O seu filho tem competências para o século XXI?

Setembro 1, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Sandra Nobre publicado no Público de 19 de agosto de 2018.

A criança que aprende a organizar a sua brincadeira, tem oportunidade de desenvolver as suas competências num contexto lúdico e terá maior probabilidade de se conseguir organizar e de responder com sucesso às situações reais com que se deparar na vida.

Segundo diferentes estudos, as mudanças socioeconómicas e tecnológicas, que já começaram a acontecer, irão ter um grande impacto no mercado de trabalho, onde algumas profissões correm o risco de desaparecer e novas profissões vão surgir. Neste momento, existe uma grande competitividade no mundo laboral, sendo as competências sociais um elemento diferenciador fulcral.

As competências identificadas como as mais importantes em qualquer profissional no futuro são: criatividade; inteligência emocional; pensamento crítico; capacidade de resolução de problemas, flexibilidade e adaptabilidade; capacidade de negociação; capacidade de tomada de decisão e julgamento; gestão de pessoas e trabalho em equipa. Partindo desta lista se conclui que os fatores imprescindíveis para a empregabilidade serão as competências sociais e humanas, ou seja, as capacidades impossíveis de ser reproduzidas por máquinas.

Neste contexto, vale a pena refletir sobre como estamos a preparar as nossas crianças para o futuro e de que forma podemos contribuir para a superação das exigências que as esperam.

Sabemos que a criança é influenciada por diversos fatores ao longo do seu desenvolvimento: desde os genes que herdou dos seus pais, ao ambiente físico, social e cultural em que cresce até às diferentes experiências que a vida lhe proporciona.

O ambiente em que a criança vive tem um papel muito importante, pois proporciona um meio rico e diversificado de experiências, para que a criança aprenda e se desenvolva de uma forma harmoniosa. Desenvolvendo assim, as suas potencialidades/capacidades necessárias para os desafios do futuro.

A criança nasce com um conjunto de ferramentas e as experiências sensoriais, motoras, cognitivas e de interação proporcionadas às crianças desde o nascimento, em contexto familiar, escolar e na comunidade alargada, são fundamentais. Estes são os alicerces para a construção da sua identidade e do seu equilíbrio emocional, contribuindo para a sua afirmação pessoal e social.

É no brincar estimulante, partilhado com os outros e organizado que a criança se torna mais autoconfiante, criativa, com capacidade de resolução de problemas, motivada, alegre e sente prazer no que está a fazer.

Incentivar, através das relações com os outros e das brincadeiras diversificadas, o espírito explorador e curioso (o que fazer com isto? quantas coisas posso fazer com isto?), promove as competências necessárias para lidar com os desafios do dia-a-dia.

Até aos 10/12 anos, é essencial brincar para desenvolver a capacidade adaptativa. A criança que aprende a organizar a sua brincadeira, tem oportunidade de desenvolver as suas competências num contexto lúdico e terá maior probabilidade de se conseguir organizar e de responder com sucesso às situações reais com que se deparar na vida.

Será que é isso que estamos a fazer, ou estamos a dar tudo pronto, tudo feito, e a não deixar as crianças confrontarem-se com problemas para resolver, seja com o meio que as rodeia, seja com os outros?

Por seu lado, os pais já estão a lidar com um mundo laboral em mudança, que lhes ocupa grande parte tempo e é cada vez mais exigente. Quando o tempo é escasso, focam-se em fazer da forma mais eficiente, em vez de dar à criança espaço para fazer sozinha correndo o risco de errar, de atrasar a saída para o trabalho ou sujar a roupa acabada de lavar.

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Há que desligar o botão da eficiência e dar mais tempo ao tempo. Tempo para estar e aproveitar a vivência em conjunto, momentos em família que proporcionarão à criança a segurança, confiança, autoestima e estabilidade emocional, competências que a tornam única e que nenhuma máquina ou equipamento replicará e executará.

