Crianças para adoção desfilam em passerelle para eventuais interessados

Junho 1, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do Diário de Notícias de 22 de maio de 2019.

João Almeida Moreira, São Paulo

Foi ontem, terça-feira, no Pantanal Shopping, centro comercial situado em Cuiabá, a capital do estado do Mato Grosso: crianças e adolescentes, dos quatro aos 17 anos, na fila da adoção desfilaram, devidamente produzidos, numa passerelle para os eventuais interessados em adotá-las.

O evento, organizado pela Comissão de Infância e Juventude da Ordem dos Advogados do Brasil e pela Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção vem sendo criticado duramente na imprensa e nas redes sociais.

O candidato às últimas eleições presidenciais Guilherme Boulos classificou a iniciativa de “perversidade inacreditável” com “efeitos devastadores”. Outras pessoas falam em mercantilizar as crianças, em tratar seres humanos como gatos, cachorros ou gado, em crueldade absurda e outras críticas.

Tatiane de Barros Ramalho, presidente da Comissão de Infância e Juventude que organiza o projeto, discorda. Para ela, “é uma noite para os pretendentes – as pessoas que estão aptas a adotar – poderem conhecer as crianças, a população em geral ter mais informações sobre adoção e as crianças terem um dia diferente, em que irão se produzir, o cabelo, a roupa e a maquilhagem, para o desfile”.

Esta é, lembra a responsável, já a terceira edição do evento e apenas a primeira em que a repercussão é negativa.

A gerente de marketing do Pantanal Shopping, Ticiana Pessoa, mencionou, por sua vez, que o empreendimento se sente honrado em receber o projeto que incentiva a sensibilização sobre a adoção.

E a maioria das lojas do centro especializada em produtos infantis apoia o evento com a cedência de roupas e outros adereços para o desfile.

 

Leitura: hábito praticado pelos pais reduz problemas de comportamento nas crianças, diz pesquisa

Fevereiro 13, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da Revista Crescer de 6 de julho de 2016.

Estudo feito em Roraima, comandado pela Universidade de Nova York, mostra o impacto positivo da leitura quando é praticada pelos próprios pais, em casa

Uma pesquisa divulgada hoje (6) pela manhã, em Brasília, durante o IV Seminário Internacional do Marco da Primeira Infância, mostrou que quando os próprios pais leem para seus filhos, em casa, com regularidade, a família tem diversos benefícios. Realizado com a população de Boa Vista, em Roraima, o estudo apontou, por exemplo, um aumento de 25% de crianças sem problemas de comportamento e 50% de aumento da leitura interativa, em que os pais leem conversando e estimulando os filhos. A pesquisa foi conduzida por Alan Mendelsohn, professor associado de Pediatria e Saúde Populacional da Faculdade de Medicina da Universidade de Nova York e Adriana Weisleder, cientista pesquisadora da mesma instituição, em colaboração com o IDados e o Instituto Alfa e Beto. “Quando o pai ou a mãe lê para a criança faz toda a diferença, não é a mesma coisa de quando a professora lê, por exemplo. Não é um momento de simples história, é algo muito maior, é a formação do vínculo”, destacou Osmar Terra, ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, durante o evento desta manhã.

A pesquisa
O trabalho “Prevenindo Disparidades na Prontidão Escolar de Famílias de Baixa Renda em Boa Vista” foi feito com 1.250 famílias (com crianças de 1 a 4 anos) de baixa renda do município, frequentadoras das creches das Casas-Mãe (parte do programa Família que Acolhe, da prefeitura). Elas foram  divididas em grupos experimentais, sendo um deles com atendimento normal da creche, que inclui leitura interativa diária pelos educadores, e outro no qual além desse trabalho, os pais receberam treinamento e capacitação para que tivessem habilidades para ler e interagir com os filhos em casa. Durante as sessões, eles recebiam orientações, trocavam experiências e faziam relatórios diários. Segundo João Batista Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beto, a receptividade dos pais a esse aprendizado foi muito boa. “Eles passaram a trocar mensagens e fotos pelo celular mostrando cenas dessas leituras em casa com as crianças e as reações delas. Os pais aprenderam instrumentos para fazer algo que sempre quiseram, mas não sabiam como”, diz. Ele também conta que durante o processo havia o “livro viajante”, um caderno que era levado a cada dia por uma criança, para que, em casa, registrasse com desenhos, fotos e comentários dos pais como havia sido a leitura do livro naquele dia. “Os pais foram se acostumando e adquirindo orgulho de trocar suas experiências com outros – e as crianças cobravam isso deles”, lembra João Batista.

