Covid-19: DGS publica manual com regras para escolas e creches

Maio 22, 2020 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do site Notícias ao Minuto de 21 de maio de 2020.

Melissa Lopes

A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou o manual ‘Saúde e Atividades Diárias’, no qual são apresentadas as medidas de prevenção e controlo da Covid-19 em estabelecimentos de ensino, nomeadamente no regresso às aulas presenciais do 11.º e do 12.º ano e nas creches e amas.

De acordo com o manual agora publicado, “os alunos devem ser organizados em grupos, que devem ter, na medida do possível, horários de aulas, intervalos e refeições organizados de forma a evitar o contacto com os restantes grupos”.

Para evitar um maior cruzamento de pessoas, recomenda a autoridade de saúde, devem ser definidos circuitos de entrada e saída de aula para cada grupo e cada sala deve ser, sempre que possível, utilizada pelo mesmo grupo de alunos.

A DGS refere ainda que os espaços que não são necessários à atividade letiva devem ser encerrados.

Dentro da sala de aula, é importante garantir a maximização do espaçamento entre alunos e alunos/docentes, mantendo a distância mínima de 1,5 a 2 metros, e virar as secretárias todas para o mesmo lado.

A comunidade escolar deve também cumprir as medidas de distanciamentohigiene pessoal e ambiental, bem como usar máscara durante toda a atividade letiva. Adicionalmente, é recomendada a higienização das mãos à entrada e saída do recinto e que sejam mantidas abertas as portas de acesso.

O manual apresenta também os procedimentos a adotar em creches e amas para diminuir o risco de transmissão do novo coronavírus, entre as quais se destacam a maximização do espaçamento entre crianças, incluindo no período de refeições, a organização das crianças e educadores em salas fixas e a entrega das crianças à porta da instituição.

Na sala de atividades, cada criança deve usar sempre o mesmo berço ou espreguiçadeira e, quando se sentam ou circulam no chão, devem deixar o calçado à entrada, podendo ser pedido aos encarregados de educação que levem um par de calçado extra. Este volume do manual apresenta também os cuidados a adotar no refeitório e no transporte das crianças para as creches.

Pode ver o manual completo aqui: Covid-19: DGS publica manual com medidas para escolas e creches

De recordar que os alunos do 11.º e 12.º anos regressaram esta segunda-feira, dia 18, às aulas presenciais, dia em que os pais voltaram também a poder deixar as crianças nas creches.

Em Portugal, morreram 1.263 pessoas das 29.660 confirmadas como infetadas com o novo coronavírus, e há 6.452 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde. A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 323 mil mortos e infetou quase 4,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Covid-19: aulas em espaços amplos, com horários desfasados e protecção. As medidas para regresso às escolas na segunda-feira

Maio 15, 2020 às 7:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 15 de maio de 2020.

LUSA

O diploma que dita as normas para o regresso às aulas presenciais sublinha que as “disciplinas oferecidas em regime presencial são frequentadas por todos os alunos, independentemente das suas opções quanto aos exames que vão realizar enquanto provas de ingresso”. As aulas presenciais também vão ser retomadas para os alunos do 2.º e 3.º anos dos cursos “de dupla certificação do ensino secundário”.

O diploma que estabelece as medidas excepcionais e temporárias para o regresso das aulas presenciais, na segunda-feira, para o 11.º e 12.º anos, no âmbito da pandemia, foi publicado, na quinta-feira, em Diário da República (DR).

De acordo com o documento, as aulas presenciais também vão ser retomadas para os alunos do 2.º e 3.º anos dos cursos “de dupla certificação do ensino secundário, bem como para os alunos dos cursos artísticos especializados não conferentes de dupla certificação, nas disciplinas que têm oferta de exame final nacional, mantendo-se, sem prejuízo do disposto”, as restantes disciplinas em “regime não presencial”.

O diploma sublinha que as “disciplinas oferecidas em regime presencial são frequentadas por todos os alunos, independentemente das suas opções quanto aos exames que vão realizar enquanto provas de ingresso”.

As aulas presenciais nas “disciplinas de natureza prática e na formação em contexto de trabalho” também poderão decorrer, caso não seja possível leccioná-las de outra maneira, desde que “seja garantido o cumprimento das orientações” da Direcção-Geral da Saúde (DGS), nomeadamente “em matéria de higienização e distanciamento físico”.

