais de 99% dos alunos desfavorecidos têm acesso a um computador em casa, em 12 outros são menos de metade.

Ainda assim, os resultados nos testes feitos em computador mostram que as diferenças socioeconómicas continuam a fazer-se sentir bastante ao nível da habilidade para usar as TIC na aprendizagem, explicada pela diferença observada nas competências académicas mais tradicionais.

A “descoberta mais desapontante”, escrevem os autores, é esta: a tecnologia é de pouca ajuda para diminuir o fosso de competências que separa os alunos favorecidos dos desfavorecidos. Para reduzir as desigualdades no benefício trazido pelo digital, os governos têm primeiro de melhorar a equidade na educação.

Assegurar níveis base de proficiência na leitura e na matemática “parece ajudar mais na criação da igualdade de oportunidades no mundo digital do que pode ser alcançado ao expandir ou financiar o acesso a serviços ou equipamentos tecnológicos”.

Ler online ou em papel requer as mesmas competências base acrescidas de novas. Como as de ser capaz de navegar através de páginas ou ecrãs de textos, filtrar as fontes mais credíveis entre a larga quantidade de informação. Coreia e Singapura estão entre os países com alunos mais competentes a navegar na Internet e com excelentes infraestruturas de acesso. No entanto, não acedem mais à Internet na escola que os colegas da OCDE. Apenas 42% dos alunos coreanos admitiram usar computadores na escola (72% na média da OCDE), em Xangai apenas 38%. E ambos alcançaram o topo da classificação nos testes de leitura e matemática baseados no computador do PISA 2012. Os investigadores acreditam, por isso, que “muitas das competências essenciais à navegação online podem ser ensinadas através de pedagogias convencionas e instrumentos analógicos”.

Pelo contrário, verificou-se que em países onde é mais comum os alunos usarem a Internet na escola para projetos escolares o desempenho na leitura baixou entre 2000 e 2012.

Do papel e lápis para o rato

Em 32 países e economias membros da OCDE, além dos exames tradicionais do PISA 2012, em formato papel, os alunos realizaram testes de leitura e matemática apresentados em computador. Singapura, Coreia, Hong Kong, Japão, Canadá e Xangai obtiveram as melhores classificações nos testes de leitura digital. A Matemática foi o foco do PISA 2012 e, pela primeira vez, foi avaliada em computador.

Singapura, Xangai, seguidos da Coreia, Hong Kong, Macau, Japão e Taipé foram também os melhores na resolução de problemas matemáticos apresentados no computador. Na Coreia e em Singapura, os estudantes obtiveram resultados em média superiores em 20 pontos na leitura digital, quando comparados com os colegas dos restantes países com competências semelhantes na leitura em papel. Nas avaliações dos conhecimentos matemáticos, Austrália, Áustria, Canadá, Japão, Eslovénia e Estados Unidos, Macau, Emirados Árabes Unidos tiveram melhores desempenhos no digital que no papel. O oposto aconteceu na Bélgica, Chile, França, Irlanda, Polónia e Espanha.

Uma escala de 1 a 5 é usada para classificar os conhecimentos dos alunos. Estudantes que obtenham o nível 5 são considerados leitores online competentes. Conseguem avaliar informação de diferentes fontes e a sua credibilidade. Bem como a utilidade do que estão a ler usando critérios estabelecidos por si próprios.

Nos 23 países da OCDE que participaram no PISA digital da leitura em 2012, 8% dos estudantes obtiveram desempenhos deste nível. Em Singapura, mais de um em quatro (27%) obtiveram classificações de nível 5 ou superior. O mesmo em um em cada cinco alunos em Hong Kong (21%) e Coreia (18%).

Uma classificação abaixo do nível 2 significa o domínio de tarefas digitais mais fáceis. Cerca de 18% dos alunos obtiveram maus desempenhos em leitura digital. Na Colômbia e Emirados Árabes Unidos, mais de metade dos alunos de 15 anos teve o mesmo baixo desempenho. As maiores percentagens de estudantes com as mais baixas classificações estão em países como Brasil (37%), Hungria (32%), Israel (31%), Chile (29%) e Espanha (26%).

Pelo contrário, menos de 5% dos alunos desempenharam abaixo do nível 2 no Japão, Coreia e Singapura. De acordo com a OCDE, estes países estão próximos de conseguirem que todos os alunos alcancem níveis básicos de conhecimento e as competências necessárias para aceder e usar a informação que conseguem encontrar na Internet.

