4 grandes consequenciais do uso prolongado da chucha

Maio 29, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt/ de 19 de maio de 2017.

Muitos pais adiam o momento de retirar a chucha aos seus filhos por receio de que possa traumatizar a criança ou privá-la do seu único meio de conforto. No entanto, após os 2 anos, as consequências do seu uso começam a surgir em força e  dependendo da criança e da frequência com que a usam, poderão instalar-se de forma quase permanente e só corrigível com recurso a várias especialidades da área da Saúde.

Referimo-nos, sobretudo, ao aparecimento de quatro grandes alterações que habitualmente não associamos ao uso de um objeto que parece tão inofensivo como a chucha – o objeto de conforto mais utilizado por milhões de crianças por todo o mundo.

São estas as quatro grandes consequenciais do uso prolongado da chucha:

1. Alteração da dentição e do palato (céu da boca)

A consequência mais fácil de detetar é a alteração da dentição e do palato (céu da boca) que o formato da chucha provoca. A presença prolongada de um corpo estranho na boca molda todas as estruturas à sua volta, nomeadamente os dentes e o palato, e provoca uma posição incorreta dos lábios (não lhes permite fechar na totalidade) e da língua, que adota uma postura à volta da chucha. Estas alterações nas estruturas causam uma das consequências mais difíceis de detetar – a respiração oral.

2. Respiração oral

Quando o bebé começa a respirar pela boca, devido às alterações estruturais que já ocorreram, o seu sono começa a ter menor qualidade devido à fraca oxigenação (que, por vezes, também desperta mais vezes os bebés) e a falta da correta “filtragem” do ar respirado no nariz, também levará a infeções das vias aéreas.

3. Musculatura

Outra alteração que surge muito frequentemente, ocorre ao nível da musculatura. Devido aos movimentos repetitivos da sucção, as estruturas perdem tónus – os músculos ficam enfraquecidos – e, com a perda de força dos lábios, bochechas e língua, poderemos também estar a provocar futuras dificuldades na alimentação.

4. Aparecimento de alterações na articulação

A consequência mais comum do uso prolongado de chucha e que, diariamente, leva várias famílias a procurarem um Terapeuta da Fala – ainda que nem sempre sabendo qual a causa das dificuldades dos seus filhos – é o aparecimento de alterações na articulação. Esta consequência, por ser notória apenas por volta dos 5/6 anos, quando já esperamos que as crianças articulem perfeitamente as palavras, é também a mais perigosa, pois aparece de forma “silenciosa”. Surge devido a todas as outras alterações estruturais que se desenvolveram ao longo dos anos e faz com que a criança precise de um acompanhamento especializado para conseguir articular vários sons que, habitualmente, distorce. Surgem assim – mas não exclusivamente – os conhecidos “sopinha de massa”, dificuldade que só pode ser corrigida após terapia e, muitas vezes, com a junção de um tratamento ortodôntico. Também as dificuldades de alimentação – por falta de força na musculatura das várias estruturas da boca -, terão de ser corrigidas com terapia.

Como forma de evitar todas estas consequências, e de prevenir a necessidade futura de acompanhamento em várias áreas, aconselhamos a remoção da chucha do seu bebé até aos 2 anos – e prontificamo-nos a ajudá-lo se precisar de algumas dicas sobre como fazê-lo!

Por Inês Peres Silva Terapeuta da Fala Ipsis Verbis®

 

 

 

6 coisas sobre a chupeta que você precisa saber

Outubro 3, 2014 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://revistacrescer.globo.com de 28 de julho de 2014.

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Prejudica o aleitamento e a dentição? Até quando a criança pode usar? Encontre aqui essas e outras respostas para suas maiores dúvidas sobre o assunto

Por Daniela Torres

O assunto é sempre polêmico. A maioria dos pediatras condena o uso da chupeta, mas algumas mães alegam que o acessório tem lá suas vantagens, desde que usada com moderação. Antes de você (com a orientação do pediatra) decidir se o seu filho vai ou não usá-la, melhor ficar por dentro do assunto. A seguir, seis coisas que toda mãe tem de saber.

