Miúdos com raiva de gente grande

Março 14, 2014 às 1:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Artigo da Visão Solidária de 5 de março de 2014.

luís barra

 O retrato oficial é de um país com escolas tranquilas mas, aqui e ali, contam-se histórias de agressões entre jovens com graus de violência que impressionam

Teresa Campos*

Almeirim, 23 de janeiro: um aluno do 1.º ciclo do Centro Escolar dos Charcos foi suspenso por pontapear um colega de 10 anos. Estavam a jogar “futebol humano”.

A criança agredida foi assistida pelos bombeiros e, depois, levada para o hospital.

Queijas, 30 de janeiro: trinta estudantes da Escola Básica Professor Noronha Feio são identificados pela polícia por desentendimentos e tentativa de agressão a outro aluno.

Vila Nova de Gaia, 31 de janeiro: na cantina da Escola Secundária Inês de Castro, dois miúdos envolveram-se numa luta. Um deles partiu o braço, uma colega desmaiou. Duas ambulâncias foram chamadas à escola.

Uns dias antes, a 20 de janeiro, fora a vez de António, 12 anos, sentir a agressividade que vai sendo notícia, com cada vez mais frequência. Aluno da EB 2, 3 Delfim Santos, em Benfica, tagarelava com o colega do lado.

Rafael, dois chumbos no currículo, sentado na secretária de trás, manda-o calar, ordem sublinhada com uns carolos. António pede-lhe que pare e a aula prossegue, até ao fim da tarde. Quando saem, António insiste com o outro para deixar de o importunar. Em minutos, está no chão do pátio, enquanto Rafael o esmurra na cara e depois sai da escola.

Amparado por colegas, António pede ajuda mas a empregada do pavilhão desdramatiza o caso. Na direção, informam-no de que não há ninguém com quem falar. O miúdo vai para casa, sozinho. “Como não deitou sangue, ninguém se assustou”, conta a mãe, Ana Paula Homem, 50 anos, revoltada com tamanha violência entre meninos tão novos: “Nunca pensei que o meu filho chegasse a casa com o nariz partido por murros.” Depois de muitos protestos, o agressor foi suspenso uma semana.

Números contraditórios

O ano começou com este tipo de registos mas, dizem as estatísticas oficiais, são casos fora da norma. Segundo o programa Escola Segura, apresentado há um mês pelo Ministério da Educação, só 5% dos estabelecimentos de ensino registaram, no ano anterior, ocorrências deste género, menos mil, no entanto, do que em 2012 1 446 versus 2 218.

Os diretores das escolas acima citadas são os primeiros a desvalorizá-las: “Foi um caso isolado, pode ter havido um encontrão aqui e outro ali, mas foi mera indisciplina”, refuta José Carreira, diretor do agrupamento de Almeirim. “São situações empoladas”, concorda Alberto Machado, responsável das escolas de Queijas. O diretor da Secundária de Gaia vai mais longe: “As ambulâncias foram lá, porque temos a sorte de estar perto.” Os pais têm a mesma opinião. “A violência dentro da escola é pontual”, insiste Jorge Ascenção, o presidente da CONFAP. Mas a dúvida instalou-se mal a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas assumiu que nem todas as situações são reportadas à plataforma oficial. “É um sistema burocrático, demora mais preencher papéis que resolver o problema”, justifica Filinto Lima, vice-presidente. Duas semanas depois, dados divulgados pela Procuradoria-Geral da República, sobre o distrito judicial de Lisboa, iam no mesmo sentido: a violência na comunidade escolar, entre jovens com mais de 16 anos, aumentou 21,6 por cento.

