Does Bullying Impact Your Child’s Developing Brain?

Fevereiro 16, 2015 às 6:00 am | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , , , ,

texto do site  de 16 de janeiro de 2015.

uknowkids 2

To many, bullying is still considered a “soft” form of abuse because there are no visible injuries. After all, only our feelings are hurt.

It has been well-documented that victims of bullying can experience serious emotional and psychological difficulties. That is now a known fact. New neurobiological research is discovering that bullying physically alters the developing brains of kids. The following are five studies detailing how the brain processes become derailed when an individual is subjected to continual bullying.

1. Rockefeller University – Mice Study

A mice study, conducted at Rockefeller University, examined the brains of mice that had been subjected to bullying (Don’t ask me how they did that. I have no idea how… but it is interesting nevertheless).

The researchers discovered that genes became more active, allowing greater amounts of the hormone, vasopressin, to be released into the brain area.  The changes in the neuroendocrine systems affect adaptive social behaviors. Bullied mice would not socialize with nonthreatening mice, would freeze in place, and frequently displayed fearful and anxious behavior.  In humans, alterations in the components of the neuroendocrine systems are linked to depression, social phobias, and other disorders.  The findings of this study seem to indicate that bullying could produce enduring social trauma at the molecular level.

2. Teicher Study

Neuroscientist, Martin Teicher, conducted a study of 63 young adults who were victims of verbal bullying. Teicher found deviations in the corpus callosum, a broad band of nerve fibers which connect the left and right hemispheres of the brain, allowing communication between the two halves of the cerebellum.

With the subject participants, neurons in the corpus callosum were found to have smaller amounts of the myelin sheathing that helps enhance brain cell communication. These abnormalities may hamper an individual’s ability to process events occurring around them and respond accordingly. Victims of bullying frequently have problems with memory, concentration, and attention. Corpus callosum abnormalities may contribute to these cognitive difficulties.

3.Vaillancourt’s Long-term Study

Tracy Vaillancourt, a psychologist at the University of Ottawa, has been following teenagers, including those that have been regularly humiliated and ostracized by their peers, to investigate whether there were structural differences when compared with others.

Every six months, the teens’ cognitive functioning is evaluated and their brains are scanned using magnetic resonance imaging (MRI) to assess damage to the brain, specifically the hippocampus, which is involved in memory formation. Vaillancourt’s findings suggest that bullying does impair normal brain development.  Her results include…

  • Cortisol Level Abnormalities: In 2008, Vaillancourt’s discovered higher levels of cortisol, the stress hormone, in boys who had been bullied, and significantly lower levels of cortisol, in bullied girls. When an individual is experiencing “fight or flight” responses, blood glucose is deterred from the hippocampus to the muscles. The hippocampus is especially sensitive to chronic stress, and when there is an excess amount of this cortisol in the brain, the abilities to create new memories and access existing ones are compromised. It has not been determined why bullied girls have abnormally low levels of cortisol, but it has been speculated, that the body has learned to make less cortisol, because of the chronic stress, experienced by the girls.
  • Anomalies in the Corpus Callosum: Vaillancourt discovered abnormalities in the nerve fiber bands which indicates that communication between the two hemispheres may be impaired. Scientists have shown that bullied individuals often have cognitive deficits, and score lower on verbal memory tests, and have less ability to focus on and complete tasks successfully. The irregularities in the corpus callosum could account for this cognitive impairment.

4. Peterson Study

A neuroscientist at the Chicago Medical School, Daniel Peterson, documented that just one session of bullying altered a bullied rat’s brain.  When examining the brain, Peterson and his colleagues, verified that while new brain cells were still being produced at a normal rate in the hippocampus, a large percentage of the new cells were dying off before fully maturing.  Peterson speculates that with just a single episode of bullying, brain cell survival will return to its natural state.  Should bullying persist for lengthy periods, producing continual stress, brain cell survival would continue to diminish.

5. Radua Study

Radua compared the brains of children and adults who had histories of maltreatment with those who did not. Using a neuroimaging technique, Radua discovered that those participants, who had been exposed to maltreatment, had significantly lower volumes of gray matter in numerous brain areas.

