Instagram é a rede social mais nociva para a saúde mental

Junho 5, 2017 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Texto do http://exameinformatica.sapo.pt/ de 24 de maio de 2017.

O estudo citado na notícia pode ser consultado na notícia da Royal Society for Public Health:

Instagram ranked worst for young people’s mental health

Ruben Nascimento Oliveira

É o que diz um estudo realizado no Reino Unido que questionou 1500 pessoas para comparar os efeitos na saúde mental das redes sociais: Instagram, Snapchat, Facebook,Twitter e Youtube.

A Royal Society for Public Health em conjunto com o movimento Young Health publicou um estudo focado nos efeitos que cinco redes sociais diferentes têm na saúde dos jovens.

O estudo foi feito no Reino Unido, onde cerca de 1500 pessoas entre os 14 e 24 anos de idade foram questionadas sobre a sua saúde, bem-estar, suporte emocional, imagem corporal e bullying, noticia a Cnet.

Após análise às respostas, os investigadores concluíram que o Instagram era o mais prejudicial para a saúde dos jovens seguidos por ordem decrescente relativamente ao seu efeito nocivo nos utilizadores, pelo Snapchat, Facebook, Twitter e Youtube.

Os efeitos negativos superiores do Instagram e Snapchat parecem ser derivados do grande foco em imagens que existe em ambas as redes sociais, explica Shirley Cramer Chefe executiva do Public Health Group.

 

Adolescentes portugueses sentem-se mal quando não têm Internet por perto

Maio 5, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 19 de abril de 2017.

Mais informações na notícia da OECD:

Most teenagers happy with their lives but schoolwork anxiety and bullying an issue

A satisfação com a vida, a relação com os pais e com a escola também foram avaliadas joana bourgard

Estudo da OCDE diz que jovens que têm um uso extremo da Internet mostram-se menos satisfeitos com a vida e têm também desempenhos académicos piores.

Clara Viana

Portugal é dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) onde existe uma maior percentagem de jovens de 15 anos a afirmar que se sentem mal quando não têm disponível uma ligação à Internet. São mais de 77% os que o afirmam, quando a média na OCDE é de 54%.

Acompanham Portugal naquele pelotão a França, Grécia, Suécia e Taipé, segundo revelam os resultados dos inquéritos efectuados aos alunos que realizaram os testes PISA em 2015, divulgados nesta quarta-feira de manhã num relatório da OCDE sobre o bem-estar dos jovens.

Os testes PISA, que são promovidos pela OCDE, realizam-se de três em três anos para a aferir a literacia a leitura, matemática e ciências dos alunos com 15 anos de idade.

Apesar da aparente dependência dos alunos portugueses face à Internet, o tempo em que estes dizem estar online durante os dias da semana (140 minutos) está ligeiramente abaixo da média da OCDE (146). Ao fim de semana a situação inverte-se: os alunos portugueses passam 190 minutos na Net contra uma média de 184 minutos na OCDE.

Margarida Gaspar de Matos, coordenadora em Portugal do grande estudo sobre a adolescência promovido, de quatro em quatro anos, pela Organização Mundial de Saúde (Health Behaviour in School-Aged Children), confirma que Portugal se tem “evidenciado” no uso da Internet, desde 2010, mas alerta que não se deve confundir “o abuso do uso” com “dependência”.

“A dependência da Internet tem um critério clínico de diagnóstico que transcende as horas passadas” online, adianta. Mas o abuso tem também consequências “uma vez que traz associado problemas de saúde física, nomeadamente higiene do sono, problemas sensoriais, de alimentação, de sedentarismo e psico-sociais”, alerta.

A investigadora salienta, contudo, que não se deve esquecer que “o acesso e uso da Internet é um avanço civilizacional que inclui acesso à informação, gestão do trabalho, comunicação e recreação”.

“São três realidades diferentes e baralhá-las não ajuda a compreender a situação. Deve-se aproveitar os pontos positivos, que são muitos, e tentar limitar os problemas”, conclui.

