Um jogo sexual está a preocupar as autoridades espanholas

Janeiro 21, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Noticia do http://www.dn.pt/ de 9 de janeiro de 2017.

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A não utilização de preservativos agrava os riscos deste comportamento | Arquivo Global Imagens

Médicos alertam para riscos deste comportamento, depois de aumento de casos de doenças sexualmente transmissíveis entre jovens

Um aumento de casos de doenças sexualmente transmissíveis na unidade de adolescentes de um hospital de Madrid e pelo menos quatro casos de gravidezes indesejadas são sinais que estão a preocupar as autoridades de saúde da capital espanhola, que alertam para um jogo sexual perigoso, chamado “roleta sexual” ou “Juego del Muelle”, segundo o jornal El Mundo.

De acordo com o jornal, há um vídeo de quatro minutos que se tornou viral nas redes sociais em Espanha e mostra como se joga: cinco rapazes estão sentados sem roupa interior e três raparigas, nuas da cintura para baixo, sentam-se aos seus colos. A cada 30 segundos, as raparigas mudam para o colo do rapaz ao lado. Perde o jovem que ejacular primeiro.

Todos os jovens que aparecem no vídeo são menores de idade e em cima de uma mesa são visíveis várias garrafas de álcool e cigarros. Um dos jovens contou ao jornal espanhol que faz este jogo regularmente com os amigos, tendo recebido as instruções do jogo por uma mensagem no Whatsapp. O rapaz, que não se quis identificar, contou ainda que não usam preservativo. Os jovens contam também que este começou na Colômbia, onde é conhecido por Carrossel.

Os serviços de saúde espanhóis dizem que pelo menos quatro adolescentes ficaram grávidas em 2016 ao fazer este jogo, mas admitem que é difícil chegar a um número real, pois as jovens não contam como engravidaram. “É algo relativo, impossível de comprovar, pois elas não dizem”, disse uma fonte médica ao El Mundo.

Difícil de contabilizar é também o número de casos de doenças transmitidas neste tipo de jogo. Pilar Lafuente, ginecologista do Hospital La Paz, em Madrid, diz que passou de ver “dois ou três casos [de DST] por ano para atender 10 menores de idade por trimestre”.

“O problema é que se unem a inconsciência e a imaturidade. Com boa educação sexual isto não aconteceria”, explicou a psicóloga e sexóloga Ana Lombardía, citada pelo jornal. A especialista explica alguns dos problemas práticos deste tipo de comportamento: “os rapazes podem ter problemas de ereção e de controlo da ejaculação. Mas é pior para as raparigas. A dor de serem penetradas sem estarem excitadas cria vaginismo: a vagina está contraída e isso cria lacerações e feridas”.

Além disso, mesmo que os rapazes usem preservativo, as raparigas estão “totalmente indefesas”, continua Lombardía. “Elas vão rodando e entram em contacto com as secreções das outras. Logo contraem VIH, hepatite C, sífilis, gonorreia e o HPV”.

“Os adolescentes são cada vez mais precoces e têm acesso ao álcool, drogas e sexo mais cedo. Aborrecem-se rápido e procuram outras formas de se divertirem sexualmente”, explicou a psicóloga e sexóloga.

O estudo internacional Health Behaviour in School-aged Children (HBSC), revelado no ano passado, mostrou que a não utilização de preservativo é um problema grave entre os jovens portugueses: 25% disseram não usar.

 

OMS lembra que a escola dita a saúde dos jovens

Maio 24, 2016 às 9:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do site Educare de 16 de maio de 2016.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Growing up unequal: gender and socioeconomic differences in young people’s health and well-being. Health Behaviour in School-aged Children (HBSC) study: international report from the 2013/2014 survey

A escola tem um papel determinante na saúde e no bem-estar das crianças e adolescentes, lembra a Organização Mundial da Saúde (OMS) no último relatório sobre hábitos e consumos na adolescência.

Andreia Lobo

“A experiência com a escola pode ser crucial no desenvolvimento da autoestima e de comportamentos saudáveis”, alertam os peritos da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Os adolescentes que sentem que a escola os apoia têm níveis de satisfação com a vida mais elevados.” A cada quatro anos, a OMS faz um inquérito internacional massivo para avaliar a saúde dos adolescentes da Europa e do Norte da América, focando o seu envolvimento com a escola, colegas e família. Nesta última edição participaram 200 mil alunos de 42 países. Os dados constam do relatório “Crescendo de forma desigual: diferenças de género e socioeconómicas na saúde e no bem-estar dos jovens”.

Quando comparados com jovens de outros países, os adolescentes portugueses estão mais insatisfeitos com a vida e gostam menos da escola. Em Portugal, os alunos estão menos satisfeitos com a vida que os colegas de outros países. 83% dos rapazes e 74% das raparigas de 15 anos dizem-se bastante satisfeitos, quando a média dos participantes neste inquérito é de 87% e 79%, respetivamente.

