Venham +5 e podemos ser todos bons alunos

Março 20, 2017 às 12:02 pm | Publicado em Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Texto do http://p3.publico.pt/ de 17 de março de 2017.

Métodos de estudo, dicas para controlar a ansiedade e ajuda para elaborar o currículo — tudo junto no mesmo blogue. É o Venham +5

Texto de Diana Barros

Venham +5 (segredos de estudante) é um projecto que promete dar solução às dores de cabeça de todos os estudantes. Criado pela mão de Soraia Rodrigues, é um blogue onde se podem ler dicas acerca de quais os melhores métodos de estudo, tirar dúvidas sobre as melhores formas para contornar a ansiedade e até ter ajuda personalizada para elaborar o currículo.

A ideia surgiu da experiência de Soraia ao ver a irmã enfrentar algumas dificuldades ao lidar com a pressão dos exames. Soraia explica que na altura idealizou “um projecto que ajudasse os estudantes nestas situações”, mas como não tinha capacidade para financiar um projecto físico decidiu criar algo online, “o que também me permitiu atingir um maior número de pessoas”, acrescenta.

O intuito do projecto não é substituir os gabinetes de apoio que já existem nas faculdades e escolas de ensino secundário, mas dar mais armas aos alunos para combaterem o insucesso escolar. Soraia explica a importância do Venham +5, alertando para uma realidade pouco conhecida: o insucesso tem mais impacto no abandono escolar a nível do Ensino Superior que as dificuldades económicas.

A formação de Soraia na área da psicologia deixou-a com uma ideia de quais as causas principais do insucesso escolar. “O insucesso escolar, numa frase precoce, é condicionado por três aspectos: a auto-eficácia que é a capacidade que temos de confiar nas nossas próprias capacidade é determinante, o factor comportamental e emocional também tem um papel relevante e por fim, o contexto familiar”, diz Soraia. Ainda que estes sejam os motivos do insucesso escolar numa fase precoce, podem influenciar o sucesso escolar em fases mais avançadas, Soraia acrescenta  “as experiências vividas na escola primária reflectem-se adiante no percurso escolar”.

Ler os textos disponíveis no blogue é gratuito, mas ter apoio personalizado ou orientação na construção de um currículo custa dinheiro. Soraia explica que o preço “nunca será tão caro como uma clínica de psicologia por exemplo” e acrescenta “estou a lidar com um público de estudantes, a maior parte não tem rendimentos, mas preciso de algum retorno”.

Contudo, os estudantes – quer do ensino secundário, quer do ensino superior – não são os únicos que beneficiaram da ajuda de Soraia, que também já chegou a quem se encontra desempregado à procura de trabalho. Saber o que colocar e não colocar no currículo, qual o modelo a adoptar e que competências sublinhar são dúvidas que vêm à cabeça de quem está a escrever o currículo e o Venham +5 pode indicar o melhor caminho.

Os planos para o futuro incluem a criação de um espaço físico no Porto, mas ainda falta dinheiro, para conseguir financiamento Soraia organizou uma campanha de crowdfunding. O dinheiro angariado na campanha vai servir “para poder ter um site mais trabalhado, organizado e traduzido em várias línguas e para conseguir criar o espaço físico”, explica Soraia. Divulgar o projecto não tem sido fácil, mas os comentários no blogue do Venham +5 já são alguns. “Falei com algumas associações de estudantes – e claro houve de tudo – umas responderam-me, foram receptivas e divulgaram o projecto e outras não se mostraram interessadas”, explica Soraia, mas acrescenta também que acredita que este trabalho de divulgação tenha que ser feito no campo, “ir a uma escola e explicar em que consiste o projecto.”

A psicologia de não dizer psicologia

Os textos do Venham +5 são o resultado de experiência pessoal e pesquisa de Soraia. “O enquadramento dos textos sou eu que escrevo, mas no caso específico de uma actividade para treinar determinada competência, vou buscar informações a fontes externas e referencio-as”, explica a fundadora do projecto.

