Entrevista de Melanie Tavares do IAC à RDS – Rádio Seixal

Março 28, 2014 às 10:24 am | Na categoria O IAC na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Entrevista da Dra. Melanie Tavares, Coordenadora da Mediação Escolar do Instituto de Apoio à Criança à RDS – Rádio Seixal , programa “Um Café e dois dedos de conversa”no dia 27 de março de 2014.

Ouvir a entrevista aqui

seixal

 

Workshop Bullying e apresentação do jogo A Brincar e a Rir o Bullying Vamos Prevenir!

Março 28, 2014 às 9:00 am | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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bullying

Workshop

http://rbt.cm-tondela.pt/index.php/atividades/inscricoes/workshop-bullying

Biblioteca Municipal Tomás Ribeiro

Rua Dr. Amadeu Ferraz de Carvalho

3460-521 Tondela

Telef: 232 811 111

E-mail: biblioteca@cm-tondela.pt

Pág. Web: http://rbt.cm-tondela.pt

Linha SOS-Criança recebeu nove chamadas por dia em 2013

Março 26, 2014 às 3:00 pm | Na categoria O IAC na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Notícia do Público de 24 de março de 2014.

rui gaudêncio

Lusa

Maioria das chamadas feitas por adultos e por mulheres

A Linha SOS-Criança recebeu, em média, nove chamadas por dia em 2013, a maioria feita por adultos a denunciar situações de crianças em risco, de negligência, desaparecimentos ou apenas para “falar com alguém”. As mulheres foram as que mais contactaram este serviço.

Dados do Instituto de Apoio à Criança (IAC) indicam que, no ano passado, 2358 pessoas, a grande maioria adultos (2109), contactaram a Linha SOS-Criança.

A maioria, 332 casos, eram relativos a crianças em risco, 272 a situações de negligência, 213 a situações de maus-tratos físicos na família, 115 a maus-tratos psicológicos na família e 24 situações de maus-tratos psicológicos na instituição.

Foram ainda relatadas 92 situações de crianças desaparecidas, 47 de bullying, 43 de abuso sexual, 25 de pobreza, 19 de negligência institucional, 16 de mendicidade, 15 de abandono, 10 de pedofilia, seis de trabalho infantil, cinco de abandono escolar e dois de prostituição infantil.

Um quarto das chamadas referia-se a crianças que vivem em famílias monoparentais (594), 20% a famílias tradicionais (475), 8,5% em lares reconstruídos (202) e seis por cento em famílias alargadas (140). Há ainda 525 casos em que não foi apurada a situação familiar do menor. Quase um terço dos apelantes (773) reside no distrito de Lisboa, 275 no Porto e 205 em Lisboa.

A Linha SOS-Criança foi criada em 1988 e até hoje já recebeu mais de 120 mil apelos.

Seminário Prevenção da Violência Doméstica com a participação de Ana Sotto-Mayor do IAC

Março 20, 2014 às 2:00 pm | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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A Drª Ana Sotto-Mayor do Serviço Jurídico do instituto de Apoio à Criança, irá participar no seminário “Prevenção da Violência Doméstica” com a comunicação “A violência que não parece ser : caminhos de prevenção”.

Ficha de Inscrição

A entrada é livre, sendo no entanto necessário efetuar a inscrição até o dia 27 de março.

Para mais informações, poderão contactar o Secretariado do Seminário, através do email anapaulabecunha@gmail.com

doms

programa

Palestra Bullying – Duas Perspetivas em Contexto Escolar

Março 19, 2014 às 2:00 pm | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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palestra

apcapuchos.gaaf@gmail.com

https://www.facebook.com/groups/542757062489242/

 

Mais de 60% de alunos confirmam casos de bullying nas suas escolas

Março 19, 2014 às 12:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Notícia do Público de 19 de Março de 2014.

ricardo brito

Natália Faria

Empresários pela Inclusão ouviram 1963 alunos entre os 12 e os 15 anos. Metade dos alunos que já assistiram a bullying não se lembra de campanhas de prevenção.