O gosto dos alunos de 15 anos pela escola parece estar a piorar. Em 1997-1998, os alunos portugueses eram os segundos, numa lista de 28 países, a dizer que gostavam da escola. Na avaliação de 2001-2002 descíamos para a 8.ª posição. Em 2005-2006 pior, ficávamos na 22.ª posição, quatro anos depois subíamos um lugar, para 21º. Nesta última avaliação, realizada em 2013-2014, os níveis de satisfação com a escola são os piores de sempre colocando o país na 33.ª posição. As respostas foram recolhidas entre 6 mil alunos de 11, 13 e 15 anos a frequentarem, o 6.º, 8.º e 10º anos.

Serei bom aluno?

“Que opinião achas que o teu professor tem do teu desempenho em relação aos teus colegas?” Esta foi outra das questões colocadas pelos investigadores da OMS. De novo as respostas dos alunos de 15 anos colocam Portugal no fundo da tabela, na 41.ª posição, com a pior autoavaliação sobre o seu sucesso escolar: 50% dos rapazes e só 35% das raparigas consideraram que têm bom ou muito bom desempenho na escola. A média dos 42 participantes é de 60%.

Um outro indicador foca o stress dos alunos com a atividade escolar. Altos níveis de pressão, seja face à necessidade de obter boas notas ou ao elevado número de tarefas desenvolvidas, geram problemas de saúde. Dores de cabeça, de estômago, nas costas ou tonturas são os sintomas mais comuns dessa pressão. Que, de modo geral, aumenta à medida que os alunos progridem no sistema educativo. São também as raparigas que se sentem pressionadas pela escola.

A realidade portuguesa não difere muito da dos restantes países avaliados neste inquérito realizado pela OMS. Os jovens portugueses sentem-se pressionados pela escola aos 11 anos, 22% das raparigas e 20% dos rapazes, cerca de 21% dos jovens; aos 13 anos a pressão aumenta, sobretudo entre as raparigas, 41% contra 28% nos rapazes. Mas é no grupo dos 10 anos. que atinge maiores preocupações: 67% das raparigas e 42% dos rapazes, quando a media da OMS é de 51% para elas e 39% para eles.

Mas o não gostar da escola nada tem a ver com as amizades, uma vez que Portugal surge em terceiro lugar no ranking dos alunos que mais se sentem apoiados pelos colegas de turma. Mais de 80% dos rapazes (83%) e das raparigas (81%) com 15 anos consideram os colegas com quem têm aulas “simpáticos e prestáveis”. A média dos 42 países é bem mais baixa, 64% para elas, 66% para eles.

São boas notícias uma vez que “a experiência que se tem ao nível do apoio social é central para o bem-estar da criança e do adolescente”, lê-se no relatório da OMS. Os jovens recebem suporte de várias fontes, como os pais, a família, pares, colegas de turma e professores sendo que existe um benefício associado a cada grupo específico.”

As crianças passam mais tempo na escola à medida que crescem, lembra a OMS. Atitudes e perceções positivas em contexto escolar são importantes para o seu desenvolvimento e saúde. Por isso, a OMS insiste em enfatiza o papel da escola como cenário influenciador de comportamentos saudáveis.

Exercício e ecrãs

Fazer exercício faz bem à saúde, particularmente das crianças e jovens. Os estudos da OMS mostram que a pratica de atividade física – variando de moderada a intensiva – se tornou estável na última década. Apesar de o exercício parecer ter entrado nas rotinas dos adultos, só uma minoria de jovens cumpre a recomendação mundial de pelo menos 60 minutos de exercício diário.

Os mais novos mexem-se mais do que os mais velhos, dizem os resultados em 33 países e regiões. Portugal é um deles: aos 11 anos, 16% das raparigas e 26% dos rapazes praticam uma hora de exercício, aos 13 anos, o número de pré-adolescentes a fazerem exercício diminui para 6% e 25%, respetivamente. Mas aos 15 anos, apenas 5% das raparigas e 18% dos rapazes praticam exercício de moderado a intensivo no tempo recomendado.

O tempo passado em frente dos ecrãs, por exemplo, a ver televisão, é um indicador importante sobre comportamentos sedentários, diz a OMS. Embora os peritos apontem outras atividades – como ler, viajar de carro, sentar e conversar com os amigos ou simplesmente assistir às aulas – que contribuem de igual modo para aumentar o total de tempo considerado sedentário.

Permanecer demasiadas horas a ver televisão pode conduzir a uma diversidade de problemas de saúde, alertam os peritos. Afetam o foro psicológico, contribuindo para a depressão e o baixo rendimento escolar. E também o físico, originando dores musculares e fraca condição física. Tanto uns como outros, recorda o relatório, atingem não só as crianças, como também os adultos sublinhando que “os adolescentes tendem a passar muito tempo em frente à TV”, um comportamento iniciado na infância e agravado na vida adulta.

