84% of primary school children study foreign languages

Outubro 13, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://ec.europa.eu/eurostat/ de 25 de setembro de 2017.

In 2015, almost 19 million primary school pupils (or 84% of all the pupils at this level) in the European Union (EU) were studying at least one foreign language, including 1 million (around 5%) who were studying two foreign languages or more.

English was by far the most popular language, studied by 17.5 million pupils (83.5% of the primary school population). French (0.8 million or 4.8%) came second, followed by German (almost 0.7 million or 3.9%), Spanish (0.1 million or 0.6%), Russian (54 thousand or 0.3%) and Italian (33 thousand or 0.2%).

This news item marks the European Day of Languages, celebrated each year on 26 September.

Less than half of primary school pupils study a foreign language in Portugal, Belgium, the Netherlands and Slovenia

All or nearly all pupils at primary level in 2015 attended foreign language classes in Cyprus, Luxembourg, Malta and Austria (all 100%), Croatia (99.9%), Spain (99.4%), and France (99.2%), as well as in Italy (98.6%), Romania (98.3%) and Poland (97.6%). At EU level, this share stood at 84.3%.

In some Member States, young pupils were studying two or more foreign languages, particularly in Luxembourg (83.7%), followed at a distance by Estonia (30.7%) and Greece (28.9%).

In contrast, less than half of primary school pupils were studying a foreign language in 2015 in Portugal (35.4%), Belgium (36.7%), the Netherlands (42.9%) and Slovenia (49.8%).

English clearly dominant

English is the most common foreign language studied at primary level in every EU Member State, except Belgium and Luxembourg, both multilingual countries.

The second most common foreign language gives a more varied picture. German, which is the most learnt foreign language in Luxembourg, was the second main foreign language studied by primary school pupils in eight other Member States, with the highest shares of learners recorded in Croatia (20.9%) and Hungary (20.2%). French occupied this position on the EU level and in seven Member States, with the largest proportions being notably recorded in Luxembourg (83.5%), Greece (15.8%) and Romania (15.2%).

The source dataset for the number of languages can be found here, and for the languages studied here.

Country notes

Belgium: the official state languages are Dutch, French and German; notably French is considered as a foreign language in the Belgian Flemish Community and Flemish (Dutch) is considered as a foreign language in the Belgian French Community. At primary level, the most popular foreign language in the Belgian French Community is Dutch (36.0% of pupils), and in the Belgian Flemish Community, it is French (27.4%).

Estonia: in schools where Estonian is not the language of instruction, Estonian is counted as a foreign language for statistical purposes.

Ireland: in addition to English, all pupils at primary level study Irish. However, Irish is not considered a foreign language. Luxembourg: although the official languages are French, German and Luxembourgish, for the purpose of education statistics, French and German are counted as foreign languages.

Malta: English is an official language alongside Maltese, but for the purpose of education statistics, it is counted as a foreign language.

Slovakia: in schools where Slovakian is not the language of instruction, Slovak is counted as a foreign language for statistical purposes.

Finland: Swedish is an official language alongside Finnish, but for the purpose of education statistics, it is counted as a foreign language.

More information

European Commission Day of Languages website

For data on lower secondary education level, see our Themes in the Spotlight infographic

 

 

 

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5 ideias para pôr o seu filho a falar português

Maio 31, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site https://portcast.net/ de 5 de maio de 2017.

por Catarina Stichini

Enquanto professora de Português Língua de Herança e mãe de uma criança bilingue que vive fora de Portugal, sou frequentemente confrontada com a dificuldade dos pais em pôr os filhos a falar português. Promover a competência comunicativa de crianças bilingues faz parte do meu dia-a-dia e, muito provavelmente, do seu.

Como havemos então de ajudar os nossos filhos neste fabuloso processo? Apesar de acreditar que há muito que fazemos bem, de forma instintiva, parece-me importante estar a par dos estudos realizados no campo do bilinguismo.

Bilinguismo

Atualmente, as vantagens do bilinguismo pertencem quase ao âmbito do senso comum no que diz respeito tanto ao nível socioeconómico (com benefícios óbvios num mundo globalizado) como ao nível cognitivo, uma vez que os indivíduos que crescem recorrendo a duas línguas revelam maior capacidade de concentração, planificação e resolução de problemas, e maior flexibilidade mental. No estudo The impact of bilingualism on brain reserve and metabolic connectivity in Alzheimer’s dementia, de Perani et al. (2016), foram ainda estabelecidas relações entre um elevado nível de bilinguismo e a resistência à demência e à doença de Alzheimer.

É neste contexto, e para facilitar o contacto com a família, que, na minha opinião, cresce nos pais o interesse em desenvolver as competências linguísticas dos filhos residentes no estrangeiro. No entanto, muitos são os pais que ficam frustrados e desistem quando os filhos respondem constantemente na língua mais forte, do país onde moram, e se recusam a falar português. Se esse é o seu caso, aqui fica o meu conselho: não desista, nunca!