Os dados mostram ainda que países com classificações semelhantes nos testes tradicionais de matemática não mostram as mesmas competências no formato digital. Quando não é necessário usar o computador, os alunos franceses e os canadianos obtêm pontuações semelhantes. Completam cerca de 42% das tarefas corretamente. No entanto, no Canadá os alunos têm significativamente mais sucesso do que na França (32% vs.27%) em resolver problemas cuja solução passa unicamente pela utilização de ferramentas no computador.

Habilidades necessárias à navegação

Certas competências são particularmente importantes na leitura em linha e no processamento de texto. Os leitores também devem ser capazes de navegar através de diferentes textos. O relatório do PISA dá algumas pistas sobre o que os alunos precisam de aprender para navegar corretamente na Internet.

Conseguir fazer uma boa avaliação da credibilidade das fontes com base em indícios como o nome explícito atribuído a um link. Predizer o conteúdo provável de uma série de páginas. Ter a capacidade de construir uma representação mental da estrutura do site para navegar entre as diferentes páginas que o compõem. São também alguns dos requisitos necessários para resolver problemas no formato digital. E, em último caso, as pontuações dos testes dependem do tipo de conhecimentos básicos de informática e da familiaridade com os formatos.

 

Computadores não melhoram resultados dos alunos, diz OCDE

Outubro 13, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Texto do blog https://lerebooks.wordpress.com de 16 de setembro de 2015.

students

Investir maciçamente na aquisição de computadores para as salas de aula não contribui para melhorar significativamente os resultados dos alunos, diz um estudo da OCDE publicado esta semana.

O estudo, intitulado Students, Computers and Learning: Making the Connection, analisa o impacto da tecnologia nos resultados obtidos em testes internacionais, como o PISA, em mais de 70 países, e chega a algumas conclusões interessantes:

  • Os alunos que usam computadores com muita frequência na escola obtêm resultados piores.
  • Os alunos que usam computadores moderadamente na escola, como uma ou duas vezes por semana, têm “resultados de aprendizagem um pouco melhores” do que os alunos que usam computadores raramente.
  • Os resultados mostram que “há melhorias consideráveis ​​” em leitura, matemática ou ciências nos países que investiram maciçamente em tecnologia da informação.
  • Sistemas educativos que atingiram níveis elevados nos testes internacionais, como Coreia do Sul e Xangai na China, têm níveis mais baixos de uso de computadores na escola.
  • Singapura, com apenas um uso moderado da tecnologia na escola, é superior nas competências digitais.

Para Andreas Schleicher, diretor de educação da OCDE, “uma das evidências mais dececionantes do relatório é que o fosso sócio-económico entre os alunos não é reduzido pela tecnologia, sendo talvez até ampliado”. Contudo, Schleicher acrescenta que as conclusões do relatório não devem ser usadas como uma “desculpa ” para não usar a tecnologia, mas como um estímulo para encontrar uma abordagem mais eficaz da utilização da tecnologia na sala de aula.

De acordo com o estudo, Portugal, com um computador para cada 3,7 alunos, é o país da OCDE onde mais alunos têm acesso a computadores nas escolas, mas nem por isso os alunos se destacam nos testes quando comparados com outros países com menos oferta. Nos testes do PISA, por exemplo,  no que diz respeito à leitura digital, os portugueses tiveram piores resultados do que seria de esperar.

descarregar o estudo no link:

http://www.oecd.org/publications/students-computers-and-learning-9789264239555-en.htm

Uso de aplicativos para celular ganha força na escola (Brasil)

Setembro 14, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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notícia do site http://veja.abril.com.br de 24 de agosto de 2015.

Breno Rotatori VEJA

Pesquisa mostra que, pela primeira vez, em 2014, o acesso à internet por celular no Brasil foi maior do que por computadores.

Embora o modelo de escola tenha pouco se alterado com o passar dos anos, a cultura digital é uma realidade entre alunos e professores. Com a disseminação dos smartphones, escolas, governos e demais instituições se voltam para potencializar essa tecnologia na melhoria do ensino e da aprendizagem.

