Premiado baralho de cartas que ensina a ler

Julho 13, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 5 de julho de 2018.

Rafaela Batista

É um baralho composto por 26 cartas e já ensinou mais de 2800 crianças (e também adultos) a ler e escrever em Portugal. Cada carta tem uma letra do alfabeto e combina quatro formas de comunicação: a gráfica, o braille, a língua gestual portuguesa e o alfabeto fonético. Recebe esta quinta-feira um prémio em Responsabilidade Social, no valor de 10 mil euros.

O baralho EKUI (Equidade Knowledge Universalidade Inclusão) é uma metodologia de alfabetização e reabilitação inclusiva, única em Portugal e no mundo. Foi criado em 2015 por Celmira Macedo, professora do ensino especial de Bragança. Pretende desenvolver a linguagem e a comunicação, competências de literacia, a imaginação e a criatividade, as capacidades psicomotoras; o pensamento crítico; atitudes inclusivas e a inteligência social e emocional em pessoas com mais dificuldades.

Segundo dados do EKUI, este método é utilizado em 302 escolas, espalhadas por 36 concelhos do país e mais de 2.800 crianças já foram alfabetizadas com recurso a este projeto. O objetivo principal é mostrar que as crianças com necessidades educativas não precisam de sair da sala de aula, onde estão os seus colegas, e serem ensinadas à parte.

Mas o EKUI não se limita a crianças: é também usado por adultos portadores de deficiência. No total já mais de 37.000 pessoas beneficiaram deste projeto que promove a educação e a comunicação, através de diferentes atividades, como formação de professores, terapeutas e educadores e rastreios nas escolas. Para dar continuidade ao projeto, a Associação Leque pretende desenvolver uma app e tutoriais digitais, com o objetivo de aumentar o impacto social e chegar a um maior número de pessoas.

O projeto é o vencedor da 6.ª Edição do Prémio Maria José Nogueira Pinto em Responsabilidade Social, por ser aquele que mais corresponde ao conceito “socialmente responsável na comunidade em que nos inserimos”, defendido por Maria José Nogueira Pinto, justificou o júri. O prémio contou com um número recorde de candidaturas, num total de 125 projetos inovadores, provenientes de instituições privadas de solidariedade social de vários pontos do país.

O prémio é de 10 mil euros para o Grande Vencedor e mil euros para cada uma das Menções Honrosas. Este ano foram atribuídas quatro:a “Equipa de Recados”, da Associação Juvenil para o Desenvolvimento (AJUDE); “EIS – Empreendedorismo e Inovação Social (CSM)”, da Associação para a Recuperação de Cidadãos Inadaptados da Lousã (ARCIL); “Entre Pares”, da Obra Social das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor; e “Bem – Humanizar Equipa Domiciliária de Cuidados Paliativos”, da Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez.

Instituído em 2012 pela MSD (Merck Sharp and Dohme ), o prémio pretende distinguir o trabalho desenvolvido por pessoas, individuais ou coletivas, que se tenham destacado no contexto da responsabilidade social.

O Júri é presidido por Maria de Belém Roseira e composto por mais seis personalidades: Anacoreta Correia, Clara Carneiro, Isabel Saraiva, Vítor Feytor Pinto, Jaime Nogueira Pinto e Pedro Marques, em representação da MSD.

 

mais informações no link:

https://ekui.pt/

 

Um baralho de cartas para crianças especiais

Março 20, 2016 às 5:49 pm | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do http://p3.publico.pt de 8 de março de 2016.

ekui

EKUI Cards é um baralho de cartas que ensina o alfabeto a crianças com e sem necessidades especiais, criando assim um mundo onde a inclusão social é uma realidade

Texto de Catarina Corte-Real

O alfabeto fonético, o convencional, a lingua gestual e o braille. E se todos conseguíssemos comunicar através destes códigos? É esse o objectivo das cartas EKUI, um projecto desenvolvido pela Associação Leque e criado por Celmira Macedo que idealizou um material didáctico com uma estratégia de alfabetização inclusiva, onde todas as pessoas podem comunicar de forma universal e que ensina as crianças a comunicar com todos, independentemente da sua limitação física ou cognitiva.

Estes cartões, explica Celmira Macedo, “podem ser dinamizados em contexto escolar, o que traz vantagens ao nível da aprendizagem das crianças no seu primeiro contacto com o alfabeto”. “Ajuda-as a memorizarem mais rápido as letras do alfabeto português, a clarificar e a evitar as confusões gráficas comuns. É também uma ferramenta intuitiva para os professores e melhora a aquisição de competências de crianças com necessidades especiais.”

Para além da componente didáctica, as cartas EKUI têm também uma forte componente lúdica, como por exemplo o dominó, no qual todos podem jogar independentemente das limitações ou incapacidades que tenham.

O baralho de cartas é produzido e embalado em Portugal. Esta linha de produção, chamada Oficina da Produtividade, foi concebida para incluir pessoas com necessidades especiais no mercado de trabalho. A poupança nos custos de produção e os lucros revertem a favor dos utentes da associação – quem trabalha a embalar as cartas não paga, por exemplo, as aulas de terapia da fala.

Até ao momento as cartas EKUI estão disponíveis em duas salas do pré-escolar em Alfândega da Fé e Vila Nova de Famalicão e em 32 escolas de Vila NOva de Gaia. Este produto não só está apenas desenhado para crianças como também para adultos em processo de reabilitação que, por exemplo , tenham sofrido um AVC.

 Cada unidade custa 13,99 euros e pode ser adquirida online.

 Com o apoio da Fundação EDP, da Montepio, da Missão Sorriso e do municípios de Alfandega da Fé, as cartas EKUI querem chegar a escolas de todo país e tornar a inclusão social uma realidade e não uma ideia utópica. 

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