Muitas vezes, a casa e a família são os lugares mais perigosos do mundo

Junho 17, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista de Carlos Poiares ao Jornal de Notícias de 15 de junho de 2020.

Crianças à mesa: a oportunidade de reforçar laços e de desenvolver competências sociais e educativas

Junho 13, 2020 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Sapolifestyle

Realizar refeições em família, sentados à mesa, é muito mais do que a satisfação da necessidade básica de nos alimentamos ou um “mero capricho” como alguns poderão apelidar. À mesa partilhamos afetos, criamos memórias, reforçamos laços familiares e cultivamos um bem precioso, o tempo. Um artigo de Joana Andrade Nunes, do blogue “Camomila Limão”.

Quando há crianças em casa, a partilha da refeição em família tem uma particularidade: à mesa, as crianças aprendem, através do exemplo do adulto, as regras de saber estar (como se devem sentar e comportar; como devem utilizar, devidamente, as palavras mágicas “obrigada”, “se faz favor”, “com licença”), desenvolvem e elevam o nível de conversação ao ser-lhes permitida a participação numa conversa de adultos.

Por outro lado, aprendem hábitos de alimentação saudáveis, aprendem a partilhar o seu dia e a lidar com as emoções que vivenciaram; aprendem também, através das vivências partilhadas com os pais, a resolver futuros “problemas do quotidiano” dando-lhes ferramentas essenciais para a vida futura.

Sempre que possível, todos os elementos da família (incluindo as crianças) devem participar na preparação da refeição e na tarefa de pôr a mesa: só assim ficarão dotadas das ferramentas essenciais para que um dia mais tarde consigam ser adultos aptos a gerir a sua própria casa.

Atualmente, a maioria das famílias não tem possibilidade de fazer várias refeições diárias em família; contudo, os benefícios de efetuar pelo menos uma refeição diária em família (o jantar é, por regra, a refeição em que tal é possível) são imensos – em especial o impacto positivo no desenvolvimento da criança e no reforço dos laços familiares de cada família.

É, por isso, que o momento da refeição em família não deve ter, por regra, a presença de dispositivos eletrónicos (televisão, iPads, telemóveis) pois tal não permite que cada membro da família desfrute do momento em pleno impossibilitando o desenvolvimento da conversação por existirem outros focos de atenção.

Aproveitem para demonstrar aos vossos filhos que há tempo para cada um partilhar o seu dia; para contar histórias e para colocar questões (a “idade dos porquês” é particularmente interessante à mesa!); à mesa, em família, é também o espaço ideal para ensinar a criança a esperar pela sua vez de falar – cada um tem o seu momento – e de a incentivar a expor verbalmente, perante o outro, as suas ideias e opiniões desenvolvendo o seu espírito crítico.

Lembrem-se: é à mesa que se criam memórias afetivas inesquecíveis e que se reforçam laço para a vida!

Comunicado do IPA sobre “A importância da promoção do brincar livre em tempo de isolamento e de distanciamento social “

Abril 9, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Descarregar o documento em baixo:

Comunicado IPA

Como entreter as crianças dentro de casa?

Março 26, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Vídeo do Público de 19 de março de 2020.

Numa altura em que se pede à população para evitar saídas desnecessárias à rua, manter as crianças dentro de casa pode ser um verdadeiro desafio para os pais. Maria João Oliveira, directora do Externato Luso-Britânico em Lisboa, deixa alguns conselhos.

Vídeo no link:

https://www.publico.pt/2020/03/19/video/entreter-criancas-dentro-casa-20200319-124913

Cerca de 14% das crianças até aos 9 anos são expostas ao fumo do tabaco em casa

Agosto 26, 2019 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da TVI24 de 1 de agosto de 2019.

Um novo estudo revela que as crianças cujos pais são fumadores e com menor nível de escolaridade estão mais expostas ao fumo ambiental do tabaco em casa.

Cerca de 14% das crianças portuguesas até aos 9 anos são expostas diariamente ou ocasionalmente ao fumo do tabaco em casa, percentagem que sobe para os 32,6% nos alunos do quarto ano de escolaridade.

O estudo sobre a “Prevalência de crianças portuguesas expostas ao fumo ambiental do tabaco em casa e no carro” revela que as crianças cujos pais são fumadores e com menor nível de escolaridade estão mais expostas ao fumo ambiental do tabaco em casa.

A investigação, que decorreu entre janeiro e setembro de 2016, é um estudo transversal descritivo que envolveu uma amostra representativa de 2.396 crianças portuguesas dos zero aos 9 anos, estratificada por idade e por região administrativa NUTS II.

