XVIII Encontro de Agentes Sócio Pastorais de Migrações, 12 e 13 de janeiro em Alfragide, com a presença de Dulce Rocha do IAC

Janeiro 10, 2018 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Presença da Dra. Dulce Rocha, Presidente do IAC, no Painel 2 – “Proteger: em defesa dos direitos e da dignidade de todos” pelas 11.30 no dia 13 de janeiro.

mais informações sobre o encontro no link:

http://www.caritas.pt/site/nacional/index.php?option=com_content&view=article&id=4162:acolher-proteger-promover-e-integrar&catid=177:noticias

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Campanha Nacional de Recolha de Material Escolar

Setembro 1, 2016 às 3:04 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Cartaz Campanha 2016

 

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Press Release

 

Campanha Nacional de Recolha de Material Escolar

 

3 e 4 Setembro 2016

Lojas Continente

 

O Instituto de Apoio à Criança em parceria com a Karingana wa Karingana e a Cáritas Portuguesa, com a colaboração da SONAE MC e o apoio fundamental de vários patrocinadores vão promover, pelo terceiro ano consecutivo, uma Campanha Nacional de Recolha de Material Escolar destinada a crianças de famílias com dificuldades.

O material escolar angariado será distribuído por todo o país, por voluntários organizados pela Cáritas Portuguesa.

Considerando todo o empenho e relevância da ação desenvolvida na área dos Direitos da Criança pela Drª Manuela Eanes, Presidente do Instituto de Apoio à Criança, foi-lhe novamente pedido para ser Embaixadora desta Campanha, que tem como objetivo promover o direito à educação – fundamental para a promoção da igualdade de oportunidades.IAC entende que a escola deve ser um lugar feliz para todas as Crianças, proporcionar-lhes sentimentos de alegria, de tolerância, de compreensão, de fraternidade e de descoberta do mundo, de encontrar novos amigos e de promover o respeito pelo outro.

Instituto de Apoio à Criança, desde a sua criação em 1983, tem promovido a defesa de todos os Direitos da Criança (direitos fundamentais para o desenvolvimento harmonioso e integral da criança e sua proteção, por exemplo direito à educação, à saúde, a não ser maltratada, ao afeto, entre outros.), trabalhando sempre em parceria e comungando saberes com outras instituições, assim o IAC não poderia deixar de estar envolvido nesta Campanha, na certeza de que irá contribuir para que mais crianças sintam mais alegria, mais bem-estar e mais dignidade, no início deste ano escolar.

A Campanha Nacional de Recolha de Material Escolar decorrerá nas Lojas Continente, nos próximos dias 3 e 4 de Setembro.

Pedimos todo o vosso apoio para a divulgação desta Campanha. Contamos com a sua presença.

Participe!

A Direção

Lisboa, 31.08.16

 

mais informações:

http://www.karinganawakaringana.org/

https://www.facebook.com/karinganawakaringana/?fref=ts

IAC participa em Campanha Nacional de Recolha de Material Escolar

Setembro 2, 2015 às 11:51 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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5 e 6 Setembro 2015
Lojas aderentes do Continente

O Instituto de Apoio à Criança em parceria com a Karingana wa Karingana e a Cáritas Portuguesa, com a colaboração da SONAE MC e o apoio fundamental de vários patrocinadores vão realizar a Campanha Nacional de Recolha de Material Escolar destinada a crianças de famílias com dificuldades.

O material angariado será distribuído por todo o país pelos voluntários organizados pela Cáritas.
A Campanha Nacional de Recolha de Material Escolar terá lugar nas Lojas aderentes do Modelo/Continente, nos próximos dias 5 e 6 de Setembro.

Cáritas Europa diz que cortes em Portugal afectam “futuro das crianças”

Abril 23, 2015 às 1:37 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 22 de abril de 2015.

O relatório mencionado na notícia pode ser descarregado no site da Cáritas:

http://www.caritas.pt/site/nacional/index.php?option=com_content&view=article&id=3939:impactos-da-crise-na-pobreza&catid=177:noticias

Andreia Sanches

Pelo terceiro ano consecutivo, a Cáritas Europa tentou avaliar o impacto da austeridade em sete países mais atingidos pela crise. Relatório de 2015 diz que foi em Portugal que a pobreza e a exclusão social mais aumentaram.

