O novo vício dos adolescentes americanos

Janeiro 4, 2019 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia da Euronews de 17 de dezembro de 2018.

É um fenómeno que atinge muitos países – a Sociedade Portuguesa de Pneumologia já lançou o alerta – mas os números que chegam dos Estados Unidos dão corpo à realidade. A utilização de cigarros eletrónicos entre os adolescentes do ensino secundário duplicou no último mês em relação ao ano passado, abrangendo 21% dos estudantes americanos.

“Isto atingiu uma proporção inadmissível”, diz Scott Gottlieb, da FDA, a autoridade sanitária americana. Em causa estão sobretudo os alunos do 10° ao 12° anos, atraídos pelos sabores variados dos produtos e pelos argumentos que apontam este tipo de consumo como mais seguro.

“Mas os consumidores nem sempre têm noção de que estão realmente a utilizar nicotina”, responde Wilson Compton, do Instituto Nacional da Droga americano.

As autoridades sanitárias falam mesmo em “epidemia” e numa nova geração viciada em nicotina. Os cinco principais produtores de cigarros eletrónicos foram intimados a apresentar medidas para controlar o uso entre os mais novos, sob pena de o consumo passar a ser proibido.

 

Nicotina pode aumentar risco de morte súbita dos bebés

Outubro 17, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , ,

thumbs.web.sapo.io

Notícia do Sapo Life Style de 4 de outubro de 2018.

Usar qualquer forma de nicotina durante a gravidez ou amamentação pode elevar o risco de um bebé sofrer da síndrome de morte súbita, sugere um novo estudo publicado no Journal of Physiology e citado no site Healthy Women.
Os resultados indicam que os pensos de nicotina ou cigarros eletrónicos podem não ser uma alternativa segura aos cigarros clássicos durante a gravidez.
A síndrome de morte súbita dos bebés é uma tragédia longe de estar esclarecida. “Ainda não compreendemos completamente as causas, mas esta pesquisa é importante porque ajuda as mães a reduzirem os riscos”, afirma Stella Lee investigadora da Escola de Medicina Dartmouth Geisel, em Hanover.
Algumas mulheres que querem deixar de fumar durante a gravidez mudam para adesivos de nicotina ou cigarros eletrónicos, mas o impacto sobre o risco de um bebé ter SMSL tem sido pouco claro.
Em experiências com ratos, os investigadores descobriram que expor as mães à nicotina atrasa a resposta automática à chamada auto ressuscitação, que consiste na capacidade de o bebé recuperar a frequência cardíaca normal e a respiração após ficar ofegante por falta de oxigénio.
Os resultados de estudos em animais não são frequentemente replicados em humanos. Ainda assim, “vamos continuar a identificar os possíveis fatores de risco e a ponderar como podemos tratar os bebés que têm um mecanismo de auto ressuscitação comprometido”, afirmou a coautora do estudo.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Pre‐ and early postnatal nicotine exposure exacerbates autoresuscitation failure in serotonin‐deficient rat neonates

 

 

EUA preocupados com “epidemia” de cigarros electrónicos entre adolescentes

Setembro 28, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , ,

Notícia do Público de 12 de setembro de 2018.

A oferta de produtos com sabores doces está a atrair o público mais jovem. Governo teme uma “geração viciada” em nicotina.

Liliana Borges

O uso de cigarros electrónicos está a tornar-se uma “epidemia entre adolescentes” nos EUA “e precisa de ser travado”, defende agência federal norte-americana FDA (Food and Drug Administration, dependente do Departamento de Saúde). De acordo com o comissário Scott Gottlieb, o Governo está a considerar restringir a venda destes produtos e limitar a oferta de sabores oferecidos pelos fabricantes de cigarros eléctricos.

Os cigarros electrónicos surgiram no início do século XXI e apresentaram-se como uma alternativa ao tabaco convencional ou como ferramenta de transição para deixar de fumar. No entanto, a segurança do recurso a esta opção não é consensual. Em 2008, por exemplo, a Organização Mundial de Saúde obrigou os promotores destes cigarros a deixarem de anunciar que estes cigarros seriam uma “forma segura de deixar de fumar”. Agora, a FDA sublinha o perigo do seu consumo entre as gerações mais jovens de norte-americanos, que têm aderido em massa a estes produtos nos últimos anos.

