Bom aluno e/ou boa pessoa?

Fevereiro 19, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Divulgação | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Carmo Machado de 16 de janeiro de 2019.

Aproveito as muitas obras literárias que somos obrigados a ministrar ao longo dos três anos do secundário para apostar tudo o que posso nas competências sociais e emocionais dos meus alunos. Quando quase tudo está perdido, que se salvem as almas…

Li aqui na VISÃO, com atenção redobrada, a entrevista da jornalista Teresa Campos a Andreas Schleicher, diretor do Departamento de Educação e Competências em Educação da OCDE e fundador do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos). Para quem só agora ouviu falar deste senhor, Andreas Schleicher – eminente pesquisador em Educação – anda pelo mundo a visitar escolas e a conhecer os diversos modelos educativos existentes. Já foi premiado várias vezes, tendo recebido o prémio Theodor Heuss, concedido na Alemanha pelo seu “compromisso exemplar” para com a democracia. Mas de onde vem o interesse deste nome e a pertinência (ou não) desta crónica, afinal?

Participei há vários anos, enquanto mestranda no Instituto de Educação da Universidade Católica, num trabalho de pesquisa para o programa Pisa em colaboração com o Instituto Superior Técnico. O nosso estudo incidia sobre as competências dos alunos em Matemática à entrada no Ensino Superior; o objetivo do nosso grupo de trabalho era compreender e tentar explicar os fracos resultados dos alunos nesta disciplina ao longo do ensino secundário, enquanto outros grupos analisavam os mesmos resultados em outros ciclos de ensino. Portanto, lendo com atenção tudo ao que ao PISA diz respeito, eis que aquando dos últimos resultados apresentados, o dito senhor classificou Portugal como o maior êxito educativo da Europa. Pode ser que ele e o estudo tenham razão. Eu tenho dúvidas.

O meu ceticismo não provem, acreditem, de qualquer tipo de visão catastrófica sobre o ensino público em Portugal. Se assim fosse, mea culpa, uma vez que a ele tenho dedicado a vida ao longo das últimas três décadas sem intervalos e em exclusividade. Pelo contrário, esta minha abordagem realista deve-se ao facto de viver na escola todos os dias e verificar que se, por um lado, os nossos alunos estão cada vez mais desligados de saberes não significativos, por outro lado não interiorizam como deviam os conteúdos que sendo por essência significativos, os deveriam motivar, levando-os a pesquisar sobre eles, a aprofundá-la, a integrá-los na sua bagagem cultural e científica. Contudo, tal não se verifica de forma consistente. Pelo contrário, somos confrontados diariamente com abordagens superficiais dos conteúdos, muitas vezes copiadas da internet, mostrando pouca ou nenhuma reflexão e/ou espírito critico por parte dos alunos. Muitas vezes chego a questionar-me sobre qual a nossa quota parte de culpa, professores, nesta atitude dos alunos. Será que o facto de estarmos a ficar velhos e desgastados por uma carreira feita de desilusões foi apagando a chama que nos iluminava por dentro? Admito que possamos ter, enquanto professores, aqui alguma responsabilidade. Contudo, sejamos factuais: há muito que a escola se revela incapaz de competir com as imensas e permanentes solicitações do mundo em que os nossos jovens habitam, impossíveis de enumerar. Creio ser este um dos principais fatores, entre muitos outros, que contribui em grande parte para esta situação. Ao mesmo tempo, para muitos não será essa a função da escola… Ou será?

Perante o aluno que olha com enfado para os conteúdos da aula de Português ou de Matemática, o que fazer? Na maior parte dos casos que eu conheço, o argumento do exame ou do prosseguimento de estudos já não os convence. O desinteresse está há muito instalado e não há volta a dar. Assim, dou por mim diariamente a procurar estratégias alternativas para transmitir motivação e procurar que os alunos encontrem significado nos conteúdos de lecionação obrigatória. Para tal, aproveito as muitas obras literárias que somos obrigados a ministrar ao longo dos três anos do secundário para apostar tudo o que posso nas competências sociais e emocionais dos meus alunos. Quando quase tudo está perdido, que se salvem as almas… Foi assim que no primeiro dia de aulas deste segundo período, furiosa que estava com os fracos resultados do primeiro, dei por mim a gritar-lhes: não pode ser, devem estudar ao longo do período e não apenas na véspera dos testes, a vida não é só feita de brincadeira, festas, torneios de volley e saídas de grupo, comemorações de tudo e mais alguma coisa, vão ter exame nacional, e isto e aquilo e aqueloutro… Foi então que um dos meus alunos mais fiéis me olhou de frente e, com o seu discurso sempre apaziguador, disse: Não se zangue, stora. Podemos não ser os melhores alunos mas somos sem dúvida melhores pessoas. Não era isso que queria?

