I Congresso do Brinquedo Português

Julho 5, 2017 às 7:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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“26, 27 e 28 de outubro de 2017
I CONGRESSO DE BRINQUEDO PORTUGUÊS
Mais informação em:
www.congressodebrinquedoportugues.pt

O Museu dos Biscainhos – Direção Regional de Cultura do Norte em parceria com o Centro Interpretativo do Brinquedo – ADOL organizam o Congresso de Brinquedo Português, entre 26 e 28 de outubro de 2017, no Instituto de Educação da Universidade do Minho e na Casa do Conhecimento em Vila Verde. O período de inscrição no Congresso (sem comunicação) é de 15 de Junho a 15 de Outubro.”

 

Proteger os consumidores europeus: brinquedos e vestuário no topo da lista dos produtos perigosos detetados em 2015

Maio 7, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Comissão Europeia – Comunicado de imprensa

Proteger os consumidores europeus: brinquedos e vestuário no topo da lista dos produtos perigosos detetados em 2015

Bruxelas, 25 de abril de 2016

A Comissão Europeia publicou hoje novos dados que mostram que, em 2015, mais de 2000 produtos perigosos fizeram desencadear alertas em toda a UE. A proporção crescente de produtos comprados em linha em países fora da UE é um problema importante.

A Comissão, os Estados-Membros da UE e as empresas estão a trabalhar em conjunto para assegurar que estes bens de consumo perigosos sejam retirados do mercado europeu.
«O sistema de alerta rápido tem permitido às autoridades de defesa do consumidor coordenar as suas respostas com vista a retirar rapidamente os produtos perigosos do mercado europeu. Temos dois desafios pela frente: por um lado, as vendas em linha, que fazem chegar os produtos pelo correio diretamente a casa do consumidor e, por outro, a forte presença de produtos chineses assinalada através do Sistema de Alerta Rápido. «Em junho deslocar-me-ei à China com o objetivo de intensificar a nossa cooperação com as autoridades chinesas no que respeita à segurança dos produtos.» declarou Věra Jourová, Comissária da UE responsável pela Justiça, Consumidores e Igualdade de Género.
Em 2015, foram registados no sistema 2 072 alertas e 2 745 medidas de seguimento. Quando um Estado-Membro introduz um alerta no sistema, os outros países podem detetar o produto no seu mercado e reagir a este alerta inicial.
Mais de 65 % dos europeus compram produtos em linha e, entre 2006 e 2015, o número de consumidores em linha aumentou 27 %. O novo desafio consiste agora em corrigir o sistema de comércio em linha, pois, tal como está, faz entrar em casa dos consumidores produtos pelo correio que também são provenientes de países terceiros, e que podem não ter sido submetidos aos devidos controlos de segurança.
A Comissão está a trabalhar para melhorar o sistema de alerta rápido de forma a ter em conta este aspeto. Temos tido uma cooperação frutuosa com os serviços de controlo nas fronteiras e com as plataformas de venda em linha. No âmbito da agenda internacional da Comissão em matéria de segurança dos produtos, vamos dar maior atenção às vendas em linha.
Quais são os produtos que apresentam riscos?
Em 2015, as duas principais categorias de produtos que tiveram de ser objeto de medidas corretivas foram os brinquedos (27 %) e o vestuário, os têxteis e os artigos de moda (17 %). Estes eram já os produtos objeto do maior número de notificações no ano anterior. Quanto aos riscos, os mais notificados em 2015 (25 % das notificações totais) foram o risco químico, seguido do risco de lesões (22 %), que no relatório anterior ocupava o primeiro lugar.
Os riscos químicos mais notificados em 2015 referiam-se a produtos como as joias de fantasia que contêm metais pesados nocivos, como o níquel e o chumbo, e os brinquedos que contêm ftalatos (amaciadores de plástico que podem provocar problemas de fertilidade).
Qual a proveniência destes produtos?
Com 62 % dos produtos perigosos assinalados, a China continua a ser o principal país de origem identificado no sistema de alerta. A China é a maior fonte de importações da UE (quota de mercado global?).
A colaboração com as autoridades chinesas continua a ser uma prioridade para a UE, tendo lugar, mais especificamente, no âmbito do Sistema de Alerta Rápido: cada notificação relativa a um produto de origem chinesa é enviada à administração chinesa, para que esta aborde a questão diretamente com o fabricante ou o exportador, caso seja possível identificá-lo.
Até à data, a China deu seguimento a 11 540 notificações e tomou medidas corretivas em 3 748 casos. Em muitos casos, continua a ser difícil identificar a origem do produto.
A Comissária Jourovà deslocar-se-á à China em junho para debater a segurança dos produtos com os seus homólogos chineses.
Contexto
Desde 2003, o Sistema de Alerta Rápido garante que as informações sobre produtos não alimentares perigosos retirados do mercado e/ou recolhidos em qualquer país da Europa sejam rapidamente veiculadas entre os Estados-Membros da UE e a Comissão Europeia. Desta forma, podem ser adotadas em toda a UE as medidas de seguimento adequadas (proibição/suspensão da comercialização, retirada do mercado, recolha do produto ou interdição da importação pelas autoridades aduaneiras).
Participam atualmente neste sistema trinta e um países (a UE em conjunto com a Islândia, o Listenstaine e a Noruega). O sistema de alerta rápido funciona graças a uma cooperação diária e constante entre os Estados-Membros.

