Brinquedos ruidosos põem em perigo a audição das crianças

Janeiro 15, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.dn.pt/ de 7 de janeiro de 2018.

Joana Capucho

Organização Mundial da Saúde não recomenda níveis de ruído superiores a 85 decibéis, mas há brinquedos que chegam aos 135. Pais devem estar atentos, dizem especialistas

Guitarras, minibaterias, carros, armas e MP3 são apenas alguns dos brinquedos que podem constituir um perigo para a saúde auditiva das crianças. Se o nível de ruído ultrapassar o recomendado, podem conduzir a uma perda gradual da audição, que terá consequências no desenvolvimento global da criança. Agora que o stock de brinquedos foi renovado no Natal, os especialistas aconselham os pais a avaliar o nível de ruído das prendas oferecidas aos mais novos.

“A Organização Mundial da Saúde indica que o nível máximo de ruído permitido por brinquedo é de 85 decibéis (dB), apesar de a norma europeia relativa às propriedades físicas e mecânicas dos brinquedos (EN-71) que, entre outras coisas, fixa o nível sonoro máximo na conceção de brinquedos seguros, definir como limite o valor máximo em 125 dB para brinquedos com fulminantes”, indica a diretora-geral da GAES – Centros Auditivos em Portugal, Dulce Martins Paiva. Apesar de toda a legislação que existe, a responsável acredita que muitos brinquedos ultrapassam o que está recomendado. Uma opinião partilhada pelo pediatra Hugo Rodrigues: “Acredito que as marcas mais conceituadas têm isso em consideração, mas muitos fabricantes não.”

Com a “mesma minuciosidade” com que, por exemplo, avaliam os brinquedos com peças pequenas – que podem causar asfixia -, Dulce Paiva aconselha os pais a “a avaliarem o nível de ruído emitido pelos brinquedos oferecidos aos filhos neste Natal”, porque há casos em que chega aos 135 dB. De acordo com a especialista, isto é “o equivalente ao barulho produzido por uma banda de rock”. “Imagine o que é estar várias horas, diariamente, exposto a este nível de som. Necessariamente tem de haver consequências”, sublinha.

O desenvolvimento do aparelho auditivo pode, segundo Hugo Rodrigues, ficar afetado. “Está a desenvolver-se para responder a uma determinada frequência e intensidade de sons. Se for sujeito constantemente a intensidades muito altas, são ativados constantemente os recetores e provocamos uma desabituação a valores mais baixos. Por isso é que as crianças ficam a ouvir pior, porque desabituam o ouvido a responder a intensidades sonoras mais baixas”, explica o pediatra.

Para a maioria das crianças, quanto mais ruído fizerem os brinquedos, melhor. Até certo ponto, Dulce Paiva diz que o “estímulo auditivo é benéfico, mas também pode representar um risco”.

“O uso continuado de brinquedos musicais, com níveis sonoros elevados, pode provocar, além de dor no ouvido, uma fadiga no nervo auditivo”. Isto pode conduzir “a uma redução da audição derivada de uma lesão profunda das células do ouvido interno”, tal como a “problemas de sono, irritabilidade, dores de cabeça, alterações gastrointestinais, de visão, entre outros”.

Dificuldades de aprendizagem

Além das implicações diretas na audição, Hugo Rodrigues diz que a capacidade de concentração, abstração e resposta da criança pode ficar afetada, já que “fica habituada a muito barulho e precisa de estímulos cada vez mais intensos para conseguir estar atenta”.

Esta perda auditiva nos primeiros anos de vida acaba, segundo Dulce Paiva, por prejudicar “o desenvolvimento global da criança, tanto a nível emocional como social, mas sobretudo ao nível da linguagem. Ao deixar de estar exposta ao estímulo da linguagem existe um desfasamento do seu desenvolvimento linguístico, com repercussões na aprendizagem”. São os pais e os professores quem normalmente detetam que alguma coisa não está bem. De acordo com um estudo divulgado em novembro pela associação norte-americana Sight and Hearing, 18 dos 22 brinquedos que foram testados tinham níveis superiores a 85 decibéis.

O que diz a Deco

Embora não tenha nenhum estudo específico sobre os brinquedos ruidoso, a Deco já emitiu considerações gerais sobre o tema. “A marcação CE é um símbolo colocado nos brinquedos pelos fabricantes: não é uma garantia de segurança para a criança. Daí exigirmos que sejam criados mecanismos que permitam uma avaliação dos brinquedos por parte de entidades independentes”, recomenda, destacando que “persistem fabricantes ou distribuidores que, com frequência, vendem produtos com falhas, por não seguirem padrões de fabrico exigentes ou não exercerem um controlo responsável”.

mais informações no link:

http://www.sightandhearing.org/Services/NoisyToysList%C2%A9.aspx

 

 

 

 

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Criança de seis anos torna-se multimilionária por avaliar brinquedos no YouTube

Dezembro 27, 2017 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da http://rr.sapo.pt/ de 13 de dezembro de 2017.

