Falar claro sobre consumo de bebidas alcoólicas

Abril 29, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

texto do site Educare de 18 de abril de 2016.

Projeto lança manual para que pais, filhos e educadores conversem sobre hábitos que podem ser perigosos. Iniciativa quer chegar a 900 mil jovens e adolescentes.

Sara R. Oliveira

O livro chama-se “Falar Claro: Conversas sobre o Álcool entre Pais e Filhos”, os conteúdos foram elaborados pelo médico psiquiatra e pedopsiquiatra da infância e adolescência António Lorena Trigueiros, validados e certificados pela Direção-Geral de Educação e Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências, no âmbito do Fórum Nacional de Álcool e Saúde. Este manual debruça-se sobre um assunto delicado. A ideia é que pais, filhos, professores, educadores, e comunidade, falem abertamente sobre o consumo responsável de álcool e sobre os perigos que os excessos podem provocar a vários níveis.

O Projeto Falar Claro quer chegar a 900 mil jovens e adolescentes. A iniciativa parte da APCV – Associação Portuguesa dos Produtores de Cerveja e deu origem a um protocolo de cooperação assinado com várias entidades, com a Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), a Associação Nacional de Professores (ANP) e o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Este projeto encaixa nos objetivos do Fórum Nacional Álcool e Saúde, já que procura contribuir para a redução do consumo nocivo em jovens sem idade legal para o consumo e alertar para um hábito de risco nos jovens maiores de idade.

“O comportamento abusivo dos jovens perante as bebidas alcoólicas, em geral, é um assunto que preocupa a APCV, pois esse consumo irresponsável não só é prejudicial para o indivíduo como também para a sociedade no seu conjunto. É com grande orgulho que APCV, em conjunto com os nossos parceiros – ANP, CONFAP e IPDJ – implementa um projeto válido e capaz de obter resultados reais no combate ao uso nocivo de bebidas alcoólicas por jovens”, refere o presidente da APCV, Rui Lopes Ferreira.

Dentro das suas competências e campo de intervenção, as entidades envolvidas estão a desenvolver ações de formação e sensibilização para que o manual chegue ao seu universo de contactos. A CONFAP, por exemplo, quer que o manual chegue ao maior número de pais e jovens, através da distribuição massiva do manual junto das suas associadas, e vai promover ações de sensibilização. O objetivo é chegar a mais de um milhão de pais e encarregados de educação.

A CONFAP aplaude a publicação do manual de apoio que permite aos pais trabalharem a problemática do álcool em conjunto com os seus filhos. “É preciso falar claro e enfrentar sem tabus nem constrangimentos a existência deste problema na nossa juventude, pois só assim poderemos contribuir para uma melhor informação dos nossos jovens que lhes permita ter uma qualidade de vida mais saudável”, refere Jorge Ascenção, presidente da CONFAP.

A ANP também já arregaçou as mangas e certificou uma ação de formação destinada a professores do 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico e do Secundário com o objetivo de fornecer aos docentes informações e ferramentas para a integração do projeto nas suas atividades curriculares. A ação de formação está em curso e já foi concretizada em quatro agrupamentos de escolas, no Norte e Sul do país. Para Paula Carqueja, presidente da ANP, o tema é relevante, “ajuda e provoca conversas, linhas de diálogo, numa triangulação perfeita: pais, alunos/as e professores, onde todos se movimentam de acordo com o seu papel”.

O IPDJ, por seu turno, planeia abranger, já este ano, cerca de 7 mil jovens através da inclusão desta temática, numa metodologia de educação não formal, em mais de 500 projetos de campos de férias do Programa Férias em Movimento e de programas de Ocupação de Tempos Livres (OTL) de curta duração. Augusto Baganha, presidente do IPDJ, adianta que o instituto público “fará a divulgação do manual deste programa junto dos monitores dos programas de ocupação de tempos livres e campos de férias, com o propósito de os motivar a trabalharem com os jovens os temas relacionados com o consumo responsável de álcool e os perigos que decorrem do consumo excessivo”.

