Ciência Viva no Verão em Rede – 15 julho a 15 setembro em todo o país

Julho 12, 2018 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.cienciaviva.pt/veraocv/2018/

 

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Adaptar as aulas aos alunos? Os professores portugueses são os melhores…

Dezembro 12, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 6 de dezembro de 2016.

Consultar os resultados do PISA 2015 no link:

http://www.oecd.org/pisa/launch-of-pisa-2015-results.htm

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A capacidade de adaptação dos docentes é aferida através de um conjunto de questões colocadas aos jovens que fizeram os testes PISA maria joao gala

Relatório que acompanha o PISA destaca flexibilidade no ensino das Ciências. Menos positivo é o aumento do absentismo docente reportado pelos directores.

Samuel Silva

Não há nenhum outro país onde os professores tenham mais flexibilidade para adaptar os conteúdos das aulas de Ciências às necessidades dos seus alunos como em Portugal. É o que resulta das respostas dadas pelos estudantes aos questionários que acompanham os testes do PISA (Programme for International Student Assessment), o grande estudo internacional da OCDE que visa avaliar a literacia em Ciências, Leitura e Matemática dos jovens de 15 anos.

O relatório que acompanha o PISA, que é apresentado nesta terça-feira, sublinha esta abertura dos docentes e também o apoio que são capazes de dar aos estudantes com maiores dificuldades. Estas práticas são mais frequentes nas escolas privadas. Nas públicas, a falta de autonomia é apontada como um entrave.

O documento da OCDE apresenta Portugal como um país “que se destaca” e onde “os professores são mais propensos a adaptar o conteúdo e a estrutura da aula em função das necessidades, conhecimentos e capacidades de seus alunos”. A capacidade de adaptação dos docentes é aferida através de um conjunto de questões colocadas aos jovens que fizeram os testes estandardizados. Nos países avaliados, 15,8% declaram que os seus professores se prestam a moldar as aulas. Em Portugal esse número quase duplica: 28,6%.

Lidar com dificuldades

Os docentes nacionais também têm mais apetência para mudar a estrutura das lições quando a maioria dos estudantes tem dificuldades de entender a matéria (fazem-no em 27,2% dos casos, quando a média internacional é de 13,2%).

Os portugueses são igualmente os que mais ajuda garantem aos alunos com dificuldades de compreensão de uma matéria ou tarefa (34,6%). Portugal é também o quarto país com o mais alto índice de apoio dos professores nas aulas de Ciências (rácio positivo de 0,46 pontos), numa lista em que a média dos países da OCDE é negativa (-0,01).

Estes indicadores ajudam a perceber o resultado nacional na avaliação feita aos alunos no domínio das Ciências. O relatório sublinha uma correlação positiva entre a capacidade de adaptação do ensino por parte dos professores e o resultado conseguido pelos estudantes no teste internacional. Com 501 pontos, Portugal ficou acima da medida da OCDE. O que acontece pela primeira vez.

A flexibilidade dos docentes portugueses para adaptarem as aulas aos seus alunos garante mais oito pontos no resultado nacional, avaliam os especialistas da OCDE.

Apesar disso, o ensino nacional continua a ser marcadamente teórico. Só 8,9% dos alunos têm a possibilidade de passar tempo no laboratório ou a fazer trabalho prático em todas as aulas de Ciências, revela o mesmo estudo. A maioria (56,7%) fá-lo de forma esporádica.

Professores estão a faltar mais

Segundo o PISA a adaptação de conteúdos é mais frequente nas escolas privadas nacionais. Segundo os especialistas, isso pode estar relacionado com o facto de os professores das escolas públicas estarem mais limitados pelo “tamanho das turmas e o currículo oficial” do que os colegas que dão aulas nos colégios.

Os professores das escolas públicas também estão limitados pela falta de autonomia destes estabelecimentos de ensino. O relatório traça uma relação positiva entre a autonomia e a adaptação do conteúdo das aulas em termos internacionais. Em Portugal, esse indicador é marginalmente positivo (+0.001 pontos). Além disso, as escolas nacionais estão em 48.º lugar entre 69 sistemas de educação no índice de autonomia, alcançando 61,5 pontos (a média é de 71,3).