A autora segue o novo acordo ortográfico.

Terapeuta Ocupacional do CADIn – Neurodesenvolvimento e Inclusão

 

Crianças Que Acampam Vão Melhor Na Escola, São Mais Felizes e Saudáveis, Sugere Estudo

Abril 16, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site http://macamp.com.br de 1 de outubro de 2016.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

What do children learn when camping? Perceptions of parents and children

notícia original:

Get Kids Camping: research results

macamp

Por Marcos Pivari

Crianças que acampam ao ar livre pelo menos uma vez por ano têm melhor desempenho escolar, além de serem mais saudáveis e felizes, de acordo com seus pais. Essa foi a conclusão de um estudo realizado pelo Instituto de Educação da Universidade de Plymouth, que contou com a colaboração do Camping and Caravanning Club, instituição do Reino Unido com mais de 500.000 membros, que ajudou a entender as relações entre educação e acampamento.

Pais e crianças do Reino Unido responderam a uma série de perguntas que visavam os benefícios educacionais, psicológicos e sociais que a experiência dos acampamentos proporcionava para crianças de todas as idades.

Liderada por Sue Waite, professora associada do Instituto de Educação Plymouth, a pesquisa constatou que 4 de cada 5 pais julgavam que os acampamentos tinham um efeito positivo sobre a educação escolar de seus filhos. Além disso o estudo mostrou que 98% dos pais disseram que os acampamentos faziam os filhos apreciarem e se conectarem à natureza; 95% disseram que os filhos ficavam mais felizes quando acampavam; e 93% que a prática de camping ajudava no desenvolvimento de novas habilidades úteis para a vida mais tarde.

Alguns pais,15%, relataram que estar desligado de tecnologias (computadores, tablets, celulares) é uma coisa boa para seus filhos e um dos benefícios da prática de camping; 20% dos pais disse que o acampamento dá às crianças liberdade, independência e confiança; mais de dois terços, 68%, julgavam que os acampamentos ajudavam seus filhos no processo de aprendizagem em sala de aula, pois as crianças podem compartilhar suas aventuras e experiências de quando acamparam, bem como de suas empolgantes visitas a locais onde elas aprendem história.

Sue Waite disse: “O interessante é que os pais acreditam que o acampamento ajuda na compreensão do currículo escolar nas matérias de Geografia, História e Ciências. E na verdade isso acontece porque as atividades de camping mais comuns são naturais – como procurar plantas e animais escondidos em pedras e árvores e trilhas em meio à natureza – onde as crianças conseguem entender melhor os ecossistemas e identificar as formas de vida, respeitando assim a natureza e o meio ambiente.

Quando perguntado às crianças que participaram da pesquisa o que elas mais gostavam nos acampamentos as respostas mais comuns eram: fazer e conhecer novos amigos, se divertir, brincar ao ar livre e aprender várias habilidades de campismo. As crianças também reconheceram o valor dos acampamentos para as disciplinas escolares e para a resolução de problemas e para o trabalho em grupo.

O artigo original está em:  http://goo.gl/z1Jfsm

 

 

Não faça pela criança o que ela pode executar sozinha

Fevereiro 2, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://www.mamaeplugada.com.br de 15 de janeiro de 2016.

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Um estudo realizado por uma equipe de pesquisadores da área de psicologia, antropologia e sociologia da Universidade da Califórnia, analisou famílias de classe média em seu dia a dia (não em “laboratório”)  e chegaram a conclusões que não permeiam só o ambiente norte americano, mas sim uma realidade para famílias que tem pouco tempo para seus filhos. O estudo mostra que cada vez mais as crianças estão dependentes de seus pais, que os tratam como sendo “centro das atenções”. Veja mais sobre esse estudo aqui.

