Ciência Viva no Verão em Rede – actividades em todo o país – 15 de julho / 15 de setembro

Julho 14, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

mais informações:

http://www.cienciaviva.pt/veraocv/2017/

Hiperatividade, ciência versus facebook

Abril 11, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Texto de Mário Cordeiro http://www.paisefilhos.pt/ publicado na a 7 de fevereiro de 2017.

Nem tudo o que mexe é hiperativo, nem todos os que sonham têm défice de atenção. Mas destruir um fármaco com “cultura de facebook” é demasiadamente leviano

Houve um aumento na prescrição de metilfenidato para o dobro, entre 2010 e 2014. Podem existir várias explicações, desde exagero de prescrições até melhor diagnóstico e medicação de crianças e jovens que necessitavam mas não o estavam a tomar. Por outro lado, o melhor conhecimento dos problemas de dispersão, falta de concentração e atenção, e de hiperatividade pode justificar o aumento. Especulação à parte, o que se sabe, sim, é que embora haja crianças medicadas inutilmente, é grande o número das que precisam e não estão medicadas e, entre as que estão, a esmagadora maioria colhe benefícios.

Recomenda-se este fármaco quando há uma perturbação da concentração e atenção que afete a vida das crianças de forma significativa, para lá do normal cansaço, má gestão dos estímulos artificiais que desviam a atenção ou da irrequietude natural das crianças e jovens, sobretudo do sexo masculino. Nem tudo o que mexe é hiperativo, nem todos os que sonham têm défice de atenção! As crianças, vivendo num mundo “entre quatro paredes”, precisam de se expandir, de se mexer. No entanto, a incapacidade de concentração num estímulo, sobretudo abstrato, desviando–se para “qualquer mosca que passe” faz com que a criança retire muito pouco das aulas, se sinta mais distante do “filme” que está a passar na sala de aula e invente outras coisas, mexendo-se, perturbe os outros e se comporte de modo hiperativo, sendo disruptivo para a aula e prejudicando gravemente o seu próprio processo de aprendizagem, ou então mergulhe na sua vida interior e se abstraia. Acresce que estar constantemente a ser admoestado e de castigo, ver as notas aquém do que sabe ser possível, ler apenas metade do cabeçalho e responder impulsivamente de modo incompleto, diminuem a autoestima, causam tristeza e geram problemas sociais e psicológicos.
Os benefícios da terapêutica, que pode ser instituída por um pediatra ou neuropediatra e que não necessita de ser baseada em testes e exames, vão ajudar o processo de aprendizagem e permitir à criança o desenvolvimento das suas capacidades.

O argumento de que “é um químico” é anedótico porque o cérebro funciona, exatamente, com mediadores químicos, e nos casos de hiperatividade e défice de atenção, dispersão e impulsividade, esse mediador está em falta. Com o crescimento o cérebro arranjará outras formas de funcionamento e não é precisa medicação para a vida toda, como alguns ignorantes dizem. Além disso, é boa prática as crianças interromperem a medicação nas férias letivas; a ideia de que se fica “preso a uma droga” é mais um dos mitos urbanos veiculados na Internet.
Quanto a contraindicações, nas redes sociais há pessoas que gostam muito de dizer que “é veneno”. Dá vontade de rir – leiam a bula do ibuprofeno ou do paracetamol, que dão aos vossos filhos e verão a “galeria de horrores”. Com o metilfenidato os efeitos colaterais são raros e, salvo exceções, resumem-se a situações transitórias e breves de baixa de apetite ou pequenas insónias.

