Desafio Momo: dois jovens terão morrido em novo jogo suicida na Internet

Setembro 15, 2018 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Artigo de Ivo Neto para o Jornal de Notícias, em 4 de setembro de 2018.

 

Uma rapariga, de 12 anos, e um rapaz, de 16 anos, terão morrido na sequência do desafio viral Momo. As duas mortes aconteceram em apenas 48 horas no estado de Barbosa, na Colômbia.

Janier Landono, do governo local, explicou aos jornalistas que os jovens terão participado no desafio viral através da aplicação WhatsApp. “Eles entraram neste desafio que encoraja os jovens a infligirem ferimentos neles próprios. O jogo tem vários níveis e o último é o suicídio”, disse, citado pelo “Telegraph”.

Os meios locais adiantam que os dois menores se conheciam e que foi o rapaz a convidar a jovem a participar no desafio viral. Os telemóveis das vítimas foram apreendidos pelas autoridades que terão encontrado mensagens relacionadas com o jogo, revela o portal HSB Noticias.

A morte dos dois jovens, que aconteceu no final de agosto, representa o primeiro caso do género na Colômbia e segue-se ao suicídio de uma rapariga argentina, de 12 anos, que terá participado no mesmo desafio viral.

O desafio Momo tem sido comparado com o jogo da Baleia Azul que provocou a morte de várias pessoas. Este novo jogo, que nasceu no WhatsApp e no jogo Minecraft, coloca vários desafios a quem enviar uma mensagem para um número desconhecido, que se apresenta com a imagem de uma mulher de cabelos pretos e olhos esbugalhados.

A imagem é inspirada na escultura de uma mulher-pássaro, exposta em 2016 numa galeria japonesa, em Tóquio. O jogo tem vários níveis, sendo que o final é o suicídio.

Ainda não há qualquer caso reportado em Portugal. Mas, pouco depois das primeiras notícias relacionadas com o desafio viral, a PSP usou as redes sociais para alertar sobre os riscos associados ao jogo.

“Estas ameaças levam à extorsão de informação pessoal, incitam ao suicídio e a atos arriscados, pelo que se trata de um isco utilizado por criminosos para manipular as vítimas (jovens) roubar dados e extorquir”, explicou a polícia.

11 coisas que deve ensinar às crianças para as proteger nas redes sociais

Agosto 18, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site Lifestyle

Os riscos estão à espreita, à distância de um clique. As consequências podem ser sérias, sobretudo para os menos prudentes, quase sempre crianças. Aprenda a construir barreiras quando o risco está próximo. Defenda-se destes riscos cada vez mais reais.

Internet e redes sociais. Duas palavras interrelacionadas tão comuns no nosso dia a dia. Ambas implicam riscos que devem ser do conhecimento obrigatório de quem as utiliza, em particular, os mais vulneráveis: as crianças.

Os perigos associados são grandes. É importante que os compreenda para que saiba como se defender. Por exemplo, a divulgação de informações pessoais é um erro que deve ser evitado. Proteja-se. A vida privada não deve estar exposta nas redes sociais, sobretudo porque pode ser um convite ao abuso e à intrusão.

A nossa privacidade nas redes sociais é regra de ouro, mas a verdade é que poucos a preservam. Há, todavia, outras regras igualmente fundamentais que podem e devem ser seguidas.

Nunca esquecer: os amigos online, nem sempre, correspondem aos amigos da vida real. Se não os conhece, não os faça seus amigos. Amigos dos meus amigos nem sempre são meus amigos. Ensine a criança que na internet, primeiro desconfia-se e depois…desconfia-se, outra vez.

O desconhecimento ou falta de informação podem potenciar no limite, por exemplo, casos cada vez mais comuns, de cyberbullying e sextortion (forma de exploração sexual que emprega modos não-físicos de coerção para extorquir favores sexuais à vítima).

É importante que esteja ciente do que a criança faz online. Respeite sempre a privacidade do menor quando comunica com os amigos, mas nunca deixe de ter a certeza que o caminho é seguro.  Tudo o que é publicado na internet, pode ser mais tarde utilizado contra si. A maioria dos adolescentes navega diariamente pelas redes sociais e acaba por estar exposto, tantas vezes de forma inconsciente, a situações de risco. Há aplicações nos telemóveis que revelam até a localização exata de cada post.

