7.000 recém-nascidos morrem todos os dias, apesar da redução constante da mortalidade de menores de cinco anos, diz um novo relatório

Outubro 21, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da http://www.unicef.pt/ de 19 de outubro de 2017.

7.000 recém-nascidos morrem todos os dias, apesar da redução constante da mortalidade de menores de cinco anos, diz um novo relatório

Mantendo-se as tendências actuais, 30 milhões de recém-nascidos morrerão nos primeiros 28 dias de vida entre 2017 e 2030

NOVA IORQUE/GENEBRA/WASHINGTON DC, 19 de Outubro de 2017 – Todos os dias em 2016, 15.000 crianças morreram antes do seu quinto aniversário, das quais 46% – isto é, 7.000 bebés – morreram nos primeiros 28 dias de vida, segundo um novo relatório das Nações Unidas.

Levels and Trends in Child Mortality (Níveis e tendências na mortalidade infantil 2017) revela que apesar do número de crianças que morrem antes de completar os cinco anos nunca ter sido tão baixo – 5,6 milhões em 2016, comparando com 9.9 milhões em 2000 – a proporção de mortes nos primeiros 28 dias de vida aumentou de 41% para 46% no mesmo espaço de tempo.

“As vidas de 50 milhões de crianças com menos de cinco anos foram salvas desde 2000, o que atesta o sério compromisso feito pelos governos e parceiros para o desenvolvimento, para pôr fim às mortes evitáveis de crianças”, afirmou Stefan Swartling Peterson, chefe de saúde da UNICEF. “Mas se não fizermos mais para impedir que bebés morram no dia em que nascem, ou nos dias posteriores, este progresso permanecerá incompleto. Dispomos do conhecimento e da tecnologia necessários – apenas precisamos de os fazer chegar às regiões onde são mais precisos.”

Mantendo-se as tendências actuais, 60 milhões de crianças morrerão antes do seu quinto aniversário entre 2017 e 2030, metade das quais serão recém-nascidos, segundo o relatório publicado pela UNICEF, a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Banco Mundial e a Divisão de População do Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas (UNDESA) – que compõem o Grupo Interinstitucional sobre a Estimativa da Mortalidade em Crianças (Inter-agency Group for Child Mortality Estimation [UG-IME]).

A maioria das mortes de recém-nascidos ocorreram em duas regiões: Ásia meridional (39%) e África subsariana (38%). Cinco países contabilizaram metade de todas as mortes de recém-nascidos: Índia (24%), Paquistão (10%), Nigéria (9%), República Democrática do Congo (4%) e Etiópia (3%).

“Para alcançarmos uma cobertura universal de saúde e garantir que mais recém-nascidos sobrevivam e prosperem, devemos chegar às famílias marginalizadas”, afirma a Dra. Flavia Bustreo, Directora-Geral Adjunta para Saúde da Família, da Mulher e da Criança na OMS. “Para evitar doenças, as famílias precisam de meios financeiros, que as suas vozes sejam ouvidas e de ter acesso a cuidados de qualidade. Melhorar a qualidade dos serviços e a resposta atempada durante e após o nascimento devem ser prioritários.”

De acordo com o relatório, muitas vidas podem ser salvas mediante a redução das desigualdades no mundo. Se todos os países tivessem alcançado a taxa média de mortalidade dos países de elevado rendimento, 87% das mortes de crianças menores de cinco anos poderiam ter sido evitadas e quase 5 milhões de vidas poderiam ter sido salvas em 2016.

“Em 2017, é impensável que a gravidez e o parto continuem a colocar a vida das mulheres em risco e que 7.000 recém-nascidos continuem a morrer todos os dias”, afirma Tim Evans, Director Sénior da Saúde, Nutrição e População no Grupo do Banco Mundial. “A melhor forma de medir o sucesso da cobertura universal de saúde não consiste apenas na facilidade do acesso de todas as mães aos cuidados de saúde, mas também pela qualidade do atendimento e pelo baixo custo dos serviços, para que possam garantir uma vida saudável e produtiva aos seus filhos e à sua família. Estamos empenhados em aumentar o nosso  financiamento para responder às necessidades dos países nesta área, nomeadamente através de projectos inovadores como o Mecanismo de Financiamento Mundial.”

