Quando a resposta ao bullying é a empatia

Outubro 21, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://expresso.sapo.pt/ de 20 de outubro de 2016.

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Christiana Martins

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Marcos Borga

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Na véspera do Dia Mundial do Combate ao Bullying, que se assinala esta quinta-feira, contamos como 12 adolescentes entre os 14 e os 18 anos que vivem numa casa de acolhimento da Santa Casa da Misericórdia aprendem a combater relações marcadas pela agressão mútua. São 12 jovens com histórias de vida para lá de complicadas, que sob a tutela do Estado, tentam reaprender a viver, com autonomia, confiança e algum afeto. Mas são também um caso de estudo, porque fizeram parte de um projeto piloto para ensinar a prevenir situações de bullying .

Empatia? Parece que vem da palavra simpatia. Quando penso em empatia, penso em simpatia.” É assim, com simplicidade, que o rapaz responde, quando questionado sobre como compreende o conceito de empatia. Tem 14 anos, não pode ter o nome divulgado, nem se pode dizer onde vive ou como é. Por questões de segurança vive numa casa de acolhimento da Santa Casa da Misericórdia no centro de Lisboa.

Com ele vivem mais 11 rapazes, todos adolescentes entre os 14 e os 18 anos, todos com histórias de vida para lá de complicadas. Estão sob a tutela do Estado, tentam reaprender a viver, com autonomia, confiança e algum afeto. Mas são também um caso de estudo, porque fizeram parte de um projeto piloto que os tentou preparar para lidar com o fenómeno do bullying. Dentro de casa, na escola, dentro deles mesmos – afinal, uma vítima pode também ser um agressor. Daí a importância de aprender a sentir o que o outro sente. A importância de se ser empático.

O sentimento de empatia exige algum distanciamento. Não é simpatia, não é cumplicidade. É algo diferente. “Empatia é quando eu me consigo colocar no lugar do outro, perceber o que ele sente”, explica Sónia Freitas, coordenadora do projeto Houses of Empathy, desenvolvido pela associação Par — Respostas Sociais, entidade que está a aplicar a metodologia de prevenção do bullying para jovens em contexto de acolhimento em três casas da Santa Casa de Misericórdia em Lisboa.
E se os adolescentes conseguem, aos poucos, aprender o que é empatia, saberão o que é o bullying? “Nós compreendemos o bullying de uma forma ampla, que passa, sobretudo, pela criação de uma situação de desequilíbrio de poder entre os jovens”, explica Sónia Freitas, concluindo que é por isso que a metodologia do programa visa “a promoção de relações saudáveis entre os jovens e a palavra bullying é evitada até ao fim das sessões”.

Nem vítimas nem agressores

Para o programa, bullying são os “comportamentos que envolvem agressões ou ameaças intencionais e repetidas, sem motivos evidentes”. E, de acordo com estudos já realizados, as crianças institucionalizadas estarão entre os grupos mais vulneráveis, podendo vir a sofrer consequências que poderão durar toda a vida, com efeitos sobre a capacidade de aprendizagem, causando ansiedade e estimulando estados depressivos.

No dicionário Priberam, contudo, bullying é “o conjunto de maus-tratos, ameaças, coações ou outros atos de intimidação física ou psicológica exercido de forma continuada sobre uma pessoa considerada fraca ou vulnerável”. Mas, no programa Houses of Empathy, a palavra só surge ao fim das 15 sessões, de uma hora cada, depois de os adolescentes já terem trabalhado questões essenciais como a auto estima, a resolução de problemas, a gestão emocional e a gestão de expectativas. Tudo é feito, como explica Sónia Freitas da Par, através da prática de educação não formal, com o recurso ao teatro, em que os jovens passam por todas as situações possíveis, seja de quem agride, seja de quem é agredido.

Os estudos citados na recolha de informação promovida pelo programa Houses of Empathy ainda colocam Portugal no topo de seis países analisados (Portugal, Espanha, Escócia, Inglaterra, Irlanda e País de Gales) com piores resultados em termos de bullying. “Temos, contudo, de relativizar estes resultados, afinal são feitos com base em relatos produzidos pelos próprios jovens”, alerta Sónia Freitas.

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O mais importante para o diretor de Infância e Juventude da Santa Casa da Misericórdia, Rui Godinho, é que a casa de acolhimento tenta estabelecer com os jovens rotinas normativas, onde os adolescentes estão sempre acompanhados e onde se procura construir um novo modelo de relações, mais saudáveis e menos marcadas pela agressividade aprendida no passado.