O Sistema de Alerta Rápido em números

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Tenha AQUI acesso ao relatório completo.

Saiba mais AQUI.

Pode um peluche dar conforto a crianças em campos de refugiados?

Janeiro 6, 2016 às 9:00 pm | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança | Deixe um comentário
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Texto de Mariana Correia Pintopara o jornal Público em 16/09/2015.

Num cenário de insegurança, um brinquedo “pode reforçar o sentido de segurança”. Os peluches Threadies foram testados na Jordânia e querem agora chegar aos campos de refugiados à volta da Síria. Há uma campanha de “crowdfunding” a decorrer.

Ao pisar o Haiti em Janeiro de 2011, um ano depois de um terramoto ter devastado o país, Steve Lehmann congelou. Ali, no coração de um cenário de devastação, apercebeu-se de forma demasiado crua e real o quão castrador da infância pode ser um fenómeno destes. Conforto, segurança, estabilidade, direito de brincar — tudo isso tinha sido roubado àquelas crianças. O cenário repetiu-se no Quénia, Uganda e Ruanda, para onde o norte-americano, engenheiro de formação, voou em serviço humanitário. E perante esta “violenta retirada” de “ingredientes básicos da infância”, Lehmann decidiu agir — com o amigo Andrew Jones criou Threadies, ursos de peluche que querem levar o conforto possível a crianças em campos de refugiados. E dar uma lição de solidariedade ao resto do mundo.

O efeito terapêutico estava na memória de Steve Lehmann. O peluche Boppy, companheiro dos tempos de criança, era para ele uma recordação de conforto e alegria. Apesar da brutal diferença de contexto, ocorreu-lhe que talvez houvesse algo de universal neste sentimento providenciado por um peluche. E a intuição dele estava correcta, confirma a especialista em protecção de crianças Sandra Maignant: “Meninos que foram arrancadas de ambientes familiares e seguros precisam de estabilidade, amigos e algo que seja deles — um objecto como um urso de peluche pode ter uma grande importância. Ter um brinquedo para abraçar à noite pode reforçar o sentido de segurança.”

Em colaboração com “dezenas de especialistas de todo o mundo”, Lehmann e Jones conceberam um peluche “com o bem-estar das crianças em mente”. Estes bonecos — “resistentes”, feitos com tecidos “multi-sensoriais” e com o “tamanho certo”, inclusive para serem abraçados, — só se vendem aos pares. Objectivo: por cada par vendido nos Estados Unidos da América ou noutra parte do mundo (Andrew confirmou ao P3 que já é possível encomendar a partir de Portugal) um é doado a uma criança que viva num campo de refugiados. E se no peluche que fica na casa de quem o compra vai um poema a explicar o projecto, no que é enviado para uma criança em situação precária há um “kit”, criado com base em investigações de Meghan Marsac, do Hospital Pediátrico da Filadélfia, com o qual psicólogos e voluntários locais podem ajudar a combater sentimentos traumáticos como medo ou tristeza.