A pergunta era clara e directa: há bullying na tua escola? De uma amostra de 1963 alunos de nove concelhos, e com idades entre os 12 e os 15 anos, 1226, ou seja, 62%, responderam que sim. Porém, apenas metade dos alunos que reconheceram haver bullying na escola declarou recordar-se de campanhas de prevenção.

“Isto mostra que as acções desenvolvidas na grande maioria das escolas contra a violência entre alunos não atingem o alvo, os próprios alunos não identificam essas acções como campanhas antibullying”, adiantou ao PÚBLICO Andreia Ferreira, da Associação EPIS — Empresários pela Inclusão Social, uma instituição sem fins lucrativos de combate ao abandono e insucesso escolar que conduziu este inquérito escolas de nove concelhos (Amadora, Setúbal, Campo Maior, Évora, Paredes, Matosinhos, Estarreja, Oliveira do Bairro e Madalena, na ilha do Pico), entre Setembro e Dezembro de 2013.

Quanto aos 62% de alunos que declararam ter conhecimento de episódios de bullying na escola que frequentam, Andreia Ferreira admite que a percentagem poderia ser maior se todos os alunos soubessem identificar o problema. “Ainda há a tendência para os alunos identificarem como normais situações de violência, coisas como empurrar alguém na escola, roubar a mochila ou o lanche, chamar nomes”, defende, para sublinhar a pertinência do pacote de iniciativas que a EPIS está a desenvolver junto das 69 escolas abrangidas pelo programa, num universo de 3729 alunos. O objectivo destas acções — que visam alunos, mas também pais, professores e directores de escola — é informar sobre sinais de alerta e dar dicas de actuação perante os episódios de violência.

À questão sobre que tipo de bullying é mais frequente, as agressões verbais colheram 61% das respostas, seguidas das físicas (30%). Ao contrário dos rapazes, as raparigas mostraram-se mais sensíveis ao bullying verbal do que ao físico, ainda segundo a EPIS.

20% de vítimas
Quando perguntaram aos 1226 alunos que declararam existir bullying se alguma vez tinham estado envolvidos nalgum episódio daquele género, houve 1256 respostas positivas (alguns participaram em mais do que um episódio), sendo que 77% o fizeram na condição de espectadores e 20% enquanto vítimas.

Em matéria de violência escolar, o PCP promete fazer entrar na Assembleia da República uma iniciativa legislativa que recomenda a criação de gabinetes pedagógicos nas escolas. “Não é uma proposta fechada, as escolas poderiam alterar a composição destes gabinetes, mas a ideia era que fossem compostos por um psicólogo, um assistente social, um animador sociocultural e um representante dos professores e dos alunos”, adiantou ao PÚBLICO a deputada Rita Rato.

A filosofia subjacente a este projecto de lei é fazer incidir os esforços na prevenção, mais do que na punição dos alunos prevaricadores. “A abordagem não é apenas sancionatória, mas de prevenção e erradicação da violência, porque não acreditamos em respostas do tipo expulsar o aluno da escola”, enfatizou Rita Rato, demarcando-se de soluções como as previstas no estatuto do aluno que, desde Setembro de 2012, agravou o regime sancionatório para os alunos prevaricadores.

Garantindo que a iniciativa legislativa vai entrar “dentro de muito poucos dias” no Parlamento, a deputada do PCP avisa que esta implicará o reforço dos meios nas escolas. “Sabemos de realidades em que há apenas um psicólogo por cada 4500 alunos, quando os estudos recomendam pelo menos um psicólogo para 750 alunos. Portanto, o que temos hoje nas escolas é claramente insuficiente, aliás, o que temos actualmente não chega sequer para atender aos alunos com necessidades especiais, pelo que o que propomos obrigará ao reforço da contratação de meios humanos, também porque acreditamos que a violência em meio escolar não se resolve com medidas ‘chapa cinco’, iguais para todos.”

A proposta de lei apresentada pelo anterior Governo que previa a autonomização do crime de bullying e a concomitante adopção de uma moldura penal semelhante à dos crimes de violência doméstica, com penas de prisão de um a cinco anos para os maiores de 16 anos, e que podiam chegar aos dez anos de pena no caso de ofensa grave à integridade física ou morte, caducou com a nova legislatura.

