Mais de mil pessoas protestam em Bruxelas contra detenção de crianças migrantes

Agosto 16, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 15 de agosto de 2018.

Entre 1.200 e 1.500 pessoas, segundo a polícia ou os organizadores, manifestaram-se esta quarta-feira à tarde em Bruxelas contra a detenção de crianças migrantes e a política migratória considerada “indigna” do Governo belga.

Simbolicamente, a manifestação, convocada por um coletivo de cidadãos chamado #NotInMyName (Não em meu nome), realizou-se junto à célebre estátua de Manneken Pis, representando um menino a urinar, em pleno centro da cidade.

“Até hoje ele era a única criança na Bélgica a estar atrás das grades (um gradeamento protege a estátua), mas agora isso acabou: o Governo decidiu lá meter outras”, declarou uma representante do coletivo, Florence, citada pela agência noticiosa francesa AFP.”

A manifestante referia-se à recente entrada em serviço, por um decreto real de 11 de agosto de 2018, de um centro de detenção destinado a acolher famílias estrangeiras em situação irregular e em vias de expulsão depois de esgotados todos os recursos.

Conhecida na Bélgica sob a designação “centro fechado 127bis”, esta estrutura situada próximo do aeroporto de Bruxelas-Zaventem foi criticada pela oposição (PS, Ecolo, centristas) e pelo mundo associativo. E os detratores duplicaram desde o acolhimento, na terça-feira, da primeira família albergada no centro.

Trata-se de uma família sérvia em situação ilegal com quatro crianças, acusada de ter fugido várias vezes de estruturas abertas onde residia. O pai foi apresentado como “um criminoso a sério” num ‘tweet’ do secretário de Estado para o Asilo e a Migração, o nacionalista flamengo Theo Francken.

“Nós não prendemos crianças”, gritaram hoje em coro os manifestantes, entre os quais muitas famílias com crianças.”

Para as associações de defesa dos direitos humanos, a entrada em serviço deste centro fechado constitui “um recuo de dez anos” na Bélgica.

A partir de 2008, estruturas unifamiliares abertas batizadas como “casas de retorno” permitiram evitar a detenção de crianças menores em situação ilegal.

Mas a experiência rapidamente foi considerada pouco conclusiva e uma lei aprovada em 2011 abriu caminho à possibilidade de as fechar de novo.

A abertura de uma unidade fechada no centro 127bis, decidida pelo atual Governo de centro-direita, foi condenada nas últimas semanas pelo Conselho da Europa e pelo Alto-Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).

 

 

Aos oito anos, Laurent prepara-se para entrar na universidade

Julho 6, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 30 de junho de 2018.

Laurent Simons tem apenas oito anos, um QI de 145 e um diploma do secundário na mochila. A criança de oito anos nascida na Bélgica mas a viver actualmente em Amesterdão, na Holanda, concluiu o ensino secundário este ano, depois de condensar seis anos de estudos em apenas um ano e meio. À cadeia de televisão belga VRT, disse que a sua disciplina preferida era a Matemática. “Porque é tão vasta. Tem estatística, geometria, álgebra…”

Agora, Laurent tem dois meses de férias antes de abraçar o próximo desafio: a universidade. O rapaz ponderou estudar para se tornar um astronauta ou um médico cirurgião, acabou por escolher seguir Engenharia Informática na universidade. Não que a escolha preocupasse demasiado os pais: “Se ele decidisse ser carpinteiro, isso não seria um problema para nós — desde que fosse feliz”, disse o pai durante a mesma entrevista.

Como não é invulgar ocorrer noutros casos de alunos sobredotados, Laurent revelou dificuldade em concentrar-se nas aulas. Não porque a matéria fosse particularmente difícil, mas porque se aborrecia. “Às vezes os alunos demoravam demasiado tempo a responder e eu respondia por eles”, contou.

Numa entrevista de 2017 ao PÚBLICO, Cristina Palhares, coordenadora do núcleo de Braga da Associação Nacional para o Estudo e Intervenção na Área da Sobredotação (ANEIS), explicou que os problemas de concentração são comuns nestas crianças: “Todos os dias, a escola é um sítio onde não aprendem e torna-se um lugar de fastio.”

Laurent também teve dificuldades em fazer amigos na escola, como explicou o pai à televisão belga: “Para ele era difícil brincar com os outros. Olhava para ver como tudo se passava. Fazia as coisas de forma diferente. Não sabia o que fazer aos brinquedos”.

