IV Encontro da CPCJ de Lagos “Prevenir para Não Ter de Remediar”

Novembro 19, 2015 às 4:13 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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cartaz_cpcj_prevenir

Inscrições até ao dia 25 de novembro

mais informações:

http://www.cm-lagos.pt/portal_autarquico/lagos/v_pt-PT/pagina_inicial/noticias/encontro_cpcj_nov2015.htm#

Tertúlia “A influencia dos media, do bullying e da discriminação na vida de jovens LGBTI

Novembro 18, 2015 às 10:04 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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lgbt

mais informações:

https://www.facebook.com/events/531302443686673/

 

O preço do silêncio – reportagem do Expresso sobre bullying

Novembro 7, 2015 às 4:11 pm | Publicado em A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Reportagem do Expresso de 20 de outubro de 2015.

O artigo contém declarações da Dra. Cláudia Manata do Outeiro do IAC-CEDI (Centro de Estudos, Documentação e Informação sobre a Criança).

luis barra

Quando se celebra mundialmente a prevenção e o combate ao bullying, fomos conhecer quem já esteve nessa encruzilhada. Cinco vítimas e um agressor contam a sua história.

Luciana Leiderfarb

Tenho de falar, já fiquei muito tempo calado.” O caminho que levou Pedro do silêncio ao discurso foi longo e brutal. Para lá do que uma criança deveria suportar. Por não falar, por se esconder atrás da sua carapaça, quase morreu. E acordar com vida depois de desejar perdê-la aos 12 anos teve o efeito de o tornar um falador. Um falador cujas frases lutam por igualar a velocidade do pensamento. No entanto, já não podem.

Aos 10 anos assumiu a escola como hostil. Pedro era alvo diário de agressão dos rapazes mais velhos da turma. Encontrões e ameaças foram o início de uma rotina que a passagem para o 6º ano agravou. Somaram-se ataques de pânico e de asma. No 7º era frequente os agressores aparecerem à sua porta. Uma vez, um vizinho conseguiu protegê-lo. Noutra ocasião não teve a mesma sorte: “Foi nas férias. O S. tocou à campainha para eu descer, eu disse que estava ao computador. Então ameaçou que subia e partia a casa toda.” Ao descer, Pedro viu a navalha.

Antes de atravessar a porta do prédio, ainda tirou a argola de ouro da orelha e pô-la na caixa do correio. Eles começaram logo a bater-lhe. Hoje, é arrepiante ouvi-lo dizer: “Não doeu muito.” Foi a partir deste episódio que a mãe, Rosa, confirmou o que andava a intuir e o filho ocultava. Ainda pensou em mudá-lo de escola, mas convenceu-se de que seria melhor esperar até ao ano letivo seguinte. Pedro escondia a situação dos pais por achar que não iam compreendê-la. Às vezes escrevia “mensagens” em pedaços de papel que amachucava e deixava em diferentes cantos do apartamento. A 4 de fevereiro, voltou para casa a pé e mandou à mãe um SMS: “Cheguei. Gosto muito de si.” Rosa ligou-lhe, lembrou-lhe que tinha de estudar para o teste de História. Meia hora depois, o telefone dela tocou. O irmão mais velho de Pedro encontrara uma multidão à entrada do prédio. A multidão rodeava o corpo do irmão mais novo, inerte no chão. Acabara de se atirar do 3º andar.

Pedro esteve três meses em coma no Hospital de Santa Maria e oito no Hospital de Alcoitão. Ficou com lesões a nível da coluna, da visão e da fala. Em 2010, em cadeira de rodas, reiniciou a escola e já recuperou o andar. Tem amigos e define-se como “um brincalhão”. Mas, se pudesse, voltaria atrás. “Aquilo virou-se contra mim. Destruí a minha família”, afirma, enquanto dá palmadinhas no joelho da mãe, que nega, abanando a cabeça. Tentando afastar do filho os novos fantasmas que substituíram os antigos.

antonio pedro ferreira

“As crianças são exímias em esconder e camuflar”, reflete Sónia Seixas, psicóloga com um doutoramento na área do bullying. As razões por que o fazem variam entre a vergonha, a humilhação e o temor de que os pais desvalorizem o quadro — e isto acontece muitas vezes. Para esta profissional, o bullying é uma noção que importa circunscrever e que não se dilui em confrontos pontuais: “É um comportamento sistemático, repetido e intencional, em que há sempre desigualdade de poder.” Sem intervenção do adulto “raramente se resolve”.