Gray matter is composed of neuronal cells and unmyelinated axons and functions mainly in the processing of information. Radua concluded that stressors in childhood can cause enduring physiological and neurobiological changes to brain structure.

Parents know that bullying causes serious emotional damage to the victimized child, but not much has been known about the brain structure of victimized children. Evidence is continuing to mount that indicates the harm is far from just skin deep. Bullying, physically alters developing brains, and needs to be taken seriously by parents, teachers, and schools.

What can you do to help protect your kids again cyberbullying? Check out uKnowKids! 

uKnowKids is an amazing tool for parents that are working hard to keep their kids from falling victim to cyberbullying. uKnowKids is also a terrific tool for parents hoping to keep their kids from being a bully. You can learn more at

Posted by Tim Woda



Manual Crianças e Jovens vítimas de violência: compreender, intervir e prevenir

Fevereiro 15, 2015 às 5:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,


descarregar o manual no link:

“A utilidade desta obra é óbvia e essencial, uma vez que permite instruir os diferentes intervenientes no processo de violência e de apoio à vítima e ao agressor, das fases e competências que cada interveniente tem no processo de saúde (e de doença). (…)

De fácil leitura, clara e com boa estruturação pedagógica por assunto, o Manual Crianças e Jovens vítimas de violência: compreender, intervir e prevenir reflecte a complexidade do problema da criança e adolescente que sofre de maus tratos, de violência sexual, de bullying e de violência no namoro, deixando caminhos e finalidades sobre a promoção, a preservação e o restabelecimento da saúde quando esta é alterada pela violência”

João Luís Baptista (MD, MsC, PhD, Prof. de Saúde Pública)

Centro de Investigação em Saúde Comunitária do Departamento Universitário de Saúde Pública, da Faculdade de

Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (CISCOS/DUSP/FCM/UNL)

Palestra interativa sobre bullying com Luís Fernandes na Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes

Janeiro 26, 2015 às 2:00 pm | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , , ,


Notícia do site  de 20 de janeiro de 2015.

Por Sul Informação

A Associação de Pais e Encarregados de Educação da escola Prof. José Buísel, de Portimão, promove no dia 30 de Janeiro, às 19h30, na Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, uma palestra sobre o bullying, orientada por Luís Fernandes.

Luís Fernandes é psicólogo e coautor do livro “Plano Bullying: como apagar o bullying da Escola”.

Esta palestra tem entrada livre e insere-se num projeto que a APEE tem vindo a desenvolver, com o apoio da direção do Agrupamento, de combate à violência escolar.

Luís Fernandes é licenciado em Psicologia Educacional e Mestre em Observação e Análise da Relação Educativa. Foi professor no Instituto Superior de Psicologia Aplicada – ISPA e colabora desde 2008 com a «Sementes de Vida – Associação de Apoio à Vítima», em Beja.

Na última década, Luís Fernandes tem coordenado e supervisionado diversos projetos na área do bullying e violência na escola, com ações de formação e de sensibilização em todo o País. É coautor do livro “Plano Bullying: como apagar o bullying da Escola”, editado em Outubro de 2013.

No seu livro, Luís Fernandes aborda a problemática do bullying de uma forma essencialmente prática, disponibilizando um conjunto de medidas de prevenção e de intervenção sob a forma de recursos de apoio para o professor, instrumentos de avaliação e atividades para os alunos. São sugestões concretas que ajudam professores, alunos, pais e qualquer técnico em ambiente escolar a lidar com o fenómeno do bullying.



Sessão de esclarecimento SOS Bullying “Formas de violência entre jovens” com Ana Perdigão e Melanie Tavares do IAC

Janeiro 12, 2015 às 1:00 pm | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , , , , , ,

A Drª Ana Perdigão – Coordenadora do Serviço Jurídico do instituto de Apoio à Criança e a Dra. Melanie Tavares, Coordenadora da Mediação Escolar do Instituto de Apoio à Criança irão ser as oradoras da sessão de esclarecimento SOS Bullying “Formas de violência entre jovens” no auditório da escola Superior Ciências Empresariais de Valença.


