Uma Aventura na Nutrição – 28 de fevereiro

Fevereiro 25, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Saúde dos Adolescentes Portugueses – Relatório do Estudo HBSC 2014

Dezembro 31, 2014 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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relatorio

descarregar o relatório aqui

 

A escola, as selfies e os amigos (incluindo os virtuais)

Dezembro 23, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 19 de dezembro de 2014.

Paulo Pimenta

Andreia Sanches

Retrato da adolescência em 2014. A maioria não apresenta dependência patológica da utilização da Internet e 17% têm amigos virtuais.

Gostam da escola (é o que dizem 73% dos adolescentes), gostam dos colegas (87%), gostam menos dos professores (53,9%). Mas do que gostam menos, mesmo, é das aulas (só 39% gostam). A “matéria” é “muito difícil”, “aborrecida” e “demasiada” — é o diagnóstico feito por mais de seis em cada dez dos mais de 6000 adolescentes inquiridos.

A relação difícil (mais difícil do que noutros países) com a escola não é uma novidade. Já tinha sido identificada noutras análises semelhantes a esta para a Organização Mundial de Saúde (OMS), como nota a equipa da Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade de Lisboa, e do Centro da Malária e Doenças Tropicais, da Nova de Lisboa, que elaborou o estudo A Saúde dos Adolescentes Portugueses, feito de quatro em quatro anos, desde 1998. “O papel da escola na vida e no futuro dos adolescentes é pois um problema diversas vezes apontado e sem evolução positiva desde 1998”, concluem os investigadores.

E quando acabarem o secundário, o que vão fazer estes jovens — muitos dos quais (25%) confessam que se preocupam com o futuro quase todos os dias? Metade (54,9%) conta ir para uma universidade ou instituto politécnico. Há quatro anos eram mais os que queriam prosseguir: 63,5%.

Os mais de 6000 inquéritos realizados permitem encontrar resposta para muitas outras perguntas: o que consomem, como passam o tempo, como se vêem a si próprios e como avaliam a relação com os pais? É um breve retrato da adolescência em 2014 o que se segue.

Comece-se pelo fim. Os adolescentes portugueses tendem a dar nota muito positiva à relação que têm com a família (8,8 numa escala de 0 a 10), sendo que os rapazes tendem a sentir-se mais satisfeitos. Uma nuance: a “classificação” que os adolescentes dão aos pais vai piorando com a idade.

Mais de metade gastam entre uma e três horas a ver televisão durante a semana. São, aliás, cada vez menos os que passam mais tempo do que isso à frente do velho ecrã.

O computador (só 3,5% dizem não ter um em casa) é outro ecrã de eleição. Cerca de metade dos adolescentes utiliza-o entre uma a três horas por dia para conversar, navegar na Internet, enviar e-mails, para fazer os trabalhos de casa. E 38% utilizam-no, no mesmo número de horas, para jogar.

Preocupante? Os investigadores concluíram que a maioria dos jovens não apresenta comportamentos de dependência patológica da utilização da Internet. Numa escala de 9 a 45, sendo 45 “elevada dependência”, o nível médio dos rapazes é 18,99 e o das raparigas 16,6.

O corpo ideal

Quase um em cada cinco fala diariamente com os amigos pelo Skype ou pelo FaceTime. Sinal dos tempos: o estudo deste ano questionou pela primeira vez os jovens sobre quantas vezes se fotografam e enviam as suas “selfies” aos amigos ou as publicam online. E 3,2% fazem-no diariamente (outros 15,6% semanalmente). As raparigas são mais dadas às “selfies”.

Os amigos são sobretudo reais mas passaram também a ser virtuais. Dos jovens que disseram ter pelo menos um amigo (sem discriminar se era de carne e osso ou não) 17% têm pelo menos um amigo virtual.

Quanto ao chamado cyberbullying (o bullying exercido nas redes sociais de que tanto se tem falado), é uma realidade para cerca de 11% dos adolescentes: 5,5% dizem que foram vítimas, 2% assumem-se como provocadores e 3,4 % já desempenharam os dois papéis.

