Benefícios da leitura: muito além de aumento de vocabulário

Setembro 16, 2019 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto e imagem do site Quindim

Que a leitura desenvolve o vocabulário, todos sabem, mas poucos conhecem pesquisas empíricas que comprovem seu potencial no desenvolvimento da memória e na melhora do comportamento.

A memória precisa de exercício, e hoje está comprovado que a melhor forma de exercitá-la não são os “apps de desenvolvimento neuronal” das plataformas mobile, mas sim o velho hábito da leitura. É o que afirma o neurocientista Iván Izquierdo, pesquisador brasileiro que coordena as investigações do Centro de Memória, do Instituto do Cérebro da PUC: “A leitura é o melhor exercício para a memória. Quando o cérebro vê uma palavra, tem que formar um inventário de informações e termos que cada letra lhe traz”. Trata-se de um esforço gigantesco que muitas vezes passa despercebido:

“Se a primeira letra da palavra é R, por exemplo, podemos pensar em Raul, rato, revista… em questão de milissegundos o cérebro forma uma lista das palavras que conhecemos e que começam com essa letra – em todas as línguas que sabemos. É uma atividade intelectual poderosa. (…) Nenhum método se impôs sobre o outro no desenvolvimento da memória, só a leitura se destacou.”

Outro estudo, este realizado pela Universidade de Nova Iorque, em colaboração com o IDados e com o Instituto Alfa e Beto, demonstrou que ler para a criança regularmente aumenta em média 14% no vocabulário e 27% na memória de trabalho, além de 25% no índice de crianças sem problemas de comportamento. O resultado dessa pesquisa, realizada com 1250 responsáveis e 1250 crianças de Roraima, é bastante impressionante ao demonstrar que a leitura desenvolve não apenas aspectos cognitivos, como costumamos associá-la, mas também aspectos comportamentais.

Já dizia o grande professor Antônio Cândido que a literatura é, ou ao menos deveria ser, um direito básico do ser humano, pois a ficção atua no caráter e na formação dos sujeitos. Uma pesquisa demonstrando mudanças significativas em aspectos comportamentais através de uma metodologia empírica amplia essa constatação – tão conhecida pelos que trabalham pela leitura – para outros universos e áreas do conhecimento.

A importância da leitura compartilhada é outra constatação desses estudos. Trata-se de um momento de troca de afeto entre os responsáveis e as crianças, em que não apenas “o pequeno” se desenvolve mas também o adulto que lê para ele, que nessa troca passa a conversar mais com a criança, a conhecê-la (e a se mostrar mais para ela), discutindo questões que não seriam abordadas e refletidas se não fosse aquele livro e aquele momento. Esse hábito precioso oferece uma troca rara e importante que uma rotina diária sem ele dificilmente permitiria. E como consequência prática, aumenta o vocabulário, a memória, a empatia… e segue-se uma lista imensa. Não à toa a Sociedade Brasileira de Pediatria lançou a campanha “Receite um Livro”, com o objetivo de mobilizar os médicos pediatras a estimularem os pais a lerem para as crianças.

Não se engane, porém, ao acreditar que tal desenvolvimento aconteça com uma leitura irregular, uma vez ao mês. Para reverberar, é preciso o hábito, como a pesquisa empírica da Universidade de Nova Iorque considerou: a leitura compartilhada em pelo menos dois dias por semana.

Este desafio, de se criar o hábito, não é difícil de se construir. Ler à noite, antes de dormir, por exemplo, pode se tornar um ritual, um momento de relaxamento e convivência em que se constrói o afeto e todos os outros resultados práticos consequentes. Para isso, não é preciso muito: uma carteirinha de uma biblioteca e, se possível, um clube de assinatura de livros infantis, como o nosso, o Clube de Leitura Quindim, com curadoria de qualidade e livros selecionados por pessoas como Ziraldo, Walcyr Carrasco e Marisa Lajolo. Pois para se ter tantos benefícios, não basta também um livro de ficção banal. É o que diz outra pesquisa empírica, esta da Universidade de Cambridge, feita em uma parceria entre os departamentos de Neurociência, Pedagogia, Psicologia e Letras. Eles constataram o potencial que a literatura de qualidade tem de gerar empatia – a capacidade de se colocar no lugar do outro –, um potencial não encontrado em textos de ficção banais ou em textos de não ficção. Ou seja, para se desenvolver através da leitura, não basta ler: é preciso literatura de qualidade.

Renata Nakano é mestre em Literatura pela PUC-Rio e bacharel em Comunicação pela UAM. Como pesquisadora, foi premiada com bolsa da Biblioteca Internacional da Juventude, em Munique, e convidada a apresentar sua pesquisa sobre livro ilustrado em universidades como Cambridge e em eventos literários pelo Brasil. Como editora, desenvolveu catálogos de literatura infantil para diferentes casas editoriais, tendo conquistado prêmios como FNLIJ, BN e o Prêmio Jabuti.