Seminário CLDS+ Benavente “Um olhar sobre….. os maus tratos e violência nas crianças e jovens de hoje” com a participação de Melanie Tavares do IAC

Janeiro 8, 2015 às 6:00 am | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , , , , , ,


A Dra. Melanie Tavares, Coordenadora da Mediação Escolar do Instituto de Apoio à Criança irá participar no seminário com a comunicação “Bullying? não… é só a brincar”.

O Projeto AGIR – CLDS+ Benavente irá realizar, no próximo dia 17 de Janeiro de 2015, no Cine-Teatro de Benavente, um Seminário subordinado ao tema “Um olhar sobre….. os maus tratos e violência nas crianças e jovens de hoje”.

Os interessados deverão inscrever-se, até ao dia 15 de Janeiro de 2015, para os seguintes contactos:

e-mail: cldsmaisbenavente@hotmail.
263 589 420
96 615 51 32
96 615 51 33


Como proteger o seu filho do bullying

Janeiro 5, 2015 às 6:00 am | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , ,

Texto do Sol de 19 de dezembro de 2014.


O bullying, uma forma de assédio moral ou físico que acontece entre crianças, é hoje uma preocupação para a maioria dos pais. Para detectar e proteger o seu filho desta situação, deve estar atento aos sinais.

“Sempre que há grupos de muitas crianças juntas, parte do desenvolvimento das competências sociais pode traduzir-se em bullying”, explica Joel Haber, psicólogo clínico, ao site Everyday Health.

A atenção dos pais a este fenómeno não deve limitar-se ao contexto escolar. Deve também ter atenção às actividades extracurriculares, principalmente aquelas em que a criança passa mais tempo como em acampamentos de escuteiros ou visitas de estudo que impliquem mais do que um dia. “Ao contrário da escola, não há muitas ocupações num acampamento para os miúdos a não ser desenvolver as suas relações sociais, portanto é o ambiente mais propício à existência de bullying”, afirma o especialista.

Joel Haber explica que se o seu filho subitamente começa a deixar de querer ir para uma actividade que antes gostava, esse é um sinal claro de que poderá haver algum problema. Pode não ser bullying e até tratar-se de outra complicação – ansiedade, fobias, depressão ou algum desconforto com os adultos que monitorizam a actividade. Deve tentar perceber o que se passa.

As crianças mais pequenas costumam mesmo fingir má-disposição física para evitar as actividades e algumas desenvolvem efectivamente sintomas como dores de barriga ou de cabeça resultantes da ansiedade.

“É importante falar de forma natural sobre o bullying mesmo antes de a criança ir para as actividades. Dizer coisas como ‘olha, vais divertir-te muito, mas podem existir momentos menos bons”. Os pais devem ensinar os filhos como reagir caso os colegas tenham comportamentos menos positivos com eles. Esta aprendizagem depende da idade e maturidade da criança. Nos mais velhos, pode encorajar a criança a reagir com humor, não se mostrando intimidada, ou simplesmente ignorando o agressor. “Se a criança conseguir lidar sozinha com o bullying vai sentir-se mais feliz e confiante por ter solucionado o problema de forma autónoma”, explica o psicólogo. Mas se ainda assim o problema não ficar resolvido, o seu filho deve estar instruído para falar abertamente com um adulto da sua confiança, seja um professor, um irmão mais velho ou os próprios pais. O mais importante é a criança ou adolescente sentir que não está sozinho.

Os pais devem também conhecer e falar regularmente com os professores, monitores e pais de colegas, estando a par de como estão construídas as relações sociais dentro do grupo. Deve saber com quem brinca o seu filho e falar sobre como correu o dia na escola.



1 POR TODOS E TODOS POR 1! Prevenção do bullying entre jovens

Janeiro 3, 2015 às 1:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Artigo de Susana Carvalhosa publicado no site junho 2013

1 POR TODOS E TODOS POR 1! Prevenção do bullying entre jovens Susana Carvalhosa (ISCTE-IUL)

O principal objetivo da investigação desenvolvida é compreender os diferentes processos, características, contextos e dimensão temporal dos comportamentos de bullying, de acordo com o modelo bioecológico do desenvolvimento de Bronfenbrenner.