Mais físicas são as “lutas” em que se envolveram 20% dos alunos no último ano (mais os rapazes). Para além disso, um terço (34%) diz que nos últimos dois meses foi provocado na escola mais do que uma vez por semana.

Outros aspectos importantes na vida de muitos adolescentes? Apenas mais dois: os SMS (mais de um em cada três diz que envia 20 ou mais diárias) e a aparência (quase dois terços apresentam um índice de massa corporal dentro do parâmetro normal). Metade (53,4%) considera ter um “corpo ideal”, sendo que os rapazes são mais seguros e consideram mais frequentemente ter um corpo perfeito do que as meninas.

Tomar o pequeno-almoço todos os dias é a regra (79,8% afirmam fazê-lo, ainda assim, menos do que há quatro anos, quando eram 84%). Quanto ao tipo de alimentação, mais de metade dos adolescentes inquiridos refere comer fruta e vegetais pelo menos uma vez por semana.

Outra boa notícia: são mais (55%) do que há quatro anos os que dizem que fazem actividade física três vezes ou mais por semana. Os adolescentes de 2014 mexem-se mais.

A Saúde dos Adolescentes Portugueses foi feito por uma equipa coordenada pela investigadora Margarida Gaspar de Matos. Recebeu o financiamento da Direcção-Geral de Saúde. E deverá integrar o grande retrato internacional da adolescência, conhecido por Health Behaviour in School-aged Children, da OMS, no qual participam mais 42 países.

 

 

Um em cada cinco adolescentes já se magoou para lidar com a tristeza

Dezembro 23, 2014 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 20 de dezembro de 2014.

público

Andreia Sanches

No último ano, 20% provocaram lesões a si próprios para lidar com emoções negativas. Uso do preservativo cai a pique: só 70% disseram que usaram da última vez que tiveram relações, contra 90% há quatro anos. Dados de um grande inquérito à adolescência divulgado nesta sexta-feira.

A grande maioria diz-se feliz. Mas há um número crescente de adolescentes que se queixam de sintomas que revelam mal-estar. Quase um em cada três diz que se sente deprimido mais do que uma vez por semana. Eram 13% em 2010. Perto de um em cada quatro diz sentir medo frequentemente. Três vezes mais do que há quatro anos. E um em cada cinco alunos do 8.º e 10.º anos magoou a si próprio nos últimos 12 meses, de propósito, sobretudo cortando-se nos braços, nas pernas, na barriga… Contaram que se sentiam “tristes”, “fartos”, “desiludidos” quando o fizeram.

 

Em relação ao último grande retrato que tinha sido feito dos adolescentes portugueses, há quatro anos, é um aumento de quase cinco pontos percentuais do grupo dos que fazem mal a si próprios.

Foram inquiridos desta vez 6026 alunos do 6.º, 8.º e 10.º anos, de Portugal continental, com idades entre os 10 e os 20 anos (a média de idades é 14 anos). A amostra aleatória estratificada por região é representativa destes anos de escolaridade.

Chama-se A Saúde dos Adolescentes Portugueses e deverá integrar o grande retrato internacional da adolescência, conhecido por Health Behaviour in School-aged Children, da Organização Mundial de Saúde (OMS), que é repetido a cada quatro anos. A recolha de dados foi realizada através de um questionário online preenchido em contexto de sala de aula.

publico3Margarida Gaspar de Matos, a investigadora que desde 1998 coordena a equipa que faz esta análise para a OMS, que segue o mesmo formato em 43 países, diz que o inquérito deste ano surge numa altura “especialmente relevante, uma vez que permite estimar o impacto da recessão económica na saúde dos adolescentes”. E o impacto foi grande, acredita.

Um comunicado de quinta-feira, onde se anunciava a divulgação do estudo, já alertava: “O decréscimo global desde 2010, da sua saúde percebida tanto ao nível de sintomas físicos como de sintomas psicológicos de mal-estar, sugere que a saúde mental dos adolescentes é um assunto subestimado e a carecer de atenção urgente.”

Os números tornados públicos nesta sexta-feira confirmam. Olhe-se para as auto-lesões entre rapazes e raparigas (a pergunta relacionada com este tema só foi colocada aos alunos do 8.º e 10.º anos): 16,3% dos rapazes e 23,7% das raparigas magoaram-se de propósito, nos últimos 12 meses (destas, 6,6% fizeram-no quatro vezes ou mais).