O que se pretende é que ganhem essa consciência e aprendam a defender-se, evitando, por exemplo, as seguintes situações:

  • Usar o nome completo no perfil;
  • Postar fotos de si próprio para a comunidade em geral;
  • Revelar data de nascimento;
  • Identificar a escola que frequenta e a morada de casa;
  • Publicar o local de férias e os locais mais frequentados;
  • Transmitir informações pessoais a supostos amigos da internet;
  • Publicar mensagens ofensivas, embaraçosas e impróprias;
  • Aceitar amizade online de pessoas que não conhece;
  • Partilhar senhas pessoais e dados bancários;
  • Ausência de restrições parentais de navegação em função da idade;
  • Manter as mesmas senhas durante mais do que 6 meses.
  • Outra boa estratégia passa por criar como regra, o uso de computadores, laptops e smartphones, exclusivamente, nas áreas públicas da casa. Evite que sejam usados nos quartos.

Os mais velhos devem dar o exemplo. Estabeleça regras familiares para o uso da tecnologia. Em simultâneo, as regras acordadas devem ser colocadas próximas do computador, num local de fácil acesso para que possam ser lidas enquanto navegam pelas redes sociais, em particular, antes de postar alguma informação.

Por fim, lembre-se que através do histórico, pode saber com quem a criança tem interagido.

 

Sexting dispara entre jovens. E alguns só têm 11 anos

Agosto 17, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site Sapolifestyle de 6 de agosto de 2018.

A massificação dos telemóveis transformou o sexting – troca de mensagens de cariz sexual – num hábito comum entre adolescentes. Os especialistas alertam para as consequências deste fenómeno, que envolve miúdos cada vez mais novos e também é usado para fazer bullying ou chantagem.

Há meia dúzia de anos o conceito era obscuro, mas hoje quase todos os jovens sabem o que quer dizer e muitos fazem aquilo que ele define: trocar mensagens de cariz sexual através do telefone. O sexting começou por se limitar ao texto, mas com a evolução das tecnologias depressa começou a contemplar fotografias e vídeos. Desde então, os seus estragos não param de se acumular.

Um novo estudo, publicado pela JAMA Pediatrics e divulgado pela CNN, defende que um em cada quatro jovens norte-americanos confessou ter recebido este tipo de mensagens e um em cada sete admitiu tê-lo enviado. A investigação contemplou 39 projetos autónomos, realizados entre janeiro de 1990 e junho de 2016, que envolveram mais de 110 mil participantes, todos com menos de 18 anos e alguns com apenas 11.

Ressalvando que foi a massificação do acesso aos telemóveis que provocou este fenómeno, os autores do estudo sugerem que “as informações específicas sobre sexting e as suas consequências devem começar a ser trabalhadas em aulas de educação sexual”.

A pesquisa mostra que entre os mais jovens, o sexting é uma forma de explorar a atração sexual. “À medida que crescem, os adolescentes sentem cada vez mais interesse pela sexualidade; estão a tentar descobrir quem são”, afirmou o co-autor do estudo e professor de psiquiatria da Universidade do Texas, Jeff Temple.

Os riscos que as crianças e pré-adolescentes mais novos correm são assustadores, tendo em conta as armadilhas deste tipo de conteúdo. Diz o artigo da CNN que as relações entre pré-adolescentes (entre 10 e 12 anos) são quase sempre de curta duração, o que torna os miúdos mais vulneráveis ​​ao sexting sem consentimento, pois tornou-se comum “usar imagens e vídeos de nus como forma de ameaça ou chantagem”.

Tendo em conta que a média de idade dos miúdos que começam a usar smartphones está nos 10,3 anos, Jeff Temple acredita que “vamos assistir a um aumento do número de adolescentes com vida sexual”.

“As crianças não têm uma compreensão absoluta do que é uma relação de causa e efeito”, defende Sheri Madigan, professora assistente do Departamento de Psicologia da Universidade de Calgary e coautora do estudo.

“Quando enviam uma fotografia, muitos não pensam que jamais poderão recuperá-la e que o destinatário pode fazer com ela o que bem entender”.

Madigan diz que parte do problema está no cérebro dos adolescentes. “Os mais jovens têm os lóbulos frontais menos desenvolvidos e, por isso, são menos capazes de pensar sobre determinados assuntos do que os mais velhos. Provavelmente são mais vulneráveis ​​à pressão para fazer sexo ou participar em sexting não-consensual”.