É uma guerra de números que parece não ter fim: segundo o barómetro da Associação dos Empresários pela Inclusão Social, que auscultou 23 mil alunos de estabelecimentos com 3.º ciclo, mais de 60% reconheceram que há violência na sua escola. O que pode traduzir uma tendência, receia Margarida Gaspar de Matos, responsável pelos dados nacionais dos estudos da Organização Mundial de Saúde sobre o estilo de vida dos adolescentes: “A violência diminuiu entre 2002 e 2012, mas, com a crise, essa situação pode ter-se invertido.” Para João Sebastião, sociólogo e investigador que, até final de 2012, coordenava o Observatório da Segurança Escolar, a descida dos números da Escola Segura pode ser explicada por um sem-número de razões. “Não sabemos realmente o que se passa”, receia o especialista, crítico de uma escola que alargou a idade da escolaridade obrigatória mas acabou com o módulo de educação cívica e reduziu o número de auxiliares de ação educativa.

Ler o resto do artigo aqui

Espetáculo “Olhar de novo” + Seminário/Debate “Bullying – formas e perspetivas de atuação”

Março 14, 2014 às 11:45 am | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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Depois das apresentações para o ensino secundário, nos dias 12, 13 e 14, a Baal17 apresenta o espetáculo “Olhar de novo” para o público em geral, seguido do seminário/debate “Bullying – formas e perspetivas de atuação”.

O seminário, dirigido a pais, alunos, professores e todos os interessados em debater a temática, conta com a moderação da jornalista Ana Sousa Dias e a presença dos seguintes oradores:

Luís Fernandes, psicólogo. Autor do livro “Plano bullying – como apagar o bullying das escolas”

Tânia Paias, psicóloga. Diretora do site portalbullying.pt e autora de “Tenho medo de ir à escola”

Manuel Damas, sexólogo. CASA – Centro Avançado de Sexualidades e Afectos

José Antunes Fernandes. Gabinete Coordenador de Segurança Escolar, DGEstE.

Mais informações: 284 549 488 / 961 363 107

Bullying: “castigo nem sempre é a solução”

Março 13, 2014 às 6:00 am | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Castigo nem sempre é a solução

Para a psicóloga Tânia Paias, não há hoje mais casos de bullying do que antigamente. A atenção, essa é que é maior.

O tema é recorrente. Mas não é novo, embora sempre que conquista espaço nas notícias se fale dele como fosse resultado dos tempos modernos. Tânia Paias, psicóloga e diretora do PortalBullying, confirma ao Destak que o fenómeno do bullying existiu sempre. «O que acontece é que a sociedade está mais desperta e sensibilizada para este tipo de situações.» Sensibilidade que falta, por vezes, na hora de decidir o que fazer ao agressor.

Responsabilizar sim, sempre, refere a especialista. Até porque «o mais importante é que estes jovens compreendam a repercussão dos seus atos e isso faz-se implicando-os na resolução dos mesmos». Castigar é que podem nem sempre ser a solução. «Por vezes o castigo por si só não funciona, isto é, medidas apenas punitivas e não de implicação direta não são as mais adequadas.»

E ignorar nunca, já que «pode afetar uma sólida construção da identidade, pois nestas idades os jovens estão a construir relações, a ganhar confiança. Ora, se não se dá a devida atenção a uma situação que provoca medo, insegurança, desconfiança e zanga, inevitavelmente as repercussões serão grandes.»

Violência que não para

No livro Tenho Medo de ir à Escola, lançado recentemente, ajuda a identificar os sinais de quem sofre e oferece aos pais ajuda para lidar com um fenómeno a que as redes sociais deram uma nova dimensão. E começa com uma definição do bullying, «um sub-tipo de violência exercida de forma continuada, intencional e que causa um desequilíbrio de poder nas relações».

Para quem tem dúvidas, fica a certeza que «a convivência entre jovens acarreta divergências, conflitos e é natural que assim o seja». Mas tudo o que «continuamente atente a liberdade do outro, o que faça com que esteja constantemente a sofrer, com medo, inseguro, sem competência para dizer não, ripostar e ser livre, deve ser considerado um comportamento fora do comum.»

Um alerta para os pais, com o seu papel de «educador, veículo de transmissão de valores e tradutor da realidade».

