O jogo da asfixia que está a assustar Espanha (em Portugal “não foram reportados casos mas não quer dizer que não haja”)

Junho 18, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 31 de maio de 2019.

Liliana Coelho

O caso não é inédito. Dois adolescentes voltam a ser hospitalizados em Espanha após alinharem no jogo da asfixia, também conhecido por “jogo da morte”. As vítimas são estranguladas até perderem a consciência. Um desafio com muitos riscos que pode causar danos cerebrais ou mesmo a morte.

Uma adolescente de 12 anos foi a mais recente vítima do jogo da asfixia que está a circular nas redes sociais em Espanha. É o segundo caso registado esta semana.

Segundo o jornal “El Mundo”, a jovem aceitou esta quinta-feira de livre vontade participar no jogo em plena via pública no município de Pinto, em Madrid. Passava pouco das 14h (13h em Lisboa). As amigas que a acompanhavam estrangularam e pressionaram o peito da jovem até lhe provocar falta de oxigénio. Resultado? A vítima caiu ao chão inconsciente, tendo sido levada de imediato para o hospital.

Neste momento, as autoridades locais informaram que a adolescente se encontra “bem”, fora de perigo, “embora assustada” e com um hematoma na cara. Entretanto, já foi solicitada uma investigação sobre o caso, que está a assustar os pais de adolescentes em Espanha.

Três dias antes foi registado um episódio semelhante em Granada que envolveu vários jovens neste jogo – que foi filmado e divulgado nas redes sociais. Um deles foi também transportado para o hospital. A polícia local já pediu aos pais no Twitter para estarem mais vigilantes face a estas situações, que já foram registadas noutros anos em países como Brasil, EUA, Reino Unido ou França.

Contactado pelo Expresso, o fundador do MiudosSegurosNa.Net, Tito de Morais, admite que os jovens portugueses possam também aderir a este desafio, que está conquistar também jovens no Brasil, aconselhando os encarregados de educação a estarem mais atentos aos passos dos filhos. “Não nos foram reportados quaisquer casos em Portugal, mas não quer dizer que não haja. Dado a enorme proliferação dos mesmos na Internet em geral e no Brasil em particular, e dado termos a língua em comum, não me admiraria que houvesse casos em Portugal”, afirma Tito de Morais.

De acordo com este especialista, um dos maiores problemas que se coloca à identificação de mortes resultantes deste tipo de jogos – que podem causar várias consequências como danos cerebrais – é que geralmente são classificados como suicídio e não como mortes acidentais. “Daí estarmos a alertar para a importância de incluirmos também pediatras nas ações de formação sobre o tema”, acrescenta.

Mais do que denúncias, sublinha Tito de Morais, estas situações chegam ao projeto MiudosSegurosNa.Net através dos media e de parceiros internacionais. No total, o fundador do projeto diz que foram identificadas 40 ações de instigação a comportamentos autolesivos a que geralmente chamam “jogos” ou “desafios”. “A maioria é composta por vídeos com conteúdos nocivos, prejudiciais ou danosos, que podem ser mortais ou, como alguns outros, meramente parvos”, acrescenta.

São vários os sinais de alerta relativos à prática da asfixia e de outros desafios perigosos, como o isolamento, a utilização de golas altas mesmo no verão, olhos vermelhos, desorientação, dor de cabeça frequente, conversas sobre estes jogos ou presença de objetos suspeitos no quarto como cordas ou trelas, refere o portal Projeto MiudosSegurosNa.Net e o Instituto Dimicuida.

Tito de Morais insiste que os pais e educadores têm um papel fundamental na prevenção deste tipo de casos, sendo por isso também vital o diálogo.

 

 

Portuguesa cria lençóis que reduzem risco de asfixia em recém-nascidos

Fevereiro 1, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da https://www.tsf.pt/  de 10 de janeiro de 2018.

LUSA

Mãe de dois filhos, Mónica Ferreira desenvolveu, com o apoio da Universidade do Minho, um sistema de lençóis que “reduz o risco de asfixia em recém-nascidos durante o sono”.

A universidade minhota explica, em comunicado enviado à Lusa, que Mónica Ferreira “amadureceu” o conceito no Laboratório de Ideias de Negócio e no Laboratório de Empresas da TecMinho e criou o “SafetyBabyBed” para impedir que os bebés de deslizarem na cama ou puxarem os lençóis para cima da cabeça. A universidade sublinha que “20% das crianças vítimas de morte súbita são encontradas com a cabeça coberta por roupa de cama”.

Segundo a Universidade do Minho, a ideia surgiu depois de a criadora daqueles lençóis “ter sido alertada pelos profissionais de saúde sobre o risco de sufocamento de bebés provocado pela roupa de cama e por ter conhecimento de situações de susto ocorridos com pessoas próximas”.