O metilfenidato não dá “superpoderes”, apenas faz render melhor as capacidades naturais a estas crianças. Não ficarão engenheiros, pianistas ou escritores com o medicamento se não tiverem esses talentos, mas podem nunca vir a ser engenheiros, escritores ou pianistas, tendo esses talentos, por não conseguirem estudar, concentrar-se e andarem toda a escolaridade a saltitar de “mosca para mosca”, irritando os professores, enervando os pais e diminuindo a sua autoestima. E se pensássemos numa coisa chamada Ciência? Talvez valha mais do que o diz-que-diz das redes sociais…

 

 

 

PSP e Science4you lançam livro de colorir “Pinta com o Falco”, na Escola Básica do 1º Ciclo da Pena (no Largo da Escola Municipal) 14 de fevereiro 10 horas em Lisboa

Fevereiro 13, 2017 às 2:18 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

16602665_1236278869760958_3839204829701421662_n

PSP E SCIENCE4YOU LANÇAM LIVRO DE COLORIR “PINTA COM O FALCO”

A Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Science4You uniram-se numa joint venture e criaram o livro para colorir “Pinta com o Falco”. A mascote da PSP transmite conselhos aos mais novos com ilustrações aliando segurança, investigação, tecnologia e ciência.

O lançamento deste livro destinado a crianças da pré-primária e ensino básico será em Lisboa, na Escola Básica do 1º Ciclo da Pena (no Largo Da Escola Municipal) no dia 14 de fevereiro pelas 10h e contará com a presença dos autores da obra. Será também divulgado no Porto (EB 1 de Paulo da Gama na Rua Paulo da Gama, Lordelo do Ouro) no dia 16 de fevereiro às 10h e em Setúbal (Escola Primária n.º 2 – Santa Maria da Graça, na Praceta Victor Vitorino) no dia 17 de fevereiro às 10h.

A Science4You é uma empresa 100% portuguesa que se dedica à comercialização, produção, desenvolvimento e personalização de brinquedos educativos e científicos. Está em 35 países e, no último ano, conseguiu atingir 20 mil pontos de venda na Europa.

Vamos ter a presença dos atores principais: o Falco, a Science4You e as crianças.

Juntem-se a nós nesta festa!

Lisboa, Direção Nacional da PSP, 10 de fevereiro de 2017.

Literacia 3D: o desafio continua

Janeiro 27, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

texto do site http://www.educare.pt/ de 3 de janeiro de 2017.

educare

Conhecimentos na área da Leitura, Matemática e Ciência voltam à competição na segunda fase do concurso Literacia 3D.

Andreia Lobo

Não se trata do PISA, mas as áreas em que os alunos são desafiados a mostrar o que sabem são idênticas. Leitura, Matemática e Ciência. O concurso Literacia 3D: O desafio pelo conhecimento junta criatividade e inovação.

A primeira fase testou as competências de 90 mil alunos do 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico ao nível da interpretação de textos, do cálculo e do conhecimento científico. Agora, os mais bem classificados avançam para as competições distritais. Os saberes voltam a ser testados em março.

Dois mil participantes estão apurados para a segunda fase do concurso nacional Literacia 3D. Um desafio lançado pela Porto Editora ao qual responderam escolas de norte a sul de Portugal e dos arquipélagos dos Açores e da Madeira. A iniciativa avalia as competências dos alunos na literacia da Leitura no 5.º ano, da Matemática no 6.º ano e da Ciência no 7.º ano. E voltará às escolas no segundo período, entre os dias 6 e 10 de março de 2017.

Nessa altura os alunos que obtiveram as melhores classificações vão poder representar o respetivo agrupamento escolar na fase distrital. O Literacia 3D vai apenas na segunda edição, mas já ganhou o entusiasmo da comunidade educativa.

Prova disso foi o aumento do número de participantes face à edição anterior que no ano letivo de 2016/2017 duplicou. No total participaram mais de 750 estabelecimentos de ensino da rede pública e privada. Na primeira fase, decorrida em novembro, estiveram envolvidos cerca de 90 mil jovens e mais de mil professores e pais em colaboração com centenas de diretores escolares e municípios.

As provas de Leitura, Matemática e Ciência inovam tanto no formato como no conteúdo. O papel e caneta estão dispensados. As questões são realizadas no computador através da plataforma da Escola Virtual. A matéria é a lecionada nos currículos, mas a prova remete os alunos para a necessidade de pôr em prática diferentes competências, levando-os à resolução de problemas colocados em situações reais.

Exemplos? Na primeira edição, a prova de literacia científica colocava aos alunos o desafio de perceberem o processo de tratamento de águas residuais e de antever as consequências da libertação do conteúdo de uma fossa séptica para o ambiente.