“Vemos claros sinais de que o uso de cigarros electrónicos atingiu proporções epidémicas entre os jovens e temos de ajustar certos aspectos da nossa estratégia para estancar esta ameaça”, declarou Gottlieb num comunicado da agência.

O dirigente da agência federal diz que está em curso “a maior iniciativa alguma vez coordenada contra a venda” de produtos do género na história do organismo. “O objectivo é controlar a venda de cigarros eléctricos a menores, quer nas lojas, quer em vendas online”, disse.

A agência enviou 1300 cartas e multas a retalhistas “em larga escala” para combater a venda a menores. A estas somam-se 12 avisos para empresas de venda online que, segundo a agência, estão a vender produtos com sabores que se encontram habitualmente em produtos alimentares consumidos pelos mais jovens, como bolachas e outros doces.

Gottlieb teme que o aumento do consumo destes produtos electrónicos entre adolescentes e jovens norte-americanos se traduza numa dependência futura de nicotina.

“Uso a palavra epidemia com muito cuidado. Os cigarros electrónicos tornaram-se praticamente omnipresentes e perigosos — uma tendência entre adolescentes. A trajectória preocupante e crescente do seu uso entre os jovens a que estamos a assistir, e o consequente caminho em direcção ao vício, deve terminar. Não é tolerável”, vincou.

“Vou ser muito claro: a agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos não irá tolerar que uma geração inteira se torne viciada em nicotina como consequência de se permitir que os adultos tenham acesso aos mesmos produtos”, declarou.

“Tenho vindo a avisar a indústria dos cigarros electrónicos no último ano sobre a urgência de fazerem alguma coisa para combater esta tendência entre as gerações mais novas”, disse Gottlieb, “mesmo que isso signifique limitar o acesso de adultos a estes produtos”.

“Do meu ponto de vista, [os vendedores de cigarros electrónicos] tratam este assunto de uma perspectiva de relações públicas e não têm conta as suas obrigações legais, de saúde pública, e a ameaça destes produtos”. Por isso, Gottlieb diz que “está tudo em cima da mesa” e não exclui processos criminais.

As declarações de Gottlieb foram secundadas pelo secretário da Saúde, Alex Azar, que disse “partilhar da mesma preocupação sobre o crescente consumo de cigarros electrónicos por parte dos jovens”, incentivando a FDA a “tomar uma posição imediata e histórica para responder às vendas e marketing destes produtos para as crianças”.

Os efeitos dos cigarros electrónicos continuam a ser objecto de estudo. No início do ano foram publicadas as conclusões de duas pesquisas. Numa delas, na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), os cientistas alertam para os danos potenciais do vapor dos cigarros electrónicos no ADN (que podem causar mutações na origem de doenças oncológicas). Já o segundo, publicado na Frontiers  in  Physiology, os investigadores afirmam que os sabores artificiais dos cigarros electrónicos são tóxicos e lesivos para células do sistema imunitário.

 

 

Pneumologistas alertam para risco de consumo de cigarros eletrónicos nos jovens

Junho 8, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Peter Nicholls

Notícia da SIC Notícias de 30 de maio de 2018.

O uso de cigarros eletrónicos e tabaco aquecido está a preocupar a Sociedade Portuguesa de Pneunomologia, que teme serem “produtos atraentes” para os jovens por acharem que são mais seguros e menos tóxicos, o que é “uma falsa ideia”.

Em declarações à agência Lusa, o coordenador da Comissão de Trabalho de Tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumonologia, José Pedro Boléo-Tomé, alertou hoje para a necessidade de intervir, junto dos adolescentes, com campanhas atrativas e um “trabalho continuado” para evitar a iniciação tabágica, em especial destes novos produtos.

“Há um risco agora mais recente que são os novos produtos como os cigarros eletrónicos, tabacos aquecidos e outros produtos” que são “atraentes para os jovens” para experimentação, porque “dão uma aparência de serem interessantes, giros, tecnológicos”, disse o especialista, que falava à Lusa a propósito do Dia Mundial Sem Tabaco, que se assinala na quinta-feira.

Contudo, estes produtos também têm tóxicos, muitos dos quais parecidos com os do cigarro.

“A falsa ideia de que são produtos seguros ou que são muito mais seguros [do que o cigarro] é muito duvidoso, é preciso dizer às pessoas que são produtos que têm componentes perigosos, tóxicos e com altas doses de nicotina” e que o risco de “ficar dependente é muito alto”, salientou.

Para José Pedro Boléo-Tomé, “é importante” que haja informação sobre este risco e que seja numa linguagem adaptada à população jovem.