Talvez seja este o caminho, senhor Andreas Schleicher. Mas não tenho toda a certeza… Sei apenas que, de todos os alunos que conheço e com quem lido diariamente, apenas cerca de 10% é resiliente no estudo e consegue boas médias. Mas confesso que também já não sei se é isso que verdadeiramente interessa. Aos meus alunos, sei que não… Poucos apresentam ideias definidas do que pretendem fazer quando terminarem o 12º ano, conscientes que estão de que com tão baixas médias a universidade pública lhes estará vedada e a privada, pelas vidas que transportam às costas, impossível de alcançar.

Porém, quando saírem os resultados em 2020 do novo estudo PISA sobre competências sociais e emocionais, talvez sejamos mesmo os melhores da Europa. E talvez as universidades comecem a selecionar os alunos também por este tipo de competências. Aí, sim, estaríamos perante uma das muitas mudanças de paradigma que a escola, as universidades e o mundo precisam.

 

 

Look at Me ajuda crianças autistas a comunicarem

Março 10, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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notícia do site http://pplware.sapo.pt de 21 de fevereiro de 2015.

Criado por Vítor M.

São muitas as crianças um pouco por todo o mundo que sofrem de uma disfunção global do desenvolvimento denominada de autismo. Esta disfunção afecta a capacidade destas crianças se comunicarem com outras pessoas.

Um dos factos mais curiosos sobre este transtorno é que normalmente estas crianças gostam de utilizar novas tecnologias como computadores, tablets ou até smartphones, o que pode ser benéfico, pois pode ajudá-las a conseguir comunicar com o mundo.

Look at Me é uma app que ajuda crianças autistas a comunicarem.

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Como referimos anteriormente o Autismo é uma disfunção global do desenvolvimento que afecta milhares de crianças em todo o mundo e foi com o objectivo de ajudá-las a melhorar a forma como comunicam com o mundo que a empresa sul-coreana Samsung criou a aplicação Look at Me.

Esta aplicação tem como finalidade ensinar as crianças a manter contacto com outras pessoas através do olhar, sendo esta uma das dificuldades que afecta uma grande parte da criança autista.

setgo

O lançamento desta aplicação surge poucas semanas depois da Google e do grupo Autism Speaks terem anunciado o projecto MSSNG, projecto este que procura desenvolver a maior base de dados do mundo com informação sobre sequência genómica de crianças que sejam portadoras deste transtorno e também das suas famílias. Todos estes dados que serão recolhidos irão ser armazenados na plataforma na nuvem da Google e estará acessível aos cientistas que necessitem desses dados para conduzir as suas pesquisas.

Look at Me já está disponível na Google Play e foi desenvolvido por vários médicos e professoras da Seoul National University Bundag Hospital e da Yonsei University Department of Psychology. Quanto ao seu funcionamento, esta aplicação utiliza fotografias, usa também uma tecnologia de reconhecimento facial e uma série de jogos, de modo a ajudar as crianças a ler emoções, melhorando desta forma a sua comunicação com outras pessoas.

vídeo – http://videos.sapo.pt/zMQLoMc1tpeibTA2bh03

A equipa que desenvolveu este projecto testou esta aplicação com 20 crianças e afirma que 60 por cento das mesmas apresentaram uma melhoria significativa no que diz respeito ao contacto visual com outras pessoas.

descarregar a aplicação gratuita no link:

https://play.google.com/store/apps/details?id=com.samsung.lookatme

Por Hugo Sousa para PPLWARE.COM

 

 

 

Crianças vs Riscos/Perigo como comunicar – Novo site da CNPCJR

Fevereiro 8, 2012 às 6:00 am | Publicado em Divulgação, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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“Crianças vs Riscos/Perigo, como Comunicar” tem como objectivo facilitar a comunicação entre as comissões de protecção de crianças e jovens, fontes de informação, e os órgãos de comunicação social e jornalistas.
Os seus conteúdos constituem um contributo para a educação para os média e para a difusão do juízo ético-deontológico nas práticas jornalísticas.

(1) Manual de competências comunicacionais
(2) Guia para os meios de comunicação social e trabalho jornalístico
(3) Retrato da realidade numa abordagem em quatro eixos

Para aceder, clique aqui.

Seminário Final de Apresentação de «Manual de Competências Comunicacionais e Guias de Orientações para a Intervenção no Âmbito da Promoção e Protecção das Crianças

Agosto 27, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações Aqui


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