Regras sim. Autoritarismo não!

Setembro 5, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto e imagem do site Up to Kids

By Centro Sei

Regras sim. Autoritarismo não!

Estratégias para treinar o comportamento do seu filho

Todas as crianças precisam que os pais lhes apresentem regras claras, constantes e coerentes. Não ao ponto de serem “pais tiranos” que impeçam a criança de crescer livre de espartilhos e pressões, mas firmes o suficiente para lhes transmitir, desde cedo, como funciona o mundo e a sociedade que as rodeia. Isto é fundamental para que a criança aprenda a distinguir o que é certo do que é errado, e para que se sinta mais estruturada, segura e protegida. Isso fará dela uma criança mais espontânea para explorar o mundo que a rodeia, e com mais espírito de aventura para enfrentar os desafios sem (tantos) medos ou vacilações.

Claro que manter a persistência e a coerência nem sempre é fácil para os pais que, cansados de uma vida agitada e sem tempo, chegam a casa no final de um dia de trabalho para serem recebidos com birras, desarrumações generalizadas e comportamentos hostis. Isto torna-se ainda mais difícil quando os pais não compreendem o significado por detrás dos comportamentos mais impulsivos e irrazoáveis dos seus filhos, impedindo-os de reagir adequadamente às situações. Porém, há quase sempre uma razão, quase uma intenção, mesmo que inconsciente, por detrás de cada “mau comportamento”. Frequentemente, a criança está apenas a testar a resiliência dos pais, como forma de se assegurar da sua capacidade para segurá-la com força e protegê-la de todos os perigos.

Em seguida, damos-lhe uma série de estratégias comportamentais para lidar com o seu filho, ANTES e DEPOIS de ocorrer o comportamento indesejado.

COMO LIDAR ANTES DO COMPORTAMENTO INDESEJADO

A EVITAR:

Partir do princípio que as suas expetativas já foram percebidas.

– Não devemos partir do princípio que a criança já sabe o que dela esperamos;

– Quando as expetativas não estão claras e bem definidas, há maior probabilidade de ocorrem problemas comportamentais.

Dar as instruções à criança, gritando de longe

– As instruções importantes devem ser transmitidas cara-a-cara com a criança e com contacto ocular.

Não informar a criança de alterações/mudanças/transições que vão acontecer

– As mudança podem ser difíceis, sobretudo se a criança estiver envolvida numa atividade/contexto de que gosta;

– Avisar a criança antes da transição permite-lhe escolher um bom momento de paragem entre uma coisa e outra.

Sobrecarregar a criança

– Emitir muitas instruções e/ou perguntas diminui a capacidade da criança para escutar, responder e lembrar-se das tarefas.

A PROMOVER:

Estar atento ao contexto da criança

– Cansaço, ansiedade, distrações, fome (entre outros) podem dificultar o contexto da criança e levá-la a ter comportamentos mais difíceis.

Tenha em consideração o impacto destes fatores quando está a lidar com a criança. Tente controlar estas variáveis e/ou adaptar os seus pedidos ao contexto da criança.

Adaptar o contexto envolvente

– Por ex. quando a criança estiver a fazer um trabalho de casa, desligue a TV;

– Por ex. ajude a criança a manter a secretária livre de brinquedos e outros distratores.

Colocar as suas expetativas de forma explícita

– Mesmo quando a criança “já deveria saber” o que é esperado dela, faz toda a diferença apresentar novamente as suas expetativas de forma explícita.

Sente-se com o seu filho e explique-lhe as suas expectativas de forma clara.

Fazer contagens decrescentes antes da transição entre atividades diferentes

– Se o seu filho estiver a ver TV, avise-o de que “dentro de 10 minutos ele vai…”.

Um pouco depois diga-lhe que “dentro de 2 minutos vamos…”. Isto permite à criança preparar-se mentalmente, e auto-regular o seu comportamento.

Oferecer diferentes escolhas ao seu filho

– Por exemplo: “preferes fazer o trabalho antes ou depois de…”;

Esta abordagem vai desenvolver a sua responsabilidade, maturidade e auto-regulação.

COMO LIDAR DEPOIS DO COMPORTAMENTO INDESEJADO

A EVITAR:

Atenção negativa

– Gritar e ralhar com o seu filho pode aumentar os problemas de comportamento, dado que as crianças tendem a preferir atenção negativa a nenhum tipo de atenção.

Consequências retardadas

– Se a consequência (por ex. o castigo ou ralhete) não for seguida e claramente associada ao comportamento indesejado, poderá transmitir-lhe a ideia de que quer castigá-lo só por castigar.