Cinco anos de perseguição

Com o Filipe, os problemas apareceram mais cedo. E teve de aguentar cinco anos até recuperar a infância. Ainda agora se encolhe se alguém levantar a mão para dizer adeus ou acenar ao pé dele. Desde a entrada no 1º ano, aos cinco, que os rapazes da turma o perseguiam para lhe bater. Eram liderados pelo neto de um ex-presidente da junta de freguesia, que gozava de “imunidade” tácita entre os adultos da escola. “Quando ele não estava, os outros eram simpáticos”, diz Filipe, que fugia, passava os intervalos na biblioteca ou colava-se aos mais novos para se proteger. Se o apanhassem, agarravam-no pelos braços e pelas pernas, dando-lhe pontapés. No 4º ano, a quantidade de nódoas negras que marcavam o seu corpo frágil chamou a atenção do pediatra, que interpelou os pais. E estes interrogaram o filho até Filipe responder.

Ficaram a saber que, durante quatro anos, o miúdo se escondeu “até de si próprio” (palavras dele), que chegava a casa e “descarregava a estudar”. Na vila pequena onde viviam ninguém interveio, defendeu-o ou contou aos pais, que tarde perceberam o motivo por que Filipe insistia em não ir à escola. Porém, não o transferiram. No 5º ano, numa aula de ginástica na piscina municipal, o agressor quis afogá-lo. Pôs-lhe a mão na cabeça, impedindo-o de voltar à superfície. A professora travou-o, chamou os pais e a decisão de mudarem de terra impôs-se por fim. “Foi um alívio, virei um capítulo inteiro”, diz Filipe. Há pouco tempo, quase três anos depois, recebeu um SMS do agressor a ameaçá-lo.

“É uma caçada”, comenta Luís Fernandes, que escreveu o livro “Plano Bullying” com Sónia Seixas — um manual com ferramentas de intervenção que desde 2012 é utilizado em centenas de escolas. “O bullying está a aumentar e acontece cada vez mais cedo. Além disso, continua quando a criança vai para casa, na internet e no telemóvel”, observa. Na escola, 70% dos atos de bullying ocorrem no recreio, espaço que se tornou “terra de ninguém”. Para o psicólogo clínico, o problema não é apenas a escassez de adultos, mas o facto de, muitas vezes, não saírem do papel de observadores. “A passividade dos adultos perpetua estes comportamentos, enquanto a sua ação pode diminuí-los para metade”, afirma.

Descodificar os sinais

É em Beja e pela mão de Luís Fernandes que encontramos Daniel, um jovem de 15 anos, novo na cidade. Saído de Mértola, deixou para trás uma história de perseguição e manipulação. O agressor levava os outros a cuspirem-lhe, vedava-lhe a permanência em certos espaços da escola ou mandava-o calar. Só porque a sua voz “o irritava”. Um dia, no 6º ano, Daniel não acatou a ordem. E o agressor agarrou-o pelo pescoço com uma força tal que as marcas duraram mais de um mês. Passou a usar gola alta, a ter pesadelos, a urinar na cama e a trancar-se na casa de banho. A mãe estranhou, mas culpou a medicação para a hiperatividade ou a recente prisão do pai.

“Um dia entrei durante o duche”, conta Susana. Viu as nódoas negras, efeito das caneladas e dos beliscões, e as marcas no pescoço. Soube que o perseguiam da escola até casa à pedrada e que o diretor de turma lhe chegara a dar boleia para o resguardar da agressão. Uma única reunião com a direção da escola pôs a descoberto 12 responsáveis, que suspenderam o ataque físico mas mantiveram o virtual, enviando-lhe SMS com epítetos como “deficiente” ou “chibo”. A espiral só parou quando Susana recorreu à GNR. Daniel repetiu o 6º ano e esteve mais dois nesta turma até a mãe arranjar trabalho em Beja, onde o filho hoje frequenta o 9º. Houve quem lhe pedisse desculpas.