A formação na área da psicologia também tem peso, mas Soraia prefere manter a palavra longe dos textos que escreve. “Tento sempre escrever os textos do ponto de vista da psicologia, mas oculto a palavra psicologia do meu projecto porque acho que ainda está muito estigmatizada”, explica.

Para Soraia, o fundo científico dos conteúdos do Venham +5 é muito importante, mas categorizá-los como apoio psicológico teria um efeito repelente para o público do seu blogue. “As pessoas ainda não vêm o apoio psicológico como uma necessidade básica.”

Para os de cá e para os que vêm

Além dos conteúdos já disponíveis no blogue, Soraia pretende alargar o Venham +5 a estudantes de Erasmus ou outros programas de mobilidade que venham para Portugal. O objectivo é facilitar a integração dos estudantes estrangeiros, quer na vida cotidiana da cidade, quer na vida académica, onde entraves linguísticos e falta de apoio personalizado podem ser barreiras à aprendizagem.

Soraia explica que o apoio vai ser, sobretudo, em duas vertentes: “pequenos livrinhos digitais que sirvam de introdução à vida académica e à vida na cidade: o preço de um café, como funciona a faculdade entre outras informações” e a criação de parcerias entre alunos da cidade e os que vão para lá estudar “vou contactar alunos que estão cá e já conhecem a cidade para poderem ajudar os outros”, explica Soraia.

 

 

 

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Nas salas de aulas reina a “pequena indisciplina”

Fevereiro 10, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 7 de fevereiro de 2017.

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Só 0,01% dos alunos foram transferidos compulsivamente de escola em 2014/2015, revela o Ministério da Educação. Aulas expositivas “potenciam” problemas, dizem pais e directores.

Clara Viana

Este é um dos casos em que as minorias contam. Segundo um inquérito realizado junto dos directores de 45 agrupamentos frequentados por 53.664 alunos, 8,23% dos estudantes tiveram em 2015/2016 participações disciplinares. E, no entanto, a nível internacional, os professores portugueses são dos que se queixam mais de problemas de indisciplina em sala de aula, conforme dão conta inquéritos internacionais a docentes.

“Basta um aluno ou dois malcomportados por turma para darem cabo de uma aula”, comenta a propósito Alexandre Henriques, professor do 3.º ciclo e secundário e autor do inquérito sobre indisciplina nas escolas, feito em colaboração com a Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), que nesta terça-feira será publicado no blogue ComRegras de que também é responsável.

É o segundo inquérito sobre o tema realizado por Alexandre Henriques. O primeiro retratava a situação em 2014/15. Para que pudessem ser feitas comparações entre ambos, o autor levou em linha de conta apenas uma parte dos agrupamentos que este ano responderam ao inquérito, de modo a abranger um universo de alunos idêntico ao do ano passado: cerca de 35 mil. Resultados: o número de alunos, neste universo, com participações disciplinares passou de 2014/2015 para 2015/2016 de 2641 para 3035; registou-se também um acréscimo nos dois tipos de medidas disciplinares previstas pelo Estatuto do Aluno. Nas medidas ditas correctivas, de que o exemplo mais frequente é a ordem de saída da sala aula, passou-se de 4,18% para 5,28%; nas sancionatórias, que podem levar à suspensão ou à transferência compulsiva de escola, a oscilação foi de 1,96% para 2,28%.

participacoes-medidas

Em números absolutos, nos agrupamentos inquiridos há registo de 3807 medidas correctivas em 2015/2016 que foram aplicadas a 1854 alunos, o que quer dizer que muitos dos visados são repetentes na matéria. O mesmo se passa nas medidas sancionatórias, com um total de 1054 aplicadas a 802 alunos.

participacoes-alunos“Suspender um aluno não se faz”

Em resposta ao PÚBLICO, o Ministério da Educação indicou que em 2014/2015, últimos números que tem disponíveis, “foram instaurados 215 procedimentos disciplinares que originaram transferência de escola (a medida sancionatória mais gravosa), o que representa 0,01% do total de mais de um milhão de alunos”.