A pneumonia e a diarreia estão no topo da lista de doenças infecciosas que custaram a vida a milhões de crianças com menos de cinco anos em todo o mundo, tendo causado 16% e 8% dessas mortes, respectivamente. As complicações relacionadas com o parto prematuro e as complicações durante o trabalho de parto ou nascimento foram responsáveis por 30% das mortes neonatais em 2016. Além dos 5,6 milhões de mortes de crianças menores de cinco anos, registam-se ainda 2,6 milhões casos de nados-mortos por ano, a maioria dos quais evitável.

Podemos pôr fim às mortes infantis evitáveis mediante a melhoria do acesso a profissionais de saúde qualificados durante a gravidez e no momento do parto; e do acesso a intervenções que salvam vidas, como a vacinação, o aleitamento materno e medicamentos de baixo custo, bem como acesso a água e saneamento, que estão actualmente fora do alcance das comunidades mais pobres do mundo.

Pela primeira vez, foram incluídos no relatório os dados sobre a mortalidade de crianças entre 5 e 14 anos, destacando outras causas de morte, como acidentes e lesões. Quase um milhão de crianças entre 5 e 14 anos morreram em 2016.

“Este novo relatório destaca os notáveis progressos alcançados desde 2000 na redução da taxa de mortalidade dos menores de cinco anos”, disse o Sr. Zhenmin Liu, Secretário-Geral Adjunto da ONU para Assuntos Económicos e Sociais. “Apesar destes progressos, continuam a registar-se grandes desigualdades na sobrevivência infantil entre regiões e países, particularmente na África subsariana. No entanto, intervenções simples e económicas, realizadas antes, durante e imediatamente após o nascimento, são suficientes para evitar muitas das mortes que ocorrem. Reduzir as desigualdades e ajudar os recém-nascidos, as crianças e as mães mais vulneráveis é essencial se quisermos alcançar o Objectivo de Desenvolvimento Sustentável de pôr fim às mortes evitáveis e assegurar que ninguém fica para trás. ”

O relatório também destaca que:

  • Na África subsariana, estima-se que uma em cada 36 crianças morre durante o primeiro mês de vida, enquanto nos países de rendimento elevado o rácio é de 1 em cada 333;
  • A menos que o progresso seja acelerado, mais de 60 países não cumprirão o Objectivo de Desenvolvimento Sustentável de pôr fim às mortes evitáveis de recém-nascidos em 2030, e metade destes não atingirão a meta de 12 mortes por cada 1.000 nascidos vivos até 2050. Mais de 80% das mortes neonatais em 2016 ocorreram nesses países.

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Acerca do Grupo Interinstitucional sobre a Estimativa da Mortalidade Infantil (Inter-agency Group for Child Mortality Estimation [UG-IME])

O UN-IGME foi criado em 2004 com o objectivo de partilhar dados sobre a mortalidade infantil, uniformizar estimativas dentro do sistema das Nações Unidas, melhorar os métodos para as estimativas de relatórios sobre a mortalidade infantil sobre progressos alcançados em matéria de sobrevivência infantil, e fortalecer as capacidades dos países no que diz respeito à produção de estimativas atempadas e devidamente levantadas sobre mortalidade infantil.

O UN-IGME é liderado pela UNICEF e inclui a Organização Mundial da Saúde, o Grupo do Banco Mundial e a Divisão de População do Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas. Para mais informação, por favor visite http://www.childmortality.org

 

 

Relatório PISA coloca asiáticos no lugar do melhor aluno

Dezembro 14, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do http://pt.euronews.com/ de 6 de dezembro de 2016.

 

Os estudantes asiáticos ocupam o lugar do melhor aluno nos testes PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) deste ano.

O resultado da avaliação aos conhecimentos científicos de alunos de 15 anos de mais de 72 países, coloca na linha da frente estados como Singapura, Japão ou Estónia.

Uma das responsáveis do estudo, organizado pela OCDE, revela as razões do sucesso dos jovens “tigres asiáticos”.