Ali não há punições, garante, mas há consequências. Ou seja, “todas as emoções são legítimas, o tom é que tem de ser trabalhado, a forma como as emoções são exteriorizadas”. Os educadores funcionam em representação dos pais, ausentes. E os comportamentos “não são encarados como a causa dos problemas, mas como um sintoma do que os jovens sentem”, explica o responsável.

O Houses Of Empathy é, por isso, um projeto europeu que pretende ajudar a reduzir as elevadas taxas de bullying entre jovens em contexto de acolhimento institucional através da criação de um programa específico de combate ao fenómeno.

O programa piloto foi testado em três países (Portugal, Espanha e Irlanda do Norte), abrangendo 9 centros de acolhimento residencial para crianças e jovens. Espera-se que, no final do projeto, o programa tenha sido concretizado em 39 casas de acolhimento nestes 3 países, envolvendo 468 jovens (dos 8 aos 18 anos) e 194 profissionais.

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Concluída a fase de teste do programa, é chegada a altura de apresentar os resultados da intervenção, que encara a promoção de capacidades pessoais, sociais e de empatia como base de relações saudáveis dos jovens que vivem em casas de acolhimento. Por isso, no dia 27, realizar-se-á uma conferência no Espaço Santa Casa, em Lisboa, para debater a questão e, acima de tudo, refletir acerca dos resultados e ferramentas do projeto Houses Of Empathy e sensibilizar a comunidade responsável pela proteção de crianças e jovens para a importância da ação preventiva nestes contextos.

Promovido pela Par – Respostas Sociais, em parceria com Hechos (Espanha), VOYPIC – Voice of Young People In Care (Irlanda do Norte, Reino Unido) e Sticks And Stones (República da Irlanda), é financiado pela Comissão Europeia. Em Portugal, conta ainda com um protocolo de parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

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No fim da experiência, os jovens decidiram, em conjunto, qual deveria ser o “código de procedimentos” assumido pela casa. Uma tábua com regras de boa convivência, que, como explica Sónia Freitas, acabam por ser “regras anti-bullying”. Respeito pelos outros, a capacidade de pedir ajuda aos educadores quando os jovens não conseguem resolver um conflito, aprender a elogiar, ouvir o outro, ser bem educado, respeitar as diferenças, ser assertivo (sem ser passivo e sem ser agressivo), quando os problemas surgirem pensar mais nas soluções, ter confiança nos pares, saber trabalhar em equipa, ser paciente e dar boas vindas aos novos habitantes da casa.

São tijolos. Cada regra, explica Sónia Freitas, é um tijolo, um passo na construção de uma casa onde a empatia é o habitante mais importante, onde cada morador consegue perceber o que o outro está a sentir. Capacidades de convivência que têm de ser trabalhadas diariamente. “Já penso antes de agir…nem sempre, mas já vou pensando…”, responde o rapaz que faz rimar empatia com simpatia. Não está mal: afinal, a ter em conta o dicionário, simpatia é “sentimento de atração moral que duas pessoas sentem uma pela outra”. Simpatia e empatia não são exatamente a mesma coisa, mas estão próximas. Ainda não é uma casa, mas é mais um tijolo.

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O programa Houses of Empathy foi concluído há cerca de duas semanas e, até ao fim de novembro o processo de avaliação deverá estar finalizado, explica Sónia Freitas. Se tudo correr bem, a experiência poderá ser alargada a outros espaços de acolhimento de jovens em situação de risco. Só no distrito de Lisboa, explica Rui Godinho, existem cerca de 200 crianças e jovens em lista de espera para serem acolhidos. Todos à espera de aprender como lidar com o bullying que os espera dentro e fora de casa, dentro e fora deles mesmos.

 

 

 

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“A humilhação atua por acumulação: quanto maior e mais duradoura, mais paralisante se torna”

Outubro 21, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://expresso.sapo.pt/ de 20 de outubro de 2016.

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Luciana Leiderfarb

O bullying não aumenta porque sim. E a forma de o erradicar envolve toda a comunidade. Compreender e tipificar o fenómeno é um primeiro passo para o combater. O segundo é quebrar o ciclo de silêncio entre os agressores, as vítimas e os seus pares.

