Quer investir na educação do seu filho? Promova desde cedo as suas funções executivas

Outubro 4, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Sofia Garcia da Silva publicado no Público de 16 de setembro de 2018.

Com o iniciar de um novo ano letivo ressurgem as expectativas e as preocupações, partilhadas por pais e professores, sobre como poderão proporcionar aos seus filhos ou alunos um percurso escolar sólido, autónomo e, sobretudo, feliz.

Aprender a ler, a escrever e a calcular é, geralmente, o centro de interesse e um foco de preocupação para aqueles que, de forma direta ou indireta, participam na educação dos mais novos. Consequentemente, os conhecimentos que uma criança adquire no pré-escolar (conhecer os números, o alfabeto, as cores) tendem a ser considerados importantes indicadores para o seu futuro sucesso académico.

Contudo, aquilo que a comunidade científica ligada ao neurodesenvolvimento tem defendido leva-nos a uma mudança de perspetiva: o sucesso académico parece depender, principalmente, de um conjunto de competências cognitivas que servem de suporte ao processo de aprendizagem, designado por funções executivas. Três dimensões do funcionamento executivo são destacadas na literatura: a memória de trabalho, que nos permite manter e manipular mentalmente informações necessárias à resolução de uma tarefa complexa; o controlo inibitório, através do qual somos capazes de inibir impulsos, resistirmos a distrações, tentações e hábitos e controlarmos as nossas emoções; e a flexibilidade cognitiva, a partir da qual conseguimos alterar o nosso pensamento, estratégias ou prioridades em função das necessidades correntes e ajustarmo-nos às diferentes exigências do meio. Ao trabalharem de forma orquestrada, estas funções possibilitam a autorregulação do comportamento perante a obtenção de um dado objetivo. São consideradas as bases para construção da resiliência e para uma maior produtividade na vida adulta.

Quando uma criança entra pela primeira vez numa sala de 1.º ciclo e inicia a aprendizagem formal, é-lhe exigida, por exemplo, a capacidade para manter a atenção e para filtrar distratores num ambiente rico em estímulos; que seja capaz de trabalhar em colaboração com os outros, inibindo respostas preponderantes ou comportamentos desajustados; ou que execute de forma eficiente as instruções dadas pelo professor. São estas ferramentas que vão permitir que a leitura, a escrita e a resolução de problemas tenham lugar, pelo que dificuldades ou défices nestas capacidades têm um impacto negativo no comportamento na sala de aula e no desempenho académico. Assim, a capacidade que a criança tem para recrutar e aplicar estas funções constitui um pré-requisito fundamental não só para o desenvolvimento das suas competências escolares, como também socioemocionais.

Todavia, de acordo com Center on the Developing Child, da Harvard University, as crianças não nascem com estas capacidades, mas sim com um potencial para as desenvolver. O seu desenvolvimento segue uma maturação gradual, mas não simultânea para todas as funções, que se inicia na infância e que se prolonga até à adolescência. Para além da influência dos factores genéticos e ambientais, as experiências assumem um papel crítico e podem ocorrer quer em contexto escolar, mais formal e estruturado, quer em contexto familiar e informal (p. ex. através do jogo e da brincadeira livre). Tal como um músculo, são a ação e a prática repetida que irão reforçar as múltiplas e complexas conexões neurais que suportam estas funções cognitivas. Assim, um maior conhecimento sobre estas capacidades e sobre as suas formas de promoção constituirá um excelente investimento no futuro dos seus filhos ou alunos. Através do exemplo e do fornecimento de “andaimes”, os adultos podem ajudar a criança a fortalecer as suas capacidades executivas emergentes, até que elas próprias sejam capazes de as usar autonomamente, num percurso de progressiva dependência-autonomia.

Aproveite o regresso às aulas para estabelecer um ambiente organizado, com rotinas e regras claras; ajude o seu filho ou aluno a traçar planos e objetivos a atingir; ensine-lhe estratégias que facilitem a memorização; segmente tarefas complexas em pequenos passos, se perceber que a criança não conseguirá ter sucesso; dê instruções de formas variadas ou organizadas em pequenas unidades, se lhe for difícil memorizar e executar indicações extensas. Vá retirando o seu apoio de forma gradual, dando maior independência à criança e permitindo que ela aprenda também com os seus próprios erros. Um bom ano letivo!