A preocupação com o sedentarismo levou os investigadores da OMS a perguntaram aos adolescentes quantas horas por dia dedicavam a ver televisão, vídeos, incluindo no YouTube, DVD e outros entretenimentos em ecrãs. As respostas mostram que entre os 11 e os 15 anos, o consumo superior a duas horas por dia aumenta com a idade, em mais de 29 pontos percentuais nas raparigas e em mais de 26 nos rapazes, em quase todos os países.

Em Portugal, na faixa dos 11 anos, 52% dos rapazes e 45% das raparigas vêm televisão mais do que duas horas por dia, o período limite de tempo segundo a OMS. O consumo é maior aos 13 anos, 61% dos rapazes e 62% das raparigas passam mais de duas horas em frente ao ecrã. Mas menor aos 15 anos, com 55% dos rapazes e 51% das raparigas a dizerem o mesmo. De facto, os adolescentes portugueses nesta faixa etária são os que menos televisão veem, surgem na 42.ª posição na tabela para este hábito, quando a média é de 62% para elas e 65% para eles.

Com os adolescentes a exercitarem-se cada vez menos e a passarem mais tempo a ver televisão e nas redes sociais, a OMS recomenda a elaboração de “estratégias e intervenções que foquem o aumento da atividade física e a redução do tempo passado nos ecrãs”. E apela aos professores, aos pais e aos responsáveis municipais para serem os primeiros na defesa de estilos de vida ativa entre os jovens.

 

Jovens portugueses já bebem álcool como os nórdicos

Outubro 30, 2015 às 11:50 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 30 de outubro de 2015.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Os Jovens, o Álcool e a Lei Consumos, atitudes e legislação

Gonçalo Villaverde Global Imagens

 

Joana Capucho

Festas académicas, dias da semana com preços reduzidos, publicidade e promoções potenciam o consumo desregrado

Litradas, happy hours, ladies nights, shots a metro, promoções. Os jovens portugueses têm vindo a adquirir padrões de consumo de álcool próximos dos nórdicos – grandes quantidades na mesma ocasião -, o que, segundo a Sociedade Portuguesa de Alcoologia, está relacionado com o facto de as bebidas serem baratas e o acesso fácil. Só durante o cortejo da latada da Covilhã, no dia 21, 65 estudantes receberam assistência pré-hospitalar e 12 foram transferidos para o hospital devido ao consumo excessivo de álcool, situação que nesta altura se repete por todo o país.

A preferência dos jovens portugueses recai sobretudo na cerveja e nas bebidas espirituosas. “E assiste-se à aquisição de modelos próximos dos nórdicos. Há um consumo intenso e cada vez mais frequente de bebidas destiladas, mais graduadas”, disse ao DN Augusto Pinto, presidente da Sociedade Portuguesa de Alcoologia, que debateu o tema nas suas 23.as jornadas, na Universidade da Beira Interior. Na opinião do hepatologista Fernando Ramalho, “há muito tempo que isto acontece. Há mais de uma década que os padrões de consumo são completamente diferentes”.

Para o presidente da Sociedade Portuguesa de Alcoologia, a acessibilidade e o preço são as duas grandes explicações para o problema. “As festividades académicas, promovidas pelas cervejeiras, prologam-se cada vez mais dias e até às seis da manhã, os bares dirigem festas às mulheres e dedicam noites a bebidas destiladas. Também há litradas, bebidas vendidas a metro e outras promoções”, exemplifica o responsável. Nas festas académicas, realça, “o preço das bebidas alcoólicas, nomeadamente da cerveja, é francamente mais baixo do que o da água. E, apesar da crise, bebe-se mais porque o álcool é bastante económico”.

Em Portugal, um dos países com maior consumo de álcool per capita a nível mundial (10,8 litros), a situação pode até tornar-se mais grave do que nos países nórdicos. “Eles consomem preferencialmente ao fim de semana e com intensidade. Aqui, além do consumo tradicional, há o excessivo em alguns dias, nomeadamente nas quintas feiras académicas e ao fim de semana”, esclarece Augusto Pinto. Segundo Manuel Cardoso, vice-presidente do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e Dependências (SICAD), assiste-se ao consumo de quatro ou cinco bebidas seguidas e “os jovens bebem com o objetivo pré-definido de ficarem alegres”.

Num estudo do SICAD feito em 2014 – “Os jovens, o álcool e a lei” -, só 17% dos 1500 jovens entrevistados nunca tinham tomado bebidas alcoólicas. A maioria (63%) começou a beber antes dos 16 anos, sobretudo entre os 13 e os 15, e 70% assumiram que tinham bebido álcool recentemente. Os consumos nocivos surgem, sobretudo, a partir dos 16 anos e, apesar de serem os que bebem mais e até ficarem “alegres”, os que têm entre 19 e 24 são os que menos se embriagam de “forma severa”.

