Campanha sensibiliza meio milhão de crianças para perigos da exposição incorreta ao sol

Maio 30, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação, Recursos educativos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Notícia do http://observador.pt/ de 8 de maio de 2017.

A campanha “Heróis do Sol Saudável” da Liga Portuguesa Contra o Cancro regressa às escolas de todo o país para sensibilizar mais de meio milhão de crianças para os perigos de uma exposição solar.

A campanha “Heróis do Sol Saudável” da Liga Portuguesa Contra o Cancro regressa esta segunda-feira às escolas de todo o país para sensibilizar mais de meio milhão de crianças para os perigos de uma exposição solar incorreta.

O projeto, que conta com o apoio da Direção-Geral de Educação, arranca na Escola Básica Adriano Correia de Oliveira, em Lisboa, e seguirá para as escolas do 1.º ciclo do ensino básico, públicas e privadas, de todo o país. “Depois de quatro anos de sucesso desta iniciativa, pretende-se que as crianças sejam os grandes embaixadores desta causa da proteção solar e que sejam os verdadeiros ‘Heróis do Sol Saudável’, refere a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC).

Em declarações à agência Lusa, o presidente da LPCC, Vítor Veloso, explicou que o projeto “tem como intenção fazer compreender que o sol é necessário para a saúde, mas tem perigos” que é preciso prevenir. “A prevenção primária tem de ser repetida vezes sem conta”, defendeu o oncologista, adiantando que esta iniciativa, dirigida este ano a crianças dos oito aos 12 anos, pretende sensibilizar os mais pequenos para os cuidados que devem ter para evitar situações de perigo.

Vamos “lembrar-lhes que devem andar de t-shirt, usar boné, óculos escuros”, e que devem colocar protetor solar, com fator entre 30 a 50, várias vezes durante o período de exposição ao sol.

Dados divulgados pela LPCC referem que 53% dos portugueses só aplicam protetor quando sentem a pele a queimar e 40% não renovam a aplicação. A este propósito, Vítor Veloso alertou que “o protetor não serve para o dia inteiro”, devendo “ser renovado pelo menos de duas ou de três em três horas”.

Lembrou ainda os perigos que a exposição solar representa para as crianças, advertindo que estas não estão livres de ter cancro de pele, tendo sido já detetados alguns casos. “Quanto mais clara e sardenta a criança for” maior é o risco, porque estas crianças “tem um fotótipo muito sensível”, devendo por isso ser reduzida ao mínimo a sua exposição ao sol.

“Não se pode esquecer que as crianças até aos três anos não devem ser expostas à luz solar”, principalmente “nas horas mais perigosas”, entre as 11h30 às 15h30, disse Vítor Veloso.

Recordou ainda que “o efeito do sol não passa de um ano para o outro: É cumulativo” e no caso de um escaldão a situação “agrava-se muito mais”. O presidente da organização salientou que a adoção de comportamentos responsáveis “poderão evitar os 10 mil novos casos de cancro da pele que todos anos aparecem e que são uma preocupação”.

Pela primeira vez, o projeto, realizado em parceria com a Garnier Ambre Solaire, terá uma semana dedicada ao sol saudável, com a realização de um ‘roadshow’ nacional com várias ações educativas, que pretendem alertar crianças e, através delas, professores e educadores para os perigos da exposição solar.

mais informações e recursos educativos no link:

http://heroisdosolsaudavel.pt/

 

 

Proteja o seu filho do sol

Agosto 28, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Texto publicado no site crescer.sapo.pt

Todos os cuidados para que os dias de calor à beira-mar deixem apenas boas recordações

A pele das crianças é mais fina e delicada do que a tez de um adulto. Tem, na verdade, uma menor capacidade de produzir melanina, a substância que produz a pigmentação e é responsável pela protecção natural do nosso organismo contra os raios solares.

Por isso bronzeia-se menos, com mais dificuldade. Os cuidados a ter com a exposição solar devem assim ser redobrados face à proteção de um adulto. Para saber mais sobre os cuidados a ter na praia, clique aqui.

Raios perigosos

Os raios ultravioleta UVA e UVB não são totalmente absorvidos pela camada do ozono. Os que atingem as crianças, ainda com uma pele vulnerável, podem ter consequências graves para a sua saúde a longo prazo. Aliás, é logo na infância que começa a contar o relógio biológico em termos do número de escaldões que o indivíduo apanhou ou vai apanhar e que o torna mais susceptível a vir a desenvolver um melanoma.

A quantidade de raios ultravioleta é maior no verão do que no inverno, devido à latitude e forma como incidem sobre a terra. São também mais intensos a meio do dia do que logo pela manhã ou à tarde. Na prática, a avaliação da intensidade dos raios ultravioleta é possível graças a um indicador, o índice ultravioleta que assenta numa escala entre 0 e 12.

Em Portugal, durante o verão, o índice varia consoante as regiões do pais, entre 4 (risco moderado) e 9 (risco muito alto). Assim, no que toca à prevenção é também importante ter em conta o grau de radiação, cuja informação pode ser encontrada no site do Instituto de Meteorologia.

Cuidados com o sol

As crianças têm maior facilidade em apanhar um escaldão, sendo que a queimadura solar origina sintomas perigosos como a dermite, uma inflamação aguda causada pela exposição excessiva.

Para além de garantir que o seu filho não apanha sol entre as 11 e as 16 horas, deve ter em conta que, depois do inverno, o corpo precisa de se voltar a adaptar ao sol.