“As escolas podem ainda oferecer, no âmbito do ensino secundário, a frequência de disciplinas em regime presencial a alunos provenientes de ofertas educativas não abrangidas pelos números anteriores, quando estas se revelem necessárias para a realização de provas ou exames, com vista à conclusão e certificação do respectivo curso ou acesso ao ensino superior”, prossegue o decreto-lei, acrescentando que compete aos estabelecimentos de ensino assegurar o “apoio presencial necessário” para complementar o trabalho desenvolvido nestas disciplinas.

Em relação aos trabalhadores não docentes, se a escola onde “normalmente exercem funções” estiver temporariamente encerrada, estes funcionários “são recolocados” em estabelecimentos do mesmo agrupamento de escolas.

O desfasamento dos horários escolares e laborais deve utilizar o período compreendido entre as 10h e as 17h e devem as aulas ser feitas, sempre que houver condições para o efeito, em “espaços amplos, como auditórios ou outros espaços”.

Quanto às actividades presenciais de formação profissional desenvolvidas ou promovidas pelo Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP), através dos centros de formação profissional de gestão directa, centros de formação profissional de gestão participada ou por entidades formadoras, podem ser retomadas” também a partir de segunda-feira, dia 18, “de forma gradual e com as devidas adaptações, desde que seja assegurado o cumprimento das orientações da DGS”.

Já as instituições científicas e do ensino superior devem “garantir a combinação gradual e efectiva de actividades na presença de estudantes, docentes e investigadores com processos a distância, bem como de teletrabalho, designadamente destinadas a aulas e outras actividades, tais como actividades laboratoriais, realização de estágios e actividades de avaliação de estudantes, entre outras”.

Assim como com as instituições do ensino secundário, devem ser seguidas as orientações de higienização, distanciamento físico e utilização de equipamentos de protecção individual da DGS.

Decreto-Lei n.º 20-H/2020

Estudo em Casa – de segunda a sexta na RTP Memória – Horários

Abril 14, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

https://www.rtp.pt/estudoemcasa-apresentacao/?fbclid=IwAR2xcG245_-iu0yfzlJjxJpXmyXpBGULVdS2N9zbRCHWqaNVKGY0b30Divw

Covid-19: quase dois terços dos alunos já manifestaram vontade de regressar à escola

Abril 8, 2020 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 3 de abril de 2020.

Inquérito do Observatório de Políticas de Educação e Formação mostra que a generalidade dos estudantes não tem saído de casa desde o fecho dos estabelecimentos de ensino. Há mais ansiedade e mais agitação nas crianças e jovens. 

Samuel Silva 

Três semanas depois da suspensão das aulas presenciais, a maioria dos alunos diz querer voltar à escola o mais rapidamente possível. É isso que mostra um inquérito do Observatório de Políticas de Educação e Formação, cujos primeiros resultados são divulgados este sábado. Os dados mostram também que a generalidade das famílias está a cumprir as ordens de confinamento: mais de três quartos dos alunos não tem mesmo saído de casa. 

De acordo com o estudo do Observatório, quase dois terços (64,7%) dos encarregados de educação afirmam que o seu filho já “manifestou expressamente desejo de voltar à escola”, desde que o Governo ordenou o fim das actividades presenciais nos estabelecimentos de ensino, uma das primeiras medidas de contenção do novo coronavírus. “A escola tem um valor extraordinário do ponto de vista da socialização. Mesmo os alunos que não gostam das aulas, gostam do convívio com os outros”, contextualiza a investigadora Ana Benavente, que é uma das coordenadoras deste trabalho. 

inquérito online destina-se a medir o impacto da covid-19 no sistema de ensino português. A iniciativa é do Observatório de Políticas de Educação e Formação, que é coordenado pelo Centro de Estudos Interdisciplinares em Educação e Desenvolvimento da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. 

