Mais de 1 bilhão de jovens correm risco de perda auditiva devido à exposição a sons altos

Março 1, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 12 de fevereiro de 2019.

Alerta é da Organização Mundial de Saúde e União Internacional de Telecomunicações; agências publicaram novas diretrizes para combater problema; perda auditiva custa US$ 750 milhões à economia global todos os anos.

Cerca de 1,1 bilhão de pessoas entre os 12 e os 35 anos correm o risco de perda auditiva irreversível devido à exposição a sons altos, como música tocada em seu smartphone.

O alerta é de especialistas da Organização Mundial da Saúde, OMS, e da União Internacional de Telecomunicações, UIT, que publicaram um novo conjunto de diretrizes sobre o tema esta terça-feira em Genebra .

Importância

As recomendações servem para prevenir a surdez e o zumbido, também conhecido por tinido, uma sensação auditiva na ausência de qualquer som exterior.

Entre as sugestões está a inclusão de novas funções para dispositivos de áudio pessoais que controlam o volume e durante quanto tempo as pessoas ouvem música.

Em nota, a agência da ONU explica que a iniciativa é uma tentativa de combater a falta de consciência sobre o que constitui muito barulho. Um em cada dois jovens escuta níveis inseguros de som nos seus dispositivos pessoais. Este uso deve continuar a crescer em todo o mundo.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, disse que um número tão grande de “jovens não deve continuar a prejudicar sua audição quando ouvem música porque existe o conhecimento tecnológico para prevenir essa perda.”

Ghebreyesus afirmou que os jovens “precisam entender que, quando perdem a audição, ela não volta.” No dia 3 de março é marcado o Dia Mundial da Audição.

Recomendações

Em entrevista à ONU News, a especialista da OMS, Shelly Chadha, disse que “mais de 1 bilhão de jovens correm o risco de sofrer perda auditiva simplesmente fazendo o que realmente gostam muito de fazer, ouvir música através de seus fones de ouvido regularmente.”

Chada explicou que, neste momento, não existe nada “sólido, além do instinto, que diga que o que estamos fazendo é certo ou errada e se vai levar ao zumbido ou à perda auditiva dentro de alguns anos.”A especialista disse que isso é como “dirigir em uma estrada sem um velocímetro no carro ou um limite de velocidade.”

Uma das propostas é que os smartphones venham equipados com um sistema que avisa sobre os níveis de som e se os usuários ultrapassam os limites recomendados. Outra opção para a indústria é que permitam que o volume seja controlado pelos pais.

Estas recomendações são o resultado final de dois anos de discussões entre representantes da OMS e UIT, indústria, especialistas de governos, órgãos de consumidores e da sociedade civil.

As diretrizes também propõem que estas novas tecnologias permitam criar perfis individualizados, para que as pessoas consigam saber durante quanto tempo têm usado o dispositivo e se o fizeram de forma segura.

Saúde pública

De acordo com a OMS, mais de uma em cada 20 pessoas, ou 432 milhões de adultos e 34 milhões de crianças, têm uma deficiência auditiva incapacitante que afeta a sua qualidade de vida.

A maioria destes pacientes vive em países pobres e de renda média. Até 2050, mais de 900 bilhões de pessoas terão deficiência auditiva significativa.

A OMS afirma que cerca de metade de todos estes casos podem ser evitados usando medidas de saúde pública. Segundo a agência, a perda auditiva custa US$ 750 milhões à economia global todos os anos.

 

 

Maioria das queixas contra psicólogos vem de disputas pela guarda dos filhos

Julho 21, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 17 de junho de 2016.

Nelson Garrido

Ana Dias Cordeiro

São vários os casos de pais separados que recorrem a psicólogos à revelia do outro para obter vantagens no momento de decidir quem fica com os filhos. Ordem defende que acima de tudo está o interesse da criança.

Com o aumento do número de divórcios em Portugal, pelo menos até há uns anos, tornaram-se igualmente mais frequentes as situações de conflito no momento de decidir quem fica com a guarda dos filhos. Nalgumas situações mais extremas, um pai ou uma mãe podem pedir um relatório a um psicólogo sem o consentimento do ex-cônjuge na esperança de assim conseguir obter vantagens na regulação das responsabilidades parentais.