Sinais de alerta

Nem sempre é fácil identificar o que se está a passar quer seja no papel da vítima, quer seja no papel do agressor, refere a psicóloga. «Agora existem alguns sinais a que, apesar de poder haver uma variação de caso para caso, devemos ficar atentos, como alterações na vontade de ir/permanecer na escola, constante má disposição física quando chega a altura de ir para a escola, nervosismo constante, irritação, mais apatia…»

O papel dos professores

Se o papel dos pais é muito importante, o dos professores não fica atrás, explica Tânia Paias. «A escola e os professores assumem papel fundamental, pois se as crianças/jovens se sentirem apoiados/compreendidos, sentir-se-ão mais confiantes e seguros. Mas esta é uma situação da qual também não nos podemos demitir, pois só em conjunto conseguiremos intervir e acima de tudo prevenir.»

Carla Marina Mendes, Jornal Destak na edição de 24-02-2014

“Não há nenhuma escola no mundo sem bullying”

Março 12, 2014 às 6:00 am | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Entrevista do Público a Luís Fernandes no dia 11 de março de 2014.

Maria João Lopes

Há vários anos que vai a escolas falar com pais, professores e alunos. O psicólogo Luís Fernandes, co-autor, em conjunto com Sónia Seixas, do livro Plano Bullying – Como Apagar o Bullying das Escolas, diz que o cyberbullying acabou com as agressões num “horário das 9h às 17h” para permitir que aconteçam 24 horas por dia.

O que é o bullying?
Um conjunto de comportamentos agressivos e desajustados entre pares, em contexto educativo, que acontece quando uma pessoa é gozada, empurrada, agredida, ameaçada, posta de parte do grupo, insultada por outros colegas, perseguida e até humilhada, de forma repetida e intencional. Geralmente, inicia-se no final do pré-escolar ou no início do 1.º ciclo e diminui a partir do 3.º ciclo e ensino secundário. No entanto, com a cada vez maior oferta de alternativas para a concretização da escolaridade obrigatória, há alunos mais velhos com comportamentos de bullying.

Existe em todas as escolas?
Não há nenhuma escola no mundo onde não exista bullying. Segundo estudos, realizados por alguns programas de combate desenvolvidos em países como os Estados Unidos, Inglaterra ou Austrália, calcula-se que a cada sete segundos ocorra uma situação de bullying em alguma escola do planeta. Eu costumo dizer que o bullying é democrático, uma vez que atravessa todas as classes sociais. E é inclusivo, uma vez que todos podem ser potencialmente vítimas, agressores ou, pelo menos, observadores.

Que papel assume o cyberbullying entre crianças e jovens?
Veio dar uma nova dimensão às agressões, pois permite que um comentário, uma foto ou um vídeo seja visto, em poucos minutos, por um sem-número de colegas. As agressões verbais, físicas e psicológicas que antes eram exercidas num “horário das 9h às 17h” passaram a ser realizadas 24 horas por dia.

Que relação existe entre o bullying e o suicídio?
As vítimas de bullying apresentam quatro vezes maior probabilidade de vir a cometer suicídio do que outra criança ou jovem que não se encontre envolvida neste tipo de comportamentos. No caso do cyberbullying, segundo investigações recentes realizadas nos Estados Unidos, uma em cada cinco vítimas pensa, em algum momento, suicidar-se, e uma em cada dez vítimas tenta mesmo fazê-lo.

 

IOVS-International Observatory on Violence in School

Março 10, 2014 às 4:48 pm | Na categoria Site ou blogue recomendado | Deixe o seu comentário
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iovs6

https://www.facebook.com/ijvsfrance

The international federation of researchers on violence in schools began in 1998, an initiative of the European Observatory of School Violence.

Descrição

Our aims are:
1/ To collect, promote, and disseminate worldwide inter-disciplinary studies on violence in schools and related subjects such as school dropout when related to victimisation for example.

2/ To conduct and take part to scientific evaluations of the studies and analyses published on the topic.