Sónia Seixas é psicóloga educacional e investigadora com doutoramento feito na área do bullying. Dos vários livros que publicou sobre o tema destacam-se “Plano Bullying”, em coautoria com o também psicólogo Luís Fernandes; e “Cyberbullying: um guia para pais e educadores”, com Luís Fernandes e Tito de Morais, e prefácio do psiquiatra Daniel Sampaio. A sua abordagem é prática, de intervenção concreta num tecido escolar nem sempre sensibilizado para o fenómeno.

Também professora na Escola Superior de Educação de Santarém, conversou com o Expresso na véspera do Dia Mundial de Combate ao Bullying. Falou de isolamento, de vulnerabilidade, de relações de poder entre pares. Do papel do adulto na solução de um problema cuja escalada não acontece porque sim. De uma criminalização com a que concorda só em parte, apostando acima da tudo na prevenção. Da importância de saber ler marcas e sinais. E confessou-se cada vez mais assustada com o ‘derivado tecnológico’ do bullying, o cyberbullying, em que o perpetrador não se vê e a vítima o é 24 horas por dia.

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Como distinguir o bullying de outro tipo de agressão que possa ocorrer em contexto escolar?

O bullying é sempre um comportamento intencional, cujo objetivo é causar dano físico ou psicológico. Não acontece sem querer. Distingue-se de outros comportamentos agressivos por ser repetido — é um padrão sistemático de intensidade variável — e por implicar desigualdade de poder entre os envolvidos, no sentido em que um domina e o outro se sente submetido e intimidado. Esta disparidade pode ser física — um ser maior ou mais forte do que o outro — ou decorrer de questões de personalidade, como a assertividade, a inibição ou a timidez. Pode também haver disparidade numérica, quando o agressor está protegido por um grupo de pares que o incentiva.

Em que idade o bullying é mais frequente?

Os números são mais elevados a partir dos 13 anos, no 8º e 9º ano de escolaridade. É a idade da entrada na adolescência, em que aumenta a necessidade de afirmação e integração no grupo de pares, e em que podem ser utilizadas estratégias menos amadurecidas de interação com o outro. Nesta fase, os comportamentos de bullying tendem a atingir um pico de incidência, esbatendo-se com a aquisição de maturidade. Quando não diminuem têm em geral configurações mais gravosas.

Qual a importância da intervenção do adulto?

Na minha opinião, o bullying não se resolve sem o adulto, que é importante sobretudo para chegar aos chamados observadores — crianças que observam e são testemunhas do conflito. Estes miúdos precisam de ser sensibilizados, esclarecidos e capacitados para eles próprios poderem intervir. Sendo o bullying um comportamento que tende a ocorrer fora do olhar do adulto, é fundamental que os pares não envolvidos — que são a maioria — tenham consciência da sua posição, da sua vantagem numérica e do poder que adquirem se se tornarem ativos na defesa das vítimas. O adulto pode ajudar na corresponsabilização dos alunos observadores e tornar-se mais presente na supervisão do espaço escolar — aliás, esta é uma das medidas mais eficazes no combate ao bullying. Mas o trabalho começa em casa: é preciso que os pais deixem de dizer aos filhos “não te metas” e os ensinem a agir grupalmente contra uma situação personalizada de agressão.

A que sinais dos filhos devem os pais estar atentos?

Depende da fase de desenvolvimento em que a criança está, porque existem sinais que são típicos do seu amadurecimento psicológico. Há ‘sintomas’ da adolescência que coincidem com os decorrentes de casos de bullying. Os pais têm de ter alguma sensibilidade para perceber se os sinais dos filhos são próprios da idade, se respondem a questões internas do desenvolvimento da criança, ou se o sofrimento está relacionado com fatores externos. Por outro lado, nem sempre os sinais em casa são iguais aos visíveis na escola. Ali, situações como o isolamento no recreio ou o facto de se ser a última escolha nas atividades de grupo dão uma indicação do nível de integração de uma criança e da sua vulnerabilidade. Outro sinal é, por exemplo, aparecer material danificado, extraviado, escondido, sempre do mesmo aluno. Em casa, uma criança que esteve ótima durante o fim de semana e tem dores de barriga ou de cabeça na segunda de manhã desperta alguma atenção, assim como aquela que passa a pedir aos pais para a levarem e a irem buscar à escola quando isto antes não fazia parte da rotina. As marcas físicas, como nódoas negras e ferimentos, são mais difíceis de descobrir do que se pensa, porque muitas vezes ocorrem numa altura em que os pais já não se ocupam da higiene dos filhos — e estes são exímios a esconder-se. Alterações de humor, maior tristeza, abatimento e irritabilidade podem também indicar que se passa alguma coisa na escola.