Os resultados preliminares agora conhecidos mostram também que a generalidade das famílias que têm filhos em idade escolar está efectivamente a cumprir a recomendação de permanecer em casa. Mais de três quartos (76,1%) dos estudantes não tem saído de casa nas últimas três semanas – um terço não sai por completo da habitação, enquanto 40% sai apenas até ao quintal, jardim ou parque de estacionamento da casa. De acordo com os dados do Observatório de Políticas de Educação e Formação, só 5,2% dos alunos continua a sair à rua “todos os dias para espairecer”. 

Há também algumas pistas sobre o impacto do confinamento no comportamento dos alunos. “Sobretudo em meio urbano, nem toda a gente tem casa com espaço”, explica Ana Benavente. E, ainda que mais de metade dos pais (53,8) não tenha notado alterações de comportamento dos seus filhos em relação ao que ocorria antes do isolamento, quase 40% dizem tê-lo sentido: 19,9% dos encarregados de educação detectam maiores níveis de ansiedade nos alunos e outros 18,9% encontram-nos mais agitados. “Há um problema de energia na vida quotidiana que se sente”, prossegue a investigadora. Outros 6,9% dos alunos têm mostrado maior apatia nas últimas três semanas. 

Os primeiros resultados do inquérito do Observatório de Políticas de Educação e Formação têm por base uma amostra de 1200 respostas, que corresponde à primeira semana de aplicação do questionário, de 23 a 28 de Março. O estudo vai continuar a ser feito, através de inquérito online, enquanto durar a pandemia de covid-19. Os investigadores prevêem divulgar resultados e análises dos dados recolhidos semanalmente. A partir da próxima semana o questionário vai ser revisto para reflectir as mudanças que venham a ser implementadas pelo Governo nas escolas. 

Esta amostra é maioritariamente constituída (72,5%) por pais e/ou encarregados de educação – há também estudantes a responder directamente, sobretudo no ensino superior. Quase 60% dos encarregados de educação respondentes têm mais que um filho a frequentar o sistema de ensino e cerca de 80% frequenta a escola pública. 

Mais de 100 mil alunos já estão sem aulas por causa do novo coronavírus

Março 10, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 10 de março de 2020.

Escolas e instituições de ensino superior estão a apertar as medidas para prevenir um contágio ainda mais alargado do vírus que já foi diagnosticado em 39 portugueses.

Em pouco mais de 24 horas, dezenas de instituições de ensino de Norte a Sul do país anunciaram medidas mais apertadas para tentar conter um surto ainda mais abrangente do novo coronavírus (covid-19). Estas acções, algumas ainda sem prazo para terminarem, vão deixar mais de 100 mil alunos sem aulas e impedir o seu acesso a edifícios escolares.

O Conselho Nacional de Escolas Médicas decidiu fechar as portas de todas as faculdades de medicina do país, medida que afecta mais de 12 mil estudantes. A Faculdade de Medicina da Universidade do Porto já tinha anunciado que todos os seus estudantes estavam interditados de circular no edifício do Hospital de São João. As instalações partilhadas do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar e da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto vão permanecer encerradas até 20 de Março.

Também na região do Porto, a Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Politécnico fechou por tempo indeterminado “todas as instalações onde decorrem aulas”, incluindo Amarante e Penafiel, no distrito do Porto, além de Felgueiras e Lousada.

Esta segunda-feira foi também anunciado que a Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário (CESPU), que gere o Instituto Universitário de Ciências da Saúde, em Gandra, no distrito do Porto, e o Instituto Politécnico de Saúde do Norte (que integra a Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, em Vila Nova de Famalicão, e a Escola Superior de Saúde do Vale do Sousa, também em Gandra, ia suspender todas as aulas e encerrar a maior parte dos seus espaços.

A Escola Superior de Enfermagem do Porto (ESEP) avançou que ia suspender “todas as actividades de ensino clínico/estágio” dos cursos e por tempo indeterminado. O ISCE Douro foi outras das instituições da região Norte a rever a sua actividade lectiva durante as próximas duas semanas. “Entre hoje e até ao próximo dia 23 de Março, o nosso Instituto, irá apenas ministrar aulas à distância (bem como as respectivas tutorias), suspendendo as aulas presenciais”, referiu a instituição em comunicado.

No distrito de Vila Real, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, decidiu suspender eventos e actividades desportivas da responsabilidade da academia, bem como as deslocações em serviço para países afectados pelo surto de covid-19.

