Transporte de crianças no automóvel

Setembro 18, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Photo by Sharon McCutcheon on Unsplash

Texto do site Educare de 18 de janeiro de 2019.

Em termos gerais, se os automóveis têm sistema isofix, deve eleger um modelo homologado pela norma i-size. Caso tenha um carro sem sistema isofix, poderá optar por um modelo homologado pela norma R44/04.

Atualmente estão em vigor duas normas para transporte de crianças. A mais antiga R44/04, em função do peso, e uma mais recente R129, também denominada de i-size, em função da estatura.

A norma R44/04 encontra-se detalhadamente explicada no artigo “Transporte de crianças no automóvel – que cadeira”.

A norma i-size está atualmente homologada para crianças até aos 105cm (cerca de 3 ou 4 anos), pelo que sempre que possível deve guiar-se por esta norma. Prevê-se que até 2020, esta esteja homologada para crianças com estatura superior.

Em termos gerais, se os automóveis têm sistema isofix, deve eleger um modelo homologado pela norma i-size. Esta norma é facilmente identificável na própria cadeira, onde se encontra registado um número de homologação que começa por “00”. Caso tenha um carro sem sistema isofix, poderá optar por um modelo homologado pela norma R44/04, cujo número de homologação inicia por “04”.

Do nascimento até aos 12 meses
As cadeiras normalmente designadas como “ovo” ou “baby coque” estão homologadas para bebés desde o nascimento até aos 75 cm. Devem ser sempre instaladas no sentido inverso à marcha e é proibida a sua utilização em lugares com airbag ativo. O cinto da cadeira deve estar regulado à altura do ombro da criança ou ligeiramente abaixo, com uma folga de apenas um dedo. Não deve ficar torcido nem com folgas. No Inverno, deve evitar-se transportar o bebé com casacos grossos na cadeira uma vez que impedem que o arnês (cinto interno) fique justo e sobre o ombro.

Quando trocar de cadeira?
Mesmo que os pés do bebé comecem a bater no carro ou as pernas fiquem encolhidas, isso não compromete a segurança da cadeira. Nunca se deve mudar o bebé cedo demais para uma cadeira maior. A mudança só deve ocorrer quando a criança tiver um peso superior a 9kg e, idealmente, com uma idade superior a 12 meses. A criança só deve mudar de cadeira quando atingir o peso máximo ou quando a cabeça se localizar acima das costas da cadeira, ficando o arnês demasiado baixo e não ao nível do ombro.

Dos 12 meses aos 3 ou 4 anos
Até aos 15 meses, é obrigatória a instalação da cadeira no sentido inverso à macha. Contudo, a APSI – Associação para Promoção de Segurança Infantil – aconselha a sua utilização nesta posição até os 18 a 24 meses e, idealmente, até aos 3 ou 4 anos.
Também nestas cadeiras, o arnês deve estar regulado à altura do ombro da criança, ou ligeiramente abaixo, com uma folga de apenas um dedo, medida no ombro.

Dos 3 ou 4 anos até 135cm
Geralmente designadas como cadeiras de apoio, ou bancos elevatórios com costas, estas dão altura à criança para utilizar o cinto de segurança do carro. Estão homologadas para crianças com mais 3 ou 4 anos e pelo menos 15kg de peso.
A parte inferior da faixa diagonal deve passar por baixo da guia inferior existente no assento, para que o cinto fique sobre a raiz das coxas e regulado à altura do ombro, não incomodando o pescoço. Adicionalmente, nunca se deve permitir que a criança coloque o cinto debaixo do braço.
Nos modelos com costas descartáveis, estas não devem ser retiradas antes dos 8 ou 9 anos. De preferência, devem manter-se até que as crianças tenham altura suficiente para passar a utilizar apenas cinto de segurança. Atualmente, no entanto, já não estão a ser fabricadas este tipo de cadeiras que permitem retirar as costas e manter apenas com bancos elevatórios. De notar, porém, que a utilização de banco elevatório não é recomendável em carros sem encosto de cabeça traseiro.