Fala dos sinais das vítimas. E os dos agressores?

É mais difícil tipificá-los e mostram-se mais na escola do que em casa. Porém, os pais podem supor que o seu filho possa ser agressor na escola se ele em casa manifestar um perfil de prepotência, de necessidade de dominar (os outros e as situações), de dificuldade em sujeitar-se a figuras de autoridade, de mau perder e de problemas para lidar com a frustração. Muito provavelmente, se esse comportamento for visível e preponderante em casa, também o será na escola e com os pares.

Que tipo de feridas psicológicas podem decorrer do bullying?

Depende da severidade e do prolongamento no tempo da agressão — quanto mais severa e mais prolongada, maior a probabilidade de existirem consequências a longo prazo. Depressão, grandes níveis de ansiedade, de medo e de tristeza são frequentes nas vítimas. Depois, a fraca autoestima que decorre da impotência na resolução do problema pelos próprios meios e da humilhação constante. A humilhação atua por acumulação: quanto maior e mais duradoura, mais paralisante se torna. Por isso, se as primeiras respostas dos miúdos vitimizados forem respostas de assertividade, de confiança ou de humor, os agressores desistem e procuram outro alvo. Nesses casos, em geral, a tentativa de bullying não prospera.

Quais os fatores de risco das potenciais vítimas?

O isolamento pode ser um fator de risco, sendo as redes de amizade um fator protetor. Há aspetos pessoais, ligados a um temperamento mais submisso ou mais inseguro. Os agressores em geral são exímios na leitura dos outros e escolhem os que sentem que são mais frágeis.

É coautora do livro “Cyberbullying — Guia para Pais e Educadores”. Este tem sido um assunto cada vez mais estudado, por ser cada vez mais frequente. Como se lida com ele?

O telemóvel é cada vez mais uma ferramenta que dá segurança aos pais, pois permite exercer maior controlo e proteção sobre os filhos. Mas para os miúdos significa coisas completamente diferentes. O que é preciso — porque não há volta a dar quanto à sua utilização — é educá-los. No outro dia estava num encontro sobre este tema e alguém disse que dar um telemóvel a uma criança como quem lhe dá um jogo de Monopólio é o mesmo que deixá-la à noite e sozinha num parque infantil. Não é exagero: os telemóveis têm dispositivos móveis e têm internet, que é uma espécie de descampado sem regras. Os pais às vezes não dominam essa tecnologia tão bem como os filhos. Dar um telemóvel para eles usarem como se dá outro objeto qualquer é deixá-los no escuro, entregues ao perigo.

Quer dizer que o domínio da tecnologia não significa literacia tecnológica?

Exato. Há dias deparei-me com um rapaz que pensava que, por apagar um SMS já enviado do seu próprio telemóvel, também o apagaria do telemóvel recetor. Os miúdos não têm consciência da persistência e da replicabilidade dos conteúdos. Não sabem que enviarem um SMS ou uma fotografia é um ato que, depois de clicar e partilhar, não tem retorno. Criam perfis falsos dos colegas no Facebook ou no Instagram sem qualquer noção das consequências e, a meu ver, têm acesso a essas tecnologias demasiado cedo. O acesso é muitas vezes anterior à educação, à consciencialização para os perigos e para o respeito pela imagem e pela privacidade do outro. Ora, se os ensinarmos, é como se estivéssemos no parque infantil com eles. E esse ensino, essa educação, os pais muitas vezes não estão preparados para a dar.

Assusta-a esta realidade?

O cyberbullying assusta-me mais do que o bullying. É muito mais difícil de tipificar e de controlar. Já não é possível falar em observadores, porque os papéis são muito mais complexos. Tudo pode acontecer e tudo lá fica. O cyberbullying acarreta muito mais sofrimento para as vítimas, nem que seja pelo facto de estarem expostas 24 horas, enquanto na escola só o estão durante o horário escolar.

Fala-se recorrentemente da criminalização do bullying. Concorda?