Por vezes, os pais conseguem descodificar os sinais dos filhos porque já pertenceram à mesma comunidade silenciosa. É o caso de Rui e de Isabel. Logo no 1º ano, o miúdo começou a ser alvo de sovas e insultos. Luís Fernandes via-o a “sozinhar” no recreio e Isabel diz que chegava a casa “pensativo, sem vontade de nada”. Ela conhecia bem os sintomas. No 5º ano, um simples comentário seu desencadeara o ataque de vinte raparigas, ao estalo e ao pontapé. Depois, a agressão passou a ser verbal. “O que é pior”, conta Isabel. Aos 10 anos, “só pensava no que ia acontecer no dia seguinte”. E assim aguentou mais cinco. “Não sou escrava do que passei, mas mudou a minha vida”, admite. Para ajudar o filho, pediu ajuda a Luís Fernandes. O rapaz — a iniciar o 2º ciclo — também se esforçou, treinando futebol em casa para saltar a barreira que o separava das outras crianças.

Como identificar os sinais de bullying? Sónia Seixas avisa que não existe um padrão único. Nas vítimas destaca o isolamento, o procurar a proximidade dos adultos, a insistência para mudar de turma ou de escola, o desaparecimento ou perda do material escolar ou de dinheiro; as alterações de sono, de humor, o choro exagerado, as dores de cabeça ou de barriga que surgem do nada, nódoas negras, rasgões na roupa ou ferimentos que a criança “não se lembra” como aconteceram. O agressor será em geral uma criança desafiadora com os adultos e dominadora com os colegas, com pouca empatia pelo sofrimento alheio, que aparece em casa com objetos que não lhe pertencem, que nas expressões simbólicas — jogos de faz de conta ou desenhos — cedo manifesta agressividade.

Muitos destes traços confundem-se com o início da adolescência, alerta Sónia Seixas. E o crescimento aumenta a eficiência em camuflá-los. “Há pais que ainda acham que o bullying faz parte de uma infância normal, mas o normal são os conflitos, não a violência continuada e intencional”, frisa. Cláudia Outeiro, do Instituto de Apoio à Criança, que nas ações com as escolas utiliza a metodologia do “Plano Bullying”, salienta por sua vez a facilidade com que, nas atividades feitas com as turmas, é possível reconhecer “quem tem perfil de agressor, de vítima e de observador.”

Crianças que “sozinham”

Nessa constelação de relações, Maria João soube qual era o papel da filha. Bastou reparar no espaço vazio que as colegas criavam à sua volta. E se P., na altura com oito anos, garantia “estar tudo bem”, as férias de verão provaram o contrário: “Chorava muito, tinha reações extremas, não se sentia bem em lado nenhum”, recorda a mãe. Já em casa, Maria João questionou-a. “Desabou logo. Nunca a vi assim. Soluçava para dentro, não emitia um som.” Quando conseguiu falar e deixar de puxar os próprios cabelos, contou que ninguém brincava com ela, que lhe chamavam estúpida e deficiente.

P. tem uma deficiência não cognitiva que está a ser tratada em terapia da fala. Até agora, este problema nunca fora objeto de exclusão. E a verdade é que não era a única vítima. Maria João descobriu que a mandante há meses semeava o terror na turma e dirigiu-se à mãe desta expondo a situação. A resposta que obteve foi primeiro evasiva, depois brutal. “Chegou a gritar-me que o pesadelo de P. estava só a começar.” De certa forma, estava. Com os pais das outras vítimas a demitirem-se de intervir e a escola a recusar mudar a agressora de turma, P. passou parte do 4º ano sozinha. Até fazer amigos entre os rapazes. “Não a mudei de escola porque precisava de aprender a defender-se”, diz Maria João. A filha negou-se a ir à festa de fim do 1º ciclo. A mãe levou-a à praia e ela fez a festa a brincar na areia. Sozinha, desta vez por opção.