Para já, há três protótipos desenhados (um cor-de-rosa, um castanho e um azul) e um projecto piloto com “bons resultados” no campo de refugiados de Azraq, na Jordânia. Mas os criadores querem mais. Se a campanha de “crowdfunding” que criaram — online até ao dia 11 de Outubro — der certo, prometem enviar imediatamente uma tonelada de bonecos para campos de refugiados à volta da Síria. “É incrível como algo tão simples como dar um brinquedo a uma criança pode alterar a forma como encaram as circunstâncias”, testemunha Rob Maroni, da agência internacional de ajuda humanitária Mercy Corps, na página do Kickstarter.

O facto de os peluches serem vendidos aos pares é também uma mensagem de solidariedade e quer transmitir às crianças fora dos campos de refugiados a importância de sentimentos como a “partilha e o amor”. O lado solidário do projecto é ainda extensível às mulheres: os peluches são feitos à mão por uma equipa de refugiados artesãos na Cisjordânia, numa parceria com a associação Child’s Cup Full, e permitem a estas famílias mandar os filhos para a escola.

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Los niños no deberían abrir más de cuatro regalos en Reyes

Janeiro 6, 2016 às 10:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Los expertos aconsejan apostar más por la calidad que por la cantidad.

Los Reyes Magos se acercan al tiempo que crece la ilusión de los pequeños, que esperan ansiosos sus juguetes, aunque los expertos aconsejan que no tengan más de cuatro regalos, que las familias se pongan de acuerdo en los obsequios y se enseñe solidaridad dando uno de ellos a los niños más desfavorecidos. «Los pequeños piden absolutamente todo lo que ven en los anuncios» y los mayores también hacemos “locuras” regalándoles más de lo conveniente», destaca a Efe la «coach» de familia Samantha Biosca. «Los pequeños deben recibir un máximo de cuatro regalos», recalca Biosca, que ha sido durante años profesora de Secundaria y actualmente colaboradora con la plataforma educativa Aula Planeta. Una de las principales recomendaciones para conseguirlo es que las familias se pongan de acuerdo -continúa esta experta- y apuesten «más por la calidad que por la cantidad».

Pero la realidad es distinta y desde la Asociación Española de Fabricantes de Juguetes (AEFJ) se asegura que son diez la media de juguetes que recibe un niño en estas fechas. Maite Francés, responsable del departamento de Marketing y Publicidad de dicha asociación resalta que es «inevitable» recibir muchos juguetes y por ello lo ideal es que los pequeños tengan en su habitación cuatro o cinco para que «no se dispersen», y el resto se guarden y se vayan sacando a lo largo del año. Mientras en Gran Bretaña se llegan a regalar hasta 50 juguetes a lo largo del año, en España las ventas se concentran en Navidad, llegando al 80 % del total, dice la Organización de Consumidores y Usuarios (OCU) en su web. En este sentido, Biosca también sugiere que para los niños de menor edad, que «todavía no se enteran mucho», los padres guarden algún regalo y se lo entreguen a lo largo del año como premios.
Respecto a las últimas tendencias en juguetes, la AEFJ comenta que frente a los juguetes tecnológicos se está consolidando el regalo artesanal como paquetes para manualidades de costura, cocina y pulseras. «No debe faltar un regalo educativo» y entre los más mayorcitos un libro, comenta Biosca, quien cree que cada vez hay menos sexismo y un niño juega con una cocinita y una niña con un coche. La OCU recalca «la seguridad» en los juguetes y aconseja a los padres que antes de apostar por un artículo llamativo comprueben que es «adecuado» para sus hijos y no «un producto disfrazado de juguete».