Tem de ser ponderado o grau de brutalidade da agressão e a idade dos envolvidos. Aliás, a proposta de lei, que existiu e entretanto prescreveu, fixava o limite mínimo de 16 anos. Mas eu concordo acima de tudo com a prevenção, porque estamos a falar de crianças. Se o seu processo de desenvolvimento não foi devidamente acautelado, não as podemos depois criminalizar. A criança não pode ser responsabilizada isoladamente, pois ela está a crescer, precisa de ser amparada, orientada e supervisionada. E não me parece coerente nem justo que crianças sem orientação nem supervisão cheguem aos 16 anos e sejam sujeitas a um processo crime, sem que se assuma a corresponsabilidade dos pais ou dos adultos educadores. Porém, quando não há sinais de negligência e há uma pessoa que em consciência elaborou e levou a cabo um plano contra alguém, isso é diferente. É sempre necessário avaliar o trajeto da criança.

Qual a importância de existir um Plano Nacional de Luta contra o Bullying?

É fundamental. Um plano nacional de sensibilização pode prevenir, até, a necessidade de haver uma proposta de lei que criminalize o bullying. Qualquer ação que seja estendida às escolas do território nacional e que comece o mais cedo possível, de forma a prevenir possíveis evoluções e de tornar a comunidade escolar mais proativa e interventiva, fará com certeza diminuir os níveis de incidência deste fenómeno. Considero que é uma aposta de saúde mental.

 

 

 

Apresentação do livro “Bullying? Xeque-Mate!”, 22 outubro na Biblioteca Municipal D. Dinis – Odivelas

Outubro 21, 2016 às 9:00 am | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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https://www.facebook.com/BibliotecaMunicipalDDinisCmOdivelas/

20 Outubro – Dia Mundial de Combate ao Bullying

Outubro 20, 2016 às 6:00 am | Publicado em CEDI, Estudos sobre a Criança, Publicações IAC-CEDI, Recursos educativos | Deixe um comentário
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No âmbito das comemorações do 20 Outubro – Dia Mundial de Combate ao Bullying, o Centro de Estudos, Documentação e Informação sobre a Criança (CEDI) do Instituto de Apoio à Criança aproveita para voltar a disponibilizar no blogue do IAC os recursos digitais que produziu sobre bullying e cyberbullying.

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http://www.iacrianca.pt/images/stories/pdfs/desdobravel_bullying_2016.pdf

 

 

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http://www.iacrianca.pt/images/stories/koha/publ_bullying_nao_.pdf

http://www.iacrianca.pt/images/stories/koha/bb_bullying_nao_maio2016.pdf

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http://www.iacrianca.pt/index.php/divulgacao/infocedi

 

 

 

Workshop “Bullying” – 20 outubro no Centro de Formação da APAV em Lisboa

Outubro 13, 2016 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrições, até 18 de Outubro

mais informações no link:

http://www.apav.pt/apav_v3/index.php/pt/1332-formacao-apav-bullying-20-outubro

Bullying em alunos com NEE (necessidades educativas especiais)

Setembro 26, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://uptokids.pt/ de 13 de setembro de 2016.

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O bullying é um fenómeno preocupante, cada vez mais frequente no meio escolar. O bullying define-se como todos os comportamentos agressivos (físicos e/ou verbais) de intimidação, aplicados de forma regular e frequente, traduzindo-se em práticas violentas exercidas por um indivíduo ou por pequenos grupos (Costa, 1995).

Sabe-se que, os alunos com deficiência e/ou NEE, são menos aceites que os seus colegas, e são mais suscetíveis de sofrer de bullying, devido às suas limitações tanto físicas como mentais.

Habitualmente, os alunos com NEE que sofrem de bullying não o partilham com os adultos, contudo existem alguns sintomas presentes nas vítimas de bullying aos quais se poderá estar atento: enurese noturna, alterações do sono, cefaleia, desmaios, vómitos, paralisias, hiperventilação, queixas visuais, síndrome do cólon irritável, anorexia, bulimia, isolamento, tentativas de suicídio, irritabilidade, agressividade, ansiedade, perda de memória, depressão, pânico, relatos de medo, resistência em ir à escola, insegurança por estar na escola, mau rendimento escolar e autoagressão.

O conceito de Escola Inclusiva, tem como objetivo perspetivar a criança/adolescente como um tudo, ou seja, tendo em conta o seu ritmo de aprendizagem escolar, desenvolvimento pessoal, social e emocional, de forma a que também tenha acesso ao ensino, de acordo com a suas competências e capacidades (Correia, 2008).