Assim, quando os psicólogos ouvem e avaliam a criança sem o consentimento de uma das partes, podem estar a ser usados em benefício da outra parte num conflito por vezes agravado por acusações e contra-acusações que, nalguns casos, não são reais.

A Comissão de Ética da Ordem dos Psicólogos (OPP) confirma “a existência de muitos casos deste género”, sendo o contexto de conflito na regulação das responsabilidades parentais “a mais frequente”, ou seja, aquela que motiva mais queixas ao Conselho Jurisdicional da Ordem, diz o presidente da Comissão de Ética da OPP, Miguel Ricou.

Não estão disponíveis números concretos das queixas apresentadas, diz Miguel Ricou, que adianta dados aproximados desde 2009, ano em que a Ordem e o seu Conselho Jurisdicional foram criados.

“A dimensão do problema reflectiu-se em cerca de 25% das queixas relativas a profissionais” desde esse ano e pelo menos até 2013, diz ao PÚBLICO. Nesses cerca de 25% de queixas relacionadas com casos de regulação das responsabilidades parentais, menos de um quarto (23%) resultou numa penalização para o psicólogo, através de processo disciplinar ou repreensão. Nos restantes 77% dos casos, as reclamações foram arquivadas.

Para evitar uma possível tentativa de instrumentalização dos psicólogos neste conflitos e para os alertar para eventuais práticas incorrectas, a Comissão de Ética da OPP aprovou em Janeiro um parecer que esclarece que “o que está em causa na intervenção psicológica é o melhor interesse do cliente” e, neste caso, “o cliente é a criança ou o adolescente” e não o pai ou mãe que procura o psicólogo. O documento refere ainda que “a preocupação do psicólogo deve estar centrada no melhor interesse da criança” e que “a necessidade de consentimento por parte dos representantes deve ter esse valor instrumental, mais do que a preocupação pelo cumprimento das normas legais em vigor”.

“Agendas escondidas”

“O que acontece muitas vezes é não haver vontade de quem contacta o psicólogo de envolver o outro progenitor”, explica Miguel Ricou. “Pensam que assim podem conseguir um relatório adequado às suas pretensões, aquilo que chamamos de ‘agenda escondida’, e que consideramos inadmissível.”

Nos últimos anos, além de queixas de pais e mães, têm chegado perguntas dos próprios profissionais sobre a melhor forma de lidar com a situação em que apenas um dos progenitores se envolve — porque o outro não se mostra disponível ou está a ser afastado. Essa recusa ou indisponibilidade do próprio para ser ouvido ou apresentar o seu consentimento deve constar do relatório. “É fundamental que, nos relatórios, o psicólogo refira isso. Todos estes processos são muito melhores se conseguirem ser geridos com ambos os progenitores”, conclui.

Ambos os progenitores são imprescindíveis, realça a psicóloga clínica e psicanalista Conceição Tavares de Almeida. “O que é perigoso é levantar a questão de que se pode prescindir de um deles. O que é perigoso é não aceitar a diferença e a complementaridade”, diz Conceição Almeida, que é também assessora para a Infância e Adolescência do Programa Nacional para a Saúde Mental da Direcção-Geral da Saúde.

O debate sobre o género e as mudanças na família tradicional “colocaram novas exigências ao papel dos profissionais”, acrescenta a especialista, que salienta a importância da formação de juízes, psicólogos e profissionais da Segurança Social que, por vezes, se deparam com queixas. “Os pais agora reivindicam um papel mais activo e a guarda partilhada” em contexto de divórcio. “Surgiu uma figura social que é a alienação parental que decorre do movimento de pais, juristas e juízes que acham que há mulheres que afastam os filhos do contacto com os pais, alegando abusos ou um comportamento violento. Da mesma forma se incorre no risco de não se avaliar bem as situações.”

E acrescenta: “Alguns juízes e profissionais da Segurança Social consideram que, sempre que há uma queixa num contexto de alienação parental, ela é fictícia. E por vezes não é. É necessário fazer-se uma investigação mais rigorosa, não tirar conclusões precipitadas sobre o carácter das mães e cruzar os processos que correm nos tribunais de família e nos tribunais criminais”, defende.

Não havendo esse cruzamento entre processos paralelos, podem surgir situações em que os pais continuam a poder estar com os filhos mesmo tendo sido condenados por violência doméstica ou pais que, devido a denúncias falsas, vêem limitado o contacto com as crianças.