“Ryan ToysReview” é o nome do canal que tornou a criança norte-americana famosa e uma das pessoas mas ricas do mundo, segundo a revista “Forbes”.

Aos seis anos, Ryan tornou-se multimilionário. Como? Dando a sua opinião sobre vários brinquedos no YouTube.

A história começa quando Ryan tinha apenas três anos. Os pais começaram a filmá-lo a abrir as caixas de brinquedos, a brincar com eles e a dizer o que pensava. Os filmes eram colocados no YouTube, onde criaram um canal: o Ryan ToysReview.

Desde então, o número de subscritores foi crescendo e atinge já os 10 milhões, fazendo de Ryan um dos “youtubers” mais bem pagos do mundo, segundo a revista “Forbes”.

Entre Junho de 2016 e o mesmo mês deste ano, a criança arrecadou 11 milhões de dólares brutos (9,3 milhões de euros).

Por questões de segurança, o apelido e a residência de Ryan são mantidos secretos.

Segundo a página de Ryan no YouTube, a família doa a maioria dos brinquedos a instituições de solidariedade depois de avaliados.

 

 

 

Sabe de que forma os brinquedos do seu filho influenciam o seu futuro?

Agosto 28, 2017 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do https://ionline.sapo.pt/ de 16 de agosto de 2017.

Shutterstock

Até a forma como brincamos com a criança assenta em estereótipos.

As meninas costumam brincar com peluches cor-de-rosa e os meninos com carrinhos. Poderão estes hábitos ter impacto no futuro? Estudos dizem que sim: os bebés que brincam com brinquedos que ajudama  desenvolver para uma maior sensação espacial ou que estimulam a confiança física – como carros, robôs, pequenos puzzles, etc – costumam dominar profissões onde estas características são imprescendíveis. Características essas que estão mais associadas ao sexo masculino do que feminino.

Assim, este tipo de empregos costuma ter muito mais homens do que mulheres. Mas será que os pais ou os educadores têm influência nesta situação?

A BBC fez um teste e colocou um bebé do sexo masculino com roupas de menina e vice-versa. Edward passou a ser Sophie e Marnie ‘transformou-se’ em Oliver. Os adultos que interagiram com eles posteriormente não sabiam os seus verdadeiros nomes de julgaram que Sophie era,d e facto, uma menina, e Oliver um menino.

Na experiência é possível ver que os educadores oferecem a Oliver brinquedos como robots, peças para montar, e dão –lhe ainda um triciclo e um pequeno pónei para montar. Já Sophie temd e interagir com fantoches e peluches, brinquedos que não estimulam tanto o desenvolvimento cerebral.

Quando se aperceberam da mudança de roupas e de nome, entenderam que a forma como brincam com as crianças baseia-se também em estereótipos e pode ter uma grande influência no seu desenvolvimento.

 

 

I Congresso do Brinquedo Português

Julho 5, 2017 às 7:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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“26, 27 e 28 de outubro de 2017
I CONGRESSO DE BRINQUEDO PORTUGUÊS
Mais informação em:
www.congressodebrinquedoportugues.pt

O Museu dos Biscainhos – Direção Regional de Cultura do Norte em parceria com o Centro Interpretativo do Brinquedo – ADOL organizam o Congresso de Brinquedo Português, entre 26 e 28 de outubro de 2017, no Instituto de Educação da Universidade do Minho e na Casa do Conhecimento em Vila Verde. O período de inscrição no Congresso (sem comunicação) é de 15 de Junho a 15 de Outubro.”

 

Fidget Spinner. Chega a Portugal o brinquedo banido nas escolas dos EUA e Reino Unido

Maio 22, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://observador.pt/ de 13 de maio de 2017.

O Fidget Spinner, o brinquedo que se tornou viral em vários países, chega esta semana a Portugal. São um total de cinco mil unidades que irão ser postas à venda em lojas em todo o país.

As crianças terão de agradecer à AvailableGadget, uma empresa da Maia, que “percebeu o potencial deste produto e decidiu investir no Fidget Spinner, sendo atualmente a única a colocá-lo nas lojas portuguesas”, contou uma fonte da empresa ao Dinheiro Vivo, acrescentando que este brinquedo tem tanta probabilidade de se tornar viral como aconteceu com o Pokémon Go, por exemplo.

 Fidget Spinner. O brinquedo viral que anda a agitar os pátios das escolas

 Nalgumas escolas nos Estados Unidos e Reino Unido, o brinquedo foi proibido por distrair as crianças. O Fidget Spinner é um brinquedo pequeno e com poucas funcionalidades. De várias cores, tem três pontas e um botão que, quando premido, faz com que o brinquedo gire.