A 31 de Março de 2011, a proposta desceu à Comissão de Assuntos Constitucionais, Liberdades e Garantias para discussão na especialidade, mas não chegou a avançar. Na altura, o agora secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho, presidia à Associação nacional de Professores e chegou a admitir que os instrumentos de prevenção não eram suficientes. Mais recentemente, no início deste ano, ao mesmo tempo que anunciava uma diminuição para menos de metade dos episódios de violência nas escolas, aquele secretário de Estado adiantava a possibilidade de as escolas com maior número de ocorrências daquele género serem dotadas de equipas multidisciplinares de acompanhamento das situações de violência, insucesso e abandono escolar. Uma solução que, ao contrário da proposta do PCP, não passaria obrigatoriamente pelo incremento de psicólogos ou de agentes de segurança nas escolas, mas pela adesão ao chamado “crédito horário”, ou seja, pela atribuição de horas a esses profissionais para as tarefas de prevenção e combate à violência.

 

Miúdos com raiva de gente grande

Março 14, 2014 às 1:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Artigo da Visão Solidária de 5 de março de 2014.

luís barra

 O retrato oficial é de um país com escolas tranquilas mas, aqui e ali, contam-se histórias de agressões entre jovens com graus de violência que impressionam

Teresa Campos*

Almeirim, 23 de janeiro: um aluno do 1.º ciclo do Centro Escolar dos Charcos foi suspenso por pontapear um colega de 10 anos. Estavam a jogar “futebol humano”.

A criança agredida foi assistida pelos bombeiros e, depois, levada para o hospital.

Queijas, 30 de janeiro: trinta estudantes da Escola Básica Professor Noronha Feio são identificados pela polícia por desentendimentos e tentativa de agressão a outro aluno.

Vila Nova de Gaia, 31 de janeiro: na cantina da Escola Secundária Inês de Castro, dois miúdos envolveram-se numa luta. Um deles partiu o braço, uma colega desmaiou. Duas ambulâncias foram chamadas à escola.

Uns dias antes, a 20 de janeiro, fora a vez de António, 12 anos, sentir a agressividade que vai sendo notícia, com cada vez mais frequência. Aluno da EB 2, 3 Delfim Santos, em Benfica, tagarelava com o colega do lado.

Rafael, dois chumbos no currículo, sentado na secretária de trás, manda-o calar, ordem sublinhada com uns carolos. António pede-lhe que pare e a aula prossegue, até ao fim da tarde. Quando saem, António insiste com o outro para deixar de o importunar. Em minutos, está no chão do pátio, enquanto Rafael o esmurra na cara e depois sai da escola.

Amparado por colegas, António pede ajuda mas a empregada do pavilhão desdramatiza o caso. Na direção, informam-no de que não há ninguém com quem falar. O miúdo vai para casa, sozinho. “Como não deitou sangue, ninguém se assustou”, conta a mãe, Ana Paula Homem, 50 anos, revoltada com tamanha violência entre meninos tão novos: “Nunca pensei que o meu filho chegasse a casa com o nariz partido por murros.” Depois de muitos protestos, o agressor foi suspenso uma semana.

Números contraditórios

O ano começou com este tipo de registos mas, dizem as estatísticas oficiais, são casos fora da norma. Segundo o programa Escola Segura, apresentado há um mês pelo Ministério da Educação, só 5% dos estabelecimentos de ensino registaram, no ano anterior, ocorrências deste género, menos mil, no entanto, do que em 2012 1 446 versus 2 218.

Os diretores das escolas acima citadas são os primeiros a desvalorizá-las: “Foi um caso isolado, pode ter havido um encontrão aqui e outro ali, mas foi mera indisciplina”, refuta José Carreira, diretor do agrupamento de Almeirim. “São situações empoladas”, concorda Alberto Machado, responsável das escolas de Queijas. O diretor da Secundária de Gaia vai mais longe: “As ambulâncias foram lá, porque temos a sorte de estar perto.” Os pais têm a mesma opinião. “A violência dentro da escola é pontual”, insiste Jorge Ascenção, o presidente da CONFAP. Mas a dúvida instalou-se mal a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas assumiu que nem todas as situações são reportadas à plataforma oficial. “É um sistema burocrático, demora mais preencher papéis que resolver o problema”, justifica Filinto Lima, vice-presidente. Duas semanas depois, dados divulgados pela Procuradoria-Geral da República, sobre o distrito judicial de Lisboa, iam no mesmo sentido: a violência na comunidade escolar, entre jovens com mais de 16 anos, aumentou 21,6 por cento.