A mais recente pesquisa TIC Kids Online, realizada pelo Comitê Gestor da Internet, que coordena e integra todas as iniciativas de serviços de internet no país, mostrou que, pela primeira vez, em 2014, o acesso à internet por celular no Brasil foi maior do que por computadores: 82% acessam pelo celular, enquanto 56% usam o desktop. Os resultados se referem a jovens de 9 a 17 anos de idade. As redes sociais são o maior atrativo, mas 68% dos jovens usam a web para trabalhos escolares.

Isabela dos Santos, de 12 anos, estuda Inglês pelo celular, com o aplicativo gratuito Duolingo, e Biologia pelo YouTube. “Eu nem sempre estou com livros, mas meu celular sempre está comigo”, diz a aluna do Colégio Dom Bosco, na zona Norte de São Paulo.

A escola de Isabela vai passar a explorar um novo aplicativo focado no celular. “Funciona bem quando usado como mecanismo de interação em momentos específicos da aula”, diz Andrey Lima, diretor executivo do sistema Ari de Sá, adotado pelo Dom Bosco. A empresa Ari de Sá elabora materiais didáticos e mantém uma parte de conteúdos, ainda pequena, aberta para o público.

Já a professora de Música Gina Falcão, da Nova Escola, na Vila Mascote, zona Sul, toca um projeto com alunos do ensino médio de produção de videoclipes em que o celular é a ferramenta principal. “Eles têm muita facilidade para trabalhar com isso, estamos pedagogicamente no universo deles”, diz.

Gratuidade – A Fundação Lemann, criada para promover projetos de educação que beneficiem estudantes brasileiros, vai iniciar uma nova linha de atuação voltada para aplicativos móveis de educação gratuitos. “A sociedade como um todo já viveu essa revolução tecnológica e, infelizmente, nesse contexto, a escola ficou para trás”, explica o diretor da fundação, Denis Mizne. “O caminho agora é proporcionar para alunos, professores e gestores escolares o que já é uma realidade fora da escola,” completou.

Mesmo fora dos sistemas de ensino, os aplicativos educacionais pagos ou com direitos autorais fechados são maioria. Na semana passada, a Câmara dos Deputados promoveu um debate sobre Recursos Educacionais Abertos (REA).

Há a cobrança para que todos os materiais digitais adquiridos pelo governo sejam livres. Em 2014, o Ministério da Educação gastou 67 milhões de reais na aquisição de bens digitais didáticos, cifra incluída no 1,1 bilhão de reais investido no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).

Priscila Gonsales, do Instituto Educadigital, afirma que o investimento público em material didático deve ser em plataformas abertas. A reivindicação de licenças passa tanto pelo potencial de acesso quanto pelas possibilidades de remixagem dos materiais. “Qualquer lugar é lugar para aprender, o que a cultura digital vem evidenciar. Acaba a ideia de que somos consumidores de educação. A gente pode produzir, um ajuda o outro, é a cultura de compartilhar”, afirma Priscila.

Criada em 2013 com apoio de várias organizações não governamentais, a plataforma escoladigital.org.br reúne 4 000 recursos digitais. Muitos ali são pagos e a maioria tem direitos fechados, mas há uma seção com dezenas de opções para professores criarem seus aplicativos.

(Com Estadão Conteúdo)

 

 

Sabe como são os miúdos de 2015?

Julho 8, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto da Sábado de 28 de junho de 2015.

sabado

André Rito

Quando a campainha tocava, o rapaz raramente ia para o recreio: preferia passar os intervalos na biblioteca. Os professores estranharam, chamaram os pais e descobriram que o cenário em casa não era diferente, mas em vez da biblioteca, Bruno, de 9 anos, passava horas no quarto em frente ao computador. Tinha ciberadição.

Este é um dos fenómenos apontados por Mário Cordeiro, pediatra que publicou o livro Crianças e Famílias num Portugal em Mudança, onde analisa a realidade das crianças portuguesas ao longo das últimas décadas. Bruno é um caso paradigmático num país onde os menores passam 4,5 horas em frente ao computador – durante a semana –, e 7,5 horas, ao fim-de-semana.

“São valores que contrariam as recomendações pediátricas, numa idade que devia ser sensorial, de experimentação e destreza manual”, explica à SÁBADO o pediatra. Mas há mais: Portugal é o país europeu onde a utilização da Internet começa mais cedo, aos 6 anos.