“No interesse da criança, deve sempre falar-se com ambos para haver uma avaliação imparcial e um trabalho sobre o papel de cada um”, continua Conceição Tavares de Almeida. É essa ideia — de que “ambos os progenitores têm a mesma importância, embora com papéis diferentes” — que transmite nas acções de formação ou de supervisão que coordena. “Se o psicólogo não tenta ultrapassar a clivagem, corre o risco de não estar a ser honesto. O efeito perverso disso é haver, em casos extremos, o psicólogo do pai e o psicólogo da mãe.”

Na sua actividade, o que tem conseguido “é que os pais se ponham de acordo”, recusando as situações em que não há consentimento informado. Se assim não for, existe “o risco para os filhos de serem usados nestes conflitos e terem conflitos de lealdade [para com os pais], o que pode ter efeitos terríveis no seu desenvolvimento emocional e na consolidação da sua identidade.”

Sobre a posição dos profissionais, conclui: “Formalmente, toda a gente concorda” que os dois progenitores sejam ouvidos. “A questão é saber porque é que, na prática, nem sempre [isso] se executa.”

 O parecer citado na notícia é o seguinte:

Parecer 39 CEOPP/2015 Sobre intervenção psicológica com menores sem autorização de ambos os Progenitores ou representantes legais

 

 

 

5 competências que deve desenvolver com o seu filhos de 4 anos

Março 28, 2015 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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texto do site http://uptolisbonkids.com  de 2 de março de 2015.

Não é segredo nenhum que todos os pais querem que os filhos tenham um futuro promissor e que acreditam que isso passa por um bom desempenho escolar. Como reflexo da competitividade existente, hoje em dia, no mundo laboral, os pais projetam os seus receios e frustrações na criança e, na expectativa de aumentar as probabilidades de criar adultos bem sucedidos, muitos caiem na rasteira de ensinar os seus filhos a ler ou a realizar estratégias de cálculo aos 4 anos, acabando por ficar esquecido o que realmente é importante que uma criança dessa idade aprenda. A pensar nesta questão, deixo aqui 5 competências que pode e deve trabalhar com o seu filho no pré-escolar, para que tenha uma entrada na escola tão confortável, tranquila e produtiva quanto possível.

MOTRICIDADE FINA

A Motricidade fina é a capacidade de executar movimentos precisos das mãos e dedos com controlo e destreza. É uma das competências chave a ser desenvolvida desde tenra idade pois o seu desenvolvimento possibilita, à posteriori, bons resultados no desenvolvimento da aquisição da escrita. Normalmente, aprender a escrever é associado a uma atividade mental, quando na realidade é uma atividade bastante física. O cérebro da criança pode perceber o conceito de escrita, mas se a motricidade fina não estiver suficientemente desenvolvida  terá muita dificuldade em desenhar as letras. Ensinar o seu filho a pegar corretamente numa caneta e fazer uso dela, pode dar uma vantagem significativa no inicio da escola.

Como trabalhar a motricidade fina?

Rasgar, recortar por uma linha, pintar sem sair dos riscos e fazer plasticina, são algumas das atividades que ajudam a desenvolver a motricidade fina. Quanto mais pequenos/curtos forem os movimentos, mais difícil será. Por isso, pode, por exemplo, pedir ao seu filho que faça um animal em plasticina. A seguir, a cama do animal, e depois a comida. O seu filho acabará por enrolar entre os dedos pequenas quantidades de plasticina aumentando com este exercício a destreza e os movimentos finos.

ESCUTA ATIVA

Uma das coisas mais difíceis que as crianças precisam de aprender é como escutar ativamente, ou seja, saber estar a ouvir. Devido ao avanço da tecnologia, hoje em dia as crianças são muito impacientes, pois estão habituadas a ter respostas de acesso fácil e rápido às questões que lhes aparecem. Por isso, quando estão sentadas numa sala a “ter que” ouvir um professor a falar, não é fácil para elas. Há uma grande probabilidade que se desconcentrem ates de ouvir o fim à primeira frase e entrem no mundo da lua.  Os conceitos básicos para saber ouvir são fazer contato com os olhos, não interromper e usar perguntas para esclarecer informações.

Como trabalhar a escuta ativa?