Cuide do seu filho e transporte-o em segurança.

Joana Vilaça com orientação Margarida Reis Morais, Pediatra do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga

Cerca de 14% das crianças até aos 9 anos são expostas ao fumo do tabaco em casa

Agosto 26, 2019 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da TVI24 de 1 de agosto de 2019.

Um novo estudo revela que as crianças cujos pais são fumadores e com menor nível de escolaridade estão mais expostas ao fumo ambiental do tabaco em casa.

Cerca de 14% das crianças portuguesas até aos 9 anos são expostas diariamente ou ocasionalmente ao fumo do tabaco em casa, percentagem que sobe para os 32,6% nos alunos do quarto ano de escolaridade.

O estudo sobre a “Prevalência de crianças portuguesas expostas ao fumo ambiental do tabaco em casa e no carro” revela que as crianças cujos pais são fumadores e com menor nível de escolaridade estão mais expostas ao fumo ambiental do tabaco em casa.

A investigação, que decorreu entre janeiro e setembro de 2016, é um estudo transversal descritivo que envolveu uma amostra representativa de 2.396 crianças portuguesas dos zero aos 9 anos, estratificada por idade e por região administrativa NUTS II.

Publicado na revista científica da Ordem dos Médicos “Ata Médica”, o estudo revela que 5,4% das crianças estão duplamente expostas ao fumo ambiental do tabaco em casa e no carro.

Segundo a investigação, 5,8% das crianças estão expostas ao fumo em casa diariamente e 8,5% ocasionalmente.

O estudo verificou que 6,1% das mães e 11,2% dos pais fumam no domicílio. Constatou também que 4,5% das mães e 8,3% dos pais fumam no carro.

A exposição das crianças ao fumo ambiental do tabaco tem diminuído em Portugal. Ainda assim, o consumo de tabaco dos pais e um baixo nível de escolaridade são fatores de risco para a exposição das crianças em casa”, sublinha.

De acordo com o estudo, a exposição ao fumo é maior nas crianças cujos pais têm um menor nível de escolaridade (19,6%) do que naquelas em que os pais têm mais estudos (6,2%).

Essas diferenças foram estatisticamente significativas na amostra total e na maioria das regiões avaliadas (Norte, Centro, Área Metropolitana de Lisboa, Algarve, Região autónoma dos Açores).

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Prevalência de Crianças Portuguesas Expostas ao Fumo Ambiental do Tabaco em Casa e no Carro

Workshop ABC da Segurança – Como transportar o bebé no automóvel – 23 julho em Aveiro

Julho 20, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/1841204019518280/

Mais de 76% das crianças do 1.º ciclo vão para a escola de carro

Janeiro 1, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://sicnoticias.sapo.pt/ de 20 de dezembro de 2017.

Mais de 76% das crianças portuguesas do 1.º ciclo vão para a escola de carro. Menos de 18% deslocam-se a pé ou de bicicleta, com a maioria dos pais a considerar o trajeto inseguro.

O sistema de vigilância que analisa o estado nutricional infantil divulga hoje os seus resultados relativos a 2016, integrando também uma avaliação sobre a atividade física e sobre os comportamentos sedentários por parte das crianças. A percentagem de crianças que se deslocam de automóvel para a escola cresceu significativamente de 2008 para 2016, passando de 57% para mais de 76%.

No último ano analisado, mais de 64% dos encarregados de educação consideraram que o caminho de ida e regresso da escola não era seguro, sendo as regiões Centro, da Madeira e dos Açores as que têm maior percentagem de pais a considerarem os trajetos inseguros para as crianças se deslocarem a pé ou de bicicleta.

Além de questionarem as famílias, os investigadores do estudo coordenado pelo Instituto Doutor Ricardo Jorge perguntaram também às escolas como avaliam os acessos aos recintos escolares.