A crise envergonha

Quando deixaram de ter televisão por cabo, o miúdo ficou envergonhado. Surgiram os primeiros sintomas de depressão: recusava ir à escola, tinha tendência para se isolar. “Era tudo uma chatice”, recorda o pediatra, lembrando que os pais estavam ambos desempregados.

“Chegava a ter vergonha de pedir um conjunto de lápis para a escola”. Os pais também não queriam concorrer a apoios sociais escolares – por vergonha, “não queriam o filho rotulado”, diz o clínico que um dia se sentou sozinho com o rapaz e lhe contou a história dos seus pais: “disse-lhe que chegámos a viver com água e comida racionada. É preciso relativizar, e ele percebeu. Nós somos nós e as nossas circunstâncias.”

Outro dado que a crise introduziu foi a necessidade dos pais emigrarem, deixando os filhos com familiares. Apesar dos problemas de estabilidade que esta mudança implica – mesmo mantendo contacto diário através da Internet– Mário Cordeiro lembra que “as crianças têm uma enorme resiliência e o que lhes interessa é saber que os pais, mesmo distantes, as amam e têm as mesmas saudades que elas têm deles.”

Gays e novas famílias

As mudanças na vida dos miúdos são proporcionais às transformações que as famílias sofreram nas últimas décadas. Em Portugal, que tem a taxa de natalidade mais baixa da Europa, assiste-se a um crescimento dos modelos monoparentais e de casais sem filhos, ou apenas com um filho. A ausência de irmãos, como explica o pediatra, pode contribuir “para o isolamento, egocentrismo, narcisismo e omnipotência da criança.” “Leva também a que a sobrecarga que os pais colocam em termos de ‘destino’ e de percurso de vida se concentre num só filho”, explica. Por outro lado, a vida nas cidades, aliada a preocupações de segurança exageradas, faz com que as crianças se sintam mais isoladas, não brinquem com outras. São “mais autónomas (ou mais sós) em alguns aspectos, mas muito dependentes afectivamente e na gestão do quotidiano.”

Com a família “em permanente transformação”, a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo introduziu uma nova variável e o pediatra já acompanhou vários casos de miúdos “com dois pais ou duas mães”. Apesar da lei da co-adopção não ter sido aprovada, na escola, nenhum dos casos que seguiu foi alvo de discriminação. “Os fantasmas estão na cabeça dos adultos, não na das crianças.”

Fast food e escola

Marta costumava enviar fotografias do almoço da cantina ao pai. Era uma forma de o pressionar: afinal, um prato de comida da escola não tinha o ar apetitoso de um hambúrguer, cuidadosamente produzido por uma cadeia de fast food. Mas a realidade é outra: em Portugal, uma em cada três crianças sofre de excesso de peso.

Mário Cordeiro, que costumava fazer visitas surpresa a refeitórios, diz que a generalidade das cantinas têm ementas equilibradas. Mas alerta para um outro problema: as guloseimas, em tempos símbolo de festas, hoje vendidas ao desbarato perto das escolas. “Não havia festa sem doces, e era isso que as tornava especiais, tinham um valor positivo em termos psicológicos e sociais. Hoje tudo se encontra em todo o lado.” Que o digam os miúdos, enquanto ainda têm dentes.

Números

65% das crianças portuguesas

tem um computador pessoal. A média europeia é de 25%. 

30 meses

foi o tempo médio que uma criança aguardou em 2013 pela regulação do poder paternal.

90% das crianças portuguesas

consome fast-food, doces e refrigerantes pelo menos quatro vezes por semana.

 

 

Falta de escrever à mão «pode prejudicar desenvolvimento cerebral de crianças»

Março 1, 2015 às 6:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do  http://diariodigital.sapo.pt  de 12 de fevereiro de 2015.

Mais informações no artigo do New York Times:

What’s Lost as Handwriting Fades

Diário digital

Uma pesquisa americana sugere que o uso excessivo de teclados e ecrãs sensíveis ao toque ao invés de escrever à mão, com lápis e papel, pode prejudicar o desenvolvimento das crianças.

A neurocientista cognitiva Karin James, da Universidade de Bloomington, nos EUA, estudou a importância da escrita à mão para o desenvolvimento do cérebro da criança.

Para chegar à conclusão de que teclados e telas podem prejudicar este desenvolvimento, a investigadora estudou crianças que ainda não sabiam ler – que poderiam ser capazes de identificar letras mas não sabiam como juntá-las para formar palavras.