Portugal foi, entre os sete países mais atingidos pela crise na União Europeia, aquele que registou o maior aumento da taxa de risco de pobreza e exclusão social em 2013 (um aumento de 2,1 pontos percentuais). A despesa com o serviço nacional de saúde desceu — e foi cerca de 15% inferior à de 2010. E “a despesa no apoio às famílias com filhos foi reduzida em 30% desde que surgiram os principais cortes”, sendo que “um terço dos beneficiários perdeu o acesso às prestações por filhos a cargo”, o que afecta “fortemente o potencial futuro das crianças”.

Estes são dados do Relatório da Crise da Cáritas Europa 2015 que tem como título O aumento da pobreza e das desigualdades. O documento é de Fevereiro, mas a apresentação nacional acontece nesta quarta-feira, em Lisboa, na presença do secretário-geral da Cáritas Europa, Jorge Nuño Mayer.

Pelo terceiro ano consecutivo, a organização analisou uma série de estatísticas oficiais, que cruzou com informação proveniente dos centros de apoio da Cáritas existentes nos países abrangidos, que trabalham no terreno. Com esta combinação, criou aquilo a que chama no relatório de “fórmula Cáritas” — que, diz, permite medir de forma “muito precisa a temperatura da situação socioeconómica da população desde a classe média até àqueles que estão situações de particular vulnerabilidade”.

Tal como nos últimos anos, a análise debruçou-se essencialmente sobre sete países: Chipre, Grécia, Irlanda, Itália, Portugal, Roménia e Espanha — os “sete países da União Europeia mais atingidos” pela crise.

O cenário descrito no documento é, numa frase, este: “Enormes níveis de desemprego e um claro aumento dos indicadores de pobreza e exclusão social.”

E continua: “A política de exigir aos países com sistemas de protecção social mais fracos que imponham consolidação orçamental e vagas sucessivas de medidas de austeridade com calendários muito curtos está a colocar o ónus dos ajustamentos nos ombros das pessoas que não criaram a crise na Europa e que têm menos capacidade para suportar esse fardo.”

Portugal é referenciado em vários momentos. Com uma taxa de pobreza infantil de 24,4%, em 2013, o país é dos sete estudados o que tem um menor peso de crianças nesta situação, mas foi aquele que registou o maior crescimento num só ano (mais 2,6 pontos percentuais), segundo o relatório. A maior taxa de pobreza infantil encontra-se na Roménia (32,1%).

No que diz respeito às pessoas que vivem em agregados familiares com uma intensidade de trabalho muito baixa (por vezes designados agregados familiares sem emprego), a Irlanda apresentou a pior taxa (23,4% em 2012, último ano para o qual há dados), seguida pela Grécia (18,2%, em 2013). A taxa de Portugal (12,2%, em 2013) piorou, o mesmo acontecendo em Itália (11%) e Chipre (7,9% ). Já o peso dos trabalhadores pobres subiu, mas pouco (0,3 pontos), para 10,7% do total.

No capítulo da saúde assinala-se que “os tempos de espera constituíram uma dificuldade para um grande número de pessoas, especialmente na Grécia, Itália, Chipre, Portugal e Roménia”. E a Cáritas Portuguesa, citada no documento, faz saber que está preocupada com as “reduções drásticas dos últimos anos nos orçamentos da saúde, educação e protecção social”.

Em termos de dívida pública nota-se ainda que o país “tem a segunda maior dívida pública em comparação com o PIB (128%) logo a seguir à Grécia (174,9%)”.

Já no que ao desemprego diz respeito, está melhor do que a Grécia (27,3% em 2013) e a Espanha (26,1%) mas pior do que o Chipre (15,9%) ou a Irlanda (13,1%).