Los fabricantes detallan que este año triunfa la serie infantil Patrulla canina y Sam el bombero, sin excluir personajes Disney y el fenómeno Minions o Star Wars. Sobre el elevado precio de alguno de estos últimos, la AEFJ explica que se debe a sus licencias o derechos de autor. Entre los regalos a los adolescentes hay que incluir «algo útil» como ropa, prendas para hacer deporte o una entrada para el teatro y un musical, según Biosca, que está de acuerdo con regalar tecnología.

No obstante, apunta que un móvil no debe darse antes de los 12/13 años («cuando los empiezan a necesitar») y una consola u otro objeto más caro debe hacerse entre varios miembros de la familia. «No cumplir todas las peticiones de la carta» y «estipular que algo de lo recibido se dé a un niño sin regalos» es otra forma de enseñar valores como la solidaridad. «Enseñar emociones a través de los juegos es muy bueno» y Biosca propone precisamente regalar a los más mayorcitos un libro sobre las emociones. ¿Y qué se debe hacer cuando un niño se cansa de un juguete? Una opción es seguir la campaña «Comparte y recicla» de la AEFJ, que recoge juguetes y los lleva a centros de procesado, donde se reparan y se donan o se reciclan. La OCU recomienda donar juguetes o intercambiarlos por otros en plataformas de consumo colaborativo.

Fonte

 

Porque é que ter menos brinquedos irá beneficiar o seu filho

Setembro 22, 2015 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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“As potenciais possibilidades de qualquer criança, são o mais intrigante e estimulante em toda a criação” – Ray L. Wilbur

Os brinquedos não servem apenas para brincar. Os brinquedos são os alicerces na construção do futuro dos nossos filhos. Ensinam as crianças a conhecer o mundo e a conhecer-se si próprias. Enviam mensagens e comunicam valores.
Assim, os pais devem preocupar-se com o que podem os brinquedos ensinar aos seus filhos. Sendo a quantidade de brinquedos acumulada, muitas vezes absurda, ficam aqui 8 razões para se livrar do excesso de brinquedos, e como isso irá beneficiar os seus filhos a longo prazo:

  1.     Criatividade
    Uma grande quantidade de brinquedos irá impedir que as crianças desenvolvam plenamente o seu dom da imaginação. Dois trabalhadores alemães (Strick e Schubert) realizaram uma experiência em que convenceram uma sala de aula do jardim de infância a remover todos os seus brinquedos durante três meses. Embora, inicialmente, as crianças tenham estranhado e sentido falta dos brinquedos, rapidamente começaram a usar objetos básicos para inventar jogos revelando-se bastante criativas.
  2.    Capacidade de concentração e atenção direcionada.
    Uma criança com acesso a muitos brinquedos ao mesmo tempo, terá a sua atenção dispersa. Uma criança dificilmente irá aprender a apreciar plenamente o brinquedo à sua frente enquanto existirem inúmeras opções que ainda permanecem na prateleira.
  3.     Competências sociais.
    As crianças com menos brinquedos aprendem a desenvolver relações interpessoais com outras crianças e adultos. Aprendem a começar e manter uma conversa. Estudos revelam que as amizades de infância contribuem para uma maior hipótese de sucesso académico e mais facilidade em lidar com situações sociais durante a idade adulta.
  4.     Valorizar as coisas.
    Quando as crianças têm muitos brinquedos, naturalmente têm menos cuidado com eles. Não vão aprender a valorizá-los se houver sempre um substituto pronto na prateleira. Se o seu filho estraga e perde os brinquedos constantemente, experimente tirar-lhe metade dos que tem, e verá como ele passará a valorizar mais aqueles que lhe restam.
  5.     Gosto pela leitura, escrita e arte.
    Ter menos brinquedos irá criar espaço e tempo para que a criança aprenda a apreciar a leitura, a música, o desenho e a pintura. O amor pela arte vai ajudá-los a apreciar melhor a beleza, as emoções e a comunicação.
  6.     Habilidade e engenho.
    Na escola não se dão as respostas aos problemas mas sim as ferramentas para que os alunos consigam encontrar a resposta. No entretenimento e jogo, pode ser aplicado o mesmo princípio. “a necessidade aguça o engenho” – menos brinquedos faz com que as crianças se tornem engenhosas, resolvendo problemas apenas com os materiais à mão. A desenvoltura é um presente com potencial ilimitado.
  7.     Harmonia e Partilha.
    Isto é, um pouco, contraintuitivo. Muitos pais acreditam que havendo mais brinquedos haverão, consequentemente, menos desavenças, porque há mais opções disponíveis. No entanto, verifica-se frequentemente o oposto: os irmãos discutem constantemente por causa de brinquedos. E cada vez que “aparece” um novo brinquedo no relacionamento, damos-lhes também mais um motivo para estabelecer o seu “território”. Por outro lado, irmãos com menos brinquedos são obrigados a partilhar, colaborar e trabalhar em conjunto, reforçando a relação entre eles.
  8.     Perseverança.
    As crianças que têm muitos brinquedos desistem das coisas rapidamente. Se eles têm um brinquedo que não sabem como funciona, ou não sabem como jogar, rapidamente é descartado e substituído por outro mais fácil. As crianças com menos brinquedos aprendem a ser perseverantes, pacientes e determinados.
  9.     Escrúpulos e Honestidade.
    As crianças que recebem tudo o que pedem, acreditam que podem ter tudo o querem, muitas vezes sem olhar a meios para atingir os fins. Essa atitude vai levar rapidamente, a um estilo de vida pouco saudável (e inconveniente).
  10.     Aproveitar a natureza.
    As crianças que não têm uma arrecadação cheia de brinquedos, acabam por brincar mais ao ar livre e desenvolver um profundo apreço pela natureza. São também mais propensos a fazer exercício físico, que resulta em corpos saudáveis ​​e felizes.
  11.     O dinheiro não traz felicidade.
    A verdadeira alegria e diversão nunca serão encontradas nos corredores de uma loja de brinquedos. As crianças foram educadas a acreditar que o dinheiro compra a felicidade, estão a viver uma ilusão, possivelmente, tal como os pais vivem. As crianças precisam de aprender a encontrar a felicidade nas pequenas alegrias, nas coisas que realmente as vão marcar para a vida.
  12.     Viver num espaço mais minimal.
    Quem tem filhos, sabe que a desordem dos brinquedos pode rapidamente assumir uma casa inteira. Menos brinquedos resulta num espaço mais “limpo” e amplo, uma casa mais saudável e menos desordenada.

Por becomingminimalist, traduzido e adaptado por Up To Kids®

As Crianças têm de perceber que não podem ter tudo

Dezembro 28, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 16 de Dezembro de 2013.

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Solidão Infantil – Tantos brinquedos e ninguém com quem brincar

Agosto 14, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de Catarina Castro no site da Clínica da Educação  2 de Agosto de 2013.

Por Catarina Castro

Um dos maiores problemas sentidos atualmente pelas nossas crianças prende-se com a diminuição do tempo de brincadeira e dos momentos de convívio – as famílias são cada vez menores, as pessoas passam cada vez mais tempo no local de trabalho e o aumento da violência e da criminalidade fizeram diminuir o contacto e os jogos de rua com os vizinhos. Embora os brinquedos de que dispõem sejam mais diversificados e abundantes, as brincadeiras, essenciais para que a criança se desenvolva e construa as suas representações mentais sobre o mundo, são cada vez mais vividas de forma individual e solitária.

O ritmo de vida mais agitado a par com a crescente exigência profissional, que tanto caracterizam os meios urbanos, têm levado a maioria das famílias a conviverem muito menos com amigos e familiares. Embora estas alterações tenham conduzido a algumas melhorias significativas, os momentos de convívio e interação social (fundamentais para o bem-estar individual) têm vindo a ser descurados, facto que se reflete num aumento generalizado do sentimento de solidão por parte das crianças.

A solidão tem sido vista como uma experiência negativa, caracterizada por um sentimento de isolamento e ausência de interações sociais satisfatórias. Esta condição é fonte de perturbação emocional afetando o funcionamento psicossocial, a saúde e o bem-estar e provocando um sentimento de tristeza generalizada.