Os resultados desse trabalho são melhorias não só no desenvolvimento das crianças (como aumento de 14% no vocabulário), mas também nas relações familiares, como menor índice de punições físicas e maior estimulação cognitiva em casa. O hábito da leitura passou a fazer parte da rotina dessas famílias: houve aumento de 50% naquelas que passaram a ler com os filhos três vezes por semana ou mais e ainda redução de 50% do número de famílias que não liam para as crianças.

Até mesmo os casos de pais que não sabiam ler não representaram um obstáculo para os bons resultados. Isso porque, durante as oficinas de treinamento, foram ensinadas duas técnicas: uma para usar os livros de imagens e outra para basear a interação nas ilustrações. Os livros utilizados no trabalho foram selecionados pela equipe do Instituto Alfa e Beto, seguindo diversos critérios, como diversidade de temas, gêneros, tipos de texto e idade recomendada.

mais informações no link:

http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cssf/arquivos-de-eventos/seminario-06-07-2016/sem-06-07-2016-ml-1a-inf-alan-mendelsohn

 

Abuso sexual de crianças: onde o Brasil e o mundo estão acertando e no que têm de melhorar, segundo relatório

Fevereiro 7, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da BBC News Brasil de 16 de janeiro de 2019.

No que diz respeito ao abuso sexual infantil, melhores índices socioeconômicos não implicam diretamente em maior proteção às crianças – e os países mais pobres não são, necessariamente, piores para elas.

A vulnerabilidade das crianças e dos adolescentes ao abuso sexual é uma “ameaça universal”, segundo alerta um relatório publicado nesta semana pelo setor de pesquisas da revista britânica The Economist: “Ele ocorre na maior parte das vezes nas sombras, mas a violência sexual contra crianças está acontecendo em todo lugar, independente do status econômico do país ou de seus cidadãos”, diz o documento.

Analisando dados quantitativos e qualitativos de 40 países, o “Out of the Shadows Index” (em português, Índice Fora das Sombras), apoiado pelas fundações World Childhood Foundation e Oak Foundation mostra que os dez países melhor colocados em um ranking de combate a abuso sexual infantil e exploração, segundo a metodologia do relatório estão entre os mais ricos do mundo. No entanto, apenas três deles (Reino Unido, Suécia e Canadá) têm uma pontuação acima de 75 – em uma escala que chega a 100 pontos.

Dos 40 países avaliados, o Brasil é o 11º melhor colocado, com 62,4 pontos. Nesta pontuação geral, ele está acima da média do grupo: 55,4 pontos. O documento destaca o aparato legal do país na proteção às crianças, assim como o engajamento do setor privado, da sociedade civil e da mídia no tema.

A título de comparação, o Reino Unido, melhor colocado, aparece com 82,7 pontos; já na lanterna está o Paquistão, com 28,3 pontos. Os países avaliados contêm 70% da população global de crianças (na maior parte dos dados utilizados, pessoas com até 18 anos). Já a pontuação é composta por 34 indicadores e 132 subindicadores.

Mas, diferente da riqueza de um país ou de sua população, há uma correlação que se sustenta e é destacada pelo relatório: quanto melhor a pontuação de um país no Índice de Democracia da Economist, maior a probabilidade de que as crianças sejam mais protegidas. Segundo o documento “Out of the Shadows”, “o estigma e a falta de uma discussão aberta sobre o sexo, direitos das crianças e gênero” geram repercussões negativas na habilidade de um país proteger os pequenos.

O relatório considera diversas formas de violência sexual de menores, que configuram abusos e exploração. Isto inclui exposição a imagens e linguagem sexuais, casamento infantil, exploração sexual de crianças e estupros, entre outros.

“Estamos no princípio de mudanças de atitudes entre adultos (no que diz respeito a abusos sexuais), mas não particularmente sobre as crianças”, comenta Carol Bellamy, da ECPAT International (rede global para combate à exploração sexual de crianças), no relatório.

Historicamente, quando as vítimas são menores, isto é encoberto por omissões, tabus e pelo fato da maior parte destes abusos serem cometidos dentro da própria comunidade e por pessoas conhecidas das crianças.

Confira os principais destaques levantados pela BBC News Brasil sobre o relatório.

1. A situação do Brasil

O relatório tem quatro quesitos principais: avalia o ambiente (como a segurança e a estabilidade em um país); o aparato legal da proteção às crianças; compromisso e capacidade dos governos (de executar as políticas no setor); e o engajamento do setor privado, da sociedade civil e da mídia no tema.