Entrar num doutoramento aos 14 anos

O caso de Laurent é raro mas não é inédito, até porque, de acordo com os números da Organização Mundial de Saúde, entre 3% e 5% das crianças apresenta uma capacidade de aprendizagem muito acima da média. Só em Portugal, a Associação Portuguesa de Crianças Sobredotadas estimava a existência de cerca de 40 mil crianças até aos 12 anos com capacidades cognitivas acima da média.

Também este mês, a canadiana Sakina Rizvi, de 17 anos, licenciou-se em História das Religiões na Universidade de Toronto, onde já tinha realizado uma curta passagem por Engenharia Informática. Foi a aluna mais jovem a receber um diploma naquela universidade, como contou a televisão local CityNews.

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Nos EUA, há o caso também recente de Carson Kimp e do irmão, Canaan. Em 2017, então com 14 anos, Carson concluiu uma licenciatura em Física na Texas Christian University (TCU), e está agora a iniciar um programa de doutoramento. Canaan, o seu irmão mais novo, então com 11 anos, seguia-lhe as pisadas e iniciava o curso de Astrofísica e Engenharia na mesma universidade.

No Reino Unido, em 2001, Arran Fernandez fez história ao conseguiu passar no exame de acesso à universidade aos cinco anos de idade.

 

 

 

“La Petit École” acolhe crianças refugiadas

Dezembro 21, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Reportagem da http://www.rtp.pt/noticias/de 15 de dezembro de 2016.

ouvir a reportagem no link:

http://www.rtp.pt/noticias/mundo/la-petit-ecole-acolhe-criancas-refugiadas_a969591

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La Petite École é uma escola para crianças refugiadas, em Bruxelas. Um projecto que nasceu do voluntariado, mas que agora tem apoio das autoridades belgas.

Tudo em nome de uma melhor integração. Reportagem da correspondente da Antena 1 na Bélgica, Raquel Morão Lopes. Crianças entre os 6 e 12 anos que nunca tiveram aulas e cujos pais vivem uma cultura de oralidade. São crianças sírias que pertenciam a uma sociedade nómada mas que sabem comunicar com as pessoas.

mais informações:

http://redlabopedagogique.tumblr.com/

Em vez de Pokémons, na Bélgica caçam-se livros

Setembro 1, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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texto do https://www.publico.pt/ de 26 de agosto de 2016.

Inspirado pelo sucesso de Pokémon Go, a belga Aveline Gregoire, directora de uma escola primária, desenvolveu um jogo online para que as pessoas procurem livros em vez dos monstros dos desenhos animados. Em semanas, o jogo atraiu mais de 40 mil jogadores.

Se para o Pokémon Go, os jogadores usam GPS e câmara do smartphone para procurar criaturas virtuais, a versão de Aveline Gregoire é jogada através de um grupo no Facebook chamado “Chasseurs de livres” (“Caçadores de Livros”). E funciona assim: os jogadores publicam uma foto do livro, dicas sobre onde poderá estar escondido para que as pessoas vão à caça e o encontrem. Assim que um dos jogadores terminar de ler o livro, “liberta-o” de volta à vida selvagem, para que outro jogador o possa encontrar e ler.

“Quando estava a organizar a minha biblioteca, percebi que não tinha espaço suficiente para todos os meus livros. A ideia de os lançar na natureza surgiu depois de jogar Pokemon Go com os meus filhos”, revela a professora.

Grupo no Facebook “Chasseurs de livres”

https://www.facebook.com/groups/554284188095002/?fref=ts

 

Revelar, enfrentar e combater problemas com a ajuda dos professores – reportagem do Euronews

Maio 14, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Reportagem do Euronews de 10 de abril de 2015.

Podem os professores ajudar a resolver o problema da obesidade infantil em Porto Rico? Podem eles ajudar os seus alunos a lidar com a violência doméstica? Vamos descobrir uma outra faceta da profissão de docente.

Porto Rico: Enfrentar um grande problema

Uma multa de 800 dólares pode ser o que pais de crianças obesas vão ter de pagar em Porto Rico. Num país onde quase 30% das crianças sofrem de obesidade infantil vai esta solução radical resolver os problemas?

Em Porto Rico, com cerca de 3 milhões e meio de habitantes, quase uma em cada três crianças é obesa, nos Estados Unidos, com quase 319 milhões de habitantes, uma em cada cinco crianças sofre deste mal. Os docentes porto-riquenhos procuram soluções.

Outras ligações:

http://www.municipiodebayamon.com/ultimas-noticias/a-caminar-contra-la-obesidad-infantil/

Albânia: Deixar de esconder os abusos domésticos

Em muitos países a violência doméstica é vista como uma preocupação, estritamente, familiar. A Organização Não Governamental Save the Children está a tentar ajudar a resolver o problema na Albânia.

