Monstrinha – Festival de Animação para Miúdos e Graúdos de 20 a 31 de Março

Março 10, 2019 às 7:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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https://www.monstrafestival.com/inicio/

https://www.monstrafestival.com/wp-content/uploads/2019/01/cartazProgramaMonstrinha-2019-6.pdf

Oficina de Iniciação ao Filme de Animação – (para crianças 6 aos 12 anos) 21 dezembro na Biblioteca de Marvila

Dezembro 19, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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https://www.facebook.com/events/1019705774880805/

 

Devemos proibir as crianças de ver os filmes onde a princesa é beijada por um desconhecido?

Dezembro 7, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 18 de nevembro de 2018.

No 90.º aniversário do rato Mickey, olhamos para a evolução das princesas da Disney, uma das marcas mais rentáveis e bem-sucedidas do mundo de Walt Disney.

Liliana Borges

Quando uma princesa é beijada por um desconhecido no meio de um bosque e isso lhe salva a vida, que mensagem estamos a passar às crianças?

A história remonta à primeira longa-metragem de animação da Disney: A Branca de Neve e os Sete Anões. Depois de provar uma maçã envenenada pela vilã da história, a invejosa Rainha Má, Branca de Neve desmaia e assim fica até que o beijo do “verdadeiro amor” a salve. O beijo acaba por chegar, quando Branca de Neve está deitada na floresta. Chega sem que Branca de Neve conheça sequer o Príncipe.

Keira Knightley, a actriz norte-americana que interpreta Elizabeth Swann na saga da Disney Piratas das Caraíbas, afirmou recentemente numa entrevista ao talk-show Ellen que tinha uma lista de filmes na sua “lista negra” e que não iria mostrar à filha de três anos. Entre eles estão Branca de Neve e Cinderela que, diz “esperou que um homem rico a viesse salvar”. “Não, isso é completamente errado. Salva-te a ti própria, obviamente!”, vincou.

Os dois filmes inserem-se numa das primeiras fases das princesas Disney, que a investigadora Juliana Garabedian, da universidade norte-americana James Madison, insere na fase de “pré-transição”. No estudo “Papéis de Género na animação: Como é que a Disney está a redefinir a Princesa Moderna”, a investigadora divide a evolução das princesas em três fases. A primeira arranca precisamente com o lançamento de Branca de Neve e os Sete Anões em 1937 e vai até à Bela Adormecida, em 1959. Nestes filmes, que a investigadora Charlote Krolokke do Centro de Estudos Culturais da Universidade da Dinamarca do Sul define como a “primeira onda de feminismo”, o papel da mulher nas sociedades estava confinado às tarefas domésticas — um retrato óbvio em Cinderela, responsável por todas as tarefas domésticas da família da madrasta e duas irmãs e de Branca de Neve, que limpa a casa aos Sete Anões.

“Estes papéis de género são afirmados nas acções das princesas e mostram um período em que a Disney seguia o que era expectável de uma sociedade predominantemente machista”, lê-se no estudo.

Voltemos à Branca de Neve. “O que poderia ser a história de uma jovem na sua descoberta pessoal acaba por ser um retrato da mulher enquanto doméstica, que limpa a casa a sete homens, aceita um presente ‘sem autorização’, e precisa do beijo do Príncipe Encantado para sobreviver”, escreve Juliana Garabedian.

Mónica Canário, coordenadora do movimento HeForShe em Portugal, uma campanha lançada em 2014 pela UN Women na defesa dos direitos humanos, defende que “proibir os filmes da Disney não é solução”. Num workshop dirigido a pais e mães com dúvidas sobre o papel destes filmes de animação na educação das crianças, Mónica Canário lembra que “é preciso ver, para que depois se possa contextualizar e fazer a distinção entre o certo e errado”, usando os filmes como “uma ferramenta de explicação de conceitos que não ensinados nas escolas”.

“A Branca de Neve fazia sentido em 1937. Não faz agora. Mas não é por isso que os nossos filhos não a devem ver. A Disney é óptima para perceber a progressão dos direitos das mulheres.” Nos anos 50, nota a coordenadora do HeForShe, a imagem da mulher em tarefas domésticas é continuamente reproduzida em anúncios publicitários e associada a utensílios de cozinha e produtos de limpeza. Foi a partir dessa data que as mulheres começaram a conquistar os seus primeiros direitos, como o direito ao voto.

