Brincar na rua é importante para lidar com o risco

Novembro 29, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 22 de Novembro de 2012.

por Lusa

As crianças estão a brincar menos na rua, o que facilita a obesidade e as impede de aprender a lidar com o risco, refere um investigador, alertando que um pequeno arranhão agora pode ser uma grande segurança no futuro.

As brincadeiras dos mais novos têm mudado e atualmente não passam tanto pelas ruas devido aos receios dos pais relativamente à segurança, mas também ao apelo das novas tecnologias, mais adequadas ao espaço da casa. Esta alteração tem consequências na preparação física das crianças, com a falta de movimento a criar condições para o aumento do peso e para dificuldades em lidar com situações de risco. Rui Matos, coordenador do Centro de Investigação em Motricidade Humana do Instituto Politécnico de Leiria disse hoje à agência Lusa que “as crianças estão menos na rua, o que tem a ver com os medos dos pais, mas também com a realidade atual, com muito mais automóveis e risco de atropelamento, e questões de segurança”. Para o investigador e subdiretor da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria, “resguardá-los do perigo é bom, o problema é que eles [os pais] os resguardam de uma coisa mais simples que é o risco”. E, se a criança “não se mexeu muito, pode não haver risco ou perigo agora, mas vai haver mais à frente, isto é, uma criança que não experimenta, que não arrisca um pouquinho (…), mais tarde quando precisar na vida real de se libertar de alguma situação eventualmente até perigosa, talvez não tenha as capacidades motoras para o fazer, não tem equilíbrio, agilidade e para mim esse é o verdadeiro risco”, defendeu Rui Matos. “As pessoas, os pais, na sua boa fé, querem que não se aleijem agora, mas um pequeno aleijão agora pode ser uma grande segurança no futuro e esquecemos facilmente disso”, salientou. O coordenador do Centro de Investigação em Motricidade Humana falava à Lusa a propósito do 1.º Seminário Brincar em Portugal, que vai decorrer em Leiria sexta-feira e sábado, com o tema “A Psicologia e a Pedagogia por detrás do brincar. O Instituto Politécnico de Leiria vai desenvolver um projeto para incentivar os mais novos a irem a pé para as escolas, embora acompanhados por um adulto, com o objetivo de “pô-los a andar, para prevenir a obesidade, mas também para conhecer a cidade”. “Nós, os investigadores, mostramos o perigo que é não deixar as crianças arriscar. Deixá-las arriscar num ambiente de relativa segurança é fundamental para se adaptarem às situações”, disse Rui Matos, acrescentando que “a criança tem de aprender a cair e a dominar o seu corpo para cair o menos possível”. O investigador recordou que, quando os atuais adultos eram crianças, não tinham os brinquedos que existem agora, usavam mais o corpo para a brincadeira, havia mais movimento. “O que vemos atualmente em muitas brincadeiras, é as crianças, mais do que a brincar com os brinquedos, a ver os brinquedos brincar, ou seja, temos muitos brinquedos eletrónicos que brincam por si só, movem-se e deslocam-se, em vez de ser alguém a empurrá-los ou a interagir mais diretamente com eles”, frisou. “Parece-me que as crianças são mais passivas, menos ativas, e isso tem consequências, e já se está a notar aos mais variados níveis, como a obesidade infantil”, acrescentou

Lego faz 80 anos e conta história da marca em animação

Setembro 18, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do site Exame.com de 13 de Agosto de 2012.

Curta mostra também a criação do primeiro parque temático da marca, construído em 1968.

Cris Simon

São Paulo – A Lego foi criada em 1932, pelo dinamarquês Ole Kirk Christiansen. Hoje, a companhia está presente em mais de 130 países e emprega mais de 10 mil pessoas. A marca completa 80 anos em 2012, e para comemorar, criou uma animação que conta como tudo começou.

O nome “Lego” vem da junção das palavras “leg godt”, que em dinamarquês significam “brincar bem”. Inicialmente feitos de madeira, os brinquedos eram produzidos manualmente, um por um. Foi somente no fim da década de 40 que os primeiros blocos encaixáveis de plástico injetado passaram a ser vendidos.

Em 1958, Christiansen aperfeiçoou os brinquedos criando sistemas, com conexões e tubos, o que catapultou o negócio, já que agora as crianças poderiam fazer um número muito maior de construções de brinquedo.

Para 6 blocos de 2×4 pinos, há agora 915 milhões de possibilidades de combinação. Isso foi um salto para a imaginação dos pequenos.

O curta mostra também como foi criado o primeiro parque temático da Lego, criado em 1968, em Billund. 55 milhões de peças foram usadas para a construção da cidade do Lego.

Conheça a história da marca pelo filme

Ação “Criar com Desperdício”

Maio 9, 2012 às 1:00 pm | Publicado em Actividade Lúdica, Divulgação | Deixe um comentário
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Desenvolver o prazer de criar e transformar, de dar nova vida a algo que deixou de ter utilidade, estimulando práticas de carácter participativo, criativo e construtivo são alguns dos objetivos da ação “Criar com Desperdício”, que o Sector da Actividade Lúdica vai realizar em formato oficina (3 horas) no dia 24 de Maio de 2012 e em formato workshop (6 horas) no dia 25 de Maio de 2012.