 

Estudante com negativa a Matemática é campeão do mundo em cálculo mental

Maio 23, 2014 às 2:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do Jornal de Notícias de 21 de maio de 2014.

lisa soares global imagens

João Silva Bento, 12 anos, estudante do 6º ano na Escola Secundária Manuel Fernandes, em Abrantes, sagrou-se este ano campeão mundial de cálculo mental, entre mais de 36 mil participantes de 61 diferentes países.

A competição relativa aos Campeonatos SuperTmatik, que decorrem anualmente e online, envolveu 36 725 finalistas de 61 nacionalidades diferentes, tendo o jovem estudante português conquistado o 1º lugar no seu escalão, com um tempo de resolução de 42,5 segundos às 10 equações que lhe foram apresentadas.

“O João Bento tem revelado uma apetência invulgar para o cálculo mental”, disse, esta quarta-feira, à agência Lusa o seu professor de Matemática, António Percheiro, tendo observado que o jovem campeão do mundo de cálculo mental “é um aluno com dificuldades a Matemática”, tendo reprovado na disciplina no final do segundo período do presente ano letivo.

“No ano letivo 2012/2013 o João ganhou o campeonato ao nível do Agrupamento de Escolas, como aluno de 5º ano, e concorreu a nível Internacional mas não obteve um resultado de destaque”, notou, tendo defendido que “foi a sua perseverança e gosto pelo cálculo mental” que fez com que o João, este ano letivo, tenha voltado a concorrer e conquistado o 1º lugar a nível mundial.

“Aliás”, acrescentou, “o João melhorou bastante desde a conquista deste troféu. Conseguiu agora um teste muito positivo, o que lhe abre muito boas perspetivas para uma nota positiva no final do ano”, confidenciou o professor.

Residente em Alferrarede, Abrantes, João Bento disse à agência Lusa ter ficado “muito contente” com o resultado obtido, tendo confessado, no entanto, que “não esperava” ganhar.

“Era muita gente a participar e o Mundo é muito grande”, notou, tendo lembrado que “desde pequenino que treinava e fazia muitas contas com os familiares, tipo contas de somar, dividir e multiplicar, tudo de cabeça”.

João Bento, que afirmou gostar “mais ou menos” da disciplina de Matemática, disse ainda à Lusa que o título de campeão do mundo “vai servir de motivação para subir a nota”, e passar na disciplina.

“Não fica lá muito bem a um campeão do mundo em cálculo mental ter depois negativa a matemática”, observou.

“Os meus pais e os meus amigos deram-me os parabéns e disseram-me para continuar assim”, rematou o estudante.

O 2º lugar no concurso foi atribuído a um concorrente da Coreia do Sul, com o tempo de 46:26 segundos, e o 3º lugar a um estudante indiano, que demorou 48:80 segundos a resolver mentalmente os problemas matemáticos apresentados no concurso.

A direção do Agrupamento nº 2 de Escolas Dr. Manuel Fernandes informou a Lusa que o troféu de campeão do Mundo atribuído pela organização dos Campeonatos SuperTmatik vai ser entregue em cerimónia pública, em dia ainda por designar.

 

Disciplina y cálculo orientales para mejorar en matemáticas

Abril 12, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Notícia do El Pais de 31 de Março de 2013.

dos

Unos 35.000 niños practican métodos de lógica con los que los asiáticos arrasan en las pruebas de PISA

Elisa Silió

Corea del Sur desplazó a Finlandia en el liderazgo de las evaluaciones del último Informe PISA gracias a la atención cuidadosa a los alumnos destacados y a la cantidad de horas extra que echan sus alumnos. Y no es el único rincón de Asia a la cabeza. Shanghái es la campeona mundial en comprensión escrita y los orientales no tienen rival posible en cultura matemática. Hasta el punto de que el 25% de los alumnos de Shanghái fue capaz de resolver en PISA un tipo de problema matemático complejo. El mismo solo fue resuelto por un 3% de los de la OCDE. Se entiende pues la expansión imparable en España de métodos del Lejano Oriente que agilizan el cálculo mental y desarrollan los dos lados del cerebro. Unos 35.000 españoles practican ya esos sistemas en sus colegios o en academias. Su precio, entre 40 y 70 euros, no parece frenar a las familias