“As escolas têm de ser implacáveis”, exorta Margarida Gaspar de Matos, uma das pioneiras na investigação deste campo em Portugal e coordenadora do estudo “A Saúde dos Adolescentes Portugueses”, integrado num projeto da Organização Mundial de Saúde que abrange 44 países.

“Não adianta mudar os regulamentos se não se mudar a cultura escolar. Há que formar os adultos e trabalhar nos observadores, que são 60%, não participam no bullying nem fazem nada para o travar”, diz a psicóloga. Os alunos devem ser obrigados a reportar, de forma escrita e anónima, qualquer incidente suspeito. “Enquanto o agressor tiver aura de herói e de sem-medo, não vai parar”, avisa.

A aura do agressor

Joaquim tem isso tudo. Ou teve. Era um sem-medo e gostava de dominar. Desde o 2º ano que se juntava aos mais velhos na perseguição dos seus pares. Gozava-os. Se o mandassem bater, ele ia. “Os mais pequenos fazem tudo o que queremos”, admite. A sensação de poder empolgava-o. No final do 1º ciclo a mira apontou para as miúdas. Apalpava-as, levantava-lhes as saias. No 4º ano, a escola inteira temia-o. A mãe era convocada todos os dias: Joaquim envolvia-se em lutas, partia vidros, importunava raparigas. Os pais de uma delas acusaram-no de molestar a filha durante meses. Noutra ocasião, os mais velhos forçaram-no a beber água de uma poça. Ficou tão furioso que atacou os que ficaram a observar, empurrando-os para o meio da lama. Nenhum ousou defender-se.

tiago miranda

Reinou até ao 6º ano e só os sucessivos processos disciplinares o fizeram abrandar. “Parei para não arranjar mais problemas”, diz. Sentia remorso? “Mais ou menos.” Quando repetiu o ano e foi integrado numa turma nova, o líder desta virou-a contra ele. Ficou no papel da vítima. O seu comportamento começou a mudar, mostrando arrependimento em casa, em especial perante a mãe. Mas não deixou de pertencer “ao grupo dos gozões”. Ainda és agressor? “Sou um bocado. Gosto de mandar.”

Há anos que Luís Fernandes trabalha com agressores e conhece as suas estratégias para exercer o poder. Uma das que mais o impressionou veio de um rapaz que escolhia as vítimas olhando para o quadro de honra da escola, a que chamava ‘ementa’. O caso de Joaquim, que Luís segue desde o 1º ciclo, é diferente: “Muitas vezes nem é ele a começar as brigas. Mas insulta, goza e humilha até que a vítima ou alguém próximo dela reage. E aí ataca com força.”

Portugal já teve em cima da mesa uma proposta de lei para a criminalização do bullying. Mas caducou em 2011. Desde então, não houve qualquer iniciativa semelhante. “Um projeto de lei deve ser secundado por uma estrutura preventiva. Não adianta apenas punir”, opina Luís Fernandes, que em poucas semanas se juntará a Sónia Seixas e a Margarida Gaspar de Matos, entre outros profissionais, para começar a delinear um futuro Plano Nacional de Luta contra o Bullying, a ser apresentado na AR.

Joaquim está a repetir o 6º ano pela terceira vez. É a sua última oportunidade de normalizar o percurso escolar. Perseguido pela má fama, chegou ao ponto em que lhe é imputada qualquer coisa que aconteça na escola. Porém, parece ainda não ter chegado ao ponto de viragem. Falou connosco num dia cinzento e quente, em Beja. Esboçava um meio sorriso ao contar ou ouvir contar os seus feitos. Se por timidez, vergonha ou orgulho, é impossível saber.

Nesta reportagem, os nomes de P. e de Joaquim são fictícios.