LER TAMBÉM Receber um aluno com deficiencia na sala de aula não significa inclusão

Apesar da redefinição do conceito de NEE com a Declaração de Salamanca e de se terem verificado benefícios para estes alunos, como a melhoria do seu comportamento pró-social, auto-estima, autoconceito e também o sucesso académico, têm-se verificado igualmente algumas barreiras na aplicação de uma Escola Inclusiva. Nomeadamente, a falta de competência dos professores em relação aos alunos com NEE, falta de tempo, valorização excessiva nos resultados académicos, falta de iniciativas de interações sociais e o bullying.

De acordo com a minha experiência profissional enquanto Psicóloga Clínica numa Equipa CRI, tenho vindo a constatar a frequência de fenómenos de bullying junto de alunos com NEE, e a sua influência nas relações interpessoais e aproveitamento/motivação escolares. São alunos com poucos recursos ao nível das competências sociais, pessoais e emocionais, tornando-se urgente o acompanhamento e/ou uma atuação preventiva, de forma a estimular o treino destas competências e torná-los mais autónomos e integrados socialmente. Tal poderá ser trabalhado através da aplicação de projetos de desenvolvimento de competências sociais, pessoais e emocional, ao nível individual e/ou grupal.

É importante que o meio escolar não tenha apenas como foco principal o aproveitamento escolar do aluno, mas também estar atento à sua conduta social e relacionamentos interpessoais, uma vez que o estabelecimento de amizades nos alunos com NEE, contribuem para o desenvolvimento interpessoal e emocional (auto-estima e auto-conceito).

O Bullying tem implicações não só em toda a comunidade escolar, como também nos alunos e seus familiares, neste sentido, torna-se essencial uma abordagem multidisciplinar, mobilizando todos os agentes educativos para uma resolução mais eficaz.

Os profissionais de saúde são agentes fundamentais, estes devem clarificar o impacto do bullying nas crianças/adolescentes e escolas, promovendo ambientes de amizade, respeito face à diversidade e de solidariedade.

Também os auxiliares de ação educativa e alunos, devem ser sensibilizados a supervisionar e intervir nas situações de bullying. Sendo conhecido os benefícios da amizade nos alunos NEE, é importante sensibilizar/estimular o aluno a estabelecer relações com um colega ou colegas com quem se sinta bem e aceite.

Para prevenção de futuros incidentes, podem ser trabalhadas junto dos alunos algumas estratégias como forma de proteção; Ignorar os apelidos; fazer amizades com colegas não agressivos; evitar locais de maior risco; informar professores ou funcionários sobre o bullying sofrido.

Por último, podem ser aplicadas técnicas de dramatização e ou grupos de apoio, para os alunos adquiram estratégias para lidar com as diferentes situações.

A Escola Inclusiva não deve apenas ser visto como um conceito ou utopia, é importante que seja trabalhada continuamente e concretizada. O bullying apresenta-se como uma das suas principais barreiras pelo que deverão ser tomadas medidas urgentes de forma a prevenir, eliminar ou diminuir a sua frequência. Tornemos a escola um espaço saudável e seguro, que aceite e se adapte a todas as diferenças contribuindo para o desenvolvimento de futuros cidadãos, responsáveis e autónomos.

Por Telma Santos, Psicóloga Clínica, para Up To Kids®

 

 

Protocolo de actuación en situaciones de bullying

Setembro 6, 2016 às 6:00 am | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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Instrumento incorpora estrategias de mediación

Con el propósito de brindar a las comunidades educativas las pautas y la ruta de procedimientos inmediatos para intervenir ante situaciones de violencia, acoso y matonismo, tanto dentro como fuera del centro educativo, el Ministerio de Educación Pública (MEP) presentó el protocolo actualizado de prevención y atención en situaciones de bullying.

La guía constituye una herramienta sencilla y práctica para que todos los miembros de la comunidad educativa puedan trabajar en la detección, atención de situaciones de acoso físico o sicológico, y la restauración de la convivencia en sus centros educativos.

descarregar o guia no link:

http://www.unicef.org/costarica/media_31350.htm

 

El método KiVa, una idea que está acabando con el bullying

Agosto 23, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site https://psicologiaymente.net/

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Marc Rodriguez Castro Psicólogo

En España, el 70% de los escolares de 15 años ha sido víctima o verdugo (en muchos casos, ambos) de bullying, tanto de forma presencial como mediante nuevas tecnologías.

