Leitura: hábito praticado pelos pais reduz problemas de comportamento nas crianças, diz pesquisa

Fevereiro 13, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da Revista Crescer de 6 de julho de 2016.

Estudo feito em Roraima, comandado pela Universidade de Nova York, mostra o impacto positivo da leitura quando é praticada pelos próprios pais, em casa

Uma pesquisa divulgada hoje (6) pela manhã, em Brasília, durante o IV Seminário Internacional do Marco da Primeira Infância, mostrou que quando os próprios pais leem para seus filhos, em casa, com regularidade, a família tem diversos benefícios. Realizado com a população de Boa Vista, em Roraima, o estudo apontou, por exemplo, um aumento de 25% de crianças sem problemas de comportamento e 50% de aumento da leitura interativa, em que os pais leem conversando e estimulando os filhos. A pesquisa foi conduzida por Alan Mendelsohn, professor associado de Pediatria e Saúde Populacional da Faculdade de Medicina da Universidade de Nova York e Adriana Weisleder, cientista pesquisadora da mesma instituição, em colaboração com o IDados e o Instituto Alfa e Beto. “Quando o pai ou a mãe lê para a criança faz toda a diferença, não é a mesma coisa de quando a professora lê, por exemplo. Não é um momento de simples história, é algo muito maior, é a formação do vínculo”, destacou Osmar Terra, ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, durante o evento desta manhã.

A pesquisa
O trabalho “Prevenindo Disparidades na Prontidão Escolar de Famílias de Baixa Renda em Boa Vista” foi feito com 1.250 famílias (com crianças de 1 a 4 anos) de baixa renda do município, frequentadoras das creches das Casas-Mãe (parte do programa Família que Acolhe, da prefeitura). Elas foram  divididas em grupos experimentais, sendo um deles com atendimento normal da creche, que inclui leitura interativa diária pelos educadores, e outro no qual além desse trabalho, os pais receberam treinamento e capacitação para que tivessem habilidades para ler e interagir com os filhos em casa. Durante as sessões, eles recebiam orientações, trocavam experiências e faziam relatórios diários. Segundo João Batista Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beto, a receptividade dos pais a esse aprendizado foi muito boa. “Eles passaram a trocar mensagens e fotos pelo celular mostrando cenas dessas leituras em casa com as crianças e as reações delas. Os pais aprenderam instrumentos para fazer algo que sempre quiseram, mas não sabiam como”, diz. Ele também conta que durante o processo havia o “livro viajante”, um caderno que era levado a cada dia por uma criança, para que, em casa, registrasse com desenhos, fotos e comentários dos pais como havia sido a leitura do livro naquele dia. “Os pais foram se acostumando e adquirindo orgulho de trocar suas experiências com outros – e as crianças cobravam isso deles”, lembra João Batista.

Os resultados desse trabalho são melhorias não só no desenvolvimento das crianças (como aumento de 14% no vocabulário), mas também nas relações familiares, como menor índice de punições físicas e maior estimulação cognitiva em casa. O hábito da leitura passou a fazer parte da rotina dessas famílias: houve aumento de 50% naquelas que passaram a ler com os filhos três vezes por semana ou mais e ainda redução de 50% do número de famílias que não liam para as crianças.

Até mesmo os casos de pais que não sabiam ler não representaram um obstáculo para os bons resultados. Isso porque, durante as oficinas de treinamento, foram ensinadas duas técnicas: uma para usar os livros de imagens e outra para basear a interação nas ilustrações. Os livros utilizados no trabalho foram selecionados pela equipe do Instituto Alfa e Beto, seguindo diversos critérios, como diversidade de temas, gêneros, tipos de texto e idade recomendada.

mais informações no link:

http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cssf/arquivos-de-eventos/seminario-06-07-2016/sem-06-07-2016-ml-1a-inf-alan-mendelsohn

 

O que acontece quando os pais trocam os filhos pelos smartphones

Junho 21, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 14 de junho de 2018.

Profissionais de saúde infantil contam ao DN que há pais que não conseguem parar de utilizar os dispositivos eletrónicos nem quando vão às consultas com os filhos

Frustração, birras, queixas, amuos. É este o resultado da “tecnoferência”, ou seja, da interferência que a tecnologia tem nas relações familiares. De acordo com um estudo feito por investigadores dos estados do Illinois e Michigan (EUA), quando os pais passam muito tempo a ver televisão ou agarrados aos smartphones durante as refeições e nos momentos de brincadeira, as crianças tendem a mostrar comportamentos problemáticos, maior frustração e hiperatividade. A longo prazo, alertam, as relações podem ficar comprometidas.

A questão já se colocava com a televisão, mas os dispositivos móveis vieram agravar o problema. Segundo a Science Daily, os investigadores acompanharam 172 famílias com filhos de cinco anos ou mais novos durante dois anos. Na grande maioria das famílias, um ou mais dispositivos eletrónicos interrompiam a interação pais e filhos em algum momento do dia. Enquanto estavam absorvidos pelos ecrãs, os pais conversavam menos e reagiam mal quando as crianças tentavam obter atenção.