3/ To assess the impact of intervention programmes and public policies designed and implemented to prevent and reduce the phenomenon.

4/ To complete victimisation surveys and disseminate the results through scientific publications, conferences, and professional reports.

5/ To draw up proposals for action in the field based on scientific research results.

6/ To assist on the initial and in-service training of teachers, professionals, and students.

7/ To provide training of students and young researchers on violence in schools.

 

“Olhar de Novo” Espetáculo de Teatro Fórum sobre Bullying

Março 6, 2014 às 6:00 am | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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bully

Estreia dia 12 de Março – “Olhar de Novo”, espetáculo de Teatro Fórum sobre bullying

12, 13 e 14 Março – Cineteatro Municipal de Serpa – dirigido ao ensino secundário

15 Março – espetáculo + conferência “Bullying – formas e perspetivas de atuação” – público em geral

29 Março – Montemor-o-novo

1 Abril – Ourique

“Olhar de novo” será um espetáculo de teatro fórum sobre bullying. Até lá, à estreia, dia 12 de Março, “Olhar de novo” é também ateliês de teatro participativo com os alunos da Escola Secundária de Serpa, observação, aplicação de questionários, conversas com alunos, professores e especialistas. Para lá das apresentações, “Olhar de novo” será um seminário sobre a temática, dia 15 de Março, com a presença de várias entidades e aberto ao público em geral.

Sumariamente o bullying pode definir-se como “todo o comportamento agressivo, intencional de caráter repetitivo, dirigido por um aluno ou por um grupo de alunos contra outro, incapaz de se defender a si mesmo, e que se desenrola em contexto escolar” (Ramirez, 2001. Cit. por Luís Fernandes e Sónia Seixas “Plano Bullying – como apagar o bullying da escola”).

A nova produção teatral da Baal17 pretende trabalhar a temática a partir da realidade e experiência dos alunos da Escola Secundária de Serpa. Conversas, entrevistas, observação, e ateliês de Teatro Participativo, servem de ponto de partida para a recolha de informação que  será depois trabalhada artisticamente no processo de criação de um espetáculo de Teatro Fórum.  O teatro fórum coloca em cena um problema – injustiça, opressão, discriminação – relevante para a audiência sem apresentar uma solução para o conflito. No final da apresentação, a história contada em palco será analisada pelos espetadores, e todos eles serão convidados a intervir no sentido de alterar o seu desfecho. Regressando atrás na história (o teatro, ao contrário da vida, permite destas coisas) cada situação é revista e o público encorajado a propor alternativas ao comportamento do protagonista, tendo em vista a resolução do conflito.

Finda a primeira fase de ateliês na Escola Secundária de Serpa, que teve como objetivo sondar os alunos relativamente ao fenómeno de bullying no contexto escolar – a ocorrência ou não de situações no seu dia-a-dia (vividas ou presenciadas), a sensibilidade e conhecimento relativamente ao que é o bullying e de que diferentes formas este se pode manifestar, estamos neste momento a analisar/editar os materiais recolhidos no sentido de os integrar no processo de criação do espectáculo, bem como a preparar a segunda fase de ateliês que seguirá a mesma linha de trabalho, mas beneficiará do primeiro contacto e das reflexões produzidas por todos.

http://www.baal17.pt/site/

 

Bullying pode afetar saúde de crianças a curto e longo prazo

Março 5, 2014 às 8:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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Notícia do site da Veja de 18 de Fevereiro de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Peer Victimization in Fifth Grade and Health in Tenth Grade

Thinkstock

Estudo mostra que efeitos negativos do assédio moral podem ser cumulativos e se agravar com o tempo

Quanto mais longo o período em que uma criança sofrer bullying, mais grave e duradouro será o impacto sobre a saúde da vítima. Essa é a constatação do primeiro estudo a avaliar os efeitos do assédio moral ao longo do segundo ciclo do ensino fundamental, em crianças e adolescentes de 10 a 15 anos. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira no periódico Pediatrics.