Los expertos señalan que este tipo de acoso existe en todas las sociedades humanas, y han pedido a las escuelas que acepten el problema para poder estudiar e implementar medidas dirigidas a prevenirlo allí donde puede aparecer y hacerlo desaparecer allí donde existe.

El método KiVa es una de las propuestas más prometedoras en este sentido.

Los orígenes del método KiVa

Finlandia es un país que destina grandes recursos a la educación, al ser considerada esta última un asunto de Estado de gran relevancia. En los últimos años el país nórdico se ha propuesto acabar con el acoso escolar y mejorar el sistema educativo en sus distintas vertientes.

Reflejo de ello es que Finlandia ha conseguido en los últimos años el digno primer puesto en educación superior, educación primaria y formación en el Índice de Competitividad Global (ICG) gracias a la importancia que se le da a la educación en los últimos tiempos. Todas las medidas destinadas a la educación han contribuido a crear una potente fuerza laboral con las competencias adecuadas para adaptarse a un contexto socioeconómico en constante cambio y que ha causado altos niveles de desarrollo tecnológico.

El sistema educativo finlandés: uno de los mejores del mundo

Finlandia es actualmente una de las naciones más creativas y innovadoras de la U.E y del mundo, posicionándose en el segundo puesto en el ranking, (el primer puesto lo ostenta Suiza). En el momento en que la OCDE (Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económico) elaboró el informe PISA, el país nórdico consiguió los primeros puestos en educación.

No obstante, el sistema educativo finlandés no es perfecto: Finlandia también sufre la nefasta epidemia del acoso escolar. ¿Con qué herramienta solucionan el bullying en Finlandia? Pues con el programa KiVa.

El programa KiVa

El término KiVa surge de la unión de las palabras “Kiusaamista Vastaan” (en finlandés, contra el acoso escolar).

Gracias a esta propuesta, Finlandia está consiguiendo erradicar el acoso escolar. Este método es aplicado en el 90% de las escuelas de educación básica, y su éxito es tal que se ha convertido en una herramienta imprescindible a la hora de valorar y escoger cualquier centro del sistema educativo finlandés, tanto para trabajar, en el caso de los profesores, como para estudiar, en el caso de los alumnos.

La etapa de experimentación

El programa KiVa fue creado a propuesta del gobierno finlandés y la comunidad educativa; “El proyecto comenzó a introducirse de forma aleatoria en los colegios finlandés”, explica Christina Salmivalli, profesora de Psicología y una de las inventoras del programa.

Años después se realizó un estudio (uno de los mayores del país, por cierto) para ver cómo evolucionaba el programa y la incidencia que este tenía en los alumnos. Los resultados fueron apoteósicos: el programa KiVa había disminuido todos los tipos de acoso en los institutos y colegios. El cerco al bullying había empezado a funcionar. De hecho, el acoso escolar desapareció en el 80% de los centros escolares. Cifras espectaculares que, lógicamente, han despertado el interés de la comunidad educativa internacional.

Resultados a largo plazo contra el bullying

Al cabo de un año los investigadores se percataron que el número de niños y adolescentes que padecían acoso escolar habían disminuido un 41%. Pero el método no sólo resolvió el problema sino que el programa también potenció el confort de los alumnos y la motivación de estos a la hora de estudiar, disparándose a través de este modo las buenas calificaciones.

La embajada de Finlandia en Madrid afirma que un 98 por ciento de los 1.000 colegios que colaboraron en el programa en 2009 creyeron que la vida escolar había mejorado significativamente durante el primer año en el que se comenzó aplicar el método KiVa, algo que confirman numerosos estudios.

Es tal el éxito del programa que el método KiVa ha recibido el Premio Europeo de Prevención del Crimen en 2009, entre otros.

Una de las mejores maneras de entender el potencial de este programa KiVa contra el acoso es a través de un ejemplo. En la escuela Karamzin tenían un problema grave de acoso escolar, por lo que el programa KiVa se puso en marcha en la escuela durante el 2008: durante el primer año de implantación se redujo el acoso escolar en un 60%.

¿Cómo funciona el método KiVa?

El método utilizado en el programa KiVa consiste en no centrarse en la dialéctica de la confrontación entre víctima y acosador (ni tratar a la víctima para que sea más extravertida ni intentar cambiar al acosador para que desarrolle empatía) sino que se basa en la actuación sobre los alumnos testigos que se ríen de tal situación.