“É uma combinação de fatores. Penso que o mais importante é que fixam um padrão elevado de ambições em termos do que os estudantes podem fazer. Eles concentram os recursos e os esforços não apenas na escola mas também nas famílias, no investimento em educação de alta qualidade. E mais importante, eles investem bastante nos seus professores”.

Com um resultado de 501 pontos, acima da média da OCDE, os alunos portugueses estão ainda longe de Singapura, com 556 pontos.

O estudo deste ano sublinha ainda a falta de integração das novas ferramentas tecnológicas em alguns sistemas de ensino.

“Esta falha é antes de mais uma chamada de atenção aos sistemas educativos para que tirem vantagem de todas estas tecnologias para tentar de melhorar o ensino das ciências. E também para tentarem transmitir não apenas uma mensagem, ou ensinar e transmitir o conhecimento relativo ao pensamento científico, mas também para que possam desenvolver a curiosidade das crianças para que possam mais tarde enveredar por esta carreira”, afirma Gabriela Ramos da OCDE.

O relatório sublinha ainda o progresso de países como Portugal na área da ciência nos últimos nove anos e evoca uma taxa nacional de retenção no percurso escolar de 30%, quase três vezes superior à média dos países da OCDE.

 

 

 

Breaking the silence on violence against indigenous girls, adolescents and young women

Maio 31, 2013 às 1:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Descarregar o relatório Aqui

Disciplina y cálculo orientales para mejorar en matemáticas

Abril 12, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do El Pais de 31 de Março de 2013.

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Unos 35.000 niños practican métodos de lógica con los que los asiáticos arrasan en las pruebas de PISA

Elisa Silió

Corea del Sur desplazó a Finlandia en el liderazgo de las evaluaciones del último Informe PISA gracias a la atención cuidadosa a los alumnos destacados y a la cantidad de horas extra que echan sus alumnos. Y no es el único rincón de Asia a la cabeza. Shanghái es la campeona mundial en comprensión escrita y los orientales no tienen rival posible en cultura matemática. Hasta el punto de que el 25% de los alumnos de Shanghái fue capaz de resolver en PISA un tipo de problema matemático complejo. El mismo solo fue resuelto por un 3% de los de la OCDE. Se entiende pues la expansión imparable en España de métodos del Lejano Oriente que agilizan el cálculo mental y desarrollan los dos lados del cerebro. Unos 35.000 españoles practican ya esos sistemas en sus colegios o en academias. Su precio, entre 40 y 70 euros, no parece frenar a las familias

El informe Los paradigmas de la educación matemática para el siglo XXI, elaborado por grandes expertos internacionales, expresa que sus grandes resultados no se deben tanto a factores culturales “como al nivel de disciplina y concentración de los alumnos y el trabajo que realiza después de clase”. Eso explica que estos métodos importados por España exijan un seguimiento de un tutor dos días a la semana y que el niño dedique de diez minutos a media hora diaria —incluidas las vacaciones— a ejercitarse. Hay que armarse de paciencia y, ojo, los resultados no son inmediatos de cara a un examen sino a medio plazo, uno o dos años. Se vuelve a la “valorización de la cultura del esfuerzo” que echa en falta la Academia de Ciencias Exactas, que no hace mucho lamentaba el “deterioro progresivo y acentuado de la formación científica en los niveles primario y secundario”. Los estudiantes españoles sacaron una media de 483 puntos en la prueba PISA de matemáticas, cuando la media de la OCDE fue de 496.

El primer método en llegar fue el Kumon, hoy con 20.000 alumnos en España y 229 centros, que comenzó su expansión en 1991. El programa, dividido en 21 niveles para matemáticas y 27 para la lectura, nació en 1954 en Japón, de la mano de Toru Kumon, que creo el sistema para que su hijo fuese capaz de dominar conceptos del temario de cursos superiores. En su país el material didáctico se lanzó en 1981 y hoy día lo estudian cuatro millones de personas en el Mundo. El método arranca con letras, números y líneas, prosigue con las cuatro operaciones fundamentales de aritmética y concluye con el cálculo diferencial e integral. “La habilidad permite desarrollar el pensamiento y la creatividad. Hay mucha gente que cree que esta surge de repente”, afirmaba Kumon a EL PAÍS en 1990. Justamente la creatividad es uno de los puntos flacos del asiático, tachados de poco imaginativo e independiente.