Estas práticas que passam por cortes, apertões e queimaduras são feitas, em geral, quando os jovens estão sós (75,8% dos casos). Nos restantes casos, a auto-lesão é feita na companhia de amigos ou namorados.

Alguns jovens relatam que se auto-lesionam “para acalmar”, por exemplo. Mas é um engano. A aparente sensação de alívio que algumas destas práticas provocam dura segundos e esvai-se. “Depois ficam ainda mais tristes”, diz a investigadora, psicóloga clínica, que trabalha com adolescentes. Diz que é  fundamental alertar os jovens para a necessidade de procurarem ajuda quando não conseguem gerir os sentimentos negativos.

Dói a cabeça, o estômago, as costas Mas para além dos sintomas psicológicos, também os relatos de sintomas físicos de mal-estar se agravaram. Ter dores de cabeça mais do que uma vez por semana é algo que faz parte da vida de 36% dos adolescentes quando, há quatro anos, era relatado por apenas 13,5%.

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Quase um quarto dos inquiridos relatam dores de estômago com a mesma periodicidade. Há quatro anos, apenas 5%. A descrição de tonturas, dores nas costas, no pescoço, nos ombros aumentou igualmente.

Margarida Gaspar de Matos diz que “estava à espera” disto. E porquê? “Estes jovens foram apanhados no meio de uma recessão económica para a qual penso que ninguém estava preparado. É a falta de expectativas, a preocupação com o futuro… muito miúdos dizem-me que o que lhes interessa é tirar um curso que dê para emigrar mas que não querem emigrar e sentem-se tristíssimos”, explica. Depois, muitos relatam que os pais estão mais nervosos. “E isto reflecte-se nos conflitos em casa.” O stress, o medo, a desconfiança fazem doer.

A equipa de Margarida Matos vai agora investigar as causas para vários dos números. Há outras pistas a explorar. O impacto da falta de sono, por exemplo. “E a falta de sono pode estar associada ao uso de novas tecnologias que é omnipresente na vida dos adolescentes.” Cerca de um terço (33,8%) dos jovens dormem menos do que oito horas por dia. O que é mau, garante. Estudos vários mostram como quem dorme pouco tem mais sintomas físicos, mais dificuldades na escola, mais propensão para consumos de substâncias nocivas.

Sexo desprotegido Preocupantes são considerados também os resultados encontrados no capítulo da sexualidade, para o qual, uma vez mais, e para a maioria das perguntas, só foram inquiridos alunos dos 8.º e 10.º anos.

Menos adolescentes iniciaram a sua vida sexual: 16,1% disseram que já tinham tido relações; há quatro anos a percentagem era de 21,8%. Contudo, há uma diminuição do uso de preservativo e um aumento das relações sexuais associadas ao consumo de álcool.

Números: mais de um em cada cinco não usaram preservativo na sua “primeira vez” e 7,9% não sabem se usaram ou não.

E na última relação sexual que tiveram, o que aconteceu? Não foi muito diferente: 20,3 % não usaram preservativo e 9,3% não sabem. A possibilidade de responder “não sei” foi introduzida este ano, por ordem da OMS, e um dos objectivos é “captar” os alunos que estavam sob o efeito de álcool e de drogas e não se lembram — sendo que perto de 16% dos alunos dizem que tiveram relações sob o efeito do álcool ou drogas.

Resumindo: há quatro anos 95,2% dos adolescentes diziam ter usado preservativo na última vez em que tinham estado com alguém, contra 70,4% agora.

E como justificam os jovens o facto de não usarem preservativo? Algumas respostas: “Não ter pensado nisso” (42%); “Não ter preservativo” (31,8%); “Os preservativos são muito caros” (26,1%); ter “bebido álcool em excesso” (23,9%).

