Casa Pia vai ter apartamento para dar autonomia a jovens mães

Junho 22, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 16 de junho de 2018.

Projecto vai arrancar com quatro jovens mães com 18 ou 19 anos, referenciadas pelo Instituto da Segurança Social. Num apartamento gerido por elas terão acesso a “estruturas de apoio e supervisão”. Uma resposta que a instituição não conseguia dar até agora.

Margarida David Cardoso

Há cerca de dois anos, um estudo encomendado pela Câmara de Lisboa dava conta que a demora ou falta de resposta para jovens mães era um dos pontos frágeis da rede de apoio a crianças e jovens em perigo no concelho. A Casa Pia reflectia-se nessa falha. Então pôs em marcha um projecto de autonomia dirigido a jovens que, à guarda do Estado, se tornam mães. Arranca em Setembro, com quatro raparigas que vão viver num apartamento em Odivelas, com o acompanhamento de técnicos e educadores da instituição.

Este é o primeiro projecto do género dentro do organismo público de protecção das crianças e jovens e a intenção é que cresça nos próximos anos. É pensado para mães com 18 ou 19 anos, com medida de promoção e protecção, referenciadas pelo Instituto da Segurança Social. Mas a idade não é um requisito estático. “Não podemos deixar de apoiar uma menina de 17 anos que está a precisar, mas a norma não é essa. Têm que ser raparigas com perfil de maturidade”, sublinha a presidente da Casa Pia, Cristina Fangueiro. O projecto exige que sejam acauteladas questões de responsabilidade com que a instituição ainda não se tinha deparado.

 As mães terão um acompanhamento igual àquele que já é dado aos 25 jovens que vivem nos sete apartamentos de autonomização da instituição. Importa que desenvolvam competências de vida autónoma. Para isso, vão receber uma bolsa de inserção, de cerca de 425 euros – a que se podem somar outros apoios que as mães e respectivos filhos possam beneficiar –, de forma a terem instrumentos para fazer uma “boa gestão de necessidades relativas ao quotidiano de uma família”. Dividirão entre si as despesas do apartamento e as tarefas domésticas. Terão sessões regulares com educadores, um assistente social e um psicólogo.

“A mãe aqui terá estruturas de apoio e supervisão. Terá a creche disponível, onde terá que ir buscar e levar a sua criança. Depois ela vai para a sua escola ou para o seu trabalho”, exemplifica Cristina Fangueiro. No caso das mães trabalhadoras a Casa Pia quer estimular a conclusão ou aprofundamento dos estudos, para que tenham “melhores perspectivas de empregabilidade”.

Mas quem detém a responsabilidade sobre uma criança que está a cargo de uma jovem à guarda do Estado? Passa a criança também a ter uma medida de promoção e protecção? A Casa Pia debateu estas questões com juristas nos últimos meses. Conclui-se que não seria “possível desenvolver capazmente as competências parentais destas jovens mães, se forem privadas do direito normal e natural de serem detentoras da guarda dos seus filhos”. Assim, foram fixados critérios de admissão com vista a avaliar a motivação e capacidade das jovens “para exercerem a sua parentalidade”, sabendo-se que terão pela frente um programa para que se tornem autónomas. “Isto não é só um projecto giro, acarreta muitíssima responsabilidade”, sublinha a presidente da instituição.

Investimento inicial de 40 mil euros

No ano passado, depois de feito o levantamento das condições dos vários apartamentos da instituição, foi escolhido um duplex em Odivelas – que agrada à presidente “por sair fora do colo da instituição”. As obras estão em curso, o que somado ao mobiliário, representa um investimento inicial de cerca de 40 mil euros.

Caso uma das jovens do acolhimento da Casa Pia engravide pode viver com o filho neste apartamento, desde que seja encaminha pelo sistema. Mas como eram, até agora, geridas estas situações? Cristina Fangueiro, na direcção da Casa Pia desde 2010, lembra-se de apenas um caso de uma “criança grávida” na instituição. Foi uma situação “muito complicada” por se tratar de uma jovem com problemas cognitivos, a quem o bebé foi retirado ainda no hospital. “Se tivesse ficado com a criança, a Casa Pia não teria resposta”, reconhece a presidente.