“A Pequena Sereia também é outro exemplo problemático. Abdicou daquilo que lhe permitia expressar-se. A voz”, continua Mónica Canário, que é também investigadora do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE, no Instituto Universitário de Lisboa. No filme, a sereia Ariel troca a voz por pernas para poder conhecer o príncipe Eric. No momento em que consente o sacrifício, questiona como irá conseguir falar com ele. A resposta? Terá de usar a beleza. Ariel, que no filme tem apenas 16 anos, aceita e deixa a família. No entanto, este filme já se insere num ciclo mais moderno: o de transição. Nesta categoria estão também A Bela e o Monstro (1991), Aladdin (1992), Pocahontas (1995), Mulan (1998), A Princesa e o Sapo (2009) e Entrelaçados (2010).

“Enquanto a Bela escapa como norma como uma mulher que gosta de ler, dizer o que pensa e é corajosa o suficiente para ir salvar o pai, é reduzida a um papel de personagem dependente quando poderia ter sido a heroína”, escreve Garabedian. Ainda assim, já se começa a destacar alguma evolução no feminismo das personagens.

“Sempre vi os filmes e isso não quer dizer que vá ser mais machista. Importa sim explicar às crianças. Por exemplo, no caso da Branca de Neve ou Bela Adormecida, deve explicar-se que não devemos beijar ninguém sem consentimento. E a partir daí explicar a palavra consentimento.”

A viragem é a Mulan. Apesar de arrancar com uma visita à casamenteira e ter a música I’ll Make a Man Out of You, que em português encontra uma versão mais soft com Vais lutar, ela “é a primeira personagem feminina da Disney que mata o vilão” e torna-se a heroína independente da história, aponta Mónica Canário. Disfarçando-se de homem para poder entrar no Exército no lugar do pai, Mulan torna-se no melhor soldado. Salva o pai (e a China) e prova que uma mulher é tão capaz quanto um homem.

“Há também a Tiana [A Princesa e o Sapo], a primeira personagem afro-americana, que é empreendedora nata, onde a figura do pai está muito presente na vida dela. Nesta fase, há uma evolução também das personagens masculinas, que ganham mais emoções. Depois há o pormenor do pote das gorjetas que ela vai somando, mostrando que tu podes ser o que quiseres, desde que trabalhes para isso”, continua a investigadora.

Também em Pocahontas vemos, tal como em Aladdin, um casamento arranjado. No entanto, a filha do chefe da tribo recusa o casamento e escolhe o seu próprio destino. E no final, opta por ficar com o seu povo e deixar partir John Smith.

Mas a grande revolução chega com Brave (2012), uma história sobre uma princesa que recusa casar-se com alguém para se poder tornar rainha. Numa viagem guiada pela busca de independência, a protagonista torna-se na sua própria heroína e dispensa um amor-romântico, focando-se na sua relação com a família, especialmente com a mãe, adepta de tradições conservadoras.

“A Merida, não tem o cabelo liso, não é loura, nem tem um físico de princesa-tipo, com uma cintura vespa, da largura de uma agulha. Tem o cabelo desgrenhado e reivindica que não vai casar com ninguém”, continua Mónica.

Também em Frozen, um dos maiores recentes sucessos da Disney (foi o filme de animação mais lucrativo de sempre, superando os 1,2 mil milhões de dólares só em bilheteiras em todo o mundo), a história do amor entre duas irmãs que se salvam uma à outra mostra o poder das novas princesas. Numa das cenas, Anna tem de escolher entre salvar-se com o beijo de Krostoff (sim, outra vez) e salvar a irmã. A jovem princesa escolhe salvar a irmã.

Neste filme há ainda outra cena importante, onde a Disney faz uma espécie de mea culpa em relação aos seus anteriores casamentos entre príncipes e princesas, quando Elsa censura Anna por querer casar com alguém que acabou de conhecer.

A Disney é progressista?

Apesar da evolução das personagens nas histórias ao longo dos anos, Mónica Canário não considera que a Disney seja progressista. “O que a Disney faz é acompanhar a sociedade, também o faz para não ficar para trás. Era o que iria acontecer se não houvesse representatividade. Mas não dá o passo à frente.” Esse passo à frente seria, por exemplo, representar Elsa [Frozen] como uma personagem homossexual.