“É de ficar alarmado, sim”, reconhece a coordenadora do estudo. Associa os dados ao “desinvestimento das políticas públicas na questão do VIH/Sida” e a àquele que foi o comportamento dos técnicos de saúde durante anos. “Amavelmente, andámos a dizer às pessoas infectadas que a vida não acabava, que a doença é uma doença crónica. E as outras pessoas passaram a achar que se apanharem VIH tomam uns comprimidos e é uma doença crónica. Não faz mal. Foi uma má mensagem dos técnicos de saúde — a começar por mim que disse isto centena de vezes. Foi contraproducente, mas não nos apercebemos.”

Margarida Matos não tem dúvidas de que, a continuar assim, as infecções entre os jovens vão aumentar. O cenário só não é pior porque eles estão a adiar mais o início da vida sexual. “Mas do ponto de vista da saúde pública preferia que não tivesse baixado o número de jovens a iniciar a vida sexual e que tivesse aumentado o uso do preservativo.”

Sobre o que pensam da sua “primeira vez”, que memória guardam, 45% dos adolescentes acham que aconteceu na altura certa. “E os outros?” Margarida Matos não esconde que ficou inquieta.

“Esta situação remete para a necessidade de a educação sexual sair do âmbito da prevenção do risco sexual e passar a abordar a sexualidade em termos de competências pessoais, de relações interpessoais, de equidade de género e de direitos humanos”, no fundo, dando armas aos jovens para escolherem livremente. “Já ninguém se devia sentir mal, ou pressionado, no século XXI, por ser a única ou o único da turma a não ter tido relações.”

O estudo é claro: 13,2% dos que já tiveram relações dizem que preferiam que tivesse sido mais tarde; 5,2% (7,5% das raparigas) dizem que na verdade não queriam realmente ter tido.

“Colas” e “charros” O estudo A Saúde dos Adolescentes Portugueses foi conduzido pela equipa da Associação Aventura Social, que inclui membros da Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade de Lisboa, e do Centro da Malária e Doenças Tropicais, da Nova de Lisboa, com o financiamento da Direcção-Geral da Saúde. Não tráz apenas más notícias.

Desde logo, continua a assistir-se ao decréscimo do consumo do tabaco. A dois níveis: por um lado, 92,5% dos adolescentes dizem que nunca fumaram (contra 88% há quatro anos); e o número dos que relatam fumar todos os dias baixou de 4,5% para 2,6%.

Houve uma alteração metodológica na recolha de informação relacionada com o consumo do álcool, mas a tendência também parece ser para uma redução do consumo, nomeadamente o excessivo.

A esmagadora maioria dos adolescentes (93,7%) continua a dizer que nunca consumiu drogas. Enquanto a marijuana mantém uma posição estável (8,8% dos alunos dos 8.º e 10.º anos dizem que já consumiram).

Há, contudo, uma mudança: esta já não é a substância mais “experimentada” — os “solventes” e “colas” parecem estar a tornar-se mais populares (9,7%) quando se pergunta “já experimentaste?”

De resto, há algumas ligeiras subidas em drogas mais pesadas: 2% dizem que já experimentaram heroína (1,4% em 2010) e 2,4% cocaína (1,9% em 2010). O primeiro “charro” (para os que fumam) acontece em média aos 13,9 anos. E entre os que dizem já ter consumido álcool, a idade de iniciação foi aos 12,8. A primeira bebedeira aconteceu mais tarde (13,94 anos, em média). Mas estamos sempre a falar de minorias (83% dos adolescentes dizem que nunca se embriagaram).

Margarida Matos diz que são boas notícias. Mas num contexto de aumento dos sintomas de mal-estar, sublinha: “Há uns anos bebiam, fumavam, agora isso diminui, o que é muito bom, mas temos de ajudar estes jovens a descomprimir de algum modo, a gerir as emoções e o stress, ainda por cima numa altura de precariedade”. Porque “todas as sociedades tem as suas ‘práticas de descompressão’ e é preciso trabalhar algo para a substituição” — pode ser voluntariado, uma prática desportiva.

Por outro lado, lamenta que “com o fim das áreas curriculares não disciplinares, que eram espaços na escola onde os miúdos tinham acesso a adultos de referência”, tenha deixado de existir um espaço para os miúdos falarem com os professores fora das aulas. “Se eles não têm em casa uma família disponível e atenta, não têm com quem conversar e não são ajudados a gerir o seu stress e as suas angústias.”