O Brasil aparece com pontuação acima da média em todos os quesitos, com exceção do compromisso e capacidade dos governos: globalmente, o índice foi de 50,4, mas o Brasil aparece com 48,1 pontos. Este item avalia investimentos, equipamentos e capacitação mobilizados pelos governos para lidar com o tema.

No Brasil, a Economist aponta limitações na coleta e divulgação de dados sobre violência sexual contra crianças, além da insuficiência de programas de prevenção para abusadores em potencial.

A Childhood Brasil, ao comentar o relatório, destacou iniciativas positivas empreendidas pelo país como, no que diz respeito à legislação, a aprovação em 2017 de uma lei que garante direitos a vítimas ou testemunhas menores de idade de violência, incluindo a sexual. Isto inclui, por exemplo, a “Escuta protegida”, em que denúncias devem ser apresentadas em um ambiente seguro, acolhedor e sob controle de profissionais qualificados para este tipo de atendimento.

2. Meninos negligenciados

“Meninas são as vítimas primárias (dos abusos sexuais), e meninos são negligenciados”, diz o “Out of the Shadows Index”.

O relatório destaca que pouco mais da metade (21) dos países estudados garantem a proteção para meninos em sua legislação contra o estupro de crianças; apenas 18 coletam dados sobre abusos contra eles; e somente cinco têm informações específicas sobre a exploração sexual deles.

O estudo indica que as iniciativas para combater o abuso de crianças devem ter em conta diferenças de gênero, mas sem que isto deixe qualquer segmento esquecido.

Em alguns contextos culturais, segundo o documento, meninos podem se tornar especialmente vulneráveis à violência. Por exemplo, ela está presente em ritos de iniciação em gangues ou em festas de “bacha bazi”, na Ásia, em que garotos se vestem com roupas femininas, se apresentam em danças e são forçados a fazer sexo com seus patrões.

Eles também são mais vulneráveis à disseminação, na internet, de material abusivo.

“O estigma social associado à violência sexual contra meninos desencoraja denúncias formais e é exacerbado por normas machistas, pela homofobia e pelo medo de associação com o feminino, a vulnerabilidade e o desamparo”, aponta o relatório.

3. Boas práticas

O documento destaca que o aparato legal referente à exploração sexual de crianças é bem desenvolvido a nível global: “É proibida a prostituição de menores do gênero feminino em todos os países, com exceção de um, assim como a produção ou reprodução de imagens de atividades sexuais envolvendo menores. Mas lacunas notáveis permanecem na legislação para abusos sexuais: engajar-se em atividade sexual na frente de uma criança é proibido em 19 dos 40 países, enquanto leis que proíbem explicitamente o toque sexual em menores existem em pouco mais da metade (21) dos países”.

O relatório apresenta, então, algumas iniciativas ao redor do mundo que têm se mostrado eficazes na prevenção e tratamento deste tipo de violência.

Segundo David Finkelhor, da Universidade de New Hampshire, nos EUA, a presença de agentes policiais mulheres, por exemplo, tem se apresentado como um fator que facilita a busca de vítimas por ajuda.

No Canadá, o projeto Arachnid tem apresentado soluções no combate à violência sexual na internet – um novo e desafiador ambiente no tema. O projeto usa um rastreador para encontrar imagens abusivas e suas cópias nas profundezas da internet que, uma vez encontradas, são encaminhadas para a remoção.

Já na Alemanha, o projeto Dunkefeld promete a infratores sexuais passados e em potencial tratamento confidencial e terapia – com abordagens que buscam, por exemplo, uma autogestão da libido.

mais informações no link:

http://outoftheshadows.eiu.com/

 

Brasil: projeto usa histórias infantis para ensinar educação financeira a crianças

Fevereiro 4, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 14 de janeiro de 2019.

“Em Busca do Tesouro” é apoiado pelo Pnud Brasil e leva para escolas brasileiras histórias da Turma da Mônica; fase de testes aconteceu no final de 2018.

Um projeto apoiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, no Brasil, usa histórias infantis para ensinar educação financeira às crianças.

O projeto “Em Busca do Tesouro” foi implementado pela Secretaria do Tesouro Nacional, STN, do Ministério da Economia brasileiro, em parceria com o Instituto Maurício de Sousa, com apoio de outros parceiros.

Turma da Mônica

Segundo o Pnud, acompanhar a gestão do dinheiro de todos é um direito que deve ser estimulado ainda na infância.

De forma lúdica e com linguagem acessível, as crianças aprendem sobre o tema em sala de aula, com o apoio das histórias da Turma da Mônica produzidos especialmente para o projeto.