“O bom senso já nos dizia que isto acontece, mas é bom que haja estudos que o demonstrem. O facto de os pais estarem muito agarrados aos ecrãs vai prejudicar as relações com os filhos”, admite o pediatra Hugo Rodrigues. Nessas alturas, explica, “os filhos sentem que os pais não estão genuinamente interessados neles, em brincar com eles. Não chega estar ao lado”.

Para “ativar os adultos”, as crianças têm comportamentos desajustado: “Se os pais não lhes prestam atenção, elas desviam-lhes a atenção dos ecrãs com maus comportamentos”. À pergunta sobre se estas situações são comuns, a resposta é afirmativa. “Basta olhar à nossa volta, nos transportes públicos, nos restaurantes. Sempre que se veem famílias com crianças, há uma alta probabilidade de pais e filhos estarem agarrados ao ecrã”.

Impacto a longo prazo

O estudo publicado na revista Pediatric Research tinha como objetivo examinar o impacto que os dispositivos eletrónicos têm na paternidade e no comportamento das crianças. Entre as conclusões, os investigadores dizem que a tecnologia pode influenciar negativamente as relações entre pais e filhos a longo prazo.

Inês Afonso Marques, responsável pela área infantojuvenil da Oficina de Psicologia, diz que “pode levar a um fenómeno de desamparo aprendido”. Se for muito repetido, explica a psicóloga, “há um desligamento entre pais e filhos que não tem um impacto positivo nas relações”. Estas, prossegue, “fazem-se de contacto físico, ocular”.

Nas sala de espera do consultório, Inês Afonso Marques vê frequentemente “crianças e pais agarrados ao telemóvel”. E até mesmo dentro do consultório. “Há pais que não conseguem não olhar para o smartphone na consulta. Qual a mensagem que passam aos filhos? Que eles não são assim tão importantes?”

A mesma situação é relatada ao DN pela pedopsiquiatra Ana Vasconcelos: “Vejo pais a mexer nos telemóveis enquanto converso com eles e com os filhos”. Segundo a especialista, estes têm caraterísticas semelhantes às de muitas crianças: “Têm de estar sempre ocupados com algo que lhes preencha o espírito, caraterísticas do défice de atenção e da hiperatividade”.

Ao passarem muito tempo focados nos ecrãs, Ana Vasconcelos diz que os pais “não são a bússola empática para guiar os filhos, e as crianças ficam em auto-gestão”. Paralelamente, há ambientes familiares “de grande tensão”.

Falta consciência

Da parte dos adultos, não haverá consciência do tempo que dedicam às novas tecnologias. “Os pais tentam cada vez mais regular o tempo que os filhos passam nos dispositivos, mas não o que eles passam ligados”, adianta a psicóloga Cátia Teixeira. É preciso, frisa, que tenham consciência de que são modelos. “Se o modelo de relação é mais distante, isso terá as suas consequências”, assinala.

Segundo os investigadores, a situação complica-se porque há um ciclo vicioso: há pais que se refugiam na tecnologia dos comportamentos problemáticos dos filhos, dando menos atenção às crianças, o que vai gerar mais comportamentos desajustados.

 

Mais informações na notícia:

Digital devices during family time could exacerbate bad behavior

 

“É importante treinar a criança a ficar na tarefa, a colocar nela mais esforço e investimento”

Janeiro 1, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Snews

Texto do https://www.educare.pt/ de 22 de dezembro de 2017.

Ana Salgado, psicóloga e especialista em Psicologia da Educação, em entrevista ao EDUCARE.PT, lembra aos pais que a educação se faz também pelo exemplo. E explica como as birras das crianças não as devem fazer perder “oportunidades de aprendizagem”.

Andreia Lobo

O medo da criança fazer uma birra não deve impedir os pais de a levar a um concerto. “O facto de a criança não conseguir autorregular o seu comportamento completamente não deve ser um motivo impeditivo de a tirar de casa. Porque assim se perdem oportunidades de estímulo e de autorregulação.” Diz Ana Salgado, psicóloga e especialista em Psicologia da Educação, numa diversificada entrevista ao EDUCARE.PT, dias depois de ter sido oradora numa palestra sobre autorregulação do comportamento e dificuldades de aprendizagem dirigida a uma vasta audiência de pais e mães.

Os primeiros anos de vida da criança são os mais difíceis e exigentes. Comportamento e desenvolvimento infantil são questões que preocupam quem tem a árdua tarefa de educar a criança. “Cabe aos adultos – pais, avós, educadores e professores – dar pistas sobre o que a criança pode ou não fazer. Ou seja, fazer uma regulação externa.” Com o passar dos anos, “espera-se que esta regulamentação externa passe a interna”. Mas trata-se de um processo, lembra Ana Salgado, “os marcos nem sempre estão bem definidos e muitas vezes temos adolescentes e adultos ainda a precisarem desta regulação externa”.

