Educação musical pode melhorar capacidades linguísticas

Outubro 15, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 18 de Setembro de 2013.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

The Ability to Move to a Beat Is Linked to the Consistency of Neural Responses to Sound

DR

As pessoas com maior capacidade de acompanhar o ritmo de uma música têm melhores reações neurológicas aos sons de um discurso.

Alexandre Costa

A maior capacidade de acompanhar o ritmo de uma música é associada a maiores capacidades linguísticas, segundo um estudo do Laboratório de Neurociência Auditiva da Northwestern University, Illinois, Estados Unidos.

“O ritmo é parte integrante tanto da música como da linguagem, referiu Nina Kraus, investigadora que conduziu o estudo divulgado Journal of Neuroscience. “E o ritmo do discurso oral é um fator crucial para a sua compreensão”, afirmou.

As pessoas com maior capacidade de acompanhar o ritmo de uma música têm melhores reações neurológicas ao som de um discurso, conclui o estudo baseado na observação na observação de 100 adolescentes de Chicago.

Foi-lhes pedido que estalassem os dedos acompanhando um ritmo. Foram também registadas as suas ondas cerebrais enquanto escutavam ao som sintetizado “da” repetido por um período de 30 minutos. Os que conseguiram acompanhar melhora o ritmo apresentaram também melhores reações neurológicas ao som sintetizado.

“É possível que a educação musical, com ênfase nas capacidades rítmicas, exercitando o sistema de audição, leve a uma mais forte associação som-significado que é tão importante quando aprendemos a ler”, referiu Kraus.

Apenas 13% dos portugueses fala correctamente pelo menos duas línguas

Julho 6, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 21 de Junho de 2012.

Os documentos mencionados na notícia são os seguintes:

 Eurobarómetro: 98 % dos inquiridos opinam que aprender línguas é bom para os filhos, mas testes realçam défice de competências             

Special Eurobarometer 386 Europeans and their Languages / Especial Eurobarómetro 386 «Os Europeus e as línguas»

Final Report of the European Survey on Language Competences 2012

O Eurobarómetro, divulgado esta quinta-feira, revela que os portugueses são os que apresentam das maiores taxas de probabilidade de não falar qualquer língua estrangeira (61%), só os húngaros e os italianos apresentam piores resultados, 65% e 62% respectivamente.
Portugal fica assim a 12% da média europeia e cai dez pontos percentuais face ao anterior relatório.
A sondagem, efectuada em 14 países da zona Euro, revela ainda que 98% dos pais acha importante que os seus filhos falem outras línguas, mas um estudo complementar da Comunidade Europeia (CE) diz que apenas 42% dos adolescentes são competentes a falar outra língua que não a materna.
Cerca de metade dos europeus (54%) tem capacidade para manter uma conversação em pelo menos uma língua adicional, um quarto (25%) consegue falar pelo menos duas línguas adicionais e apenas 10% sabe conversar em pelo menos três línguas.
Perante os resultados Androulla Vassiliou, comissária europeia responsável pela Educação, Cultura, Multilinguismo e Juventude, alerta que o domínio de outras línguas é crucial pois “expande os horizontes e abre portas, aumenta a empregabilidade e, no caso das empresas, pode criar mais oportunidades no mercado único”.
Luxemburgo, Letónia, Países Baixos, Malta, Eslovénia e Lituania foram os países que apresentaram melhores resultados, ao nível das competências linguísticas.
O inquérito salienta que existe um fosso entre as aspirações e a realidade no que toca às competências em línguas estrangeiras na prática: testes efectuados entre alunos adolescentes em 14 países europeus mostram que apenas 42% são competentes na sua primeira língua estrangeira e 25% na segunda. Um número significativo, 14%, no caso da primeira língua estrangeira, e 20%, na segunda, não atingem nem o nível de “utilizador de base”.
Para os dados do inquérito, realizado na Primavera de 2011, foram inquiridos cerca de 54 mil alunos de 14 países da União Europeia


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