Em 2016, em Portugal, existiam 21 unidades residenciais destinadas a mulheres grávidas ou com filhos recém-nascidos, os chamados Centros de Apoio à Vida, com acordo com o Instituto de Segurança Social. Havia 581 lugares disponíveis. Destes, 144 eram ocupados por mães e filhos que antes viviam em instituições de acolhimento. 58 crianças tinham entre zero e cinco anos, segundo os dados do último relatório de Caracterização Anual da Situação de Acolhimento das Crianças e Jovens.

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística e da Pordata, no ano passado, 2173 crianças e jovens entre os 10 e os 19 anos foram mães.

 

 

 

 

Ateliês de Serviço Educativo proporcionados pela Casa Pia de Lisboa no Centro Cultural Casapiano

Outubro 17, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://www.casapia.pt/index.html

 

Crianças em situação de perigo acolhidas na Casa Pia expõem no Centro Cultural Casapiano

Julho 1, 2016 às 1:08 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do Correio da Manhã de 30 de junho de 2016.

Por Lusa

Uma exposição com obras artísticas desenvolvidas por crianças em situação de perigo, acolhidas na Casa Pia de Lisboa, vai ser inaugurada na sexta-feira, no Centro Cultural Casapiano, integrada nas comemorações do 236.º aniversário da instituição. Estes trabalhos foram desenvolvidos por cerca de 20 crianças e jovens, no âmbito do projeto “Árvore” que integra “a arte e a expressão artística na educação de crianças e jovens institucionalizados, conquistando a sua motivação e entusiasmo”, segundo um comunicado da Casa Pia de Lisboa. Trata-se de um programa de cooperação desenvolvido entre a Casa Pia de Lisboa e a Fundação de Arte Moderna e Contemporânea — Coleção Berardo, o qual “visa desenvolver atividades de continuidade, com as crianças e jovens em acolhimento”.

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mais informações:

https://www.facebook.com/Casa-Pia-de-Lisboa-Educa%C3%A7%C3%A3o-e-Forma%C3%A7%C3%A3o-522434531111474/

 

Sessão de cinema de animação do Festival Monstrinha no Centro Musical do Colégio D. Maria Pia

Março 5, 2016 às 6:18 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Sessão Grátis sujeita a inscrição em  t.audiovisuaisproducao@gmail.com

 

Encontro CSI Lisboa – Competências Sociais Integradas – Temporada 2

Outubro 14, 2015 às 11:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações nos links:

http://www.casapia.pt/csilisboa.html

https://www.facebook.com/events/1502958016694462/permalink/1502963913360539/

3º Congresso Internacional de Educação de Surdos

Abril 6, 2014 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrições gratuitas sec.jacobpereira@casapia.pt limite 120 participantes

No dia 11 de Abril realizar-se-á o 3º Congresso Internacional de Educação de Surdos organizado pelo Centro de Educação e Desenvolvimento Jacob Rodrigues Pereira que terá lugar no Centro Cultural Casapiano. O tema central do Congresso será “Intervenção precoce e primeira infância” em que vários oradores nacionais e internacionais abordarão diversas questões ligadas à temática, tanto a nível teórico como ao nível das aplicações práticas nas escolas de surdos. Será um espaço de partilha e trocas de experiências nacionais e internacionais acerca da intervenção com alunos surdos.

No início do congresso será apresentada a nova plataforma online PT/CPL intitulada “Academia LGP” onde estão disponibilizados materiais bilingues desenvolvidos ao longo de vários anos no CEDJRP e agora acessíveis a todos de forma gratuita fruto da parceria entre a Fundação PT e a CPL-CEDJRP.

A primeira mesa abordará o tema “Inclusão e Educação de Surdos” onde contaremos com a colaboração da Professora Isabel Correia, coordenadora da licenciatura em LGP da Escola Superior de Educação de Coimbra e do Professor Joaquim Melro Coordenador do Centro de Formação do Agrupamento de Escolas António Sérgio. A segunda mesa incidirá no controverso tema “os implantes cocleares e percursos educativos” e que terá como oradores internacionais a Drª Eulalia Juan de Espanha e por videoconferência a Drª Monica Campelo do Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) do Brasil. Como oradores nacionais teremos a Drª Tania Lavra e o Professor Amílcar Morais.