A autora segue o acordo ortográfico

Técnica Superior de Educação Especial no CADIn

A prática desportiva também estimula a criatividade das crianças

Maio 11, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Snews

Texto e foto do site Educare de 27 de abril de 2018.

Uma investigação portuguesa que demonstra que o desporto potencia a criatividade dos mais novos ganhou um prémio internacional. Sara Santos vai apresentar os resultados do seu trabalho numa conferência em Nova Iorque, em junho. Há vontade de disseminar o programa pelo país e fora dele.

Sara R. Oliveira

Sara Santos é investigadora do Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano (CIDESD) e estuda os efeitos de um programa de treino desportivo, de seu nome Skills4genius®, no pensamento criativo de crianças. A prática desportiva estimula a criatividade dos mais novos. Esta é a conclusão que sobressai das suas pesquisas. Este trabalho ganhou a edição 2018 da Ruth B. Noller Research Grant, promovida pela Creative Education Foundation, que distingue a investigação emergente no domínio da criatividade. É a primeira vez que este prémio é atribuído a Portugal.

A investigadora, professora no Instituto Superior da Maia (ISMAI) e na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), tem-se debruçado no desenvolvimento criativo através do desporto. A criatividade foi avaliada com recurso ao Torrance Test of Creative Thinking (TTCT), um teste com elevado reconhecimento científico, e a intervenção foi implementada em contexto escolar, no 1.º ciclo do Ensino Básico. E os resultados pioneiros saltam à vista. O pensamento criativo está bem presente em crianças, entre os 6 e os 10 anos de idade, que valorizam o exercício físico.

As escolas terão essa noção? Para Sara Santos, os estabelecimentos de ensino deveriam proporcionar contextos que fomentem o processo criativo das crianças. “Contudo, neste momento, as suas práticas estão completamente obsoletas e necessitam de ser revigoradas. Ambientes ativos, como sejam a prática desportiva em clubes ou a educação física nas escolas, potenciam o desenvolvimento simultâneo do pensamento criativo, e da performance motora criativa, portanto não os devemos depreciar”, refere.

“É extremamente importante que as crianças sejam elementos ativos no seu processo de ensino e aprendizagem, só assim desenvolvem competências críticas e metacognitivas capazes de suportarem a criatividade que é considerada a predisposição do século XXI”, sublinha.

Qualidade no treino e no ensino
O programa Skills4genius® foi desenvolvido tendo em consideração o contexto dos jogos desportivos coletivos e os resultados têm sido consistentes. Há desportos mais aconselháveis do que outros? “A investigação científica ainda é escassa neste domínio e não se consegue responder se as modalidades coletivas são mais indicadas comparativamente às individuais. Não obstante, independentemente da tipologia da modalidade, o mais importante para o desenvolvimento da criatividade é a qualidade do processo de treino/ensino que deve ser sustentando em pedagogias positivas e na variabilidade do movimento”, explica.

Sara Santos pretende disseminar os resultados obtidos que têm implicações para o contexto educativo e desportivo que, por sua vez, irão permitir orientar as práticas dos professores e treinadores para que “criem contextos enriquecedores que instigam o comportamento criativo nas crianças, evitando, assim, a diminuição da criatividade com a progressão da idade”. O objetivo é disseminar o programa Skills4genius® à escala nacional e talvez internacional.

A distinção internacional é relevante e reconhece o trabalho de toda a equipa do CreativeLab-CIDESD, que tem impulsionado esta recente área de investigação. Entre 31 candidaturas de vários países, ganhou o projeto português. O prémio atribui uma verba para apoiar a investigação e Sara Santos tem ainda a oportunidade de apresentar o seu trabalho na conferência “Creative Problem Solving Institute Conference (CPSI)”, em Buffalo, Nova Iorque, que tem lugar de 19 a 24 de junho. Uma oportunidade para conhecer e partilhar estratégias pedagógicas inovadoras que Sara Santos acredita irão enriquecer as suas práticas enquanto docente e investigadora.

mais informações nos links:

 

Sara Santos, Ruth B. Noller Research Grant Recipient

 

Crianças que comem mais peixe são mais inteligentes e dormem melhor

Janeiro 23, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.dn.pt/ de 4 de janeiro de 2018.

global imagens

Os participantes que comem peixe semanalmente obtiveram mais 4.8 pontos nos testes de QI, do que aqueles que responderam “raramente”, ou “nunca” comer peixe

Um estudo, publicado no Scientific Reports no mês passado, refere que as crianças que comem peixe uma ou mais vezes por semana dormem melhor e apresentam um maior QI.