Na Universidade do Minho, cerca de 90 estudantes estão em quarentena profiláctica voluntária nas residências da academia em Braga, por terem estado em contacto com um aluno infectado com o novo coronavírus. Além disso, esta instituição anunciou esta segunda-feira à noite “a suspensão das actividades lectivas presenciais em toda a universidade”.

Também no distrito de Braga, o Instituto de Estudos Superiores de Fafe fechou as instalações e suspendeu actividades presenciais pelo menos por duas semanas, por razões preventivas, numa medida que abrange 900 alunos.

A par com outras instituições de ensino, a Universidade de Coimbra (com pelo menos 22 mil alunos) também vai suspender todas as aulas. Já a Universidade Nova de Lisboa anunciou medidas mais apertadas para conter um possível surto, entre estas suspender reuniões científicas públicas com mais de 50 pessoas e com participantes provenientes do estrangeiro, adiar eventos públicos não científicos no perímetro da universidade e ainda reduzir a frequência de pessoas em cantinas e residências “ao mínimo possível”.

A Universidade de Lisboa avançou com uma série de medidas para “contenção da propagação do vírus”, entre estas a suspensão das actividades lectivas presenciais e das bibliotecas, salas de estudo e dos refeitórios. Além disso, e segundo anunciou a instituição com 59 mil alunos em comunicado, “as actividades físicas e desportivas, realizadas nas instalações do Estádio Universitário e das escolas, são suspensas, nomeadamente as que decorram em recintos fechados, ou mantidas com restrições”.

Também a Universidade dos Açores (com pólos em São Miguel, Terceira e Faial) decidiu adiar por “tempo indeterminado ou cancelar” os “congressos, workshops, seminários ou outros eventos públicos científicos ou culturais” em espaços da instituição. A academia proibiu a entrada nas residências universitárias a qualquer pessoa que se desloque para o arquipélago proveniente de outros países e regiões sem que tenha cumprido um período de quarentena.

Este domingo, a Direcção-Geral da Saúde (DGS) anunciou que todas as escolas dos dois concelhos portugueses mais afectados pela covid-19, Lousada e Felgueiras, no distrito do Porto, seriam encerradas.

Na Amadora, duas escolas estarão fechadas até 20 de Março. A decisão foi tomada depois de terem sido identificados dois novos casos de infecção: um na Escola Secundária da Amadora (ESA) e outro na Escola Básica 2,3 Roque Gameiro.

Em Portimão, no distrito de Faro, dois estabelecimentos de ensino estão fechados: a Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, onde uma aluna foi diagnosticada com covid-19, e a Escola Básica Professor José Buisel, onde lecciona a mãe da aluna doente, também infectada.

A Direcção-Geral de Saúde (DGS) confirmou que existem 39 pessoas infectadas com o novo coronavírus em Portugal e que 339 casos suspeitos aguardam os resultados laboratoriais.

China lança aulas virtuais para milhões de estudantes

Março 9, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 9 de março de 2020.

Funcionários das empresas têm sessões de teletrabalho e alunos têm aulas através da Internet, uma vez que a maioria ainda não consegue voltar às grandes cidades chinesas.

O governo chinês lançou aulas virtuais para milhares de estudantes, o que representa a maior experiência online da história da China, numa tentativa de voltar à normalidade face ao surto do novo coronavírus, avança o jornal El Confidencial. Funcionários de empresas também têm sessões de teletrabalho, uma vez que continuam sem poder voltar às cidades onde trabalham.

Apesar de 200 milhões de crianças, adolescentes e pais ainda não saberem quando vão reabrir escolas e instituições de ensino, os alunos continuam a estudar em casa através de aulas virtuais, que têm início às 8h, avança o jornal. Alunos do ensino primário têm aulas de caligrafia, matemática e educação física até cerca das 20h. Já as aulas do ensino secundário têm acesso a uma plataforma online com mais de 169 aulas virtuais constantemente atualizadas, que podem ser consultadas por 50 milhões de estudantes em simultâneo.

Segundo o El Confidencial, esta medida revelou o enorme fosso digital entre gerações nas áreas rurais e urbanas da China. Muitos alunos vivem em pequenas cidades com os avós — ou são deixados ao seu cuidado enquanto os pais vão trabalhar — o que dificulta a aprendizagem, uma vez que as gerações mais velhas na China têm pouco acesso a novas tecnologias e, por isso, não têm capacidade para auxiliar o estudo das crianças.