“Sou director há 14 anos e nunca suspendi um aluno, nem nunca o farei. Porque mandar um aluno para a rua é mandar também o problema para a rua e isso não se faz. Isto não quer dizer que não tenhamos tido problemas graves, mas conseguimos resolvê-los na escola”, refere a propósito o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira.

Ao contrário da evolução de crescimento identificada nas conclusões apontadas no estudo de Alexandre Henriques em colaboração com a ANDAEP, Manuel Pereira dá conta de que no agrupamento de que é director, agrupamento de Escolas de Cinfães, “há uma diminuição clara da indisciplina”, o que ele atribuiu à “grande política de proximidade com os alunos e encarregados de educação”.

O aumento reportado no estudo não significa “que haja mais casos de indisciplina nas escolas, mas sim que estas estão mais atentas ao fenómeno e o reportam mais”, afirma Filinto Lima, responsável da ANDAEP, que lamenta que o Ministério da Educação não tenha dados públicos sobre este tema, tornando assim impossível ter um retrato nacional da indisciplina na escola.

 

participacoes-disciplinaresAulas expositivas potenciam indisciplina

Apesar destas limitações, Filinto Lima não tem dúvidas de que, nesta matéria, “é a pequena indisciplina que reina nas escolas”. Os alunos que olham para trás, que atiram um avião de papel, que falam uns com os outros, são alguns dos casos que aponta.

“Difícil é sentá-los e depois mantê-los cativados e pró-activos durante a sala de aula”, afirma, para acrescentar que as aulas expositivas, com o professor a debitar a matéria, ainda muito frequentes em Portugal, acabam por potenciar “situações de indisciplina”.

“Pede-se às crianças que fiquem imóveis numa sala de aulas durante 50 minutos”, lembra o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Jorge Ascenção, acrescentando que muito do que está em causa também aqui são as práticas pedagógicas em sala de aula. “Aquilo que é normal numa criança, uma forma de estar mais irrequieta, é vista muitas vezes como indisciplina”, frisa.

Jorge Ascensão considera, por isso, que há sempre “algum exagero” quando se fala de indisciplina nas escolas. “Desde a ministra Maria de Lurdes Rodrigues, que existe uma tendência de vitimização por parte dos professores que, por vezes, quase leva a crer que Portugal é um país de crianças gangsters. Claro que há situações graves nas escolas, mas sempre as houve”, diz.

Os dados de um inquérito aos professores realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), em 2013, dão conta de que os docentes portugueses estão entre os que dizem gastar mais tempo a manter a ordem em sala de aula: 17,7% do tempo de aulas é consumido nesta tarefa contra uma média de 13,1% na OCDE. No mesmo inquérito, Portugal está entre os cinco países com uma maior percentagem de professores (38%) a reportarem terem turmas em que mais de 10% dos alunos têm problemas comportamentais.

 

http://www.comregras.com/

Alunos do 1.º ciclo são os que mais têm TPC

Janeiro 10, 2017 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 7 de janeiro de 2017.

Nuno Ferreira santos

Nuno Ferreira santos

Jovens dispendem 15 a 30 minutos com os trabalhos de casa, avança inquérito a pais e professores.

Lusa

Os alunos do 1.º ciclo são os que têm mais trabalhos de casa (TPC) e o tempo médio despendido é de 15 a 30 minutos, conclui um inquérito feito a professores (69,5%) e a encarregados de educação (46,6%)..

A segunda parte do estudo “A escola, a família e os trabalhos de casa”, realizado entre 8 e 29 de Novembro passado, e com uma amostra de 1614 inquéritos vem demonstrar que “todos os ciclos de ensino apontam os 15 a 30 minutos como duração média para a realização dos trabalhos de casa” e que são os professores do 1.º ciclo que atribuem com maior frequência TPC. Apenas 13,5% dos professores declaram nunca atribuem TPC no 1.º ciclo.