“O facto de criares empatia, de dares uma casa ao problema, muitas vezes é a forma mais rápida de chegar as pessoas. As crianças precisam dessa representatividade. Precisam de saber que aquelas pessoas existem. Que não está errado e até aparece no filme. A representatividade é tudo.”

Mas quando se devem começar a discutir estes assuntos? De acordo com a investigadora Christine Macintyre no livro Enhancing Learning through Play (Introduzir a aprendizagem através de brincadeiras), é aos cinco anos de idade que “as crianças transitam da fase de empatia com os personagens e começam eles próprios a personificar os protagonistas das histórias”.

“Não vale a pena confundir a criança. Estas conversas têm sempre de ter em atenção a idade e a própria sensibilidade das crianças. Com isto podem introduzir-se conceitos chave que dificilmente vão ser falados nas escolas. Eu andei na escola pública e não me lembro destes temas serem falados. Não falamos de feminismo, machismo, abuso, assédio ou até de voto”, sustenta. “Isto não ser falado na escola é mau, é péssimo. Só a partir da faculdade é que se começa a falar. Os filmes podem e devem ser usados como ajuda aos pais.”

“A princesa moderna da Disney é independente, corajosa e heróica. As audiências contemporâneas precisam de ver personagens femininas fortes que conseguem estar ao lado dos personagens masculinos”, vinca Juliana Garabedian. “Ao fazê-lo, a Disney encoraja a ideia de igualdade entre géneros e ajuda a construir a aceitação universal de não deixar que sejamos definidos pela forma como nascemos, mas pelas nossas acções.”

 

 

Filminhos Infantis à solta no Museu Nacional dos Coches | 1 JULHO

Junho 27, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://museudoscoches.gov.pt/pt/museu/noticias/noticias-detalhe/?c=ferias-de-verao-no-museu-nacional-dos-coches

 

Monumental dos Miúdos – 12 maio a 1 de julho em Lisboa

Maio 10, 2018 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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https://www.facebook.com/events/191556034817332/

MONSTRINHA 2018 – cinema de animação para publico infantil e juvenil e programas para escolas – 8-18 março

Fevereiro 12, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Em 2018 queremos continuar este trabalho de disseminação do cinema de animação junto do publico infantil e juvenil, criando ou aumentado o hábito de ver cinema de animação alternativo aos das televisões e cinemas comerciais.

Para além de sessões de cinema a MONSTRINHA vai levar às escolas ações de formação para crianças, jovens e professores de forma a que todos possam, também, aprender as bases da arte de bem animar.

A MONSTRINHA regressa mais uma vez com o melhor da animação mundial em programas para todos os níveis de ensino:
3 aos 6 anos | 7 aos 12 anos | mais de 13

LOCAIS E PARCEIROS DESTA EDIÇÃO:
Cinema São Jorge | Teatro Meridional | Museu Nacional de Etnologia | Centro Cultural de Carnide |Junta de Freguesia laranjeiro e Feijó | Academia Almadense | Escolas de Lisboa, Almada e Barreiro

Sr.(a) Professor(a) INSCREVA JÁ A SUA TURMA, A SUA ESCOLA antes que esgote!

ESPERAMOS POR SI e pelos seus alunos…na MONSTRINHA, entre 8 e 18 de MARÇO de 2018.

mais informações:

http://www.monstrafestival.com/apresentacao/

Festival Play – Festival Internacional de Cinema Infantil e Juvenil de Lisboa – 17 a 25 de fevereiro

Fevereiro 10, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.playfest.pt/

IndieJúnior, o festival de cinema infanto-juvenil que não quer heróis nem princesas

Janeiro 31, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 16 de janeiro de 2018.

Depois de uma “edição piloto”, o descendente mais novo do IndieLisboa regressa ao Porto entre 30 de Janeiro e 4 de Fevereiro. Alunos das escolas locais integrarão o júri da competição internacional.