Quando sentida e vivida durante a infância, o sentimento de solidão irá repercutir-se ao longo da vida da criança, refletindo-se nas várias relações que irá experienciando. Frequentemente as crianças solitárias tendem a tornar-se adultos tímidos e ansiosos, demonstrando também algumas dificuldades em estabelecer relações empáticas com as pessoas com que se cruzam no seu dia-a-dia.

Um dos fatores que mais condiciona a perceção de solidão das crianças é a relação que estabeleceram com os seus pais – se sentem que têm suporte emocional, conforto e proximidade com os seus progenitores, é muito menos frequente viverem os momentos em que não estão acompanhados de forma angustiante. Por contraponto, quando as crianças sentem que a relação que têm com os seus pais nas relações parentais que são vividas com ansiedade ou ambivalência, é frequente as crianças demonstrarem mais sinais de angustia quando são deixadas sozinhas. Os pais dispõem de menos tempo efetivo para estar com os filhos, responder às suas questões, brincar com eles e mimá-los. Em muitos dos casos, segundo um estudo recente, a média de tempo despendida diariamente pelos nossos pais exclusivamente com os seus filhos é pouco mais de 30 minutos. Sendo estes a sua figura de referência, principalmente durante os primeiros anos de vida, esta ausência esta muito associada a níveis elevados de solidão e tristeza demonstrados por várias crianças e jovens.

A par com as alterações familiares, também a vida citadina modificou as brincadeiras das crianças e a sua relação com os seus amiguinhos. As pessoas passaram a morar em apartamentos ou em casas menores, os jardins diminuíram ou desapareceram e as ruas tornaram-se perigosas. Os jogos sociais ao ar livre tais como “as escondidas”, “a apanhada” e “a macaca”, responsáveis pela expressão coletiva do lúdico, foram perdendo o seu espaço provocando uma diminuição do contacto com o seu grupo de pares e um aumento do seu sentimento de solidão.

Com estas alterações. a televisão, a par com o computador e com os jogos virtuais, têm-se destacado como as atividades de tempos livros prediletas das crianças e jovens uma vez que para além de serem bastante cativantes estão disponíveis e podem ser jogados dentro das paredes de casa. No entanto, o tempo despendido com estes brinquedos interativos deve ser gerido e supervisionado pelos pais, para que não se tornem formas lúdicas de cultivar o isolamento, ao tornarem as crianças cativas dos écrans e dos jogos solitários.

A solidão, pode também estar na base do aparecimento de sintomas ou quadros depressivos, devendo os pais estar muito atentos a este tipo de sintomatologia dadas as suas consequências futuras. Quando tal acontece pode ser necessário recorrer a ajuda especializada.

O lado positivo da solidão

A solidão é descrita, habitualmente, como algo bastante angustiante e perturbador. Embora a socialização seja fundamental e preponderante para o crescimento saudável, é de referir que os momentos de solidão também têm um papel muito importante para o desenvolvimento e amadurecimento emocional das crianças, (desde que não sejam vividos por ela de forma extremamente ansiosa), uma vez que lhes permitem experienciar alguns períodos de individualidade, nos quais se vão tornando mais autónomos e independentes face aos pais.

Estes momentos permitem-lhe conhecer os seus limites, gerir o seu espaço individual, criar as suas brincadeiras e explorar o mundo de uma forma pessoal. Quando se sentem seguras na relação que têm com os seus pais é mais fácil para as crianças aproveitarem os momentos em que não estão acompanhadas para “mergulhar” nas suas brincadeiras, sem despoletar nelas um sentimento de abandono ou de rejeição.