É também naquele ciclo que os encarregados de educação mais controlam os TPC dos educandos e que a sua presença é mais efectiva na realização desses trabalhos de casa.

Segundo o autor do inquérito, Alexandre Henriques, professor e responsável do ComRegras, um blogue de Educação, a principal razão pela qual os professores atribuem TPC aos alunos é a “criação de hábitos de estudo” (66%), e, em segundo lugar, o fomento da autonomia do aluno (53%).

Sobre a regularidade de TPC, os encarregados de educação e alunos inquiridos afirmam que há TPC todos os dias, incluindo aos fins-de-semana, e, mais uma vez, se revela que são os estudantes do 1.º ciclo que têm a frequência de TPC “mais incisiva”.

“Nas escolas existem turmas bastante heterogéneas, mas o mesmo acontece com a política escolar sobre a temática dos trabalhos de casa. É comum encontrar professores na mesma escola e até a lecionarem o mesmo ano, com visões diferentes sobre os trabalhos de casa e a aplicarem quantidades e frequências distintas. Além do bom senso que deve imperar, pois a carga lectiva em Portugal é elevada, as chefias intermédias e até os directores escolares devem estabelecer critérios a fim de evitar excessos”, observou Alexandre Henriques, reconhecendo que os TPC têm óbvias “vantagens” e “deve ser atribuído quando necessário, mas não deve ser imposto por mera “tradição”.

Na questão sobre como é que encaram os TPC atribuídos aos alunos, os docentes consideram uma tarefa natural, que não perturba os alunos (77,7%), enquanto os pais, por uma margem de cinco pontos percentuais, apontam os TPC como uma “tarefa exigente”, “causadora de stress, mas suportável” (44,5%). Apenas 15,8% dos encarregados de educação considerou os TPC como uma “tarefa desagradável e perturbadora”.

À questão “considera os TPC um problema, em virtude da elevada carga letiva dos alunos”, tanto os encarregados de educação (36,2%), como os professores (24,1%), referem que a carga horária lectiva será um dos motivos para a redução ou abolição dos TPC.

Outra das conclusões que se destacam no inquérito demonstra que os TPC atribuídos “são proporcionais quanto ao esforço exigido”, “não são perturbadores”, mas devem, contudo, “ser limitados no futuro quanto à sua duração do trabalho exigido”.

Com a progressão nos ciclos de ensino, a percentagem de alunos e encarregados de educação que afirma ter TPC diariamente diminui, atingindo quase metade no ensino secundário (22%), comparativamente com o 1.º ciclo (39%).

Na primeira parte do inquérito, divulgado a 18 de Novembro, e feito a pais, alunos e professores, ficou demonstrado que a maioria era a favor dos TPC, considerando que melhoram o desempenho. Os encarregados de educação, todavia, tenderam a julgar que eram em excesso.

A generalidade dos inquiridos (quase 70%) concorda que os trabalhos de casa melhoram o desempenho/aproveitamento dos alunos, sendo os professores os que manifestam maior concordância com a utilidade dos TPC. Na generalidade, do total de inquiridos, apenas 24% não considera os TPC bem-vindos.

 

 

Os Abraços do Xi-Coração” iniciativa da Fundação Rui Osório de Castro

Maio 21, 2016 às 7:54 pm | Publicado em Divulgação, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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O nosso Xi- heart emoticon tornou-se num herói de banda desenhada e é a personagem principal de “Os Abraços do Xi-Coração”, um blogue de histórias originais em banda desenhada que promovem a esperança e o otimismo para quem vive uma situação de cancro infantil. Este é um novo projeto de informação e esclarecimento na área da oncologia pediátrica que surge de uma iniciativa da Fundação Rui Osório de Castro com o apoio da Fundação Montepio, criatividade da Ogilvy Portugal e ilustrações de Carlos Antunes. A primeira história será lançada a 22 de maio, no Dia do Abraço, e duas vezes por mês serão adicionados novos capítulos à aventura do Xi-Coração. Tudo curioso?