“A educação também se faz pelo exemplo”, insiste Ana Salgado. No pré-escolar, surgem as preocupações iniciais com a aquisição de competências. O que podem fazer os pais para criarem “bons alunos”? É assim tão importante pôr as crianças aos três anos a aprender Inglês? “Nos primeiros anos de vida, a criança não precisa mais do que relações positivas, adultos de referência e estímulos diversificados”, tranquiliza a psicóloga.

Mas atenção à superestimulação: “É muito fácil ver crianças com 3 anos que saltam do desenho para a plasticina para os “Legos”, para as bonecas, para o tablet, tudo em 30 minutos. É importante treinar a criança a ficar na tarefa, a colocar nela mais esforço e investimento.”

EDUCARE.PT (E): Como podemos ensinar a criança a controlar o seu comportamento? É pelo exemplo?
Ana Salgado (AS): As crianças quando nascem têm os seus níveis de consciência menos desenvolvidos. A consciência social do que é uma norma, uma regra ou uma expectativa varia com a cultura e o contexto onde crescem, mas vai sendo desenvolvida ao longo dos primeiros anos de vida. Significa que no início a criança terá mais dificuldade em controlar o seu comportamento. Cabe aos adultos – pais, avós, educadores e professores – dar pistas sobre o que a criança pode ou não fazer. Ou seja, fazer uma regulação externa.

À medida que o tempo passa, espera-se que esta regulamentação externa passe a interna. Pelo meio, surge a questão de regular pelo exemplo. Como faz o pai? Se no supermercado ajuda a senhora mais idosa a levar as compras, a criança terá esse exemplo de vida e provavelmente vai querer ajudar os outros. Se o pai não grita com a mãe, provavelmente a criança não vai gritar com a mãe, nem com os amigos. A educação também se faz pelo exemplo.

E: Que fatores comportamentais podem afetar as aprendizagens?
AS: Existem fatores de risco e fatores protetores. A investigação tem-nos mostrado que pais com habilitações superiores tendem a conseguir apoiar melhor os seus filhos na escola. Até dar outro tipo de oportunidades em termos de progressão académica. Mas há exceções. Alguns estudiosos também vão dizendo que, nos primeiros anos de vida, a criança não precisa mais do que relações positivas, adultos de referência e estímulos diversificados.

E: Não precisa de oportunidades de aprendizagem?
AS: Os estímulos diversificados já são as oportunidades de aprendizagem. Mas até aos três anos não importa tanto se a mãe da criança tem o 4.º ano de escolaridade ou o doutoramento. Importa sim que a mãe esteja disponível para cuidar, para ser a base segura de vinculação e para ser um adulto de referência que dê confiança, segurança à criança e a estimule.

E: Até aos três anos os pais não devem estar preocupados que as crianças aprendam os números, as letras ou até Inglês?
AS: Sabemos que, em termos de processamento cognitivo, as crianças são capazes de aprender idiomas. Muitas crianças até conseguem ser bilingues quando têm pais de diferentes nacionalidades. Mas ter crianças a falar um segundo idioma não deve ser, nestas idades, uma preocupação para os pais. Nos primeiros anos, a multiplicidade de experiências é o mais importante. Levar a criança a um concerto ou ouvir um CD em casa. Fazê-la contactar com as artes, a música, o teatro, a dança. Também levá-la ao parque da cidade, à quinta para perceber de onde vêm as maçãs ou colher um tomate.

Esta multiplicidade de experiências, às vezes até muito sensoriais, vai permitir às crianças explorar o que elas são, o mundo e por sua vez também a autorregular o seu comportamento. As crianças vão perceber que em determinados contextos podem sentar-se no chão ou pegar em montes de folhas secas e atirar ao irmão. E noutros contextos têm de fazer silêncio, porque estão num ritual.

E: Há experiências que são desaconselhadas. Não levar a criança a certos sítios para evitar as birras…
AS: Levar uma criança de 4 ou 5 anos um concerto de música clássica é muito exigente em termos de autorregulação. Mas os pais não devem impedir uma criança mais nova de ir ao concerto do irmão mais velho, porque há risco de ela fazer uma birra. O facto de a criança não conseguir autorregular o seu comportamento completamente não deve ser um motivo impeditivo de a tirar de casa. Porque assim se perdem oportunidades de estímulo e de autorregulação.

Não vamos exigir de uma criança de 3 anos o mesmo tipo de comportamento e regulação de um jovem de 15 anos. Os pais podem levar a criança ao concerto, mas vão os dois, para um deles poder sair com a criança em caso de necessidade. Os pais precisam de deixar as crianças testarem-se a si próprias e perceber quais são os limites. Uma queixa frequente dos pais é que as crianças não sabem lidar com a frustração e que perante qualquer obstáculo pensam que o mundo vai acabar. Se estivermos sempre a proteger as crianças, obviamente que estamos a cuidar delas, mas a fazê-lo dentro de uma gaiola.