 

 

Mais adolescentes com sintomas físicos e psicológicos de mal-estar

Dezembro 19, 2014 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 18 de dezembro de 2014.

Paulo Pimenta

Andreia Sanches

Em “tempos de recessão”, foram inquiridos seis mil alunos, com uma idade média de 14 anos. Estudo para a OMS será divulgado nesta sexta-feira.

Menos adolescentes portugueses planeiam ir para o ensino superior. Mais queixam-se de sintomas físicos e psicológicos de mal-estar. Mais, também, relatam comportamentos de bullying e provocação na escola. E mais dizem já ter feito mal a si próprios de propósito. Estes são alguns dos resultados de um estudo que será divulgado nesta sexta-feira com base em seis mil inquéritos a alunos do 6.º, 8.º e 10.º anos.

A Saúde dos Adolescentes Portugueses (2014) é o título do relatório nacional que deverá integrar o grande retrato internacional da adolescência, conhecido por Health Behaviour in School-aged Children, da Organização Mundial de Saúde. O levantamento é realizado de quatro em quatro anos, por uma rede de profissionais ligados à saúde e à educação que analisam os estilos de vida dos adolescentes e os seus comportamentos, em 43 países. Em Portugal, que participa desde 1998, foram inquiridos este ano 6026 alunos, com idades entre os 10 e os 20 anos (média de 14 anos).

Um comunicado desta quinta-feira da autoria da equipa portuguesa — coordenada pela investigadora Margarida Gaspar de Matos e que inclui membros da Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade de Lisboa, e do Centro da Malária e Doenças Tropicais, da Nova de Lisboa — antecipa algumas das conclusões, sem contudo adiantar números.

Sublinhando que este estudo “aparece numa altura especialmente relevante, uma vez que permite estimar o impacto da recessão económica na saúde dos adolescentes”, os investigadores dizem que as respostas dos alunos revelam uma “pior saúde física e mental” do que há quatro anos. Em relação à saúde mental especificamente, consideram que este “é um assunto sub-estimado e a carecer de atenção urgente”.

O “aumento de comportamentos auto-lesivos, problemática esta que foi já identificada em 2010 e se agravou em 2014” é apenas um dos sinais, acrescentam.

Entre as boas notícias, estão o decréscimo do consumo de tabaco (em queda desde 2006) e do álcool, “embora se necessite agora de avaliar se os consumidores consomem menos, ou consomem mais mas em menos dias”.

Já no campo da sexualidade, sublinha-se o facto de o número de adolescentes que já teve relações sexuais dentro das idades consideradas no estudo estar a diminuir desde 2006. Em 2014, contudo, “reporta-se uma diminuição do uso de preservativo e um aumento das relações sexuais associadas ao consumo de álcool”.

Foi ainda perguntado aos alunos o que mais gostavam na escola. A resposta foi “os colegas“ e “os intervalos”, aparecendo “as aulas” em penúltimo lugar e, em último lugar, a “comida da cantina”. Sobre as preocupações que a escola suscita, disseram que “a matéria é difícil, demasiada e aborrecida”. Os investigadores notam que estudos anteriores têm identificado “uma fragilidade na relação dos adolescentes portugueses com a escola” maior do que a observada noutros países.

 mais informações:

http://www.fmh.utl.pt/pt/noticias/fmh-e-noticia/item/2262-estudo-health-behaviour-in-school-aged-children-oms-em-2014-saude-em-portugal-tempos-de-recessao-como-estao-os-estilos-de-vida-e-comportamentos-dos-adolescentes-portugueses-e-como-tem-evoluido

 

A virgindade já não é tabu e os jovens falam abertamente sobre sexo

Agosto 19, 2014 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Life & Style do Público de 13 de agosto de 2014.

Os estudo citados na notícia são os seguintes:

Evidence of Change in Men’s Versus Women’s Emotional Reactions to First Sexual Intercourse: A 23-year Study in a Human Sexuality Course at a Midwestern University

Sexualidade dos Jovens Portugueses Relatório do estudo online sobre sexualidade nos jovens

 

daniel rocha

Por Inês Garcia

Um estudo concluiu que, nos EUA, perder a virgindade nos dias de hoje é muito diferente de há duas décadas. O Life&Style falou com o sociólogo Pedro Vasconcelos que explicou que a maior alteração é a abertura com que os jovens falam sobre as suas experiências sexuais.