Cirroses hepáticas mais cedo

Os consumos precoces têm conduzido ao aparecimento de doenças relacionadas com o álcool cada vez mais cedo. Segundo o presidente da SPA, “há mais cirroses em indivíduos cada vez mais novos”. Manuel Cardoso confirma e explica que se deve ao facto de os jovens “começarem a beber muito cedo e com padrões de consumo problemáticos”. Há alguns anos, os casos surgiam, sobretudo, entre os 40 e os 50 anos. “É arrepiante ver cirroses a aparecerem antes dos 30.”

Este fenómeno tem vindo a ser percecionado por Fernando Ramalho no serviço de hepatologia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. “A idade média para o aparecimento destas doenças tem vindo a diminuir.” Há zonas do país, destaca o hepatologista, onde “a partir dos 11 anos as crianças já bebem cerveja regularmente”.

Outro dado preocupante, diz Augusto Pinto, é o facto de o consumo de álcool entre as jovens do sexo feminino estar a aproximar-se do consumo entre os do sexo masculino. “Há cada vez menos diferença entre os consumos dos dois grupos e uma clara preferência destas jovens pelas bebidas destiladas”, frisa o presidente da SPA. Esta tendência ganha especial relevo, tendo em conta o facto de “a vulnerabilidade para as doenças hepáticas ser maior nas mulheres do que nos homens”.

Aos Alcoólicos Anónimos chegam cada vez mais jovens. “Há muitos que nos procuram e participam nos grupos, sobretudo maiores de 20 anos. Há um ou outro caso mais novo, mas são pontuais”, disse ao DN fonte da associação. Este crescimento na procura, sublinha, estará relacionado “com uma maior consciencialização de que precisam de ajuda”.

Para os especialistas ouvidos pelo DN, a alteração à lei do álcool foi importante, mas não chega. “É preciso educar e fiscalizar”, destaca Fernando Ramalho, lembrando que o álcool provoca 62 doenças, acidentes de trânsito, alterações de comportamento. “É o drama da sociedade portuguesa”, sublinha.

 

 

 

XXVI Encontro Nacional da APPIA – Psicopatologia da Infância e da Adolescência: Heranças e Evoluções – com a participação de Ana Perdigão do IAC

Abril 22, 2015 às 8:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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A Drª Ana Perdigão – Coordenadora do Serviço Jurídico do instituto de Apoio à Criança irá participar no encontro no dia 28 de maio pelas 14. 30 h como comentadora da conferência de Gill Gorell Barnes “Fathers, children and mothers following parental separation and divorce: mediating conflict between parents in the service of children’s mental health”.

mais informações:

https://www.facebook.com/events/358671150994215/

encontro

 

73,1% dos jovens gostam da escola, mas só 39% gostam das aulas

Janeiro 13, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do site Educare de 5 de janeiro de 2014.

o estudo citado na notícia é o seguinte:

A Saúde dos Adolescentes Portugueses – Relatório do Estudo HBSC 2014

 

snews

Ao todo, 6026 alunos do 6.º, 8.º e 10.º anos de escolaridade das cinco regiões educativas de Portugal continental, com idades entre os 10 e os 20 anos, responderam a um questionário que aborda várias vertentes das suas vidas. Os adolescentes fumam menos, usam menos o preservativo, autoagridem-se mais. Perto de 54% gostam dos professores, 61,8% dizem que a matéria é aborrecida. Há assuntos a discutir, medidas a tomar.

Sara R. Oliveira

Como estão os estilos de vida e comportamentos dos adolescentes portugueses? E como têm evoluído? As respostas encontram-se no HBSC/OMS (Health Behaviour in School – aged Children), um estudo colaborativo da Organização Mundial de Saúde (OMS) que analisa os estilos de vida dos adolescentes e os seus comportamentos nos vários cenários das suas vidas. O estudo tem sido realizado em Portugal de quatro em quatro anos, desde 1998, pela equipa Aventura Social na Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa, e no Centro de Malária e Doenças Tropicais da Universidade Nova de Lisboa. No nosso país, em 2014, o estudo foi financiado pela Direção-Geral de Saúde.

Em 2014, para o relatório nacional “A Saúde dos Adolescentes Portugueses (2014) foram inquiridos 6026 alunos do 6.º, 8.º e 10.º anos de escolaridade das cinco regiões educativas de Portugal Continental, com idades entre os 10 e os 20 anos – 52,3% raparigas, 47,7% rapazes. A recolha de dados foi realizada através de um questionário online – questionários que foram aplicados nas turmas em sala de aula. O estudo surge numa altura especialmente relevante, uma vez que permite estimar o impacto da recessão económica na saúde dos adolescentes.