O relatório revela ainda um aumento do absentismo entre os professores em Portugal entre 2012, data do anterior PISA, e 2015. Os números baseiam-se em informações prestadas pelos directores das escolas, segundo os quais o número de docentes que nunca falta às aulas diminuiu 24,9% em três anos, tendo aumentado 8,3% o número daqueles que faltam algumas vezes. Portugal é mesmo um dos países da OCDE onde este número mais aumentou, juntamente com Irlanda, Israel, Suíça e Turquia.

 

 

 

 

 

90 livros clássicos em língua portuguesa para download gratuito

Setembro 8, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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texto do site http://www.revistabula.com

Por Carlos Willian Leite

Uma compilação com 90 obras, entre autores brasileiros e estrangeiros, escolhidas entre os 50 mil títulos disponíveis no portal Domínio Público. A lista, traz desde livros seminais, formadores da cultural ocidental, como “Arte Poética”, de Aristóteles, até o célebre “A Metamorfose, de Franz Kafka, considerado uma marco da literatura tcheca e um dos livros mais influentes do século 20, além de clássicos brasileiros e portugueses. Todo o acervo do portal DP é composto por obras em domínio público ou que tiveram seus direitos de divulgação cedidos pelos detentores legais. No Brasil, os direitos autorais duram setenta anos contados de 1° de janeiro do ano subsequente à morte do autor.

Entre os livros escolhidos estão “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri; “Don Quixote”, de Miguel de Cervantes;  “Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões; “A Volta ao Mundo em Oitenta Dias”, de Júlio Verne;  “Os Escravos”, de Castro Alves; “Via-Láctea”, de Olavo Bilac; “A Escrava Isaura”, de Bernardo Guimarães; “Poemas”, de Safo; “Uma Estação no Inferno”, de Arthur Rimbaud; “O Homem que Sabia Javanês e Outros Contos”, de Lima Barreto; “Lira dos Vinte Anos”, de Álvares de Azevedo;  “História da Literatura Brasileira”, de José Veríssimo Dias de Matos; “Eu e Outras Poesias”, de Augusto dos Anjos; “A Esfinge Sem Segredo”, de Oscar Wilde; “Schopenhauer”, de Thomas Mann; “O Elixir da Longa Vida”, de Honoré de Balzac; “Cândido”, de Voltaire; “Viagens de Gulliver”, de Jonathan Swift; “Utopia”, de Thomas Morus; “Canção do Exílio”, de  Gonçalves Dias; “A Carne”, de Júlio Ribeiro; “Os Sertões”, de Euclides da Cunha; além de obras de William Shakespeare, Fernando Pessoa,  Machado de Assis, Florbela Espanca e Eça de Queirós.   Para fazer o download basta clicar sobre o livro selecionado.