Pouco mais de metade (51,4%) das escolas considerou a acesso à escola seguro, sendo novamente na Madeira e nos Açores que se detetou uma maior percentagem de escolas a considerar o caminho de casa para a escola como inseguro.

Para o estudo Childhood Obesity Surveillance Initiative (COSI) foram avaliadas 6.745 crianças de 230 escolas portuguesas do 1.º ciclo do ensino básico (dos 6 aos 8 anos de idade).

Lusa

O relatório mencionado na notícia é o seguinte:

Childhood Obesity Surveillance Initiative: COSI Portugal 2016

 

Curso de introdução ao transporte de crianças no automóvel – 20 de junho em Coimbra

Junho 7, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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sem nome

mais informações

hbotte@apsi.org.pt

919 179 118

Leva crianças no carro e fuma? Em Itália isso pode custar-lhe €500 de multa

Fevereiro 26, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 4 de fevereiro de 2016.

SHAILESH ANDRADE  REUTERS

Parlamento italiano combate os “maus fumadores” em nome do ambiente e da saúde pública. Há multas pesadas previstas para diversos casos.

Há uma polémica acesa em Itália, depois de Parlamento ter aprovado um pacote de medidas de combate aos fumadores indisciplinados. Estes poderão enfrentar multas até 500 euros, punições apertadas que visam diminuir um grave problema da saúde pública italiana.

As novas leis proíbem, por exemplo, que se fume em espaços públicos fechados – escritórios, cafés, cinemas ou instalações médicas. Fumar no carro com crianças ou perto de grávidas passa a ser também alvo de sanção.

Atirar beatas para o chão também é proibido nas cidades italianas, como parte de uma lei separada de combate ao lixo na via pública. Já quem vender tabaco a menores ficará sem licença.

A este combate aos “maus fumadores” junta-se um investimento de 35 milhões de euros na diminuição da extrema poluição do ar que atormenta as grandes cidades italianas – em algumas, até as tradicionais pizzarias foram afetadas, deixando de ser feitas em fornos de lenha para ajudar no combate. Só em Roma são fumados 11 milhões de cigarros por dia, o que se traduz em custos avultados para a poluição e limpeza das ruas da cidade.

As medidas têm inspiração nas leis comunitárias de combate ao tabagismo e, inclusive, vão mais longe do que as aplicadas em Portugal, onde há exceções à norma que proíbe o fumo em espaços públicos.

Os números indicam a existência de 10,3 milhões de fumadores em Itália, perto de 19% da população. Estima-se que ocorram no país entre 700 a 800 mil mortes por ano ligadas ao excessivo consumo de tabaco.

 

 

 

Casacos de inverno podem pôr em perigo as crianças dentro do carro

Dezembro 18, 2015 às 10:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Noticia da RTP Notícias de 15 de dezembro de 2015.

rtp

Sandra Salvado

A criança vestida com um casaco de inverno pode até sentir-se confortável na cadeirinha do carro, nestes dias frios, mas testes realizados recentemente nos Estados Unidos da América mostram como uma colisão pode ser dramática e ter consequências mortais.

Num laboratório do Michigan foram feitos testes de colisão, a 50 quilómetros por hora, onde pode ver-se uma simulação em que a criança parecia estar firmemente apertada na cadeira do carro, mas foi projetada para fora dela.

É um erro que qualquer pessoa pode cometer nesta altura do ano, especialmente com a chegada dos dias frios de inverno. Estes testes mostram como uma colisão pode ter consequências dramáticas, divulga neste vídeo o canal de notícias norte-americano
NBC News.

Helena Sacadura Botte, secretária-geral da APSI – Associação para a Promoção da Segurança Infantil, disse ao site da RTP que “normalmente os pais não têm o cuidado de ajustar diariamente o arnês, o cinto interno da cadeira, ao corpo da criança, e no inverno, quando usam casacos grossos, têm tendência a deixá-los assim com aquela medida e depois quando a criança viaja sem casaco, o arnês fica muito largo e isso não protege a criança”.