Neste país, quase três em cada quatro crianças já sofreram de violência doméstica. Apenas uma pequena parte desses incidentes são reportados às autoridades porque, neste país dos Balcãs, estas questões são vistas como sendo problemas do foro familiar.

Outras ligações:

http://www.crca.al/news-child-protection-violence/albania-unprepared-handle-cases-violence-against-children

Bélgica: Combater o cyberbullying

Há várias formas de abuso e no caso do cyberbullying ele pode ser implacável e invisível. Há um ano e meio Sarah foi vítima de cyberbullying. Durante 6 meses, tinha 13 anos na altura, recebeu mensagens ofensivas nas redes sociais. Foi depois de falar com uma professora que decidiu deixar de se esconder.

O Infor Jeune, Centro de Informação da Juventude, em Bruxelas, tenta ensinar a evitar o cyberbullying através, por exemplo de vídeos, que apresenta nas salas de aulas, um deles, realizado pela organização Loupiote, fez parte de uma iniciativa do Conselho da Europa.

 

 

 

Bélgica proíbe celular para crianças

Abril 24, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site http://eletromageneticosensivel.wordpress.com de 24 de novembro 2013.

criancacelular

Por aumento do risco de Câncer no cérebro, novo regulamento para a venda de telefones celulares a partir de 1 de março de 2014 proíbe venda de telefones celulares para crianças. Além disso, a taxa de absorção específica (SAR) tem que ser exibidos para cada telefone celular no ponto de venda inclusive nas vendas pela internet.

Venda de telefones celulares para crianças proibidas

Desde 1 de Março de 2014, os celulares que são especialmente concebidos para as crianças já não poderão ser introduzidos no mercado belga. Trata-se de telefones móveis personalizados adequados para crianças menores de 7 anos de idade, por exemplo, ter alguns botões e uma forma atraente para as crianças. Além disso, a partir desta data, nenhuma publicidade pode ser feita para uso do telefone celular entre a mesma faixa etária. Taxa de Absorção Específica (SAR) passa se tornar informação obrigatória ao consumidor Quando você compra um novo telefone celular, a partir de agora você vai ser capaz de escolher o seu novo dispositivo com base na taxa de absorção específica (SAR). O valor da SAR é diferente para cada telefone celular. O valor de SAR terá de ser indicado, juntamente com as outras especificações técnicas, não só na loja, mas também para as vendas à distância através da Internet.

Por que essas medidas?

Como medida de precaução. De acordo com a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC, 2011), pode haver um aumento do risco de câncer no cérebro, devido ao uso intensivo de um telefone celular. A IARC, portanto, classificou as  freqüências de rádio como “possivelmente cancerígeno”. Medidas estão sendo tomadas esperando conclusões científicas mais claras. A intenção é sensibilizar os usuários de telefonia móvel.

Você pode reduzir a sua exposição média por escolher um telefone móvel com um valor menor SAR.  Mas não é a intenção de usá-lo por horas em um tempo: a maneira em que você usa o seu telefone celular também determina a sua exposição. Usando um fone de ouvido, mensagens de texto e não telefonar em locais com má recepção são algumas dicas que podem reduzir significativamente a sua exposição. Você pode encontrar mais dicas sobre a nossa página de ” o uso sensato do telefone móvel  “.

As crianças já entram em contato com os telefones móveis a partir de uma idade muito jovem. A exposição total durante a sua vida, assim, ser maior do que a de adultos de hoje. Além disso, as crianças absorvem mais radiação do telefone celular do que os adultos (quase o dobro no cérebro e 10 vezes mais para a medula óssea do crânio). Isso já é uma razão para cautela adicional, dada a classificação de frequência de rádio como “possíveis cancerígenos” pela Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC).

Quer saber mais?

Então confira a nossa lista de perguntas mais frequentes. Você pode encontrar mais informações sob o uso sensato do telefone móvel  e classificação da IARC desta página

(http://health.belgium.be/eportal/Environment/Electromagnetic_fields/Mobilephoneuse/index.htm#.UpJFqNI_srI)

Você pode baixar o  Decreto Real  sobre a proibição de celulares para as crianças aqui: em francês ou holandês no link abaixo . A Decreto Real que faz a menção do valor SAR obrigatória para as vendas de celulares e que proíbe a publicidade para as crianças pode ser baixado aqui: em francês ou holandês .

Fonte original: Federal Public Service, Health, Food Chain Safety and Environment of Beilgium Link http://health.belgium.be/eportal/19089508_EN?fodnlang=en#.UpJBotI_srI

 

 

 


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