A Divina Comédia — Dante Alighieri

A Metamorfose — Franz Kafka

Don Quixote. Vol. 1 — Miguel de Cervantes Saavedra

Don Quixote. Vol. 2 — Miguel de Cervantes Saavedra

Cândido — Voltaire

Uma Estação no Inferno — Arthur Rimbaud

Iluminuras —Arthur Rimbaud

A Esfinge sem Segredo — Oscar Wilde

Viagens de Gulliver — Jonathan Swift

Poemas — Safo

O Elixir da Longa Vida — Honoré de Balzac

Arte Poética — Aristóteles

Via-Láctea — Olavo Bilac

As Viagens — Olavo Bilac

Contos para Velhos — Olavo Bilac

A Mensageira das Violetas — Florbela Espanca

Poemas Selecionados — Florbela Espanca

Livro de Mágoas — Florbela Espanca

Charneca em Flor — Florbela Espanca

Livro de Sóror Saudade — Florbela Espanca

O Livro D’ele — Florbela Espanca

O Guardador de Rebanhos — Fernando Pessoa

Poemas de Fernando Pessoa — Fernando Pessoa

Poemas de Álvaro de Campos — Fernando Pessoa

Poemas de Ricardo Reis — Fernando Pessoa

Primeiro Fausto — Fernando Pessoa

O Eu Profundo e os Outros Eus — Fernando Pessoa

O Pastor Amoroso — Fernando Pessoa

A Cidade e as Serras — Eça de Queirós

Os Maias — Eça de Queirós

Contos —Eça de Queirós

A Ilustre Casa de Ramires — Eça de Queirós

A Relíquia — Eça de Queirós

O Crime do Padre Amaro — Eça de Queirós

Cartas D’Amor — O Efêmero Feminino — Eça de Queirós

Vozes d’África — Castro Alves

Os Escravos —  Castro Alves

O Navio Negreiro — Castro Alves

Espumas Flutuantes — Castro Alves

Eu e Outras Poesias — Augusto dos Anjos

Eterna Mágoa — Augusto dos Anjos

Os Sertões — Euclides da Cunha

Canção do Exílio — Antônio Gonçalves Dias

Dom Casmurro — Machado de Assis

Memórias Póstumas de Brás Cubas — Machado de Assis

Esaú e Jacó — Machado de Assis

Quincas Borba — Machado de Assis

Contos Fluminenses — Machado de Assis

O Alienista — Machado de Assis

As Academias de Sião — Machado de Assis

Memorial de Aires — Machado de Assis

Hamlet — William Shakespeare

O Mercador de Veneza — William Shakespeare

 Os Lusíadas — Luís Vaz de Camões

Redondilhas — Luís Vaz de Camões

Canções e Elegias — Luís Vaz de Camões

Fausto — Johann Wolfgang von Goethe

Lira dos Vinte Anos — Álvares de Azevedo

Noite na Taverna — Álvares de Azevedo

Poemas Irônicos, Venenosos e Sarcásticos — Álvares de Azevedo

Obras Seletas — Rui Barbosa

A Volta ao Mundo em Oitenta Dias — Júlio Verne

Odisseia — Homero

Iliada — Homero

História da Literatura Brasileira — José Veríssimo Dias de Matos

Utopia — Thomas Morus

A Carne — Júlio Ribeiro

Édipo-Rei — Sófocles

A Alma Encantadora das Ruas — João do Rio

Memórias de um Sargento de Milícias — Manuel Antônio de Almeida

A Dama das Camélias — Alexandre Dumas Filho

Sonetos e Outros Poemas — Bocage

A Dança dos Ossos — Bernardo Guimarães

A Escrava Isaura — Bernardo Guimarães

A Orgia dos Duendes — Bernardo Guimarães

Seleção de Obras Poéticas — Gregório de Matos

Contos de Lima Barreto — Lima Barreto

O Homem que Sabia Javanês e Outros Contos — Lima Barreto

Triste Fim de Policarpo Quaresma — Lima Barreto

Diário Íntimo — Lima Barreto

Brás, Bexiga e Barra Funda — Alcântara Machado

Schopenhauer — Thomas Mann

A Capital Federal — Artur Azevedo

Antigonas — Sofócles

A Poesia Interminável —  Cruz e Sousa

Antologia — Antero de Quental

A Conquista — Coelho Neto

As Primaveras — Casimiro de Abreu

Carolina — Casimiro de Abreu

A Desobediência Civil — Henry David Thoreau

A Princesa de Babilônia — Voltaire

Pesquisar mais obras de literatura ou outros recursos digitais nas mais variadas áreas do conhecimento no site Domínio público:

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp

 

TPC perdem eficácia após hora e meia

Março 31, 2015 às 10:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da Pais & Filhos de 25 de março de 2015.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Adolescents’ Homework Performance in Mathematics and Science: Personal Factors and Teaching Practices

Press Release da APA

Existem poucas crianças que, mais cedo ou mais tarde, não se queixem de que têm trabalhos de casa a mais e que isso não é bom. Agora, uma equipa de cientistas da Universidade de Oviedo, em Espanha, e outra da Universidade de Stanford (EUA) vem dar-lhes razão.