O brinquedo agora viral esteve para não chegar ao mercado porque a sua criadora não tinha dinheiro para o comercializar. Agora, a procura é tanta que as lojas de brinquedos estão a ter dificuldade em manter o stock.

 

Colóquio Brincar e os modos de ser Criança – 26 e 27 de maio em Coimbra – Organização do IAC – Fórum Construir Juntos

Maio 18, 2017 às 12:43 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Instituto de Apoio à Criança (IAC) tem por objetivo principal contribuir para o desenvolvimento integral da Criança, na Defesa e Promoção dos seus Direitos, sendo a criança encarada na sua globalidade como sujeito de direitos na família, na escola, na saúde, na segurança social e justiça.

É convicção do IAC que a promoção do “Direito de Brincar” consagrado no artigo 31º da Convenção sobre os Direitos da Criança, conduz a um crescimento equilibrado e feliz, já que através do Brincar a Criança atribui significados, comunica, compreende os outros, aprende a respeitar regras, inventa, constrói vezes sem fim, numa reconstrução permanente.

Neste sentido, o IAC-FCJ divulga o Colóquio Brincar e os modos de ser Criança, a decorrer nos dias 26 e 27 de maio, na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, em Coimbra.
Este evento tem como principal objetivo refletir sobre o BRINCAR como direito das crianças, como expressão do seu modo de ser e estar, e como estratégia cientificamente fundamentada de educação e de integração social. Iremos procurar despertar o interesse de todos os participantes para a importância da atividade lúdica, dando ao mesmo tempo a conhecer investigações e iniciativas já realizadas, na medida em que elas possam ser inspiradoras para novas ações, por ventura da iniciativa dos próprios formandos.

Mais informações e inscrições através do link: https://sites.google.com/site/brincar2017/

Em anexo segue Cartaz de divulgação e o Flyer com o programa.

Cartaz (pdf)

Programa (pdf)

Segurança das crianças analisada pelo Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia

Abril 27, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 23 de março de 2017.

mais informações na notícia do Joint Research Centre (JRC):

Connected dolls and tell-tale teddy bears: why we need to manage the Internet of Toys

A privacidade e segurança das crianças e famílias podem estar em causa com a proliferação de brinquedos ligados à internet, alerta um relatório do Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia, divulgado nesta quinta-feira.

No documento, o centro defende a necessidade de monitorizar e controlar a emergente “Internet dos brinquedos” e destaca como principais áreas de preocupação a segurança e a privacidade, tendo em conta que há novos brinquedos que podem gravar, armazenar e partilhar informações sobre as crianças.

Grande número de brinquedos conectados foram postos à venda nos últimos anos, devendo o volume de negócios deste novo segmento de mercado chegar aos 10 mil milhões de euros até 2020, contra 2,6 mil milhões em 2015.

A “Internet dos brinquedos” surge sob diferentes formas, desde relógios inteligentes a ursos de peluche que interagem com as crianças. Estão ligados à Internet e, em conjunto com outros aparelhos formam a “Internet das coisas”, levando a tecnologia para a casa das pessoas como nunca antes.

Uma equipa de cientistas do centro e especialistas internacionais analisaram as questões de segurança e privacidade e ligadas à socialização decorrentes da ascensão da “Internet dos brinquedos”. E convida, no relatório, os decisores políticos, a indústria, os pais e os professores a estudar a questão em profundidade, para proporcionar uma estrutura que garanta que esses brinquedos são seguros e benéficos para as crianças.

Na área da robótica, diz-se no documento, são cada vez mais os brinquedos robóticos ou com inteligência artificial, embora ainda se saiba pouco sobre as consequências da interacção dos mais jovens com os brinquedos robóticos, sendo possível que representem uma oportunidade, mas também um risco para o desenvolvimento cognitivo, socio-emocional e desenvolvimento moral e comportamental.

Alerta aos pais

Parecendo certo que podem por exemplo ajudar na aprendizagem de línguas estrangeiras, ou em casos como o autismo, também podem aumentar o risco de “bolhas educacionais”, onde as crianças só recebem informação que se ajustam aos seus interesses pré-existentes, como acontece na interacção dos adultos nas redes sociais.

Outra questão levantada pelo relatório diz respeito à forma como os dados recolhidos pelos brinquedos são analisados, manipulados e armazenados. O documento diz que esta não é transparente e representa uma ameaça emergente para a privacidade das crianças.

Lembra o relatório que os dados fornecidos pelas crianças enquanto brincam, como sons, imagens e movimentos registados pelos brinquedos online são dados pessoais, protegidos pela lei.