A primeira mesa da tarde versará sobre o tema “Os pais e o início do percurso educativa” onde teremos como oradores a Drª Sara Paulus, a Drª Teresa Dias, a Drª Maria José Cascalho e a Drª Conceição Coelho. A segunda mesa da tarde, incidirá sobre o tema “O Português e a Matemática no Ensino de Surdos” que terá como oradores o Professor Carlos Santos, a Professora Laura Nunes e a Professora Susana Sousa.

O Congresso será encerrado com os representantes do CEDJRP, da FPAS e da APS.

email:centro.cultural@casapia.pt website: http://www.casapia.pt

Casa Pia de Lisboa – Newsletter de Junho de 2013 – Crianças e Jovens Vítimas de Agressão

Julho 30, 2013 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Governo pede a PGR que apure se houve “ilícito criminal” no tratamento dentário de crianças

Junho 14, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 5 de Junho de 2012.

Por Lusa

O secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social solicitou ao Procurador-Geral da República (PGR) que apure se existiu “algum ilícito criminal” na execução de um protocolo que levou ao tratamento dentário de 507 crianças da Casa Pia de Lisboa.

Numa participação enviada ao PGR, Marco António Costa requereu a Pinto Monteiro que empreenda “todas as diligências necessárias ao apuramento de eventuais ilícitos criminais subjacentes à execução do Estudo dos Efeitos da Amálgama Dentário na Saúde das Crianças”, desenvolvido ao abrigo de um protocolo celebrado em 1997.

Para o efeito, Marco António Costa, em quem o ministro da Solidariedade e Segurança Social delegou competências relativas à Casa Pia, dispõe-se “desde já a fornecer quaisquer elementos tidos como relevantes para a investigação” que agora solicita.

Na participação, o governante refere que o estudo em causa foi objecto de uma reportagem pela RTP, no passado dia 28 de Maio, denominada As Cobaias e que nela é referido que as substâncias utilizadas nos tratamentos eram “muito tóxicas”.

Refere ainda que a reportagem menciona que “os testes em causa nunca tinham sido feitos sequer em animais e que tudo teria sido efectuado com o conhecimento das autoridades”, pelo que, enquanto responsável tutelar da casa Pia de Lisboa, pretende indagar, através do Ministério Público, sobre a existência de “algum ilícito criminal” na execução do protocolo.

Ao justificar o pedido de investigação, Marco António Costa sublinha ainda que estão em causa um número elevado de crianças com necessidades e carências especiais entregues aos cuidados de uma instituição do Estado, o que se, “só por si, se reveste da maior importância e melindre”.

Marco António Costa alega ainda não poder permitir que seja posta em causa, ainda que sob a forma de suspeita, sob pena de ser criada uma nova situação de alarme social, geradora de mal-estar das crianças e jovens que se encontram sob a sua alçada.

Na participação a Pinto Monteiro, recorda ter sido, em 1997, que foi celebrado um protocolo entre a Casa Pia De Lisboa, a Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa e a University of Washington, visando a elaboração de um estudo dos efeitos do amálgama dentário na saúde das crianças.

Tal estudo, lembra Marco António Costa, tinha como objectivos implementar um “projecto de investigação científica na área da medicina oral”, para estabelecer “conclusões sobre os efeitos na saúde, do mercúrio existente no amálgama dentário, material de restauração dentária mais utilizado no mundo”.

Observa que o projecto foi acompanhado pelas equipas científicas designadas pela Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa e pela University of Washington, fornecendo a lista dos membros daquelas equipas.

O responsável governamental refere ainda que as 507 crianças foram objecto de tratamento, com autorização dos pais e encarregados de educação, bem como das próprias crianças.

 

Encontro – Atores, Cenários e Ensaios na vida das crianças – a perspetiva dos profissionais

Maio 30, 2012 às 2:15 pm | Publicado em Divulgação, Uncategorized | Deixe um comentário
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Reportagem da RTP reacende polémica sobre estudo com crianças da Casa Pia

Maio 29, 2012 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 28 de Maio de 2012.

Chamaram-lhe “Casa Pia Study”. Foi noticiado pelo PÚBLICO a 14 de Novembro de 2003. Diz respeito a um estudo norte-americano sobre o uso de de amálgamas de mercúrio, os vulgares “chumbos”, nos tratamentos dentários com 500 crianças da Casa Pia. Desde o primeiro dia, houve polémica – que se reacendeu agora, graças a uma reportagem emitida segunda-feira à noite pela RTP1.

