Diabetes associada a muito tempo de frente a ecrãs

Abril 8, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.paisefilhos.pt/ de 21 de março de 2017.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Screen time is associated with adiposity and insulin resistance in children

Numa altura em que se regista um aumento cada vez maior na utilização por crianças de dispositivos electrónicos, como smartphones e tablets, um estudo publicado na revista Archives of Disease in Childhood defende que as crianças que passam muito tempo em frente à televisão, consolas de jogos e computador apresentam mais fatores de risco de diabetes de tipo 2.

Liderado por Claire Nightingale da Universidade St. George de Londres, o estudo demostrou que as crianças que passam mais de três horas diárias em frente a um ecrã têm mais possibilidade de ter gordura corporal e mais resistência à insulina, o que significa que o organismo passa a ter menos controlo sobre os níveis de açúcar no sangue.

O estudo analisou dados de cerca de 4500 crianças, entre os 9 e 10 anos, às quais os investigadores mediram gordura corporal, tensão arterial, colesterol, resistência à insulina e níveis de açúcar no sangue em jejum. Os participantes foram também questionados sobre os seus hábitos diários de utilização de computadores, tablets, e televisão e foi apurado que a gordura total das crianças aumentava, quanto maior o tempo passado em frente a um dispositivo electrónico. O nível de leptina, a hormona que está envolvida no controlo do apetite e na resistência à insulina, foi também associado ao tempo passado em frente a um ecrã.

Apesar de os achados não provarem uma relação de causa-efeito entre as duas variáveis, podem ter implicações importantes na saúde pública, considerando o tempo cada vez maior de uso de dispositivos electrónicos por crianças.

 

 

Querido ecrã, precisamos de dar um tempo

Fevereiro 26, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Life & Style / Público de 12 de Fevereiro de 2014.

michael kooren  reuters

Por Hugo Pereira, fisiologista do exercício

Quanto menor e mais tardia for a exposição de crianças aos estímulos de computadores, tablets e smartphones, maiores os ganhos de saúde.

Um pouco por todo o mundo tem-se assistido a um enorme aumento do tempo que as crianças passam em frente a um ecrã – computador, televisão, consolas ou smartphones e tablets. Este é, para eles, o seu passatempo favorito. Contudo, é possível que este novo padrão esteja relacionado com o aumento do peso, pela sua relação com outros comportamentos menos saudáveis, como a alimentação desregulada, padrão irregular de sono e a diminuição da actividade física.

De acordo com uma revisão de estudos, existe uma relação directa entre o “tempo de ecrã” e o risco de desenvolver diabetes de tipo 2, doença cardiovascular e com o risco de morte por qualquer causa em adultos. A associação entre o “tempo de ecrã” e os factores de risco aponta para valores superiores a duas horas por dia como sendo problemáticos. Nas crianças, o “tempo de ecrã” parece estar associado à gordura abdominal, ao índice de massa corporal e a outros factores de risco, independentemente da actividade física, apresentando relação directa com problemas de atenção. Segundo esta fonte, as entidades europeias devem considerar o “tempo de ecrã” como um comportamento separado do restante tempo sedentário.

Quanto menos e mais tarde a criança for exposta a estes estímulos, maiores os ganhos de saúde. Há alguma evidência de que o “tempo de ecrã” possa ser reduzido através de medidas simples e sistemáticas de ruptura com os padrões estabelecidos e, sobretudo, através da consciência parental.

De acordo com uma alargada revisão da literatura publicada já este ano, é relativamente difícil alterar uma actividade habitual pela imposição. Porém, é possível reduzir o “tempo de ecrã” se forem utilizadas estratégias que possibilitem o envolvimento da família como modelo de actuação que atrai a criança para longe do ecrã ou simplesmente lhe proporciona a oportunidade de escolher conscientemente como quer gastar o seu tempo livre.

Nesta linha, o Departamento de Saúde Norte-Americano estabeleceu a redução da exposição aos ecrãs como uma das prioridades do seu plano de saúde a dez anos. Advogam que crianças até aos dois anos de idade não devem ter contacto com ecrãs e que os adolescentes permaneçam até ao máximo de duas horas por dia neste tipo de actividade.

Pensando numa alternativa positiva, podemos considerar os jogos de vídeo activos como opção à actividade puramente sedentária, já que representam ligeiros aumentos da actividade física. Porém, a estratégia global pode e deve estender-se a outras actividades sem ecrã e que idealmente envolvam toda a família. Talvez as brincadeiras de trepar às árvores e corridas de apanhada de outros tempos possam ser recuperadas ou, simplesmente, tenha chegado a altura dos pais aprenderem a andar de skate com os seus filhos.

