UMinho adapta brinquedos para crianças com paralisia cerebral

Dezembro 8, 2017 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia da https://www.rtp.pt/ de 6 de dezembro de 2017.

Um grupo de estudantes da Universidade do Minho está a adaptar brinquedos doados às necessidades de crianças com paralisia cerebral, um “gesto de solidariedade e gratidão” que se repete há 11 anos, embora haja cada vez menos doações.

Hoje, a Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães, transformou-se numa oficina do Pai Natal em que os duendes são alunos de Engenharia Eletrónica e Computadores da Universidade do Minho que, com a magia aprendida no curso, e um “simples adaptador”, estão a tornar brinquedos eletrónicos “normais” em brinquedos funcionais para crianças com necessidades especiais “mas sem custarem 200 euros”.

Há guitarras cor-de-rosa, cãezinhos de peluche, um urso contador de histórias, carrinhos, uma retroescavadora, e uma boneca que diz `I Love You` quando lhe carregam na barriga. Um gesto básico para uns, mas impossível para algumas crianças.

“As crianças [com paralisia cerebral] não têm a sensibilidade para carregar nestes botões, muitas não conseguem mexer as mãos. Nós, por menos de um euro, conseguimos acionar um interruptor que pode ser acionado com o pé, com o pescoço, ou com o braço e que faz o brinquedo funcionar”, explicou à Lusa o Pai Natal improvisado, coordenador da iniciativa e professor da academia minhota, Fernando Ribeiro.

“A adaptação fica barata, os brinquedos adaptados custam 200 euros porque tem que ser certificado, tem que ser isto, tem que ser aquilo”, apontou.

Os primeiros brinquedos foram adaptados em 2006: “Nos primeiros anos tínhamos empresas que nos ofereciam os brinquedos, agora fazemos uma campanha de recolha de brinquedos usados. Costumávamos adaptar entre 60 a 70 brinquedos, mas agora são menos porque tem havido poucas doações”, explicou, lamentando a falta de matéria-prima, Fernando Ribeiro.

Naquela oficina, os duendes trabalham de graça e por prazer. “Aplicamos o que damos no curso e ajudar estas crianças que não têm possibilidades para ter brinquedos é um fator de solidariedade e gratidão”, justificou Inês Garcia, finalista do curso de Eletrónica e Computadores, enquanto está às voltas com um cãozinho enroscado que teima em não respirar quando lhe carregam no interruptor.

Ao lado, uma boneca de trapos repousa. O que faz essa boneca, é a pergunta a que Inês responde: “Quando se lhe carrega na barriga diz `I love you`. O que vou fazer é colocar-lhe um adaptador que pode ser acionado com o pé ou o pescoço em vez de se necessário carregar-lhe na barriga”, explicou.

E o amor de uma simples boneca fica mais acessível. E o daquelas crianças também.

“No início, não éramos nós que entregávamos os brinquedos, depois pediram-nos para sermos nós porque as crianças perguntavam quem era o Pai Natal. Agora vamos nós, entregamos o brinquedo, ficamos lá a brincar e a experiência é única, não para eles, mas para nós”, disse o professor.

Finalmente, e perante o olhar de alívio de Inês, o cãozinho respirou.

Além da componente solidária, Fernando Ribeiro atribuiu à campanha de adaptação de brinquedos alguma pedagogia: “Os alunos apercebem-se que o mundo real não é aquele a que estão habituados”, salientou.

A recolha de brinquedos ainda não acabou, decorre até 15 de dezembro, tendo como pontos de entrega os Complexos Desportivos Universitários de Gualtar (Braga) e Azurém (Guimarães) e a Sociedade Martins Sarmento (situada no centro de Guimarães).

“Oferece e faz uma criança feliz”, chama-se a campanha.

mais informações:

A Lego vai ter um boneco em cadeira de rodas

Fevereiro 16, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://p3.publico.pt de 29 de janeiro de 2016.

Daniel karmann AFP

Depois do movimento #ToyLikeMe ter lançado, no ano passado, uma petição online para maior inclusão social, a Lego vai agora lançar um boneco numa cadeira de rodas

Texto de PÚBLICO

A Lego vai lançar, pela primeira vez, uma figura numa cadeira de rodas.