Cientistas da Universidade da Pensilvânia, EUA, fizeram um inquérito a mais de 500 crianças na China, com idades entre os nove e os onze anos, questionando-as sobre a frequência com que tinham consumido peixe no mês anterior. As opções de resposta eram várias, nomeadamente “raramente”, “nunca” ou “pelo menos uma vez por semana”. Aos 12 anos, as mesmas crianças fizeram um teste de QI.

Depois de analisados os resultados, os investigadores concluíram que as crianças que comeram peixe uma ou mais vezes por semana apresentavam um maior nível de inteligência, quando comparadas com aquelas que responderam nunca comer peixe, ou comer menos de uma vez por semana.

Os que comiam peixe semanalmente obtiveram mais 4.8 pontos nos testes de QI do que aqueles que responderam “raramente”, ou “nunca” comer peixe. Os que disseram comer “às vezes” tiveram mais 3.31 pontos.

Os pais das crianças foram ainda questionados sobre a qualidade do sono dos filhos – duração do sono, a frequência com que dormiam a sesta e o cansaço. As crianças que comiam mais peixe apresentavam menores perturbações do sono.

Os especialistas recomendam, assim, que as crianças sejam incentivadas desde pequenas a comer peixe, para que cresçam a gostar do alimento, refere a CNN.

“Falta de horas de sono está associada a comportamentos antissociais e défice cognitivo. Nós descobrimos que os suplementos que contêm ómega 3 reduzem estes comportamentos, por isso não é surpreendente que o peixe esteja por detrás disto”, referiu Adrian Raine, coautor do estudo, citado pelo Daily Mail.

Tendo em conta a faixa etárias dos participantes, não foi questionado qual o peixe por eles ingerido. No entanto, os especialistas tencionam estudar o consumo de diferentes tipos de peixe, de forma a perceber quais apresentam maiores benefícios para a saúde, tanto a nível cognitivo, como em termos de qualidade do sono.

Depois de analisados os resultados, os investigadores concluíram que as crianças que comeram peixe uma ou mais vezes por semana apresentavam um maior nível de inteligência, quando comparadas com aquelas que responderam nunca comer peixe, ou comer menos de uma vez por semana.

Os que comiam peixe semanalmente obtiveram mais 4.8 pontos nos testes de QI do que aqueles que responderam “raramente”, ou “nunca” comer peixe. Os que disseram comer “às vezes” tiveram mais 3.31 pontos.

Os pais das crianças foram ainda questionados sobre a qualidade do sono dos filhos – duração do sono, a frequência com que dormiam a sesta e o cansaço. As crianças que comiam mais peixe apresentavam menores perturbações do sono.

Os especialistas recomendam, assim, que as crianças sejam incentivadas desde pequenas a comer peixe, para que cresçam a gostar do alimento, refere a CNN.

“Falta de horas de sono está associada a comportamentos antissociais e défice cognitivo. Nós descobrimos que os suplementos que contêm ómega 3 reduzem estes comportamentos, por isso não é surpreendente que o peixe esteja por detrás disto”, referiu Adrian Raine, coautor do estudo, citado pelo Daily Mail.

Tendo em conta a faixa etárias dos participantes, não foi questionado qual o peixe por eles ingerido. No entanto, os especialistas tencionam estudar o consumo de diferentes tipos de peixe, de forma a perceber quais apresentam maiores benefícios para a saúde, tanto a nível cognitivo, como em termos de qualidade do sono.

 

 

 

Guias didáticos para trabalhar as inteligências múltiplas

Maio 18, 2017 às 6:00 am | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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Texto do blog http://blogue.rbe.mec.pt/ de 31 de março de 2017.

