Crianças estão mal preparadas para riscos emocionais – Redes Sociais

Janeiro 11, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do https://www.publico.pt/ de 4 de janeiro de 2018.

Responsável inglesa pelos direitos das crianças identifica uma idade crítica para o surgimento de riscos da utilização das redes. Quando a guerra de “gostos” e a partilha de fotografias substitui os jogos é o momento em que as brincadeiras podem dar lugar à ansiedade e a problemas de auto-imagem.

Sofia Robert

Um relatório da comissária inglesa para os direitos das crianças, Anne Longfield, alerta para o facto de os menores estarem mal preparados para lidar com as redes sociais num período-chave do seu desenvolvimento – a transição da escola primária para o ciclo seguinte, a partir dos 10 anos – expondo-as a riscos para o seu bem-estar emocional.

Apesar de serem ensinadas sobre segurança online ao longo da escola primária, as crianças não são adequadamente preparadas para outro tipo de desafios que surgem com a utilização das redes sociais, como problemas de auto-imagem que podem ser acompanhados por crises de ansiedade ou depressão.

Enquanto as crianças com idades entre os oito e os dez anos tendem a usar as redes sociais de uma forma lúdica, utilizando-as para disputar jogos entre si, nos anos seguintes começam a fazer uma utilização mais social de redes como o Instagram e o Snapchat, procurando “gostos” e comentários positivos nas suas publicações, cita o jornal britânico Guardian. E começam a ficar mais preocupadas e embaraçadas com o que o relatório designa como sharenting: o fenómeno da partilha de imagens pelos pais, sem a autorização das crianças e adolescentes.

“Estou preocupada que várias crianças comecem o ensino básico mal preparadas para lidar com as redes sociais. É também evidente que as empresas que detêm as redes sociais continuam sem fazer o suficiente para que as crianças menores de 13 anos parem de usar as suas plataformas”, afirma a comissária britânica, instando pais e professores a investirem mais na preparação dos seus filhos e alunos, sugerindo aulas obrigatórias de literacia digital.

“Tem de haver um papel mais activo das escolas em certificar-se de que as crianças estão a ser preparadas emocionalmente para os desafios das redes sociais. E as empresas das redes sociais têm de ter mais responsabilidade. Senão haverá um risco de deixar uma geração de crianças a crescer em busca de ‘gostos’ para se sentirem felizes, preocupadas com a sua aparência e imagem como resultado de uma percepção irrealista do que vêem nas redes sociais”, referiu Longfield.

A responsabilidade dos pais e das escolas

Também em Portugal têm sido realizados estudos sobre o impacto das redes sociais nas crianças, adolescentes e jovens adultos. Em 2017, o Instituto Superior de Psicologia concluiu que 70% dos jovens portugueses com menos de 25 anos apresentam sinais de dependência em que 6% admite ter ficado “sem comer ou sem dormir por causa da Internet”.

No mesmo ano, o médico psiquiatra Diogo Telles Correia alertava que as redes sociais expõem “os adolescentes a um contínuo fluxo de informação, que os estimula constantemente e alimenta uma personalidade hiperactiva e que pode conduzir, não raramente, a situações de ansiedade”, comentando dados então divulgados pela Marktest que identificavam um crescimento da utilização das redes, entre 2008 e 2015, entre todas as faixas etárias, de 17,1% para 54,8%.

Ainda sobre esses dados, a psicóloga Rosário Carmona defendia que é na escola que tem de ser feita a prevenção dos problemas associados ao uso das redes sociais e que a mesma “está muitíssimo desvalorizada”. Por seu turno, o médico psiquiatra Daniel Sampaio responsabiliza os pais: “Devem acompanhar a inscrição e a publicação dos primeiros conteúdos e têm que ter uma dimensão ética, explicando-lhes o que devem e o que não devem fazer. Têm que lhes explicar que não devem comentar as imagens dos outros, que não devem fazer comentários sobre os corpos dos amigos, que podem comunicar e trocar determinadas imagens dos sites que encontram mas que não devem publicar imagens de pessoas”.

Também em 2017, um estudo por uma dupla de investigadoras da Universidade Católica Portuguesa e da Universidade do Minho que acompanhou um grupo de oito crianças portuguesas ao longo de dois anos (dos seis aos oito) identificava uma idade crítica relativamente à utilização das redes sociais, concluindo que é aos oito anos que se vê o maior salto na sua autonomia online e que é também nessa altura que começam os riscos dessa exposição.