Criar brinquedos e brincadeiras é uma tarefa interessante e divertida. Cada brinquedo pode ter uma forma, um tamanho, uma cor diferente, de acordo com a imaginação de quem o cria e o constrói.

A utilização de materiais de desperdício, além de transmitir e fomentar valores de defesa do meio ambiente, contribuindo para o desenvolvimento de competências e atitudes ecológicas, sociais, culturais e económicas, desperta a sensibilidade, estimula a imaginação e é um convite à vontade de criar e transformar.

A ação será orientada por Elisabete Santiago, Professora de 1º Ciclo. Em baixo encontra o desdobrável e a ficha de inscrição, que nos deverá ser remetida com a maior brevidade, atendendo a que o número de inscrições é limitado.

Para algum esclarecimento adicional poderá contactar-nos através do telefone 21 380 7300 ou e-mail iac-ludica@iacrianca.pt .

Desdobrável

Ficha de Inscrição

Mundo Giro – Feira de Troca de Brinquedos

Março 7, 2012 às 1:00 pm | Publicado em Actividade Lúdica, Divulgação | Deixe um comentário
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Imagine um Mundo Giro onde acontece uma feira de troca de brinquedos entre crianças… O Instituto de Apoio à Criança – Sector da Actividade Lúdica associa-se a esta iniciativa, destinada a crianças dos 2 aos 10 anos, que terá lugar no dia 17 de Março, das 10 às 18 horas, na Escola Secundária Prof. José Augusto Lucas em Linda-a-Velha.

Saiba mais na página de Facebook do Mundo Giro.

Porquê Brincar no Hospital?

Janeiro 27, 2012 às 6:00 am | Publicado em Actividade Lúdica | Deixe um comentário
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O Sector da Humanização do Instituto de Apoio à Criança, disponibiliza o artigo “Porquê Brincar no Hospital?” da autoria de Leonor Santos, psicóloga clínica, psicoterapeuta. Neste artigo, publicado no livro “Brinquedoteca – Uma Visão Internacional”, reflecte-se sobre as características próprias que a actividade lúdica tem em pediatria.

Consulte o artigo aqui.

Docente cria objectos que põem crianças cegas a brincar com as outras

Janeiro 4, 2012 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 27 de Dezembro de 2011.

Por Nicolau Ferreira

A ideia de inclusão está por trás dos brinquedos que Leonor Pereira criou. Esta docente inventou cubos com cores contrastantes, formas geométricas e texturas, e um tapete com quadrados também com cores, formas e texturas. Joga-se o cubo como se joga um dado e associa-se à forma do tapete. O resultado permite que todas as crianças, invisuais ou não, apreciem os objectos.

“A partir do primeiro minuto começaram a brincar e a dialogar uns com os outros. O interesse deles foi muito engraçado”, disse a professora ao PÚBLICO, recordando o momento em que testou pela primeira vez os objectos numa turma mista com crianças que vêem, outras com dificuldade de visão e outras cegas.

A produção dos objectos fez parte da tese de mestrado que realizou na Universidade do Minho, com a supervisão da investigadora Joana Cunha.

Leonor Pereira dá aulas de Educação Visual a alunos dos 5.º e 6.º ano na Escola Aires Barbosa, em Aveiro, e a ideia de criar brinquedos que pudessem ser utilizados por crianças invisuais ou com dificuldade de visão apareceu quando teve um aluno na aula que via com uma percentagem mínima.

“Fui observando as dificuldades que [ele] tinha em perceber os objectos e representá-los. Se aquela criança tivesse sido estimulada com brinquedos provavelmente teria mais facilidade em expressar-se”, sustenta.

Daí surgiu a ideia de fazer brinquedos que incluíssem todos, um design que também aproximasse as crianças invisuais às crianças que vêem normalmente e que promovesse o convívio. Hoje, este tipo de objectos são quase inexistentes no mercado português. A docente encontrou a turma em que testou os brinquedos através do Centro de Apoio à Intervenção Precoce na Deficiência Visual, em Coimbra, que ajudou na investigação.

Quais as características que Leonor apostou? Cores, porque a maioria dos objectos para crianças cegas eram a preto e branco e isso era “monótono”, e um design sem perigos. “As crianças [cegas] são receosas ao perceber novas texturas. Por isso fizemos objectos fofos, com interiores em esponja, que não sejam aguçados. Mesmo que sejam atirados não vão magoar”, disse, sublinhando a importância de as crianças serem receptivas aos brinquedos.

Os objectos foram pensados para a faixa etária dos três aos seis anos. Além do cubo e do tapete, foi também criado um dominó com menos peças, cujos números sentem-se com o toque. “Quanto mais novos somos, mais facilidade temos em desenvolver a motricidade fina e a percepção táctil. Quanto mais cedo [as crianças] aperceberem-se das diferenças mínimas das texturas, mais depressa vão perceber as diferenças ao lerem Braille”, exemplificou.