É uma guerra de números que parece não ter fim: segundo o barómetro da Associação dos Empresários pela Inclusão Social, que auscultou 23 mil alunos de estabelecimentos com 3.º ciclo, mais de 60% reconheceram que há violência na sua escola. O que pode traduzir uma tendência, receia Margarida Gaspar de Matos, responsável pelos dados nacionais dos estudos da Organização Mundial de Saúde sobre o estilo de vida dos adolescentes: “A violência diminuiu entre 2002 e 2012, mas, com a crise, essa situação pode ter-se invertido.” Para João Sebastião, sociólogo e investigador que, até final de 2012, coordenava o Observatório da Segurança Escolar, a descida dos números da Escola Segura pode ser explicada por um sem-número de razões. “Não sabemos realmente o que se passa”, receia o especialista, crítico de uma escola que alargou a idade da escolaridade obrigatória mas acabou com o módulo de educação cívica e reduziu o número de auxiliares de ação educativa.

Ler o resto do artigo aqui

Espetáculo “Olhar de novo” + Seminário/Debate “Bullying – formas e perspetivas de atuação”

Março 14, 2014 às 11:45 am | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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olhar

Depois das apresentações para o ensino secundário, nos dias 12, 13 e 14, a Baal17 apresenta o espetáculo “Olhar de novo” para o público em geral, seguido do seminário/debate “Bullying – formas e perspetivas de atuação”.

O seminário, dirigido a pais, alunos, professores e todos os interessados em debater a temática, conta com a moderação da jornalista Ana Sousa Dias e a presença dos seguintes oradores:

Luís Fernandes, psicólogo. Autor do livro “Plano bullying – como apagar o bullying das escolas”

Tânia Paias, psicóloga. Diretora do site portalbullying.pt e autora de “Tenho medo de ir à escola”

Manuel Damas, sexólogo. CASA – Centro Avançado de Sexualidades e Afectos

José Antunes Fernandes. Gabinete Coordenador de Segurança Escolar, DGEstE.

Mais informações: 284 549 488 / 961 363 107

Bullying: “castigo nem sempre é a solução”

Março 13, 2014 às 6:00 am | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Castigo nem sempre é a solução

Para a psicóloga Tânia Paias, não há hoje mais casos de bullying do que antigamente. A atenção, essa é que é maior.

O tema é recorrente. Mas não é novo, embora sempre que conquista espaço nas notícias se fale dele como fosse resultado dos tempos modernos. Tânia Paias, psicóloga e diretora do PortalBullying, confirma ao Destak que o fenómeno do bullying existiu sempre. «O que acontece é que a sociedade está mais desperta e sensibilizada para este tipo de situações.» Sensibilidade que falta, por vezes, na hora de decidir o que fazer ao agressor.

Responsabilizar sim, sempre, refere a especialista. Até porque «o mais importante é que estes jovens compreendam a repercussão dos seus atos e isso faz-se implicando-os na resolução dos mesmos». Castigar é que podem nem sempre ser a solução. «Por vezes o castigo por si só não funciona, isto é, medidas apenas punitivas e não de implicação direta não são as mais adequadas.»

E ignorar nunca, já que «pode afetar uma sólida construção da identidade, pois nestas idades os jovens estão a construir relações, a ganhar confiança. Ora, se não se dá a devida atenção a uma situação que provoca medo, insegurança, desconfiança e zanga, inevitavelmente as repercussões serão grandes.»