A pedido do EDUCARE.PT, Margarida Gaspar de Matos, coordenadora nacional do projeto, destaca os resultados que mais surpreendem pela positiva e pela negativa. Pela positiva, a diminuição do consumo de tabaco e os resultados não serem tão maus quanto o esperado, tendo em conta as dificuldades na vida dos portugueses nos últimos quatro anos. Pela negativa, várias situações. “O panorama muito negativo da saúde mental dos jovens que manifestam vários sintomas de mal-estar, físico e psicológico, e o facto de as escolas e os centros de saúde não estarem preparados para acolher estes jovens”, refere. “Os jovens referem ainda uma grande desesperança face ao futuro e uma menor crença de que a educação ajuda. Este facto remete para uma diminuição do aumento da escolaridade dos portugueses nesta geração”, acrescenta.

A provocação entre pares aumentou, pela primeira vez, desde 2002. Também está na parte negativa, bem como o aumento dos jovens que se autoagridem. O que, na opinião da coordenadora do estudo em Portugal e também psicóloga e investigadora da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa, “remete para a falta de atenção geral em relação à saúde mental dos jovens e ao seu apoio no confronto com as dificuldades do dia a dia e na regulação das suas emoções por meios mais saudáveis”. A diminuição do uso do preservativo e a falta de gosto dos alunos pelas aulas são também fatores negativos. “Ainda bem que gostam dos intervalos, pena é que também não gostem das aulas, uma vez que a pergunta admitia a múltipla resposta”. “Preocupante numa altura em que tanto se fala de alimentação saudável – por causa do excesso de peso – e agora que tanto se fala de alimentação insuficiente, pela crise económica, é que a cantina seja o que os jovens menos gostam na escola”, comenta.

Perante os resultados, o que é que a sociedade e as escolas devem fazer? Margarida Gaspar de Matos pede prudência e que se encontrem planos B e C para que os jovens não fiquem reféns das políticas desta ou de uma outra tutela. Em seu entender, a aposta deve centrar-se nos próprios jovens e na sua formação para que saibam agir e de um modo que possam transformar a sociedade. Apostar nas organizações de jovens ligadas a várias áreas também é importante. E as autarquias não podem ficar de fora. “Neste segundo ano de atividade, o grupo Dream Teens vai agir por todo o país, a partir das autarquias da região onde moram, tentando ligar-se aos autarcas e contribuir para uma melhor qualidade de vida dos jovens, e não só, da sua zona. Vão também comentar este estudo e propor soluções”, adianta ao EDUCARE.PT.

“Se não há plano B acontece o que aconteceu, uma tutela inculta no que diz respeito à psicologia do desenvolvimento, às necessidades emocionais e desenvolvimentais das crianças e dos adolescentes. E lá vão pela janela 20 anos de investimento na dinâmica das escolas promotoras da saúde.” Segundo Margarida Gaspar de Matos, as escolas e os alunos ficaram muito prejudicados com a abolição das áreas curriculares não disciplinares. “Perderam ‘adultos de referência’ com quem podiam semanalmente discutir assuntos de saúde, relações interpessoais, cidadania, etc. Perderam a possibilidade de se ligar à escola sem ser num âmbito puramenre académico. Perderam-se anos de investimento no bem-estar dos alunos.” “Entende-se que foi em nome da crise, mas há prioridades e temo bem que estas tenham sido vistas na tutela por um olho economicista e ignorante em matérias de saúde, bem-estar, cidadania”, afirma.

Trabalhos de casa e a pressão dos jovens

O estudo tem dados relevantes quanto ao ambiente escolar. Comparando dados nacionais com dados internacionais, verifica-se uma fragilidade na relação dos adolescentes portugueses com a escola. “Eles são dos que pior perceção têm da sua competência escolar, são dos que maior pressão sentem com a vida escolar, mas são dos que mais dizem gostar da escola.” “O papel da escola na vida e no futuro dos adolescentes é pois um problema diversas vezes apontado e sem evolução positiva desde 1998”, lê-se no estudo.

Ao todo, 73,1% dos jovens inquiridos afirmam que gostam da escola, 26,9% não gostam da escola. E o que é que mais gostam na escola? A maioria (87,1%) responde que gosta dos colegas e 86,1% dos intervalos, da hora do recreio. Nesta pergunta, que admitia múltiplas respostas, seguem-se as atividades extracurriculares com 60,8%, os professores com 53,9% e as aulas com 39%. São os mais novos que afirmam ter uma melhor relação com os professores. E são os rapazes e os mais novos que dizem ter uma melhor relação com os colegas da escola. “Observa-se que conforme os jovens vão ficando mais velhos referem menos frequentemente gostar/gostar muito dos colegas, dos intervalos e das atividades extracurriculares”, refere o estudo.