No estudo, as crianças foram separadas em grupo diferentes: um grupo foi treinado para copiar letras diferentes enquanto outras trabalharam com as letras usando um teclado.

A pesquisa testou a capacidade destas crianças de aprender as letras; mas os cientistas também usaram exames de ressonância magnética para analisar quais as áreas do cérebro que eram activadas e, assim, tentar entender como o cérebro muda enquanto as crianças se familiarizavam com as letras do alfabeto.

O cérebro das crianças foi analisado antes e depois da experiência e os cientistas compararam os dois grupos diferentes, medindo o consumo de oxigénio no cérebro para mensurar a sua actividade.

Os pesquisadores descobriram que o cérebro responde de forma diferente quando aprende através da cópia de letras à mão de quando aprende as letras digitando-as num teclado.

As crianças que trabalharam copiando as letras à mão mostraram padrões de activação do cérebro parecidos com os de pessoas alfabetizadas, que podem ler e escrever. Este não foi o caso com as crianças que usaram o teclado.

O cérebro parece ficar «ligado» e responde de forma diferente às letras quando as crianças aprendem a escreve-las à mão, estabelecendo uma ligação entre o processo de aprender a escrever à mão e o de aprender a ler.

«Os dados do exame do cérebro sugerem que escrever prepara um sistema que facilita a leitura quando as crianças começam a passar por este processo», disse James.

Além disso, desenvolver as habilidades motoras mais sofisticadas necessárias para escrever à mão pode ser benéfico em muitas outras áreas do desenvolvimento cognitivo, acrescentou a pesquisadora.

As descobertas da pesquisa podem ser importantes para formular políticas educacionais.

«Em partes do mundo há uma certa pressa em introduzir computadores nas escolas cada vez mais cedo, isto (esta pesquisa) pode atenuar (esta tendência)», disse Karin James.

 

 

Crianças vêem TV mais tempo do que o recomendado

Fevereiro 4, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site  http://www.infosalus.com  de 22 de janeiro de 2015.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Virtually impossible: limiting Australian children and adolescents daily screen based media use

Getty Fuse

Los niños ven la tele más tiempo del recomendado

Los niños que ven más de dos horas al día la televisión son más propensos al sobrepeso, realizan menos actividad física y podrían tener un mayor riesgo de dificultades de atención y aprendizaje durante sus años de adolescencia y el inicio de su vida adulta, según diferentes estudios publicados en el último año.

Y lo cierto es que la cantidad de tiempo que los niños pasan al día usando pantallas, como las de televisores y ordenadores, excede las pautas recomendadas por los expertos, según concluye un estudio publicado en la revista ‘BMC Public Health’. Estas directrices se elaboraron en un momento en el que las tabletas, los teléfonos móviles y otros dispositivos móviles no estaban tan presentes en la vida cotidiana, lo que sugiere que deben reescribirse.

El uso prolongado de las pantallas por parte de los niños está asociado con resultados de salud físicos y mentales adversos, como un mayor riesgo de depresión y ansiedad en las adolescentes. Aunque en el presente estudio no se ven directamente los efectos sobre la salud de los niños, este trabajo parte de una investigación longitudinal que lo hará.

En 2001, la Academia Americana de Pediatría publicó recomendaciones sobre que los niños menores de 2 años no deben estar expuestos a las pantallas y se debe limitar la exposición en los mayores de 2 años a menos de dos horas al día. Estas directrices y la mayoría de los análisis de seguimiento se han basado en preguntar a los niños acerca de su consumo de televisión y videojuegos sin preguntar acerca de otros tipos de medios de pantalla.

Para hacer frente a esto, investigadores de la Universidad de Australia Occidental encuestaron 2.620 niños de entre 8 y 16 años de 25 escuelas primarias y secundarias en Australia. Se mostró a los escolares diferentes tipos de pantalla: iPad, iPod Touch, ordenador portátil, PlayStation Portable (PSP), ordenador portátil y Xbox, y ejemplos de los diferentes tipos de actividades que se pueden hacer con estas pantallas: ver la televisión, el uso de mensajería instantánea, jugar a juegos de ordenador y hacer los deberes.

Luego, se les preguntó acerca de la cantidad de horas que utilizan estos dispositivos, desde que se despiertan hasta que se van a la cama, incluyendo antes, durante y después de la escuela. Encontraron que un promedio del 63 por ciento de los encuestados superó las directrices recomendadas de menos de dos horas.