Um estudo realizado na instituição espanhola concluiu que uma hora é o período em que fazer TPC traz mais vantagens de aprendizagem. E se demoram mais de hora e meia, os resultados não só não aparecem como decrescem. Para além disso, os alunos aprendem mais e melhor se tiverem trabalhos de casa moderados e regulares, ou seja, um pouco todos os dias.

Os investigadores da Universidade de Oviedo analisaram os hábitos de 7700 alunos até aos 14 anos e chegaram à conclusão de que as crianças e adolescentes passam, em média, até duas horas diárias a fazerem trabalhos de casa, distribuídos por todas as disciplinas. A equipa submeteu um grupo de estudo a testes sistematizados de Matemática e Ciências e descobriu que os estudantes a quem eram passados TPC moderados e regulares – e que os faziam sozinhos, sem ajuda de pais ou explicadores – tinham melhores resultados.

Para o especialista Javier Suarez-Alvarez “os nossos dados indicam que não é necessário marcar grandes quantidades diárias de trabalhos de casa, mas é importante que este tipo de tarefa seja sistemática e regular, tendo por meta a criação de hábitos de trabalho e a promoção de uma aprendizagem autónoma e auto-regulada”.

Um outro estudo, realizado na Faculdade de Educação da Universidade de Stanford (EUA) garante que passar mais de três horas diárias a fazer trabalhos de casa pode tornar as crianças e jovens doentes.

Para chegar a esta conclusão, foram avaliados mais de 4300 estudantes de escolas públicas e privadas da Califórnia, cujo ponto em comum é a média alta de notas. “Encontrámos uma ligação clara entre o stresse estudantil para atingir resultados e impactos físicos como, por exemplo, enxaquecas, úlceras e outros problemas estomacais, privação de sono, exaustão e perda de peso”, revelou, à CNN, Denise Pope, uma das coautoras do trabalho.

“Os resultados mostram que 60 minutos diários é um período eficaz e razoável” para dedicar aos trabalhos de casa, sendo que as notas a matemática e a ciências começam a declinar quando os professores marcam TPC que demoram mais de 90 minutos por dia.

“Podemos concluir que, no que diz respeito aos trabalhos de casa, a qualidade e a forma como se fazem é mais importante que a quantidade. Quando consideramos o esforço individual e o trabalho autónomo, o tempo que se demora torna-se irrelevante”, advoga a mesma responsável.

 

 

Relatório PISA 2012

Dezembro 6, 2013 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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pisa2012

PISA 2012 Results: What Students Know and Can do : Student Performance in Mathematics, Reading and Science (Volume I)

This report is the first in a series of volumes presenting the results of PISA 2012 that assessed the competencies of 15-year-olds in reading, mathematics and science (with a focus on mathematics) in 65 countries and economies. It provides an introduction to PISA and examines the performance of students in mathematics, reading and science.

Around 510 000 students between the ages of 15 years 3 months and 16 years 2 months participated in the assessment, representing about 28 million 15-year-olds globally.

Alunos portugueses mostram como em pouco tempo é possível melhorar, diz OCDE

Dezembro 6, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 3 de Dezembro de 2013.

infopisa

Andreia Sanches

Relatório PISA 2012 sobre Matemática, Leitura e Ciências refere que Portugal é um dos exemplos de evolução positiva. Resultados melhoram sobretudo a Matemática.

De três em três anos a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) repete o exercício. E avalia o estado da literacia dos alunos de 15 anos, em três áreas-chave. Os últimos resultados trazem boas notícias para Portugal. O país está a conseguir melhorar os seus resultados a Matemática — à média de 2,5 pontos ao ano. E desde 2009 subiu três posições no ranking da organização, aproximando-se da média internacional.