Sigam aqui:
http://os-abracos-do-xi-coracao.tumblr.com/

 

Esta portuguesa está a salvar vidas de crianças quenianas

Abril 8, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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texto do Expresso de 16 de março de 2016.

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Dizem os relatório das Nações Unidas que quase um milhão de meninas não vão à escola no Quénia. Mas os números reais podem ser bem mais elevados, uma vez que muitas das crianças nascidas em bairro de lata e zonas rurais invariavelmente nem sequer possuem um registo de nascimento. No caso dessas meninas nascidas em meios totalmente desfavorecidos, o seu destino é quase sempre o mesmo: “Sem educação, muito dificilmente irão conseguir sair do bairro de lata. Vão casar cedo com algum vizinho, vão ter quatro ou cinco filhos (ou mais) e vão lutar todos os dias para sobreviver. À porta de casa, vão colocar um tecido no chão e vender vegetais ou roupas em segunda mão”. Palavras de Diana Vasconcelos, a portuguesa responsável pelo apadrinhamento de 200 crianças das favelas de Nairobi.

Engane-se quem acha que Diana só o consegue fazer porque é um género de magnata. Pelo contrário. Diana é uma jovem mulher de 28 anos, oriunda de Amarante e com uma vontade gigante de conhecer o mundo. Depois de terminar a licenciatura em Ciências de Comunicação, juntou todo o dinheiro que conseguiu ganhar a vender livros e a fazer limpezas numa pastelaria e meteu o pé na estrada. Andou pela Europa e pelo Estados Unidos – viagens cujos relatos foi partilhando no blogue “Há ir e Voltar” – até que um projeto de voluntariado a levou ao Quénia. É por lá que está há dois anos e onde, por iniciativa própria, começou a criar uma rede de apadrinhamento de crianças das favelas de Nairobi. O seu blogue pessoal deu nome ao projeto que hoje tem em mãos: assegurar educação a meninos que sem ela dificilmente sairão da pobreza extrema.

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Começou por se apaixonar pela simpatia dos habitantes de Kibera, um dos maiores bairros de lata da capital queniana. Foi lá que conheceu “teacher Benta”, uma mulher que todos os dias acolhia 27 crianças num pequeno barracão sem condições, para que os pais pudessem ir trabalhar. Durante semanas viu os petizes comerem arroz com arroz e decidiu apadrinhá-los com comida, pedindo ajuda a amigos em Portugal para criar um rede de donativos. Foi então que teve uma ideia: porque não tentar também construir uma escola? Na altura fez um apelo por email e nas redes sociais a todas as pessoas que quisessem ajudar e conseguiu reunir fundos suficientes para uma escola/orfanato. O “Há Ir Voltar” crescia, tal como a sua vontade de fazer a diferença na vida daquelas famílias. Ao mesmo tempo que construía a escola em Kibera, começou também a trabalhar com a comunidade local de Mathare, uma favela onde se estima que 1 em cada 3 habitantes tenha HIV e que praticamente todos vivam com menos de 1 dólar por dia. Lá, dedicou-se a arranjar “padrinhos” à distância para permitir que as 78 meninas que, mal ou bem, já conseguiam ir à escola, pudessem continuar a ir.

Um erro que podia ter sido o fim de tudo

De volta a Kibera: ingenuamente, Diana construiu a escola em seu nome, algo que se revelou um erro. Um dia foi chamada pela polícia que a obrigou a ceder-lhes o edifício recém-construído. Depois de “muita discussão e de muitas lágrimas”, não teve outra hipótese. As salas de aula iriam ser alugadas por Benta a famílias da favela. Pela primeira vez teve medo e passou noites sem dormir. “Foram os meus dias mais difíceis no Quénia. Todo o trabalho de um ano, todo o dinheiro que tínhamos conseguido angariar, tinha sido em vão. Pensei ir embora. Mas, aqueles 80 meninos que Benta estava a mandar embora ficaram sem escola. Eu não podia simplesmente fazer as minhas malas e ir embora como se nada estivesse a acontecer. Voltei a Kibera e comecei a colocar os meninos noutras escolas. A escola que construímos no ano passado já não é uma escola – foi uma ferramenta de educação que tínhamos criado e que falhou. Mas estas crianças ainda precisam da nossa ajuda, agora mais do que nunca.”