O estudo da norte-americana Susan Sprecher concluiu que, actualmente, os jovens sabem lidar melhor com os sentimentos de culpa e ansiedade e têm mais prazer. A investigadora quis aprofundar um estudo já realizado sobre reacções emocionais à primeira experiência sexual. “Porque a primeira relação sexual é uma importante transição de vida, o seu significado emocional, seja uma experiência positiva ou negativa, pode ter efeitos duradouros sobre futuras relações sexuais”, explicou.

Mas Pedro Vasconcelos, sociólogo de família do ISCTE, diz que embora “interessante” devido ao “carácter longitudinal que acompanha muitas gerações”, este estudo “não reflecte a sociedade americana”. Isto porque uma das maiores limitações do estudo, referida também por Susan Sprecher, é a amostra: uma única turma de uma única universidade americana, a Illinois State University, durante 23 anos. Embora tenham sido analisados mais de cinco mil questionários preenchidos entre 1990 e 2012, os resultados não são representativos.

“É um estudo que diz alcançar, de certa forma, o significado emocional da primeira experiência sexual. Mas não. A única coisa que alcança são as narrativas que as pessoas estão dispostas a produzir em contexto de interrogação”, explica Pedro Vasconcelos, que considera que é precisamente aqui que reside a importância do estudo: os jovens alteraram as suas narrativas e estão dispostos a falar sobre a sua experiência sexual abertamente. “Mesmo não sendo representativo, é um bom princípio para falar das narrativas culturais e normativas que existem hoje em dia”.

O objectivo de Sprecher foi examinar as diferenças de reacção por género na experiência de perder a virgindade. Os resultados, à primeira vista pouco surpreendentes, mostraram que os homens experienciam “mais prazer e mais ansiedade do que as mulheres, enquanto as mulheres têm mais sentimentos de culpa do que os homens”, concluindo-se que “a maior diferença entre os dois géneros prende-se no prazer”.

Embora a distinção emocional entre os dois sexos seja grande, o estudo revela que é uma diferença que está a diminuir. “A ansiedade, nos homens, diminuiu durante as três décadas analisadas; para as mulheres o prazer aumentou e a culpa diminuiu”. Pedro Vasconcelos explica que “há, realmente, uma tendência para a forma como homens e mulheres falam da experiência sexual, ser mais semelhante”.

“A maneira de falar sobre isto perdeu alguma carga negativa. Houve uma diminuição dos esquemas tradicionais de repressão que associavam a sexualidade à imoralidade. Há, aliás, uma exaltação da sociedade. Há uma espécie de discurso cultural que circula por todo o lado: televisão, revistas, cinema, redes sociais…” continua o sociólogo.

No estudo, Sprecher esclarece que “a primeira experiência sexual passou a estar associada a uma relação, o que pressupõe um aumento gradual de intimidade entre o casal”, sendo esta a explicação para o aumento do prazer feminino e a diminuição da culpa.

Um grupo de investigadores portugueses explorou esta questão no estudo “Sexualidade dos jovens portugueses”, publicado em 2013. De uma amostra de 396 jovens (entre os 13 e os 21 anos), 189 disseram já ter tido relações sexuais. Desses, a maioria confirmou ter tido como parceiro para a primeira relação sexual o companheiro da altura (75,5% dos rapazes teve como parceiro a namorada, enquanto 83,9% das raparigas teve o namorado). Já relativamente às pressões sentidas, apenas 12,2% da amostra total de inquiridos disse ter-se sentido pressionado. Apesar disso, Pedro Vasconcelos considera que hoje há “uma pressão gigantesca para ser um sujeito sexual” porque “as narrativas que existem acentuam que a sexualidade é sempre boa e se a coisa não corre bem e não foi bom, a culpa é da pessoa”.