Mais do que uma comparação entre o que se passou em 2009 e 2012, a OCDE analisa a evolução dos conhecimentos e competências dos alunos de 15 anos ao longo de cerca de uma década. Em 2003, lê-se num relatório divulgado nesta terça-feira, Portugal estava, no que à Matemática diz respeito, abaixo do Luxemburgo, dos Estados Unidos, da República Checa, da França, da Suécia, da Hungria, da Espanha, da Islândia ou da Noruega. Em 2012, “o país alcançou-os”.

A OCDE sublinha ainda que Portugal é um dos que conseguiram, simultaneamente, duas coisas: reduzir o universo dos alunos que se saem muito mal neste tipo de testes de literacia e aumentar o número dos jovens que se destacam muito pelo positiva (os chamados “top performers”). Isto aconteceu tanto na Matemática, como nas Ciências.

Estas são apenas as primeiras conclusões do PISA 2012, um estudo internacional que é repetido de três em três anos. As suas dimensões são, no mínimo, raras: participaram, desta vez, 34 países da OCDE, mais 31 países e zonas económicas que não fazem parte da organização.

No total, foram avaliados 510 mil alunos dos 28 milhões de jovens de 15 anos que frequentam as escolas do universo analisado. Só em Portugal participaram 5700. Todos fizeram os testes em 2012 — provas com perguntas de escolha múltipla e outras que pediam respostas desenvolvidas. Em cada escola que entrou no estudo os alunos foram escolhidos aleatoriamente.

O objectivo essencial do PISA é este: avaliar a forma como os alunos de 15 anos aplicam conhecimentos e competências de Matemática, Leitura e Ciências quando identificam, interpretam e resolvem problemas que os colocam perante situações da “vida real”.

O relatório que tem como título “O que é que os estudantes sabem e podem fazer: desempenho dos alunos a Matemática, Leitura e Ciências” mostra o seguinte: tal como aconteceu na Matemática, também no que diz respeito às competências de Leitura, os alunos portugueses melhoraram — e a OCDE destaca igualmente esse facto logo na introdução do primeiro de seis volumes que aprofundam os resultados.

Mesmo nas Ciências a evolução anual tem sido positiva — ainda que tenha abrandado de 2009 para cá.

Crescimento anual
Um olhar para as posições de Portugal nos rankings das três áreas-chave (ver gráficos) mostra o seguinte: desde a última avaliação que tinha sido feita, em 2009, a pontuação média obtida por Portugal na Matemática manteve-se (487 pontos tanto em 2009 como em 2012); na Leitura baixou de 489 pontos, em 2009, para 488, em 2012; e nas Ciências passou de 493 para 489 pontos. A que se deve, então, tanto destaque para o caso português?

A OCDE põe o foco noutro indicador, que não o da mera comparação das pontuações obtidas em 2009 e em 2012: trata-se da “evolução anualizada”. Basicamente, a organziação tem em conta os resultados dos alunos em todas as levas de testes feitos desde que os países participam no PISA, calculando a evolução ano a ano de cada país. “É uma medida mais robusta do progresso do país/região económica”, do que a comparação dos resultados obtidos nos testes a cada três anos, lê-se no relatório.

É com base neste cálculo da evolução anual que a OCDE diz que há um grupo de países onde os alunos melhoraram a Matemática, desde 2003, mais de 2,5 pontos ao ano (o que aconteceu também na Itália e na Polónia). Em 25 países não houve mudanças e em 14 os alunos estão a piorar.

Na Leitura e nas Ciências, Portugal melhorou cerca de dois pontos por ano em média — desde 2000, no primeiro caso, e desde 2006, no segundo.

Em síntese: “Brasil, Dubai (Emirados Árabes Unidos), Hong Kong (China), Israel, Macau (China), Polónia, Portugal, Qatar, Singapura, Tunísia e Turquia têm melhorado a sua perfomance média a Matemática, Leitura e Ciências, ao longo da sua participação no PISA, o que mostra que mesmo num curto espaço de tempo é possível melhorar de forma abrangente”, diz a OCDE.

Como escolher um carro?
Cada PISA aprofunda uma área de conhecimento e competências. Os testes do PISA 2012 avaliaram sobretudo a Matemática, o que já tinha acontecido em 2003. Uma oportunidade, segundo a OCDE, para fazer comparações sobre o que mudou e de analisar a evolução “no contexto das políticas adoptadas e de outros factores”.