Percebemos não só nos Estados Unidos, local do estudo, que com um dia a dia cada vez mais agitado, pais e mães com no máximo 4h/dia de tempo útil com seus filhos (acordados, quando podem ensinar), a culpa reina. E muitos, quando estão com as crianças, ficam mais tendenciosos proporcionar alegrias, fazer tudo aos seus filhos (mesmo o que eles podem fazer sozinhos) do que ensiná-los responsabilidade,  por falta de tempo com elas. Superprotegem ao invés de dar-lhes independência.

Não estou generalizando. Conheço muitos que trabalham – e muito – fora e ainda assim prezam por disciplinar seus filhos, mesmo em 3-4 horas por dia em que estão juntos. Priorizam isso à fazer a vontade dos pequenos, o que é muito custoso a eles, afinal muitas vezes que educar muitas vezes implica em desagradar e dói desagradar em tão pouco “tempo líquido” juntos.

Apesar de conhecer muitos pais conscientes, não é a grande maioria que tem esse comportamento responsável perante a formação do caráter de seu filho e, infelizmente, passam a “tarefa chata” para outra pessoa resolver no dia seguinte, o que nem sempre é tão efetivo quanto se os pais o fizessem.

Quem educa é pai e mãe, não babá e escola. Estes tem que ser responsáveis por tomar conta e continuar a educação iniciada em casa pelos pais.
Mesmo levando em consideração que educar implica em desagradar a criança, não concordo com aqueles que entendem que educar implica em impor tudo, desrespeitando os sentimentos da criança em itens que não necessariamente precisam ser negligenciados. Criança não é um quintal nosso, onde fazemos o que queremos. É um ser único que deve ser preparado para o mundo, não para nossas vontades e caprichos. Estes dias escrevi um post que gerou muita polêmica:
sobre respeitar as crianças que não querem ter contato físico. Vejam bem: respeitar isso não quer dizer não educa-las! Cumprimentar com cordialidade é diferente de obrigar o contato físico.
Respeito minha filha em seus sentimentos, mas não faço todas as suas vontades. Ela tem obrigação de ser educada, cumprimentar, falar bom dia, agradecer, pedir licença, arrumar seus brinquedos após brincar, comer, escovar os dentes, tomar banho,… Mas o que diz respeito a ela, como ser único em formação, não me acho no direito de intervir: ela é mais tímida, quieta, não preciso obriga-lá a fazer algo que não é da natureza dela só para agradar os outros. Preciso orientá-la a viver bem e feliz em sociedade, dando-lhe auto confiança e saúde emocional.

E, ao contrário do que muitos pensam, por saúde emocional não se deve entender fazer tudo o que a criança quer é muito menos fazer tudo por ela, mas sim mostrar que ela é capaz de fazer as coisas sozinha!

Ela tem obrigação de escovar os dentes, né? Se ela consegue escovar sozinha, por que vou ficar escovando para ela (posso no final da escovação, só ir lá dar “aquele retoque”, rsrsrs). Isso faz com que a criança adquira confiança e responsabilidade.
E por responsabilidade, acho que podemos começar em casa desde muito cedo. Dar funções a crianças que elas são plenamente capazes de cumprir e, se não o fizerem, outras pessoas da casa sofrerão as consequências. Isso é um jeito simples e no aconchego do lar de mostrar desde cedo que o que um deixa de fazer, joga para as costas do outro. Ou seja, sua preguiça implicará em sobrecarregar o outro.
Ninguém aqui está propondo que você peça para seu filho limpar a casa enquanto você fica de pernas para o ar lendo jornais, rsrsrs. Mas sim propor algumas pequenas tarefas que ele já poderá executar a partir dos 2 anos de idade, conforme tabelinha abaixo. Lembrando que eles estão aprendendo e isso implicará SUPERVISÃO DE UM ADULTO.