Relativamente à literacia da leitura, a prova apresentava um excerto de um texto sobre a postura de ovos das tartarugas, retirado de um guia turístico de São Tomé e Príncipe, sendo pedido aos alunos para responderem a perguntas sobre a informação apresentada.

A prova de literacia matemática, a disciplina mais temida, desafiava os participantes a usarem o cálculo para resolver problemas que requeriam a análise de estatísticas e de infografias. Em comum, todas as provas apresentam várias questões elaboradas em formato de escolha múltipla ou verdadeiro e falso.

A grande final do Literacia 3D está marcada para o dia 26 de maio. Nessa data serão conhecidos os campeões nacionais nas três áreas a concurso.

mais informações:

https://www.portoeditora.pt/literacia-3d

Livro para crianças conta histórias de dez cientistas portugueses no estrangeiro

Dezembro 28, 2016 às 3:00 pm | Publicado em Livros, Recursos educativos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

Notícia do https://www.publico.pt/ de 25 de dezembro de 2016.

nuno-ferreira-santos

O actual ministro da Eucação também é protagonista desta história

Um livro editado a pensar nas crianças portuguesas que crescem fora de Portugal reúne histórias de dez cientistas e jovens investigadores nacionais e propõe actividades de apoio à aprendizagem da língua portuguesa.

Joana Moscoso, cientista e directora da Native Scientist, empresa inglesa sem fins lucrativos que promove a aprendizagem integrada de língua e ciência, explicou que o livro Uma Volta Ao Mundo Com Cientistas Portugueses conta a história de dez pessoas espalhadas pelo mundo “e convida pais, crianças e professores a fazerem uma viagem pela ciência e pela língua portuguesa”.

“Leva-nos numa viagem pelos quatro cantos do mundo”, adiantou Joana Moscoso, aludindo à história de Suzana Salcedo, microbióloga em França, Gonçalo Sousa, natural do Porto e engenheiro civil que projecta equipamentos de perfuração petrolífera na Noruega, ou Joana Patrício, uma bióloga marinha natural de Coimbra que, na Comissão Europeia, “ajuda os governantes a perceberem que os oceanos são grandes armazéns de carbono, são reguladores do clima, são fonte de alimento e produtores de oxigénio e, por isso, têm de ser bem cuidados”.

O livro relata também as vivências e experiências de Hugo Natal da Luz, físico que nasceu em Vila do Conde e constrói detectores de partículas em São Paulo, no Brasil; Joana Gil-Mohapel, que, no Canadá, “ajuda a perceber a informação que está armazenada no cérebro”; e Anabela Maia, que trabalha no estado norte-americano de Illinois “e explica porque é que os peixes boiam”, disse Joana Moscoso.

O lote de histórias retratadas no livro completa-se com o actual ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues – doutorado em Bioquímica e que, antes de assumir funções governativas, trabalhou seis anos em Cambridge, Inglaterra, na detecção precoce do cancro -–; José Xavier, natural de Vila Franca de Xira, “cientista que passa largas temporadas na Antártida a estudar os pinguins”; José Fonseca, vimaranense que vive na Cidade do Cabo, África do Sul, e está a desenvolver um telescópio para estudar o universo; e Sónia Henriques, nascida em Torres Novas e que, em Brisbane, na Austrália, procura novos medicamentos para tratar o cancro.

Joana Moscoso, que é investigadora especializada no estudo de bactérias e que depois de uma década fora de Portugal em países como a Suécia, Austrália e Inglaterra, regressou este ano à Universidade do Porto, explicou ainda que o livro “é o resultado de um projecto de dois anos” em parceria com a Ciência Viva (agência nacional para a cultura científica e tecnológica) e a Coordenação do Ensino de Português no Reino Unido do Instituto Camões.

“Foi pensado para as crianças portuguesas lá fora, mas pais, professores e crianças em Portugal poderão achar o livro igualmente interessante. Nele são apresentados cientistas portugueses com percursos nas mais variadas áreas do conhecimento e são propostas actividades [desenvolvidas por professores de língua portuguesa no Reino Unido, com base nos testemunhos dos cientistas], como entrevistas e apresentações orais que permitem a exploração de conceitos científicos e o aprofundamento de competências linguísticas”, frisou.