Xangai, na China, tem a pontuação mais alta nos testes de Matemática: 613 pontos. Já no ranking dos melhores resultados da OCDE, o primeiro lugar pertence à Coreia (554 pontos), o segundo ao Japão (536) e o terceiro à Suíça (531). Portugal está em 23.º, com 487 pontos, e aproximou-se da média da OCDE (fica a sete pontos desta quando, em 2009, estava a nove).

À primeira vista, os dados podem surpreender. Afinal, as notas dos exames nacionais feitos em Portugal não têm sido famosas: a média no exame de Matemática do 9.º ano baixou de 57%, em 2009, para 43%, em 2011. Um resultado que se repetiu este ano. Nos exames do secundário (feitos por alunos com mais de 15 anos) a média do exame de Matemática também caiu de 10 valores, em 2009, para 8,2 valores, em 2013.

Mas o que os exames nacionais testam e o que os testes PISA avaliam são coisas diferentes. A OCDE está mais interessada em saber qual a capacidade dos jovens empregarem a Matemática na “vida real”, por exemplo, extrapolando o que sabem para resolver problemas mais ou menos familiares. Um dos exercícios tipo dos teste PISA é este: para diferentes modelos de carros em 2.ª mão são fornecidos dados como o número de quilómetros, a capacidade do motor, o preço, etc e o aluno deve escolher o modelo que se adeque a uma lista de critérios previamente fixados.

A OCDE procura ainda avaliar como utilizam os alunos “instrumentos” ligados à Matemática que são essenciais “nos locais de trabalho do século XXI”, tais como um conversor online de moedas, uma folha de cálculo, uma calculadora, ou um software de cálculo matemático.

Agrupamentos e reforma curricular
Os países da OCDE investem cerca de 230 mil milhões de dólares por ano para melhorar a educação da Matemática nas escolas. “É um grande investimento, mas o retorno é muitas vezes maior”, lê-se no relatório.

Outros estudo recente da OCDE (Survey of Adult Skills, 2013), cita no PISA, mostra que “fracas competências a Matemática limitam de forma grave o acesso dos indivíduos a trabalhos mais bem remunerados” e que pessoas com mais competências nesta área tendem a sentir-se mais capazes de participar politicamente e confiam mais naqueles que as rodeiam.

Os resultados do PISA “mostram que uma surpreendentemente pequena proporção da variação de desempenho entre os países é explicada pela riqueza das nações (21% entre todos os países e economias, 12% entre os países da OCDE)” e que a despesa por aluno só explica “30% das diferenças entre todos os países e economias e 17% entre os países da OCDE” o que, lê-se no relatório, “sugere que o mundo não está mais dividido em países ricos e bem educados, e os pobres e mal educados”.

A OCDE analisa várias reformas políticas introduzidas em países que melhoraram os seus resultados. Políticas que podem ter feito a diferença. No que diz respeito a Portugal, especificamente, destaca-se a reorganização da rede escolar, através do agrupamento de escolas — esta medida, diz a OCDE, “facilita a colaboração entre escolas e a economia de escala”.

A OCDE nota ainda que, em Portugal, como também aconteceu no Japão, se assistiu a uma reforma curricular que “melhora a atitude dos alunos” em relação “à escola, em geral, e à Matemática, em particular” uma vez que, com as mudanças, as matérias ficaram mais “alinhadas com os interesses dos estudantes no século XXI”.

Recorde-se que neste ano lectivo, já depois dos testes do PISA 2012, entrou em vigor um novo programa de Matemática para o ensino básico. E que está em curso uma revisão para o secundário.