El estudiante de Kumon realiza de tres a cinco hojas de cálculo diarias —se empieza con unas muy fáciles para que coja confianza— que su instructor corrige. “Hasta hace siete años nos expandíamos por colegios, pero era algo absurdo si se quería abrir academias. Así que solo mantenemos los colegios que confiaron en nosotros. Cada vez hay más competencia, pero con el boca a oreja y nuestra calidad la cosa funciona”, explica Antonio Campoy, su director de coordinación.

La política de Aloha METAL Arithmetic, un sistema que surgió en Malasia en 1993, es la contraria. El 90% de sus 7.500 alumnos recibe clase en una de las 400 escuelas en las que se han implantado. Arrancaron en Mallorca en 2009 con 200 niños de cinco a 13 años —Kumon se practica desde dos— y su idea es llegar a 13.000 cuando se establezcan en todo el territorio. “Pese a la crisis está siendo fácil. La gente quiere probar nuevos negocios —el requisito es que sean profesionales de la educación— y los padres incluso aunque estén los dos en paro hacen el esfuerzo de matricularlos”, cuenta Toni Palos, su director de expansión. Al finalizar, pueden realizar cálculos de hasta diecisiete dígitos sin un lápiz porque han interiorizado el cálculo con el ábaco japonés con el que al principio trastean físicamente. Según la organización, el programa mejora también la memoria fotográfica o la orientación espacial. Aloha organiza también concursos a los que acuden miles de niños. “ No es una competición, sino un juego más dentro de un gran plan de actividades”, prosigue Palos.

En este sistema malayo se basa también UCMAS, radicado en Mallorca desde 2008 y con 8.000 alumnos inscritos. ¿La razón del éxito? “Cualquier centro busca diferenciarse de la competencia. En los años 90 lo hacían por medio del inglés, en el 2000 a través de las nuevas tecnologías

El uso del ábaco es usual en el colegio público Miguel Hernández de Badadona y no es casualidad. En un centro que es un Babel de una quincena de nacionalidades, el alto nivel de sus alumnos chinos -ocho puntos por encima de la media catalana en PISA- nunca ha pasado desapercibido y hace cuatro años se hermanaron con la Escuela Experimental de Qintiang. Intercambian experiencias y de paso sus alumnos orientales no pierden del todo el vínculo con sus países de origen.

Una minoría del alumnado de Kumon son opositores que han perdido el hábito de estudio y pretenden recuperar la capacidad de concentrarse y jubilados dispuestos a agilizar su mente. Mientras Aloha recibe ofertas para llegar a centros de enfermos de Alzheimer. La idea les tienta, pero tendrá que esperar.

ninos

Proyectos nacionales

No todo es made in Asia. Un programa online español se abre paso con fuerza: Smartick. Autodidacta, adapta su dificultad al rendimiento del alumno ese día. Detrás está el ingeniero Daniel González de la Vega, convencido de que hay que poner freno a los calamitosos resultados en matemáticas en PIS combinando los sistemas de aprendizaje clásicos con la última tecnología en las tabletas. El resultado es una página en el que trabajan desde 2009 15 personas y que se actualiza cada cinco semanas.

En su programa piloto participaron niños de 35 colegios madrileños de todos los estratos sociales e inteligencias. Un muestreo tan rico que les ha orientado a la hora de desarrollar nuevas ideas. El programa corrige los ejercicios, pero el profesor o el padre recibe cada día un informe del avance del niño. Ahora Smartick, que se puede practicar a título individual o como extraescolar, se está aplicando dentro del currículo de tres colegios públicos. Según sus datos, en tres meses el 94% de los alumnos —ya lo han probado 4.000— mejoró su capacidad de cálculo y el 70% incrementó su nota de matemáticas.

En el colegio Montserrat de Barcelona se dieron cuenta que sus alumnos percibían los números como algo abstracto y poco útil para su vida. Por eso han creado un programa,con el que se aprenden los diferentes conceptos matemáticos a partir de la manipulación, la observación y la experimentación.