A descida do número de casos de coronavírus na China nos últimos dois dias já levou algumas pessoas a voltar aos seus postos de trabalho, mas as medidas de controlo mantém-se: à entrada, mede-se a temperatura a todos os funcionários; é proibida a utilização de elevadores por mais de duas pessoas ao mesmo tempo, e aconselha-se que seja mantida uma distância considerável durante as refeições.

Alunos querem aulas com pausas para conseguirem manter concentração e interesse

Outubro 2, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 25 de setembro de 2019.

Sugestão faz parte de livro que contempla várias recomendações dos estudantes. Secretário de Estado da Educação esteve presente no lançamento.

Os alunos defendem que as aulas devem ter momentos de pausa que permitam recuperar a concentração e o interesse pelas matérias, segundo um caderno apresentado esta quarta-feira com recomendações de centenas de estudantes.

No passado ano letivo, cerca de 400 alunos de Lisboa, Moura e Figueira da Foz participaram no projeto ComParte & Educação, que começou em 2015 com o objetivo de ouvir a opinião dos estudantes sobre o que se poderia mudar nas escolas para melhorar o ensino.

O impacto das relações humanas para a aprendizagem foi o foco dos encontros e debates ocorridos no ano passado, durante os quais os jovens refletiram sobre a relação docente-aluno e sobre as condições para o bem-estar na escola.

“Os professores marcam, fazem a diferença e as relações estabelecidas com eles têm enorme impacto para toda a vida”, refere o documento tornado público esta quarta-feira num encontro em Lisboa, que contou com a presença de estudantes e do secretário de Estado da Educação, João Costa.

“Pequenas pausas nas aulas” é uma das oito recomendações dos “prós”, nome atribuído aos alunos que aqui são considerados os grandes especialistas em educação, por serem quem diariamente está nas escolas e para quem é desenhado o ensino.

Os alunos lembram que a duração das aulas – por vezes superior a uma hora – torna impossível manter a concentração e acreditam que fazer uma pausa em algumas disciplinas poderia ser benéfico para a aprendizagem, mas também para melhorar a relação com os professores.

“Na altura de voltar à matéria, estamos mais capazes de estar atentos e vamos aproveitar melhor o que ouvimos. Ganhamos mais motivação nas aulas em que nos divertimos com o professor”, defendem.

Para os “prós” é também importante que os professores e restantes funcionários se preocupem com eles e tenham disponibilidade para os ouvir e conversar.

Os alunos acreditam que seria benéfico criar uma relação de amizade e cumplicidade que permitisse falar de outros assuntos além das matérias que estão nos manuais: “Gostamos que nos façam perguntas. É bom sentir que o professor se importa com a nossa opinião sobre o mundo e com a nossa vida”.

“Obrigada por numa fase em que eu estava mal ter sido a primeira pessoa a reparar” e “obrigada por estar à minha espera à porta de minha casa quando recebi aquela notícia dolorosa” são duas das mensagens publicadas no livro intitulado “O início de muitas soluções: conhecermo-nos melhor!”.

Entre as outras recomendações, os alunos dizem que os docentes devem “puxar pelo melhor” que há em cada um e devem “acreditar, incentivar e valorizar” todos os estudantes.

Para os “prós”, valorizar os talentos “pode passar apenas por um comentário na aula ou uma conversa no bar, pode ser um prémio, pode ser um convite pode ser um desafio para fazer parte de um clube da escola, pode ser uma pergunta na aula ou mesmo um elogio”.

“Descobrir além dos rótulos” é a terceira recomendação de quem pede que haja “pessoas na escola disponíveis para conversar”. “Confiança é a palavra-chave, a condição essencial para abrirmos o coração. As relações, no entanto, precisam de tempo. Não é de repente que se partilha a vida mais profunda, por mais vontade que haja”, lê-se ainda no livro.