Quase 90% dos jovens inquiridos na OCDE concordam que a Internet “é um óptimo recurso para obter informação” e 84% consideraram que as redes sociais “são muito úteis”. Na generalidade, a primeira afirmação foi mais apontada por estudantes de meios socioeconómico favorecidos do que pela dos oriundos de meios carenciados. Mas Portugal tem, também aqui, um lugar de destaque: o fosso entre os dois grupos não chega aos cinco pontos percentuais. Há poucas diferenças entre ambos. Dinamarca, Islândia e Macau alinham com Portugal neste grupo. Já no México a diferença entre os dois grupos é de 20 pontos percentuais.

No geral, o uso da Internet “pode aumentar a satisfação com a vida por propiciar entretenimento e retirar obstáculos à socialização”, mas também pode ser uma fonte de riscos ao bem-estar dos jovens, alerta-se no relatório. Por exemplo, os jovens que têm um uso extremo da Internet mostram-se menos satisfeitos com a vida e têm também desempenhos académicos piores.

Satisfeitos com a vida

Saber se os estudantes estão satisfeitos com a sua vida foi um dos objectivos do inquérito realizado. Numa escala de 0 a 10, em que 0 corresponde à pior vida possível e 10 à melhor, em média os alunos da OCDE apontaram para um valor de 7,3.

Em Portugal o lugar nesta escala é de 7,36. No valor mais alto da escala, estão 31% dos alunos portugueses, que dizem estar muito satisfeitos com a vida (34,1% na OCDE) e na posição oposto existem 8,9%, cerca de três pontos percentuais abaixo da média.

Mas a satisfação com a vida está também marcada pelo género: no conjunto dos países da OCDE, existem 39% de rapazes de 15 anos que se dizem muito satisfeitos com a vida, um valor que baixa para os 29% quando são as raparigas a falar. Em Portugal o fosso entre os dois grupos é idêntico (35,6% para os rapazes e 26,3% para as raparigas).

Uma das conclusões a que a OCDE chegou é a de que a relação entre satisfação com vida e o desempenho escolar é fraca. Já o ambiente em que os estudantes aprendem e se desenvolvem têm peso na satisfação com a vida. E aqui, frisa-se, os professores têm um “papel particularmente importante”: “Os estudantes mais felizes tendem a dar conta de uma relação positiva com os seus professores.”

Também os pais têm aqui um papel a desempenhar. Os estudantes cujos pais passam tempo a falar com eles, que comem uma refeição em conjunto ou debatem o modo como o filho se está a sair da escola têm uma probabilidade maior de terem maiores níveis de satisfação com a vida.

Portugal aparece, também aqui, em destaque com 90% dos alunos a dizerem que comem pelo menos uma refeição em conjunto com os pais contra uma média de 82% na OCDE. E 92% dos alunos portugueses também dizem que os pais têm o hábito de falar com eles depois da escola, um valor igualmente superior à média da OCDE (86,1%).

Ir mais longe

A motivação dos alunos em ir mais longe é outro factor preditor de uma maior satisfação com a vida, frisa a OCDE. Aos 15 anos, 44% dos alunos da organização dizem querer completar um curso universitário. Em Portugal são menos: 39,9%.

Em todos os países, os estudantes mais carenciados tendem a ter expectativas mais baixas do que os seus colegas de meios favorecidos no que toca à conclusão do ensino superior. Mas há países piores do que outros e Portugal sai-se mal do retrato, com um fosso de 50 pontos percentuais a separar as expectativas dos dois grupos. Na OCDE este valor ronda os 40 pontos percentuais.

Se o sentimento de pertença à escola é nestas idades um dos factores que mais conta para se estar satisfeito com a vida, e a maioria está nesta situação, também se podem viver ali experiências devastadoras. O bullying é uma delas.