Segundo a notícia divulgada pelo jornal britânico “The Guardian”, a descoberta foi feita pelo blogue Promobricks e pelo site site Bricksfans. Fãs da Lego repararam na novidade durante as feiras de brinquedos de Londres e Nuremberga, onde a marca apresentou os novos conjuntos que vão ser lançados durante este ano.

Esta novidade é particularmente significativa, visto que a Lego se encontrou envolvida recentemente numa polémica pela falta de diversidade apresentada nos seus produtos. No ano passado tinha surgido, no seguimento de uma campanha activa no Twitter com nome #ToyLikeMe (Brinquedo Como Eu), uma petição pública online que agregou mais de 20 mil assinaturas. O objectivo era fazer com que a marca diversificasse e passasse a incluir brinquedos representativos de pessoas com deficiência.

Uma co-criadora da petição, Rebecca Atkinson, tinha publicado no passado mês de Dezembro um artigo de opinião no “The Guardian” no qual referia que “a marca continua a excluir 150 milhões de crianças com deficiência pelo mundo fora, ao falhar em representá-los de forma positiva nos seus produtos”. Para ela, “mais do que valores de venda”, trata-se de concretizar uma mudança cultural que pode ser atingida com o uso positivo da tremenda influência que uma marca como a Lego possui.

Depois da divulgação da inclusão dos novos brinquedos, a página da petição lançou uma nova actualização, onde é possível ler que a equipa se encontra “genuinamente com lágrimas de felicidade” com este anúncio. A primeira figura com deficiência estará incluída na colecção “Fun In The Park” (Diversão No Parque), a ser lançada durante o Verão.

 

 

 

Marca cria bonecas com deficiências físicas para promover a inclusão

Junho 7, 2015 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://www.hypeness.com.br/

© Makies

© Makies

Como ensinar crianças a aceitarem a tentarem entender deficiências físicas e marcas de nascença quando a maioria das bonecas, brinquedos e desenhos animados não mostra isso em seus personagens? Instigada por uma campanha na internet, a marca britânica Makies, que vende bonecas feitas em impressora 3D, anunciou uma série de acessórios como bengalas, aparelhos auditivos, óculos e marcas, que podem ser adquiridos com a boneca ou separadamente.

Após o anúncio, a marca recebeu diversas solicitações de acessórios, como uma cadeira de rodas, o próximo item a ser lançado. A campanha #ToyLikeMe ganhou grande repercussão nas redes sociais, com mais e pais pedindo mais diversidade nos brinquedos e bonecas. Afinal, como a gente bem sabe, a diversidade das pessoas vai muito além do corpo branco e perfeito das Barbies.

Confira os acessórios criados:

Makies3

mais fotos no link:

http://www.hypeness.com.br/2015/05/marca-cria-bonecas-com-deficiencias-fisicas-e-marcas-de-nascenca-para-promover-inclusao/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+com%2FtQbo+%28Hypeness%29

 

Robótica dá vida a bonecos para crianças

Dezembro 22, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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notícia do Jornal de Notícias de 15 de dezembro de 2014.

Emília Monteiro

Crianças com deficiências de Braga, Barcelos e Guimarães vão receber, no Natal, 60 brinquedos eletrónicos adaptados por alunos voluntários do polo de Guimarães da Universidade do Minho.

À semelhança de anos anteriores, o Grupo de Robótica do Departamento de Eletrónica Industrial está a adaptar brinquedos para o Natal. Nos últimos dois anos nenhuma empresa doou brinquedos à universidade. “Este ano, pedimos brinquedos usados a alunos e professores e estamos a transformá-los para que crianças que não andam, ou não se conseguem mover, possam brincar”, disse Fernando Ribeiro, docente de robótica, pai de quatro filhos, impulsionador do projeto.

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ver o vídeo aqui

O laboratório parece a oficina do Pai Natal, com brinquedos por todo o lado e com os alunos à volta de uma mesa, com ferramentas na mão, a alterar os bonecos. “Há brinquedos a que temos que retirar funções porque foram concebidos para crianças sem limitações e “dão” instruções para correr ou saltar quando as crianças são incapazes de fazer isso”, afirmou o responsável. Aos carrinhos e aos comboios, teve que ser retirado o movimento porque os meninos a quem se destinam não conseguem andar atrás dos brinquedos. A outros foram acrescentados leds para dar luz e, em certos casos, os alunos tiveram que coser e finalizar o trabalho.