Mónica Ferreira explica no texto que “sabe-se que os lactentes, nos primeiros meses de vida, não têm ainda bem desenvolvido a perceção da obstrução e os reflexos de defesa”, pelo que o objetivo da solução desenvolvida é “proporcionar aos bebés e aos pais um sono mais tranquilo, diminuindo drasticamente o risco de abafamento”.

A academia minhota destaca o “design único que impede o bebé de deslizar para baixo dos lençóis, graças a um sistema de retenção/segurança que é ajustável consoante o crescimento e amovível a qualquer momento”. O modelo de lençóis integra ainda um fecho adaptado “para a criança não se destapar durante a noite, mantendo a temperatura ideal”.

O “SafetyBabyBed”, adianta a academia minhota, está em fase final de patenteamento, tendo sido já premido com o 1.º Prémio do programa “Novas Empresas Tecnológicas Têxteis”. O projeto tem contado com o apoio da TecMinho (interface universidade-empresa da Universidade do Minho), do Serviço de Pediatria e Neonatologia do Hospital de Guimarães e do CITEVE – Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal.

 

 

Cadeirinha e ovo não são lugares para dormir

Dezembro 19, 2015 às 6:09 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto da http://www.paisefilhos.pt de 23 de novembro de 2015.

O artigo citado na notícia é o seguinte:

Hazards Associated with Sitting and Carrying Devices for Children Two Years and Younger

little baby boy sleeping in safety car seat

little baby boy sleeping in safety car seat

As cadeirinhas de bebé que são usadas nos automóveis e os ovos que, nos primeiros meses, ajudam no transporte, são cada vez mais essenciais no quotidiano das famílias. Mas, de acordo com especialistas norte-americanos, não devem substituir o berço quando se trata de colocar a criança para dormir. Isto porque uma recente investigação publicada no “The Journal of Pediatrics” garante que aqueles equipamentos aumentam o chamado “risco de sufocação por mau posicionamento”, em especial nos primeiros dois anos de vida.

Tal não significa impedir o bebé de adormecer sempre que está no ovo ou na cadeirinha, ou mesmo nos assentos que balançam, mas sim garantir que se tratam de ocasiões passageiras e não um hábito enraizado. Para além dos problemas causados pelas posições adotadas durante o sono, no caso das cadeirinhas auto os investigadores do Penn State Medical Centre detetaram um outro risco relacionado com cordões e cintos de segurança mal instalados.

A sufocação por posicionamento acontece devido ao facto de as vias aéreas das crianças muito novas serem bastante maleáveis e os bebés não possuírem ainda força muscular para se moverem de forma autónoma. Quando a gravidade funciona, o sistema respiratório pode entrar em colapso num intervalo de poucos minutos.

“Muitos pais usam este tipo de equipamentos para fins diferentes dos que foram criados, sem se aperceberem de alguns riscos”, recorda Erich K. Batra, um dos especialistas envolvidos no trabalho, frisando que “podem passar muitas horas até que o bebé que está a dormir na cadeirinha ou no ovo seja novamente visto”. É por isso que, defende, “para prevenir situações graves, nenhuma criança deve ser deixada a dormir nestas condições sem uma supervisão constante”.

 

 

 

Asfixia em crianças é frequente com frutos secos, pediatras sugerem retardar consumo

Março 21, 2013 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do i de 19 de Março de 2013.

Notícia original do El Mundo com todos os dados estatísticos e estudos:
Por Agência Lusa

Entre 60% a 80% dos casos de asfixia em crianças ocorrem pela ingestão de frutos secos, sobretudo amendoins, indicam pediatras espanhóis, após uma menina de um ano e meio ter morrido recentemente depois de comer pipocas.

Apesar de as estatísticas sobre mortalidade infantil por sufocamento ou asfixia terem descido bastante nas últimas décadas, o engasgamento com um corpo estranho ainda representa cerca de 40% das mortes em crianças menores de um ano, de acordo com dados divulgados pelo site do jornal espanhol El Mundo.

Segundo a Guarda Civil, uma menina de ano e meio morreu em Oviedo (Astúrias), em consequência de uma asfixia causada por um grão de milho de uma pipoca. A morte ocorreu cinco dias depois de se ter engasgado com as pipocas e as autoridades ainda estão a investigar.

Os pediatras tendem a recomendar que a ingestão de frutos secos não ocorra nos primeiros anos de vida de uma criança.

“Antes dos três anos, as crianças não mastigam bem e é possível que alguns pedaços de frutos secos passem acidentalmente para os brônquios ou pulmões”, segundo Jordi Pou, coordenador do comité de Segurança e Prevenção de Lesões Acidentais da Associação Espanhola de Pediatria.

Outro pediatra espanhol, José María Moreno, considera que os pais e educadores devem seguir o mesmo critério com os frutos secos do que seguem para jogos com peças pequenas.

“O fruto seco em si não é mau e pode consumir-se moído. O problema é que se desprendam pedaços suficientemente grandes para obstruir as vias aéreas. Uma criança com mais idade também pode engasgar-se a comer pipocas, mas é mais difícil que haja asfixia”.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa

 


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