ANDRÉ VIEIRA

O cinema para o público infanto-juvenil não vive apenas da oferta comercial. É essa a premissa do IndieJúnior Allianz, que arranca para a sua segunda edição, a decorrer no Porto entre 30 de Janeiro e 4 de Fevereiro, com a missão de continuar a ser uma alternativa aos canais habituais, assentes em formatos testados e que pouco ou nada fogem ao imaginário do super-herói ou da princesa que invariavelmente acaba por ter um final feliz.

Serve a abordagem do festival justamente para pôr esses modelos em perspectiva. Pensar o cinema e fomentar a curiosidade “artística e cultural” de um público mais novo é a razão de existir do IndieJúnior. É assim que Nuno Sena, um dos directores, caracteriza a secção que cresceu dentro do IndieLisboa e se “emancipou” até dar origem a um festival independente da casa que integrou (e que continua a integrar) nos últimos 14 anos.

“É importante que os filhos cresçam e saiam da casa dos pais. Foi o que aconteceu com o IndieJúnior, que saiu de Lisboa aos 14 anos para ir morar para o Porto”, disse esta terça-feira o director durante a apresentação do programa no Rivoli, um dos espaços que receberá o festival. Além do teatro municipal, a programação divide-se entre o Cinema Trindade e a Biblioteca Municipal Almeida Garrett. “É um projecto criado de raiz a pensar no Porto e nos interlocutores que existem na cidade”, sublinhou Nuno Sena.

Se na capital o IndieJúnior vive enquanto secção do IndieLisboa – que, à imagem do que acontece com outros festivais de cinema, como o Curtas Vila do Conde com o Curtinhas, ou o Monstra com a Monstrinha, dedica parte da sua programação ao público infanto-juvenil –, no Porto é um festival por si próprio. O único para uma audiência sub-18, nascido precisamente para colmatar uma lacuna detectada em Portugal. Em 2017, a sua primeira edição, “experimental”, superou “todas as expectativas”, com mais de cinco mil espectadores. Agora o projecto piloto chega ao “ano da confirmação” já com essa fasquia ultrapassada: “Entre o público das escolas do Grande Porto já há reservas de bilheteira que superam os números do ano passado”, disse Nuno Sena, assumindo que a ambição do IndieJúnior é entrar, a curto prazo, no circuito dos festivais internacionais infanto-juvenis.

Júri e programadores de palmo e meio

E tem essa comunidade escolar um lugar de destaque no festival. No âmbito da iniciativa Eu Programo um Festival de Cinema!, organizada em parceria com o Programa Paralelo do Teatro Municipal do Porto, parte dos filmes foi seleccionada por alunos de três escolas da cidade: Liceu Francês, Colégio Luso-Francês e Escola Profissional Bento de Jesus Caraça. Alguns destes alunos integrarão também um dos três júris do IndieJúnior; o oficial é composto por Joana Estrela, ilustradora, Manuela Lima, programadora, e Paulo D’Alva, realizador.

Entre curtas e longas, do documentário à ficção, com destaque para a animação, 50 filmes de duas dezenas de países diferentes integram a competição internacional desta edição. Quase todos são estreia em Portugal. Além do formato, a competição está seccionada por idades: maiores de três, seis, dez, 13 e 16 anos.

O primeiro filme

Paralelamente à competição, a Biblioteca Municipal Almeida Garrett receberá a exposição Expressar… Com o Cinema de Animação e serão realizadas algumas oficinas práticas e debates em torno da identidade de género e do bullying.

Da edição-piloto mantém-se a secção O Meu Primeiro Filme. Este ano são Ana Deus, Carlos Tê e Rui Reininho os convidados a apresentar os filmes com que o cinema entrou nas suas vidas, respectivamente Alice no País das MaravilhasOs Gloriosos Malucos das Máquinas Voadoras e Viagem ao Centro da Terra. As sessões serão apresentadas pelos intervenientes.

Também Nuno Sena se lembra do primeiro filme a que assistiu numa sala de cinema: A Branca de Neve e os Sete Anões, no Tivoli, em Lisboa. Teria cerca de seis anos e estariamos em 1976. Foi “de certeza” uma experiência que o marcou, diz: “Consegue ser um filme de terror e infantil ao mesmo tempo.” Recorda-se de ter saído da sala assustado, mas ao mesmo tempo intrigado. O original tem cenas que foram cortadas nas versões mais recentes, e é essa experiência que quer proporcionar ao público do Júnior, “o confronto com realidades” banidas do circuito comercial. “Este é um festival que quer abrir portas a um público mais juvenil, mas que também serve aos pais e avós”, conclui.