1 – Atrapalha a amamentação? 
Vários estudos indicam que sim. Tanto é que a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) recomendam oficialmente a não utilização de bicos e chupetas desde o nascimento. A musculatura e a posição da língua que o bebê usa para sugar a chupeta é diferente da usada para mamar, o que confunde a criança. Quem apesar disso decidir oferecer a chupeta ao bebê só deve fazê-lo quando a amamentação estiver estabilizada, depois de três ou quatro semanas de vida da criança.

2 – Prejudica a dentição? 
Se a sua preocupação é que os dentinhos do seu filho fiquem tortos, há indícios de que, se a criança largar o acessório até os 2 anos, eles voltariam ao normal. No entanto, há outros problemas. O uso da chupeta pode favorecer alterações na respiração, na postura corporal, na fala e na mastigação. Se for usar, sempre opte pelos tipos ortodônticos.

3 – Até que idade meu filho pode usá-la? 
Ela deve ser retirada a partir de 1 ano de idade e, no máximo, até os 2. A chupeta tem de ser usada com moderação. Ou seja, não dá para a criança ficar o dia inteiro com ela na boca. Assim, o uso deve ser limitado apenas para dormir, já que a criança tende a cuspi-la depois, e em alguns casos específicos. Por exemplo, no avião, para proteger o ouvido durante a subida e a descida da aeronave, após a vacinação e quando a criança estiver chorando muito. Mas, nesses casos, o efeito é o mesmo do que dar o peito.

4 – O que é pior, chupeta ou dedo? 
O dedo é pior, pois será mais difícil a criança abandonar o hábito. O bebê não pega a chupeta sozinho, mas pode colocar o dedo na boca mesmo dormindo.

5 – A chupeta alivia a cólica do bebê? 
Em um primeiro momento, pode ser que sim, porque acalma (ou mesmo distrai) a criança. Mas, por outro lado, a criança pode engolir ar – e isso só piora a cólica.

6 – Que cuidados devo tomar com a higiene? 
A chupeta deve ser lavada com água corrente toda vez que cair no chão e, de preferência, esterilizada diariamente. E ser trocada a cada dois meses.

Fontes: Tania Shimoda, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo; Dóris Rocha Ruiz, odontopediatra da Unifesp

 

 

Chupeta evita morte súbita do recém-nascido

Maio 21, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 6 de Maio de 2013.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Why Are Pacifiers Protective for SIDS?

chupeta

A morte súbita nos recém-nascidos está relacionada com uma falha no sistema cardíaco. O uso da chupeta pode ser benéfica já que o ato de sucção melhora o controlo cardíaco do bebé.

A conclusão é de um estudo, divulgado esta segunda-feira, por uma equipa de cientistas do Instituto Monash de Investigação Médica.

O grupo, liderado por Rosemary Horne, constatou que a morte súbita deve-se a uma falha no sistema cardíaco do bebé quando não ocorre um ajustamento adequado em termos de frequência cardíaca ou de pressão arterial, bem como à incapacidade de acordar quando a criança deixa de respirar ou quando existe uma queda súbita da pressão arterial.

A equipa de Horne vigiou o sono de 37 bebés de entre duas a quatro semanas, dois e três meses e cinco e seis meses. As crianças estavam divididas entre utilizadores e não utilizadores de chucha de forma a medir e comparar a pressão arterial e a frequência cardíaca.

Os cientistas descobriram que o ato de chupar aumentava a variabilidade do ritmo cardíaco, sendo que a variação dos intervalos entre os batimentos cardíacos indica uma atividade de regulação autónoma da função circulatória. No entanto, os resultados foram mais evidentes no grupo de bebés de duas a quatro semanas de vida.

O estudo mostra assim que chuchar tem um efeito na pressão sanguínea e no ritmo cardíaco do bebé e, desde 2005, o uso da chupeta é recomendado nos Estados Unidos.


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