A receptividade de alunos e professores em relação ao conteúdo, contextualizado por histórias vividas por Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão e turma, foi avaliado de maneira positiva pelos executores do projeto.

Fase de Testes

A fase de testes aconteceu no final de 2018, em sete escolas públicas e uma privada no estado de Goiás. Cerca de 732 estudantes participaram da iniciativa que foi considerada bem-sucedida.

Agora, o passo a ser dado em 2019 é uma avaliação de impacto que ampliará o público-alvo para até 30 mil meninos e meninas de escolas da capital do país.

Resultados esperados

De acordo com agência, a ideia é sensibilizar a população sobre o tema, além de disseminar conceitos como equilíbrio e transparência fiscais.

Outro resultado esperado é promover educação fiscal e financeira por meio de informações sobre a função social dos tributos e o controle cidadão dos gastos públicos.

O Pnud acredita que para isso é essencial investir na formação de pequenos cidadãos e cidadãs para que entendam não apenas o funcionamento do governo, mas também a necessidade de ter comportamentos financeiros saudáveis e conhecer a a importância da gestão de finanças públicas e pessoais.

Aprendizado

Para a analista de projeto do Pnud Brasil Luciana Medeiros Brant, “os projetos assinados entre a STN e o Pnud tem como finalidade apoiar o Tesouro com estudos e ações que visem melhorar a qualidade das políticas públicas.

Brant destaca ainda que esse projeto em especial “visa ensinar as crianças e adolescentes sobre a importância da gestão dos recursos, a atuação do governo e a responsabilidade de cada um para que tenhamos um país melhor e mais produtivo”.

 

Contadores de história: projeto na UFRJ que ajuda crianças com doenças crônicas completa 10 anos

Outubro 9, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site Extraglobo de 18 de setembro de 2018.

Prestes a completar 10 anos de atuação junto à crianças em tratamento no Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG), o projeto ‘Contadores de história’ está reunindo relatos de ex-voluntários, pais e pacientes em um livro que deverá ser lançado no próximo ano.

Sem ajuda de custos fixa de nenhuma instituição, o projeto sobrevive com doações, vaquinhas online e apoio dos voluntários, que são alunos da UFRJ ou funcionários do hospital. Cada um dos voluntários doa duas horas semanais para alegrar as crianças que fazem tratamento na unidade. Somente em 2017, foram quase 10 mil crianças atendidas e 3 mil horas de histórias narradas aos pacientes.

O projeto faz tanto sucesso entre os alunos da universidade que, para ser voluntário não basta se inscrever, mas tem que ter uma pitada de sorte. Com 70 vagas por semestre, a organização do projeto recebe cerca de 1500 inscrições dos mais diferentes cursos. Então, para deixar a escolha mais justa possível, é feito um sorteio para decidir quem serão os voluntários.

— No começo, a ideia era ter voluntários de fora da UFRJ. Mas como o hospital é na Ilha do Fundão, não estava dando muito certo. Então decidimos limitar para os alunos da UFRJ e foi um sucesso — comemorou Regina.

Além do certificado de horas complementares, para Regina, o principal estimulo para tantos universitários se colocarem a disposição é um só: fazer o bem.

— O que nos chama atenção é a necessidade de incluir na formação dos alunos esse olhar mais humano. Eles se descobrem lá. Isso ajuda na formação humana e cidadã deles. O que nos mais encanta é que o projeto é praticamente tocado pelos alunos . — conta.

Aluna de comunicação social e voluntária em 2017, Raiane Cardoso, saia de casa em Campo Grande às 5 horas da manhã para estar no hospital às 8 horas para participar das leituras. Depois a jovem ainda tinha ir para a faculdade no campus da Praia Vermelha, na Urca. A expêriencia com as crianças e a vontade de fazer o bem foram os principais motivadores da estudante.

No setor que Raiane mais contava histórias, conhecido como aquário devido as pinturas na parede, estavam as crianças em tratamento de câncer. Por conta do longo período de acompanhamento médico que a doença exige, a estudante acabou criando laços mais fortes com as crianças e seu familiares, como foi no caso do pequeno Felipe.

— A gente têm que estar preparado, você acaba se envolvendo com a história da criança. No aquário eu basicamente contava histórias para as mesmas crianças sempre. E lá tinha um menino chamado Felipe, que era bem pequeno. Nos 6 meses acompanhei de perto o tratamento dele, e teve momentos que depois de contar a história para ele, tive que ir embora de tão emocionada que ficava. — relembra Raiane.