“Nosso estudo mostrou que o bullying afeta severamente a saúde geral da criança a longo prazo e que seus efeitos negativos podem ser cumulativos e piorar com o tempo”, afirma a líder da pesquisa, Laura Bogart, do Hospital Infantil de Boston. “É preciso combater o bullying com mais veemência. Quanto mais cedo impedirmos que uma criança sofra assédio, menor é o risco de ela ter sua saúde prejudicada.”

Laura e sua equipe acompanharam 4 297 crianças e adolescentes do quinto ao décimo ano do ensino americano. Periodicamente, eles entrevistaram os participantes sobre sua saúde física e mental e sobre experiências com assédio moral. Os cientistas descobriram que, em qualquer idade, sofrer bullying estava associado a um pior estado mental e físico, sintomas depressivos e baixa autoestima.

Leia também:
Vítimas de violência familiar são mais suscetíveis ao bullying
Um em cada cinco adolescentes pratica bullying no Brasil

Participantes assediados cronicamente reportaram maiores dificuldades de correr e praticar esportes. Os que foram intimidados no passado também apresentavam índices inferiores de saúde no presente.

Laura e seu time dizem que mais pesquisas precisam ser feitas para desenvolver e testar métodos de prevenção e intervenção contra assédio moral. “Não há uma única abordagem que funcione no caso do bullying”, afirma Laura. “Mas fornecer a professores, pais e médicos práticas baseadas em evidências pode ajudá-los a ensinar crianças a lidar com este grave problema e a diminuir seu prejuízo.”

Vídeo da Palestra “Bullying: um plano B” por Sónia Raquel Seixas e Luís Fernandes, realizada no dia 6 de Maio de 2013

Fevereiro 24, 2014 às 8:00 pm | Na categoria Vídeos | Deixe o seu comentário
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No âmbito do ciclo de conferências 2013, “A ciência que por cá se faz” do Centro de Investigação do ISPA, Sónia Raquel Seixas e Luís Fernandes  proferiram uma palestra, no passado dia 6 de Maio de 2013, com o título “Bullying: um plano B”.

O IAC-CEDI dinamiza sessões sobre a prevenção do Bullying em escolas dos concelhos de Sintra e Seixal

Fevereiro 18, 2014 às 6:00 am | Na categoria CEDI, Divulgação | Deixe o seu comentário
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O Centro de Estudos, Documentação e Informação sobre a Criança (CEDI) do Instituto de Apoio à Criança, em parceria com a Mediação escolar do IAC e a Plátano Editora, leva a cabo várias sessões de prevenção do Bullying no Agrupamento de Escolas Escultor Francisco dos Santos, em Fitares, Rio de Mouro e na EB1 Alto do Moinho, do Agrupamento de Escolas de Vale Milhaços, Corroios.

As sessões são dirigidas para os alunos dos 4º e 9º anos, pais e encarregados de educação e assistentes operacionais, no Agrupamento de Escolas Escultor Francisco dos Santos (e para o 4º ano, na EB1 Alto do Moinho) e dinamizadas pela Dra. Cláudia Manata – IAC (alunos), Dra. Melanie Tavares (pais e assistentes operacionais) e pelo Dr. Luís Fernandes – coautor do livro “ Plano Bullying: Como apagar o Bullying da Escola” (alunos).

Esta iniciativa pretende alertar e sensibilizar a comunidade escolar para o fenómeno da violência escolar entre pares sob a forma de bullying e insere-se num projeto dinamizado pela Biblioteca Escolar e pelo Gabinete de Psicologia do Agrupamento que decorre ao longo do ano letivo. Os alunos que frequentam as sessões irão, por sua vez, organizar encontros, debates e ações de sensibilização junto dos colegas mais novos, assim como dinamizarão uma exposição, uma apresentação teatral entre outras atividades, com o apoio dos seus professores. Deste modo, todos participam nesta campanha de sensibilização para este fenómeno e os seus efeitos, ajudando a prevenir situações futuras.