A Cáritas Europa considera que o “paradigma das instituições europeias assenta no crescimento económico e na inovação mas que a realidade está a demonstrar que apenas estes dois vectores são insuficientes para combater as enormes desigualdades geradas e para criar empregos suficientes com rapidez, qualidade e segurança (emprego digno) que retire as crianças e as suas famílias das situações de pobreza para as quais foram empurradas”.

Em suma: “Os sistemas de protecção social, em particular dos países intervencionados, continuam sobre enorme pressão e verifica-se em todos os países que a malha da rede é cada vez mais larga e com uma cobertura cada vez menor colocando em causa a utilidade do seu papel.”

Atingidos “de forma desproporcionada” são os grupos de rendimentos mais baixos “e as oportunidades de vida de muitas crianças [que] são afectadas negativamente pelos efeitos combinados de situações de trabalho mais precárias (dos seus pais), cortes nos benefícios e reduções em serviços essenciais”.

Face a isto, a Cáritas Europa deixa um conjunto de recomendações. Desde logo, às instituições europeias. Diz que é preciso garantir que a meta de retirar, pelo menos, 20 milhões de pessoas da situação de pobreza, prevista na Estratégia 2020, é cumprida e que há que fixar “submetas para a redução da pobreza nos grupos de maior risco” como as crianças, os idosos e os trabalhadores pobres.

Diz ainda que a União Europeia deve “melhorar e desenvolver medidas de activação do mercado de trabalho que possam conduzir a empregos dignos, em vez de empregos mal remunerados ou inseguros”.

Aos governos nacionais e autoridade locais diz-se que é preciso dar prioridade ao investimento, avaliar o impacto do agravamento das situações de pobreza ou exclusão social em todas as novas medidas que vierem a ser adoptadas, fortalecer os sistemas de protecção social, criar um quadro máximo de impostos para aqueles que não têm possibilidades de pagar mais e combater a evasão fiscal.

Cáritas Portuguesa em números

Entre 2013 e 2014 o número de famílias atendidas pela Cáritas Portuguesa passou de 52.967 para 63.059. Em termos de número de pessoas abrangidas por estes atendimentos, estamos a falar de mais de 160 mil indivíduos, nas contas da instituição.

O número de famílias que pediram ajuda aumentou mas as problemáticas não sofreram alteração de um ano para o outro. Questões relacionadas com os rendimentos (“rendimento nulo ou insuficiente, dívidas com água, gás, alimentação, etc”) são as mais comuns — estão presentes em 35% dos atendimentos. Seguem-se os problemas relacionados com o trabalho (“desemprego, emprego clandestino, trabalho precário, salários baixos ou em atraso, trabalho infantil, discriminação, ausência de formação profissional”) — presentes em 23% dos casos.

A Cáritas Portuguesa é uma instituição oficial da Conferência Episcopal Portuguesa. É composta por 20 Cáritas Diocesanas e por grupos locais, que cobrem todo o país. Um dos seus projectos é o Fundo Social Solidário, que tem como objectivo “contribuir para a resolução de graves problemas sociais provocados pela crise”. No ano passado apoiou 3957 pessoas confrontadas com dificuldades, como os custos da habitação, saúde e educação ou o emprego.

 

 

 

Toca a Todos – Ajude a Combater a Pobreza Infantil

Novembro 25, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criabnça | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.rtp.pt/extra/index.php?article=655&visual=4

Serão 4 dias, a partir do Terreiro do Paço em Lisboa para todo o país, numa emissão radiofónica que vai durar 73 horas.

Ao longo desse período, 3 apresentadores farão a emissão fechados dentro de um estúdio rádio em vidro, onde poderão receber todos os convidados. Mas eles não podem de lá sair. O estúdio é a sua residência. O seu objetivo é angariar dinheiro para a causa. A causa da Luta contra a Pobreza Infantil.

Pelo estúdio passarão personalidades, figuras públicas, que se associam ao evento. O público é convidado a acompanhar in-loco. Dentro do estúdio visível no meio da Praça, vão acontecer showcases musicais e muito mais.

O público é convidado a escolher a música que toca ao longo das 73 horas de emissão. Mas para se escolher a música de cada hora, todos são convidados a escolher a música da hora. Ao votar por número telefónico, estão a contribuir para a causa.

