Morte de crianças em piscinas. Associação exige legislação com urgência

Junho 23, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 20 de junho de 2020.

No espaço de 48 horas morrem duas crianças por afogamento. Presidente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil questiona: “Como é possível não haver legislação?”

A presidente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil – APSI defendeu esta segunda-feira a criação urgente de uma legislação para as piscinas que obrigue à sua proteção com uma barreira vertical com pelo menos 1,10 metros.

Sandra Nascimento reagia assim em declarações à agência Lusa à morte de duas crianças com uma diferença de cerca de 48 horas por afogamento em piscinas, sublinhando que nos últimos 6/7 anos morreram em média por ano 10 crianças até aos 18 anos.

Na sexta-feira uma criança com 18 meses morreu vítima de afogamento numa piscina da habitação onde vivia, na Póvoa de Varzim, distrito do Porto. No domingo, um menino de dois anos morreu também vítima de afogamento na piscina de um parque de campismo localizado no Pinhal Novo, no concelho de Palmela, distrito de Setúbal.

“A APSI fica sempre chocada com estes casos. Temos conhecimento de dois casos mortais e outro, de um bebé em Monchique (Faro) que acabou por ser salvo. É uma situação que conhecemos demasiado bem e que acontece de forma repetida todos os anos e com mais incidência nos meses de verão, sobretudo julho, que é o mês onde ocorrem mais afogamentos”, disse.

Sandra Nascimento sublinhou à Lusa que todos os anos a APSI alerta para estes casos e para a necessidade de se criar legislação para as piscinas.

“A nossa primeira reação foi mais uma vez dizer como é que é possível não haver legislação. Estes casos vieram mostrar a necessidade de uma legislação que enquadre e que crie requisitos para as piscinas nomeadamente para a sua proteção”, disse.

A presidente da APSI lembrou que no ano passado a associação enviou uma carta aos partidos com assento parlamentar na qual alertava para o problema, a pedir que o assunto fosse tratado de forma séria e que fosse possível já este verão haver legislação, o que não ocorreu.

“O que nós defendemos é que seja obrigatório a criação de uma barreira física vertical, que pode ser uma vedação, um muro, ou outra solução, desde que crie uma barreira que atrase ou dificulte o acesso da criança ao contacto com a água”, explicou.

De acordo com Sandra Nascimento, a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) defende a barreira vertical como medida mais eficaz e que pode reduzir em 50% a probabilidade de afogamento em crianças com 4/5 anos, pois é nesta idade que acontecem mais afogamentos.

A presidente da APSI disse também à Lusa estar preocupada com a possibilidade de aumento de aluguer de casas com piscina ou apartamentos na sequência da pandemia de covid-19.

“Com as restrições de acesso às praias, muitas famílias vão procurar mais espaços com piscinas, locais onde existem piscinas próximas como casas particulares ou aldeamento turísticos. É muito importante que as famílias façam uma avaliação prévia do espaço que vão aluguer”, frisou.

A APSI recomenda às famílias com crianças pequenas que verifiquem previamente se existe essa barreira nas piscinas, que deve ter pelo menos 1,10 metros.

“Esta separação é muito importante e pode ser uma piscina ou um tanque. Esta barreira deve ocorrer em qualquer plano de água. Nos poços é diferente: devem ter uma tampa pesada e fechada”, disse.

A recomendação da APSI serve também, segundo Sandra Nascimento, para piscinas insufláveis ou pré-fabricadas.

“A piscina insuflável pequena deve ser esvaziada no fim do dia e voltada ao contrário e nas pré-fabricadas deve ser colocada a barreira física”, disse.

Sandra Nascimento recomendou ainda às famílias uma vigilância muito próxima não só a nadar, mas quando as crianças brincam perto de água.

“Nos últimos 6/7 anos por ano a média de mortes é entre 9 e 10 até aos 18 anos e por cada uma que morreu, em média 2/3 terão sido internadas”, disse, acrescentando que os dados relativos a 2018 serão apresentados em breve.

Covid-19. Onze recomendações para manter as crianças seguras em casa

Abril 9, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 31 de março de 2020.

A pensar nos pais e cuidadores dos mais jovens, a APSI – Associação para a Promoção da Segurança Infantil elaborou um conjunto de recomendações para manter as crianças mais seguras no interior das suas casas e evitar os acidentes domésticos durante a pandemia de covid-19

Os acidentes acontecem, sobretudo, quando se passam muitas horas em casa, com crianças pequenas. As últimas semanas têm sido assim para muitos portugueses em isolamento social, divididos entre o teletrabalho, em muitos dos casos, as tarefas domésticas e a prestação de cuidados aos mais pequenos. E é precisamente neste campo que qualquer pequeno erro pode transformar-se numa grande dor de cabeça, essencialmente numa altura em que a indicação é para não sair de casa, e uma ida às urgências hospitalares pode comportar outro tipo de riscos.