Consequências exageradas

– Por vezes, enquanto adultos, a frustração leva-nos a ter reações exageradas, quase impulsivas. Na ausência de uma reação adequada e assertiva da parte do adulto, a criança não consegue antecipar claramente os seus limites nem percebe até onde pode ir, dificultando-lhe a tarefa de auto-regular as suas próprias reações e comportamentos.

Consequências positivas, apesar do mau comportamento

– Por ex. a criança faz birra porque não quer fazer os trabalhos de casa e o adulto cede, respondendo-lhe: “então vá…, fazes só a metade dos exercícios”

A PROMOVER:

  1. Atenção positiva para um comportamento positivo

– Tentar “apanhar” a criança num momento em que esta apresenta um comportamento positivo e reforçá-la por isso;

– Fazer isto de forma persistente, mesmo se estiver frustrado e cansado de chamar a sua

atenção.

  1. Ignorar de forma ativa

– Consiste em ignorar propositadamente a criança enquanto esta se “porta mal”, e depois reforçar positivamente assim que ela apresentar o comportamento pretendido;

– Não recorra a esta estratégia para lidar com comportamentos graves, nem para momentos em que ignorar significa reforçar o comportamento indesejado (por ex. não ignorar o seu filho quando ele se recusa a pôr a mesa).. Aja com autoridade (diferente de “autoritarismo”)

– Imponha as regras de forma clara, assertiva e sem hesitações. Evite entrar em argumentação ou negociação com a criança. A explicação dos motivos deve ser realizada posteriormente.

  1. Aplicar o Time-Out corretamente

– Time-out é uma técnica comportamental que tem por objetivo ajudar a criança a controlar-se internamente e a refletir nas suas ações. Consiste em retirar a criança do local onde ocorreu o comportamento e levá-la para outro sítio onde ficará sozinha durante alguns minutos, sem distrações. Durante esse período (por ex. 1 minuto por cada ano de vida da criança), o adulto não deve falar-lhe nem dar-lhe atenção;

– Termine o time-out apenas quando a criança se tiver acalmado durante alguns minutos;

– Seja claro a explicitar antecipadamente quais os comportamentos que conduzem a um time-out;

– Seja consistente a introduzir time-outs, apesar do cansaço e saturação que possa sentir;

– Após o time-out, a criança deve voltar à tarefa anterior para evitar que este seja usado como fuga.

Stress do pai durante a gravidez também influencia comportamento das crianças

Agosto 28, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Danielle Macinnes / Unsplash

Notícia e imagem do Público de 6 de agosto de 2019.

O estado emocional da gestante já tinha sido relacionado com o comportamento das crianças. Agora, um novo estudo indica que o stress do pai e as dinâmicas do casal também influenciam a forma como os filhos se comportam.

Carla B. Ribeiro

O stress emocional do pai durante a gravidez é uma das causas dos problemas emocionais e de comportamento em crianças de 2 anos, conclui um estudo de uma equipa de investigadores das universidades de Birmingham, Cambridge, Leiden (Holanda) e Nova Iorque, publicado na revista Development & Psychopathology, editada pela Universidade de Cambridge. Mais: o mesmo trabalho relaciona os conflitos no casal aos problemas emocionais de crianças muito pequenas.

A equipa responsável destaca o facto de esta investigação se tratar da primeira a examinar a influência do bem-estar de mães e pais — e não apenas da mãe ou apenas do pai — antes, ao longo do terceiro trimestre, e depois do nascimento das crianças, tendo incluído a observação destas entre os 4 e os 24 meses de idade.

“Há muito tempo que as experiências do pai são tratadas em paralelo ou totalmente isoladas das [experiências da] mãe. E isto precisa de mudar porque a dificuldade de relacionamento das crianças tanto com o pai como com a mãe poderá ter efeitos a longo prazo”, explica Claire Hughes, a professora do Centro de Investigação para Família de Cambridge, em comunicado.

De acordo com os dados apurados pelos investigadores, o bem-estar da mãe de primeira viagem durante o período de gestação influencia directamente o comportamento observado quando os pequenos atingem os 2 anos, registando “birras, inquietação e mal-estar” naqueles cujas mães revelaram stress durante a gravidez. Porém, de acordo com o mesmo estudo, tanto o stress do pai como a relação do casal acaba por determinar o comportamento da criança nos seus primeiros anos de vida. E não apenas durante a gravidez, mas também nos primeiros meses do recém-nascido.

As descobertas apontam para que os bebés que tenham tido, nos primeiros meses de vida, um ambiente familiar tenso, com pai e mãe em stress pós-parto, mais tarde mostram-se “mais propensas a apresentar problemas emocionais”, seja por se revelarem preocupadas, infelizes e chorosas; por se assustarem facilmente; ou por mostrarem resistência a enfrentar qualquer situação que se apresente como uma novidade.