Os resultados suportam o modelo ecológico, uma vez que o bullying está associado a fatores de nível macro (PIB) e micro (suporte social), bem como pelo nível individual (bem-estar, empatia e auto-estima).

Pode-se concluir que quando se desenvolvem políticas e programas de prevenção do bullying entre jovens, é importante considerar a fase de desenvolvimento de um país, as relações com os pares, famílias e comunidades (escola e bairro), bem como o estilo de vida das pessoas envolvidas.

O bullying é um comportamento agressivo, que acontece entre pares, a nível internacional, podendo ocorrer em diversos contextos, como a família, a escola, o local de trabalho, a casa, o bairro e mesmo o país.

As consequências, a curto e a longo prazo, do envolvimento, directo ou indirecto, em situações de bullying são negativas. Ao bullying estão associados problemas de saúde (mental e física), pois tanto o medo sentido pela vítima, como o abuso de poder praticado pelo agressor (designado de bully) vai interferir com o desenvolvimento das crianças e jovens. Mas o bullying é um fenómeno bastante complexo, com determinantes de diversos níveis, que contribuem para a ocorrência deste problema – individual, familiar, pares, escola, comunidade e sociedade.

O bullying na escola define-se do seguinte modo: um(a) aluno(a) está a ser vítima de bullying quando ele(a) está exposto(a), repetidamente e ao longo do tempo, a acções negativas da parte de uma ou mais pessoas (Olweus, 1993). Para qualquer situação poder ser designada de bullying, é necessário que estejam concomitantemente presentes os três critérios seguintes:

(1) a intencionalidade do comportamento – o comportamento tem um objectivo que é provocar mal-estar e ganhar controlo sobre outra pessoa;

(2) o comportamento é conduzido repetidamente e ao longo do tempo – este comportamento não ocorre ocasionalmente ou isoladamente, mas passa a ser crónico e regular; e,

(3) um desequilíbrio de poder é encontrado no centro da dinâmica do bullying – normalmente os agressores vêm as suas vítimas como um alvo fácil.


Considera-se uma acção negativa quando alguém intencionalmente causa, ou tenta causar, danos ou mal-estar a outra pessoa. Esse repetido importunar pode ser (Carvalhosa, Moleiro, & Sales, 2009a):

  • Físico – bater, lutar, dar pontapés, danificar pertences, forçar a dar dinheiro e extorsão;
  • Verbal – dizer coisas desagradáveis, caluniar, chamar nomes;
  • Social – ameaçar, arreliar, implicar, deixar deliberadamente um indivíduo fora de um grupo social, ignorar, ninguém falar com ele;
  • Sexual – assédio, abuso; e /ou
  • Virtual – através da utilização das tecnologias de informação e comunicação, como a internet e o telemóvel.

Assumindo que o bullying pode quebrar o nosso equilíbrio natural (ecologia), e que é possível preveni-lo, o presente trabalho foi desenvolvido de acordo com o modelo bioecológico do desenvolvimento humano (Bronfenbrenner, 2005). Analisou-se o Processo – a relação entre os jovens e diferentes configurações; a Pessoa – as diferenças entre vítimas, bullies, bully-vítimas (simultaneamente vítimas e bullies) e não-envolvidos (em termos de comportamentos individuais e percepções); o Contexto – familiares, colegas de escola (microssistema), as relações entre os diferentes microssistemas (mesossistema), a influência de indicadores macroeconômicos e culturas diferentes (macrossistema) e o Tempo – a influência de diferentes faixas etárias no processo de desenvolvimento (cronossistema).


Resultados principais…

A figura seguinte pretende enquadrar, através do modelo da pirâmide (Carvalhosa, Moleiro, & Sales, 2009b), os diferentes resultados que são divulgados, com bastante frequência, relativamente às situações de bullying ocorridas nas escolas Portuguesas. Os dados podem ir desde os números oficiais (topo da pirâmide) até aos casos reais de bullying em contexto escolar, que ainda se encontram por identificar (base da pirâmide). Os resultados que apresentamos nesta secção dizem respeito ao terceiro nível de identificação – número de situações de bullying conhecidas pelos membros da comunidade onde as crianças e os jovens vivem.