Basta um toque

Todos têm uma característica comum: podem ser acionados com um simples inclinar do pescoço ou com um toque, mesmo que suave e torto, no interruptor colocado em todos os brinquedos. Já adaptados, os carrinhos, os peluches, os aviões e os comboios vão ser entregues amanhã e depois com a ajuda da “SALUSLIVE”, uma entidade parceira da universidade que trabalha com crianças com as mais diversas limitações.

“Existem brinquedos adaptados à venda mas custam entre 300 a 400 euros e nós fazemos o trabalho de graça e com muito gosto”, grisou ainda Fernando Ribeiro. “Aceitamos todos os brinquedos, mesmo alguns que vinham estragados porque é possível arranjar, de uma forma ou de outra, a parte eletrónica e fazer mais uma criança feliz”, finalizou Tiago Ribeiro, 19 anos, aluno do 2º ano de Engenharia Eletrónica.

Brinquedos e brincadeiras para crianças cegas

Fevereiro 27, 2014 às 6:00 am | Publicado em Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Texto do site REAB de 27 de Setembro de 2013.

por Ana Leite

O objetivo desse post é listar alguns tipos de brinquedos que podem ser inseridos no brincar da criança cega ou com baixa visão auxiliando seu desenvolvimento.

Vamos começar falando da estimulação vestibular que é importante para o desenvolvimento saudável do cérebro das crianças, especialmente das cegas ou com baixa visão. Estas pessoas não recebem a estimulação vestibular adequada, pelo menos na maioria das vezes.

Uma criança vidente (que é como chamamos quem enxerga) obtém esse tipo de estimulação através dos movimentos da cabeça durante as brincadeiras e outras atividades cotidianas que requerem o movimento da cabeça para olhar para as coisas e realizar as atividades. Se você parar para pensar 2 minutinhos, vai ver quanto movimento da cabeça realizamos para nossas atividades, até mesmo as que executamos em pé, como o banho. Crianças que não conseguem enxergar só possuem uma fração dessas experiências de movimento.

Pensando nesse tipo de estímulo, o balanço proporcionado por alguns brinquedos é uma boa maneira para crianças cegas receberem o estímulo que o cérebro precisa para se organizar e se desenvolver de forma otimizada. A ausência do estímulo vestibular pode levar a problemas no processamento das informações sensoriais e, a partir daí, surgirem diferentes sintomas, um deles pode ser inquietude, que os pais podem entender como ansiedade ou problemas comportamentais. Assim, o estímulo vestibular proporcionado pelo balanço pode ajudar. Conclusão: crianças cegas podem se beneficiar de ter oportunidades diárias ou regulares de se balançarem.

Nada melhor para se balançar que um balanço, não é? Sendo assim, nossa lista começa com:

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 Jogos e brincadeiras que envolvam movimentos também podem facilitar as relações sociais, dando às crianças atividades que podem fazer com outras pessoas (outras pessoas ou adultos). Estimule pais a pensarem quais as brincadeiras com movimento que os filhos gostam e introduzí-las com mais frequência na rotina da criança.

Quando o assunto é brinquedos, é recomendável que crianças cegas tenham brinquedos como:

instrumentos musicais (bateria, pianinho, instrumentos de corda…). O legal de instrumentos é não só desenvolver outro sentido como também aguçar o interesse por música enquanto estimula ritmo e outras habilidades importantíssimas que só a música fornece.

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massa de modelar ou argila. Esses recursos podem ser trabalhados de várias formas. O importante nesse caso é o contato da criança com esse recurso tátil tão rico em possibilidades de uso.