Além da rede de apadrinhamentos – que garante, por exemplo, alimentação e roupa a 200 crianças atualmente – focou-se então em Mathare e nas 78 meninas da escola Angel Girls, cujas professoras locais há mais de dez anos fazem todos os esforços para lhes dar educação. Mas a escola existente não é bem uma escola: são três salas de 4m2, onde chegam as estar 40 meninas dos 3 aos 12 anos. Com paredes de chapa, bancos partidos, chão de terra batida, ardósias esburacadas e telhado que deixa passar água quando chove (espreitem o vídeo em baixo). Sem casa-de-banho, só um esgoto a céu aberto. E Diana quer que estas crianças tenham direito a mais. Em vez de construir uma escola sua, desta vez Diana está a fazer uma recolha de fundos para a reabilitação do projeto já existente. Com a colaboração dos próprios pais das crianças, que terão de contribui com €1,50 para a construção. Um valor simbólico, é certo, mas que para a realidade da favelas é um esforço. Esforço esse que deverá contribuir para os tornar num género de guardiões do edifício.

Uma escola, uma refeição por dia, uma possibilidade de futuro

Com apenas 20 mil euros será possível transformar aquelas três salas em uma escola de dois andares, com janelas, salas onde se consegue respirar, materiais de estudo e casas de banho. Lá, será possível albergar inicialmente 78 meninas (o desejo é chegarem às 130) e garantir-lhes refeições quentes diárias, provavelmente as únicas que muitas daquelas crianças comerão por dia. E porquê meninas? Porque nas famílias mais carenciadas, culturalmente são sempre elas as últimas a terem direito a ir à escola.

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Na página da angariação de fundos, Diana e as outras três voluntárias portuguesas que se juntaram a ela para dar vida ao projeto explicam tudo e partilham os dados para transferência de donativos. Porquê no Quénia e não em Portugal? “Porque é aqui que quero estar”, explica Diana no seu blogue. “Sei que em Portugal há muita gente a passar necessidades, a passar fome. Que não tem uma casa, mas não podemos sequer comparar ao Quénia. O que importa é dar a mão a pessoas totalmente desamparadas. Adultos ou crianças que têm direito a viver e não a sobreviver com menos de 0,70 cêntimos por dia. Que morrem com doenças que são curadas com menos de cinco euros”.

Quando alguém ajuda quem realmente precisa, a pergunta “onde?” é a que menos importa. Uma vénia à Diana que, embora dedique a vida dela aos outros, a única coisa que nos pede a todos é que ajudemos com aquilo que pudermos dar. E dez euros que sejam já podem fazer a diferença.

 

 

 

IAC participa nas comemorações dos 25 anos do .PT

Janeiro 3, 2014 às 12:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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No dia 12 de dezembro, o Teatro Tivoli, em Lisboa, acolheu cerca de 70 convidados que integram e marcaram a história dos 25 anos da delegação do .PT. Na tertúlia e jantar, que assinalaram o encerramento das comemorações do 25.º aniversário, o passado e o futuro do .PT estiveram em destaque, num debate descontraído e participativo. Neste evento, foi lançado o livro “25 anos a crescer com a .PT” que reúne textos de um conjunto de pessoas e organizações, entre elas, o Instituto de Apoio à Criança através de um texto da autoria da Dra. Cláudia Manata do Outeiro.

Este livro (em português e inglês) pretende mostrar o trabalho da equipa DNS.PT ao longo dos últimos 25 anos, um percurso que começa em 1988, ano em que é registado o .PT como sendo o Domínio de Topo de Portugal na Internet. Durante os 5749 dias de atividade desta equipa, verificaram-se zero segundos de falhas no sistema, que sempre manteve a sua total operacionalidade na resolução de nomes cujo sufixo é .PT, o domínio Internet em Portugal.