A fundadora da Native Scientist acrescentou que Uma Volta Ao Mundo Com Cientistas Portugueses, cuja apresentação pública está agendada para quarta-feira, em Coimbra, durante o 5.º Encontro de Portugueses Graduados no Estrangeiro (GraPE) – está disponível para download gratuito e para 2017 está planeada uma “fase piloto” de distribuição de mil exemplares pela rede do Ensino no Estrangeiro do Instituto Camões.”Esta fase tem como o objetivo testar os textos e atividades junto do público-alvo. A informação recolhida durante esta fase será tida em conta no lançamento e distribuição de uma segunda edição”, informou.

descarregar os livros no link:

http://www.nativebooks.net/

 

Sabe qual o melhor brinquedo científico?

Agosto 31, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Texto da http://www.paisefilhos.pt/ de 19 de agosto de 2016.

paisfilhos

Um estudo do Centro de Educação Infantil da Eastern Connecticut State University (EUA) concluiu que o brinquedo que mais fomenta o interesse pela ciência nas crianças são os blocos de madeira. Segundo o coordenador do estudo, Jeffrey Trawick-Smith, “as construções fomentam a capacidade de resolver problemas e o pensamento matemático”, sublinhando que aquilo que faz que um brinquedo promova de modo eficaz as habilidades científicas são a simplicidade e o facto de não ter apenas uma utilidade, “o que permite à criança experimentar e explorar”.

 

Micróbios: amigos ou inimigos? – Atividade destinada a famílias com crianças maiores de 6 anos, no Laboratório do Pavilhão do Conhecimento, 28 de agosto

Agosto 24, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

pc

28 de Agosto

15.30 | 17.15 Micróbios: amigos ou inimigos?

Qual o tamanho dum micróbio? Podemos cultivá-los? Qual a diferença entre um vírus e uma bactéria? Veste a bata de microbiólogo e vem descobrir, de forma divertida, como os micróbios convivem connosco, que utilidades têm e qual a importância da higiene no nosso dia a dia.”

Famílias com crianças M/6 | 2€ por participante ou gratuito na compra do bilhete de acesso às exposições | Inscrição on-line* ou no próprio dia na bilheteira.

*Inscrições disponíveis 21 dias antes da actividade.

mais informações:

http://www.pavconhecimento.pt/visite-nos/actividades/detalhe.asp?id_obj=26

Dinossauros que viveram na nossa terra – 14 de agosto no Museu Nacional de História Natural e da Ciência.

Agosto 11, 2016 às 2:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Allosaurus_juvenil

mais informações:

http://www.museus.ulisboa.pt/pt-pt/node/1177

Ciência. 7 coisas que os adultos não sabem explicar às crianças

Julho 31, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

Texto do Observador de 4 de julho de 2016.

getty images

Marta Leite Ferreira

Como é que as plantas comem? Porque é que sou menina? De onde vêm as vacinas? Quando os miúdos entram na idade dos porquês, nem sempre os adultos conseguem acompanha-los. Saiba responder a tudo aqui.

A idade dos porquês pode ser uma fase particularmente desanimadora para os adultos: é quando os filhos começam a fazer (demasiadas) perguntas (difíceis) que os pais se dão conta que afinal também têm muito para aprender. Não há mal nenhum em admitir o desconhecimento, mas é sempre uma boa oportunidade para aumentar a bagagem cultural que se tem.

É por isso que o Observador lhe explica sete perguntas científicas que as crianças querem ver respondidas, mas que nem todos os adultos sabem desvendar. Da biologia à geologia, passando pela genética, aprenda mais aqui em baixo. Que agora, nas férias, pode brilhar frente aos mais pequenos.

1. O que é a fotossíntese?

As plantas, tal como as pessoas, precisam de se alimentar. E a fotossíntese é o processo através do qual as plantas “fabricam” o seu próprio alimento. Para tal, precisam de três ingredientes: a luz do Sol, a água e o dióxido de carbono. Eis o que acontece: as raízes das plantas são as responsáveis por absorver os sais minerais que estão na água que circula na terra. Esses sais minerais viajam por dentro da planta das raízes até às folhas.

