Descoberta relação entre a idade em que os homens são pais e risco de autismo dos filhos

Maio 12, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://visao.sapo.pt/ de 3 de maio de 2017.

NARINDER NANU/ Getty Images

Nem muito cedo, nem muito tarde. Um novo estudo sugere que as capacidades sociais são um domínio afetado apenas pela idade paterna e aponta as idades de risco

Quando ter filhos, qual a idade ideal, porquê antes ou porque não depois de determinado momento na vida, na carreira… São questões frequentemente associadas às mulheres, sobretudo quando ultrapassam os 35 anos sem terem sido mães. Mas um novo estudo veio realçar que também para o sexo masculino existem timings mais favoráveis que outros para terem filhos.

Uma nova pesquisa, conduzida pelo Seaver Autism Center for Research and Treatment da Icahn School of Medicine de Mount Sinai (EUA), revelou que filhos de pais com idade inferior a 25 ou superior a 51 anos têm maior probabilidde de desenvolver autismo e outras perturbações sociais.

Para descobrir se as capacidades sociais das crianças são influenciadas pela idade do pai, os investigadores analisaram 15 mil gémeos com idades entre os quatro e os 16 anos. A equipa procurou identificar diferenças nos padrões de desenvolvimento, comportamento, incluindo problemas entre pares e questões de hiperatividade e emotividade.

Os investigadores também analisaram, individualmente, se os efeitos da idade paterna tinham maior relação com fatores genéticos ou ambientais. Após realizarem análises genéticas, observaram que o desenvolvimento de competências sociais era principalmente influenciado por fatores genéticos, que eram cada vez mais acentuados à medida que a idade do pai aumentava.

“O nosso estudo revela que as crianças nascidas de pais muitos jovens ou mais velhos podem confrontar-se com situações sociais mais desafiadoras, mesmo que não obedeçam aos critérios de diagnóstico do autismo”, explica Magdalena Janecka, do departamento de Psiquiatria da Icahn School of Medicine at Monte Sinai, ao Eurek Alert.

Não foi encontrada nenhuma ligação entre a idade da mãe e o desenvolvimento dos filhos: “O nosso estudo sugere que as capacidades sociais são um domínio chave afetado pela idade paterna.”

Janecka acredita que as diferenças de desenvolvimento apontadas pelo estudo são causadas por alterações na maturação do cérebro. “Identificar as estruturas neurais que são afetadas pela idade paterna e ver como o desenvolvimento dos filhos difere dos padrões comuns, permite que entendamos melhor os mecanismos por trás desses efeitos da idade, como, provavelmente, casos de autismo e esquizofrenia”, acrescentou.

 

 

 

Estudar música deixa as crianças mais atentas e menos ansiosas

Fevereiro 4, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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notícia do site  http://revistacrescer.globo.com de 8 de janeiro de 2015.

o estudo citado na notícia é o seguinte:

Cortical Thickness Maturation and Duration of Music Training: Health-Promoting Activities Shape Brain Development

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Pesquisa mostra que aprender a tocar um instrumento na infância melhora funções cerebrais ligadas a habilidades como memória, organização e controle das emoções

Por Fernanda Carpegiani

Dar um instrumento musical na mão do seu filho ajuda a estimular o desenvolvimento neurológico dele. A constatação é de um grupo de pesquisadores da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos. Depois de analisar tomografias de 232 crianças entre seis e 18 anos, eles perceberam que estudar música melhora as funções executivas do cérebro, responsáveis por habilidades como memória, controle da atenção, organização e planejamento do futuro.

Os especialistas constataram que o treinamento musical aumenta a espessura de uma área nobre do cérebro, o córtex, responsável também pelo controle das emoções. “O estudo dos instrumentos leva o ser humano ao nível mais complexo de concentração do cérebro, que é a atenção executiva. É preciso ter foco e disciplina para aprender a ler partituras e marcar o tempo”, explica a pesquisadora Elvira Souza Lima, especialista em neurociência e música.

A atividade pode começar a partir dos quatro anos, quando a criança já é capaz de fazer movimentos mais sutis com as mãos. “Esse aprendizado modifica fisicamente o cérebro, principalmente quando ocorre antes dos sete anos, e os ganhos se mantêm por toda a vida, mesmo que a criança pare de tocar o instrumento depois”, diz Elvira, frisando que o contato com a música, ainda que apenas como ouvinte, tem um grande impacto no desenvolvimento humano e prepara o cérebro para executar diferentes tipos de funções.

Então que tal estimular a iniciação musical em casa? Enquanto ajuda seu filho e se diverte com ele, você também absorve os benefícios do contato com a música, que vale para todas as idades. Veja como fazer isso no dia a dia:

– Coloque diferentes tipos de música para seu filho ouvir para aumentar o repertório dele logo cedo. Arrisque mesmo: clássica, africana, indígena, jazz, samba. – Faça brincadeiras com sons usando objetos da casa, como panelas e baldes. Não deixa de ser um jeito de produzir música. – Sempre que possível, separe 10 minutos do dia só para ouvir música com seu filho, sem realizar nenhuma outra atividade ao mesmo tempo. Todo mundo vai ficar mais relaxado. – Estimule as crianças a ouvir e identificar os sons da natureza, desde os passarinhos até o barulho das folhas ao vento. Isso também vale como experiência e memória musical. – Cantem juntos, com e sem música de fundo. O efeito de cantar é o mesmo de tocar um instrumento.

 

 


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