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Lembrem-se: a gente ensina valores através de exemplos e dentro de casa. Educar não é fácil e está longe de ser fazer tudo pela criança. Mesmo criando com apego, como tenho muita simpatia, também prevê que devemos ensinar responsabilidades.
Então, vamos arregaçar as mangas, não importa o tempo que você tenha com seus filhos, e mãos à obra: ensinar senso de significância, responsabilidade de seus pequenos afazeres, cordialidade…

Além de estar educando para o mundo, essas pequenas atitudes são excelentes maneiras de combater o egocentrismo inerente às crianças e criar com sólida base em auto-confiança!

 

 

 

Brincadeiras ao ar livre tornam crianças mais felizes, criativas e saudáveis

Julho 16, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 11 de Julho de 2013.

Brincadeiras em espaços exteriores desenvolvem “as crianças mais felizes, criativas e saudáveis” e permite-lhes “ganhar competências para a vida adulta”, defendeu hoje a Associação Nacional de Intervenção Precoce (ANIP).

“As crianças brincam cada vez menos em espaços verdes e ao ar livre, passando cada vez mais tempo em actividades estruturadas com horários, tais como o ballet, música e inglês. É necessário inverter esta tendência actual, porque o que o espaço exterior oferece é muito mais benéfico”, sustentou Gabriela Bento, psicóloga da ANIP.

Na sexta-feira e no sábado, o auditório do Hospital Pediátrico de Coimbra acolhe o seminário “Espaços para a Infância – aprendizagens, desafios e potencialidades do exterior”, promovido pela Associação Nacional de Intervenção Precoce (ANIP).

O evento tem como principal objectivo “evidenciar a importância dos espaços exteriores no desenvolvimento e aprendizagens de crianças pequenas, valorizando-se o brincar livre, o contacto com a natureza e as experiências de desafio e aventura, como potenciadores de um crescimento saudável”.

A psicóloga da ANIP, uma organização nacional que gere uma creche e jardim-de-infância num espaço anexo à maternidade Bissaya Barreto, revelou que têm vindo a desenvolver pedagogias muito viradas para o brincar em espaços exteriores, por considerarem que traz potencialidades muito importantes para o desenvolvimento da aprendizagem da criança.

“Brincar em espaços exteriores torna as crianças mais felizes, criativas e saudáveis. Também permite que resolvam os seus problemas, treinando competências para a vida adulta”, alega.

Gabriela Bento sublinha que o bem-estar é muito grande nos espaços exteriores, onde se registam menos conflitos entre as crianças.

“Na nossa creche e jardim-de-infância temos percebido que é no espaço exterior que revelam competências que não sabíamos que tinham e que não conseguem revelar na sala de aulas”, acrescenta.

A psicóloga evidencia ainda a questão da saúde, que vem sendo prejudicada pelos hábitos que as crianças têm criado.

“Dados nacionais dizem que há doenças que estão a crescer, tais como a obesidade e a hipertensão nos mais jovens e acaba por estar tudo relacionado”, apontou.

O seminário “Espaços para a Infância – aprendizagens, desafios e potencialidades do exterior” vai contar com a presença de Carlos Neto, “um professor que vem falando imenso sobre a importância da actividade física e das actividades em espaços exteriores”.

Da Irlanda vem a especialista Carol Duffy, para “partilhar a realidade irlandesa que é semelhante à nacional”.

“Esperamos que o debate entre o conjunto de pessoas que participarão no seminário aponte estratégias e soluções para oferecermos outras experiências de infância às crianças”, concluiu.

Relatório Mundial da UNESCO 2012 – Os jovens e as competências : pôr a educação a trabalhar

Novembro 27, 2012 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Apresentação pública do relatório no CNE no dia 16 de Outubro de 2012 – Os jovens e as competências : pôr a educação a trabalhar

EFA Global Monitoring Report 2012 Youth and skills: Putting education to work

Youth Version of the 2012 Global Monitoring Report: Youth and skills: Putting education to Work

Seminário “Ensino Estruturado e Competências Funcionais em Perturbações do Espectro do Autismo”

Fevereiro 16, 2011 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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