Ora, as folhas são feitas de células especiais: são as células vegetais, que têm algumas diferenças das células animais que compõem o ser humano. Dentro das células vegetais há um pigmento chamado clorofila que tem duas funções: dar às folhas a cor verde e captar a luz do sol. Há também uma outra estrutura, os estomas, que agarram o dióxido de carbono que existe no ar.

Quando nas folhas já há sais mineiras vindos através das raízes, energia do sol captada pela clorofila e dióxido de carbono armazenado nos estomas, as plantas podem começar a “fabricar”: além do alimento de que precisam para sobreviver – a glicose ou seiva elaborada, que depois é distribuída por todas as partes da planta -, a fotossíntese também permite que as folhas libertem oxigénio, uma molécula que compõe o ar que respiramos e que garante a sobrevivência dos seres vivos. É por isso que é tão importante preservar os espaços verdes e as florestas: são eles que tornam o planeta Terra habitável.

2. Porque é que o Sol brilha?

O Sol brilha porque é um corpo celeste incandescente, ou seja, está a uma temperatura tão alta (5505ºC à superfície) que começa a emitir radiação eletromagnética sob a forma de luz. Essa luz é o resultado de uma transformação que ocorre dentro das estrelas, que são “bolas de fogo a arder a milhões de quilómetros de distância”, tal como Pumba diz a Timon no filme “Rei Leão”. A transformação chama-se “fusão nuclear” e acontece quando, dentro da estrela, uma série de reações químicas permite transformar grandes quantidades de hidrogénio em hélio.

O hidrogénio é um elemento químico que existe na parte mais profunda das estrelas. É feito de duas peças (os cientistas chamam essas peças de partículas): os eletrões, que têm carga elétrica negativa, e os protões, que têm carga elétrica positiva. Como dentro das estrelas há muito calor e muita pressão, dois átomos de hidrogénio começam a fundir-se com dois eletrões e dois protões. É assim que nasce um outro elemento químico: o hélio, que depois ainda vai dar origem a outros elementos químicos.

No meio de todas essas transformações – ou reações nucleares – há muita energia libertada das camadas mais profundas até às mais superficiais da estrela. Essa energia é depois solta pelo universo em todas as direções, incluindo para o planeta Terra. A luz e o calor que sentimos quando estamos ao Sol é o produto das reações que aconteceram nas profundezas da nossa estrela.

3. Como nascem as borboletas?

As borboletas nascem através de um processo chamado metamorfose. Tudo começa quando a borboleta mãe larga o ovo nas folhas das árvores. Ao fim de trinta semanas, o ovo eclode e sai de lá uma pequena lagarta esfomeada. Essa lagarta começa por comer as cascas do ovo, porque é um alimento cheio de nutrientes que a ajudará a crescer. Quando essas cascas acabam, a lagarta começa também a comer as folhas da árvore onde a borboleta mãe a deixou.

Assim que se torna numa lagarga adulta pára de comer e prepara-se para uma grande transformação dentro de uma bolsa chamada crisálida. Passa depois várias semanas a trocar de pele – pode chegar a trocar catorze vezes – para permitir às suas células que se modifiquem o suficiente para a transformar numa borboleta: umas partes do seu corpo desaparecem, outras novas surgem. É então que a crisálida se abre. Ao fim de alguns minutos a borboleta já está pronta a voar.

4. Porque é que o céu é azul?

Quando a luz do Sol atravessa pelo menos um prisma através de uma trajetória específica, ela divide-se em sete cores diferentes que têm, cada uma delas, um comprimento de onda diferente. A atmosfera, a camada de gases que envolve a Terra e a que chamamos de “céu”, funciona exatamente como um prisma: quando os raios solares atravessam as moléculas de água e as poeiras da atmosfera, a luz solar divide-se em sete cores diferentes de acordo com os seus comprimentos de onda. Neste caso, é o comprimento de onda correspondente à cor azul que chega até nós. Mas porquê?