Menos desigualdade
A OCDE sublinha, no entanto, que nem todos os países estão em pé de igualdade — e que isso deve ser tido em conta na hora de analisar os rankings. Por exemplo: em Portugal, no Chile, na Hungria e em Espanha mais de 20% dos alunos avaliados pertencem a grupos socioeconómicos mais desfavorecidos. Na Turquia são 69%. Qualquer um destes países, lê-se no relatório, “enfrenta desafios maiores do que, por exemplo, a Islândia, a Noruega, a Finlândia e a Dinamarca, onde menos de 5% dos alunos são desfavorecidos”.

Mesmo assim, como já se disse, Portugal conseguiu reduzir o hiato entre os alunos que pior se saem nos testes (ou seja, dos que estão abaixo do nível 2 numa escala que vai até seis) e os que melhor se saem (nível 5 e 6). Em 2003, 30% dos alunos de 15 anos estavam nos patamares mais baixos de literacia matemática; em 2012, a percentagem foi de 24,9% (uma descida de 5,2 pontos percentuais).

Ao mesmo tempo, 10,6% dos alunos conseguiram ficar no nível 5 ou mais, contra apenas 5,4% em 2003 (uma vez mais, 5,2 pontos percentuais de diferença). Esta evolução teve lugar, sobretudo, no período compreendido entre 2006 e 2009, sublinha o relatório.

Em média, na OCDE, 13% dos alunos estão no nível 5 e 6. A Coreia é o país com mais “top performers” – 30,9%. Fora da OCDE, Xangai destaca-se com 55,4% dos alunos a conseguir obter os resultados máximos nos testes.

 

 

Alunos portugueses mantêm-se abaixo da média

Dezembro 5, 2013 às 6:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 3 de Dezembro de 2013.

por Texto da Lusa, publicado por Lina Santos

Portugal mantém-se abaixo dos países que participam no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) nas áreas de leitura, matemática e ciências, destacando a OCDE a melhoria da performance dos estudantes nacionais desde 2003.

Os resultados do relatório PISA 2012, da responsabilidade da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE) foram hoje divulgados, sendo testados os conhecimentos dos alunos de 15 anos de 65 países a nível mundial.

Nas três áreas, Portugal mantém-se abaixo da média, apesar de estar perto deste valor, no caso da Matemática, onde os alunos portugueses obtiveram 487 pontos, sendo o nível da média geral 494.

Na avaliação dos conhecimentos de leitura, os estudantes portugueses conseguiram um resultado médio de 488, enquanto o nível da média geral se fixou nos 496.

Nas ciências, os alunos nacionais obtiveram 489 pontos, sendo a média de 501 nesta área.

No sumário executivo do documento, a OCDE destaca que Portugal faz parte do grupo de países, que participando em todas as avaliações deste 2003, apresenta uma melhoria média em matemática de mais de 2,5 pontos por ano.

Assim, surge o parâmetro “mudança anualizada” (annualised change) que a OCDE considera ser uma medida mais robusta para avaliar as tendências no desempenho, porque se baseia em todas as informações disponíveis e não na diferença entre um ano e outro.

Na matemática, os alunos portugueses verificaram uma mudança anualizada de 2,8, enquanto na ciência obtiveram 2,5 e na leitura 1,6.

Entre 2003 e 2012, Itália, Polónia e Portugal aumentaram a participação de melhores desempenhos e, simultaneamente, conseguiram reduzir a parcela de baixo desempenho em matemática.

O sumário executivo do relatório destaca ainda que Portugal é um dos países da OCDE que melhorou o desempenho em termos de leitura nas várias avaliações do PISA.

Xangai (China), Singapura e Hong Kong (China) ocupam os três primeiros lugares nas três áreas de conhecimento avaliadas pelo PISA.

No PISA 2009, os alunos portugueses tinham conseguido uma classificação de 489 pontos, quase ao nível da média geral, que foi de 493 no parâmetro principal de avaliação, centrado na leitura.

Nos conhecimentos de matemática, os portugueses conseguiram então 487 pontos e na avaliação dos conhecimentos em ciência 493.

Cerca de 510 mil estudantes de 15 anos realizaram a esta prova, que ficou mais a matemática, mas abordou também a leitura e a ciência. Estes alunos representam os cerca de 28 milhões de estudantes de 15 anos que frequentam as escolas dos 65 países participantes no estudo.