Hoje formada, a terapeuta ocupacional Tainara Brites, ficou por 2 anos no ”Contando Histórias” e passou por diferentes funções da iniciativa, como organizadora de festas e auxiliando os voluntários iniciantes. Para ela, a maior dificuldade foi deixar de olhar as crianças como pessoas doentes:

— No início era bem difícil a entrada do hospital. Principalmente pelo espaço, que não era muito familiar na época. Ver uma criança conectadas em aparelhos não era fácil. O medo dos aparelhos e barulhos era muito grande no inicio. Com os treinamentos e as entradas semanais para contação de histórias esse olhar mudou bastante. Aos poucos comecei a enxergar a criança para além dos fios, acessos e aparelhos. Tirar o foco na doença ajudou muito para minha atuação ser mais natural e menos mecanizada. — conta.

Quem tiver interesse em ajudar o projeto ”Contando Histórias” de alguma maneira, pode entrar em contato com os organizadores pela página do Facebook.

Como as gigantes de tecnologia lidam com os dados de crianças

Outubro 8, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do site Olhar Digital de 15 de setembro de 2018.

Treze! Para os mais supersticiosos, sinônimo de azar. Para outros, sorte. Não é sequer um número cabalístico. Treze é a idade mínima para que uma pessoa possa criar uma conta em uma rede social ou usar um serviço digital online em quase todo o mundo. Desde 1998, é o que define a Lei de Proteção à Privacidade Online para Crianças dos Estados Unidos. Segundo a regulamentação, esta é a idade mínima para que uma empresa possa, legalmente, coletar dados de um indivíduo.

No Brasil também. O Estatuto da Criança e do Adolescente define que, até os 12 anos, uma criança é considerada totalmente incapaz. Ou seja, qualquer um dos seus atos ainda é de total responsabilidade dos pais.

Ou seja, quem definiu essa idade não foi o Google ou Facebook, mas uma autoridade federal. Ainda assim, é impossível afirmar que toda criança, a partir dos 13 anos, terá maturidade suficiente para entrar de cabeça no mundo virtual. É verdade, a gente sabe que a maioria delas começa muito mais cedo, mas será que vale a pena? Cada criança evolui de forma diferente e, nesse sentido, o amadurecimento pode ser algo bastante subjetivo e impossível de ser generalizado.

A partir de denúncias e até com uma mãozinha da Inteligência Artificial, o Facebook bane e remove contas de menores de 13 anos. A idade mínima, seguindo a lei norte-americana, é uma política global da empresa salvo raras exceções, como na Espanha, por exemplo, onde o país exige que a criança tenha 14 anos para possuir conta em um serviço digital. Além disso, como uma proteção extra para adolescentes na plataforma, a rede de Mark Zuckerberg limita as categorias de publicidade para os mais jovens e, nas opções de audiência padrão para as publicações, a opção de fazer um post “Público” não existe. Por fim, o reconhecimento facial das fotos e marcações também é desligado para menores de 18 anos.

Recentemente, o Google foi alvo de investigações do Ministério Público Federal por conta de como trata os dados de crianças usuárias do YouTube. Enquanto há uma infinidade de conteúdo para os pequenos e até produzido por muitos menores na plataforma, os os termos de uso do YouTube dizem que o usuário deve ser maior de 18 anos, ser emancipado ou ter autorização de adultos responsáveis. Mas as autoridades alegam que não há qualquer processo de verificação; ou seja, certamente tem criança usando o serviço e tendo suas informações coletadas sem o devido consentimento legal. Engraçado é que nos Estados Unidos o YouTube enfrenta uma investigação bastante parecida.

As leis de proteção às crianças faz seu papel, mas sozinhas não são capazes de resolver o problema. As empresas digitais dizem que não saem da linha. Mas o mais importante mesmo é educar: pais e filhos.

No Brasil, o cidadão precisa completar 18 anos para ter licença para dirigir. Nos Estados Unidos, 16. Maturidade é uma coisa bastante difícil de se definir. Ainda que não seja hora de proibir ou afastar de forma exagerada os pequenos da vida virtual, o principal recado é geral: quem ama cuida!

Vídeo da notícia no link:

https://olhardigital.com.br/video/como-as-gigantes-de-tecnologia-lidam-com-os-dados-de-criancas/78553

Crianças odeiam comerciais em vídeos, mas se encantam com os ‘merchans’

Setembro 22, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Pesquisa da UFRGS avalia impacto da mídia sobre crianças; exposição traz prejuízos cognitivos

Ler a notícia da Folha de São Paulo no link:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2018/09/criancas-odeiam-comerciais-em-videos-mas-se-encantam-com-os-merchans.shtml

 

Oito menores brasileiros entre crianças separadas dos pais nos EUA

Junho 20, 2018 às 6:03 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Cerca de 2.000 crianças imigrantes foram separadas dos pais nos Estados Unidos, nas últimas seis semanas, segundo informações do governo norte-americano. | Mike Blake – Reuters

Notícia da RTP de 20 de junho de 2018.