Para Hughes, este estudo torna-se de importância vital por identificar um problema que pode ser trabalhado com acompanhamento no tempo certo: “As nossas descobertas destacam a necessidade de um apoio mais precoce e efectivo para os casais se prepararem melhor para a parentalidade.” A pensar nisso, a equipa começou por partilhar as suas conclusões com a National Childbirth Trust (NCT), instituição britânica que tem como missão apoiar física e emocionalmente quem se prepara para um primeiro filho, ao mesmo tempo que diz “incentivar o NHS”, serviço nacional de saúde do Reino Unido, e outras organizações a reconsiderarem o apoio que oferecem, não o limitando à mãe, mas incluindo também o pai de primeira viagem e, em simultâneo, o casal.

A investigação teve por base uma amostra de 438 mães e pais enquanto esperavam pelo seu primeiro filho, no terceiro trimestre de gravidez, e incluiu o acompanhamento posterior dos três quando a criança tinha 4, 14 e 24 meses. Geograficamente, a amostra dividiu-se entre o Leste de Inglaterra, o estado de Nova Iorque e a Holanda.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Parental well-being, couple relationship quality, and children’s behavioral problems in the first 2 years of life

Por que as Crianças se “comportam mal”?

Junho 6, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Imagem retirada daqui

 

Leitura: hábito praticado pelos pais reduz problemas de comportamento nas crianças, diz pesquisa

Fevereiro 13, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da Revista Crescer de 6 de julho de 2016.

Estudo feito em Roraima, comandado pela Universidade de Nova York, mostra o impacto positivo da leitura quando é praticada pelos próprios pais, em casa

Uma pesquisa divulgada hoje (6) pela manhã, em Brasília, durante o IV Seminário Internacional do Marco da Primeira Infância, mostrou que quando os próprios pais leem para seus filhos, em casa, com regularidade, a família tem diversos benefícios. Realizado com a população de Boa Vista, em Roraima, o estudo apontou, por exemplo, um aumento de 25% de crianças sem problemas de comportamento e 50% de aumento da leitura interativa, em que os pais leem conversando e estimulando os filhos. A pesquisa foi conduzida por Alan Mendelsohn, professor associado de Pediatria e Saúde Populacional da Faculdade de Medicina da Universidade de Nova York e Adriana Weisleder, cientista pesquisadora da mesma instituição, em colaboração com o IDados e o Instituto Alfa e Beto. “Quando o pai ou a mãe lê para a criança faz toda a diferença, não é a mesma coisa de quando a professora lê, por exemplo. Não é um momento de simples história, é algo muito maior, é a formação do vínculo”, destacou Osmar Terra, ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, durante o evento desta manhã.

A pesquisa
O trabalho “Prevenindo Disparidades na Prontidão Escolar de Famílias de Baixa Renda em Boa Vista” foi feito com 1.250 famílias (com crianças de 1 a 4 anos) de baixa renda do município, frequentadoras das creches das Casas-Mãe (parte do programa Família que Acolhe, da prefeitura). Elas foram  divididas em grupos experimentais, sendo um deles com atendimento normal da creche, que inclui leitura interativa diária pelos educadores, e outro no qual além desse trabalho, os pais receberam treinamento e capacitação para que tivessem habilidades para ler e interagir com os filhos em casa. Durante as sessões, eles recebiam orientações, trocavam experiências e faziam relatórios diários. Segundo João Batista Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beto, a receptividade dos pais a esse aprendizado foi muito boa. “Eles passaram a trocar mensagens e fotos pelo celular mostrando cenas dessas leituras em casa com as crianças e as reações delas. Os pais aprenderam instrumentos para fazer algo que sempre quiseram, mas não sabiam como”, diz. Ele também conta que durante o processo havia o “livro viajante”, um caderno que era levado a cada dia por uma criança, para que, em casa, registrasse com desenhos, fotos e comentários dos pais como havia sido a leitura do livro naquele dia. “Os pais foram se acostumando e adquirindo orgulho de trocar suas experiências com outros – e as crianças cobravam isso deles”, lembra João Batista.

Os resultados desse trabalho são melhorias não só no desenvolvimento das crianças (como aumento de 14% no vocabulário), mas também nas relações familiares, como menor índice de punições físicas e maior estimulação cognitiva em casa. O hábito da leitura passou a fazer parte da rotina dessas famílias: houve aumento de 50% naquelas que passaram a ler com os filhos três vezes por semana ou mais e ainda redução de 50% do número de famílias que não liam para as crianças.