No conjunto dos países da OCDE, cerca de 11% dos estudantes diz-se alvo de gozo, 7% afirmam que são postos à parte e 8% contam que são objecto de boatos maldosos.

A violência física repetida é reportada por 4% dos alunos. No conjunto, 18,7% dizem-se vítimas de um qualquer acto de bullying, um valor que em Portugal desce para 11,8%.

Os resultados dos inquéritos mostram que os rapazes têm maior probabilidade de serem vítimas do que as raparigas, embora estas tenham maior peso se o que está em causa é ser posto de parte ou ser objecto de boatos maldosos. Por outro lado, os estudantes com piores desempenhos estão mais expostos a agressões verbais físicas e psicológicas do que os seus colegas mais bem-sucedidos.

 

 

 

Save the Children indica Cuba como melhor país para ser menina na América Latina

Novembro 23, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação, Relatório | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.hypeness.com.br/

nina

Em outubro deste ano, a ONG Save The Children divulgou um relatório intitulado Hasta la Última Niña (“Até a última menina”, em espanhol) em que aponta os países que oferecem melhores oportunidades para o desenvolvimento das meninas. Enquanto a Suécia foi a primeira colocada no mundo segundo a instituição, seguida por Finlândia e Noruega, Cuba foi o país com melhor desempenho entre todos os localizados na América Latina e no Caribe.

No índice criado pela organização, Cuba ficou em 34º lugar geral em termos de oportunidades para meninas – o Brasil ficou com a 102ª posição. Entre os pontos levados em consideração para compor o ranking estão os índices de casamento infantil, gravidez na adolescência, mortalidade materna, mulheres na política e acesso à educação.

Na comparação com outros países, Cuba ficou na frente do Japão e apenas duas posições atrás dos Estados Unidos. Com a conquista, o país se torna um modelo para outros países em desenvolvimento em termos de igualdade e oportunidade para as mulheres.

De acordo com a agência EFE, a assessora de governabilidade para América Latina e o Caribe da Save the Children, Teresa Carpio, teria lembrado que a violência é a principal barreira para o desenvolvimento das meninas na América Latina. O problema afeta de maneira ainda pior as meninas descendentes de povos originários e negras.

O ranking analisou um total de 144 países. O Haiti foi o país com o pior desempenho entre os que estão localizados na região da América Latina e Caribe, enquanto a República Centro-africana, o Chade e o Níger ocupam as três últimas posições do ranking mundial. Para ver o relatório completo, clique aqui.

Texto da Save the Children no link:

https://www.savethechildren.es/publicaciones/hasta-la-ultima-nina

 

 

Primeiro filho deixa-nos mais infelizes do que o divórcio ou o desemprego? – estudo realizado na Alemanha

Agosto 31, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 13 de agosto de 2015.

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De acordo com o novo estudo realizado na Alemanha e publicado este mês na revista Demography , o efeito de um novo membro na vida de uma pessoa, durante o primeiro ano, é, para a maioria, devastador – pior que o divórcio, desemprego ou, mais impensável ainda, a morte do companheiro.

A investigadora e socióloga Rachel Margolis, da Universidade do Ontario, Canadá, e o investigador Mikko Myrskylä, diretor do Instituto alemão de Investigação Demográfica Max Planck, acompanharam 2.016 alemães que não tinham filhos no início do estudo até pelo menos dois anos após o nascimento do seu primeiro filho.

Aos participantes no estudo, foi pedido que classificassem os seus níveis de felicidade, em resposta à pergunta: “Quão satisfeito está com a sua vida, dadas todas as circunstâncias?”.

A maioria dos casais presentes no estudo começou por se declarar muito feliz com a ideia do primeiro filho. No ano anterior ao nascimento do bebé, os seus níveis de satisfação eram ainda mais marcantes.

Mas a partir do nascimento, as experiências dos pais começaram a divergir: Cerca de 30% dos pais mantiveram o seu nível de felicidade e bem-estar, mas os restantes diminuíram significativamente durante o primeiro e segundo ano após o nascimento.