É igualmente importante que os pais respeitem a sua necessidade de, por vezes, poderem estar a brincar sozinhas, sem que isso signifique que estão deprimidas ou infelizes. A partir dos 2 anos de idade, os momentos de solidão podem ser igualmente enriquecedores ao permitirem às crianças aprender a ter o seu próprio espaço.
Algumas estratégias para superar a solidão:

  • Dinamize momentos de interação social – um passeio no parque com outras crianças, uma ida ao cinema com amigos ou um lanche em casa para os coleguinhas da escola são ótimos momentos de convívio e de fortalecimento das relações interpessoais;
  • Fomente a participação em atividades de grupo e de equipa – o desporto, os escuteiros ou a música são alguns dos locais privilegiados para desenvolver o espirito de companheirismo e a amizade entre crianças e jovens;
  • Estimule as brincadeiras manipuláveis e os jogos de tabuleiros – estas atividades favorecem o diálogo e o conhecimento das regras de interação social;
  • Realize jogos de mimica e de expressão corporal com a criança – de uma forma lúdica e divertida a criança tem espaço para aprender a comunicar e a expressar-se corporalmente;
  • Valorize o tempo de qualidade – desligue os aparelhos de comunicação e tire algum tempo para estar em família, conviver, brincar e conversar. Estes momentos permitem estreitar os laços familiares e estimular a capacidade de comunicação e de interação  entre os vários elementos da família, dando estratégias à criança para se relacionar com os demais elementos do seu contexto;
  • Fomente comportamentos afetivos nos mais diversos momentos, de forma simples e espontânea, através de gestos ou de palavras – aprender a expressar e a gerir os afetos é essencial para aprender a relacionar-se de forma mais ajustada;
  • Elogie os comportamentos  positivos e pró sociais em detrimento dos desajustados, a valorização sincera é uma das melhores formas de estimular a autoestima e fomentar a autoconfiança, necessárias para o estabelecimento de relações intersociais ajustadas;
  • Esteja disponível para a criança, demonstrando-lhes que gosta de comunicar e partilhar os seus assuntos, sem assumir uma atitude crítica e destrutiva – crianças mais confiantes têm mais facilidade em relacionar-se com outras pessoas.

A reação dos adultos, em especial a dos pais, é muito importante para que cada criança aprenda a agir em sociedade visto que eles são, para elas, o modelo a seguir. Deste modo é fundamental que procurem dar exemplos construtivos de relações sociais ajustadas permitindo que a criança aprenda e interiorize as ferramentas mais adequadas para construir relações emocionais saudáveis com as pessoas com que se irá cruzar ao longo da sua vida.

 

Os 80 Anos do Brinquedo do Século

Agosto 9, 2013 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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thumbs.sapo.pt

Tomar, Casa de Vieira Guimarães – R. Serpa Pinto, 6

26-07 a 18-08. Todos os dias das 10h30 às 22h30 .
Grátis

T. 249329876

Texto do Guia do Lazer do Público

Por PÚBLICO

O mundo do Lego. Nesta exposição, são apresentados alguns dos primeiros brinquedos da marca, mas também a Janela do Capítulo de Tomar (composta por 72 mil peças) e Woody, de “Toy Story”, com quase dois metros de altura, entre muitas outras personagens e construções.

Curso de Formação Especializada em Infância, Atividade Lúdica e Brinquedo

Julho 29, 2013 às 1:15 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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verde

O Instituto de Educação da Universidade do Minho em parceria com a Casa do Conhecimento de Vila Verde promovem o Curso de Formação Especializada em Infância, Atividade Lúdica e Brinquedo.

Prazos de candidatura: De 1 de julho a 31 de julho 2013

Mais informações Aqui ou Aqui

Exposição “Dias de Hoje. Brincadeiras de Ontem”

Maio 31, 2013 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Biblioteca de Alcochete apresenta, de 21 de Maio a 8 de Junho, a exposição “Dias de Hoje. Brincadeiras de Ontem”, uma iniciativa que pretende ser uma viagem aos brinquedos e brincadeiras de outros tempos.

Numa altura em que o universo lúdico das crianças está centrado no mundo tecnológico, diversos materiais, formas, saberes, dizeres, vivências e memórias são apresentados às crianças numa mostra representativa das brincadeiras de outros tempos.

Esta exposição é dirigida à população em geral e pode ser visitada à terça-feira, das 15h00 às 21h00 e de quarta-feira a sábado, das 10h30 às 19h00.

212 349 720 biblioteca@cm-alcochete.pt

Morada: Rua Professor Leite da Cunha
2890-081 Alcochete

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