[…] Howard Gardner é um psicólogo, investigador e professor da Universidade de Harvard, conhecido no âmbito científico pelas suas investigações nas análises das capacidades cognitivas e por ter formulado a teoria das inteligências múltiplas, à qual contrapõe décadas de práticas pedagógicas dado que a realidade é que, na grande maioria das escolas, se adaptam e desenrolam currículos uniformes nos quais os alunos hão de estudar as mesmas disciplinas apresentadas de idêntica forma. […]

Estes materiais didáticos foram elaborados pela Fundación Mapfre:

Introducción
Inteligencia CORPORAL
Inteligencia EMOCIONAL
Inteligencia ESPACIAL
Inteligencia LINGÜÍSTICA
Inteligencia MATEMÁTICA
Inteligencia MUSICAL

Inteligencia NATURALISTA

Inteligencias Múltiples y la Escuela Inclusiva
Inteligencias Mútiples y Aprendizaje Cooperativo
Inteligencias Múltiples y Pensamiento Estratégico
Inteligencias Múltiples y Neurodidáctica (VIDEO)
Inteligencias Múltiples y Creatividad
Inteligencias Múltiples y Competencias
Inteligencias Múltiples y TIC

Ler mais >>

 

 

O Pineco – jogo educativo multiplataforma gratuito para alunos do 1º ciclo ( 3º e 4º ano)

Outubro 21, 2015 às 6:00 am | Publicado em Recursos educativos, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Texto do site http://aprendercomosdedos.com de 30 de setembro de 2015.

pineco

O Pineco é um jogo educativo multiplataforma, gratuito, desenvolvido a pensar nas necessidades dos alunos do 1º ciclo ( 3º e 4º ano) para os ajudar a consolidar os conteúdos de diversas disciplinas, de uma forma lúdica!

Este projeto desenvolvido pelo Núcleo de Tecnologias Educativas, da Direção Regional de Educação, no âmbito do projeto ProRE, oferece três jogos educativos: O Pineco Português, O Pineco Matemática e O Pineco Estudo do Meio, com três níveis de dificuldade distintos.

Segundo o site da plataforma, o Pineco é um “jogo educativo multiplataforma, com o objetivo de estimular diversas capacidades cognitivas das crianças, como a concentração, memória, leitura, léxico; e oferecer experiências enriquecedoras de acordo com os tempos em que vivemos”.

Tudo isto com a vantagem de permitir aos docentes a adaptação do jogo à sua prática pedagógica, ou seja, o jogo terá a possibilidade de ser reeditado: o docente poderá construir as suas próprias questões consoante a sua realidade educativa.

Para aceder à aplicação, apenas terá de entrar no portal do projeto ProRED, através de qualquer dispositivo móvel (smartphone e/ou tablet).

PRORED obedece às orientações curriculares propostas pelo Ministério de Educação para a Educação Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico. O projeto nas abordagens que apresenta, em momento algum, pretende esgotar-se em si mesmo, pelo contrário, é um projeto que pretende reunir recursos educativos digitais, onde os docentes, pais, encarregados de educação e demais interessados se podem apoiar nas suas estratégias/ atividades educativas.

Para mais informações, consulte o portal da aplicação e do projeto: Pineco (http://prored.educatic.info/pineco/)

ProRED (http://prored.educatic.info/)

 

Os desenhos de uma criança podem dizer muito sobre sua inteligência

Março 13, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do site http://revistagalileu.globo.com  de 20 de agosto de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Genes Influence Young Children’s Human Figure Drawings and Their Association With Intelligence a Decade Later

flickr creative commons clappstar

Tem filhos, irmãos mais novos, sobrinhos? Dê uma olhada no caderno de desenho dos pimpolhos. Um estudo de longo prazo feito pelo King’s College London mostrou que há uma relação entre o detalhamento dos desenhos dos pequenos e sua inteligência.

Para chegar a essa conclusão, eles analisaram mais de 7700 pares de gêmeos (idênticos e não idênticos) de quatro anos. Durante a análise, eles pediam que as crianças desenhassem alguém da idade delas. Então, os cientistas observavam o detalhamento do desenho. Quanto mais características o retrato tinha (cabelo, roupa, braço, dedos), mais pontos eram atribuídos ao desenho. Depois os gêmeos passavam por um teste simples de habilidades cognitivas. E aqueles que faziam desenhos mais detalhados também tiravam notas mais altas em testes verbais e não verbais que buscavam analisar sua inteligência.

Depois de dez anos, quando os gêmeos completavam 14 anos, eles eram chamados novamente para a análise. E, de novo, aqueles que fizeram desenhos mais detalhados aos quatro anos de idade, também tiveram melhores resultados em provas de análise cognitiva. Ou seja, o detalhamento do desenho das crianças era um fator capaz de ‘prever’ sua inteligência a longo prazo.