De acordo com este estudo, 12,5% dos jovens – ou seja, um em cada oito – diz ter reencaminhado uma mensagem deste teor sem o consentimento do remetente e/ou do destinatário, o que revela bem a falta de segurança que envolve o fenómeno. “Sabemos que os sexts estão a ser reencaminhados sem consentimento e se os pais conversarem com os filhos adolescentes sobre sexting, devem falar sobre tais riscos”, defendeu Sheri Madigan, reforçando que se as mensagens forem trocadas sem a conivência dos intervenientes o assunto é muito grave. “Se olharmos para o fenómeno como um comportamento sexual consensual – com ambos os adolescentes a lidarem bem com o assunto – não haverá qualquer problema para a saúde mental”. Mas se o sexting for feito à revelia dos intervenientes, as consequências podem ser dramáticas.

Como falar com os seus filhos sobre sexting

  • Faça perguntas amplas como “já ouviste falar de sexting?”. Se perceber até que ponto ele domina o assunto, torna-se mais fácil conduzir a conversa.
  • Use exemplos apropriados à idade do seu filho e seja específico sobre as consequências do sexting. “Os pais devem ser proactivos e não reativos”, defende Madigan.
  • Recorde ao seu filho que o amor-próprio não é negociável. E que o sexting não é forma de provar amor a ninguém.
  • Evite julgamentos e preconceitos. E não queira ter a última palavra. Deixe o adolescente explicar o que sente.
  • Não se assuma como especialista na matéria.
  • Não o “proíba de”. Proibir, muitas vezes, é apenas convidar à desobediência.
  • Seja compreensivo. Os tempos mudaram e há coisas que custam a entender quando se é adulto.

 

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Prevalence of Multiple Forms of Sexting Behavior Among Youth

A Internet e as crianças : riscos e potencialidades – E-Book do CEJ

Agosto 9, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Recursos educativos | Deixe um comentário
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A internet em geral e as redes sociais vieram colocar novos desafios ao exercício das responsabilidades parentais, quer pela facilidade de acesso, quer pelo difícil controlo da segurança.

A redobrada atenção que a todos se exige implica conhecimento e reflexão sobre o que pode estar em causa.

O Centro de Estudos Judiciários, através das acções de formação organizadas pela sua Jurisdição da Família e das Crianças, tem procurado contribuir para esse debate.

O resultado é espelhado em mais este e-book da “Coleção Formação Contínua”.

(ETL)

descarregar o documento no link:

http://www.cej.mj.pt/cej/recursos/ebooks/familia/eb_InternetCriancas2018.pdf

Desafio Momo do Whatsapp – conselhos da PSP

Agosto 9, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Facebook da PSP:

Desafio Momo do Whatsapp

Na imagem encontra-se a foto de uma escultura de uma mulher-pássaro, exposta em 2016 numa galeria japonesa, em Tokyo.

A mesma imagem tem sido associada a Momo, um contacto que através do Whatsapp pede para adicionar e entra em grupos de conversação. Recebem-se respostas de cariz ameaçador e perturbador. Estas ameaças levam à extorsão de informação pessoal, incitam ao suicídio e a atos arriscados, pelo que se trata de um isco utilizado por criminosos para manipular as vítimas (jovens) roubar dados e extorquir.

Riscos:

– roubo de informações pessoais;
– incitação à violência e suicídio;
– assédio;
– extorsão;
– perturbações várias decorrentes de manipulação e coação.

Para os pais:

– educar sempre no sentido da responsabilidade no digital, protegendo dados pessoais, passwords e informações privadas;
– educar no sentido de nunca se adicionar contactos estranhos ou desconhecidos, em todas as plataformas;
– acompanhar a atividade dos filhos nos smartphones e tablets;
– incluir regras para um uso moderado;
– em caso de suspeita ou crime, denunciar à PSP.

IAC-Açores apresenta livro ‘Alerta Premika! Risco Online Detetado’

Julho 13, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do Açores Magazine de 3 de junho de 2018.

mais informações sobre o livro no link:

http://alertapremika.blogspot.com/

 

 

Quando as crianças e jovens acreditam mais nos youtubers do que nos pais

Abril 1, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da https://www.tsf.pt/ de 14 de março de 2018.