O IAC-CEDI, através do empréstimo interbibliotecas, disponibilizou para a biblioteca escolar do Agrupamento de Escolas Escultor Francisco dos Santos um conjunto de monografias sobre o bullying do acervo do Centro de Documentação do IAC, de modo a permitir a sua consulta por todos os que se interessam por esta temática.

 

Jovens europeus receiam bullying e assédio sexual nas redes sociais

Fevereiro 17, 2014 às 12:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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Notícia do Sol de 11 de fevereiro de 2014.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Press release 10.02.2014 EU Kids Online III, London School of Economics (LSE) Como os mais jovens evitam os riscos online

Relatório original:

Preventive measures – how youngsters avoid online risks

sol

Os jovens europeus receiam ser vítimas de ‘bullying’ ou assédio sexual por parte de estranhos através das redes sociais, que são as plataformas onde ocorre “a maioria das situações problemáticas” decorrentes do uso da Internet, revelou um estudo.

De acordo com as primeiras conclusões do estudo divulgadas hoje, a propósito do Dia da Internet Segura 2014, entre os principais receios dos jovens entre os nove e os 16 anos de idade ouvidos no âmbito deste relatório, e que utilizam as redes sociais, estão a exposição ao ‘bullying’ e o assédio, o abuso de informações pessoais, o contacto indesejado ou de natureza sexual por parte de estranhos, e também conteúdo comercial.

“Cerca de metade das experiências desagradáveis surgem nas redes sociais como o Facebook”, refere um comunicado relativo às conclusões preliminares do novo estudo da EU Kids Online coordenado pela Universidade Masaryk, da República Checa, e em que a Universidade Nova de Lisboa participou.

De acordo com o comunicado o estudo demonstra que “as crianças e jovens têm consciência dos potenciais riscos das redes sociais, o que não significa necessariamente que façam algo para evitar o risco”.

Entre os jovens não é claro o limiar da experiência positiva e negativa. Por exemplo, refere-se no estudo que a publicação ou partilha de uma fotografia de cariz sexual pode ser entendida como algo positivo se apenas tiver como consequência comentários elogiosos, mas pode tornar-se negativa se os comentários se tornarem maliciosos ou ofensivos ou se a fotografia for partilhada com muitas pessoas.

No entanto, há jovens que em situações que assumam contornos desconfortáveis, relacionadas com temas sexuais, optam por tomar uma posição defensiva, não se envolvendo, tomando acções como sair da página onde se encontram, ou decidindo, por exemplo não tirar fotografias, ou desligar a ‘webcam’.

Citado no comunicado, o coordenador internacional do estudo, David Smahel, referiu que “enquanto muitos têm cuidado com informação pessoal, por exemplo, outros acreditam que nada de mal lhes acontecerá, independentemente do que revelem na internet”.

As conclusões preliminares do estudo — que terá uma análise mais aprofundada num relatório a divulgar em Abril — baseiam-se análise qualitativa de 57 grupos de foco e de 113 entrevistas a crianças entre os 9 e 16 anos de idade.

De acordo com o comunicado, no total, 349 participantes de nove países europeus (Bélgica, Espanha, Grécia, Itália, Malta, Portugal, Reino Unido, República Checa e Roménia) “foram convidados a explicar o que entendem ser situações problemáticas ou prejudiciais ‘online’, e o que fazem para evitar que aconteçam”, sendo que em Portugal participaram 34 crianças e jovens, em grupos de foco e por entrevistas individuais realizadas em escolas da área da grande Lisboa.

O projecto EU Kids Online apresenta-se como tendo por objectivo “aprofundar o conhecimento sobre as experiências e práticas de crianças e pais europeus relativamente ao uso seguro e arriscado da internet e das novas tecnologias ‘online'”, sendo financiado pela Comissão Europeia.

Lusa/SOL

 

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