A angariação de donativos e contribuições será feita também por outras vias.

Através de transferência bancária para a conta solidária oficial, TOCA A TODOS. Por Multibanco ou Via Web.

Através da Linha “Toca a Todos”, 760 20 50 70, onde por cada chamada, você estará a contribuir para a causa (custo de chamada 0,60€ + iva).

Através de angariação reconhecida por chamada para o “Call Center” onde personalidades e figuras públicas estarão rotativamente a atender os portugueses que ligarem.

Através de Pagamento in-loco para a Caixa que existe no interior do Estúdio e cujo valor sempre atualizado é depositado na Conta “Toca a Todos”

Através do leilão de peças e objetos de algumas das celebridades, que se vão associar.

Ou através de Empresas de quem se espera a doação de dinheiro para este projeto.

O Projeto “Toca a Todos” teve a sua ação inicial há 10 anos na Holanda, onde se tornou já o mais nobre e reconhecido projeto de solidariedade e foi entretanto replicado também em países como a Bélgica, Suíça, Suécia, Quénia ou Coreia. Atualmente países como a Eslovénia, Estonia, Hungria, Noruega, Alemanha e Áustria preparam-se para entrar na operação.

Em cada país, a sua causa, a sua missão específica.

Em Portugal, em associação com a Cáritas Portuguesa, a RTP escolheu para primeira causa, a Pobreza Infantil. É para esta causa que os donativos e contribuições dos portugueses vão convergir durante os primeiros dias de Dezembro. Contribuições individuais, mas contribuições de associações e empresas.

 

IAC apoia Campanha Nacional de Recolha de Material Escolar para Crianças Carenciadas

Agosto 25, 2014 às 10:33 am | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criabnça, Divulgação | Deixe um comentário
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Press Release

Campanha Nacional de Recolha de Material Escolar para Crianças Carenciadas

6 e 7 Setembro 2014
Lojas aderentes do Continente

A Karingabna wa Karingana vai organizar uma Campanha Nacional de Recolha de Material Escolar para crianças de famílias com dificuldades. O material angariado será distribuído por todo o país pelos voluntários organizados pela Cáritas.

Pediram-me com todo o empenho para ser a Embaixadora da Campanha, que é tão oportuna neste início de ano escolar, em que tantas crianças e tantas famílias com dificuldades têm tantos problemas em adquirir material escolar, que ajude essas crianças a irem para a escola com o sentimento de alegria, de descoberta do mundo, de encontrar novos amigos e fazer fraternidade. Porque entendemos que a escola deve ser um lugar feliz para todas as Crianças.

O Instituto de Apoio à Criança há mais de 30 anos a defender todos os Direitos da Criança (direito à saúde, à educação, a não ser maltratada, ao afeto, etc.) e trabalhando sempre em parceria com outras instituições não poderia deixar de apoiar este Projeto.

O Projecto será apresentado na Conferência de Imprensa a realizar no próximo dia 26 de Agosto, pelas 17H, no espaço Continente, no Centro Colombo, Lisboa, que contará com as presenças de Nádia Reis, Directora das Relações Públicas da SONAE,Tiago Bastos, Presidente da Karingana wa Karingan, Pe. José Manuel Pereira de Almeida, Assistente Eclesiástico da Cáritas Portuguesa e eu própria.

Pedindo todo o vosso apoio para a divulgação desta Campanha, contamos com a sua presença.

Com estima,
Manuela Ramalho Eanes
Presidente do Instituto de Apoio à Criança

Lisboa, 22.08.14

Dados da Cáritas revelam que risco de pobreza já atinge mais de meio milhão de crianças portuguesas

Março 7, 2013 às 4:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da SIC Notícias de 6 de Março de 2013.

Mais de meio milhão de crianças portuguesas  estão em risco de pobreza, segundo dados da Cáritas sobre 2011, alertando  o responsável da Cáritas Europa que a pobreza vai continuar a aumentar e  que as crianças serão as mais afetadas.