Os dados mostraram que quanto maior for a perda de bem-estar, menores são as probabilidades de terum segundo filho. Este efeito foi mais significativo nos pais com mais de 30 anos e nível superior de escolaridade.

Para se perceber o nível da quebra nos níveis de felicidade, diga-se que estudos anteriores quantificaram o impacto de outros acontecimentos da vida, usando a mesma escala desta nova investigação, concluindo que o divórcio, por exemplo, equivalia a uma queda de 0.6 de uma “unidade de felicidade”. O desemprego significava uma queda de uma unidade, o mesmo que a morte de um companheiro. Já o ingresso no mundo da paternidade leva a uma queda de 1.4 unidades, considerada “muito severa”.

 

 

 

Os números da pobreza

Outubro 17, 2014 às 12:11 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Gráficos publicados no Público.

Cátia Mendonça e Célia Rodrigues

16/10/2014 – 22:57

(actualizado às 19:12 de 17/10/2014)

Os números que fazem a pobreza em Portugal e no mundo. 

ver todos os gráficos aqui

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Capacidade de as famílias suportarem encargos baixa entre 2004/2011

Dezembro 19, 2013 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site OJE de 6 de Dezembro de 2013.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

INE divulga Índice de Bem-estar para Portugal

oje

O estudo, realizado pela primeira vez pelo Instituto Nacional de Estatística, foi desenvolvido nos últimos três anos e visa disponibilizar, anualmente, resultados que permitam acompanhar a evolução do bem-estar e progresso social em duas vertentes: condições materiais de vida das famílias e qualidade de vida.

O estudo, realizado pela primeira vez pelo Instituto Nacional de Estatística, foi desenvolvido nos últimos três anos e visa disponibilizar, anualmente, resultados que permitam acompanhar a evolução do bem-estar e progresso social em duas vertentes: condições materiais de vida das famílias e qualidade de vida.

Segundo o estudo, os índices dos indicadores relacionados com a capacidade de as famílias fazerem frente aos seus encargos financeiros e com a sobretaxa das despesas com a habitação apresentam um decréscimo.

Esta situação “evidencia uma deterioração da capacidade dos rendimentos familiares suportarem os compromissos financeiros assumidos, ou de suportarem despesas básicas como a habitação”, explica.

Os índices associados aos indicadores de pobreza monetária apresentam um crescimento ao longo deste período, expressando a redução da taxa de risco de pobreza de 19,4% para 17,8% e da intensidade da pobreza de 26,7% para 24,7%.

O Índice do Bem-Estar (IBE) ressalva que o indicador da taxa de risco de pobreza após 2010 merece “uma leitura atenta”, uma vez que “a manutenção da taxa de pobreza após 2009 reflete, mais do que uma manutenção ou melhoria das condições de vida dos indivíduos mais pobres, a acentuada descida do rendimento mediano e a subsequente redução do limiar de pobreza”.

“Particularmente significativo” é o agravamento do índice relativo à intensidade da pobreza em 2011, superior a cinco pontos percentuais, refere o estudo, que também apresenta resultados preliminares para 2012.

A leitura da evolução da taxa de privação material “é menos clara”, dadas as oscilações sofridas por este índice ao longo do período. Em termos globais, a taxa de privação material em 2012 é praticamente idêntica à do valor inicial de 2004, traduzindo-se num índice de 99,5 no final do período em análise.

A variação do índice no domínio Balanço vida-trabalho aumentou 11,3 pontos percentuais entre 2004/2012. “A capacidade de conciliação entre o tempo dedicado ao trabalho e a outras vertentes da vida pessoal, como a família, os amigos ou o lazer em geral, é um importante fator de caracterização do bem-estar”, observa.

O índice de conciliação do trabalho com as responsabilidades familiares, que retrata o grau de dificuldade em cumprir tarefas domésticas ou outras responsabilidades devido ao trabalho, ou de concentração no trabalho devido a responsabilidades familiares, teve uma evolução percentual positiva (48 pp) até 2007, “decrescendo lentamente a partir de então”.