Num estudo realizado em 2012 com crianças de 18, 30 e 42 meses, Meredith Rowe, da Harvard Graduate School of Education, concluiu serem determinantes para a competência e variedade lexical das crianças fatores como:

a quantidade de vocabulário a que tinham sido expostas um ano antes;

a utilização de vocabulário diversificado e sofisticado com crianças com idades compreendidas entre um e três anos;

o contar de estórias a crianças em idade pré-escolar.

A exposição à língua é, pois, fundamental para a sua aquisição e aprendizagem e, mesmo que os seus filhos pareçam indiferentes aos seus esforços, a verdade é que estão a ouvir e a assimilar tudo o que lhes diz. Sugiro, assim, que sempre que possível transforme o uso da língua num jogo divertido e variado, que constitua um desafio e que os leve a falar sem dar por isso.

5 ideias para falar português

Aqui ficam 5 estratégias que uso em casa para pôr o meu filho de seis anos a falar português:

  1. Jogo de pistas

Num passeio pelo bairro, proponho uma série de tarefas ao meu filho (por vezes acompanhado por amigos) como, por exemplo, encontrar a estátua de uma mulher sentada, percorrer uma determinada distância ao pé-coxinho, dizer-me com quantos gelados ficamos se tivermos seis e os dividirmos entre nós, ou levar-me a uma loja onde posso comprar jornais. Após a resolução de cada tarefa, as crianças recebem uma letra, devendo utilizá-las no fim para construir uma palavra. Desenvolve a competência leitora, a curiosidade, a motricidade grossa e a relação com o meio.

  1. Um papagaio português

Mais simples não podia ser: sempre que o meu filho fala em sueco comigo, repito em português o que me disse, geralmente em forma de pergunta, como se quisesse confirmar que o entendi bem. Por vezes, introduzo informação errada, propositadamente, para provocar uma reação. Quanto mais tonta for a sugestão, melhor! Mesmo que ele não mude automaticamente para o português, assim exponho-o à língua de uma forma contrastiva e contextualizada, que faz sentido para ele, e vou introduzindo expressões novas no seu vocabulário. Desenvolve a compreensão e a expressão orais, a pronúncia e o léxico.

  1. Lista de compras

Faço listas de compras em português e leio-as no supermercado, pedindo ao meu filho que encontre os produtos mencionados. Por cada cinco produtos identificados corretamente, pode acrescentar outro à sua escolha (o tipo de produtos pode ser decidido anteriormente, em conjunto). Desenvolve a competência leitora, o léxico e a autonomia.

  1. Quem sabe mais palavras?

Com este jogo tentamos ver quem consegue traduzir mais palavras ou expressões, no nosso caso, do português para o sueco e vice-versa. Quando era pequena, passava horas assim entretida com um primo, na altura desafiávamo-nos mutuamente em inglês, e agora promovo-o com a família, quando vamos passear ou durante as refeições. Desenvolve o léxico, a pronúncia e atos de fala.

 

  1. E agora, o que achas que vai acontecer a seguir?

As estórias são um ensaio, uma preparação para a vida, e devem assumir tantos formatos quanto possível. Cá em casa, fazem parte do nosso quotidiano. Eis algumas das formas como as uso para desenvolver a competência linguística do meu filho:

No sofá da sala – Muitas vezes, quando o meu filho diz que não quer ler, sento-me na sala e leio alto. Passado pouco tempo, tenho-o ao meu lado a seguir a estória e a fazer perguntas.

Na biblioteca – Ir à biblioteca é uma ocasião especial em que vemos as novidades, lemos alguns livros e trazemos outros para casa. Tentamos ir uma vez por mês e toda a visita, do princípio ao fim, é quase como uma festa, um banquete de estórias.

Em viagem – Quando temos pela frente uma viagem de carro ou comboio mais longa, ouvimos audiolivros. Também ouvimos, cantamos e discutimos música em português.

Ao deitar – Todas as noites, lemos 15 minutos em português e 15 minutos em sueco, na cama. São raras as vezes em que o meu filho não nos pede para lermos só mais uma estória ou só mais uma página. Quando acabamos, gosta de ouvir música ou podcasts até adormecer.

Trataremos em posts futuros diferentes estratégias para trabalhar a leitura. Para já: leia, ouça e discuta diversos tipos de textos e livros que interessem aos seus filhos. Não se limite àquilo que gostaria que lessem. Além de contos infantis ou tradicionais, aventuras e Banda Desenhada, tenha também ao seu alcance, por exemplo, livros mais fatuais e informativos, guias de viagem, compilações de anedotas, jornais e revistas.

Desenvolve tudo e mais alguma coisa! O léxico, a compreensão e expressão orais e escritas, a curiosidade, a imaginação, o gosto pela leitura, o raciocínio lógico e a capacidade argumentativa.

Resumindo…

Estas são apenas algumas ideias que resultam bem cá em casa. O importante é variar e adaptar as estratégias ao contexto em que se encontra, e de acordo com a idade e os interesses das crianças que estão consigo.

Divirta-se, insista, e vai ver que os seus filhos, não tarda, falam português!

E, já agora, diga-nos que estratégias usa aí em casa!