“O que interessa aos jovens não são as doenças, porque para eles é uma questão que não se coloca, mas é mostrar que ser ‘cool’ não passa por fumar qualquer produto”, disse, explicando que é preciso mostrar-lhes que “os hábitos saudáveis é que são bons” e “marginalizar o ato de fumar qualquer que seja o produto”.

A mensagem deverá chegar-lhes de uma forma atrativa através da internet ou do ‘smartphone’, vias a que os jovens são muito recetivos.

“Da mesma forma que a indústria tabaqueira foi sempre criativa a fazer publicidade aos seus produtos também existem formas criativas de fazer o oposto, mostrar que o tabaco e os outros produtos não prestam e que o que presta são os hábitos saudáveis”.

“Mas não bastam campanhas, é um trabalho que tem que ser feito de uma forma muito continuada”, porque “é preciso mudar uma geração” e evitar que as crianças e adolescentes comecem a fumar.

“Isso é que vai ter impacto no futuro”, salientou.Um estudo, apoiado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), que decorreu no ano letivo 2013/2014, revelo que a iniciação tabágica ocorre entre o 7.º e o 9.º ano.

No 7.º ano, cerca 70 a 80% dos jovens nunca fumaram um cigarro, uma percentagem que baixou para os 40% no 9.º ano.

Sobre o consumo de tabaco nos jovens, Boléu-Tomé disse que os vários inquéritos indicam que não tem havido um aumento muito grande, mas “há algumas questões preocupantes”, nomeadamente o facto de as raparigas estarem a fumar mais do que os rapazes, acompanhando o que está a acontecer com as mulheres jovens até aos 30 anos, que “estão a fumar cada vez mais”.

“O que está a acontecer é que no futuro vamos ter cada vez mais mulheres fumadoras e menos homens a fumar”, comentou o pneumologista.

Para assinalar o Dia Mundial Sem Tabaco, a SPP vai lançar uma campanha promocional sobre os benefícios de não fumar, com testemunhos de vários ex-fumadores que pretende mostrar que “as pessoas têm imenso a ganhar” se deixarem de fumar, independentemente da idade, do que já fumaram ou de terem doenças ou não.

Segundo estimativas elaboradas pelo Institute of Health Metrics and Evaluation, em 2016, morreram em Portugal mais de 11.800 pessoas por doenças atribuíveis ao tabaco.

Lusa

 

 

Cigarros electrónicos aumentam vício nos jovens

Fevereiro 19, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

Notícia do http://p3.publico.pt/ de 24 de janeiro de 2018.

Relatório da Academia de Ciências e Medicina dos Estados Unidos conclui que fumar cigarros electrónicos é menos perigoso para a saúde dos adultos, mas aumenta o risco de vício no jovens

Texto de P3/Lusa

Fumar cigarros eletrónicos aumenta o risco de vício nos jovens, mas é menos perigoso para a saúde dos adultos do que os convencionais, com tabaco, revela um relatório da Academia de Ciências e Medicina dos Estados Unidos.

De acordo com o relatório publicado na terça-feira, e que analisou 800 estudos científicos, a nicotina presente nos cigarros electrónicos pode criar vício junto dos jovens, encorajando-os a fumar tabaco. Ainda assim, segundo a mesma publicação, os cigarros electrónicos são menos nocivos do que os cigarros convencionais para os adultos, podendo também ajudar a parar de fumar.

Os investigadores da Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos sublinham, no entanto, que ainda faltam estudos. “Nesta fase, não é possível saber se o cigarro electrónico tem um impacto positivo ou negativo para a saúde pública”, ressalva o relatório. “Os cigarros electrónicos não podem simplesmente ser considerados melhores ou piores”, defende David Eaton, docente da Universidade de Washington em Seattle e presidente do conselho editorial do relatório, encomendado pelo congresso norte-americano há dois anos e agora conhecido.

Para o especialista, “os efeitos adversos dos cigarros eletrónicos sobre a saúde de adolescentes e de adultos que não fumam tabaco também merecem alguma preocupação”, desde logo pelo vapor que é emitido. Ainda assim, David Eaton reforçou que usá-los “pode ser uma maneira de reduzir o tabagismo, que afecta a saúde”. Os investigadores sustentam que seriam necessários mais estudos científicos para perceber os efeitos desta utilização a longo prazo.

 

 


Entries e comentários feeds.