Oito crianças brasileiras foram separadas dos pais após tentarem atravessar ilegalmente a fronteira do México em Tornillo, no Texas, noticia a Folha de São Paulo. Com idades entre os seis e os 17 anos, os menores estão em abrigos nos Estados da Califórnia e do Arizona.

“É um número muito alto”, afirma Felipe Costi Santarosa, o cônsul-geral adjunto do Brasil em Houston, no Texas. Anteriormente, o número de casos da mesma natureza era de dois ou três por ano. Neste momento, são quatro por mês.

Felipe Costi Santarosa destaca que, até ao momento, não há notícias de maus-tratos e que as condições dos abrigos são boas. As crianças encontram-se junto de menores com a mesma idade e muitas delas são irmãs.

Os pais foram processados por atravessar ilegalmente a fronteira e, consequentemente, enviados para prisões. De acordo com a política de “tolerância zero”, as crianças não podem frequentar estes estabelecimentos e são encaminhadas para abrigos espalhados pelos Estados Unidos.

Um dos menores está quase a completar 18 anos. Quando sair do abrigo, deverá ser transferido para um centro de detenção de imigrantes. Noutros casos, pode ser ponderada a possibilidade de deportação dos menores para a família no Brasil.

Localização desconhecida

De acordo com a edição online do jornal brasileiro, uma vez por semana Maria de Bastos, uma avó brasileira que foi também detida, fala ao telefone com o seu neto de 16 anos – que sofre de autismo e tem severos ataques epiléticos -, com quem atravessou a fronteira à procura de abrigo. O adolescente encontra-se num abrigo a 3.500 quilómetros de distância.

O consulado brasileiro tem tentado estabelecer contato entre as famílias brasileiras. Até ao momento, nenhuma delas foi reunida. As mães das crianças estão detidas no Texas ou no Novo México, a cerca de 500 quilómetros de distância dos filhos, segundo o Consulado do Brasil. Muitas não sabiam da localização dos filhos há semanas.

Um antigo supermercado acolhe cerca de 1.500 crianças. Os abrigos estão quase totalmente lotados. Muitas destas crianças viajaram sozinhas, de forma a fugir da violência dos seus países de origem. Porém, a maior parte foi separada dos pais, que se encontram detidos pelas autoridades de imigração.

Cerca de duas mil crianças imigrantes foram separadas dos pais nos Estados Unidos nas últimas seis semanas, segundo informações do Governo Federal norte-americano.

 

 

Miopia cresce entre as crianças devido ao uso de computadores e smartphones

Março 10, 2018 às 6:13 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.correiobraziliense.com.br/ de 25 de fevereiro de 2018.

Tatiana Sócrates Especial para o Correio

Apontada como a epidemia do século pela Organização Mundial da Saúde, a miopia é mais comum entre os pequenos que não se desligam dos aparelhos eletrônicos

Uma pesquisa do Centro de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) — TIC Kids On-line — revela que cerca de 69% das crianças e adolescentes do Brasil, na faixa dos 9 aos 17 anos, utilizam a internet mais de uma vez por dia. No Centro-Oeste, o índice ultrapassa a média brasileira e chega a 74% — é a região em que as crianças são mais conectadas, ao lado do Sudeste, segundo o estudo.

Os dados confirmam o crescente acesso dos brasileiros aos benefícios da tecnologia, mas, ao mesmo tempo, desvendam uma nova preocupação: as ferramentas eletrônicas estão contribuindo para o aumento da miopia entre os pequenos. “É uma tendência do mundo moderno”, alerta o oftalmologista Luiz Felipe Diniz, do Hospital Brasileiro de Olhos (HBO), em Brasília.

Cerca de 20% das crianças em idade escolar, de acordo com levantamentos do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), apresentam problemas de vista. A miopia é a campeã e já é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a epidemia do século. O uso de celulares e computadores por mais de seis horas diárias, segundo Diniz, pode levar ao agravamento dessa patologia em crianças e adolescentes.

Lucas Macedo, 9 anos, sente na pele, ou melhor, nos olhos, os efeitos da tecnologia. Vidrado em smartphone, tablet e afins, ele usa óculos desde os 6 anos. A mãe do menino, a fisioterapeuta Juliana Macedo, 40, acredita que a internet atrapalhe muito. “Se deixar, as crianças ficam além da conta na frente da tela do computador e no celular. Acho que forçam demais os olhos.”