Los niños ven la tele más tiempo del recomendado El más popular entre todos los participantes fue la televisión, con un 90 por ciento que la vio durante la última semana, seguida por el ordenador portátil (59 por ciento), iPad/tableta (58 por ciento) y teléfono móvil (57 por ciento). Hubo variación en el uso dentro de los grupos individuales de edad: el 45 por ciento de los participantes más jóvenes (a partir de 8 años), superó las directrices, y el 80 por ciento de las personas de 14 a 15 años.

DIFERENCIA POR SEXOS

También hubo una diferencia en el uso de la pantalla por sexos, como señala la investigadora principal, Stephen Houghton: “Como se preveía, los niños eran más propensos que las niñas a superar la recomendación de menos de dos horas jugando con el ordenador, pero no se esperaba que las niñas fueran más propensas que los niños a superar la recomendación de menos de dos horas en las redes sociales, el uso de Internet, y viendo películas en la televisión o DVD”.

“De particular interés es la tasa a la que tienen más probabilidades de superar la recomendación de menos de dos horas para las redes sociales a medida que crecían las niñas. En concreto, a los 15 años de edad de las niñas tenían 15 veces más de probabilidades de exceder la recomendación de un consumo de menos de dos horas en comparación con sus compañeras de 8 años y casi siete veces más que los chicos”.

Este estudio se basa en la información aportada por los participantes sobre la utilización de diferentes tipos de pantallas, pero no investigó su efecto directo en la salud de los niños.”La aparición de dispositivos móviles sugiere que las menos de dos horas al día recomendadas pueden ser ya insostenibles dado el aumento de la participación de los medios de comunicación social y el uso de la pantalla derivado de la escuela. Las directrices para el uso apropiado de pantallas también deben tener en cuenta cómo difiere el uso de pantalla según la forma, la actividad, el sexo y la edad”, concluye Houghton.

 

 

 

10 razões para proibir equipamentos eletrónicos a crianças até aos 12 anos

Setembro 23, 2014 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://www.dinheirovivo.pt de 14 de março de 2014.

D.R.

As crianças entre os 0 e os 2 anos não deviam ser expostas a equipamentos eletrónicos de qualquer género. Este é o conselho da academia norte-americana de pediatras e da sociedade canadiana de pediatria, citadas por Cris Rowan, terapeuta ocupacional pediátrica, conferencista e escritora, num artigo publicado no Huffington Post.

Já as crianças entre os 3 e os 5 anos devem ter contacto com telefones móveis, tablets ou jogos eletrónicos apenas uma hora por dia, e dos 6 aos 18 anos, duas horas por dia, no máximo.

Segundo a Kaiser Foundation e Active Healthy Kids Canada, citadas por Cris Rowan, as crianças e jovens usam estes equipamentos quatro a cinco vezes mais do que o tempo aconselhado.

Ler aqui o artigo na íntegra.

A especialista e autora de vários livros, entre eles o “Virtual Child”, apresenta 10 razões para os pais seguirem as recomendações, que destacamos aqui. E recorre a fontes científicas para as sustentar.

1. Crescimento do cérebro. Até aos 2 anos o cérebro das crianças triplica de tamanho e continua a crescer rapidamente até aos 21. Este desenvolvimento acontece por estímulo ambiental ou a falta dele. Estudos mostram que o desenvolvimento causado pela exposição excessiva a tecnologias pode gerar défice de atenção, atrasos cognitivos, aprendizagem deficiente, aumento da impulsividade e diminuição do auto-controlo, resultando em birras.

2. Atraso no desenvolvimento. Como os equipamentos tecnológicos limitam os movimentos, a consequência é o atraso no desenvolvimento físico das crianças, com impacto negativo no desempenho escolar.

3. Obesidade. Excesso de televisão e jogos vídeo estão relacionados com a obesidade. Uma criança que tenha um destes equipamentos no quarto aumenta em 30% o risco de sofrer de obesidade e todas as doenças associadas, como a diabetes.

4. Privação do sonho. Cerca de 60% do pais não controla o uso da tecnologia pelos seus filhos, e 75% estão autorizadas a ter equipamentos no quarto. Estudo do Boston College (2012) refere que 75% das crianças entre os 9 e 10 anos tem privação de sono, com impacto negativo no desempenho escolar.

