Terapia para pais é a melhor forma de tratar crianças com défice de atenção e hiperatividade

Maio 20, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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texto do site http://lifestyle.sapo.pt de 5 de maio de 2016.

Pixabay

Susana Krauss

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças nos Estados Unidos recomenda que os pais façam terapia antes de darem medicação aos seus filhos.

De acordo com um novo relatório do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) nos Estados Unidos, a chave para evitar dar medicação a crianças com défice de atenção e hiperatividade é os pais fazerem terapia no sentindo de saberem como atuar durante o tratamento dos filhos

“Os pais de crianças com esta patologia podem precisar de apoio e terapia comportamental. E a terapia é um primeiro passo importante”, refere Dr. Anne Schuchat, vice diretora do CDC. E adianta “é igualmente eficaz como os medicamentos, e não tem os efeitos colaterais de longo prazo”.

O CDC estudou milhões de registos médicos e descobriu que cerca de um terço das 6 milhões de crianças com esta patologia nos Estados Unidos foram diagnosticados antes dos 6 anos de idade. A Academia Americana de Pediatria também aconselha os pais a tentarem a terapia comportamental antes de darem medicação.

Neste país, o CDC descobriu que cerca de 75% das crianças com menos de 5 anos já estavam a ser tratadas com medicamentos, e só cerca de metade tinham recebido terapia comportamental.

Para fazer valer a terapia, a CDC está agora a falar com médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde para que estes deem uma melhor atenção à terapia, explicando os benefícios da mesma para os pais e encaminhá-los nesse sentido.

artigo do parceiro: Susana Krauss

 

Deixar os adolescentes dormir pode salvar-lhes a vida

Abril 20, 2016 às 9:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://sicnoticias.sapo.pt/ de 15 de abril de 2016.

© Jianan Yu  Reuters

Dormir menos de sete horas por noite na adolescência não só é mau para a saúde como para a própria vida. Um estudo norte-americano revela que poucas horas de sono dão origem a más decisões que podem pôr em causa a própria segurança.

O estudo do Centro para o Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA revela que os adolescentes que dormem menos de sete horas cada noite têm maior tendência para comportamentos de risco – escrever no telemóvel enquanto conduzem, conduzir sob efeito de álcool, ir de carro com um condutor que ingeriu álcool, não colocar o cinto de segurança num carro ou não usar capacete ao andar de bicicleta – do que aqueles que habitualmente dormem nove horas.

“Foi surpreendente descobrir o impacto que a duração do sono tem sobre este tipo de comportamentos, o que sugere que a privação de sono tem um papel importante nos julgamentos desfavoráveis e na tomada de más decisões”, diz uma das autoras do estudo, Janet Croft, citada pela CNN.

Esta investigação analisou questionários de mais de 50 mil alunos do ensino secundário feitos em 2009, 2011 e 2013. Já em 2011 o CDC tinha concluído que um número insuficiente de horas de sono – menos de oito horas – levava os adolescentes a maior risco de fumarem tabaco e marijuana, a ingerirem álcool, a não fazerem exercício físico, a sentirem-se tristes e deprimidos ou a pensamentos suicidas.

 

 

Estudo revela que autismo está a aumentar

Abril 6, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 30 de Março de 2012.

Os estudos mencionados na notícia são os seguintes:

Prevalence of Autism Spectrum Disorders — Autism and Developmental Disabilities Monitoring Network, 14 Sites, United States, 2008

Community Report From the Autism and Developmental Disabilities Monitoring (ADDM) Network

O autismo nas crianças revela uma tendência de aumento, indicaram hoje dirigentes da área da saúde dos Estados Unidos, especificando que a taxa aumentou 23 por cento em dois anos, afectando uma em cada 88 crianças, noticia a AFP.

Estatísticas anteriores apontavam para a existência de uma em cada 110 crianças com esta desordem, o que levou os principais defensores da investigação do autismo a proclamarem a existência de uma «emergência nacional» e uma «epidemia» que requer atenção urgente.

Os responsáveis pela área admitem que o aumento pode estar associado à melhoria na identificação dos casos de autismo, em especial entre as crianças com menos de três anos, mas a extensão desta influência no número total é desconhecida.

«Há a possibilidade de o aumento da identificação ser devido inteiramente à melhor detecção. Não sabemos se é o caso ou não, mas é uma possibilidade», afirmou o director dos Centros para a Prevenção e Controlo de Doenças [CDC, na sigla em inglês], Thomas Frieden.

«O que sabemos é que o autismo é comum e que precisa de ser estudado», afirmou à imprensa.

A informação, disponibilizada por um relatório dos CDC, revela que a desordem do espectro do autismo [ASD, na sigla em inglês] é cerca de cinco vezes mais frequente nos meninos do que nas meninas, com um em cada 54 meninos identificado como tendo alguma forma da desordem, o que compara com uma em cada 252 meninas.

Anteriormente, pensava-se que a relação era de quatro para um.

Os dados foram apurados de inquéritos realizados em 2008, em 14 locais dos Estados Unidos, revelando que 11,3 por mil das crianças com oito anos de idade têm ASD.

Este valor constitui um aumento de 23 por cento em relação aos dados de há dois anos e de 78 por cento no número total presumidos em 2002, quando se aceitava a estimativa de uma em cada 150 crianças ter alguma forma de autismo.

Uma vez que a informação agora apurada foi recolhida em 14 locais, não é considerada representativa do todo nacional, pelo que os investigadores não afirmam que uma em cada 88 crianças nos Estados Unidos tem autismo.

Porém, as conclusões estão muito em linha com o que tem sido apurado em outras investigações, adiantam peritos dos CDC.

Para o presidente da organização ‘Autismo Fala’ [‘Autism Speaks’], Mark Roithmayr, os novos números são causa de alarme.

«O autismo está agora a tornar-se oficialmente uma epidemia nos Estados Unidos. Estamos a lidar com uma emergência nacional que requer um plano nacional», disse.

O autismo inclui uma amplitude grande de diferenças comportamentais, que podem ir desde uma incapacidade social moderada à incapacidade total de comunicar, movimentos repetitivos, sensibilidade a certas luzes e a determinados sons e problemas de comportamento.

A sua causa permanece um mistério. Os pais são aconselhados a procurar ajuda profissional se os seus filhos apresentaram atrasos em marcos de desenvolvimento, como não fazerem contacto visual, não apontarem ou não falarem na altura esperada.

As taxas da desordem do espectro do autismo variam muito no relatório, desde uma em cada 120 crianças no estado sulista do Alabama, até uma em cada 47 crianças no estado ocidental do Utah.

Lusa/SOL

 

 

 


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