Outra preocupação registada, esta de mais longo prazo, relaciona-se com o crescimento numa cultura em que seguir, registar e analisar as escolhas diárias das crianças é considerado normal mas pode moldar o comportamento e o desenvolvimento dos jovens.

No relatório apela-se à indústria e aos decisores políticos para criarem uma estrutura que actue como um guia de utilização da tecnologia, forma de ajudar também os fabricantes a enfrentarem os desafios do novo Regulamento Europeu de Protecção de Dados, que entra em vigor em maio de 2018 e que aumenta o controlo dos cidadãos sobre os seus dados pessoais.

O documento apela ainda aos pais que entendam como as crianças interagem com os brinquedos em rede e quais os riscos e oportunidades para o desenvolvimento, além de se informarem sobre as capacidades, funções, medidas de segurança e configurações de privacidade dos brinquedos.

 

 

Colóquio Brincar e os modos de ser Criança – 26 e 27 de maio em Coimbra – Organização do IAC – Fórum Construir Juntos

Março 23, 2017 às 1:09 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Instituto de Apoio à Criança (IAC) tem por objetivo principal contribuir para o desenvolvimento integral da Criança, na Defesa e Promoção dos seus Direitos, sendo a criança encarada na sua globalidade como sujeito de direitos na família, na escola, na saúde, na segurança social e justiça.

É convicção do IAC que a promoção do “Direito de Brincar” consagrado no artigo 31º da Convenção sobre os Direitos da Criança, conduz a um crescimento equilibrado e feliz, já que através do Brincar a Criança atribui significados, comunica, compreende os outros, aprende a respeitar regras, inventa, constrói vezes sem fim, numa reconstrução permanente.

Neste sentido, o IAC-FCJ divulga o Colóquio Brincar e os modos de ser Criança, a decorrer nos dias 26 e 27 de maio, na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, em Coimbra.
Este evento tem como principal objetivo refletir sobre o BRINCAR como direito das crianças, como expressão do seu modo de ser e estar, e como estratégia cientificamente fundamentada de educação e de integração social. Iremos procurar despertar o interesse de todos os participantes para a importância da atividade lúdica, dando ao mesmo tempo a conhecer investigações e iniciativas já realizadas, na medida em que elas possam ser inspiradoras para novas ações, por ventura da iniciativa dos próprios formandos.

Mais informações e inscrições através do link: https://sites.google.com/site/brincar2017/

Em anexo segue Cartaz de divulgação e o Flyer com o programa.

Cartaz (pdf)

Programa (pdf)

 

 

Com os brinquedos… não se brinca! Entrevista de Marta Rosa do IAC

Janeiro 11, 2017 às 1:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista de Marta Rosa do Sector da Actividade Lúdica do Instituto de Apoio à Criança à Maria no dia 18 de dezembro de 2017.

clicar na imagem

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Quando o brinquedo favorito de uma criança é um pneu velho

Dezembro 23, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://observador.pt/ de 17 de dezembro de 2016.

O brinquedo desta criança do Burkina Faso é um pneu velho

O brinquedo desta criança do Burkina Faso é um pneu velho

Um projeto promovido pela Gapminder Foundation revela alguns dos brinquedos favoritos de crianças em vários pontos do mundo. Há pneus velhos, embalagens de plástico e bonecas desfeitas.

São imagens que fazem pensar, sobretudo numa altura como o Natal. A Gapminder Foundation, uma organização não governamental sem fins lucrativos, especializada em análise estatística e que se propõe a promover o desenvolvimento global sustentável, lançou um projeto onde, entre outros aspetos, revela os hábitos de consumo de várias famílias em muitos pontos do globo, desde o tipo de casa em que vivem até às camas onde adultos e crianças dormem. Mas há outros detalhes impressionantes: no Burkina Faso, por exemplo, existem crianças cujos brinquedos favoritos são antigas embalagens de plástico ou simplesmente um velho pneu de camião.

O projeto da Gapminder Foundation, batizado como Dollar Street, mereceu o destaque do Business Insider, que acrescenta alguns dados relevantes, como o facto de 15% das pessoas em todo mundo viverem em casas cujo rendimento mensal médio por adulto é de apenas 39 dólares, cerca de 37 euros.

Em declarações à Business Insider, Anna Rosling Rönnlund, co-fundadora da Gapminder, explicou que, além de querer chamar atenção para as desigualdades gritantes entre a riqueza disponível nos vários países, o objetivo deste projeto é também tornar o “mundo menos assustador”, aproximando as pessoas.

Uma das possibilidades que o Dollar Street oferece é precisamente a de conhecer a história de famílias do Haiti, da Ucrânia ou do Camboja e provar que, independentemente da região onde vivamos, muitos dos desafios que enfrentamos diariamente são os mesmos. “É impressionante ver quão semelhantes são as nossas vidas”, notou Anna Rosling Rönnlund.

 

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