Além disso esta responsável adianta que “basta usar um casaco grosso para que esse casaco interfira com a colocação do arnês, que não vai assentar bem em cima dos ombros e muitas vezes tem tendência a ficar descaído sobre os braços, o que pode causar lesões”.

Para evitar este problema, Helena Sacadura Botte aconselha os pais a tirarem o casaco às crianças, utilizando antes “um casaco macio, quentinho e leve e depois, quando sai do carro, então veste o casaco. Os pais devem ter este cuidado diário, de ajustar o arnês, tirar as folgas ao arnês, de acordo com a roupa que a criança tem vestida”.
Alerta também para adultos
Especialistas alertam ainda para que as crianças sejam colocadas nas cadeirinhas do carro sem casaco, um conselho que se aplica também aos adultos.

“Quando viajamos com um casaco e o cinto de segurança do automóvel está posto por cima do casaco, pode haver alguns problemas, não só nas folgas que são criadas pelo próprio casaco, mas também chaves, telemóveis, que nós temos no bolso e que vão ficar por baixo do cinto, podendo ser um fator de agravamento de lesões quando há um acidente”, disse Helena Sacadura Botte.

Além disso, “sobretudo no ovo, nas cadeiras mais apertadas, mais pequenas, as crianças têm tendência a aquecer demasiado dentro do carro, e no inverno os pais, muitas vezes, esquecem-se deste pormenor. Usar casacos muito grossos dentro do carro nem pensar”.

A responsável da APSI lembrou ainda que as cadeiras das crianças são muito mal utilizadas, para acrescentar que “nós mudámos de menos de 20 por cento de utilização de cadeirinhas, em 1996, para mais de 80 por cento de utilização de cadeiras em 2013. Mas infelizmente o que está a acontecer é que apenas metade das cadeiras utilizadas são bem utilizadas e este é um dos erros que nós vimos muito frequentemente: o arnês largo, despido, por baixo dos braços da criança em vez de estar a prendê-la no ombro”.
Avaliação de risco de acidente
Há muito que esta associação desenvolve diversas ações no terreno, que incluem também verificação de cadeirinhas e visitas domiciliárias para avaliação de risco de acidente.

A responsável da APSI lembrou ainda um grave acidente nos EUA, há alguns anos, entre um carro e um camião, em que um bebé de seis meses foi projetado para fora do veículo, quando o “ovo” em que viajava foi ejetado dos destroços. Além disso a própria criança foi ejetada da cadeira e foi encontrada a mais de sete metros do local do acidente.

“Sabe-se que após o impacto, a cadeira ainda tinha o arnês apertado. A criança vestia um fato de neve (anoraque espesso, mas leve) o que indica que a sua ejeção para fora da cadeirinha ficou a dever-se à espessura do casaco que vestia. Casacos de inverno espessos ou pesados e cadeirinhas para o automóvel não ligam e comprometem a segurança das crianças”, diz a APSI na sua página na Internet.

Também para Carlos Barbosa, do ACP – Automóvel Clube de Portugal, “é fundamental que as pessoas quando entram nos automóveis tirem os casacos, porque dificultam as movimentações dentro de um carro”.

No entanto, este responsável disse ao site da RTP que não tem conhecimento de ter acontecido nenhuma situação deste género e salienta que, “se os cintos estiverem bem apertados e a criança estiver completamente presa à cadeira e a cadeira bem presa ao carro, é quase impossível isso acontecer, mas não quer dizer que não aconteça”.

visualizar os vídeos no link:

http://www.rtp.pt/noticias/pais/casacos-de-inverno-podem-por-em-perigo-as-criancas-dentro-do-carro_n881533

 

 

 

As histórias do Falco – Os cliques da Maria – vídeo com dicas de segurança da PSP

Dezembro 12, 2015 às 1:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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http://videos.sapo.pt/colecaofalco#

Mais de 50% dos condutores não utilizam a melhor cadeira para as crianças

Dezembro 7, 2015 às 3:35 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 2 de dezembro de 2015.