Fisiologista do exercício e Personal Trainer
Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa
hpereira@fmh.utl.pt

 

Amamentação aumenta hipótese de ascender socialmente

Julho 10, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 25 de Junho de 2013.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Breast feeding and intergenerational social mobility: what are the mechanisms?

por Lusa, texto publicado por Paula Mourato

A amamentação aumenta em 24 por cento a hipótese de ascender socialmente e reduz em até 20 por cento a possibilidade de descender, indica um estudo da University College London divulgado hoje.

“O nosso estudo junta-se a evidências sobre os benefícios da amamentação, mostrando que pode haver benefícios sociais ao longo da vida”, disse a equipa de cientistas britânica, que publicou os resultados do estudo na revista Archives of Disease in Childhood.

Os investigadores analisaram dados de mais de 30.000 pessoas nascidas no Reino Unido, 17.419 em 1958 e 16.771 em 1970, comparando a sua classe social quando tinham 10 ou 11 anos e 33 ou 34 e se tinham ou não sido amamentados.

A classe social foi classificada numa escala de quatro pontos, variando entre não-qualificado ou semi-qualificado e profissional ou administrativo/diretivo, segundo a agência France Presse.

No grupo de 1958, 68 por cento das pessoas tinham sido amamentadas, em comparação com apenas 36 por cento no grupo de 1970, indica o estudo, cujos autores dizem ser o maior até agora a investigar a relação entre a amamentação e a mobilidade social.

Os investigadores recolheram informação através de um acompanhamento regular, com um intervalo de poucos anos, e tiveram em conta outros fatores potenciais como o desenvolvimento do cérebro e os níveis de stress emocional.

“Intelecto e stress são responsáveis por cerca de um terço (36 por cento) do impacto do aleitamento materno: a amamentação melhora o desenvolvimento do cérebro, o que aumenta a inteligência, que por sua vez aumenta a mobilidade social ascendente. As crianças amamentadas também mostram menos sinais de stress”, indica um comunicado.

Os autores do estudo referem que o leite materno contém os designados ácidos gordos polinsaturados de cadeia longa (LCPUFA), que são essenciais ao desenvolvimento do cérebro. No entanto, estudos anteriores indicaram que aqueles ácidos só por si não melhorarão o crescimento cognitivo.

A equipa considerou ser impossível dizer o que é mais benéfico para a criança: se os nutrientes no leite materno, se o contacto físico e a ligação entre a mãe que amamenta e o seu filho, se a combinação dos dois.

 

 

Crianças que veem muita TV podem tornar-se «bullies»

Abril 5, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da TVI 24 de 26 de Março de 2013.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Do television and electronic games predict children’s psychosocial adjustment? Longitudinal research using the UK Millennium Cohort Study

Estudo realizado com britânicos nascidos depois de 2000, a partir dos cinco anos

Por: Redacção / CM

Um novo estudo britânico diz que crianças que assistem a mais de três horas diárias de televisão têm mais propensão a mentir, a enganar e um ligeiro risco acrescido de se tornarem bullies logo na escola primária.

Investigadores da Universidade de Glasgow, na Escócia, tiveram por base uma amostra de 11.000 crianças nascidas no Reino Unido a partir de 2000, avaliadas numa primeira fase aos cinco anos de idade e reavaliadas aos sete.

As informações sobre o tempo despendido a ver televisão ou em jogos de computador foram registadas pelas mães, que também tiveram de classificar a saúde mental e as competências sociais dos filhos numa escala de 0 a 10. Tanto aos cinco anos como aos sete.

O comportamento psicológico foi analisado em função das horas que passaram em frente ao ecrã e tiveram também em conta fatores sócio-económicos como «família funcional/disfuncional» e «caos em casa».

Embora numa percentagem pequena, de apenas 13 por cento, os resultados foram considerados significantes pela equipa de investigação, que registou comportamentos antissociais, como agredir, bullying, mentir, enganar e roubar aos sete anos, por crianças que assistiam a três horas ou mais de televisão por dia quando tinham cinco.

Dados semelhantes não foram, contudo, observados em relação aos jogos de computador.

Relativamente às crianças envolvidas, destaque para o facto de apenas 15 por cento da amostra ter passado mais de três horas a ver televisão, enquanto três por cento chegou a ultrapassar as sete horas. Pouco mais de dois por cento não viram televisão de todo.


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