Sugerimos também:

 

Créditos

Imagem de destaque: Catarina Bandeira

Catarina Stichini é professora há mais de vinte anos, tendo já lecionado do ensino infantil ao universitário. Em 2014, foi nomeada para o Prémio de Melhor Professor da Universidade de Estocolmo, na Suécia, país onde é atualmente professora de Português Língua de Herança. Dedica parte do seu tempo ao www.portcast.net, uma plataforma para a aprendizagem de português através de podcasts. Tem um filho luso-sueco com 6 anos.

Catarina Bandeira é desde muito cedo apaixonada por Fotografia, tendo concluído a Licenciatura na Universidade Lusófona, em 2015. Após estágio na Agenda Cultural de Lisboa, entrou, ainda nesse ano, ao serviço do Estúdio Fotográfico Studio8A. Aqui realizou trabalho de estúdio, fotografou eventos e orientou workshops de fotografia e Photoshop. É fotógrafa independente.

 

 

 

Bilingual kids have multiple advantages, no matter what the languages are

Dezembro 22, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://qz.com de 7 de novembro de 2015.

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Reuters/Lucy Nicholson

Written by

Teresa Parodi

Lecturer of Theoretical and Applied Linguistics,

University of Cambridge

We live in a world of great linguistic diversity. More than half of the world’s population grows up with more than one language. There are, on the other hand, language communities that are monolingual, typically some parts of the English-speaking world.

In this case, bilingualism or multilingualism can be seen as an extraordinary situation—a source of admiration and worry at the same time. But there are communities where bilingualism or multilingualism are the norm—for example in regions of Africa. A Cameroonian, for example, could speak Limbum and Sari, both indigenous languages, plus Ewondo, a lingua franca, plus English or French, the official languages, plus Camfranglais, a further lingua franca used between anglophone and francophone Cameroonians.

On a smaller scale, we all know families where bilingualism or multilingualism are the norm, because the parents speak different languages or because the family uses a language different from that of the community around them.

How difficult is it for a child to grow up in such an environment? And what are bilingual children capable of? Well, they are capable of quite a lot, even at a very young age. They can understand and produce expressions in more than one language, they know who to address in which language, they are able to switch very fast from one language to the other.

Noses for grammar

Clearly we are talking here of a range of different skills: social, linguistic and cognitive. Social skills are the most known: bilingual children are able to interact with speakers of (at least) two languages and thus have direct access to two different cultures.

But they also have linguistic skills, some very obvious, such as understanding and using words and expressions in different languages. A less obvious aspect is that bilingual children have a raised awareness for how language “works.” For example, bilinguals are better than monolinguals of the same age at pinpointing that the sentence “apples growed on trees” is bad, and “apples grow on noses” is fine, but doesn’t make sense.

Less known are the cognitive skills developed by bilinguals, an issue of great interest for research at the moment, as seen, for example, in work by Ellen Bialystok and colleagues. Probably due to the practice of switching languages, bilinguals are very good at taking different perspectives, dealing with conflicting cues and ignoring irrelevant information. This skill can be applied to domains other than language, making it an added value of bilingualism.

Is it worth it?

What if one of the languages is not a “useful” one because, for example, it does not have many speakers (for example, Cornish)? Is it worth exposing the child to it? The linguistic, social and cognitive advantages mentioned above hold, independently of the specific languages. Any combination of languages has the same effect.

A common worry is that trying to speak two (or more) languages could be too strenuous for the child. But there is no need for concern: learning to speak is more similar to learning to walk than it is to learning a school subject. Learning to speak is genetically programmed. The brain is certainly able to cope with more than one language, as research and experience shows.

There could be a practical problem, though, in providing enough exposure to the languages. The stress is then on the parents to ensure the opportunity to interact with speakers of the languages in question. Bilingualism is not genetic: having parents who speak different language does not guarantee a bilingual child.

Code-switching is cool

Another frequent worry is that of the child learning two half languages, short of the “proper” version of either of them. One may, for example, hear bilinguals—children and adults—using words or expressions from two or more of the languages in their linguistic repertoire in a single sentence or text, a phenomenon known as code-switching.

Often people assume that the main reason for doing this is a lack of sufficient proficiency in one of the languages, such that the speaker cannot continue in the language they started in. They also often assume that the choice of the words from one language or the other is random. Far from it. Code-switching is common among bilinguals and, contrary to popular belief, it follows grammatical rules.

Research has shown regular patterns in code-switching, influenced by the languages concerned, by community norms and by which language(s) people learn first or use more frequently. Very often, code-switchers are very highly proficient in the languages concerned. Code-switching also follows social rules: bilingual children only use it if they know the interlocutor knows the “other” language.

Additionally, if asked for clarification, they know if they have spoken too quietly or used the wrong language, and only switch in the latter case. Both bilingual children and adults have a range of reasons, including sociolinguistic reasons to code-switch. Code-switching can be cool!

All typically developing children will learn one language. To learn more than one they need the opportunity and the motivation. Growing up with more than one language is an asset well worth the investment.

This post originally appeared at The Conversation. Follow @US_conversation on Twitter.

 

 

 


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