O primeiro e mais importante passo é saber ouvi-los também. As crianças, especialmente em idade de crescimento imitam tudo o que os pais fazem. Por isso, se for dada à criança a devida atenção enquanto fala, também ela responderá da mesma maneira. Conversar com eles e habituá-los a trocar impressões sobre os vossos dias. Contar histórias, com o livro virado para a criança, e dar espaço a que façam perguntas para garantir que perceberam e ouviram todo o conto.

Ler também Saber ouvir

CRIATIVIDADE

Ser criativo não é só ser artista e fazer obras de arte. A criatividade tem a ver com a capacidade de conseguir interligar, saber relacionar conceitos. e gerar ideias novas e exprimir-se de uma fora original. É essencialmente, dar asas à imaginação e conseguir pensar fora da caixa. Estimular a criatividade nas crianças, é dar-lhes uma ferramenta valiosa para a vida.

Como estimular a criatividade?

Através da  brincadeira. Brincar ao faz de conta, em que a criança finge ser outra personagem qualquer, de preferência criada por ela, de forma a trabalhar melhor os detalhes da mesma e obrigando a um maior estímulo do imaginário. Imaginar cenários nas brincadeiras: “Agora aqui era a cozinha e esta era a mesa de refeições”. Utilizar acessórios e roupas para brincar, mascarar-se. Jogar à mímica. Através do desenho. Brincar ao jogo “Acaba o desenho que comecei”, fazendo um rabisco aleatório que a criança tem de transformar num desenho; Fazer desenho livre, pinturas. Fazendo modelagem com plasticina ou barro. Criando os materiais que precisam em casa nomeadamente as plasticinas e tintas caseiras. Contar histórias e pedir-lhes que inventem um fim diferente. No fundo tudo o que se traduza em criação, originalidade, fantasia e imaginação será um bom mote para estimular esta competência.

CONCENTRAÇÂO

O excesso de estímulos a que as crianças estão sujeitas diariamente resultam numa fraca concentração para tudo o que requeira mais de 5 minutos parados a realizar uma tarefa. No entanto, desenvolver esta competência com peso e medida é não só uma mais valia a nível escolar, como a nível pessoal. Uma criança concentrada é mais calma, mais bem estruturada e capaz de aprender de forma fluída e sem grande esforço.

Como estimular a concentração?

Através de Jogos. Jogos com outras crianças, nomeadamente jogos de tabuleiro, que envolvam estratégias de raciocínio dão à criança a oportunidade de explorar o problema proposto de forma planeada, sistemática e ordenada. Puzzels, dominós e jogos de memória. Legos e jogos de construção. Jogos ao livre, nomeadamente o jogo da macaca, que não requer recursos quase nenhuns e exige coordenação motora, socialização, e ajuda no desenvolvimento de tolerância à frustração bem como, contato com limites e regras. Estes jogos ajudam a criança a agir de forma pensada e não impulsiva. Ouvir histórias ou um desporto de equipa são outras actividades que estimulam a concentração.

ORGANIZAÇÃO

Habituar uma criança a ser organizada desde muito cedo, trará não só benefícios a nível escolar como dará estabilidade emocional à criança. Porquê? Porque os nossos filhos sentem-se seguros na organização. As crianças gostam de saber o que vai acontecer a seguir. Quando uma criança sabe que  vai dormir a determinada hora,  já entra no “modo desligar” à medida que o horário se aproxima. A organização e as rotinas são um elemento fulcral para o bem estar de uma criança.A organização do seu espaço, ajuda-a a criar hábitos para que não se sinta destabilizada e assoberbada quando entrar para a escola. Ter uma secretária arrumada e com espaço para o material, nomeadamente as folhas, canetas, lápis, etc, é meio caminho andado para que a criança se habitua a trabalhar e a arrumar esse espaço, facilitando mais tarde a aquisição de hábitos de estudo.

Como trabalhar a organização?

Em primeiro lugar, através das rotinas de família. Ter a rotina de refeições e sonos bem definida é essencial para que a criança sinta necessidade de também ser organizada. Criar sistemas de caixas, por exemplo, para organizar os brinquedos, e insistir para que os arrume sempre após a brincadeira. Pode colar etiquetas com desenhos, ou nomes escritos: embora não saiba ler, a capacidade de uma criança decorar um nome é como decorar um símbolo. O mesmo em relação ao material escolar, quando acaba de pintar, arrumar os lápis para saber onde estão quando precisar deles.