Até mesmo os casos de pais que não sabiam ler não representaram um obstáculo para os bons resultados. Isso porque, durante as oficinas de treinamento, foram ensinadas duas técnicas: uma para usar os livros de imagens e outra para basear a interação nas ilustrações. Os livros utilizados no trabalho foram selecionados pela equipe do Instituto Alfa e Beto, seguindo diversos critérios, como diversidade de temas, gêneros, tipos de texto e idade recomendada.

mais informações no link:

http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cssf/arquivos-de-eventos/seminario-06-07-2016/sem-06-07-2016-ml-1a-inf-alan-mendelsohn

 

O que acontece quando os pais trocam os filhos pelos smartphones

Junho 21, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Photo by rawpixel on Unsplash

Notícia do Diário de Notícias de 14 de junho de 2018.

Profissionais de saúde infantil contam ao DN que há pais que não conseguem parar de utilizar os dispositivos eletrónicos nem quando vão às consultas com os filhos

Frustração, birras, queixas, amuos. É este o resultado da “tecnoferência”, ou seja, da interferência que a tecnologia tem nas relações familiares. De acordo com um estudo feito por investigadores dos estados do Illinois e Michigan (EUA), quando os pais passam muito tempo a ver televisão ou agarrados aos smartphones durante as refeições e nos momentos de brincadeira, as crianças tendem a mostrar comportamentos problemáticos, maior frustração e hiperatividade. A longo prazo, alertam, as relações podem ficar comprometidas.

A questão já se colocava com a televisão, mas os dispositivos móveis vieram agravar o problema. Segundo a Science Daily, os investigadores acompanharam 172 famílias com filhos de cinco anos ou mais novos durante dois anos. Na grande maioria das famílias, um ou mais dispositivos eletrónicos interrompiam a interação pais e filhos em algum momento do dia. Enquanto estavam absorvidos pelos ecrãs, os pais conversavam menos e reagiam mal quando as crianças tentavam obter atenção.

“O bom senso já nos dizia que isto acontece, mas é bom que haja estudos que o demonstrem. O facto de os pais estarem muito agarrados aos ecrãs vai prejudicar as relações com os filhos”, admite o pediatra Hugo Rodrigues. Nessas alturas, explica, “os filhos sentem que os pais não estão genuinamente interessados neles, em brincar com eles. Não chega estar ao lado”.

Para “ativar os adultos”, as crianças têm comportamentos desajustado: “Se os pais não lhes prestam atenção, elas desviam-lhes a atenção dos ecrãs com maus comportamentos”. À pergunta sobre se estas situações são comuns, a resposta é afirmativa. “Basta olhar à nossa volta, nos transportes públicos, nos restaurantes. Sempre que se veem famílias com crianças, há uma alta probabilidade de pais e filhos estarem agarrados ao ecrã”.

Impacto a longo prazo

O estudo publicado na revista Pediatric Research tinha como objetivo examinar o impacto que os dispositivos eletrónicos têm na paternidade e no comportamento das crianças. Entre as conclusões, os investigadores dizem que a tecnologia pode influenciar negativamente as relações entre pais e filhos a longo prazo.

Inês Afonso Marques, responsável pela área infantojuvenil da Oficina de Psicologia, diz que “pode levar a um fenómeno de desamparo aprendido”. Se for muito repetido, explica a psicóloga, “há um desligamento entre pais e filhos que não tem um impacto positivo nas relações”. Estas, prossegue, “fazem-se de contacto físico, ocular”.

Nas sala de espera do consultório, Inês Afonso Marques vê frequentemente “crianças e pais agarrados ao telemóvel”. E até mesmo dentro do consultório. “Há pais que não conseguem não olhar para o smartphone na consulta. Qual a mensagem que passam aos filhos? Que eles não são assim tão importantes?”

A mesma situação é relatada ao DN pela pedopsiquiatra Ana Vasconcelos: “Vejo pais a mexer nos telemóveis enquanto converso com eles e com os filhos”. Segundo a especialista, estes têm caraterísticas semelhantes às de muitas crianças: “Têm de estar sempre ocupados com algo que lhes preencha o espírito, caraterísticas do défice de atenção e da hiperatividade”.

Ao passarem muito tempo focados nos ecrãs, Ana Vasconcelos diz que os pais “não são a bússola empática para guiar os filhos, e as crianças ficam em auto-gestão”. Paralelamente, há ambientes familiares “de grande tensão”.

Falta consciência

Da parte dos adultos, não haverá consciência do tempo que dedicam às novas tecnologias. “Os pais tentam cada vez mais regular o tempo que os filhos passam nos dispositivos, mas não o que eles passam ligados”, adianta a psicóloga Cátia Teixeira. É preciso, frisa, que tenham consciência de que são modelos. “Se o modelo de relação é mais distante, isso terá as suas consequências”, assinala.