E: É com experiências destas que a criança aprende?
AS: Se pensarmos no sentido lato de aprendizagem, estamos a aprender quase involuntariamente em qualquer segundo da nossa vida. Os pais vão no carro a ouvir música na rádio, a criança ouve e mesmo que a letra seja em inglês, muitas vezes aprende e consegue cantarolar. O que aconteceu? Uma aprendizagem involuntária. Houve um estímulo, captou a atenção da criança, o input foi processado pelo cérebro, a memória ativou-se e a letra ficou lá. O facto de a aprendizagem poder ser voluntária tem um potencial gigantesco e um risco muito grande, porque temos o reverso da medalha. Mas para a criança aprender não basta ter um ambiente enriquecedor, é preciso motivação.

E: A motivação é uma questão delicada…
AS: Há meninos e meninas em países muito desfavorecidos que não têm os estímulos, nem o ambiente enriquecedor que têm as nossas crianças, mas estão tão motivados para aprender que fazem quilómetros a pé para irem à escola. No oposto temos a nossa realidade, superestimulante, com todo o tipo de brinquedos de diferentes categorias e meninos e meninas sem motivação para aprender. Temos cada vez mais crianças com défices de atenção provavelmente ligados ao facto de serem superestimulados.

É muito fácil ver crianças com 3 anos que saltam do desenho para a plasticina para os “Legos”, para as bonecas, para o tablet tudo em 30 minutos. Depois, os pais pensam que a criança é muito ativa e curiosa. Até pode ser! Mas também é importante treinar a criança a ficar na tarefa, a colocar nela mais esforço e investimento.

E: Como é que os pais podem fazer isso?
AS: A criança começa um desenho e o pai ou a mãe podem observar e fazer perguntas como o que estás a desenhar? A criança responde uma flor. Os pais contrapõem: a quem vais dar essa flor? A criança responde a uma menina. Os pais dizem para a criança desenhar a menina. E continuam as perguntas: onde mora a menina? A criança diz que mora numa casa. Os pais pedem para a criança desenhar a casa. Assim por diante.

Ou seja, levar a criança a investir na tarefa. De modo que aquele desenho não demore apenas 5 minutos a ser feito, mas demore 30 minutos. Isto também é prepará-la para o contexto escolar. Porque na escola a professora vai pedir tarefas não de 5 minutos, mas de 30 minutos. E como a criança não está habituada a estar tanto tempo a fazer uma tarefa, não vai gostar. Até porque é mais estimulante saltar de tarefa em tarefa. Mas vai ter de fazer o que a professora pede. E depois, surge a desmotivação ou a hiperatividade.

E: Quer dizer que a criança reage mal à diminuição de estímulos a que está sujeita na escola?
AS: É um problema da nossa sociedade. Há um diferencial gigantesco entre o que as crianças têm em casa, em termos de estímulos e possibilidades, e o que existe na escola. Continuamos a ter uma escola com um quadro negro, uma professora que fala, uma turma que escreve e uma carteira onde a criança está sentada ao lado da colega. Temos uma escola que não é tão estimulante quanto estar em casa.

Em algumas situações, as crianças acabam por aprender mais em casa com o tablet e o computador do que na escola. Aprendem ao ritmo delas, aprendem o que querem e quando querem. Este é um grande desafio colocado às nossas escolas e aos professores. Como respeito o ritmo de aprendizagem da criança? Como a motivo? Como torno a minha aula mais dinâmica? Como diferencio os níveis de conhecimento dentro da sala de aula?

E: Mas há exemplos de boas práticas nas escolas em torno de todas essas questões.
AS: Temos escolas com projetos inovadores e professores que se implicam muito. Há uma escola que já percebeu que é preciso fazer um mobiliário diferente para possibilitar que os alunos estejam em pé enquanto fazem algumas tarefas. Algo que, em termos de motricidade motora, respeita mais as necessidades daquelas crianças. Há outra escola que está a apostar nos quadros interativos, porque se apercebeu do potencial enorme da tecnologia. Outra escola faz intervalos a horas diferentes, porque testou e percebeu que essa mudança era importante. Há escolas a trabalharem em <i>problem-based learning</i> ou com metodologias de projetos. Claro que existem bons exemplos! Só não estamos a ser capazes de congregar todas as boas práticas numa sala de aula.

 

As crianças vêem As crianças aprendem – vídeo

Março 21, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Curso dirigido a Pais e Outros Cuidadores, de crianças até aos 12 anos em Grândola

Março 21, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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conversas

Inscrições até 28 de março

mais informações:

https://www.facebook.com/CPCJ-de-Gr%C3%A2ndola-336657109853799/

A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Grândola (CPCJ), vai desenvolver em colaboração com o CAFAP “Universo Família”, um curso dirigido a Pais e Outros Cuidadores, de crianças até aos 12 anos de idade, com o objetivo de os dotar de estratégias que simplifiquem e melhorem a sua relação no dia-a-dia.