Publicado na revista científica da Ordem dos Médicos “Ata Médica”, o estudo revela que 5,4% das crianças estão duplamente expostas ao fumo ambiental do tabaco em casa e no carro.

Segundo a investigação, 5,8% das crianças estão expostas ao fumo em casa diariamente e 8,5% ocasionalmente.

O estudo verificou que 6,1% das mães e 11,2% dos pais fumam no domicílio. Constatou também que 4,5% das mães e 8,3% dos pais fumam no carro.

A exposição das crianças ao fumo ambiental do tabaco tem diminuído em Portugal. Ainda assim, o consumo de tabaco dos pais e um baixo nível de escolaridade são fatores de risco para a exposição das crianças em casa”, sublinha.

De acordo com o estudo, a exposição ao fumo é maior nas crianças cujos pais têm um menor nível de escolaridade (19,6%) do que naquelas em que os pais têm mais estudos (6,2%).

Essas diferenças foram estatisticamente significativas na amostra total e na maioria das regiões avaliadas (Norte, Centro, Área Metropolitana de Lisboa, Algarve, Região autónoma dos Açores).

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Prevalência de Crianças Portuguesas Expostas ao Fumo Ambiental do Tabaco em Casa e no Carro

Instituto de Apoio à Criança quer otimizar serviços em nova sede

Abril 2, 2019 às 4:10 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 1 de abril de 2019.

O Instituto de Apoio à Criança (IAC) vai inaugurar em 2 de abril a sua nova sede na Avenida da República, numa mudança que visa a otimização dos serviços.

mudança para a nova sede, na avenida da República, permitirá uma “maior concentração de serviços”, para dar uma “resposta mais pronta” aos casos de crianças em risco de que o IAC se ocupa, disse à Lusa a presidente executiva da instituição sem fins lucrativos, Dulce Rocha.

A nova sede vai albergar os serviços jurídico, de relações externas e de atividade lúdica do IAC, o setor de humanização dos serviços de atendimento à criança, o fórum Construir Juntos, o Centro de Estudos, Documentação e Informação sobre a Criança e o Projeto Rua — Em Família para Crescer, embora a intervenção deste último decorra em contexto comunitário. Nas novas instalações vão trabalhar cerca de 40 funcionários.

Fora da nova sede fica o serviço SOS Criança, que vai manter-se nas antigas instalações, na Avenida da Igreja. Dulce Rocha justifica a “impossibilidade de mudar este setor” pelas “limitações de espaço” da nova sede, que funcionará num edifício cedido pela Câmara Municipal de Lisboa.

Olhando ao panorama atual português, no que respeita à proteção de crianças e jovens, Dulce Rocha considera que “a evolução é boa”, mas “ainda há muito por fazer”.

O IAC propõe a definição de “um plano estratégico que inclua mais as crianças” e que, desde o início, lhes atribua o estatuto de vítima, bem como a criação de “uma norma de prevalência que possa garantir a segurança das crianças”.

Para o efeito, a presidente executiva defende a importância de “evitar decisões contraditórias nos tribunais” e de definir “molduras penais mais graves” em casos de violência doméstica, numa conjuntura em que “crimes graves de violência” chegam a ser punidos “com apenas cinco anos”.

“A situação de stress destas crianças é tão prolongada que, mesmo quando não são as vítimas diretas da violência doméstica, esta provoca danos psicológicos, mas também físicos” explica Dulce Rocha, acrescentando que “estes danos não permitem à criança recompor-se e recuperar do sofrimento”, o que pode afetar “o próprio cérebro”.

Entre os casos mais frequentemente tratados pelo IAC, a presidente executiva destaca “situações de fuga de casa” causadas por ocorrências de violência doméstica, bem como situações de necessidade de “atendimento psicológico no serviço SOS Criança”.

Dulce Rocha afirma ainda que “o Estado deve dar mais espaço às organizações não-governamentais, como o IAC e a APAV, por estas estarem mais próximas das vítimas, sem, no entanto, se eximir do seu papel”.

No campo mediático, quando se coloca a hipótese de um eventual efeito de mimetismo decorrente da divulgação destes casos, Dulce Rocha considera que, mesmo havendo a possibilidade de “algum efeito desse tipo, não há outra via que não a denúncia e a reflexão”.

A inauguração da nova sede do IAC vai contar com a presença do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, do primeiro-ministro António Costa e do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina.

 


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