Nos primeiros dias de praia, aconselha-se o uso de uma camisola de algodão, de um chapéu (de abas largas ou boné com a pala para a frente), para além do fato de banho. Lembre-se que a luz é reflectida também na areia, na água e neve. Por isso, mesmo estando à sombra, ou em dias nublados, a radiação também atinge a pele (as nuvens deixam passar cerca de 80 por cento da radiação).

Assim, quando o seu filho brinca na rua ou jardim não está livre dos efeitos nefastos dos raios solares, sendo importante que use um protetor solar, para além de roupas leves e frescas. Por outro lado, como as estruturas da retina estão incompletas até à adolescência, é fundamental que use óculos escuros quando está ao sol. Escolha um modelo que indique proteção total contra raios UVA e UVB.

Fórmulas infantis

Atualmente encontra à venda protectores solares infantis. Como explica Manuela Cochito, dermatologista, estes «são, sobretudo, feitos com protetores físicos (óxido de zinco e dióxido de titânio) que, sendo protetores minerais, refletem a luz como microespelhos, protegendo assim a pele da criança».

«Como são minerais, envolvem menos riscos de alergias, sendo portanto as fórmulas ideais para crianças, apesar de, por vezes, serem cosmeticamente um pouco pastosos (o que tem vindo a melhorar muito nos últimos anos)», acrescenta ainda.

Na hora de escolher um protetor solar para o seu filho tenha em conta que «os filtros solares devem ter sempre índices superiores a 30, uma vez que os testes que são feitos para determinar o índice ocorrem com quantidades muito superiores aquelas que se colocam habitualmente na pele. Para as crianças com menos de 10 anos devem ser sempre com rotulagem para crianças».

Texto: Mariana Correia de Barros com Manuela Cochito (dermatologista)

 

Crianças ao sol a horas impróprias é o mesmo que maus-tratos, diz dermatologista

Julho 11, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do Diário Digital de 28 de Junho de 2013.

O presidente da Sociedade Portuguesa de Dermatologia avisou, esta sexta-feira, os pais que, ao exporem os filhos ao sol nas «horas impróprias», estão a contribuir para «um risco desmesurado» de baixarem a imunidade das crianças e contraírem cancro de pele.

Américo Figueiredo explicou à agência Lusa que as queimaduras solares na infância determinam duas situações «extremamente importantes»: o risco aumentado de contrair melanoma ao longo da vida e a imunossupressão.

«Uma intensidade muito grande de sol na criança pode levar a situações de imunidade diminuída», que «também é importante na saúde global da criança», adiantou o dermatologista.

Recentemente, o presidente da Associação Espanhola de Dermatologia e Venereologia, José Carlos Moreno, classificou de maus-tratos infantis o facto de uma criança estar na praia sem proteção.

Questionado se concorda com esta afirmação, Américo Figueiredo afirmou que não o diria dessa forma.

«Eu diria que os pais, ao exporem uma criança ao sol, às horas impróprias, estão a contribuir para um risco desmesurado, quer do ponto de vista da imunidade, quer do ponto de vista do risco futuro de vir a contrair cancro da pele e o pior de todos, o melanoma», sublinhou.

Para o especialista, a afirmação do responsável espanhol «faz sentido, na forma bombástica como o fez», para alertar as pessoas.

As pessoas já sabem dos riscos que correm ao exporem-se ao sol sem proteção e nas horas de maior risco, mas muitas mantém o mesmo comportamento.

«A última forma que falta é transmitir informação agredindo», disse, sustentando: «A transmissão agressiva dos factos, que o professor José Carlos Moreno fez, será de alguma forma aquilo que falta ouvir.»

«Se um pai ouve que às horas impróprias [11:00/16:30] ter uma criança ao sol é a mesma coisa que maus-tratos infantis (…) leva a que este reaja, interiorize e se comporte de forma diferente», acrescentou.

As crianças não devem apanhar sol antes de um ano de idade. Depois desta idade, os cuidados devem ser redobrados, disse, alertando que «os melanomas surgem habitualmente em pessoas que tiveram queimaduras solares em criança».

«Os casos de melanoma estão a aumentar de forma consecutiva, teremos durante 2013 cerca de mil novos casos de melanoma», alertou.

Os casos são diagnosticados cada vez mais precocemente e com melhor prognóstico, mas o número de casos aumenta sete a oito por cento em Portugal e na maioria dos países europeus, acrescentou.

O melanoma vai estar em debate no sábado, no «Primeiro Simpósio Nacional sobre Melanoma», promovido pelo Intergrupo Português de Melanoma.

«É essencial alertar as pessoas para a importância de se diagnosticar precocemente o melanoma, para que seja possível curar mais doentes», adiantou a fundadora do intergrupo.

Maria José Passos adiantou que esta doença, que representa 10% de todos os cancros da pele, sendo responsável por cerca de 80% das mortes, «tem aumentado de incidência e mortalidade e atinge muitas vezes jovens, constituindo um grave problema de saúde pública».

«Um em cada cinco doentes com melanoma desenvolve uma forma avançada e agressiva da doença. O melanoma aparece inicialmente na pele, mas na fase avançada pode tornar-se muito agressivo e atingir outros órgãos», alertou a responsável.

Diário Digital com Lusa

 

 

Sol e Pele: Saber conviver – Acção de Formação

Abril 29, 2012 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

A APCC – Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo, irá organizar acções de formação e sensibilização para diferentes profissionais de Educação e Saúde.

Lisboa 04 maio 2012 – Altis Park Hotel

Porto 18 maio 2012 – Fundação Cupertino de Miranda

Informações: filipa.mendonca@saninter.pt

 


Entries e comentários feeds.