Fazer mais coisas em conjunto e a importância da primeira aula são as outras recomendações tornadas públicas. “Este caderno reflete sobre o papel da relação adulto-jovem no sucesso da educação. Dá-nos sugestões sobre a importância de conhecer bem os professores e dos alunos ou sobre o que pode ser a primeira aula. Hoje, a legislação sobre o currículo contempla que as escolas desenvolvam instâncias de auscultação de alunos, o que tem sido concretizado com eleição de alunos como diretores adjuntos ou a criação de conselhos consultivos”, defendeu João Costa.

Desde 2015, mais de 3.800 alunos participaram no ComParte & Educação e contribuíram com as suas experiências, recomendações e sugestões para uma Educação melhor.

Mais informações no link:

O ComParte

“Regresso às aulas em segurança” brochura informativa da Direção-Geral do Consumidor

Setembro 11, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Descarregar a brochura no link:

http://www.dge.mec.pt/noticias/regresso-aulas-em-seguranca-0

Regresso às Aulas – Fotografias

Setembro 5, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Paris
“Rentrée des classes”
Photo de Presse
vers 1980

anonyme
“Rentrée des classes”
Paris 1980

“Liberté d’expression” anonyme Classe Montessori à Berlin, 1949

Imagens retiradas do Facebook Culture und Kultur 

Mais imagens aqui

O regresso às aulas… dos pais

Outubro 11, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto de Eduardo Sá publicado na http://www.paisefilhos.pt/ no dia 5 de setembro de 2017.

“É o medo dos pais diante de um mundo diferente e o seu excesso de proteção que tornam o regresso às aulas mais difícil”.

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As férias das crianças nunca são demais. Em primeiro lugar, porque as férias dos pais, quando eram pequeninos, seriam maiores. E, depois, porque olhando para as horas de trabalho dos pais e dos filhos, tendo uns e outros a mesma idade, as crianças trabalham na escola e para a escola em demasia. Fosse o mundo mais justo e, para que “as contas” fossem como deviam ser, as férias grandes deviam ser maiores para quem trabalha mais…

”Mas a vida é, hoje, mais dura e mais competitiva”, argumentam os pais, enquanto reclamam por mais escola e vão resolvendo problemas pelos filhos. Não é verdade! A vida sempre foi dura e competitiva. Por outras palavras, a vida nunca foi fácil! Não tanto no sentido trágico de quem vê nas dificuldades o pretexto para se desculpar por tudo aquilo que não ousou fazer, mas, pelo contrário, no sentido de quem as vê como a forma de descortinar nelas problemas que se transformam em oportunidades para novas dúvidas com que, depois de resolvidas, se cresce mais um bocadinho. A vida traz o difícil; a inteligência, a humildade e a perseverança transformam o difícil em simples. E é o simples, depois de descoberto, que (por ser óbvio) parece fácil. Mas, sendo assim, poupar às crianças os problemas que tenham para resolver e fazer da escola um “fast food” em que quase tudo lhes é dado, sem que haja quem as ensine a pensar, é o mesmo que as pôr a crescer sem que seja preciso que elas percebam, minimamente, como isso se faz. É “embrulhar” o difícil no fácil. E iludi-las com a grandiosidade com que “atrofiam” competências que tinham. Por outras palavras: é o medo dos pais diante de um mundo diferente e o seu excesso de proteção que tornam o regresso às aulas mais difícil para as crianças.

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Ainda assim, comparado o mundo em que os pais cresceram com o mundo ao acesso das crianças, tudo parece, hoje, “à primeira vista”, mais difícil. Porque é mais complexo e exige mais escolhas. Mas, com melhor trabalho, será mais amigo de melhor crescimento. Seja como for, o mundo em que as crianças vivem é parecido, em muitos aspetos, com aquele em que os pais cresceram. É igualmente assimétrico, igualmente demagógico e igualmente ganancioso. É verdade! Talvez porque seja igualmente “costurado” por pessoas. Ainda assim, é mais aberto, e mais acolhedor para quem for honesto, imaginativo e inimitável. Logo, é um mundo de mais oportunidades para aqueles que não forem “produtos normalizados”.
Já em relação à escola, ao contrário da das crianças, a escola dos pais foi, garantidamente, mais injusta. Porque dividia os alunos em inteligentes e em “burros”. Porque ensinava ao abrigo de humilhações e de castigos físicos. E porque muitos professores exerciam um poder discricionário que destroçava crianças.