Este curso é constituído por 6 sessões, que irão decorrer quinzenalmente, às terças feiras, entre as 18H30-20H00, na sala de reuniões da Junta de Freguesia de Grândola e Santa Margarida da Serra.

As inscrições são obrigatórias e limitadas a 15 participantes, até ao dia 28 de março de 2016. Pode imprimir a ficha de inscrição anexa e enviar por email ou entregar diretamente nas instalações da CPCJ.
Alguma duvida não hesite em contactar a CPCJ, através de email cpcjgrandola@gmail.com ou telefone 269442976.

Porque é que o meu filho se porta tão mal?… Já estou à beira de um ataque de nervos! com António Gonçalves Pinto – Psicólogo – palestra em Albufeira 15 janeiro

Janeiro 14, 2016 às 7:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mimos

SEXTA-FEIRA, DIA 15 DE JANEIRO, PELAS 20h – VENHA TOMAR CAFÉ CONNOSCO E ASSISTIR À NOSSA PALESTRA GRATUITA:

“Porque é que o meu filho se porta tão mal?…. Já estou à beira de um ataque de nervos!, com o Psicólogo Clínico António Pinto

Os comportamentos disfuncionais dos filhos são e serão sempre uma preocupação para os pais e por vezes uma verdadeira dor de cabeça, que desencadeia altos níveis de stress para os progenitores e familiares, onde os gritos, as lágrimas, os castigos por vezes físicos infligidos às crianças e as desavenças entre marido e mulher assumem particular protagonismo! É por esta razão que convidamos todos os pais a estarem presentes na próxima sessão Venha Tomar Café Connosco, onde aprenderão a conhecer as razões de alguns comportamentos disfuncionais dos vossos filhos e a atuar da forma adequada, produtiva e educativa sempre que estes não se “portem bem”. Não se esqueça que os adultos somos nós e que a ser mãe/pai também se aprende!

Palestra gratuita, mas com inscrição obrigatória.

Contacte-nos:

Telefone: 289541802 * 969420725

Oficina dos Mimos – Centro de Desenvolvimento da Criança e da Família do Sul Lda. Rua Sophia de Mello Breyner Lote 49   Urbanização Quinta da Correeira Lojas 1 e 2 8200-112 Albufeira Tel. 289 541 802 Tlm: 969420725

https://www.facebook.com/oficinamimos/

 

 

 

Hashtags ajudam adolescentes a partilhar comportamentos perigosos

Janeiro 6, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de Andreia Sanches para o jornal Público, em 27 de Dezembro de 2015.

Artigo publicado em jornal americano alerta para imagens de autolesões “escondidas” na Net. Em Portugal cerca de 10% das crianças e adolescentes com perfil em redes sociais relataram já ter visto conteúdos problemáticos.

Chamam-lhes “hashtags secretas”. São por exemplo #selfharmmm. Ou #MySecretFamily. Ou #SecretSociety123. E estão a ajudar as crianças e os adolescentes a partilhar conteúdos perigosos, sem darem tanto nas vistas. Quem o diz é Megan Moreno, especialista em Saúde dos Adolescentes na Universidade de Washington e no Seattle Children’s Research Institute, que publicou um artigo sobre o assunto na edição de Janeiro de 2016 do Journal of Adolescent Health.

Uma hashtag é uma espécie de palavra-chave que ajuda os utilizadores das redes sociais a fazer chegar a mais pessoas os seus conteúdos sobre um determinado assunto. O artigo assinado por Moreno e quatro outros investigadores, intitulado Sociedade secreta 123: compreendendo a linguagem da autolesão no Instagram, baseia-se numa pesquisa de algumas destas palavras, explicou Moreno à Reuters.

Desde 2012 que o Instagram proíbe a partilha de fotografias ou hashtags que promovam ou “glorifiquem” a automutilação e a anorexia, por isso as hashtags escolhidas pelos adolescentes para “catalogar” as suas imagens relacionadas com estes assuntos são propositadamente “ambíguas”, para escapar melhor ao controle. E no entanto, atrás delas estão fotografias de braços cortados com lâminas, de pernas queimadas com pontas de cigarro, de arranhões em sangue, por exemplo. Imagens e frases que remetem para comportamentos de autolesão, não tendo, contudo, como objectivo, o suicídio.

O último estudo em Portugal que aborda a questão das autolesões entre os adolescentes chama-se A Saúde dos Adolescentes Portugueses, é de 2014 e foi coordenado pela psicóloga Margarida Gaspar de Matos, no âmbito de um projecto internacional da Organização Mundial de Saúde. Mostrava que um em cada cinco alunos do 8.º e 10.º anos tinha-se magoado a si mesmo, de propósito, nos 12 meses anteriores ao inquérito, para lidar com sensações de tristeza, aborrecimento ou frustração.