Além disso, pesquisadores descobriram que os desenhos de gêmeos idênticos eram mais parecidos do que desenhos de gêmeos dizigóticos, sugerindo que a maior similaridade genética também tem um papel na percepção do mundo – embora o mecanismo dessa ação ainda não seja conhecido.

Via Time

 

 

 

Crianças autónomas têm habilidades cognitivas superiores

Fevereiro 5, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site  http://noticias.universia.es  de 22 de janeiro de 2015.

A notícia original da Université de Montreal  é a seguinte:

Autonomous tots have higher cognitive skills

Universia

Los niños autónomos tienen mayores habilidades cognitivas

Un nuevo estudio canadiense sustenta la teoría de los padres como claves para fomentar la autonomía de sus hijos a través de la realización de tareas, y por consiguiente, mejorar sus habilidades cognitivas.

Los niños de madres que son capaces de apoyar su desarrollo y autonomía suelen presentar habilidades cognitivas elevadas. Así lo afirma el estudio liderado por investigadores de la Universidad de Montreal, quienes analizaron la función ejecutiva, que refiere a un amplio rango de procesos cognitivos claves para el funcionamiento cognitivo, social y psicológico.

“Hemos demostrado que la función ejecutiva en los niños se relaciona con la habilidad de la madre de apoyar su autonomía. El apoyo de la autonomía incluye cosas como enseñar a los niños resolución de problemas, tomando en cuenta la perspectiva de los niños y asegurándose que tome un rol activo para completar las tareas”, sostiene la líder del estudio, CéliaMatte-Gagné.

Señala además que “lo más importante es que el estudio muestra que no se trata solamente de un buen comienzo. Si bien muchos estudios han confirmado que el apoyo maternal es crítico, unos pocos han observado cómo estas habilidades pueden cambiar con el tiempo y el efecto que podrían tener”.

En qué consistió el estudio?

El estudio contó con la participación de 78 madres y sus hijos, a quienes los investigadores visitaron en sus casas en 2 ocasiones diferentes, una a los 15 meses del nacimiento del bebé, y nuevamente a los 3 años, ambas de 60 a 90 minutos de duración.

En las visitas se les pidió a las madres que ayudasen a sus hijos a completar actividades que eran ligeramente complicadas para realizar por sí mismos (construir una torre o completar puzles en la primera visita, y ordenar bloques en la segunda visita). Las actividades tomaron 10 minutos y fueron grabadas para evaluar luego con mayor precisión.

La función ejecutiva fue evaluada a los 3 años a través de una serie de juegos adaptados que revelan la habilidad del niño de postergar la gratificación, la capacidad de memorizar y de pensar en múltiples conceptos de forma simultánea.

Los puntajes más elevados fueron conseguidos por los niños cuyas madres fueron capaces de promover una conducta autónoma, entretanto quienes no lo hicieron lograron una calificación menor.

Sin embargo, no hay un momento que haya sido especialmente importante para su desarrollo. “Se le debe otorgar especial importancia a la estabilidad en la conducta de los padres cuando intentan predecir el desarrollo futuro de sus hijos”, explica Matte-Gagné.

“Este estudio plantea la posibilidad de que la función ejecutiva del niño pueda requerir no sólo una crianza de alta calidad sino además una calidad consistente. Esto lo sugiere la asociación entre el puntaje compuesto del apoyo a la autonomía y la función ejecutiva del niño, así como por el hecho de que las diferencias más notables se observaron entre los niños con un alto y consistente nivel de autonomía a lo largo del tiempo y los de un bajo nivel”, señala.

Fonte: Universidad de Montreal

Autor: Universia España

Uma hora de exercício físico diário melhora a capacidade de concentração das crianças

Outubro 16, 2014 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 30 de setembro de 2014.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Impact of the FITKids Physical Activity Intervention on Adiposity in Prepubertal Children

nuno andr

“O meu filho não se concentra a fazer os trabalhos de casa”; “A minha filha distrai-se com tudo no momento de estudar”. Se é dos pais que costuma dizer estas frases, inscreva o seu filho num desporto e leia as próximas linhas, investigadores americanos dizem ter encontrado a solução para o problema ou, pelo menos, para menorizar os seus efeitos.

Cientistas americanos descobriram que o exercício físico depois das aulas pode melhorar a atenção e as capacidades cognitivas de crianças entre os sete e os nove anos. O estudo da Universidade de Ilinóis foi levado a cabo com 221 crianças durante nove meses.