Violência que não para

No livro Tenho Medo de ir à Escola, lançado recentemente, ajuda a identificar os sinais de quem sofre e oferece aos pais ajuda para lidar com um fenómeno a que as redes sociais deram uma nova dimensão. E começa com uma definição do bullying, «um sub-tipo de violência exercida de forma continuada, intencional e que causa um desequilíbrio de poder nas relações».

Para quem tem dúvidas, fica a certeza que «a convivência entre jovens acarreta divergências, conflitos e é natural que assim o seja». Mas tudo o que «continuamente atente a liberdade do outro, o que faça com que esteja constantemente a sofrer, com medo, inseguro, sem competência para dizer não, ripostar e ser livre, deve ser considerado um comportamento fora do comum.»

Um alerta para os pais, com o seu papel de «educador, veículo de transmissão de valores e tradutor da realidade».

Sinais de alerta

Nem sempre é fácil identificar o que se está a passar quer seja no papel da vítima, quer seja no papel do agressor, refere a psicóloga. «Agora existem alguns sinais a que, apesar de poder haver uma variação de caso para caso, devemos ficar atentos, como alterações na vontade de ir/permanecer na escola, constante má disposição física quando chega a altura de ir para a escola, nervosismo constante, irritação, mais apatia…»

O papel dos professores

Se o papel dos pais é muito importante, o dos professores não fica atrás, explica Tânia Paias. «A escola e os professores assumem papel fundamental, pois se as crianças/jovens se sentirem apoiados/compreendidos, sentir-se-ão mais confiantes e seguros. Mas esta é uma situação da qual também não nos podemos demitir, pois só em conjunto conseguiremos intervir e acima de tudo prevenir.»

Carla Marina Mendes, Jornal Destak na edição de 24-02-2014

“Não há nenhuma escola no mundo sem bullying”

Março 12, 2014 às 6:00 am | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Entrevista do Público a Luís Fernandes no dia 11 de março de 2014.

Maria João Lopes

Há vários anos que vai a escolas falar com pais, professores e alunos. O psicólogo Luís Fernandes, co-autor, em conjunto com Sónia Seixas, do livro Plano Bullying – Como Apagar o Bullying das Escolas, diz que o cyberbullying acabou com as agressões num “horário das 9h às 17h” para permitir que aconteçam 24 horas por dia.

O que é o bullying?
Um conjunto de comportamentos agressivos e desajustados entre pares, em contexto educativo, que acontece quando uma pessoa é gozada, empurrada, agredida, ameaçada, posta de parte do grupo, insultada por outros colegas, perseguida e até humilhada, de forma repetida e intencional. Geralmente, inicia-se no final do pré-escolar ou no início do 1.º ciclo e diminui a partir do 3.º ciclo e ensino secundário. No entanto, com a cada vez maior oferta de alternativas para a concretização da escolaridade obrigatória, há alunos mais velhos com comportamentos de bullying.

Existe em todas as escolas?
Não há nenhuma escola no mundo onde não exista bullying. Segundo estudos, realizados por alguns programas de combate desenvolvidos em países como os Estados Unidos, Inglaterra ou Austrália, calcula-se que a cada sete segundos ocorra uma situação de bullying em alguma escola do planeta. Eu costumo dizer que o bullying é democrático, uma vez que atravessa todas as classes sociais. E é inclusivo, uma vez que todos podem ser potencialmente vítimas, agressores ou, pelo menos, observadores.

Que papel assume o cyberbullying entre crianças e jovens?
Veio dar uma nova dimensão às agressões, pois permite que um comentário, uma foto ou um vídeo seja visto, em poucos minutos, por um sem-número de colegas. As agressões verbais, físicas e psicológicas que antes eram exercidas num “horário das 9h às 17h” passaram a ser realizadas 24 horas por dia.

Que relação existe entre o bullying e o suicídio?
As vítimas de bullying apresentam quatro vezes maior probabilidade de vir a cometer suicídio do que outra criança ou jovem que não se encontre envolvida neste tipo de comportamentos. No caso do cyberbullying, segundo investigações recentes realizadas nos Estados Unidos, uma em cada cinco vítimas pensa, em algum momento, suicidar-se, e uma em cada dez vítimas tenta mesmo fazê-lo.

 

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