Segundo Megan Moreno os conteúdos relacionados com autolesões são cada vez mais frequentes no Instagram (uma pesquisa pelo termo #cat, que é usado para substituir a palavra “cut”, de “corte”, devolveu 44 milhões de resultados em 2014 e mais de 56 milhões em 2015, disse). E “as comunidades online que se desenvolvem em torno destas hashtags” fomentam nos adolescentes um sentido de pertença a um grupo que, neste caso, é tudo menos recomendável.

Questionada sobre este artigo, a psicóloga Margarida Gaspar de Matos diz ao PÚBLICO que duvida “que em Portugal as coisas tenham tanto este impacto e ressonância nas redes sociais”. A psicóloga aconselha os pais e professores a estarem atentos e disponíveis,  “mas sem entrar em pânicos contraproducentes”. O mais importante, diz, é “promover a saúde mental e bem-estar nos jovens” e ajudá-los a estar nas redes sociais com a informação de que precisam, “evitando conteúdos comprometedores da sua saúde e da dos outros”.

Jovens na rede
Moreno também deixa no seu artigo um alerta aos pais: não confiem nas redes sociais. Em 2012, quando anunciou as novas regras contra os conteúdos relacionados com anorexia e autolesões, o Instagram fez saber que não proibiria “contas criadas para discutir construtivamente ou documentar experiências pessoais” que mostrassem qualquer forma de automutilação desde que o objectivo fosse a melhoria desses comportamentos, o apoio e a “discussão aberta”. Esses conteúdos deveriam contudo vir acompanhados de um aviso (qualquer coisa como “Atenção: estas publicações podem apresentar conteúdo explícito”) e de informação destinada a quem precisa de ajuda.

Mas Moreno diz que um terço das hashtags pesquisadas não desencadeia esse aviso. Os pais “continuam a ser o pilar na promoção do debate sobre estes conteúdos nas redes sociais”. E aos pais cabe dar aos filhos os instrumentos necessários para lidarem com esses conteúdos, acrescenta.

De acordo com o relatório Crianças e Meios Digitais Móveis em Portugal: Resultados Nacionais do Projecto Net Children Go Mobile, cerca de três em cada quatro crianças portuguesas (dos 9 aos 16 anos) têm um perfil numa rede social. O Facebook aparece, de longe, como a mais presente (97% dos que estão numa rede social estão no Facebook). A seguir vem o Instagram (19%).

Cerca de 10% relataram já ter visto conteúdos que podem ser considerados problemáticos. “À cabeça desta lista, encontra-se a publicação de mensagens que atacam certos grupos (8%), seguida de conteúdos que falam sobre ou que sugerem formas de automutilação (6%) e de conteúdos que incentivam distúrbios alimentares (5%).” Estes são, em todo o caso, “valores bastante reduzidos, abaixo da média europeia”, escrevem os autores José Alberto Simões, Cristina Ponte, Eduarda Ferreira, Juliana Doretto e Celiana Azevedo.

O projecto Net Children Go Mobile envolveu outros seis países (Bélgica, Dinamarca, Irlanda, Itália, Reino Unido e Roménia).

Fonte

 

Estão os tablets a comprometer os hábitos de leitura das nossas crianças?

Setembro 21, 2015 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A preocupação não é nova, mas o facto é que não existe uma resposta fechada para esta pergunta e são várias as faces da questão. Há quem considere que o problema está na tecnologia em si, outros apontam para uma integração que potencie renovados hábitos de leitura e há quem saliente nesta equação a importância do factor humano.

“A popularidade dos tablets entre as crianças é um tópico controverso. Estão estes dispositivos a distrair as crianças de actividades mais tradicionais, que alguns consideram promover maior bem-estar, como a leitura?” Esta é a pergunta de partida para o artigo de Stuart Dredge publicado esta semana, a 24 de Agosto, no The Guardian.

Complexa, é sobretudo uma pergunta que divide investigadores e cuja resposta se multiplica numa série de estudos e comparativos onde não existe consenso, deixando os pais à deriva. Sem apresentar uma resposta fixa, o que este artigo faz sobretudo é apontar caminhos e, no fim, “tudo se resume às pessoas”.

Segundo a entidade reguladora das telecomunicações do Reino Unido, a OfCom, em 2010 apenas 7% das crianças entre os 5 e os 15 anos tinha acesso a um tablet. Já em 2014, este número chegou aos 71%.

Tentando responder à pergunta se de facto a massificação destes dispositivos afectou os hábitos de leitura das crianças, Dredge apresenta alguns dados que dão conta a ausência de consenso em torno deste tema.

Segundo National Literacy Trust, 41,4% das crianças e adolescentes britânicos com idades compreendidas entre os 8 e os 18 anos lia fora da sala de aula, muito acima dos 29,1% em 2010, altura em que foi lançado o primeiro iPad da Apple.