Mais de metade dos portugueses com mais de 15 anos são inactivos

Julho 26, 2012 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 19 de Julho de 2012.

Resumos dos estudos:

The Lancet publishes a Series on physical activity

Por Andrea Cunha Freitas

Em Portugal, 51% das pessoas com mais de 15 anos (homens e mulheres) não cumprem os critérios de actividade física recomendada pelos especialistas, segundo a revista científica The Lancet, que divulgou ontem uma série de trabalhos sobre a actividade física em todo o mundo.

A lista de 122 países analisados tem uma média de 31,1% neste indicador de saúde e é o resultado de um dos cinco projectos apresentados pela The Lancet. A revista quis aproveitar a realização dos Jogos Olímpicos, que arrancam dentro de poucos dias em Londres, para um alerta global sobre a importância da actividade física.

Os vários trabalhos e comentários publicados ontem na edição online da The Lancet fornecem uma série de dados sobre a actividade física e, entre outros objectivos, quer ajudar a tornar os programas de prevenção de doenças não transmissíveis mais eficazes. O projecto liderado por Pedro Hallal, da Universidade Federal de Pelotas, no Brasil, é o que apresenta dados facilmente comparáveis sobre os vários países estudados. Assim, segundo este artigo, 54,4% das mulheres e 47,5% dos homens portugueses com mais de 15 anos estão classificados como fisicamente inactivos. O critério usado para esta conclusão apoia-se nas “doses recomendadas” de actividade física que apontam para caminhadas de pelo menos 30 minutos num mínimo de cinco vezes por semana ou praticar exercício mais intenso durante 20 minutos e três vezes por semana.

Os especialistas avaliaram o mesmo campo nos rapazes e raparigas com idades entre 13 e 15 anos e chegaram a um resultado global que aponta para que quatro em cada cinco adolescentes não são suficientemente activos. E também aqui Portugal sai mal na fotografia, principalmente as raparigas. De acordo com o mapa apresentado, em Portugal entre 80% a 90% dos rapazes e mais de 90% das raparigas nestas idades não estão a conseguir cumprir 60 minutos de actividade física (moderada ou intensa) por dia.

Ainda assim, há mais sete países na Europa que estão pior do que Portugal no que se refere à actividade física recomendada para maiores de 15 anos. Assim, Malta é o pior no continente europeu, com 71,9% no grupo que tem indicadores piores do que Portugal e que inclui ainda a Sérvia (68,3%), Reino Unido (63,3%), Turquia (56%), Chipre (55,4%), Itália (54,7%) e Irlanda (53,2%). Com os melhores resultados europeus está a Grécia (15,6%) a Estónia (17%) e a Holanda (18%), mas ainda assim longe de um lugar no pódio à escala mundial onde se encontra, por exemplo, Bangladesh (4,7%) e Moçambique (7,1%). Numa leitura geral, confirma-se o padrão das mulheres como menos activas e percebe-se que os países mais ricos são os mais inactivos.

A série lançada ontem pela The Lancet foca-se acima de tudo no impacto positivo da actividade física na saúde, sublinhando, por exemplo, que a inactividade é a causa de entre 6% a 10% de doenças como problemas cardíacos, diabetes do tipo 2 e cancro colorrectal e da mama. Uma em cada dez mortes associadas a estas doenças pode ser relacionada com a pobre actividade física. Os investigadores acreditam que a população mundial tem de ser alertada para os benefícios da actividade física, mas também deve saber qual o prejuízo de não ter este lado activo nas suas vidas.

Os dados revelam ainda que 41,5% dos adultos em todo o mundo passam mais de quatro horas sentados por dia, mas o indicador varia entre as várias regiões: no Sudeste Asiático são 23,8% e na Europa 64%. Entre outras conclusões, os investigadores acreditam que um dos culpados por esta inactividade mundial foi e é a revolução tecnológica, que deixa o mundo cada vez mais sentado.

Trafficking in Persons Report 2012 Department of State USA

Junho 29, 2012 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Descarregar o relatório do “Trafficking in Persons Report” do  do Estados Unidos Aqui dados sobre Portugal na pág. 289  Aqui


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