Comportamento

Juliana conta que Lucas passa horas assistindo ao YouTube. “Ele está com 3 graus de miopia no olho direito e 1,5 no esquerdo.” Na escola, ele começou a ficar em pé, perto do quadro, para conseguir anotar o que a professora escrevia. “É preciso prestar atenção nessa questão da miopia infantil”, alerta Juliana. “Pensam que a criança é inquieta e teimosa, mas, na verdade, ela está apenas em busca de um campo melhor de visão.”

Como as crianças não identificam a dificuldade para enxergar, é importante que os pais fiquem atentos ao comportamento delas. “Quando elas têm alguma dificuldade visual, costumam ter dores de cabeça, desinteresse pelo estudo e baixo desempenho escolar. Também ficam muito próximo da televisão e têm mania de franzir os olhos para enxergar”, descreve Juliana. “Caso perceba essas atitudes em seu filho, é importante procurar um oftalmologista”, recomenda.

“É muito comum, no dia a dia do consultório, descobrirmos erros de refração — que é como denominamos a miopia — em crianças que tinham problemas de aprendizagem ou comportamento na escola”, confirma o médico oftalmologista Geraldo Canto, de Curitiba. “Para evitar isso, ir ao oftalmologista no início do ano é uma grande oportunidade de começar as aulas da melhor maneira.”

Além do uso excessivo das novas tecnologias, o aumento dos casos de miopia em crianças é relacionado à falta de atividades ao ar livre. “Um mecanismo de nossa visão, chamado de acomodação, nos permite olhar objetos distantes e focar com nitidez objetos próximos. Esse foco é feito com a contração do músculo ciliar, o anel no meio do olho para visão a distância. O excesso de esforço pode gerar fatores associados ao aumento da miopia”, esclarece Canto. É o que acontece quando se força a vista ao digitar e ao assistir a vídeos em celulares e computadores.

Dicas para o dia a dia

  • Fazer a criança realizar atividades em ambientes externos diariamente, por 40 minutos, no mínimo.
  • Não aproximar demais dos olhos os celulares, tablets, computadores e livros — eles devem ser mantidos a 30cm da face, no mínimo.
  • Não se debruçar sobre o objeto de leitura.
  • Manter a tela do computador a 50cm da face, no mínimo.
  • Fazer intervalos frequentes enquanto estiver utilizando esses objetos. A cada 20 minutos, retirar o olhar deles e focalizar objetos distantes, por cerca de 20 segundos.
  • Uso de tablets e celulares por crianças de 2 a 5 anos não deve ultrapassar 1 hora por dia.

O que dizem os médicos

As cirurgias refrativas para correção do grau são indicadas somente depois dos 18 anos, desde que a graduação já tenha estabilizado.

Para evitar mais prejuízos à visão, a recomendação é, desde cedo, ensinar as crianças a fazerem intervalos de cinco minutos a cada hora na frente das telas.

Reduza o brilho dos monitores. Ajuste-os procurando deixar a visibilidade agradável para a vista. Não deixe o fundo muito claro nem muito escuro.

Monitores de cristal líquido cansam menos a vista do que os antigos, de tubo, pois já vêm com superfície antirreflexo e melhor definição de imagens.

Fonte: Luiz Felipe Diniz, médico oftalmologista

Quanto mais longe, melhor!

Estima-se que, até 2020, 28% da população brasileira seja míope. Até 2050, o índice pode chegar a 51%, segundo a oftalmologista Renata Bettarelo. “Hoje, a taxa no Brasil gira em torno de 11% a 36%, mas a tecnologia tem contribuído para o aumento da doença”, alerta. O problema pode ser hereditário ou adquirido.

“É uma condição em que ocorre um alongamento indesejável do diâmetro anteroposterior do globo ocular”, detalha Renata. “Isso faz com que a imagem do objeto observado se forme antes da retina e não sobre a mesma, o que gera uma imagem borrada dos objetos distantes.”

A miopia é um problema ocular em que se consegue ver perfeitamente os objetos de perto, mas as coisas mais afastadas podem aparecer desfocadas, resume o médico Luiz Felipe Diniz. A causa está relacionada a fatores genéticos e ambientais.

O pouco tempo em ambiente externo e o excesso de tempo com o olhar fixado para perto, como a exposição às telas próximas (celulares, tablets, computadores) e livros, são os fatores ambientais mais associados à doença, segundo Diniz. Estudo do National Health Service (Serviço de Saúde Britânico) confirma que passar mais tempo ao ar livre torna as pessoas menos propensas à miopia. Para especialistas, isso tem a ver com os níveis de luz.