No entanto, “a sexualidade hoje faz parte de um esquema que tem a ver com a expressão individual das pessoas” e, por isso, a virgindade já não é um assunto tabu. “Um tabu é uma coisa da qual se está sempre a falar mesmo quando não se fala. Hoje, na sociedade portuguesa e na maioria das sociedades ocidentais, há uma aceitação da sexualidade juvenil que tem efeitos médicos importantes, como a prática do sexo seguro”, diz o sociólogo, concluindo que esta aceitação crescente “faz com que toda a questão à volta da virgindade seja irrelevante”.

 

 

 

O “Dream Teens” já chegou!

Abril 1, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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dream

mais informações http://dreamteens.aventurasocial.com/

A participação deverá ser feita através de uma candidatura, no período de 19 março a 07 de abril de 2014, através do site: dreamteens.aventurasocial.com e serão aceites as candidaturas entregues até ao dia 07 de abril de 2014 (inclusivé), até às 00h00. Quaisquer dúvidas ou questões relacionadas com o projeto devem ser enviadas para: dreamteens.as@gmail.com, ou através do telefone: 21 4149152.

KIDSCREEN – Qualidade de Vida e Saúde em Crianças e Adolescentes 2010

Janeiro 4, 2013 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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kid

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Projecto Aventura Social

PREFÁCIO

As crianças e os adolescentes são hoje em dia reconhecidos como importantes facetas da saúde pública global nomeadamente na qualidade de vida. Como é que as crianças e os jovens Portugueses avaliam a sua qualidade de vida relacionada com a saúde? Há diferenças entre rapazes e raparigas? E entre as crianças e os adolescentes?

Numa perspetiva de saúde pública e tendo por base uma abordagem ecológica do desenvolvimento psicológico e social das crianças e dos adolescentes, a relevância destas questões é inquestionável. No entanto, a obtenção de respostas, cientificamente válidas, exige um instrumento de medida rigoroso, empiricamente validado. A este desafio procurou responder a equipa do Aventura Social em Portugal, em 2006, no âmbito do Projecto Europeu Kidscreen, no sentido da adaptação e validação de um instrumento para medir a qualidade de vida relacionada com a saúde em crianças e adolescentes.

Em 2010, em simultâneo com o estudo Health Behaviour School aged-children (HBSC), foi aplicado o questionário do Kidscreen (versão reduzida constituida por 10 itens), bem como questões incluídas no estudo HBSC (aplicado aos 6º, 8º e 10º anos de escolaridade) para uma posterior comparação ao longo da idade. Este questionário de auto-preenchimento foi aplicado a uma amostra nacional e representativa de alunos do 5º e do 7º anos de escolaridade.

O Relatório Português do Projecto Europeu Kidscreen 2010 dá conta dos principais resultados deste estudo conduzido de um modo rigoroso, claro e muito bem sistematizado. O Kidscreen apresenta boas qualidades do ponto de vista psicométrico e permitiu identificar diferenças significativas entre crianças e adolescentes, em função do género e ano de escolaridade.

Se estes resultados nos permitem ter, agora, uma caracterização cientificamente fundamentada sobre a qualidade de vida relacionada com a saúde das crianças e adolescentes Portugueses, por outro lado, com base nestes resultados e em outros estudos de aprofundamento construídos a partir daqui, será possível, no futuro, identificar, com mais rigor e precisão, as características específicas e desenhar programas de intervenção ajustados às necessidades do grupo-alvo, numa perspectiva desenvolvimental e ecológica empiricamente baseada.

Este estudo é um excelente exemplo do modo como se deve articular a investigação científica e a intervenção psicossocial, como se pode construir com rigor instrumentos para auscultar e captar os sinais e indicadores do terreno onde se quer intervir e como, a partir desse conhecimento empírico, se podem desenvolver boas práticas no sentido da promoção da saúde e do desenvolvimento.

Isabel Soares

Escola de Psicologia | Universidade do Minho

Apresentação dos resultados do estudo nacional : “Health Behaviour in School-aged children 2010”

Março 16, 2012 às 11:39 am | Publicado em Divulgação, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Questionário online sobre sexualidade

Junho 27, 2011 às 2:36 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Indicações relativamente aos vencedores e à reclamação dos prémios serão anunciados nos sites http://aventurasocial.com/, http://www.umaventurasocial.blogspot.com/ e www.juventude.gov.pt .

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