Os resultados publicados na revista Pediatrics foram claros, aqueles que praticaram uma hora de exercício físico a seguir à escola melhoraram a capacidade de prestar atenção, evitar distrações e mudar de tarefas ou de matérias. Os exercícios foram desenhadas de acordo com as atividades que as crianças normalmente gostam, como por exemplo, apanhada, jogo do mata. O programa chama-se ‘FITKids’  e vai passar a ser incluída nos programas das escolas públicas americanas pela mão do Instituto Nacional de Saúde.

Durante as atividades diárias as crianças usaram monitores de ritmo cardíaco e pedómetros, sendo que o ritmo cardíaco das crianças adaptava-se perfeitamente à intensidade do exercício e ao fim de 70 minutos as crianças deram uma média de 4,500 passos.

Embora os resultados sejam significativos os investigadores não analisaram a influencia da interação social com outras crianças nas melhorias apresentadas. Também na Universidade da Georgia outro estudo provou que a combinação de interação social e exercício físico tinham uma forte influência na atividade cognitiva, superior aquela unicamente estimulada pela interação social.

Este estudo é mais um motivo para os pais tirarem as crianças de casa uma vez que os investigadores dizem que é o melhor de dois mundos por um lado, trabalha-se com a socialização das crianças por outro, com a saúde. E talvez uma prova de que os gregos tinham razão: “Mente sã em corpo são”.

 

 

 

Desenhos de uma criança podem determinar a sua inteligência

Setembro 11, 2014 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do site http://www.chiadomagazine.com de setembro de 2014.

Mais informações e o estudo indicado no texto na notícia original Children’s drawings indicate later intelligence

chiado magazine

Um estudo feito pelo King’s College London mostra-nos que existe uma relação muito próxima entre o nível de detalhes de um desenho de uma criança e a sua inteligência, conclusão atingida depois de analisar mais de 7700 pares de gémeos (idênticos e não idênticos) de quatro anos.

Durante a análise, os cientistas pediram que as crianças desenhassem alguém da idade delas. Depois disso verificavam o nível de detalhe do desenho. Quantos mais características tinha o retrato (cabelo, roupa, olhos, braços, dedos) mais pontos eram atribuídos.

Depois disso, os pares de gémeos passavam por um teste muito simples de habilidades cognitivas. Aquelas que faziam os desenhos mais detalhados tiraram sempre as notas mais altas em testes verbais e não verbais, que procuravam testar a sua inteligência.

Dez anos depois, quando as crianças completavam 14 anos, eram chamados novamente para testes. Novamente, aqueles que fizeram os desenhos mais detalhados com apenas quatro anos, tiveram melhores resultados em provas de análise cognitiva. Ou seja, os detalhes do desenho de uma criança são uma forma de supor a sua inteligência a longo prazo.

Além disso, os pesquisadores concluíram que os desenhos de gémeos idênticos tinham mais parecenças do que os desenhos de gémeos dizigóticos. Sugerindo por isso, que a maior similaridade genética também tem um papel na semelhança de percepção do mundo.

 

Ambiente pós-natal determinante para prematuros

Setembro 4, 2014 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto da Pais & Filhos de 4 de agosto de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Cognitive Abilities in Preterm and Term-Born Adolescents

pais & filhos

Quando chegam à adolescência, os bebés que nasceram prematuros têm um cérebro com as mesmas capacidades que os bebés que nasceram de termo, sugere um estudo publicado no “The Journal of Pediatrics”.

Um estudo da Universidade de Adelaide, na Austrália, avaliou as capacidades cognitivas de 145 crianças pré-termo e de termo quando tinham 12 anos, tendo em conta as desvantagens sociais de cada uma por altura do nascimento e atualmente.

Os cientistas verificaram que o ambiente pré-natal influenciava a capacidade de os bebés prematuros superarem ou não o risco inicial de um desenvolvimento cerebral reduzido.

Ou seja, à partida, os bebés que nascem de termo têm melhores capacidades cognitivas, mas os bebés prematuros podem “apanhá-los” na adolescência, se tiverem um ambiente pós-natal saudável.

“Não sabemos exatamente como é que os diferentes fatores do ambiente habitacional ditam aspetos específicos do desenvolvimento cerebral. Contudo, sabe-se que a nutrição e que o enriquecimento através da estimulação física e intelectual parecem ter papéis fundamentais”, explicou Julia Pitcher, uma das autoras do estudo.

 

 

 

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