… a nível individual…

Em diversos estudos realizados com amostras representativas da população escolar portuguesa, podemos verificar que 13% dos alunos adolescentes são vítimas, 5% referem ser bullies e 6% são bully-vítimas(Carvalhosa, 2008), os rapazes e os alunos mais novos envolvem-se mais frequentemente em situações de bullying (Carvalhosa, Lima, & Matos, 2001). Na mesma investigação, em 2008, constata-se que, em comparação com o grupo de alunos não-envolvidos, os que se envolvem em bullying apresentam níveis mais elevados de queixas subjetivas de saúde, níveis mais baixos de satisfação com a vida, mais lesões e uso de armas. Ainda, os bullies relatam mais comportamentos prejudiciais à saúde como o uso de tabaco, álcool e drogas, as vítimas relatam baixa felicidade e o grupo de bully-vítimas envolvem-se mais frequentemente em comportamentos agressivos, como lutas.

Relativamente à falta de empatia dos bullies, verificou-se uma associação negativa entre a componente afectiva da empatia e o grupo dos bullies (Carvalhos & Melo, em preparação). A exacta ou a moderada compreensão pelas crianças das emoções dos outros, bem como as suas respostas emocionais orientada para os outros, são provavelmente factores protectores essenciais contra o bullying.

Numa abordagem retrospetiva do bullying (Carvalhosa, 2011), as vítimas de bullying em contexto escolar, reportaram na idade adulta, menor auto-estima e níveis mais baixos de bem-estar subjectivo. Este estudo fornece evidências sobre os efeitos negativos do envolvimento em comportamentos de bullying escolar, para o bem-estar na idade adulta.

… a nível relacional…

Relativamente à percepção de suporte social, tanto fora como dentro da escola, existem diferenças entre os grupos envolvidos em bullying, quando comparados com os não-envolvidos (Carvalhosa, 2008). Assim, dentro da escola, as vítimas e os bully-vítimas relataram níveis mais baixos de suporte dos colegas de turma e os bullies recebem menor suporte dos professores. Fora da escola, as vítimas relataram níveis mais baixos de suporte de amigos e os bullies recebem menor suporte da família.

Numa comparação relativa à coesão do bairro onde moram (Carvalhosa, 2012), usando aqueles que não estão envolvidos em bullying, como o grupo de referência, as vítimas e aqueles que não estão envolvidos, mas que conhecem alguma vítima, percebem menor coesão do bairro. A coesão do bairro parece, assim, contribuir como protecção para o envolvimento em bullying. Deste modo, para melhorar a coesão do bairro, iniciativas que promovem a interação com os vizinhos são necessárias para prevenir situações de bullying.

… a nível societal

Por fim, foram identificadas variações consideráveis da frequência de bullying, entre diversos países. Com base em dados agregados para 29 países e regiões, uma curva em forma de U foi encontrada, como resultado da associação entre o produto interno bruto (PIB) e o bullying, para todas as faixas etárias (Carvalhosa, 2008). Os países com um PIB baixo e alto revelaram uma alta frequência de bullying e países com um PIB médio manifestaram uma menor prevalência de bullying, relatado tanto pelas vítimas como pelos bullies.



Estes resultados sugerem que o envolvimento em bullying está associado a diversos factores, nomeadamente a auto-estima, a empatia e o bem-estar. As percepções dos jovens envolvidos em situações de bullying – vítimas, bullies e bully-vítimas – são distintos dos que não se envolvem neste tipo de comportamentos, em especial o suporte social da família, dos pares e na escola e a coesão do bairro em que moram. Também existe relação entre os fatores macroeconómicos, como o PIB, e o bullying.

Estes resultados suportam a hipótese de que o envolvimento em bullying vai prejudicar o desenvolvimento saudável dos jovens e o bom funcionamento da sociedade.