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Ler o resto do texto aqui

 

Campanha Mil Brinquedos Mil Sorrisos

Julho 29, 2013 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Quando as crianças brincam, conhecem-se a si mesmas e aos outros. Descobrem o Mundo. Exercitam novas habilidades. Criam vínculos. Desenvolvem-se aos níveis cognitivo, psicomotor e afetivo. No entanto, as crianças especiais são confrontadas com obstáculos que as impossibilitam de usufruir destes momentos. É aqui que o Centro de Recursos para a Inclusão Digital (CRID), do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), tem vindo a intervir, através da Campanha “Mil Brinquedos Mil Sorrisos”. Esta campanha tem entregue brinquedos adaptados a crianças especiais, que lhes possibilitam gozar de atividade lúdica e situações de brincadeira com outras crianças, favorecendo a sua inclusão na sociedade.

Processo de recolha e adaptação de brinquedos

A campanha “Mil Brinquedos Mil Sorrisos” tem como principal objetivo recolher brinquedos com um sistema eletrónico simples, a fim de serem transformados em brinquedos passíveis de serem utilizados por crianças com necessidades especiais, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPL-ESTG. Esta tarefa é feita por estudantes e professores voluntários do Departamento de Engenharia Eletrotécnica daquela Escola. O trabalho desenvolvido na ESTG consiste na adaptação do circuito de alimentação de cada brinquedo, de modo a que possa ser utilizado a partir de um interruptor externo que aciona o seu funcionamento. Este ano, o CRID lança a 6.ª Edição desta Campanha, que pretende reunir e adaptar mil brinquedos a serem entregues as trinta e seis Equipas Locais de Intervenção Precoce de Lisboa e Vale do Tejo  numa cerimónia a decorrer no dia 7 de Dezembro de 2013 (Gala da Inclusão), no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.

Mais informações aqui

CERCIAMA – Workshop À Descoberta do Brincar…Adaptando Brinquedos

Fevereiro 17, 2013 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A CERCIAMA, vai realizar um ciclo de Workshops, durante o mês de Março, nas áreas do Brinquedo Adaptado, População Senior, Projetos Culturais e Luminotecnia.

Workshop
“À Descoberta do Brincar…Adaptando Brinquedos”
Programa:
1- Modelos teóricos do Brincar
2- O que é o Brincar e sua importância
3- O Brincar e a criança com deficiência
4- Exercício prático de adaptação de brinquedos
Destinatários: Técnicos de Instituições, Trabalhadores Sociais, Terapeutas e Educadores
Formador: António Gonçalves, Mestre em Terapia Ocupacional, Musicoterapeuta
Duração da formação: 6 Horas
Data: 2 de Março
Horários: 10.00/13.00 e 14.00/17.00 Horas
Local: Casa Roque Gameiro
Número mínimo de participantes: 10
Contribuição: 5 Euros
# Necessário trazer um brinquedo a pilhas

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Docente cria objectos que põem crianças cegas a brincar com as outras

Janeiro 4, 2012 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 27 de Dezembro de 2011.

Por Nicolau Ferreira

A ideia de inclusão está por trás dos brinquedos que Leonor Pereira criou. Esta docente inventou cubos com cores contrastantes, formas geométricas e texturas, e um tapete com quadrados também com cores, formas e texturas. Joga-se o cubo como se joga um dado e associa-se à forma do tapete. O resultado permite que todas as crianças, invisuais ou não, apreciem os objectos.

“A partir do primeiro minuto começaram a brincar e a dialogar uns com os outros. O interesse deles foi muito engraçado”, disse a professora ao PÚBLICO, recordando o momento em que testou pela primeira vez os objectos numa turma mista com crianças que vêem, outras com dificuldade de visão e outras cegas.

A produção dos objectos fez parte da tese de mestrado que realizou na Universidade do Minho, com a supervisão da investigadora Joana Cunha.

Leonor Pereira dá aulas de Educação Visual a alunos dos 5.º e 6.º ano na Escola Aires Barbosa, em Aveiro, e a ideia de criar brinquedos que pudessem ser utilizados por crianças invisuais ou com dificuldade de visão apareceu quando teve um aluno na aula que via com uma percentagem mínima.

“Fui observando as dificuldades que [ele] tinha em perceber os objectos e representá-los. Se aquela criança tivesse sido estimulada com brinquedos provavelmente teria mais facilidade em expressar-se”, sustenta.