Para evitar esse problema, a publicitária Elenice Oliveira, 31 anos, e o marido, o cineasta Márcio Moraes, 52, resolveram impor regras rígidas aos filhos. “Durante a semana, os mais novos — Anabela e Victor Hugo — ficam sem internet, e assistem à TV só depois das 16h, após terminarem o dever de casa. Como dormem às 19h, o tempo em frente à telinha é curto também”, explica.

Os mais velhos, apesar dos cuidados, não escaparam da herança genética: Lucas, de 12 anos, começou a usar óculos aos 9, e Nicolas, de 10, há dois anos e meio. Ambos têm miopia, como o pai, que depende dos óculos desde os 10. “Quando descobrimos que Lucas tinha o problema, ele já estava com 4 graus nos dois olhos. Já o Nicolas tem apenas 1 grau”, conta Elenice.

Fora do mundo real

O malefício das tecnologias, para Elenice, é mesmo o uso excessivo dos aplicativos — as crianças ficam dispersas, não interagem com o mundo real, adoecem e ficam mal-humoradas. “Tem o lado bom, mas o ruim prevalece, na minha opinião. Afeta o apetite, atrapalha o sono, substitui as brincadeiras e, claro, causa irritação nos olhos e, às vezes, dor de cabeça.”

Para prevenir a miopia e evitar que ela avance, o acompanhamento das crianças deve começar cedo, antes da alfabetização. A primeira consulta, de acordo com o oftalmologista Geraldo Canto, deve ser feita entre 6 meses e 1 ano de idade, quando já é possível verificar a existência de um grau mais elevado, diferença de visão entre os olhos, diferença de grau ou fixação do olhar.

“Desse período até ela ser capaz de se expressar sozinha, o exame é feito pela avaliação dos olhos depois de uma dilatação da pupila. A partir do momento em que a criança já consegue se comunicar e se de mostra colaborativa, começamos também a usar imagens de desenhos, números ou letras”, explica o médico.

Geraldo Canto esclarece que nem sempre é preciso usar óculos quando a criança é muito nova. “As pessoas muito jovens com graus baixos não costumam ter indicação, a não ser que exista alguma dificuldade visual ou estrabismo detectado no exame. No geral, recomendamos óculos quando elas têm miopia acima de 1,5 grau, hipermetropia acima de 3 graus e astigmatismo acima de 1,5 grau.” Lentes de contato, só mesmo em crianças maiores, sob supervisão dos pais, e acompanhamento do oftalmologista.

 

 

Espetáculo de teatro e dança Margem Victor Hugo Pontes – 27 janeiro a 1 de fevereiro no CCB

Janeiro 21, 2018 às 6:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Fábrica das Artes | Para todas as infâncias

«Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem.»

Bertolt Brecht

«Margem tem como inspiração o romance de 1937 de Jorge Amado, Capitães de Areia, que retrata um grupo de crianças e adolescentes abandonados que vivem nas ruas de São Salvador da Baía, roubando para comer, e dormindo num trapiche – um armazém onde, como uma espécie de família, se protegem uns aos outros e sobrevivem a um dia de cada vez. Oitenta anos depois da publicação do livro, interessa-me sobretudo questionar quem são os novos capitães de areia, inspirando-me na realidade social destas crianças, e consciente de que nem sempre há finais felizes. Quem são estas pessoas que são colocadas à margem, e quando é que essa marginalização começa? Na casa de partida da vida, temos todos as mesmas hipóteses ou alguns partem para a luta já em défice? Há formas de quebrar isso? Quais? A sério? De certeza? Será realmente admirável o mundo novo que conseguimos construir com todos os nossos ideais de igualdade para todos? Numa ideia de teatro documental, e em colaboração com Joana Craveiro, este projeto será alicerçado num trabalho junto de jovens que foram privados do ensino, da alimentação, de carinho, de um pai, de uma mãe, jovens que cometeram crimes, jovens que partiram em défice ou que se viram em défice por razões que muitas vezes lhes são alheias. Jovens e crianças que, não obstante, continuam a lutar pela sua liberdade, e, nalguns casos, para inverter o tabuleiro do jogo – o tal onde, lado a lado, na casa de partida, já éramos diferentes uns dos outros, como uma fatalidade.»

Victor Hugo Pontes

27 janeiro, 2018 | 21:00

28 janeiro, 2018 | 16:00

30, 31 janeiro, 1 fevereiro, 2018 | 11:00

mais informações no link:

https://www.ccb.pt/Default/pt/FabricaDasArtes/Programacao/Espetaculos?A=1180

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