 

 

 

 

Bullying – Uma História de Hoje – ESTREIA Nacional 30 de Outubro – Centro Cultural de Carnide

Outubro 26, 2015 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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bullying

BULLYING – Uma história de Hoje
ESTREIA Nacional 30 de Outubro – Centro Cultural de Carnide
Entrada livre

Reservas de espectáculos | 93 445 44 47 | 93 445 57 22 | contrapalcoteatro@gmail.com

https://www.facebook.com/contrapalcoteatro

Así puede un professor prevenir el acosso escolar en su clase

Outubro 23, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto http://www.abc.es de 24 de abril de 2014.

Isabel Permuy

Carlota Fominaya

Los expertos denuncian falta de percepción por parte de los maestros de lo que ocurre en el aula

Amanda, de 19 años, Jokin, de 14, Mónica, de 16… y así hasta una larga lista de nombres de adolescentes con un denominador común: todos decidieron quitarse la vida tras haber sido víctimas de acoso escolar. «Un niño no se suicida de un día para otro. Emiten señales que los adultos que están en su esfera diaria, como pueden ser sus padres o, en este caso, los profesores, deben saber leer», indica Juan Carlos Vilar, presidente de la Fundación Gestiona. «Hay que actuar preventivamente. Las consecuencias, en demasiadas ocasiones, son irremediables», advierte. Hay otro factor común a todos estos casos de acoso, y es que todos ellos comenzaron en el colegio. «El problema está en que en muchos de los casos, los profesores que había cerca de estos pequeños nunca apreciaron que hubiera acoso escolar. O si lo detectaron, la dirección del centro no consideró oportuno sancionar a los agresores o no informó a la Consejería de Educación», añade este especialista. «Demasiadas veces tenemos que leer en los medios de comunicación las siguientes frases: “nunca se apreció acoso escolar”, o “problemas ajenos al centro por completo”», recuerda.

Es indudable que para la Fundación Gestiona, «falta percepción por parte de los maestros de lo que ocurre en el aula. Las peleas, los insultos… no son “cosas de niños”», remarcan. Para Irene López-Assor, psicóloga de esta organización, esta dificultad para detectar las situaciones de acoso en sus fases preliminares es la causa de algunas de las sentencias condenatorias a colegios por casos de acoso escolar que se están produciendo en España. «Como responsables de los menores a su cargo durante las horas lectivas, los colegios tienen la obligación y la posibilidad de combatir esta lacra social. Y para ello necesitan nuevas herramientas que les ayuden a detectar y a prevenir este tipo de situaciones», añade López Assor. «Es crucial que los profesores sepan cómo detectar cualquier señal», insiste. Lo corrobora Abel González, profesor de criminología en la UDIMA con una larga experiencia en el Plan Director de Mejora de la Convivencia y Seguridad Escolar puesto en marcha por el Ministerio de Educación. «Es un imperativo que los profesores sepan detectar cualquier señal que vean durante la estancia de los niños en el centro escolar».

Ante la creciente preocupación social y del sector por este tema, la Fundación Gestiona ha desarrollado una herramienta destinada a que sean los propios centros de enseñanza los que puedan identificar síntomas y prevenir posible casos de acoso en sus aulas, basada en la información y sensibilización de toda la comunidad educativa: equipo directivo del colegio, profesores y padres, con especial incidencia en el equipo docente, que recibe formación específica para identificar y evitar el acoso. Estos serían algunos de sus consejos a la hora de prevenir el acoso escolar en las primeras etapas:

1. Identificar los perfiles psicológicos que hay en el aula. Para ello López-Assor recomienda a los maestros que observen y estudien los perfiles psicológicos de sus alumnos a la hora de hacer grupos. «Es importante saber en qué clase nos manejamos, haciéndonos las siguientes preguntas: ¿son niños fuertes?, ¿débiles?, ¿qué carga emocional tienen? Nosotros lo sabemos mediante la realización de baterías de test y jornadas de observación en las que analizamos los perfiles psicológicos de los alumnos y de su grupo de pertenencia», explica esta terapeuta. En este sentido, desde la Fundación sugieren que se cuelguen en clase carteles bien visibles con los valores de los niños. «Son una excelente herramienta para subir la autoestima», propone.