5. Distúrbios metais. O uso excessivo de tecnologia está a ser relacionada como causa para o aumento dos casos de depressão infantil, ansiedade, dificuldades de relacionamento, défice de atenção, autismo, transtorno bipolar ou psicose.

6. Agressividade. Crianças de tenra idade expostas a conteúdos física e psicologicamente violentos podem gerar crianças agressivas. Jogos como o Grand Theft Auto V é um desses casos, uma vez que apresenta sexo explícito, homicídios, violações e mutilações tal como muitos conteúdos de TV.

7. Demência digital. Os conteúdos rápidos podem contribuir para o défice de atenção, assim como para a diminuição da concentração e memória. E crianças com falta de atenção não conseguem aprender.

8. Dependência. Pais que se ligam cada vez mais à tecnologia, desligam-se cada vez mais dos filhos, que se ligam às tecnologias, até à adição. Uma em cada 11 crianças (8-18 anos) é adicta à tecnologia (estudo Gentile, 2009).

9. Emissões radioativas. Cris Rowan recorda que em maio de 2011, a Organização Mundial de Saúde classificou os telefones móveis (e outros equipamentos sem fios) com a categoria de risco B2 (possível cancerígeno) devido às radiações. Em outubro do mesmo ano, a Saúde Canadiana veio dizer que as crianças são mais sensíveis a uma variedade de agentes do que os adultos, pois os seus cérebros e sistemas imunológicos ainda estão em desenvolvimento. Pelo que não se podia dizer que o risco seria igual para um pequeno adulto. Em dezembro de 2013, um especialista da Escola de Saúde Pública da Universidade de Toronto veio recomendar, baseado num novo estudo, que a exposição à radiofrequência devia ser classificada de 2V (provável cancerígeno). A Academia de pediatras norte-americana pediu a revisão dos índices de emissão de radiações dos equipamentos, citando três razões, que pode ver aqui.

10. Insustentável. As crianças são o futuro, mas não há futuro para as crianças que usem excessivamente a tecnologia, ainda que seja esta indispensável nos dias que correm.

 

 

 

 

Educação. Computador na escola não ajuda alunos a resolver problemas

Abril 3, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do i de 2 de abril de 2014.

O documento citado na notícia é o seguinte:

PISA 2012 Results: Creative Problem Solving: Students’ Skills in Tackling Real-Life Problems (Volume V)

results

Por Marta Cerqueira

Relatório avalia pela primeira vez situações aplicadas ao dia-a-dia. Portugueses são fortes a executar e fracos no pensamento abstracto

Ter um computador em casa é quase universal entre estudantes. Portugal não é excepção, tendo em conta que 96% dos adolescentes têm pelo menos um em casa, condição quase determinante para os alunos conseguirem ultrapassar os obstáculos do dia-a-dia. O mesmo não acontece quando o computador é só usado na escola, concluiu o relatório “Resolução Criativa de Problemas” do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), divulgado ontem. Num grupo restrito de países, no qual Portugal está incluído, os estudantes que não o usam na sala de aula têm melhor desempenho na resolução de problemas do que os que costumam utilizá-lo na escola. Estes resultados surgem depois de uma grande aposta dos últimos governos, principalmente durante o executivo de Sócrates, de equipar as escolas com tablets, computadores e ligações de banda larga.

A percentagem de alunos portugueses que usa equipamentos electrónicos na escola (69,4%) fica pouco abaixo da média da OCDE (72%). Apesar de os dados recolhidos não criarem um padrão comum na maioria dos países, em Israel, Uruguai, Singapura, Dinamarca, Estónia e Portugal, o uso de computadores na escola está inversamente relacionado com a resolução de problemas por parte dos estudantes.

Os resultados do PISA 2012, divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), apresentam um ranking com a média dos resultados obtidos pelos 85 mil alunos de 15 anos que participaram neste estudo. No total, Portugal obteve uma pontuação de 494 pontos, sendo a média da OCDE de 500 pontos. Os estudantes portugueses surgem em 20.º lugar numa lista de 44 países do PISA, que avaliou, pela primeira vez, a capacidade de os alunos conseguirem resolver problemas de matemática aplicados à vida real. “A crise económica aumentou a urgência de investir na aquisição e desenvolvimento das ferramentas para os cidadãos, através do sistema de educação e no local de trabalho”, pode ler-se no documento.