Segundo os investigadores, a situação complica-se porque há um ciclo vicioso: há pais que se refugiam na tecnologia dos comportamentos problemáticos dos filhos, dando menos atenção às crianças, o que vai gerar mais comportamentos desajustados.

 

Mais informações na notícia:

Digital devices during family time could exacerbate bad behavior

 

“É importante treinar a criança a ficar na tarefa, a colocar nela mais esforço e investimento”

Janeiro 1, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Snews

Texto do https://www.educare.pt/ de 22 de dezembro de 2017.

Ana Salgado, psicóloga e especialista em Psicologia da Educação, em entrevista ao EDUCARE.PT, lembra aos pais que a educação se faz também pelo exemplo. E explica como as birras das crianças não as devem fazer perder “oportunidades de aprendizagem”.

Andreia Lobo

O medo da criança fazer uma birra não deve impedir os pais de a levar a um concerto. “O facto de a criança não conseguir autorregular o seu comportamento completamente não deve ser um motivo impeditivo de a tirar de casa. Porque assim se perdem oportunidades de estímulo e de autorregulação.” Diz Ana Salgado, psicóloga e especialista em Psicologia da Educação, numa diversificada entrevista ao EDUCARE.PT, dias depois de ter sido oradora numa palestra sobre autorregulação do comportamento e dificuldades de aprendizagem dirigida a uma vasta audiência de pais e mães.

Os primeiros anos de vida da criança são os mais difíceis e exigentes. Comportamento e desenvolvimento infantil são questões que preocupam quem tem a árdua tarefa de educar a criança. “Cabe aos adultos – pais, avós, educadores e professores – dar pistas sobre o que a criança pode ou não fazer. Ou seja, fazer uma regulação externa.” Com o passar dos anos, “espera-se que esta regulamentação externa passe a interna”. Mas trata-se de um processo, lembra Ana Salgado, “os marcos nem sempre estão bem definidos e muitas vezes temos adolescentes e adultos ainda a precisarem desta regulação externa”.

“A educação também se faz pelo exemplo”, insiste Ana Salgado. No pré-escolar, surgem as preocupações iniciais com a aquisição de competências. O que podem fazer os pais para criarem “bons alunos”? É assim tão importante pôr as crianças aos três anos a aprender Inglês? “Nos primeiros anos de vida, a criança não precisa mais do que relações positivas, adultos de referência e estímulos diversificados”, tranquiliza a psicóloga.

Mas atenção à superestimulação: “É muito fácil ver crianças com 3 anos que saltam do desenho para a plasticina para os “Legos”, para as bonecas, para o tablet, tudo em 30 minutos. É importante treinar a criança a ficar na tarefa, a colocar nela mais esforço e investimento.”

EDUCARE.PT (E): Como podemos ensinar a criança a controlar o seu comportamento? É pelo exemplo?
Ana Salgado (AS): As crianças quando nascem têm os seus níveis de consciência menos desenvolvidos. A consciência social do que é uma norma, uma regra ou uma expectativa varia com a cultura e o contexto onde crescem, mas vai sendo desenvolvida ao longo dos primeiros anos de vida. Significa que no início a criança terá mais dificuldade em controlar o seu comportamento. Cabe aos adultos – pais, avós, educadores e professores – dar pistas sobre o que a criança pode ou não fazer. Ou seja, fazer uma regulação externa.

À medida que o tempo passa, espera-se que esta regulamentação externa passe a interna. Pelo meio, surge a questão de regular pelo exemplo. Como faz o pai? Se no supermercado ajuda a senhora mais idosa a levar as compras, a criança terá esse exemplo de vida e provavelmente vai querer ajudar os outros. Se o pai não grita com a mãe, provavelmente a criança não vai gritar com a mãe, nem com os amigos. A educação também se faz pelo exemplo.

E: Que fatores comportamentais podem afetar as aprendizagens?
AS: Existem fatores de risco e fatores protetores. A investigação tem-nos mostrado que pais com habilitações superiores tendem a conseguir apoiar melhor os seus filhos na escola. Até dar outro tipo de oportunidades em termos de progressão académica. Mas há exceções. Alguns estudiosos também vão dizendo que, nos primeiros anos de vida, a criança não precisa mais do que relações positivas, adultos de referência e estímulos diversificados.

E: Não precisa de oportunidades de aprendizagem?
AS: Os estímulos diversificados já são as oportunidades de aprendizagem. Mas até aos três anos não importa tanto se a mãe da criança tem o 4.º ano de escolaridade ou o doutoramento. Importa sim que a mãe esteja disponível para cuidar, para ser a base segura de vinculação e para ser um adulto de referência que dê confiança, segurança à criança e a estimule.