O Pisa realizou-se pela primeira vez em 2000 e decorre de três em três anos. A escala utilizada foi construída de forma a que, no conjunto dos países da OCDE, a média fosse de 500 pontos.

OCDE adverte para importância do contexto socioeconómico

Encontro sobre Educação em Ciências através da Aprendizagem Baseada na Resolução de Problemas

Setembro 17, 2013 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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encontro

Mais informações Aqui

 

O Mundo na Escola

Outubro 24, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Levar a ciência às escolas e as escolas à ciência

Criado com o objetivo de aproximar a comunidade escolar dos profissionais das várias áreas do saber, das artes, das ciências e das letras, o programa O Mundo na Escola vai este ano letivo incidir sobre Ciência e Tecnologia.

Queremos melhorar os canais de comunicação entre os cientistas e as escolas divulgando o muito que já se faz pelo país. Queremos valorizar e rentabilizar os melhores recursos, pondo-os ao serviço de mais pessoas, distribuindo-os pelo país de forma mais abrangente. Queremos, sobretudo, contribuir para o despertar do fascínio da ciência.

Mais informações Aqui

Notícia do Público

Programa O Mundo na Escola começa com insectos no Porto                           

Promover a criatividade com ciência e matemática

Setembro 25, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do site CiênciaHoje de 22 de Agosto de 2012.

Projecto europeu pretende estimular em idade pré-escolar

O «Creative Little Scientists» (CLS) é um projecto europeu coordenado em Portugal pela Universidade do Minho (UMinho), que pretende promover a criatividade através da ciência e da matemática em idade pré-escolar e no primeiro ciclo é o enquadramento. Para além a instituição portuguesa, o estudo envolve mais dez universidades europeias, e é apoiado financeiramente pela Comissão Europeia no âmbito do Sétimo Programa-Quadro.

A sua área de intervenção é o estudo e a coordenação de acções de avaliação do estado do ensino da matemática e das ciências no ensino pré-escolar e no 1º ciclo, apontando para a proposta de novas direcções que englobam o desenvolvimento de competências criativas nestes níveis etários. O objecto de estudo incide nos nove países da amostra: Alemanha, Bélgica, Finlândia, França, Grécia, Inglaterra, Malta, Roménia e Portugal.

Segundo Manuel Filipe Costa, coordenador nacional da iniciativa e professor do Departamento de Física da UMinho, “a ciência e a matemática, assim como a criatividade e a inovação são áreas reconhecidas como de importância fundamental para a desenvolvimento na Europa”, pelo que o seu fortalecimento é uma prioridade vital.

O projecto pretende constituir um contributo para uma melhor compreensão do potencial disponível ao nível do ensino da ciência e da matemática, compartilhável de forma criativa, na educação pré-escolar e escolar primária (com crianças até aos oito anos de idade).

A iniciativa termina em Março de 2014 e visa “dotar a Europa de uma ideia clara quanto às potencialidades e oportunidades de inserção da ciência e da matemática na aprendizagem, com o desenvolvimento de habilidades criativas, nos primeiros anos da formação das nossas crianças”. Por outro lado, “pretende ainda transformar o conhecimento gerado em directrizes políticas, orientações curriculares, manuais e outros instrumentos para a formação de professores nestas perspectivas e nos vários contextos europeus”.

Os trabalhos do CLS farão avaliação de resultados e proporão um conjunto de princípios e orientações concretas para a formação de professores, para além de programas de desenvolvimento, baseados no aprofundamento da introdução do estudo da ciência e da matemática na aprendizagem nos primeiros anos de educação escolar.

O conjunto de instrumentos será amplamente difundido e divulgado, com vista a influenciar desde as decisões políticas e tutelares, até aos profissionais da educação na aplicação directa dos princípios do ensino. Para atingir os objectivos, o consórcio de investigação projectou a realização de observações, a recolha de elementos de pesquisa comparativa e o desenvolvimento de estudos de campo, entre outras iniciativas.

Folheto em português

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