Mais de um quarto (27,7%) refere sentir alguma pressão com os trabalhos de casa, 9,3% dizem que essa pressão é muita e 32,4% referem que não sentem qualquer pressão. São os alunos do 6.º ano que mais dizem não sentir nenhuma pressão com os trabalhos de casa, os do 8.º ano sentem pouca e os do 10.º ano sentem alguma pressão. Ou seja, conforme vão ficando mais velhos, mais sentem a pressão dos trabalhos de casa. No questionário, 73,5% dos alunos dizem que, às vezes, a matéria é muito difícil, 61,8% que é aborrecida e 60,9% que é demasiada. No entanto, mais de um terço (44,2%) garante que raramente ou nunca tem dificuldades de concentração nas aulas e 42,9% no estudo. Na comparação entre géneros, são as raparigas que mais referem que quase nunca ou nunca a matéria é inútil, que sentem muita pressão dos pais, ou que sentem que há problemas no ambiente da escola. Os rapazes, por seu turno, mencionam mais frequentemente que quase nunca ou nunca a matéria é demasiada e muito difícil e raramente ou nunca sentem dificuldades de concentração nas aulas e no estudo. Cerca de 43% dos jovens consideram que os professores acham que a capacidade académica dos alunos é média -13,2% dizem que é muito boa. São os rapazes que referem mais frequentemente que a perceção dos professores sobre a sua capacidade é muito boa. As raparigas referem mais frequentemente que essa mesma perceção é média.

Quanto ao futuro, 54,9% dos jovens pensam continuar os estudos no ensino superior, 10,8% não sabem o que vão fazer. A percentagem dos alunos que querem entrar na universidade é superior do lado das raparigas. Os rapazes pensam mais em cursos técnicos ou profissionais.

Nos últimos seis meses, 24,6% dos adolescentes revelam ter sentido preocupações com o futuro quase todos os dias. Cerca de 12% admitem andarem ou ficarem preocupados praticamente todos os dias. As raparigas e os jovens mais velhos são os que se sentem mais preocupados. No entanto, cerca de 40% mencionam que não deixam que as suas preocupações interfiram com os restantes aspetos da sua vida. São os rapazes e os jovens mais novos, sobretudo do 8.º ano, que referem que tentam resolver o assunto que os preocupa, fazendo algo que gostam muito, pedindo ajuda a um adulto ou tentando não pensar nessa questão.

Autoagressão aumenta

Quase 80% dos jovens afirmam que nunca se envolveram em lutas no último ano. Os rapazes referem mais frequentemente ter lutado na escola, enquanto as raparigas fazem-no mais frequentemente em casa, sobretudo com os irmãos ou irmãs. A maioria (79,7%) refere não se ter magoado a si próprio, mas mesmo assim 4,8% dizem tê-lo feito quatro vezes ou mais, e 8,8% uma vez durante os últimos 12 meses. Dos que se magoaram de propósito, 59% admitem que se sentiram tristes e 53,3% fartos durante esse comportamento. E mais de metade (51,7%) diz que se magoou de propósito cortando-se. Mais de metade fê-lo nos braços. São as raparigas e os jovens mais novos, sobretudo do 8.º ano, que mais frequentemente referem que se magoaram propositadamente nos últimos 12 meses.

Quanto à sexualidade, 87,2% dos adolescentes referem que ainda não tiveram relações sexuais. Dos jovens do 10.º ano, 76,2% afirmam que tiveram a sua primeira relação sexual aos 14 anos ou mais. A maioria (70,5%) afirma ter utilizado o preservativo na primeira relação sexual. Ao todo, 24,1% dos rapazes contam que não utilizaram preservativo na primeira vez. O terço dos que tiveram relações sexuais e não usaram preservativo revela, como principal motivo, não ter pensado nisso. Há ainda outras razões como não ter preservativo ou por serem caros ou ter bebido álcool em excesso.

Trinta e um por cento dos jovens do 8.º e 10.º anos contam que foi utilizada a pílula contracetiva na última vez que tiveram relações sexuais. As raparigas referem mais frequentemente que a pílula não foi o método utilizado na última vez. São os rapazes mais velhos, do 10.º ano, que também dizem que a pílula não foi o método utilizado na última relação. Mais de metade, 54,7%, conta que não utilizou o coito interrompido na última relação sexual.

São as raparigas que dizem mais frequentemente que não tiveram relações sexuais associadas ao consumo de álcool ou drogas. “Dos jovens que referem já ter tido relações sexuais, os rapazes referem mais frequentemente que gostariam que a primeira vez tivesse acontecido mais cedo, e as raparigas referem mais frequentemente que esta ocorreu na altura certa, que preferiam que tivesse acontecido mais tarde, e que não queriam realmente ter tido relações sexuais”, revela o relatório.