Como o PÚBLICO noticiou há nove anos, num trabalho que deu direito a manchete e que se estendia por quatro páginas no interior da edição de 14 de Novembro de 2003, não havia na altura ensaio nacional que pudesse gabar-se de ter um orçamento tão avultado – nove milhões de euros. O “Casa Pia Study” era, à data do seu lançamento, o mais caro projecto do National Institute of Dental Research (NIDCR), um dos 27 centros de pesquisa dos institutos nacionais de saúde norte-americanos.

A ideia do estudo era averiguar se a substância usada e conhecida como os vulgares “chumbos” é perigosa, como sugerem diversos especialistas. Quando o PÚBLICO noticiou o caso, a investigação a cargo da Universidade de Washington e da Universidade de Lisboa, já levava seis anos. As conclusões, apontadas em 2006 e publicadas no The Journal of the American Medical Association (consultável aqui), sugerem que “apesar de ter havido alterações dos níveis de mercúrio [nas crianças que foram tratadas com amálgamas de mercúrio], não foram encontradas diferenças estatísticas significativas nas medições de memória, atenção, funções visuais e motoras”. Os investigadores registaram novo casos de reacções adversas, numa amostra de 5027 crianças, cuja utilização nestes testes tiveram de ser aprovadas previamente por pais ou encarregados de educação. Em troca, tiveram tratamento gratuito.

Em 2004, um extenso documento redigido pelo movimento norte-americano “Campaign for Mercury Free Dentistry” (documento disponível neste endereço), criticava severamente a forma como as 500 crianças portuguesas que participaram nesta investigação tinham sido angariadas. Entre os reparos feitos por este movimento norte-americano, que os documentos que tinham sido entregues aos responsáveis pelas crianças e que dariam autorização aos cientistas para as usar como “cobaias”, não revelava que as amálgamas a utilizar nos tratamentos dentários tinham mercúrio. Um facto que levantaria a suspeita de que nem tudo estava a ser conduzido com a maior lisura.

Pelo contrário, afirma o mesmo documento, as declarações de autorização entregues aos pais e encarregados das crianças norte-americanas – 500 que participaram também no estudo – informavam que as amálgamas continham mercúrio.

Dois anos antes, no decurso de uma convenção em San Diego, EUA, o director do projecto nos Estados Unidos, Michael D. Martin, levantou um pouco o véu aos resultados. Segundo o PÚBLICO de 14 de Novembro de 2003, ao fim de um ano de estudo verificara-se que “as crianças com amálgamas dentais tinham maiores níveis de mercúrio na urina do que as outras. Uma diferença que subsistia nos anos seguintes, mas que, de acordo com os responsáveis pela investigação, se situava em níveis que “não ultrapassam o normal”.

De acordo com a reportagem da RTP, emitida a 28 de Maio de 2012, houve participantes que, no fim dete programa dentário, ficaram com 16 dentes “chumbados”.

A “guerra da amálgama” , como ficou conhecida a disputa entre os que não vêem inconvenientes na utilização dos distos “chumbos” e os que se opõem a este tratamento dentário, chegou ao Congresso dos EUA. Tem sido um tema que divide opiniões e, de acordo com o PÚBLICO, em 2003, a autorização do ex-provedor da Casa Pia suscitou preocupações éticas: O antigo provedor Luís Rebelo assinou as autorizações por cerca de uma centena de alunos, relatava o PÚBLICO, cujo trabalho assinado pela jornalista Ana Cristina Pereira, referia que a entidade que supercisionava este estudo, a Data Safety Monitoring Board (DSMB), ficou inquieta com o procedimento de angariação de voluntários: “oferecer cuidados médicos para conquistar para uma investigação pessoas que, de outro modo, ficariam com os dentes a apodrecer na boca poderia encarar-se como um tipo de coacção”. Porém, “venceu o contra-argumento: o tratamento era genericamente aceite. E se fosse a pagar a população-alvo não teria, provavelmente participado”, referiu na altura o investigador principal, Timothy A. DeRouen.

Notícia substituída às 10h13 de 29/05: substituído todo o texto, para acrescentar toda a informação de contexto e toda a conclusão do estudo, bem como o título anterior: “500 crianças da Casa Pia usadas como cobaias em estudo norte-americano”. Recorde o trabalho do PÚBLICO em 2003: pág. 2, pág.3, pág. 4, pág. 5

 

 

 


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