E: Até aos três anos os pais não devem estar preocupados que as crianças aprendam os números, as letras ou até Inglês?
AS: Sabemos que, em termos de processamento cognitivo, as crianças são capazes de aprender idiomas. Muitas crianças até conseguem ser bilingues quando têm pais de diferentes nacionalidades. Mas ter crianças a falar um segundo idioma não deve ser, nestas idades, uma preocupação para os pais. Nos primeiros anos, a multiplicidade de experiências é o mais importante. Levar a criança a um concerto ou ouvir um CD em casa. Fazê-la contactar com as artes, a música, o teatro, a dança. Também levá-la ao parque da cidade, à quinta para perceber de onde vêm as maçãs ou colher um tomate.

Esta multiplicidade de experiências, às vezes até muito sensoriais, vai permitir às crianças explorar o que elas são, o mundo e por sua vez também a autorregular o seu comportamento. As crianças vão perceber que em determinados contextos podem sentar-se no chão ou pegar em montes de folhas secas e atirar ao irmão. E noutros contextos têm de fazer silêncio, porque estão num ritual.

E: Há experiências que são desaconselhadas. Não levar a criança a certos sítios para evitar as birras…
AS: Levar uma criança de 4 ou 5 anos um concerto de música clássica é muito exigente em termos de autorregulação. Mas os pais não devem impedir uma criança mais nova de ir ao concerto do irmão mais velho, porque há risco de ela fazer uma birra. O facto de a criança não conseguir autorregular o seu comportamento completamente não deve ser um motivo impeditivo de a tirar de casa. Porque assim se perdem oportunidades de estímulo e de autorregulação.

Não vamos exigir de uma criança de 3 anos o mesmo tipo de comportamento e regulação de um jovem de 15 anos. Os pais podem levar a criança ao concerto, mas vão os dois, para um deles poder sair com a criança em caso de necessidade. Os pais precisam de deixar as crianças testarem-se a si próprias e perceber quais são os limites. Uma queixa frequente dos pais é que as crianças não sabem lidar com a frustração e que perante qualquer obstáculo pensam que o mundo vai acabar. Se estivermos sempre a proteger as crianças, obviamente que estamos a cuidar delas, mas a fazê-lo dentro de uma gaiola.

E: É com experiências destas que a criança aprende?
AS: Se pensarmos no sentido lato de aprendizagem, estamos a aprender quase involuntariamente em qualquer segundo da nossa vida. Os pais vão no carro a ouvir música na rádio, a criança ouve e mesmo que a letra seja em inglês, muitas vezes aprende e consegue cantarolar. O que aconteceu? Uma aprendizagem involuntária. Houve um estímulo, captou a atenção da criança, o input foi processado pelo cérebro, a memória ativou-se e a letra ficou lá. O facto de a aprendizagem poder ser voluntária tem um potencial gigantesco e um risco muito grande, porque temos o reverso da medalha. Mas para a criança aprender não basta ter um ambiente enriquecedor, é preciso motivação.

E: A motivação é uma questão delicada…
AS: Há meninos e meninas em países muito desfavorecidos que não têm os estímulos, nem o ambiente enriquecedor que têm as nossas crianças, mas estão tão motivados para aprender que fazem quilómetros a pé para irem à escola. No oposto temos a nossa realidade, superestimulante, com todo o tipo de brinquedos de diferentes categorias e meninos e meninas sem motivação para aprender. Temos cada vez mais crianças com défices de atenção provavelmente ligados ao facto de serem superestimulados.

É muito fácil ver crianças com 3 anos que saltam do desenho para a plasticina para os “Legos”, para as bonecas, para o tablet tudo em 30 minutos. Depois, os pais pensam que a criança é muito ativa e curiosa. Até pode ser! Mas também é importante treinar a criança a ficar na tarefa, a colocar nela mais esforço e investimento.

E: Como é que os pais podem fazer isso?
AS: A criança começa um desenho e o pai ou a mãe podem observar e fazer perguntas como o que estás a desenhar? A criança responde uma flor. Os pais contrapõem: a quem vais dar essa flor? A criança responde a uma menina. Os pais dizem para a criança desenhar a menina. E continuam as perguntas: onde mora a menina? A criança diz que mora numa casa. Os pais pedem para a criança desenhar a casa. Assim por diante.

Ou seja, levar a criança a investir na tarefa. De modo que aquele desenho não demore apenas 5 minutos a ser feito, mas demore 30 minutos. Isto também é prepará-la para o contexto escolar. Porque na escola a professora vai pedir tarefas não de 5 minutos, mas de 30 minutos. E como a criança não está habituada a estar tanto tempo a fazer uma tarefa, não vai gostar. Até porque é mais estimulante saltar de tarefa em tarefa. Mas vai ter de fazer o que a professora pede. E depois, surge a desmotivação ou a hiperatividade.