Daí surgiu a ideia de fazer brinquedos que incluíssem todos, um design que também aproximasse as crianças invisuais às crianças que vêem normalmente e que promovesse o convívio. Hoje, este tipo de objectos são quase inexistentes no mercado português. A docente encontrou a turma em que testou os brinquedos através do Centro de Apoio à Intervenção Precoce na Deficiência Visual, em Coimbra, que ajudou na investigação.

Quais as características que Leonor apostou? Cores, porque a maioria dos objectos para crianças cegas eram a preto e branco e isso era “monótono”, e um design sem perigos. “As crianças [cegas] são receosas ao perceber novas texturas. Por isso fizemos objectos fofos, com interiores em esponja, que não sejam aguçados. Mesmo que sejam atirados não vão magoar”, disse, sublinhando a importância de as crianças serem receptivas aos brinquedos.

Os objectos foram pensados para a faixa etária dos três aos seis anos. Além do cubo e do tapete, foi também criado um dominó com menos peças, cujos números sentem-se com o toque. “Quanto mais novos somos, mais facilidade temos em desenvolver a motricidade fina e a percepção táctil. Quanto mais cedo [as crianças] aperceberem-se das diferenças mínimas das texturas, mais depressa vão perceber as diferenças ao lerem Braille”, exemplificou.

Agora, Leonor gostaria de produzir uma linha de brinquedos para pôr no mercado português. “Estou à espera de propostas de empresas que queiram participar neste projectos junto com a Universidade do Minho”, disse.

No horizonte, poderá estar ainda a produção de brinquedos ou jogos para crianças já na idade escolar, sempre com a ideia da inclusão. Segundo a docente, essa é uma realidade que ainda está longe das escolas, onde os espaços e as crianças estão separados. É necessário “arranjar maneira de que todos consigam partilhar as mesmas coisas, quanto mais cedo essa partilha acontecer, mais facilmente convivemos”.

Linha de brinquedos ajuda crianças cegas

Dezembro 30, 2011 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Correio do Minho de 27 de Dezembro de 2011.

São brinquedos coloridos, com texturas e materiais diferentes que foram concebidos “expressamente a pensar em crianças com dificuldades visuais”, explica Leonor Pereira, mestre em Engenharia Têxtil pela Universidade do Minho, que desenvolveu a dissertação ‘Design Inclusivo: Tocar para Ver – Brinquedos para Crianças Cegas e de Baixa Visão’.

Esta linha de brinquedos, completamente inovadora, visa ajudar as crianças a interagir de forma saudável com os restantes colegas. “É incluí-las a todos os níveis, proporcionar-lhes maneiras de brincar, conviver e interagir entre as duas realidades”.

Não basta criar peças de design por si só, esclarece Leonor Pereira, que é professora do ensino básico há vários anos. O objectivo principal é conceber objectos com qualidade estética e táctil, que visa proporcionar uma maior integração das crianças com problemas visuais no meio envolvente. “São brinquedos que elas podem explorar com as mãos, descobrindo as diferentes texturas, reconhecendo as formas, os pormenores, as semelhanças e as dissemelhanças, bem como estimulando a coordenação e a integração dos sentidos”.

Estas peças foram testadas por crianças de um jardim-de-infância do distrito de Aveiro, com idades compreendidas entre os três e os seis anos.
O feedback foi “muito positivo” e os resultados decorrentes desta nova forma de inclusão social foram vantajosos: “a interacção entre as crianças foi extremamente engraçada. Foi muito enriquecedor verificar que elas perceberam o sentido da brincadeira e partilharam a mesma experiência do que as restantes”, certifica a professora. Investigadora garante que “não vivemos propriamente numa sociedade inclusiva”

As peças dos brinquedos foram construídas com base nas texturas, nos relevos e nas cores, recorrendo, por isso, a diferentes malhas e bordados, perceptíveis através do tacto. A investigadora da Universidade do Minho, Leonor Pereira, aproveita para referir a escassez de brinquedos adaptados para este público, obrigando os educadores a construir do zero objectos didácticos, sem terem muitas vezes formação para tal tarefa. A comercialização é uma opção a considerar: “ficamos com uma forte vontade de concretizar este projecto e torná-lo mais real, à disposição de todos”.