Já o relatório da Publisher Scholastic, aponta para o facto de que o número de crianças norte-americanas que lê por prazer entre 5 a 7 dias por semana, e com idades compreendidas entre os 6 e os 17 anos, caiu de 37% em 2010 para 31% em 2014.

Quando se passa dos números para quem actua no terreno, percebem-se as muitas faces desta questão.

Joanna de Guia, criadora do Story Habit – empresa que se dedica a promover a leitura nas crianças através da realização de eventos e acções de formação -, mostra-se preocupada com o grau de distracção que pode ser introduzidos por um dispositivo que junta num só lugar aplicações, jogos, vídeos, entre muitas outras fontes de entretenimento.

Se as crianças “não estão a receber uma gratificação instantânea do livro que estão a ler, podem simplesmente jogar um jogo em vez disso. Então o que acontece à história?”, questiona, salientando que, contrariamente à leitura, o “grau de concentração exigido em qualquer dispositivo digital é muito curto”.

Quando a questão passa não por escolher o tablet ou um livro, mas antes em ler livros neste tipo de dispositivos, Irene Picton da National Literacy Trust considera que “precisamos de pesquisa” e de “uma pesquisa mais abrangente”.

Na mesma linha, David Kleeman, vice-presidente da Dubit, empresa que analisa tendências mundiais, aponta que “quase tudo o que se lê hoje em dia sobre e-reading [leitura em plataformas digitais] é preliminar ou de escala reduzida”.

Picton vai mais longe e salienta que “muitas vezes nos esquecemos que os livros são tecnologia também, e uma que teve vários séculos para evoluir”. A investigadora recorda “a desconfiança com que Sócrates recebeu a escrita”. “Ele pensava que as pessoas não se lembrariam das coisas se as estivessem a ler em vez de as ouvir.

Agora estamos preocupados de não nos recordarmos das coisas porque estão escritas num ecrã e não em papel”, disse.

Para Picton, as plataformas digitais pode constituir uma oportunidade de “manter a leitura relevante” e diz que não ter uma “mente aberta” pode levar-nos a “ignorar essa oportunidade”.

Todavia, é preciso saber trabalhar bem a transição do papel para o digital. “Com um ecrã que compete pela atenção a criança e oferece múltiplas hipóteses [de entretenimento] – vídeos, aplicações, jogos, livros, e redes sociais – é muito fácil ser seduzido pelas possibilidades: introduzir coisas desnecessárias que não suportam ou melhoram a história, mas antes distraem”, alerta David Kleeman.

No mesmo sentido, Asi Sharabi, fundador da Lost  My Name, uma empresa que faz livros personalizados para crianças, considera que “conseguir que os miúdos fiquem agarrados pela narrativa é algo que os livros fazem muito bem” e que isso não está a ser conseguido pelos dispositivos porque “os miúdos vão sempre olhar para o que podem fazer a seguir no ecrã para despoletar alguma interactividade”, diz.

Gareth Williams, investigador da Universidade de Nottingham Trent, leva a discussão para outro patamar, mais humano e menos no âmbito da tecnologia. “Pensamos nos livros como algo muito solitário, uma actividade individual, mas para as crianças mais pequenas – aquelas que ainda não sabem ler – os livros são em grande medida uma actividade social, quer sejam lidos no âmbito de um grupo ou pelos pais”, diz.

“Uma coisa em que o iPad como dispositivo, como objecto cultural, nunca foi muito bom é nestas experiências de leitura partilhada. Ao contrário dos livros, onde não há outra opção senão sentar e ler com os filhos nos primeiros anos”, salienta Asi Sharabi, acrescentado que estes dispositivos são muitas vezes usados como “uma ama moderna”, permitindo aos pais ganhar tempo para fazer outras coisas. Depois, o sentimento de culpa faz com que se “criem limites quando a tempo de uso dos ecrãs ou do tablet”, o que faz com que, “quando os miúdos têm meia hora ou uma hora com o iPad, optem por fazer as coisas de que mais gostam”.

Um dos entrevistados por Stuart Dredge que não se quis identificar levanta a questão: “Talvez o problema não seja com os miúdos e os ecrãs, mas com os pais e os ecrãs (…) As crianças olham para nós como modelo, então, como podemos esperar que amem ler, se nós não conseguimos afastar do Facebook ou do WhatsApp por 10 minutos para ler com eles?”.

Assim sendo, pergunta Gareth Williams, “podem estes aspectos sociais de interactividade acontecer com dispositivos tal como acontecem com livros? Na verdade, tudo se resume às pessoas”.

 

I WANT MY iPAD! Are our kids getting addicted to technology?

Setembro 15, 2015 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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“Are toddlers really becoming addicted to technology? There’s certainly a lot of media hype to suggest that they are. And there’s no question the footage of small children breaking down when their tablet is taken away is unsettling:

 

 

Footage such as this is often aimed at showing the evils of technology and the myriad ways digital devices engender bad behaviour among children.