A cor de um objeto depende do comprimento de onda que esse objeto reflete. Por exemplo, as folhas são verdes porque precisam de todas as outras cores do espetro da luz solar para fazer a fotossíntese. Como não precisam do comprimento de onda corresponde à cor verde, refletem-na cá para fora. Ora, como as partículas e moléculas que compõem a atmosfera são muito pequenas costumam refletir os comprimentos de onda mais pequenos, que correspondem aos tons de azul e violeta.

Os objetos pretos não refletem nenhum dos comprimentos de onda que compõem a luz solar, enquanto os objetos brancos refletem-nos a todos.

5. Porque é que a terra abana?

O planeta Terra tem várias camadas: atmosfera (a camada gasosa que envolve o planeta e que nos permite respirar), a crosta (camada sólida mais superficial, onde nós caminhamos), o manto (uma camada semi-líquida onde está armazenada a lava dos vulcões) e dois núcleos (um líquido e outro sólido, que são as camadas mais profundas). A crosta é feita de porções que se chamam “placas tectónicas” e que interagem entre si: numas partes elas afastam-se, noutras elas colidem e noutras raspam umas nas outras. Normalmente são estas as causadoras desses abanos – que são os sismos ou terramotos – que sentimos.

Nas partes da crosta onde elas se afastam (limites divergentes) é onde a crosta terrestre se renova ao longo de milhões de anos. Nas partes onde elas colidem (limites convergentes) é onde crescem as grandes cordilheiras de montanhas, como os Himalaias. E nas partes onde raspam uma na outra (limites conservativos), a crosta terrestre armazena grandes quantidades de energia com o passar do tempo nas rochas. Quando essas rochas não conseguem suportar mais energia, soltam-na e a terra abana. Quanto maior a quantidade de energia libertada, maior será o sismo.

6. Porque é que eu sou menino/menina?

As características de todos os seres vivos do mundo, incluindo o ser humano, são determinadas pelo código genético. O código genético é determinado pelos genes que compõem o ADN e que funciona como um manual de instruções personalizado presente em todas as células do nosso corpo. Vários genes juntos formam um cromossoma.

O número de cromossomas depende da espécie: cada ser humano tem 46 cromossomas e dois deles – cromossomas sexuais – têm a função de informar as nossas células de que somos meninos ou meninas. Há dois tipos de cromossomas sexuais: X e Y. Os dois cromossomas das meninas são “XX” enquanto os cromossomas dos meninos são “XY”. Um dos cromossomas é-nos dado pelo nosso pai e o outro é dado pela nossa mãe através de umas células especiais: os espermatozoides (dos homens) e os óvulos (das mulheres)

Cada espermatozoide e cada óvulo guardam metade da informação que cada um de nós tem: os óvulos têm sempre cromossomas X, mas os espermatozoides tanto podem ser X como Y. Quando um espermatozoide e um óvulo se juntam dentro do corpo da futura mãe vai decidir-se o género do bebé: se um óvulo se junta com um espermatozoide X nasce uma menina, mas se um óvulo se junta com um espermatozoide Y nasce um menino.

7. Porque é que as pessoas levam vacinas?

As pessoas levam vacinas porque essa é uma boa forma de evitarem determinadas doenças. Quando ficamos doentes significa que o nosso sistema imunitário, os escudos que o corpo humano tem para se evitar as doenças, não conseguiu lutar contra um determinado vírus ou bactéria. Se um médico ou enfermeiro nos pica, está a introduzir no nosso sistema uma série de proteínas e toxinas extraídas dos vírus e bactérias.

Isto não é mau porque é feito de forma controlada em laboratório. Quando esses vírus ou bactérias chegam ao nosso corpo, o sistema imunitário reage tal e qual como se tivéssemos sido infetados naturalmente. O corpo humano começa então a produzir uns escudos especiais – os anticorpos – que preparam-nos para lutar contra essa doença. Tornamo-nos imunes ou, pelo menos, mais resistentes às doenças mais graves.

 

 

Férias Científicas em Estremoz

Julho 1, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

ferias

mais informações:

http://www.ccvestremoz.uevora.pt/home/index.php?txt=info&codtopico=7&item=93

 

Página seguinte »


Entries e comentários feeds.