É importante, deste modo, desenvolver estratégias que possam prevenir o bullying. Garantir a validade ecológica e a potencial sustentabilidade dos programas de prevenção, parece ser extremamente importante (Carvalhosa et al., 2009a). A escola é considerada um ambiente particularmente importante para a implementação de abordagens sistemáticas, para prevenir o bullying, pois é um ambiente onde os jovens passam muito tempo e desenvolvem habilidades sociais e diversos tipos de relações. Além disso, a escola está numa posição privilegiada para iniciar a colaboração com os pais e com a comunidade local, que é determinante para o amplo impacto das estratégias de prevenção.

De qualquer modo, o desenvolvimento ecológico do mundo depende das decisões e ações tomadas não só pelas nações, mas também por indivíduos, famílias e organizações.

Desta forma, cada um de nós deve procurar na sua rede social (virtual ou presencial), ser um agente de mudança, ao ser um exemplo positivo para todos.

Daí, um por todos e todos por um! Ou seja, cada um de nós pelos outros e os outros por nós.


Bronfenbrenner, U. (2005). Making human beings human: Bioecological perspectives on human development. British Journal of Developmental Psychology, 23(1), 143–151.

Carvalhosa, S. F. (2008). Prevention of bullying in schools: An ecological model. University of Bergen, Norway.

Carvalhosa, S. F. (2011). Retrospective school bullying and their long-term implications: A study of well-being in young adults. 15th European Conference on Developmental Psychology.

Carvalhosa, S. F. (2012). Neighbourhood cohesion and bullying behaviors: Psychological sense of community and neighboring prevent involvement in bullying? 4th International Conference of Community Psychology.

Carvalhosa, S. F., Lima, L., & Matos, M. G. (2001). Bullying – A provocação/vitimação entre pares no contexto escolar português. Análise Psicológica, 4(XIX), 523–537.

Carvalhosa, S. F., Moleiro, C., & Sales, C. (2009a). Vioence in Portuguese schools-National report. International Journal of Violence and School, 9, 57–78.

Carvalhosa, S. F., Moleiro, C., & Sales, C. (2009b). A situação do bullying nas escolas Portuguesas. Interacções, 13, 125–146.

Olweus, D. (1993). Bullying at school. Oxford e Cambridge: Blackwell.


Mais adolescentes com sintomas físicos e psicológicos de mal-estar

Dezembro 19, 2014 às 1:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

Notícia do Público de 18 de dezembro de 2014.

Paulo Pimenta

Andreia Sanches

Em “tempos de recessão”, foram inquiridos seis mil alunos, com uma idade média de 14 anos. Estudo para a OMS será divulgado nesta sexta-feira.

Menos adolescentes portugueses planeiam ir para o ensino superior. Mais queixam-se de sintomas físicos e psicológicos de mal-estar. Mais, também, relatam comportamentos de bullying e provocação na escola. E mais dizem já ter feito mal a si próprios de propósito. Estes são alguns dos resultados de um estudo que será divulgado nesta sexta-feira com base em seis mil inquéritos a alunos do 6.º, 8.º e 10.º anos.

A Saúde dos Adolescentes Portugueses (2014) é o título do relatório nacional que deverá integrar o grande retrato internacional da adolescência, conhecido por Health Behaviour in School-aged Children, da Organização Mundial de Saúde. O levantamento é realizado de quatro em quatro anos, por uma rede de profissionais ligados à saúde e à educação que analisam os estilos de vida dos adolescentes e os seus comportamentos, em 43 países. Em Portugal, que participa desde 1998, foram inquiridos este ano 6026 alunos, com idades entre os 10 e os 20 anos (média de 14 anos).

Um comunicado desta quinta-feira da autoria da equipa portuguesa — coordenada pela investigadora Margarida Gaspar de Matos e que inclui membros da Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade de Lisboa, e do Centro da Malária e Doenças Tropicais, da Nova de Lisboa — antecipa algumas das conclusões, sem contudo adiantar números.

Sublinhando que este estudo “aparece numa altura especialmente relevante, uma vez que permite estimar o impacto da recessão económica na saúde dos adolescentes”, os investigadores dizem que as respostas dos alunos revelam uma “pior saúde física e mental” do que há quatro anos. Em relação à saúde mental especificamente, consideram que este “é um assunto sub-estimado e a carecer de atenção urgente”.