No TSF-Pais e Filhos de hoje, conversamos com Filipe Custódio, especialista em cibersegurança, sobre a influência dos youtubers nas crianças e como lidar com a situação.

Seguem-nos com toda a atenção, são ídolos para eles porque por alguma razão conseguiram captar-lhes a atenção, mas muitas vezes o que preconizam vai contra os princípios que os pais defendem e há ideias perigosas.

Filipe Custódio, especialista em cibersegurança, alerta para esta realidade. “Atenção que por vezes há outros educadores que estão em nossa casa, nos telemóveis deles que dizem exatamente o contrário do que nós estamos a dizer”, conta. Perante isto, este especialista em cibersegurança defende que só há uma solução: “o debate franco e aberto com os nossos filhos”.

Para Filipe Custódio não basta dizer que o que determinado youtuber está a dizer é mentira, é preciso argumentar e mostrar outras outras fontes. Por outro lado, Filipe Custódio defende que os pais não devem condicionar a ideias políticas dos filhos ainda que essas ideias possam não ser iguais às dos pais. “Expô-los a várias realidades, é o máximo que podemos fazer”, defende.

ouvir as declarações de Filipe Custódio no link:

https://www.tsf.pt/sociedade/interior/quando-as-criancas-e-jovens-acreditam-mais-nos-youtubers-do-que-nos-pais-9183207.html

 

O livro infanto-juvenil “Ameaça nas redes sociais! E agora, Marta?” já está disponível para venda

Novembro 23, 2017 às 2:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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O livro infanto-juvenil “Ameaça nas redes sociais! E agora, Marta?”, o primeiro volume da coleção “Alerta Premika! Risco online detetado” foi lançado no dia 18 de novembro, na livraria Barata, Lisboa. Este livro foi editado pelo Centro deEstudos, Documentação e Informação sobre a Criança do Instituto de Apoio àCriança e pela editora Teodolito. A apresentação do livro esteve a cargo de Cristina Ponte, professora Associada com Agregação na Universidade Nova de Lisboa e coordenadora do projeto EU KidsOnline Portugal. A seguir ao lançamento foi dinamizada uma pequena tertúlia sobre “Crianças e internet, riscos e oportunidades”, pela Dra. Cristina Ponte.

Ler o resto da notícia no link:

http://alertapremika.blogspot.pt/2017/11/o-livro-infanto-juvenil-ameaca-nas.html

 

Premika é meio-robô e meio-humana, e quer ajudar as crianças a ser mais confiantes – Instituto de Apoio à Criança lança colecção de livros e promove acções nas escolas sobre os riscos da Internet

Novembro 21, 2017 às 1:42 pm | Publicado em O IAC na comunicação social, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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A notícia contém declarações da Dra. Cláudia Manata do Outeiro do IAC-CEDI (Centro de Estudos, Documentação e Informação sobre a Criança).

Notícia do https://www.publico.pt/ de 18 de novembro de 2017.

Bárbara Wong

Foi com mais frequência que começaram a chegar à linha SOS Criança (217 931 617, ou pelo número gratuito 116 111) chamadas sobre bullying e de cyberbullying na escola. Foi a partir destes “pedidos de ajuda e de denúncias” que o Instituto de Apoio à Criança (IAC) começou a pensar em “instrumentos que pudessem, de forma lúdica e pedagógica, ajudar os miúdos a pensar sobre estas coisas”, explica Cláudia Manata, professora a trabalhar na associação responsável por esta linha. Foi assim que a docente se associou à autora Raquel Palermo e à investigadora Teresa Sofia Castro e, juntas, criaram o projecto “Alerta Premika! Risco online detectado”. O primeiro livro é apresentado neste sábado, às 16h, na livraria Barata, em Lisboa.

Premika, um ser que é meio-robô e meio-humano, nasceu da vontade das autoras de ajudar os mais novos, os do 1.º e 2.º ciclo, a lidar com os desafios da Internet. A personagem, desenhada pela ilustradora Joana M. Gomes, que só os mais pequenos vêem e que muda de cor conforme o estado de espírito da criança, surge com o propósito de os ajudar, sem nunca falar, mas conseguindo fazer-se compreender. A sua missão é que as crianças saibam lidar com sentimentos como a solidão, o medo, a tristeza ou a frustração. “A ideia é que percebam que há riscos na Internet e como podem evitá-los”, sublinha Cláudia Manata.