2. Enseñar a los niños más pequeños a diferenciar lo que está bien de lo que está mal, y a canalizar su ira. «Tienen que aprender a utilizar la inteligencia emocional a la hora resolver conflictos, y esto se puede enseñar en clase desde las edades más tempranas», recomienda López-Assor.

3. Fomentar la comunicación. «El enemigo número uno de la víctima de acoso es el silencio. Pero si el niño aprende a expresar sus emociones y a comunicárselas a un adulto o a una persona de su confianza, habremos ganado en parte la batalla», indica esta psicóloga.

4. Ser conscientes de la gravedad tanto de los ataques intimidatorios como de los psicológicos. «Debemos apartar la idea de que para que exista acoso los niños se tienen que estar “matando en el patio”. Se pueden producir agresiones durante la clase de deporte mediante una patada o un cabezazo jugando al fútbol… En el patio se puede despreciar, aislar, o ignorar a un compañero…». «Pero el peor acoso, el que más se sufre, suele ser el psicológico», matiza esta experta. «Las burlas, el mote…. hoy hay que tener mucho cuidado con esto», añade.

5. La identificación de los lugares «ciegos» en las instalaciones de la instalación escolar sería otra de las recomendaciones de esta organización. «Nos referimos a los lugares donde un niño puede aprovechar para agredir o intimidar a otro al que tenga “manía”. Es bien sabido que el bullying se puede presentar de diferentes formas y en distintos lugares: dando un cabezazo durante el partido de la clase de deporte, o aislando e ignorando en el pasillo o el patio al compañero», diferencia López-Assor.

 

To My Bully – Vídeo

Outubro 20, 2015 às 10:45 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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http://agirllikehermovie.com/

https://www.youtube.com/channel/UC0Y3nLdabRSpfZtzMGYWveA

 

 

Professor e alunos criam associação para combater o bullying

Outubro 20, 2015 às 10:06 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 19 de outubro de 2015.

Fábio teixeira

Hugo Morgadinho

Projecto de docente e jovens de Braga também visa apoiar as vítimas de agressão e intimidação nas escolas.

Sensibilizar os mais novos para a questão do bullying e apoiar aqueles que tenham sido vítimas – e que raramente se queixam – deste tipo de violência física e psicológica é o objectivo da Associação Anti-bullying com Crianças e Jovens, um projecto criado por um professor e um grupo de jovens, em Braga. A associação foi lançada esta segunda-feira, dia em que se assinala o Dia Mundial de Combate ao Bullying.

A vontade de criar um projecto que alertasse a comunidade em geral para a questão da violência nas escolas surgiu quando Paulo Costa, hoje professor e investigador na Universidade do Minho, ainda dava aulas no Agrupamento de Escolas de Real, em Braga, e foi confrontado com um episódio de bullying. Nessa altura, este professor de Educação Física que estava a iniciar o doutoramento na Universidade do Minho decidiu que o bullying seria o tema da sua tese. Este episódio aconteceu em “2008 ou 2009”, mas, conta o professor, é semelhante a muitos outros que acontecem nas escolas portuguesas. Os resultados da investigação de doutoramento de Paulo Costa referem que “37,1% das crianças e jovens auscultados foram vítimas de comportamentos agressivos e intimidatórios na escola”, lê-se no comunicado da Associação Anti-bullying com Crianças e Jovens (AABCJ).

Foi por essa razão que o investigador decidiu criar, em conjunto com alguns dos seus antigos alunos, a AABCJ que esta segunda-feira foi apresentada no Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), em Braga. O projecto visa prevenir situações de violência nas escolas portuguesas e, para tal, procurará sensibilizar alunos, professores, funcionários e pais, promovendo eventos como palestras, peças de teatro ou eventos desportivos nos estabelecimentos de ensino.