Nuno Ferreira Santos

Romana Borja-Santos

Estudo do Automóvel Club de Portugal alerta para a importância do uso de cadeiras completas em vez de “banquinhos”. O ideal é prolongar o uso até aos 12 anos.

Dois em cada dez condutores portugueses consideram que os assentos elevatórios – conhecidos como “banquinhos” – são o melhor sistema de segurança para transportar crianças acima dos quatro anos. Mais de cinco em cada dez automobilistas optam mesmo por este modelo, sobretudo acima dos oito anos. Só 61% dos inquiridos num estudo do Automóvel Club de Portugal (ACP) indicam as cadeiras completas como o sistema mais seguro para transportar os menores até aos 12 anos ou até aos 1,35 metros de altura.

As conclusões antecipadas ao PÚBLICO fazem parte de um estudo feito pelo ACP com o apoio da Cybex, uma marca de cadeiras de segurança para crianças. O trabalho contou com um inquérito feito a mais de 2300 portugueses que no último ano tinham transportado no carro uma ou mais crianças com menos de 1,35 metros e com menos de 12 anos e 19% dos participantes ainda admitem que não distinguem as diferenças entre as cadeiras completas e os banquinhos. O inquérito surge na sequência de outros estudos do ACP sobre os hábitos e costumes dos condutores e a importância de as crianças viajarem no sentido contrário à marcha.

Quase 64% dos inquiridos eram homens, 48% tinham carta há mais de 26 anos e em 51% dos casos percorriam entre 30 e 200 quilómetros de carro por semana, acompanhados por crianças. Questionados sobre se os carros onde viajam têm um sistema de retenção de crianças conhecido como isofix, 55% disseram que sim, mas 10% não sabiam responder. Menos de 1% das pessoas estiveram envolvidas em acidentes com crianças mas, quando tal aconteceu, duas em cada dez pessoas não estavam a utilizar os sistemas de retenção adequados nos menores. Um trabalho publicado em 2014 pela Associação para a Promoção da Segurança Infantil também alertava que, apesar de mais de 85% das crianças viajarem no automóvel com cadeirinha, só metade eram transportadas correctamente.

Os dados mostram também que quase 45% dos condutores consideraram as colisões traseiras como as mais frequentes, seguidas pelas colisões frontais, laterais e despistes. Contudo, a este propósito, o ACP salienta que os dados da realidade demonstram que 46% dos acidentes resultam de despistes, seguidos pelas colisões laterias, traseiras e frontais. Quanto à gravidade, neste caso 44% dos condutores identificam a colisão frontal como a pior, seguida dos despistes, colisões laterais e colisões traseiras. Neste caso, o ACP confirma que as percepções dos inquiridos vão ao encontro das estatísticas.

O ACP avança também no mesmo trabalho com os resultados de testes que avaliaram as consequências de impactos laterais consoante as cadeirinhas de transporte e alerta que “uma cadeira com encosto de cabeça e protectores laterais reduz seis vezes o risco de lesões na cabeça num impacto lateral quando comparado com um assento elevatório”. Para o ACP, esta conclusão reforça a “importância de transportar uma criança numa cadeira completa, com encosto de cabeça e protecções laterais durante o máximo de tempo possível”. No entanto, entre os inquiridos, quase 20% seleccionam o assento elevatório como a melhor forma de transportar as crianças com mais de 25 quilos (aproximadamente oito anos) e 7% dão a mesma resposta para os 18 quilos (quatro anos). Há 13% de inquiridos que admitem desconhecer as melhores soluções.