Este é o primeiro livro de uma colecção. O segundo já está a ser ultimado. E a intenção é que sejam trabalhados nas escolas ou em casa, por exemplo, numa leitura partilhada entre pais e filhos, antes de deitar. Raquel Palermo explica ao PÚBLICO como funcionam os livros: o leitor, ao longo da história, vai deparando-se com várias escolhas, decide a que quer seguir (o que significa que tem de ir até à página indicada para continuar a ler) e, cada uma dessas opções levam a fins diferentes. O objectivo é que as crianças reflictam sobre os caminhos que podem seguir. Quanto aos pais, o livro tem como propósito alertá-los para a necessidade de acompanharem os filhos – no final há um capítulo com dicas para navegar com segurança na Internet; e um glossário.

“Não faz sentido estar a discutir se o telemóvel deve ou não entrar na sala de aula. Temos é de ajudar e preparar [os mais novos] para saberem usá-lo da melhor maneira, para não serem enganados porque senão não vão saber exercer bem a sua cidadania”, declara Raquel Palermo, co-autora da colecção Caderno de Memórias de Difícil Acesso, sobre as aventuras e desventuras do adolescente Santiago Castelo, onde o bullying também marca presença

Antes da escrita dos livros, Teresa Sofia Castro fez um estudo qualitativo com entrevistas e observação a 22 famílias, que tivessem filhos entre os 3 e os 8 anos, onde observou como eram usadas as novas tecnologias na família. “Fui recebendo pistas interessantes”, diz a investigadora da Universidade do Minho. É a partir dessas que as histórias nascem. “Muitos dos diálogos são reais, mas adaptados e estes dão-nos consciência de como eles lidam com estas coisas”, continua Cláudia Manata, acrescentando que se pretende transmitir que “a Internet é boa, mas que é preciso saber usá-la em segurança”.

Além dos livros, as autoras criaram uma boneca, a Premika, que irá às escolas; um jogo de tapete em que os alunos são os peões e têm de fazer escolas; e existe ainda o blogue Alerta Premika onde as escolas, pais e alunos podem ir para colocar dúvidas ou saber mais coisas sobre redes sociais e não só.

 

 

O mais recente (e perigoso) desafio para jovens no Facebook consiste em estar desaparecido durante 48 horas

Outubro 25, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://observador.pt/ de 24 de outubro de 2017.

Tiago Palma

Quanto mais alertas de desaparecimento o “jogador” tiver no Facebook durante este período mais pontos receberá no final. Facebook garante que “está a investigar e tomará medidas”.

Os desafios que amiúde surgem no Facebook são, no mínimo, disparatados — e cada vez mais perigosos para os “competidores”: desde tentar debulhar uma maçaroca de milho (presa num berbequim a rodar) com os dentes a engolir uma colher de canela de enfiada, passando por colocar um preservativo na cabeça (e rebentá-lo apenas exalando pelo nariz) ou, sendo este o mais perigo de todos, a “Baleia Azul” — tendo resultado o desafio no suicídio de muitos adolescentes um pouco por todo o mundo.

Agora, o desafio “da moda” da rede social não é mortal mas preocupante para pais, familiares e amigos de quem o aceita. Este desafio, o “48 horas”, consiste precisamente em desaparecer de casa durante este período, desligando o telemóvel e perdendo o contacto com quem for próximo. Quanto mais alertas de desaparecimento o “jogador” tiver no Facebook durante este período mais pontos receberá no final.

É certo que o jogo poderá até não ser mortal ou tão perigoso quanto outros mas, em última análise, este “falso alarme” resulta em desnecessárias denúncias e buscas policiais, dispersando as autoridades de casos verdadeiros de pessoas desaparecidas, perdidas ou sequestradas.

Entretanto, o Facebook já reagiu em comunicado ao desafio “48 horas” e pede aos utilizadores que “denunciem” toda e qualquer página na rede social que faça a apologia do mesmo, garantido que “está a investigar e tomará medidas”. E acrescenta: “A segurança dos utilizadores jovens do Facebook é uma responsabilidade que levamos muito a sério. Esperamos reunir os links relevantes para investigar e garantir que possamos tomar medidas rápidas se for necessário”.

 

 

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