El informe Los paradigmas de la educación matemática para el siglo XXI, elaborado por grandes expertos internacionales, expresa que sus grandes resultados no se deben tanto a factores culturales “como al nivel de disciplina y concentración de los alumnos y el trabajo que realiza después de clase”. Eso explica que estos métodos importados por España exijan un seguimiento de un tutor dos días a la semana y que el niño dedique de diez minutos a media hora diaria —incluidas las vacaciones— a ejercitarse. Hay que armarse de paciencia y, ojo, los resultados no son inmediatos de cara a un examen sino a medio plazo, uno o dos años. Se vuelve a la “valorización de la cultura del esfuerzo” que echa en falta la Academia de Ciencias Exactas, que no hace mucho lamentaba el “deterioro progresivo y acentuado de la formación científica en los niveles primario y secundario”. Los estudiantes españoles sacaron una media de 483 puntos en la prueba PISA de matemáticas, cuando la media de la OCDE fue de 496.

El primer método en llegar fue el Kumon, hoy con 20.000 alumnos en España y 229 centros, que comenzó su expansión en 1991. El programa, dividido en 21 niveles para matemáticas y 27 para la lectura, nació en 1954 en Japón, de la mano de Toru Kumon, que creo el sistema para que su hijo fuese capaz de dominar conceptos del temario de cursos superiores. En su país el material didáctico se lanzó en 1981 y hoy día lo estudian cuatro millones de personas en el Mundo. El método arranca con letras, números y líneas, prosigue con las cuatro operaciones fundamentales de aritmética y concluye con el cálculo diferencial e integral. “La habilidad permite desarrollar el pensamiento y la creatividad. Hay mucha gente que cree que esta surge de repente”, afirmaba Kumon a EL PAÍS en 1990. Justamente la creatividad es uno de los puntos flacos del asiático, tachados de poco imaginativo e independiente.

El estudiante de Kumon realiza de tres a cinco hojas de cálculo diarias —se empieza con unas muy fáciles para que coja confianza— que su instructor corrige. “Hasta hace siete años nos expandíamos por colegios, pero era algo absurdo si se quería abrir academias. Así que solo mantenemos los colegios que confiaron en nosotros. Cada vez hay más competencia, pero con el boca a oreja y nuestra calidad la cosa funciona”, explica Antonio Campoy, su director de coordinación.

La política de Aloha METAL Arithmetic, un sistema que surgió en Malasia en 1993, es la contraria. El 90% de sus 7.500 alumnos recibe clase en una de las 400 escuelas en las que se han implantado. Arrancaron en Mallorca en 2009 con 200 niños de cinco a 13 años —Kumon se practica desde dos— y su idea es llegar a 13.000 cuando se establezcan en todo el territorio. “Pese a la crisis está siendo fácil. La gente quiere probar nuevos negocios —el requisito es que sean profesionales de la educación— y los padres incluso aunque estén los dos en paro hacen el esfuerzo de matricularlos”, cuenta Toni Palos, su director de expansión. Al finalizar, pueden realizar cálculos de hasta diecisiete dígitos sin un lápiz porque han interiorizado el cálculo con el ábaco japonés con el que al principio trastean físicamente. Según la organización, el programa mejora también la memoria fotográfica o la orientación espacial. Aloha organiza también concursos a los que acuden miles de niños. “ No es una competición, sino un juego más dentro de un gran plan de actividades”, prosigue Palos.

En este sistema malayo se basa también UCMAS, radicado en Mallorca desde 2008 y con 8.000 alumnos inscritos. ¿La razón del éxito? “Cualquier centro busca diferenciarse de la competencia. En los años 90 lo hacían por medio del inglés, en el 2000 a través de las nuevas tecnologías

El uso del ábaco es usual en el colegio público Miguel Hernández de Badadona y no es casualidad. En un centro que es un Babel de una quincena de nacionalidades, el alto nivel de sus alumnos chinos -ocho puntos por encima de la media catalana en PISA- nunca ha pasado desapercibido y hace cuatro años se hermanaron con la Escuela Experimental de Qintiang. Intercambian experiencias y de paso sus alumnos orientales no pierden del todo el vínculo con sus países de origen.