Os dados constam do relatório “O impacto da crise europeia” que, numa  primeira análise, dava conta que a taxa de pobreza infantil, em Portugal,  chegava aos 22,4% em 2010, acima da média da União Europeia a 25 (20,5%).

O relatório da Cáritas Europa analisou o impacto da crise económica  e das medidas políticas para a enfrentar, em particular nos cinco países  mais severamente afetados: Grécia, Irlanda, Itália, Portugal e Espanha.

Aqueles valores foram entretanto atualizados e a Cáritas revelou entretanto,  com base nos dados do Eurostat, que o risco de pobreza infantil em Portugal  aumentou para os 28,6% em 2011, mais uma vez acima da UE25 que está nos  27%.

Tendo por base informação do Instituto Nacional de Estatísticas (INE)  que diz existirem em Portugal 2. 202.509 crianças  (dos 0 aos 18 anos),  e estando a taxa de risco de pobreza infantil nos 28,6%, isso significa  que existem 577.865 crianças em risco de pobreza ou exclusão social.

Em conferência de imprensa, o secretário-geral da Cáritas Europa apontou  que a pobreza está a aumentar em todos os países onde foi realizado o estudo  e que o reflexo disso está na pobreza infantil e no desemprego jovem.

“A pobreza infantil está sempre ligada à pobreza das famílias e como  cada vez mais famílias pedem ajuda à Cáritas, significa que isto está a  converter-se numa situação estrutural, o pior da crise não passou, o pior  da crise ainda está para chegar”, alertou Jorge Nuno Mayer.

Na opinião do responsável, é necessário uma convergência das políticas  sociais e económicas e pediu que a União Europeia tenha consciência que  quando toma decisões económicas, elas têm repercussões nas pessoas.

“Não se pode pedir tanta austeridade quando a austeridade está a ser  suportada pelas costas de pessoas que já não aguentam mais e um exemplo  está nos pensionistas portugueses que agora têm menos recursos porque lhes  cortaram as reformas”, apontou.

Por outro lado, chamou a atenção para o facto de muitos desses pensionistas  estarem agora a sustentar três gerações de pessoas (avós, filhos e netos)  por causa do aumento do desemprego, lembrando que quando se cortam as pensões,  não é só o avô que deixa de comer, mas toda a família.

O presidente da Cáritas Portugal, por seu lado, deu conta das reuniões  que teve hoje com os ministros da Solidariedade e Segurança Social e da  Economia, tendo ficado acertado com Pedro Mota Soares o arranque de experiências  piloto para uma maior relação entre o atendimento nas paróquias e os atendimentos  na segurança social.

Eugénio Fonseca disse que voltou a defender a necessidade de constituir  um Observatório Social Nacional para acabar com os dados estatísticos com  “meses e meses de atraso”.

Já com o ministro da Economia, o responsável da Cáritas nacional divulgou  o levantamento que está a ser feito sobre as oportunidades de negócio para  desempregados e pediu a Álvaro Santos Pereira que se comprometa com uma  “plataforma de comercialização para viabilizar os negócios suscitados por  essas microiniciativas de emprego”.

“O que mais nos preocupa é que a situação atual se torne normal e já  não seja notícia amanhã que há tanta pobreza infantil ou desemprego jovem  porque ao não ser notícia vai deixar de ser preocupação política e isso  vai romper com a sociedade”, rematou o secretário-geral da Cáritas Europa,  Jorge Nuno Mayer.

Lusa

Portugal é dos países onde mais austeridade significa mais pobreza infantil

Fevereiro 22, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 14 de Fevereiro de 2013.

Ana Dias Cordeiro

Relatório da Cáritas Europa parte de estatísticas da Comissão Europeia e alerta governantes para o risco de uma ou várias “gerações perdidas”.

Portugal, Grécia, Irlanda não têm apenas em comum estarem incluídos num programa de assistência económica e financeira para reduzir drasticamente o peso da dívida pública e reconquistar a confiança dos mercados nas suas economias. Esses – mais Espanha, onde vigora um plano de assistência à banca, e Itália – incluem-se no grupo de países sobre o qual a Cáritas Europa lança um alerta especial para os riscos das políticas de austeridade sobre as crianças e os jovens.