 

 

Lisboa em Voo de peixe – Performance / Filme de animação e música ao vivo | Estreia 23-26 novembro no CCB

Novembro 14, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Fábrica das Artes | Para todas as infâncias

A cravista Joana Bagulho e a sua filha ilustradora, Beatriz, levam-nos numa viagem alucinante por uma Lisboa em grandes transformações.
Apagando fogos no mundo de Hyeronimous Bosch, perdemo-nos nos labirintos da calçada portuguesa, do azulejo barroco e dos turistas com as suas câmaras e diversões. Aproximando-nos desta cidade onde coabitam vizinhos e visitantes, descobrimos lugares e rotinas escondidos.

Criação Joana Bagulho, Beatriz Bagulho e Caroline Bergeron

Encenação Caroline Bergeron

Cravista e performance Joana Bagulho

Performance, ilustração, direção e produção do filme de animação Beatriz Bagulho 

Composição musical Daniel Schvetz 

Figurinos Ana Direito

Assistente de fotografia Pedro Tavares

Sonoplastia Rui Rebelo

Animação Laura Miranda Moreno, Naomi Tarassenko, Beatriz Bagulho, Marta Wesolowska e Beatrice Lorén

Uma encomenda CCB/Fábrica das Artes

mais informações no link:

https://www.ccb.pt/Default/pt/FabricaDasArtes/Programacao/Espetaculos?a=1178

Prepare as pipocas: 15 filmes para ver com os miúdos

Outubro 27, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do http://observador.pt/ de 11 de outubro de 2017.

Ana Cristina Marques

Com a ajuda do livro “101 Filmes para Veres Antes de Cresceres”, reunimos 15 histórias inesquecíveis para as crianças verem na companhia da família. Há sagas estrelares e clássicos intemporais.

O universo do cinema está cheio de magia, sobretudo entrarmos nele logo de pequeninos. Há filmes que nos fazem sonhar e pensar, que nos trazem lições de vida e ainda carismáticos amigos imaginários. O livro “101 Filmes para Veres Antes de Cresceres” (editora Booksmile) é um guia para miúdos e graúdos, mas também um compêndio dos filmes mais populares para os olhos e ouvidos dos mais pequenos e suas famílias. O livro apresenta mais de uma centena de longas-metragens, para diferentes idades, e faz um resumo dos enredos (com spoilers à mistura), introduzindo ainda algumas curiosidades.

Aproveitando a novidade — a obra acaba de chegar ao mercado na companhia do livro “101 Livros para Leres Antes de Cresceres” –, selecionámos 15 filmes para diferentes faixas etárias. Há desde o tradicional desenho animado ao clássico que, apesar da velhice, continua atual. Porque há histórias que devem ser vistas na companhia da família e contadas com um balde de pipocas entre as mãos.

1. Para maiores de 4 anos

Uma Vida de Inseto (“A Bug’s Life”; 1998)

Neste filme de animação digital é possível ver através dos olhos de um inseto como é, na verdade, a vida debaixo da terra. A história centra-se na irreverência de uma formiga que pensa de forma diferente do resto da colónia — que não só tem de juntar comida a tempo do inverno rigoroso que se aproxima, como prestar contas a um bando de gafanhotos que a escraviza. Cabe à personagem principal, a formiga Flick, salvar o dia com a ajuda de um grupo de soldados que, afinal, não passam de artistas circenses… Uma curiosidade sobre o filme de 1998 é o facto de a equipa de filmagens ter colado rodas de Lego numa câmara de pequenas dimensões, que foi depois montada num jardim. A ideia, pois claro, foi perceber a vida real dos verdadeiros bichinhos.

Up Altamente (“Up”; 2009)

Nunca é tarde para voltar a gostar e ser gostado, mesmo que a união em causa seja uma bastante peculiar: a trama junta dois protagonistas muito diferentes, um senhor rezingão de 78 anos e um menino curioso e aventureiro de apenas 8. Os dois ficam inevitavelmente amigos quando uma aventura sem precedentes os junta. A história envolve viagens de sonho, animais esquisitos e casas voadoras, que navegam ao comando de um sem-fim de balões coloridos.