“Os jovens são responsáveis [por episódios de bullying] mas eles podem ser a solução”, diz Paulo Costa ao PÚBLICO. A estratégia da AABCJ passa, por isso, pela promoção “nas crianças e jovens de atitudes pró-activas face a situações de violência”, acrescenta o investigador, explicando ainda que a associação vai auxiliar e acompanhar as vítimas de bullying.

O investigador defende que “a temática do bullying deve ser incluída na formação de professores” e sugere ainda realização de um estudo no município de Braga, em parceria com as escolas e a Universidade do Minho, que funcione como “modelo” e possa ser adaptado “a nível nacional”. As redes sociais são também uma ferramenta que a AABCJ quer utilizar para chegar ao maior número de pessoas possível, não se limitando apenas a Portugal. Ao PÚBLICO, o investigador disse ainda que a associação já é seguida por muitas pessoas de vários países onde se fala português e até já aconselhou um jovem angolano que contou ter sido vítima de violência escolar.

Na sua tese de doutoramento, Paulo Costa observou que 75% das vítimas de bullying “referiu não ter dito nada a ninguém”. Em relação ao género, não se detectaram diferenças “significativas” entre as vítimas, porque os alunos do sexo feminino e masculino se “socializam hoje de forma mais próxima e tendem a adoptar os mesmos comportamentos”, explica ao PÚBLICO. Apesar disso, os casos de bullying homofóbico tiveram “maior prevalência” entre rapazes.

 

 

 

 

Workshop Bullying – Não estás Sozinho!

Outubro 16, 2015 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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bullying

Workshop Bullying – Não estás Sozinho!

A ASOS – ASSOCIAÇÃO SOLTAR OS SENTIDOS vem comemorar o Dia Mundial de Combate ao Bullying, organizando conjuntamente com o IPDJ de Coimbra, o Workshop “Bullying – Não estás sozinho!”

20 de Outubro de 2015
Auditório do IPDJ de Coimbra
Entrada gratuita
14h00 – Técnicos
15h30 – Jovens

“A maioria das crianças e jovens estabelece relacionamentos positivos com os seus colegas e amigos. Contudo, podem existir situações em que a violência tem lugar, provocando mal-estar, desconforto, medo, vergonha e insegurança na vítima”

mais informações:

https://www.facebook.com/soltarossentidos?fref=photo

Lançamento do livro, DIZ NÃO AO BULLYING – não deixes que te façam mal – 24 de outubro no CC Vasco da Gama

Outubro 16, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Sábado, 24 de Outubro às 16:00

Café FNAC – Centro Comercial Vasco da Gama

LANÇAMENTO do livro, “DIZ NÃO AO BULLYING – não deixes que te façam mal!” (Plátano Editora) Será no próximo dia 24OUT, 3 anos após a publicação do livro, Plano Bullying – Como apagar o Bullying da Escola escola, que fiz em conjunto com a Sónia Seixas O local será a FNAC do Centro Comercial Vasco da Gama, pelas 16 horas.

Neste novo projecto, eu e a Sónia Seixas contámos com uma colaboradora muito especial, a minha filhota, Sara Luís Fernandes. Trata-se de uma história infantil em que se pretende sensibilizar e alertar, o mais precocemente possível, para as principais questões que caracterizam a problemática do bullying em meio escolar. Apesar de ser uma livro dirigido preferencialmente aos mais novos, foi elaborado com o objectivo de auxiliar pais, professores e outros técnicos a abordar e trabalhar muitas outras questões para além do bullying, a gestão de conflitos, a empatia, a resiliência, a comunicação, a assertividade e tantas outras dimensões essenciais para prevenir este tipo de comportamentos, nomeadamente, a capacidade de DENUNCIAR essas situações, como sempre afirmámos, o silêncio da vítima é a maior “arma” do agressor!!! Vamos TODOS dizer NÃO AO BULLYING

https://www.facebook.com/events/509144445920689/

 

 

Encontro CSI Lisboa – Competências Sociais Integradas – Temporada 2

Outubro 14, 2015 às 11:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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csi

mais informações nos links:

http://www.casapia.pt/csilisboa.html

https://www.facebook.com/events/1502958016694462/permalink/1502963913360539/

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