Nestes cinco países, o número de crianças próximas da linha da pobreza ou em risco de pobreza e exclusão aumentou todos os anos, a partir de 2008, atingindo já quase de um terço nos países listados. A conclusão consta de um relatório lançado nesta quinta-feira na Irlanda, O Impacto da Crise Europeia – A Resposta da Cáritas à Austeridade, que será apresentado em Portugal a 6 de Março.

“A pobreza infantil é um sintoma da pobreza crescente. Mas é inaceitável”, considera Deirdre de Burca. A responsável pelas políticas sociais da Cáritas Europa fala ao PÚBLICO a partir de Dublin, onde o relatório começou por ser publicado, antes do lançamento em cada um dos cinco países analisados, por ser a Irlanda que preside actualmente à União Europeia (UE). “Inaceitável” e “preocupante”, se olharmos para o futuro, diz a especialista, que evoca o risco de uma ou várias gerações perdidas nestes cinco países. É sobre isso que a Cáritas Europa quer pôr os governantes e as instituições que impõem a austeridade a reflectir.

“As políticas económicas aplicadas estão a criar imensos problemas sociais com os quais será muito difícil de lidar no futuro”, sublinha Deirdre de Burca. “Às políticas económicas e sociais tem de ser dado o mesmo peso. E não está a ser. A União Europeia tem de mostrar liderança e reequilibrar o peso entre políticas económicas e sociais.” A responsável junta a sua a outras vozes para dizer: “A austeridade não está a funcionar.”

Jovens sem esperança
A Cáritas Europa parte das estatísticas oficiais da Comissão Europeia (analisados por um instituto científico na Irlanda) e constata que é nos quatro países devedores de empréstimos da UE e do FMI e na Itália que os riscos de pobreza ou exclusão das crianças mais dispararam nos últimos quatro anos.

As crianças são assim identificadas (sob risco de pobreza e exclusão) se viverem em famílias com menos de 60% do rendimento mediano nacional (no meio entre os dois extremos) ou cujos pais têm pouco trabalho ou nenhum emprego ou ainda se não têm satisfeitas as necessidades básicas, como alimentos ricos em proteínas, vestuário e aquecimento em casa.

Sob essa definição, em Portugal, 28,6% das crianças estavam em situação de risco de pobreza ou de exclusão em 2011. Nesse ano, eram mais de 30% na Grécia e em Espanha, mais quatro pontos percentuais do que em 2005. Itália e Irlanda não tinham dados actualizados em 2011, mas, em 2010, contavam-se 37,6% na Irlanda e 28,9% em Itália.

O índice de pobreza infantil em Portugal baixou entre 2004 e 2007, mas está acima da média dos 27 países da UE desde 2005 e registou um aumento considerável entre 2007 e 2008 sem nunca baixar desde então. Em 2010, esse índice (diferente do risco de pobreza e exclusão) era de 22,4% quando a média da UE era de 20,5%.

A organização recomenda às instituições que impõem as medidas de austeridade e aos governos destes cinco países que questionem o significado destas tendências para as crianças no futuro. Crianças que, na pobreza, não terão certamente o mesmo aproveitamento escolar.

Não existem estatísticas para 2012, mas, com as de que dispõe, a Cáritas traça um quadro futuro sombrio em que as políticas de austeridade estão a criar uma geração de jovens sem perspectivas de futuro e sem esperança.

“Os jovens estão a ficar desesperados. Estão sem esperança de encontrar trabalho nos próximos anos, e sem vontade de emigrar por também terem perdido a esperança de encontrar trabalho noutros países”, continua Deirdre de Burca. Mais: ao ficarem desempregados muitos anos, e nos primeiros anos da vida activa, perdem as capacidades adquiridas e a autoconfiança e ganham uma dependência social que pode ser perniciosa. “Por isso falo em risco de uma ou várias gerações perdidas.” É como um ciclo do qual será difícil sair.