Mary Poppins (“Mary Poppins”; 1964)

O clássico perdura no tempo, tanto que já foram realizadas versões mais recentes da história que, ano após ano, continua a encantar a pequenada. O musical é baseado na série de livros de fantasia escrita a partir de 1934 por P. L. Travers — a autora demorou 20 anos a deixar-se convencer pelo próprio Walt Disney a autorizar a adaptação cinematográfica. A ação desenrola-se em Londres, quando uma ama flutua do céu ao encontro da família para a qual vai trabalhar. A partir desse momento, Mary Poppins começa a espalhar magia e a ganhar a admiração e carinho das crianças da família Banks. O filme, que ganhou cinco óscares da Academia, foi pioneiro ao juntar desenhos animados e atores reais, sobretudo numa altura em que a animação por computador era impensável.

A Pequena Sereia (“The Little Mermaid”; 1989)

Tem dois óscares no currículo e combina uma história clássica, assinada pelo dinamarquês Hans Christian Anderson, com músicas animadas e bem conseguidas. A história da pequena sereia de cabelos ruivos que quer ser humana ainda hoje agarra crianças e adultos ao ecrã, e promete tanto de fantasia como de questões existenciais: depois de salvar e de se apaixonar por um príncipe humano, Ariel tem apenas três dias para ser correspondida, caso contrário perderá a sua voz, que trocou por um par de pernas, para sempre.

O Feiticeiro de Oz (“The Wizard of Oz”; 1939)

“É provavelmente o filme mais popular de sempre”, lê-se no livro “101 Filmes para Veres antes de Cresceres”. O Feiticeiro de Oz baseia-se no livro “O Maravilhoso Feiticeiro de Oz”, de L. Frank Baum, e chegou pela primeira vez às salas de cinema no remoto ano de 1939, dias antes de a Segunda Guerra Mundial rebentar. As lições morais do filme ainda hoje são relevantes, com os protagonistas a personificarem diferentes ensinamentos. A trama anda à volta da viagem de Dorothy e do cão Toto que, através de um tornado, são transportados para a Terra de Oz. Para regressar a casa vão precisar da ajuda de amigos improváveis e da magia do enigmático feiticeiro.

2. Maiores de 6 anos

E.T O Extra-terrestre (“E.T The Extra-Terrestrial”; 1982)

“E.T phone home” é talvez a frase, em inglês, que vem automaticamente à memória assim que se fala deste filme. Assinado pelo realizador Steven Spielberg, o filme faz um retrato da inocência da infância e de uma amizade improvável, entre um rapaz de 10 anos e um extraterrestre que só quer voltar a casa. Elliot e os irmãos vão fazer de tudo para ajudar a criatura peculiar a fugir das garras de agentes governamentais. E quem é capaz de esquecer aquela viagem de bicicleta com passagem incluída por uma lua luminosa?

À Procura de Nemo (“Finding Nemo”; 2003)

O filme conta a entusiasmante (e, por vezes, angustiante) viagem de um pai à procura do filho, um peixinho com uma barbatana invulgarmente pequena que é raptado por um mergulhador no primeiro dia de aulas (aquáticas). Marlin, o pai, embarca numa inusitada aventura por todo o oceano e, pelo caminho, faz amigos cujo carisma e falta de memória já deram origem a uma sequela: “À Procura de Dory”.

Os Goonies (“The Goonies”;1985)

Amigos, aventura, piratas e criminosos. O filme de Steven Spielberg tem de tudo um pouco para cativar os mais pequenos. Há lições morais, cenas icónicas e — spoiler alert! — um final feliz invejável. O grupo de amigos, autodenominado “Goonies”, descobre um velho mapa de tesouro que em tempos pertenceu ao pirata One-Eyed Willy (Willy Zarolho). Na tentativa de salvarem as casas de família, cujos terrenos estão prestes a ser ocupados por um clube de campo, embarcam numa aventura sem igual que arranca numa caverna debaixo de um restaurante — o mesmo que é usado por uma família de bandidos fugidos da polícia…

Aladdin (“Aladdin”; 1993)

O conselheiro do sultão é o vilão da história e o papel de herói, esse, cabe a um ladrão e ao seu macaco de estimação. Aladino e o génio tresloucado, que sai cá para fora a cada esfregadela da lâmpada mágica, protagonizam a tradicional luta do bem contra o mal (sim, faz lembrar a canção de arranque do Dragon Ball). O filme que ganhou dois óscares na década de 1990, e que conta ainda com uma bela história de amor, tem na voz do génio o inconfundível Robin Williams.