Viewers are often put in a position where they naturally try to apportion blame for such behaviour. In this case, the apparent targets are the technology and even the parents.
Scare tactics

As an expert in children, technology and learning, I question the purpose and proper interpretation of content such as this, regardless of whether it’s presented on prime time TV, headlining a newspaper or a new addition to a parenting blog.

In recent years society has been inundated with scare tactics around children’s increasing use of technology. To date, media articles have blamed technology for various ills in society such as obesity, insomnia, violence, aggression and language development issues.

Unfortunately, these scare tactics often succeed because they cause a sense of guilt among adults and perpetuate a sense of loss of control.

But this type of thinking doesn’t make sense. It suggests that by removing technology from their lives, children will be fitter rather than overweight, and mental health problems such as aggression and depression will diminish. Children’s health and happiness are essential goals, but magic wand thinking is not going to get us there.

The other obvious target of blame when watching the above footage are the parents themselves, and their seeming lack of ability to control their children’s use of technology.

But, as any parent knows, young children can have tantrums over many things. At this age they’re often not psychologically equipped to delay gratification, so we shouldn’t be surprised at their response to technology. In addition, just because they can’t delay gratification now doesn’t mean they won’t develop the capacity later in life.
Embracing technology

Blaming parents for indulging their children is easy, yet many parents correctly recognise that technology is an essential part of modern life. Many professions now require the use of multiple devices over the course of a working day.

In addition, much of our social lives have migrated online, requiring us to make use of technology to stay in touch with our friends and colleagues. Even government support agencies require individuals go online to make a claim or submit an enquiry.

Forbidding children to use electronic devices hampers their ability to engage with the modern world. Research shows that technology offers many educational benefits for children.

These include encouraging them to work with more complex ideas from an earlier age, promoting skills in collaboration and problem solving, accelerating learning in the first year of school, helping children with learning challenges and enhancing mathematics learning. School curricula around the word rely on technology for this very reason”.

Fonte: http://theconversation.com

16 factos que provavelmente desconhece sobre o comportamento infantil

Agosto 24, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://pequenada.com

flickr

Nem tudo o que parece é, principalmente com as crianças. Embora algumas sejam mais difíceis do que outras em termos de comportamento, felizmente a maioria passa apenas por fases de “mau comportamento” que não chegam a marcar, negativamente, as suas personalidades. Mesmo assim, existem vários factos, simples e despretensiosos, que foram compilados ao longo dos anos com o intuito de orientar os adultos no sentido de fazerem sobressair o bom comportamento sobre o mau.

  1. É mais fácil as crianças memorizarem e cumprirem poucas e simples regras do que um conjunto de regras complicadas.
  2. Um aviso de 5 minutos é o suficiente para eliminar um protesto de 15 ou 20 minutos.
  3. Embora as crianças tenham de obedecer aos adultos e fazer o que lhes mandam, isso não significa que têm de gostar daquilo que estão a fazer, nem fazer de conta que gostam.
  4. Chorar não é sinónimo de portar-se mal, mas sim uma forma de expressão involuntária.
  5. A maior parte das vezes, as crianças com 3 anos ou menos não sabem porque é que fazem aquilo que fazem, ou seja, os miúdos são extremamente impulsivos.
  6. Por vezes, quando uma criança diz imediatamente que “não”, apenas necessita de 5 minutos para reagir e mudar de ideias.
  7. Faça questão de notar e elogiar o bom comportamento da criança, não apenas o mau.
  8. Uma fase onde o comportamento infantil é especialmente mau pode ser um sinal de stress, instigado por um mal-estar físico, problemas escolares ou outro assunto qualquer que a criança pode não conseguir exprimir sem a ajuda de um adulto.
  9. A disciplina não é sinónima de controlo absoluto, mas sim de uma aprendizagem a longo prazo onde é necessário ter um conhecimento profundo da personalidade, capacidades e necessidades da criança.
  10. Até a criança mais pequena tem de ser respeitada e bater, gritar ou insultar não tem nada de respeitoso.
  11. As consequências mais eficientes são aquelas que encorajam a responsabilidade e a solução de problemas.
  12. Existem muitas alturas em que um momento calmo e carinhoso com uma criança será mais eficaz do que qualquer castigo ou outra consequência.
  13. Opções seguras e apropriadas para cada idade contribuem para a redução de conflitos entre pais e crianças, ao mesmo tempo que incentivam uma independência crescente.
  14. Negociar com as crianças ensina-as como ser assertivas e resolver problemas. No entanto, ceder a todos os seus pedidos, lágrimas e birras não é negociar. Adicionalmente, existem coisas que não são negociáveis, ou seja, as crianças precisam de conhecer bem os limites.
  15. As crianças têm de aprender a comportar-se e os adultos são os seus modelos de eleição. Dê o exemplo.
  16. As crianças têm de aprender a comportar-se, mas também têm as suas próprias cabeças e têm de aprender a utilizá-las. Deixe-as.

 

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