 

Fórum de Educação – O Bem-Estar das Crianças e Jovens em Benfica

Junho 5, 2013 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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educacao

Junta de Freguesia de Benfica

Formação Saúde Mental na Escola: da Gestão do Stresse Docente à Promoção do Bem-Estar Psicológico

Novembro 12, 2012 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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23 de novembro, das 17h30 às 19h30, na Faculdade de Educação e Psicologia (FEP) da Universidade Católica Portuguesa (UCP) – Porto
(Foz), As inscrições devem ser efetuadas, no máximo, até uma semana antes da realização da sessão. Mais informações Aqui

Valores e felicidade no Século XXI: um retrato sociológico dos portugueses em comparação europeia

Abril 17, 2012 às 6:00 am | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
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Tese de Doutoramento de Rui Brites Correia da Silva

Valores e felicidade no Século XXI: um retrato sociológico dos portugueses em comparação europeia

 

Crianças pobres são tão felizes como as crianças ricas

Abril 13, 2012 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 9 de Abril de 2012.

Mais novos sabem que dinheiro é importante para o bem-estar diário, mas dão-lhe menos importância do que os pais. Não há relação entre a felicidade dos mais novos e o rendimento dos pais.

A esmagadora maioria das crianças são felizes. Um estudo de uma professora da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica Portuguesa inquiriu quase 1300 crianças da região Norte. Os mais novos sabem que o dinheiro é importante para o bem-estar diário, mas dão-lhe muito menos importância do que os pais. Apesar da crise e do desemprego, quase 90 por cento das crianças dizem ser muito felizes.

Liliana Fernandes, professora e autora desta tese de doutoramento (que já tem alguns resultados publicados), admite que as crianças pobres tendem a ser tão felizes como as crianças ricas. Não há relação entre a felicidade dos mais novos e o rendimento dos pais.

As crianças inquiridas têm contudo a noção de que o seu bem-estar depende muito dos bens materiais, do dinheiro. Aliás, uma das principais conclusões a que chegou é que o desemprego e uma menor formação escolar dos pais são os factores que mais tendem a afectar negativamente o bem-estar das crianças.

As dificuldades económicas não impedem, contudo, que a esmagadora maioria das crianças afirmem que são muito felizes.

O inquérito abrangeu 1246 pais e crianças do 3º ao 6º ano de escolaridade a viver na região Norte de Portugal. A esmagadora maioria, 87%, colocou-se no topo da escala de felicidade (de 1 a 10) que lhes foi apresentada – 57,1% no grau 10; 16,5% no grau 9; 13,7% no grau 8.

Liliana Fernandes admite que ficou espantada com alguns resultados. Na cabeça das crianças, o dinheiro é fundamental para terem bem-estar, mas isso não afecta o seu grau de felicidade: «a parte material, o rendimento dos pais e o acesso a certos bens de consumo não aparecem como tão relevantes na determinação dessa felicidade subjectiva».

No entanto, à medida que ficam mais velhas as crianças tendem a ficar menos felizes. Liliana Fernandes desconhece as razões para essa tendência, mas o dinheiro pode ter influência. Ou seja, as crianças aproximam-se dos padrões dos adultos e começam a dar mais importância às questões materiais.

Aos poucos, explica a investigadora, as crianças «observam-se a si próprias e comparam os bens de consumo que possuem, algo que pode afectar a percepção em relação ao seu grau de felicidade”»

Os resultados deste estudo revelam que, ao contrário das crianças, a falta de dinheiro afecta a felicidade dos pais e estes estão muitas vezes convencidos que as questões materiais afectam a felicidade dos filhos. Liliana Fernandes sublinha, contudo, que «as crianças estão mais distantes das questões materiais do que aquilo que esses pais pensam».

Nuno Guedes

 

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