Em 2014, há uma diminuição do uso de preservativo e um aumento de relações sexuais associadas ao consumo de álcool. “Especialmente preocupante é esta associação do não uso com o consumo de bebidas álcoolicas, sugerindo a identificação de um grupo de risco agravado a necessitar de medidas urgentes de prevenção seletiva”, alerta o estudo.

Menos consumo de tabaco

A maioria dos jovens (77,8%) refere que nunca experimentou tabaco. São as raparigas que mencionam com mais frequência que já experimentaram tabaco. Mais de um terço (35,7%) menciona ter experimentado tabaco pela primeira vez aos 14 anos ou mais – a média é de 13,04 anos. Os rapazes referem mais frequentemente ter experimentado tabaco pela primeira vez aos 11 anos ou menos. A maioria (58,8%) diz que nunca experimentou álcool e que nunca se embriagou (82,8%). A média de idade de experimentação de álcool é de 12,8 anos e a de embriaguez de 13,94 anos. Os jovens mais novos, do 8.º ano, mencionam mais frequentemente ter experimentado álcool pela primeira vez aos 11 anos ou menos e aos 12 anos, e terem experimentado a embriaguez aos 11 anos ou menos, aos 12 e aos 13 anos. Os jovens mais velhos, do 10.º ano, referem com mais frequência ter experimentado álcool e embriaguez pela primeira vez aos 14 anos ou mais. A cerveja é a bebiba mais consumida.

A grande maioria (93,7%) responde que nunca experimentou drogas ilegais. São rapazes e os mais velhos que referem já ter experimentado. Dos jovens que já experimentaram drogas, cerca de dois terços fizeram-no aos 14 anos ou mais – a média de idade é de 13,76 anos. Dos que referem consumir, cerca de um quinto (19,7%) diz que o faz regularmente. Ao todo, 7,9% revelam que já experimentaram marijuana. Quanto ao tipo de drogas, a substância que os adolescentes referem mais frequentemente ter experimentado são os solventes, seguindo-se a marijuana – canábis, haxixe, erva.

E como estamos em relação aos tempos livres e ao uso das novas tecnologias? Mais de metade dos adolescentes (58,1%) vê entre uma e três horas de televisão durante a semana, aumentando para quatro ou mais ao fim de semana. Os jovens do 8.º ano são os que veem mais horas quer à semana quer ao fim de semana. Durante a semana, metade dos inquiridos (50,5%) joga computador meia hora ou menos. Ao fim de semana, mais de um terço (39,5%) joga computador entre uma e três horas – os rapazes mais do que a raparigas. Cerca de metade dos adolescentes utiliza o computador para conversar, navegar na Internet, enviar emails, fazer os trabalhos de casa da escola, entre uma e três horas durante a semana e são os adolescentes que frequentam o 6.º ano que utilizam o computador menos horas durante a semana e ao fim de semana.

Cerca de 40% dos jovens falam semanalmente com os amigos através de mensagens em tempo real como o Facebook. Mais de um terço comunica com os amigos semanalmente através de uma rede social e são as raparigas que o fazem com mais frequência. A maioria (60,3%) refere que raramente ou nunca tira selfies para enviar aos amigos ou para publicar online. Em termos de comunicação por mensagens escritas, mais de um quarto usa-as diariamente com os amigos – elas mais do que eles. A maioria (67,9%) refere que raramente usa o email para comunicar com os amigos.

Ao nível de dependência da Internet, são os rapazes e os jovens do 8.º ano que apresentam médias superiores. Quanto ao cyberbullying, situações de provocação com recurso a novas tecnologias, a maioria (89%) garante não se ter envolvido nesse tipo de provocação. Os rapazes envolvem-se mais frequentemente como provocadores e as raparigas como vítimas. O duplo envolvimento, como provocador e como vítima, é mais reportado pelos rapazes.

4,9% não tomam pequeno-almoço

Mais de metade dos adolescente (53,4%) considera ter um corpo ideal – mais eles do que elas. E mais de metade não está a fazer dieta porque o peso, na sua opinião, está bom. Pouco mais de metade (51%) pratica atividade física três vezes ou mais por semana – eles mais do que elas. Futebol, natação, basquetebol e ginástica são os desportos mais praticados pelos jovens – eles mais futebol e basquetebol, elas mais natação e ginástica. Os jovens do 10.º ano praticam menos atividade física, verificando-se que o exercício vai diminuindo ao longo da idade. São os jovens mais novos, do 8.º ano, que apresentam melhores resultados tanto na condição física geral como na condição física específica.