A pouca formação dos professores relativamente à educação especial é uma das críticas apontadas pela antiga aluna da Escola de Engenharia da Universidade do Minho. “É muito difícil conseguirmos perceber as necessidades das crianças cegas, autistas ou surdas. Temos sempre o apoio dos professores do ensino especial, que trabalham especificamente com eles, mas nem sempre é suficiente”, explica.

A formação inicial, a aposta em equipamentos e a adaptação dos espaços nas escolas são algumas das dicas deixadas. Esta não é, segundo Leonor Pereira, uma sociedade completamente inclusiva, porque ainda há muitas barreiras: “as crianças com deficiências não usufruem das mesmas oportunidades do que as restantes”, conclui.

 

Brinquedos adaptados para jovens deficientes

Janeiro 3, 2011 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Diário de Notícias de 21 de Dezembro de 2010.

por SUSANA PINHEIRO

Foi com alegria no olhar e um sorriso contagiante que Jonathan, de 13 anos, e Artur, de 21, receberam ontem os brinquedos propositadamente adaptados para eles e mais treze colegas com paralisia cerebral do Instituto de Reabilitação e Integração Social (IRIS), em Braga. Uma reacção que agradou ao professor e aos alunos da Universidade do Minho (UMinho) que, numa iniciativa conjunta com o portal Ajudas.com, transformaram setenta bonecos para que estas e outras crianças de instituições do País possam brincar.

Quando os alunos e o professor do Laboratório de Automação e Robótica (LAR), da Universidade do Minho, entraram na sala com os bonecos nas mãos e o gorro de Pai Natal na cabeça, a alegria e a surpresa tomou conta de toda a plateia, entre os 13 e os 21 anos. Com a ajuda da fisioterapeuta Cátia Magalhães, um desses jovens, Artur, depressa se adaptou e conseguiu activar com o pescoço o interruptor externo de um urso que de outra forma não conseguiria. Com as mãos seria difícil tocar nos botões externos do boneco original. “O Artur adorou o brinquedo”, diz a fisioterapeuta. “Estes brinquedos vão ser um estímulo para ele virar a cabeça para a esquerda e para direita”, continua.

Outros bonecos falam, cantam ou acendem a luz; o que acaba por ser um estímulo visual e auditivo para estes jovens com paralisia cerebral. O mesmo refere a presidente do IRIS, Eduarda Queiroz: “É importante ter brinquedos adaptados a eles para brincarem. Os brinquedos precisam de ter som, luz e textura para estimulá-los.”

O que acontece graças à equipa de voluntários do professor Fernando Ribeiro, do LAR, que, durante uma semana, adaptou cerca de setenta brinquedos cedidos pela Concentra, dos quais quinze ficaram nesta instituição. Os restantes foram distribuídos por instituições de Lisboa, Vila Real e Setúbal, seleccionadas pelo portal Ajudas.com, parceira neste projecto. A empresa SAR cedeu o equipamento electrónico para as adaptações.

“Transformámos brinquedos onde botões são difíceis de detectar. Adaptámo-los, colocando um interruptor externo, e depois, com o pescoço ou com as mãos, a criança acciona o botão.” As mudanças aconteceram, por exemplo, “com um boneco que andava. Mas, como estas crianças não podem correr atrás dele, tirámos os motores dos pés e colocámo-los nos braços”.

Carlos Azevedo foi um dos alunos de Electrónica Industrial que vestiu o papel de “duende”, nesta quadra natalícia, para ajudar o “Pai Natal” a adaptar os brinquedos. “Abri um boneco Batatoon e tirei parte do interruptor. Escolhi a função mais engraçada para o interruptor externo e o boneco canta.” Diz que a experiência “valeu a pena porque se vê a reacção das crianças quando recebem os bonecos”. O mesmo refere o professor, que, pelo sexto ano consecutiva, dedicou todo o seu engenho para, no final, conseguir agarrar um sorriso a estas crianças. “Vale a pena ver a reacção deles”, afirma, entusiasmado.

Refira-se que o portal Ajudas.com é um projecto de “responsabilidade social da Handout Lda., que se dedica à temática da reabilitação e ajudas técnicas para pessoas com deficiência”.


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