O “aumento de comportamentos auto-lesivos, problemática esta que foi já identificada em 2010 e se agravou em 2014” é apenas um dos sinais, acrescentam.

Entre as boas notícias, estão o decréscimo do consumo de tabaco (em queda desde 2006) e do álcool, “embora se necessite agora de avaliar se os consumidores consomem menos, ou consomem mais mas em menos dias”.

Já no campo da sexualidade, sublinha-se o facto de o número de adolescentes que já teve relações sexuais dentro das idades consideradas no estudo estar a diminuir desde 2006. Em 2014, contudo, “reporta-se uma diminuição do uso de preservativo e um aumento das relações sexuais associadas ao consumo de álcool”.

Foi ainda perguntado aos alunos o que mais gostavam na escola. A resposta foi “os colegas“ e “os intervalos”, aparecendo “as aulas” em penúltimo lugar e, em último lugar, a “comida da cantina”. Sobre as preocupações que a escola suscita, disseram que “a matéria é difícil, demasiada e aborrecida”. Os investigadores notam que estudos anteriores têm identificado “uma fragilidade na relação dos adolescentes portugueses com a escola” maior do que a observada noutros países.

 mais informações:


Assembleia Geral das Nações Unidas – 3.ª Comissão – Adoção de Resolução sobre «Proteção das crianças contra o “Bullying”»

Dezembro 19, 2014 às 12:00 pm | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , , , ,

texto do site  de 17 de dezembro de 2014.


Foi adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas (69.ª sessão) – 3.ª Comissão, uma Resolução sobre “Proteção das crianças contra o «Bullying»”.

Da autoria do México, e com fundamento principalmente nos artigos 16.º e 19.º da Convenção sobre os Direitos da Criança – que garantem a protecção desta contra as violências física e psicológica –, a Resolução consubstancia-se no pedido de elaboração de um relatório a apresentar ao Secretário Geral, no contexto da 70.ª sessão daquela Assembleia Geral. Este documento deverá versar o «bullying» e o «cyber-bullying» como atentatório dos direitos das crianças, ao mesmo tempo que procurará apresentar boas práticas no combate a este fenómeno e recomendações para a sua prevenção.

A aprovação da Resolução passou por um processo de negociação bastante atribulado entre as delegações, relativamente à linguagem utilizada – por exemplo, no que se prende com a categoria “género” e os seus estereótipos, e pelo entendimento de alguns sobre o universo de pessoas abrangido pela Resolução (isto é, o que se entende por grupos de “crianças em situações vulneráveis”).

Veja a Resolução »




Workshop Agressão entre pares – Bullying e Cyberbullying

Dezembro 18, 2014 às 8:00 pm | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , , ,



Parte I – conhecer e prevenir

  1. Definição de bullying
  2. Distinguir com clareza o bullying de outros tipos de agressão
  3. Os diferentes tipos de bullying
  4. As especificidades do cyberbullying
  5. Características dos intervenientes: vítimas, agressores e testemunhas

Parte II – identificar e intervir

  1. A prevenção que é eficaz: as competências-base a promover
  2. Identificar e sinalizar
  3. Modelos de resposta ao bullying
  4. A intervenção: o que cabe à escola, o que cabe aos pais, o que cabe ao psicólogo
  5. Exercícios práticos com casos reais.



Professores e psicólogos a trabalhar com adolescentes



Rosário Carmona (Cascais)

Júlia Vinhas e Rosário Carmona (Setúbal)


Próximas datas

17 de janeiro de 2015 | 10h00 – 17h00 | CADIn Setúbal

13 de Fevereiro 2015 | 16h00 – 19h00 | CADIn Cascais (parte 1)

20 de Fevereiro 2015 | 16h00 – 19h00 | CADIn Cascais (parte 2)



Por e-mail |

Custo | 40€ (workshop completo, se pretender frequentar apenas um dos módulos o custo é de 25€)

Nº mínimo de participantes | 10

« Página anteriorPágina seguinte »

Blog em | O tema Pool.
Entries e comentários feeds.


Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 1.167 outros seguidores