A medida da recessão
Tendo uma perspectiva global dos cinco países em análise, a responsável da Cáritas Europa considera que “a medida a que chegou a contracção da economia” é dos aspectos mais notórios da situação portuguesa. “A economia encolheu. Perderam-se os empregos e não se criaram novas oportunidades. Numa economia que se contrai assim, é difícil ver como recomeçará a crescer, quando nenhuma das políticas cria emprego”, avisa.

Contactada pelo PÚBLICO, a Cáritas Portuguesa remeteu os comentários sobre este relatório para a sua apresentação em Portugal no próximo mês. Para já, alerta em comunicado para o facto “de as medidas de austeridade, como solução principal para o combate à crise, estarem a provocar efeitos negativos junto da população, arrastando muitas famílias para novas situações de pobreza”. E sintetiza: os efeitos mais negativos da austeridade fazem-se sentir sobretudo nas famílias mais carenciadas e, neste grupo, as crianças são as mais afectadas.

 

 

Manuela Eanes e Maria Barroso lançam movimento solidário

Maio 31, 2012 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 30 de Maio de 2012.

Foto Sol

Foto Sol

Vídeo do lançamento do Movimento Sociedade Civil Solidário Aqui

por Margarida Davim

Há uma nova forma de ajudar a combater os efeitos da crise: o Movimento Sociedade Civil Solidário organizou-se para recolher donativos que serão entregues ao Fundo Social, gerido pela Caritas. A ideia partiu de um grupo liderado por Manuela Eanes e Alfredo Bruto da Costa.

A partir de hoje, todos os que quiserem ajudar quem mais precisa podem fazê-lo através do site ou do facebook do Movimento Sociedade Civil Solidária. É lá que se encontram todas as instruções para realizar donativos que hão-de chegar à equipa da Caritas de Portugal que gere o Fundo Social.

A ideia surgiu entre um grupo, liderado por Manuela Eanes, que se reuniu em 2009 para participar no Movimento Portugal Solidário, organizado pela Fundação Gulbenkian e pela EDP.

Esse movimento acabou nesse mesmo ano, mas Manuela Eanes achou que «fazia todo o sentido recuperar a ideia em 2012».

Ao projecto juntaram-se algumas das mais importantes personalidades portuguesas como Leonor Beleza, António Guterres, Maria Barroso, Adriano Moreira, o Padre Lino Maia, Catalina Pestana, o pintor José Guimarães e a escritora Lídia Jorge.

Em comum, o grupo tem a preocupação com os efeitos que a crise tem na sociedade portuguesa e a percepção de que o Estado não consegue dar respostas a todos os problemas: «Estamos muito preocupados com a situação das famílias que se tem vindo a agravar», comenta Manuela Eanes, sublinhando que esta é uma iniciativa da sociedade civil à qual todos se podem associar.

Todo o dinheiro que chegar à conta criada pelo Movimento Sociedade Civil Solidária será gerido pela equipa da Caritas que coordena o Fundo Social, mas terá uma contabilidade independente, para que os que contribuem possam saber exactamente o que está a ser feito com os seus donativos.

Eugénio Fonseca, do Fundo Social, explica que «a habitação, a saúde e a educação» são as áreas onde há mais carências e para as quais têm sido encaminhada a maior parte das verbas que chega à conta criada pela Conferência Episcopal há quase dois anos.

«O problema da habitação é um flagelo. Muito do dinheiro do Fundo tem sido para pagar rendas de casa em atraso e mensalidades de crédito à habitação aos bancos. Muita gente estaria sem casa se não fosse o fundo», sublinha Eugénio Fonseca, explicando que muitos dos donativos estão também a ser usados para pagar «propinas de Universidade».

As necessidades serão avaliadas localmente, em cada comunidade, pelas paróquias, que as comunicarão às equipas diocesanas que, por sua vez, farão chegar os pedidos e as propostas à equipa da Caritas que reúne quinzenalmente – à semelhança do que já acontece com o Fundo Social.

Veja aqui o site: www.scsolidaria.org

Colóquio “Edificar o bem comum : uma tarefa de todos e de cada um”

Março 2, 2012 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Cáritas Portuguesa

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tele. +351 218 454 220
fax.  +351 218 454 221


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