Agora, Leonor gostaria de produzir uma linha de brinquedos para pôr no mercado português. “Estou à espera de propostas de empresas que queiram participar neste projectos junto com a Universidade do Minho”, disse.

No horizonte, poderá estar ainda a produção de brinquedos ou jogos para crianças já na idade escolar, sempre com a ideia da inclusão. Segundo a docente, essa é uma realidade que ainda está longe das escolas, onde os espaços e as crianças estão separados. É necessário “arranjar maneira de que todos consigam partilhar as mesmas coisas, quanto mais cedo essa partilha acontecer, mais facilmente convivemos”.

Linha de brinquedos ajuda crianças cegas

Dezembro 30, 2011 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Correio do Minho de 27 de Dezembro de 2011.

São brinquedos coloridos, com texturas e materiais diferentes que foram concebidos “expressamente a pensar em crianças com dificuldades visuais”, explica Leonor Pereira, mestre em Engenharia Têxtil pela Universidade do Minho, que desenvolveu a dissertação ‘Design Inclusivo: Tocar para Ver – Brinquedos para Crianças Cegas e de Baixa Visão’.

Esta linha de brinquedos, completamente inovadora, visa ajudar as crianças a interagir de forma saudável com os restantes colegas. “É incluí-las a todos os níveis, proporcionar-lhes maneiras de brincar, conviver e interagir entre as duas realidades”.

Não basta criar peças de design por si só, esclarece Leonor Pereira, que é professora do ensino básico há vários anos. O objectivo principal é conceber objectos com qualidade estética e táctil, que visa proporcionar uma maior integração das crianças com problemas visuais no meio envolvente. “São brinquedos que elas podem explorar com as mãos, descobrindo as diferentes texturas, reconhecendo as formas, os pormenores, as semelhanças e as dissemelhanças, bem como estimulando a coordenação e a integração dos sentidos”.

Estas peças foram testadas por crianças de um jardim-de-infância do distrito de Aveiro, com idades compreendidas entre os três e os seis anos.
O feedback foi “muito positivo” e os resultados decorrentes desta nova forma de inclusão social foram vantajosos: “a interacção entre as crianças foi extremamente engraçada. Foi muito enriquecedor verificar que elas perceberam o sentido da brincadeira e partilharam a mesma experiência do que as restantes”, certifica a professora. Investigadora garante que “não vivemos propriamente numa sociedade inclusiva”

As peças dos brinquedos foram construídas com base nas texturas, nos relevos e nas cores, recorrendo, por isso, a diferentes malhas e bordados, perceptíveis através do tacto. A investigadora da Universidade do Minho, Leonor Pereira, aproveita para referir a escassez de brinquedos adaptados para este público, obrigando os educadores a construir do zero objectos didácticos, sem terem muitas vezes formação para tal tarefa. A comercialização é uma opção a considerar: “ficamos com uma forte vontade de concretizar este projecto e torná-lo mais real, à disposição de todos”.

A pouca formação dos professores relativamente à educação especial é uma das críticas apontadas pela antiga aluna da Escola de Engenharia da Universidade do Minho. “É muito difícil conseguirmos perceber as necessidades das crianças cegas, autistas ou surdas. Temos sempre o apoio dos professores do ensino especial, que trabalham especificamente com eles, mas nem sempre é suficiente”, explica.

A formação inicial, a aposta em equipamentos e a adaptação dos espaços nas escolas são algumas das dicas deixadas. Esta não é, segundo Leonor Pereira, uma sociedade completamente inclusiva, porque ainda há muitas barreiras: “as crianças com deficiências não usufruem das mesmas oportunidades do que as restantes”, conclui.

 

Segurança dos Brinquedos

Dezembro 28, 2011 às 9:00 pm | Publicado em Actividade Lúdica, Recursos educativos | Deixe um comentário
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O brinquedo não é um acessório supérfluo. Hoje em dia, os brinquedos ocupam um lugar considerável na vida da criança.  São objetos com múltiplas funções que contribuem para o desenvolvimento dos diferentes aspetos da sua personalidade. Pais, profissionais de educação e quem os comercializa devem estar conscientes desta realidade. O Sector da Actividade Lúdica do Instituto de Apoio à Criança tem trabalhado sobre a segurança do brinquedo, deixando aqui algumas informações sobre o tema.

 

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Santos, L. (2009). “Será fácil escolher um brinquedo?” In Saúde e Bem-Estar – Revisão em 2011.

Natal em segurança

Dezembro 23, 2011 às 6:00 am | Publicado em Livros, Recursos educativos | Deixe um comentário
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Para encontrar a publicação “Natal em segurança” no site http://www.consumidor.pt/ terá que escrever o titulo da publicação na caixa de pesquisa.

Aproximando-se mais uma época festiva, a Direcção-Geral do Consumidor, enquanto entidade destinada a proteger os direitos e interesses dos consumidores, em especial o direito à saúde e à segurança, pretende, através de uma campanha intitulada “Natal em Segurança”, sensibilizar os consumidores para os cuidados a ter na escolha de brinquedos e na utilização e manuseamento de produtos relacionados com esta época.

Portugueses são os que mais brincam com os filhos

Dezembro 17, 2011 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 7 de Dezembro de 2011.

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