Texto editado por Pedro Guerreiro

 

 

 

5º Simpósio de Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA)

Março 24, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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simposio

http://simposio-phda.pt/

Bullying pode afetar saúde de crianças a curto e longo prazo

Março 5, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site da Veja de 18 de Fevereiro de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Peer Victimization in Fifth Grade and Health in Tenth Grade

Thinkstock

Estudo mostra que efeitos negativos do assédio moral podem ser cumulativos e se agravar com o tempo

Quanto mais longo o período em que uma criança sofrer bullying, mais grave e duradouro será o impacto sobre a saúde da vítima. Essa é a constatação do primeiro estudo a avaliar os efeitos do assédio moral ao longo do segundo ciclo do ensino fundamental, em crianças e adolescentes de 10 a 15 anos. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira no periódico Pediatrics.

“Nosso estudo mostrou que o bullying afeta severamente a saúde geral da criança a longo prazo e que seus efeitos negativos podem ser cumulativos e piorar com o tempo”, afirma a líder da pesquisa, Laura Bogart, do Hospital Infantil de Boston. “É preciso combater o bullying com mais veemência. Quanto mais cedo impedirmos que uma criança sofra assédio, menor é o risco de ela ter sua saúde prejudicada.”

Laura e sua equipe acompanharam 4 297 crianças e adolescentes do quinto ao décimo ano do ensino americano. Periodicamente, eles entrevistaram os participantes sobre sua saúde física e mental e sobre experiências com assédio moral. Os cientistas descobriram que, em qualquer idade, sofrer bullying estava associado a um pior estado mental e físico, sintomas depressivos e baixa autoestima.

Leia também:
Vítimas de violência familiar são mais suscetíveis ao bullying
Um em cada cinco adolescentes pratica bullying no Brasil

Participantes assediados cronicamente reportaram maiores dificuldades de correr e praticar esportes. Os que foram intimidados no passado também apresentavam índices inferiores de saúde no presente.

Laura e seu time dizem que mais pesquisas precisam ser feitas para desenvolver e testar métodos de prevenção e intervenção contra assédio moral. “Não há uma única abordagem que funcione no caso do bullying”, afirma Laura. “Mas fornecer a professores, pais e médicos práticas baseadas em evidências pode ajudá-los a ensinar crianças a lidar com este grave problema e a diminuir seu prejuízo.”

Crianças diferentes – Múltiplos olhares sobre como avaliar e intervir

Março 4, 2014 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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dire

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Os trabalhos de reflexão, investigação e aplicação que compõem este livro ilustram como esta abordagem nos pode ajudar a mudar de um conceito tradicional de diferença para um conceito dinâmico e multidimensional da(s) diferenças(s), em que:

1.O foco na “reparação” da criança, se desloque para o foco da formação e da qualificação dos professores e demais técnicos de educação, para promoverem o desenvolvimento do potencial da criança.

2. O foco sobre o que “não funciona” na criança (dificuldades, deficiências, défices), se redirecione para o que funciona na criança (capacidades e potencial)

3.O foco centrado nos problemas e no diagnóstico, ceda lugar ao foco nos recursos e na apreciação da modificabilidade da criança.

4.O foco na avaliação estática do desempenho da criança, mude para o foco na avaliação dinâmica do potencial e da capacidade de modificabilidade da criança.

5.O foco na função do professor que ensina, se transfira para o foco na função do professor mediador de desenvolvimento e de aprendizagem.

6.O foco na sala de aula, se alargue ao foco na relação sala de aula-escola-família-comunidade.

Neste, livro conjugámos oito respostas possíveis para esta mudança. Estas respostas, traduzem múltiplos olhares sobre a assimetria de SER DIFERENTE. Estes múltiplos olhares cruzam perspectivas de investigadores e práticos de formação multidisciplinar de vários países e estão organizados em duas partes, a primeira, mais orientada para a avaliação e, a segunda, mais direccionada para a intervenção. As temáticas seleccionadas não pretendem abarcar todo o espectro da(s) diferença(s), seleccionámos algumas das que mais preocupam a comunidade educativa no nosso país. Em termos globais, abordamos múltiplos olhares sobre a avaliação e intervenção nas dificuldades de aprendizagem e as necessidades educativas especiais. Em torno destas temáticas, incide-se mais directamente sobre os factores de risco e de protecção associados ao sucesso educativo, a importância das percepções dos professores no desempenho dos alunos, a necessidade de olhar os alunos em função dos seus talentos e não só das suas dificuldades, e a necessidade de olhar as altas capacidades/sobredotação e os talentos no espectro da diferença. De seguida, ilustramos brevemente como se desenvolve a apresentação dessas temáticas ao longo do livro.

O nosso maior receio é cometer os mesmo erros dos nossos pais

Agosto 29, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Público de 15 de Agosto de 2013.

O nosso maior receio é cometer os mesmos erros dos nossos pais

O artigo contém o seguinte texto:

Na escola, o melhor de tudo são os colegas? O que dizem os estudos e os especialistas sobre temas que marcam a adolescência? Hoje fala-se da relação com a escola

 

2º Congresso Internacional da Infância à Idade Adulta Neurodesenvolvimento “As Peças do Puzzle”

Fevereiro 23, 2011 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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