Una minoría del alumnado de Kumon son opositores que han perdido el hábito de estudio y pretenden recuperar la capacidad de concentrarse y jubilados dispuestos a agilizar su mente. Mientras Aloha recibe ofertas para llegar a centros de enfermos de Alzheimer. La idea les tienta, pero tendrá que esperar.

ninos

Proyectos nacionales

No todo es made in Asia. Un programa online español se abre paso con fuerza: Smartick. Autodidacta, adapta su dificultad al rendimiento del alumno ese día. Detrás está el ingeniero Daniel González de la Vega, convencido de que hay que poner freno a los calamitosos resultados en matemáticas en PIS combinando los sistemas de aprendizaje clásicos con la última tecnología en las tabletas. El resultado es una página en el que trabajan desde 2009 15 personas y que se actualiza cada cinco semanas.

En su programa piloto participaron niños de 35 colegios madrileños de todos los estratos sociales e inteligencias. Un muestreo tan rico que les ha orientado a la hora de desarrollar nuevas ideas. El programa corrige los ejercicios, pero el profesor o el padre recibe cada día un informe del avance del niño. Ahora Smartick, que se puede practicar a título individual o como extraescolar, se está aplicando dentro del currículo de tres colegios públicos. Según sus datos, en tres meses el 94% de los alumnos —ya lo han probado 4.000— mejoró su capacidad de cálculo y el 70% incrementó su nota de matemáticas.

En el colegio Montserrat de Barcelona se dieron cuenta que sus alumnos percibían los números como algo abstracto y poco útil para su vida. Por eso han creado un programa,con el que se aprenden los diferentes conceptos matemáticos a partir de la manipulación, la observación y la experimentación.

Curso Dificuldades de Aprendizagem Específicas de Leitura, Escrita e Cálculo

Janeiro 6, 2011 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Formadores

Maria da Piedade Ramos
(Docente Especializada em Educação Especial e Mestre em Gestão Curricular)

Cláudia Alfaiate
(Psicóloga, Mestre em Psicologia do Desenvolvimento)

Local

Psikontacto, Coimbra

Horário

15 de Janeiro de 2011 – 9h30m – 12h30m e 14h30m – 17h30m

22 de Janeiro de 2011 – 9h30m – 12h30m e 14h30m – 17h30m

29 de Janeiro de 2011 – 9h30m – 12h30m e 14h30m – 17h30m

Limite de inscrições
30

Duração
18 horas

Resumo
O conceito de dificuldades de aprendizagem (DA) surgiu da necessidade de se compreender a razão pela qual um conjunto de alunos, sem défices visíveis, experimentava insucesso escolar, especialmente em áreas como a leitura, a escrita ou o cálculo.
Este conceito subentendeu, de imediato, uma discapacidade (dificuldade/perturbação) para a aprendizagem, numa ou mais áreas académicas, não condizente com o potencial intelectual do aluno, geralmente na média ou acima desta, entrando em conflito com os problemas de aprendizagem generalizados do aluno cujo potencial intelectual se situa abaixo da média.
De acordo com um vasto conjunto de investigações nacionais e internacionais, as dificuldades podem ocorrer em áreas muito diversas, designadamente nas que se relacionam com a linguagem escrita e a linguagem quantitativa, constituindo as crianças e jovens portadores de DA, o maior grupo de indivíduos com necessidades educativas especiais.
Importa, pois, analisar o funcionamento destes sistemas de linguagem (linguagem visual receptiva – leitura; linguagem visual expressiva – escrita; linguagem quantitativa – matemática), bem como as dificuldades específicas que neles podem surgir (dislexia, disortorgrafia, disgrafia, discalculia).
Todas estas dificuldades podem ser superadas em tempo útil, mediante um diagnóstico precoce e pluridisciplinar e uma intervenção adequada à sua especificidade. Esta tarefa é, contudo, muito complexa, quer pela diversidade de conceitos inerentes a esta problemática, quer pelo facto de a mesma não estar incluída no currículo da formação inicial da maioria dos profissionais intervenientes no processo de avaliação e intervenção.
Nesta perspectiva, considera-se importante, no âmbito desta acção de formação, criar um espaço de reflexão e de clarificação conceptual destas dificuldades, bem como apresentar formas de diagnóstico e de intervenção e casos práticos de crianças e jovens com DAE.

Mais informações Aqui


Entries e comentários feeds.