 

 

Jovens e Headphones: é melhor prevenir do que não ouvir

Setembro 6, 2014 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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texto do site http://saude.sapo.pt/

saúde sapo

Uma relação assustadora

A perda auditiva é um problema que afeta mais de 500 milhões de pessoas em todo o mundo e as previsões são para, nos próximos anos, se acentue ainda mais devido ao envelhecimento da população e à poluição sonora. Embora a perda de audição surja muitas vezes como uma consequência “natural” associada ao envelhecimento, de acordo com estimativas da Comissão Europeia, bastarão poucos anos para que cerca de 10 milhões de jovens europeus corram sérios riscos de vir a sofrer perda auditiva precoce e irreversível devido à exposição elevada à poluição sonora. Um estudo desenvolvido e publicado recentemente pelo New York City Department of Health é apenas um dos muitos que corroboram estas previsões. Segundo os investigadores envolvidos, um em cada quatro jovens entre os 18 e os 44 anos que usam frequentemente headphones sofre de perda auditiva. Os investigadores defendem ainda que os jovens que usam frequentemente headphones e, que estão expostos durante longos períodos a um nível de ruído intenso e com elevado número de decibéis devem preparar-se para consequências futuras, como zumbido ou redução da qualidade auditiva. A probabilidade de perda auditiva duplica para este grupo em comparação a jovens que não fazem uso recorrente deste tipo de aparelhos.

A alteração do estilo e hábitos de vida contribuem para que a perda auditiva seja um problema cada vez mais comum, principalmente nas camadas mais jovens: sempre de headphones nos ouvidos, arriscam-se a prejudicar a audição e, muitas vezes, sem se aperceberem disso! É verdade que a música sempre teve uma grande importância crucial na vida das pessoas – devido à sua capacidade de alterar a disposição e humor de qualquer um – mas os erros cometidos através de uma má utilização dos headphones podem ser bastante prejudiciais para a saúde: ouvir música num volume mais elevado pode não ser grave se tal se verificar apenas por um período breve; o mais grave é fazê-lo constantemente, algo que se verifica junto das camadas mais jovens. 23% dos participantes envolvidos no estudo anteriormente comentado admitiram ouvir música constantemente num volume muito elevado, ao longo de pelo menos cinco dias por semana e durante quatro horas consecutivas. Os nossos ouvidos aguentam uma intensidade sonora de até 75 dB sem sofrer danos, por isso é muito importante conhecer a potência do aparelho que utilizamos e ter em atenção outros pormenores, como é o caso do download de musicas provenientes da Internet: é normal que estas apresentem volumes diferentes e nestes casos, o mais acertado é ajustar o volume. Alguns aparelhos possuem uma opção para fazer este ajuste automaticamente de forma a não prejudicar os ouvidos dos utilizados. Ouvir música a um nível igual ou superior a 100 db durante 15 minutos é o suficiente para começar a perder audição, portanto quanto maior for a intensidade, menor é o tempo que podemos ficar expostos sem sofrer as consequências mais tarde.

O culto pela música e os avanços tecnológicos fazem com que a potencial surdez entre os jovens seja considerada, atualmente, um problema de dimensões preocupantes e que implica graves consequência num futuro próximo, daí ser muito importante sensibilizar as novas gerações para esta condição. Caso nada seja feito para incutir a prevenção da saúde auditiva, incorremos na possibilidade de, dentro de alguns anos, termos toda uma geração de jovens adultos com graves problemas de audição. O número de pedidos de ajuda especializada tem vindo mesmo a aumentar nos últimos anos pois os níveis de audição dos jovens equivalem, em grande parte dos casos, a um défice auditivo geralmente registado em pessoas com mais de 60 anos de idade. Sintomas como ouvir zumbidos, aumentar o volume da televisão ou pedir para constantemente para que as pessoas repitam as conversas em ambientes pouco ruidosos podem ser indicadores de perda auditiva. Se estes indicadores forem frequentes, é muito importante que o jovem faça um exame à sua saúde auditiva de forma a perceber qual a solução ou tratamento mais adequado ao seu problema, evitando que o seu estado se agrave ou até possa interferir com a sua saúde em geral.

Basta um pequeno gesto para evitar grandes consequências: baixar o volume! Pedro Paiva

Audiologista da MiniSom

 

 

 

 


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