E: Quer dizer que a criança reage mal à diminuição de estímulos a que está sujeita na escola?
AS: É um problema da nossa sociedade. Há um diferencial gigantesco entre o que as crianças têm em casa, em termos de estímulos e possibilidades, e o que existe na escola. Continuamos a ter uma escola com um quadro negro, uma professora que fala, uma turma que escreve e uma carteira onde a criança está sentada ao lado da colega. Temos uma escola que não é tão estimulante quanto estar em casa.

Em algumas situações, as crianças acabam por aprender mais em casa com o tablet e o computador do que na escola. Aprendem ao ritmo delas, aprendem o que querem e quando querem. Este é um grande desafio colocado às nossas escolas e aos professores. Como respeito o ritmo de aprendizagem da criança? Como a motivo? Como torno a minha aula mais dinâmica? Como diferencio os níveis de conhecimento dentro da sala de aula?

E: Mas há exemplos de boas práticas nas escolas em torno de todas essas questões.
AS: Temos escolas com projetos inovadores e professores que se implicam muito. Há uma escola que já percebeu que é preciso fazer um mobiliário diferente para possibilitar que os alunos estejam em pé enquanto fazem algumas tarefas. Algo que, em termos de motricidade motora, respeita mais as necessidades daquelas crianças. Há outra escola que está a apostar nos quadros interativos, porque se apercebeu do potencial enorme da tecnologia. Outra escola faz intervalos a horas diferentes, porque testou e percebeu que essa mudança era importante. Há escolas a trabalharem em <i>problem-based learning</i> ou com metodologias de projetos. Claro que existem bons exemplos! Só não estamos a ser capazes de congregar todas as boas práticas numa sala de aula.

 

As crianças vêem As crianças aprendem – vídeo

Março 21, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Curso dirigido a Pais e Outros Cuidadores, de crianças até aos 12 anos em Grândola

Março 21, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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conversas

Inscrições até 28 de março

mais informações:

https://www.facebook.com/CPCJ-de-Gr%C3%A2ndola-336657109853799/

A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Grândola (CPCJ), vai desenvolver em colaboração com o CAFAP “Universo Família”, um curso dirigido a Pais e Outros Cuidadores, de crianças até aos 12 anos de idade, com o objetivo de os dotar de estratégias que simplifiquem e melhorem a sua relação no dia-a-dia.

Este curso é constituído por 6 sessões, que irão decorrer quinzenalmente, às terças feiras, entre as 18H30-20H00, na sala de reuniões da Junta de Freguesia de Grândola e Santa Margarida da Serra.

As inscrições são obrigatórias e limitadas a 15 participantes, até ao dia 28 de março de 2016. Pode imprimir a ficha de inscrição anexa e enviar por email ou entregar diretamente nas instalações da CPCJ.
Alguma duvida não hesite em contactar a CPCJ, através de email cpcjgrandola@gmail.com ou telefone 269442976.

Porque é que o meu filho se porta tão mal?… Já estou à beira de um ataque de nervos! com António Gonçalves Pinto – Psicólogo – palestra em Albufeira 15 janeiro

Janeiro 14, 2016 às 7:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mimos

SEXTA-FEIRA, DIA 15 DE JANEIRO, PELAS 20h – VENHA TOMAR CAFÉ CONNOSCO E ASSISTIR À NOSSA PALESTRA GRATUITA:

“Porque é que o meu filho se porta tão mal?…. Já estou à beira de um ataque de nervos!, com o Psicólogo Clínico António Pinto

Os comportamentos disfuncionais dos filhos são e serão sempre uma preocupação para os pais e por vezes uma verdadeira dor de cabeça, que desencadeia altos níveis de stress para os progenitores e familiares, onde os gritos, as lágrimas, os castigos por vezes físicos infligidos às crianças e as desavenças entre marido e mulher assumem particular protagonismo! É por esta razão que convidamos todos os pais a estarem presentes na próxima sessão Venha Tomar Café Connosco, onde aprenderão a conhecer as razões de alguns comportamentos disfuncionais dos vossos filhos e a atuar da forma adequada, produtiva e educativa sempre que estes não se “portem bem”. Não se esqueça que os adultos somos nós e que a ser mãe/pai também se aprende!

Palestra gratuita, mas com inscrição obrigatória.

Contacte-nos:

Telefone: 289541802 * 969420725

Oficina dos Mimos – Centro de Desenvolvimento da Criança e da Família do Sul Lda. Rua Sophia de Mello Breyner Lote 49   Urbanização Quinta da Correeira Lojas 1 e 2 8200-112 Albufeira Tel. 289 541 802 Tlm: 969420725

https://www.facebook.com/oficinamimos/

 

 

 

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