Guterres considera violência contra mulheres e meninas uma pandemia global

Novembro 27, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 19 de novembro de 2018.

Secretário-geral da ONU lembra que este tipo de violência tem consequências de longo alcance para famílias e sociedade; ONU defende fim de leis que descriminam em função do género.

O Secretário-geral da ONU, António Guterres, considera que a violência sobre mulheres e meninas é uma “pandemia global” e “uma afronta moral para todas e para todos, um sinal de vergonha em todas as sociedades e um grande obstáculo para o desenvolvimento inclusivo, equitativo e sustentável.”

No seu discurso na abertura do evento que comemora o dia Internacional de erradicação da Violência sobre Mulheres e Meninas, em Nova Iorque, Guterres sublinhou que “a violência contra as mulheres e meninas em todas as suas formas é a manifestação de uma profunda falta de respeito, um fracasso dos homens em reconhecer a igualdade e a dignidade das mulheres.”

Direito humanos

Para o líder da ONU, esta é uma questão de direitos humanos fundamentais lembrando que a “violência pode assumir muitas formas, da violência doméstica ao tráfico, da violência sexual em conflito ao casamento infantil, mutilação genital e feminicídio.”

Guterres lembra que a violência “tem consequências de longo alcance para as famílias e para a sociedade, com consequências graves para as crianças e impactos e custos de saúde física e mental a longo prazo para indivíduos e sociedade.”

Para ele, esta questão também é política, com a “violência contra as mulheres ligada a questões mais amplas de poder e controle das sociedades” num mundo dominado por homens em que “as mulheres são vulneráveis ​​à violência através de múltiplas maneiras.”

Leis

O Secretário-geral referiu que enquanto existirem leis que discriminam as mulheres na herança, custódia e divórcio, ou enquanto as sociedades “restringirem o acesso das mulheres a recursos financeiros e crédito”, estas continuarão expostas a “situações abusivas.”

Guterres alertou para o aumento deste tipo de violência lembrando que o assédio sexual afeta quase todas as mulheres em algum momento de suas vidas e que acontece em instituições, privadas e públicas, incluindo na ONU.

No contexto do movimento #MeToo, Guterres reconhece que a “crescente divulgação pública por parte de mulheres de todas as regiões e de todas as classes sociais está a trazer à luz a magnitude do problema” e revela “o poder galvanizador dos movimentos de mulheres para impulsionar a ação e a conscientização necessárias para eliminar o assédio e a violência em todos os lugares.”

António Guterres defende que é necessário fazer mais “para apoiar as vítimas e responsabilizar os perpetradores” e empreender ”o trabalho desafiador de transformar as estruturas e culturas que permitem que o assédio sexual e outras formas de violência baseada em género aconteçam.”

Nações Unidas

A ONU também reafirma uma política de tolerância zero para o assédio sexual e agressão cometida por funcionários e parceiros das Nações Unidas.

Para tal, Guterres informou que foram recrutados investigadores especializados em assédio sexual e reafirmou o seu compromisso “em acabar com todas as formas de exploração e abuso sexual por parte das forças de paz e funcionários da ONU no campo.”

Segundo ele, cerca de 100 Estados-membros que apoiam as operações das Nações Unidas no terreno assinaram agora acordos voluntários para resolver o problema e apelou que mais nações se juntem “assumindo plenamente as suas responsabilidades, na formação, mas também no fim da impunidade.”

Investimento

Na sua intervenção, o chefe da ONU explicou o trabalho que está a ser feito através do Fundo Fiduciário da ONU para Acabar com a Violência contra a Mulher. Este Fundo concentra-se na prevenção da violência, na implementação de leis e políticas e na melhoria do acesso a serviços vitais para as vítimas.

Com mais de 460 programas em 139 países e territórios nas últimas duas décadas, o Fundo Fiduciário da ONU investe em organizações da sociedade civil que defendem os direitos das mulheres.

 

 

Guterres diz que futuro do mundo está nas mãos das crianças e lembra os seus direitos

Novembro 25, 2017 às 5:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://observador.pt/ de 20 de novembro de 2017.

LUSA

O secretário-geral da ONU disse num discurso para celebrar o Dia Mundial da Criança que é nas mãos destas que está o futuro do mundo e a comunidade global não pode continuar a falhar com as crianças.

O secretário-geral da ONU disse esta segunda-feira num discurso para celebrar o Dia Mundial da Criança que é nas mãos destas que está o futuro do mundo e a comunidade global não pode continuar a falhar com as crianças.

“O futuro do nosso mundo está nas mãos das crianças. Mas não podemos esquecer que o futuro das crianças está nas nossas mãos. Não há responsabilidade maior do que essa, ou trabalho mais importante”, disse António Guterres.

O secretário-geral da ONU falava numa cerimónia organizada pela Unicef para marcar o Dia Mundial da Criança, celebrado a 20 de novembro para marcar o aniversário da adoção da Convenção dos Direitos da Criança.

“Como secretário-geral, faz parte do meu trabalho encontrar-me com algumas das pessoas mais ponderosas e importantes do mundo. Mas nenhuma dessas pessoas é tão importante, ou inspiradora, como as crianças que conheço”, disse o português, acrescentando que queria falar diretamente para as crianças da sala.

“Queridas pessoas jovens, o futuro do nosso planeta, a paz futura do nosso mundo está nas vossas mãos. Tenho pena de dizer que nós, adultos, apesar de tentarmos, estamos a desiludir-vos. Milhões de meninos e meninas estão em perigo, e estamos a falhar para com eles”, disse António Guterres.

O responsável lembrou as crianças que fogem de conflitos em todo o mundo, que passam fome, que não têm acesso a cuidados médicos, que foram separadas dos pais, que vivem em campos de refugiados, que são vitimas de ‘bullying’, que sofrem discriminação devido à cor da sua pele, religião, ou etnia e até aqueles são explorados por adultos.

“Tudo isto é completamente inaceitável. Como comunidade global, não podemos continuar a falhar com as nossas crianças. Por isso, fica aqui o meu compromisso: não vou poupar esforços para garantir que a ONU trabalha todos os dias, todas as horas, todos os minutos, em defesa dos vossos interesses, e a UNICEF estará na linha da frente desse trabalho”, garantiu.

Lembrando que “todas as crianças têm direito a uma infância segura, saudável e em paz para desenvolver o seu potencial”, Guterres disse ainda que quer ouvir as sugestões das próprias crianças.

“Que tipo de mundo desejam? Quero ouvir as vossas ideias e sonhos para o futuro. Sempre que conheço crianças, sobretudo aquelas que vivem nas situações mais pobres e desesperantes, sofrendo dificuldades terríveis, elas nunca deixam de me inspirar com os seus sorrisos, a sua visão e a sua esperança. Num mundo que parece sem esperança tantas vezes, precisamos da esperança das crianças mais do que nunca”, concluiu o secretário-geral.

 

 

Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial – 21 de março

Março 21, 2017 às 1:39 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações nos links:

Mensagem do Secretário-Geral sobre Combate à Discriminação e Ódio Anti-Islâmicos

 

 

Mensagem da ONU sobre o Dia Internacional das Mulheres

Março 8, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.un.org/en/events/womensday/index.shtml

 

Mais um marco vergonhoso: um milhão de crianças refugiadas da Síria

Setembro 2, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de António Guterres e Anthony Lake publicado no Público de 25 de Agosto de 2013.

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