O Rei Leão (“The Lion King”; 1994)

Pumba, um dos amigos carismáticos de Simba, foi a primeira personagem da Disney a dar um pum no cinema — e isto aconteceu ao fim de 57 anos e de 54 filmes. Confessada a curiosidade, contemos também que o filme retrata uma história original, isto é, sem qualquer base em contos de fada, como acontece em “A Pequena Sereia”. Simba, uma cria de leão herdeira ao trono das Terras do Reino, foge de tudo e de todos pensando ser o responsável pela morte acidental do pai. Enquanto isso, o seu maléfico tio, Scar, apodera-se injustamente do reino. É na companhia dos incontornáveis Timon e Pumba (e também de Nala) que Simba regressa, já crescido, a casa e à família para reclamar o que é seu.

3. Maiores de 12 anos

Do Céu caiu uma Estrela (“It’s a Wonderful Life”; 1947)

Sim, é a preto e branco. Sim, é antigo. E sim, vale a pena. A longa-metragem conta a história do muito altruísta e samaritano George Bailey que, percebendo que vale mais morto do que vivo devido à situação financeira que a família enfrenta, prefere morrer a viver mais um dia em angústia. Mas antes de conseguir atirar-se da ponte, um anjo desce dos céus e fá-lo ver como seria a vida da cidade e das pessoas na sua ausência. A mensagem é clara: Bailey tinha uma vida maravilhosa e não sabia.

Eduardo Mãos de Tesoura (“Edward Scissorhands”; 1991)

Aqui está a primeira colaboração de sempre entre Johnny Depp e Tim Burton — desde então já fizeram oito filmes juntos, ao longo de um período de 25 anos. O jovem Edward, de cabelo tresloucado e tesouras afiadas em vez de mãos, é a personagem principal, uma espécie de monstro Frankenstein gótico que cresce sozinho num castelo, isolado do mundo, depois do ‘pai’ morrer deixando-o inacabado (daí as tesouras). Mais tarde é resgatado por uma senhora que o deixa ficar em sua casa, tornando-se popular pelo aspeto peculiar e pelo dom de cortar cabelo e sebes. A história, que envolve ainda um triângulo amoroso, é uma crítica social e vale a pena ver ou — como deve ser o caso — rever.

Forest Gump (“Forest Gump”; 1994)

“Run, Forest, run!” Forest Gump tanto correu que ainda hoje o filme de 1994 agarra qualquer um ao pequeno ecrã. A personagem principal (desempenhada por Tom Hanks, que lhe valeu um Óscar) é o narrador participante num enredo que junta vários ensinamentos para a vida, não fosse este homem inocente mas honesto, do Alabama, alcançar feitos tidos como inacreditáveis.

Guerra das Estrelas (“Star Wars”;1977)

Luke Skywalker, Han Solo e princesa Leia são personagens que há muito dispensam apresentações. Um dos trios mais populares do cinema continua em voga, sobretudo com a chegada iminente de um novo episódio, “Star Wars: Os Últimos Jedi” (já há trailer!). O primeiro episódio — que na verdade é o IV — da saga intergalática data de 1977 e, entretanto, já muito se acrescentou à história original. Mas para começar, nada como recuar à primeira vez em que Luke, Han Solo e Leia se cruzaram.

Momento da Verdade (“The Karate Kid”;1984)

Sr. Miyagi, o curioso porteiro que apanha moscas com pauzinhos, transforma-se no sensei do jovem Daniel LaRusso, que precisa de aprender karaté de modo a defender-se de um grupo de rufias. O processo é lento, frustrante por vezes, mas essencial. À medida que as lições prosseguem, o duo fica cada vez mais unido e Daniel chega a participar num importante torneio. O filme foi realizado pelo mesmo homem que trouxe Rocky Balboa à vida, em 1976 (John G. Avildsen).

https://www.youtube.com/watch?v=n7JhKCQnEqQ

 

 

 

 

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