Comprar bilhetes de metro, mexer num MP3 ou num ar condicionado sem instruções ou ainda escolher a melhor combinação de rotas num mapa para chegar de um ponto a outro da cidade foram alguns dos testes apresentados aos alunos. Os resultados mostram que os jovens portugueses têm facilidade em utilizar o seu conhecimento para planear e executar soluções. O relatório refere que em países como Portugal e Eslovénia os alunos são melhores a usar o seu conhecimento para “planear e executar” uma solução do que a adquirir esse conhecimento, a questioná-lo, a gerar ou a experimentar alternativas. Todas essas fases da acção foram testadas com problemas que simulavam situações do dia-a-dia.

Entre os países da OCDE, 11,4% dos estudantes de 15 anos conseguiram resolver com sucesso os problemas apresentados. Além disso, um em cada cinco alunos foi capaz de resolver os problemas simples, desde que relacionados com situações familiares.

Fazendo uma avaliação geral, os estudantes que apresentaram melhores resultados foram asiáticos: Singapura, Coreia do Sul, Japão, Macau e Hong Kong, por esta ordem, dominam o ranking. Na outra ponta da tabela surgem o Uruguai com 403 pontos, a Bulgária com 402 e no final da tabela a Colômbia com 399 pontos.

 

Querido ecrã, precisamos de dar um tempo

Fevereiro 26, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Life & Style / Público de 12 de Fevereiro de 2014.

michael kooren  reuters

Por Hugo Pereira, fisiologista do exercício

Quanto menor e mais tardia for a exposição de crianças aos estímulos de computadores, tablets e smartphones, maiores os ganhos de saúde.

Um pouco por todo o mundo tem-se assistido a um enorme aumento do tempo que as crianças passam em frente a um ecrã – computador, televisão, consolas ou smartphones e tablets. Este é, para eles, o seu passatempo favorito. Contudo, é possível que este novo padrão esteja relacionado com o aumento do peso, pela sua relação com outros comportamentos menos saudáveis, como a alimentação desregulada, padrão irregular de sono e a diminuição da actividade física.

De acordo com uma revisão de estudos, existe uma relação directa entre o “tempo de ecrã” e o risco de desenvolver diabetes de tipo 2, doença cardiovascular e com o risco de morte por qualquer causa em adultos. A associação entre o “tempo de ecrã” e os factores de risco aponta para valores superiores a duas horas por dia como sendo problemáticos. Nas crianças, o “tempo de ecrã” parece estar associado à gordura abdominal, ao índice de massa corporal e a outros factores de risco, independentemente da actividade física, apresentando relação directa com problemas de atenção. Segundo esta fonte, as entidades europeias devem considerar o “tempo de ecrã” como um comportamento separado do restante tempo sedentário.

Quanto menos e mais tarde a criança for exposta a estes estímulos, maiores os ganhos de saúde. Há alguma evidência de que o “tempo de ecrã” possa ser reduzido através de medidas simples e sistemáticas de ruptura com os padrões estabelecidos e, sobretudo, através da consciência parental.

De acordo com uma alargada revisão da literatura publicada já este ano, é relativamente difícil alterar uma actividade habitual pela imposição. Porém, é possível reduzir o “tempo de ecrã” se forem utilizadas estratégias que possibilitem o envolvimento da família como modelo de actuação que atrai a criança para longe do ecrã ou simplesmente lhe proporciona a oportunidade de escolher conscientemente como quer gastar o seu tempo livre.

Nesta linha, o Departamento de Saúde Norte-Americano estabeleceu a redução da exposição aos ecrãs como uma das prioridades do seu plano de saúde a dez anos. Advogam que crianças até aos dois anos de idade não devem ter contacto com ecrãs e que os adolescentes permaneçam até ao máximo de duas horas por dia neste tipo de actividade.

Pensando numa alternativa positiva, podemos considerar os jogos de vídeo activos como opção à actividade puramente sedentária, já que representam ligeiros aumentos da actividade física. Porém, a estratégia global pode e deve estender-se a outras actividades sem ecrã e que idealmente envolvam toda a família. Talvez as brincadeiras de trepar às árvores e corridas de apanhada de outros tempos possam ser recuperadas ou, simplesmente, tenha chegado a altura dos pais aprenderem a andar de skate com os seus filhos.

Fisiologista do exercício e Personal Trainer
Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa
hpereira@fmh.utl.pt

 

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