A maioria dos jovens refere que se alimenta bem (71,5%). No entanto, mais de dois terços dos jovens dizem que às vezes comem alimentos pouco saudáveis (73,2%) ou que comem de mais (63,9%). A maioria dos adolescentes toma o pequeno-almoço todos os dias durante a semana (84,8%) e ao fim de semana (84,3%). Mesmo assim, há uma percentagem de 4,9% que nunca tomam a primeira refeição do dia durante a semana e 5,1% ao fim de semana. No tipo de alimentação, verifica-se que a maioria come fruta (50,5%) e vegetais (57,8%) pelo menos uma vez por semana. São as raparigas que mais frequentemente consomem fruta e vegetais pelo menos uma vez por dia. A maioria dos adolescentes consome doces pelo menos uma vez por semana (65,1%) e metade (50,75) consome refrigerantes também pelo menos uma vez por semana. São os jovens que frequentam o 10.º ano que consomem mais doces e refrigerantes pelo menos uma vez por semana. A maioria (84,5%) refere que nunca ou quase nunca bebe café.

A maioria dos jovens (69,9%) lava os dentes mais do que uma vez por dia. Mais de um terço dorme oito horas (36,1%) ou mais do que oito horas por semana (35,1%). Ao fim de semana, a maioria dorme mais de oito horas (69,1%). São as raparigas que dormem mais ao fim de semana. A maioria dos adolescentes refere raramente ou nunca sentir sonolência durante o dia, mas um terço menciona ter dificuldades em acordar de manhã (34,4%) quase todos os dias.

Apesar de a maioria considerar ser fácil falar com os pais, especialmente com a mãe, 29% referem ter dificuldades em dialogar com o pai. No diálogo com os progenitores, os rapazes consideram ser fácil falar com o pai, enquanto as raparigas dizem ter dificuldade em comunicar com o pai. Cerca de um terço diz que raramente ou nunca toma o pequeno-almoço com a família, enquanto que a maioria (82,7%) refere que todos os dias janta com a família. Quanto ao impacto do desemprego no ambiente familiar, quase metade dos jovens diz que o desemprego do pai não tem afetado o seu bem estar emocional ou a relação entre ambos. Cerca de 30% dos joves que têm o pai desempregado referem que a situação afetou para melhor a relação entre pai e filho e 10% respondem que afetou para pior. Mais de metade (60,8%) refere que o desemprego da mãe em nada tem afetado o bem-estar emocional. Devido à crise económica, os jovens valorizam mais o que têm, poupam mais dinheiro e dão mais importância aos estudos e a tirar boas notas.

Jovens mais tristes estão no Algarve

A maioria dos adolescentes tem três ou mais amigos e um ou vários especiais com os quais pode sempre contar e nos quais sente que pode confiar. Mais de metade menciona ser fácil falar com o melhor amigo sobre os assuntos que os preocupam, além de ser fácil fazer novos amigos. A maioria diz que tem um bom apoio e uma boa qualidade de relação com os amigos. Mais de dois terços ficam com os amigos depois das aulas. Nas saídas à noite, a maioria responde que não sai nenhuma noite com os amigos durante a semana. A maioria dos jovens inquiridos tem animais de estimação e os que os têm referem que lhes proporcionam quase sempre ou sempre alegria, companhia, carinho, tranquilidade. O estudo sublinha, a propósito, que “o papel dos animais de estimação nos afetos e qualidade de vida dos adolescentes parece um assunto a merecer maior estudo”.

Cerca de metade dos adolescentes considera que a sua saúde está boa. Os resultados demonstram que é preciso atenção. “As preocupações dos adolescentes, bem como o descréscimo global desde 2010 da sua saúde percebida tanto a nível de sintomas físicos como de sintomas psicológicos de mal-estar, sugere que a saúde mental dos adolescentes é um assunto subestimado e a carecer de atenção urgente”.

Dos resultados obtidos, verifica-se que são os jovens do Norte que menos consomem bebidas destiladas e que menos ficam embriagados. São os jovens do Centro que mais tomam o pequeno-almoço todos os dias, que raramente bebem refrigerantes e que durante a semana dormem oito horas. São também os que mais frequentemente dizem gostar da escola, que são bons alunos e que têm expectativas de continuar os estudos depois do secundário. São jovens que dizem que não fumam e que nunca consumiram drogas no último mês.

Os adolescentes de Lisboa são os que apresentam mais frequentemente excesso de peso, dores de cabeça e que estão nervosos quase todos os dias e são também os que mais frequentemente referem já ter tido relações sexuais e que usaram preservativo na última relação sexual. No Alentejo estão os jovens que mais frequentemente referem ter relações sexuais associadas ao consumo de álcool. Os jovens do Algarve são os que praticam mais atividade física e os que sentem mais dores de costas, cansaço e exaustão, os que mais se sentem tristes ou deprimidos, que mais consomem tabaco e ainda os que mais admitem terem provocado ou terem sido provocados.

 


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