“A maioria dos inquiridos acha que as colisões na traseira e as frontais são os acidentes mais comuns, mas a realidade mostra que são os despistes e as colisões laterais os que mais acontecem. Quanto à gravidade dos acidentes, a percepção dos inquiridos e a realidade nas estradas portuguesas são coincidentes, pois as colisões frontais são de facto os acidentes mais gravosos, seguidas dos despistes e, em terceiro lugar, pelas colisões laterais”, lê-se no trabalho do ACP.

A acompanhar este estudo será lançada uma campanha, composta pela distribuição de folhetos informativos e por vídeos online, que pretende passar uma mensagem: “uma criança deverá viajar numa cadeira completa com encosto e protecção lateral até atingir a altura de 1,35 metros ou os 12 anos de idade”. Será também dada informação sobre as características a ter em consideração quando se compra uma cadeira de segurança e os cuidados a ter na sua utilização e instalação. Por exemplo, após um acidente o estado da cadeirinha deve ser sempre avaliado. O ACP explica que tanto a cadeira completa como o assento estão dentro da legislação, mas defende que “é possível melhorar a protecção e a segurança da criança” com a escolha do método mais completo.

Menos sinistralidade

Apesar das recomendações de uso de cadeira completa ou de banquinho, em média, a PSP tem detectado nos últimos anos mais de 1300 casos de condutores que transportavam crianças sem cadeirinha – quando esta força de segurança também recomenda que as crianças com menos de 1,35 metros usem sempre equipamentos homologados e adaptados ao seu tamanho e peso. A PSP recomenda também que a criança experimente sempre a cadeira antes de ser comprada e que o condutor verifique regularmente os cintos de fixação na cadeira e se está bem presa ao banco do carro, além de transportar a criança virada para trás até aos quatro anos.

Apesar do desconhecimento demonstrado por este e por outros trabalhos, nos últimos cinco anos os dados de sinistralidade rodoviária relativos a crianças têm vindo a melhorar, com uma redução de mais de 55% no número de vítimas mortais, de 22% nos feridos graves e de 19% nos feridos leves. No total, de 2010 a 2014 morreram 69 crianças nas estradas portuguesas, oito das quais no ano passado. A maior parte dos acidentes com vítimas aconteceram dentro das localidades, que concentram aliás 74% das crianças que perderam a vida.

“No mesmo período, a descida da sinistralidade de todos os grupos etários foi de 31,9% nas vítimas mortais, de 18,8% nos feridos graves e de 15,9% nos feridos leves. Isto significa que em 2010, as crianças (até aos 14 anos) vítimas mortais em acidentes rodoviários representavam 1,9% do total, e em 2014 apenas representaram 1,3%”, diz o ACP. No que diz respeito aos feridos graves, a percentagem de crianças foi de 5,1% do total em 2010 e de 4,8% em 2014, e os feridos leves foi de 6,5% do total em 2010 e de 6,2% em 2014.

 

 

 

Inglaterra proíbe fumar em carros com crianças a partir de hoje

Outubro 2, 2015 às 11:51 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://lifestyle.sapo.pt/ de 1 de outubro de 2015.

Nuno Noronha

Fumar num carro com crianças a bordo passou a ser proibido em Inglaterra e no País de Gales.

O objetivo é reduzir a exposição ao fumo passivo nos automóveis, que afeta cerca de 430.000 crianças dos 11 aos 15 anos, segundo a British Lung Foundation, uma organização não-governamental britânica.

A nova lei entrou em vigor esta quinta-feira e os infratores estão sujeitos a uma coima de 50 libras esterlinas (cerca de 68 euros).

Segundo a British Lung Foundation, um cigarro aceso num carro promove uma concentração de fumo 11 vezes superior à de um bar com fumadores.

Segundo a nova lei, se uma pessoa fumar dentro de um carro onde haja um menor de 18 anos, tanto o fumador como o condutor são sujeitos a uma multa. Não importa se as janelas estão abertas ou se o veículo tem teto de abrir.

Outros países como a França, Austrália e Canadá já adotaram leis semelhantes.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

 

 

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