 “Em 2002, o IAC estabelece a sua presença na Internet através do sítio Web http://www.iacrianca.pt/index.php, ampliando esta presença, em 2010, através das redes sociais e do blogue Crianças a Torto e a Direitos, proporcionando uma maior informação e contribuindo assim para a formação de uma cultura de participação, graças ao desenvolvimento das tecnologias de comunicação e da informação.

O IAC acredita (e a experiência tem-no demonstrado) que com a dinamização do sítio Web do IAC, é possível criar uma maior proximidade com crianças, famílias, técnicos e comunidade em geral, dando voz às pessoas que trabalham no terreno, fomentando redes informais e projetos inovadores, num profundo sentido de responsabilidade e consciência cívica.

A opção pelo DNS. PT, aquando do registo do sítio web do IAC, ficou a dever-se ao facto de se tratar de uma entidade jurídica legalmente constituída em Portugal, conferindo assim uma maior credibilidade ao sítio Web do IAC. Foi, ainda, com base neste princípio de credibilidade que, em 2010, se criaram as caixas institucionais de correio eletrónico do IAC com domínio .PT.”

 

Site orienta sobre fala de crianças entre 0 e 7 anos

Julho 15, 2013 às 6:00 am | Publicado em Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Texto de 2 de Julho de 2013 do blog Meunomenai

linguagem

O site “Fonoaudiologia e Pediatria”, desenvolvido pela pesquisadora Aline Martins, reúne textos, vídeos e ilustrações que explicam o desenvolvimento da comunicação em crianças entre 0 e 7 anos.

Criado durante o mestrado de Aline Martins, o site oferece orientação para pediatras, educadores, profissionais de saúde e pais. Intitulada “Telessaúde: Ambiente Virtual de Aprendizagem em aquisição e desenvolvimento da linguagem infantil”, a dissertação foi defendida na Faculdade de Odontologia da USP, em Bauru.

O site foi avaliado por 63 fonoaudiólogos, nos aspectos técnico e de conteúdo, e recebeu 5.046 visitas do Brasil e de outros países, entre setembro e dezembro de 2012. Atualmente está aberto ao público, e também apresenta as fases da infância propícias a alterações da fala, além de informações sobre prevenção destas alterações.

Aline Martins ressalta a importância de profissionais da área de saúde e educadores conhecerem o processo de desenvolvimento da fala. “Os profissionais que acompanham a saúde e desenvolvimento criança de forma sistemática nos primeiros aos de vida são fundamentais no processo de aquisição e desenvolvimento da linguagem”.

Visite o blog em http://fonoaudiologiaparapediatras.wordpress.com./

Fonte: Universidade de São Paulo.

Os números de 2012 do Blog Crianças a Torto e a Direitos

Fevereiro 19, 2013 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação, Uncategorized | Deixe um comentário
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Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

About 55,000 tourists visit Liechtenstein every year. This blog was viewed about 230.000 times in 2012. If it were Liechtenstein, it would take about 4 years for that many people to see it. Your blog had more visits than a small country in Europe!

Clique aqui para ver o relatório completo

III Congresso Ibérico A Fenda Dixital TIC Escola e Desenvolvimento Local

Setembro 26, 2012 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação, Uncategorized | Deixe um comentário
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Mais informações Aqui

As Nossas Estatísticas de 2011

Janeiro 30, 2012 às 3:00 pm | Publicado em CEDI, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

O Museu do Louvre, em Paris, é visitado todos os anos por 8.5 milhões de pessoas. Este blog foi visitado cerca de 190.000 vezes em 2011. Se fosse o Louvre, eram precisos 8 dias para todas essas pessoas o visitarem.

Os nossos agradecimentos a todos os leitores pelo sucesso deste blog.

Clique aqui para ver o relatório completo

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