Hoje, a escola é melhor! E se o regresso às aulas parece muito difícil e quase tumultuoso é porque, para além dos conflitos de agenda, os pais veem a escola à imagem da forma como a viveram. E imaginam o mundo como se o deles tivesse sido “cor de rosa” e o das crianças fosse, invariavelmente, cinzentão. E colocam sobre as aulas a responsabilidade que elas não podem ter. E não exercem, tanto como deviam, o seu direito de comparticipar na escolha da escola, da turma, do professor e de tudo o mais que está para além das próprias aulas. E desvalorizam o brincar, o preguiçar, o conviver ou, simplesmente, o imaginar.

 

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As férias estão a chegar ao fim. Mas se não quer que as crianças se estraguem na relação com a escola não se esqueça, por favor, que:
a) Os pais erram sempre. E isso é bom. Sobretudo se aproveitarem os seus erros para serem pais mais humildes. Sem nunca perder de vista que os piores amigos dos pais são “os bons pais”. Aqueles que querem tanto ser bons que olham mais para os seus desempenhos e para os pais que tiveram, competindo com eles, do que para os próprios filhos.

b) As crianças devem ser escutadas mas não podem decidir pelos pais. Seja a propósito da escola que vão frequentar ou das suas atividades extracurriculares. Aliás, como também não podem ser os técnicos a fazê-lo. Simplesmente porque os pais sabem sempre mais que os filhos. Mas não perca de vista que pais exageradamente cuidadosos são filhos de pais ou excessivamente exigentes ou demasiadamente descuidados.

c) Os pais serão mais atentos se tiverem memória. Ou, melhor, se não fugirem de “conversar” com ela. Dizer aos filhos que os tempos, hoje, são outros, faz com que os pais se sintam com legitimidade para exigirem que a relação dos filhos com a escola seja muito diferente daquela que eles, quando alunos e com a idade que as crianças têm, terão tido com ela. Mas será que os pais faziam todos os trabalhos de casa com agrado? E será que, alguma vez, terão achado as férias grandes ou exageradas? E será que tinham os resultados escolares exemplares que, agora, exigem aos filhos?

d) Todas as crianças são sobredotadas e todas têm necessidades educativas especiais. Ao contrário do que devia ser, a escola acarinha mais as áreas onde as crianças são, aparentemente, “sobredotadas”. E ignora, não identifica ou faz por não reparar nas suas “necessidades educativas especiais”. O que não será razoável é que as boas notas das crianças sejam, unicamente, a todas as disciplinas da escola. Ou a algumas, em particular. Porque as boas notas unicamente às disciplinas da escola — alavancadas com trabalho de pais exagerado, com excesso de explicações e com ateliês de tempos livres que existem para que os trabalhos de casa apareçam feitos, não interessa com que proveito, antes de lá se chegar – são úteis para disfarçar necessidades educativas especiais. Quando as necessidades educativas especiais são as melhores amigas da humildade, da tolerância à frustração e da “capacidade de sofrimento” com as quais se aprende a crescer. Cresce-se melhor quando se aprende a viver com algumas dores, com as experiências de tristeza que “tenham de ser” e, sobretudo, com mais tempo para “digerir” a experiência, para experimentar e para pensar, descobrir e inventar. Começa-se a conhecer quando se reconhece a primeira dificuldade

e) As crianças precisam de duas horas de tempo livre todos os dias! Porque quem brinca aprende melhor.

f) Não compita, através do seu filho, com as notas dos amigos deles. Nem confunda os seus sonhos escolares que não concretizou com projetos para ele. Alunos que não erram são crianças em perigo. Ou seja, só quem foge dos erros é que se desencoraja de aprender. Ainda assim, aprender não é fácil nem rápido. Nem se conquista com pouco trabalho. E, claro, não se aprende sempre com boas notas, sem erros e sem derrotas.

g) Não queira saber tudo acerca da escola, todos os dias. Os pais só precisam de ser atentamente distraídos. Tudo o que for para além disto é exagero.

h) Não transforme o regresso às aulas numa oportunidade para entrar num quadro de excelência só para pais. Também em relação à escola, insista em errar! Porque isso significa que não desiste nunca de aprender.

 

 

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