En muchos casos, estos espectadores interiorizan que lo que pasa es normal, incluso divertido, aunque tengan una opinión subyacente diferente. Lo que se pretende hacer a través del método es influir en dichos espectadores para que no participen indirectamente en el acoso. Si esto se consigue, el acosador, que necesita de reconocimiento para proseguir con el bullying, deja de acosar a causa de que no le aporta ningún beneficio.

En resumen, el programa de basa en intentar que los espectadores no les rían las gracias a los jóvenes que son la parte agresora en el acoso. Sencillo, pero eficaz.

Los detalles del programa

En el programa KiVa los estudiantes son instruidos en unas 20 clases a los 7, 10 y 13 años (edades clave en el desarrollo del menor) para identificar las diferentes formas de bullying. De este modo ya son concienciados desde bien pequeños.

Hay diez temarios y trabajos que se realizan a lo largo del curso y en donde se enseñan valores morales como la empatía y el respeto por los demás. Se utilizan gran cantidad de recursos: charlas, videojuegos, manuales para el profesorado, vigilancia en el recreo, largometrajes… incluso un buzón virtual para denunciar si son testigos o víctimas de acoso escolar.

El equipo KiVa

En toda escuela el director elige un equipo KiVa integrado por tres adultos que detectan y investigan los casos de acoso escolar.

Primero determinan si el acoso es puntual o continuado. Después hablan con la víctima para tranquilizarla. Posteriormente hablan con los acosadores para sensibilizarlos y con los testigos, que son la piedra angular del programa, de esta forma se consigue reducir el acoso escolar.

El potencial del método

Este drástico cambio en una serie de escuelas finesas puede dar una idea de los cambios cualitativos a nivel social que este tipo de programas podrían tener no solo en las escuelas, sino en los diferentes estratos culturales de personas adultas educadas mediante estos métodos.

Si ya desde las etapas más tempranas somos educados para no apoyar pasivamente actos de violencia de este tipo, es concebible que la mentalidad de los adultos también cambie en muchos sentidos. Solo el tiempo dirá si este tipo de cambios culturales repentinos llegan a darse. Las repercusiones del programa KiVa pueden ir mucho más allá de la lucha contra el bullying, pueden ser la semilla para una sociedad más justa, solidaria y cohesionada.

http://www.kivaprogram.net/

Casos de bullying acompanhados pelo IAC têm diminuído

Agosto 12, 2016 às 1:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Coimbra de 12 de agosto de 2016.

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DIAP de Lisboa tem unidade para investigar crimes sexuais contra crianças e jovens

Junho 4, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da RTP Notícias de 1 de junho de 2016.

O Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa dispõe, desde hoje, de uma unidade competente para a investigação de crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual cometidos contra crianças e jovens de idade inferior a 18 anos.

Segundo o site do Ministério Público (MP), a criação da Unidade de Ação Penal de Crimes Sexuais e Cometidos Contra Criança e Jovens Fora do Ambiente Familiar permitirá um tratamento uniformizado e uma abordagem articulada dos crimes cometidos contra crianças e jovens, nos quais se incluem, por exemplo, fenómenos criminais como o `bullying`.

“Pretende-se dar uma resposta mais eficaz ao nível da repressão e contenção destes crimes e, prioritariamente, proteger as vítimas e evitar fenómenos de revitimização”, indica o MP, revelando que a unidade agora criada é composta por cinco magistrados, um deles com funções de coordenação.

A nova unidade é competente para a investigação de crimes sexuais cometidos contra crianças e jovens de idade inferior a 18 anos, embora com duas exceções.

Uma das exceções refere que, pela sua especificidade, os crimes praticados contra crianças e jovens no seio familiar, continuarão a ser objeto de tratamento especializado no âmbito da Unidade de Combate à Violência Doméstica.

A segunda exceção, relacionada com razões operacionais e de abordagem sistémica do fenómeno da criminalidade especialmente violenta, determinam que, independentemente da idade das vítimas, a investigação destes crimes se mantenha na Unidade Especial de Combate ao Crime Especialmente Violento.

Entretanto, a chamada Sala Júnior do DIAP de Lisboa, especialmente preparada para ouvir crianças vítimas de maus tratos e abusos sexuais, completou hoje seis anos de existência.

 

 

 

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