A pensar nestes milhares de famílias por esse país fora, a APSI – Associação para a Promoção da Segurança Infantil deixou alguns conselhos úteis para evitar os acidentes domésticos com crianças. Estas dicas são destinadas (sobretudo) a pais de crianças entre os 4 e 5 anos:

  • Garantir que todas as janelas e portas de acesso a varandas possuem um limitador de abertura que não abra mais do que 9 cm. É uma medida que possibilita manter a casa arejada sem correr o risco de que a criança possa cair
  • Também é aconselhado não deixar móveis, cadeiras ou brinquedos na varanda ou por baixo de janelas, uma vez que as crianças podem usá-los para subir e debruçarem-se
  • Não transportar sopa ou outros líquidos quentes quando os menores estão por perto
  • Guardar todos os produtos de limpeza imediatamente após serem utilizados em armários altos ou locais trancados
  • Despejar a água dos baldes logo depois de limpar a casa
  • Confirmar que as estantes e armários estão bem fixos à parede
  • É normal que as crianças mais velhas e os adolescentes queiram participar nas tarefas domésticas e ser mais autónomos. Ora, aqui está uma boa oportunidade de os ensinar a fazê-lo em condições de segurança, como acender fósforos de dentro para fora, cortar alimentos para cozinhar com a lâmina afastada dos dedos, ou usar pequenos eletrodomésticos com as mãos bem enxutas
  • Secar o cabelo no quarto e nunca na casa de banho
  • Nunca esquecer de colocar o tapete antiderrapante na banheira ou no poliban
  • Não sobrecarregar as fichas elétricas com vários aparelhos eletrónicos
  • Não deixar os mais pequenos sentarem-se ou baloiçarem em parapeitos e varandas

No caso de pretenderem esclarecer dúvidas sobre regras de segurança em casa, as famílias podem contactar a APSI através do email apsi@apsi.org.pt ou consultar as páginas da Associação no Facebook e Linkedin.

GNR recorda: “Bastam alguns segundos” para uma criança se afogar

Julho 9, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do Notícias ao Minuto de 3 de julho de 2019.

por Natacha Nunes Costa

Nos últimos 15 anos, morreram 238 crianças e jovens por afogamento.

Com a chegada do verão, o número de casos de afogamento dispara e as crianças e os jovens são as gerações mais afetadas por este flagelo.

De acordo com a APSI – Associação para a Promoção da Segurança Infantil, nos últimos 15 anos, morreram 238 crianças e jovens por afogamento, por isso toda a atenção é pouca.

A GNR alerta que é esta é uma morte rápida e silenciosa e que ”bastam apenas alguns segundos para tudo acontecer”, por isso, aconselha esta força de segurança, na sua página de Facebook, “perto da água, não perca as crianças de vista nem por um segundo”.

Um relatório divulgado pela APSI na internet revela que, nos últimos seis anos, o número médio de mortes entre menos por afogamento diminuiu, contudo, este ainda é considerado um dos “maiores flagelos do verão em Portugal”.

O mesmo documento revela que a maior parte das crianças que sofreram um afogamento tinham idades compreendidas entre os 0 e os 4 anos e que as piscinas são “os planos de água com maior registo de afogamento”, seguidas dos rios, ribeiras, lagoas e só depois das praias.

https://www.facebook.com/watch/?v=1277318802445531

 

O relatório citado na notícia é o seguinte:

Afogamentos em Crianças e Jovens em Portugal (atualização 2018)

Workshop – A Segurança começa em Casa – 21 setembro em Santarém

Setembro 14, 2018 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.facebook.com/events/226689231368949/?notif_t=event_calendar_create&notif_id=1534507441678090

 

Workshop ABC da Segurança – Como transportar o bebé no automóvel – 23 julho em Aveiro

Julho 20, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/1841204019518280/

Filme sobre Prevenção das Intoxicações – Um segundo pode durar para sempre – Intoxicações

Dezembro 4, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Crianças mais seguras : Conferência 25 Anos APSI – com a presença da Presidente do IAC Dulce Rocha, 12 outubro em Lisboa

Outubro 9, 2017 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Participação da Drª Dulce Rocha, Presidente do Instituto de Apoio à Criança, na mesa redonda “Segurança: um direito e uma necessidade” pelas 10.00 horas.

mais informações no link:

http://apsi.org.pt/index.php/pt/noticias/172-criancas-mais-seguras-conferencia-25-anos-apsi

APSI lança Guia de Segurança de Produtos para Crianças

Setembro 18, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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visualizar o guia no link:

http://www.apsi.org.pt/guiaprodutoscriancas/index.php?page=guia

 

 

APSI organiza o Dia Nacional da Segurança Infantil no dia 23 de Maio

Maio 22, 2017 às 12:01 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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No próximo dia 23 de Maio, a APSI vai organizar pela primeira vez em Portugal o Dia Nacional da Segurança Infantil.

Cascais foi o concelho escolhido para assinalar esta iniciativa que conta com a co-organização da Câmara Municipal de Cascais. Esperam-se cerca de 500 crianças do 1º e 2º ciclo e a presença de mais de 15 parceiros.

Durante o dia, as crianças irão participar e estar envolvidas em diversas atividades relacionadas com a segurança e hábitos de vida saudáveis.

O momento “alto” do evento reunirá todas as crianças e parceiros em torno da junção (simbólica) dos fatores essenciais para a segurança, que para além de ser um direito da criança, é uma condição fulcral para a sua saúde e bem estar.

A iniciativa decorrerá no Parque Marechal Carmona, em Cascais, das 10h00 às 17h00.

Consulte aqui o Programa.

215 crianças morrem por afogamento

Junho 30, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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215

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Jornal de Notícias de 21 de junho 2016

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