Internadas com anorexia: têm 14 anos e ficam em média 51 dias no hospital

Abril 18, 2016 às 9:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do Público de 13 de abril de 2016.

Ricardo Silva

Andreia Sanches

Hospital D. Estefânia analisou processos de crianças e jovens internados entre 2012 e 2014, com perturbação do comportamento alimentar. Resultados são apresentados num congresso, em Lisboa, que junta dezenas de especialistas em adolescência que vão falar sobre vários temas.

Era filha única e uma excelente aluna, apesar de já ter no seu percurso dois episódios de internamento psiquiátrico. Sofria de anorexia nervosa grave, “com risco iminente de morte”, quando foi internada na Unidade de Pedopsiquiatria do Hospital de D. Estefânia, em Lisboa. Ficou três meses. Já teve alta, mas continua até hoje a ser tratada, “com avanços e recuos”, conta a médica Cláudia Cabido, do Serviço de Pedopsiquiatria. O caso da jovem “Z.”, chamemos-lhe assim, é relatado numa das dezenas de comunicações que serão apresentadas no 7.º Congresso Internacional de Psicologia da Criança e do Adolescente, em Lisboa, que arranca nesta quarta-feira. E foi pela gravidade do caso dela que a equipa da Estefânia decidiu mergulhar nos processos de outros doentes.

São essencialmente raparigas (91%), com uma idade média de 14 anos que, em 60% dos casos, têm um diagnóstico de anorexia nervosa do tipo restritivo. É este, em traço grosso, o perfil dos doentes que entre 2012 e 2014 foram internados no Hospital de D. Estefânia, do Centro Hospitalar de Lisboa Central, com uma perturbação do comportamento alimentar.

Ter havido lugar a internamento significa que estamos a falar de crianças e adolescentes com um risco elevado de complicações médicas e/ou psiquiátricas (a anorexia é uma perturbação psiquiátrica complexa, mas, em geral, privilegia-se o tratamento em ambulatório; hospitalização, só em situações particularmente complicadas).

A média de duração do internamento foi de 51 dias — “são internamentos longos”, sublinha Cláudia Cabido, em resposta ao PÚBLICO. E 23,3% dos jovens foram internados mais do que uma vez ao longo do período em análise.

Chama-se Doentes com Perturbação do Comportamento Alimentar internados entre 2012 e 2014 — Casuística da Unidade de Internamento de Pedopsiquiatria do Hospital de D. Estefânia a comunicação que será apresentada na quinta-feira, segundo dia do congresso. É assinada por oito elementos daquele hospital, das áreas da pedopsiquiatria, psicologia e pediatria, entre os quais Cláudia Cabido. “Encontrámos 43 processos clínicos, analisámo-los e seis meses depois fomos fazer um follow-up”, explica.

A boa notícia é que, na altura do “follow-up”, em 95% dos casos os doentes tinham atingido um índice de massa corporal normal. “Não quer dizer que estejam curados, mas é um bom sinal.” Mais: 72% não já não tinham sintomas.

“Cada vez mais precoce”

A anorexia é uma doença “silenciosa” — entre o início dos sintomas dos doentes internados na Estefânia e o início do acompanhamento passaram-se, em média, 9,5 meses. “E é cada vez mais precoce”, diz Cláudia Cabido.

É também a terceira doença crónica mais comum entre as adolescentes, depois da obesidade e da asma, matando cerca de 2% dos que dela sofrem, “o que é uma taxa de mortalidade importante”. “Morrem de desnutrição, ou porque se suicidam.”

Na lista das perturbações do comportamento alimentar dignosticadas entre os jovens internados na Estefânia há algumas que não “cabem” totalmente em nenhuma definição (25%), nem anorexia, nem bulimia, e, por fim, outros tipos de anorexia, que não do “tipo restritivo”, e a bulimia nervosa.

Quem sofre de “anorexia nervosa tipo restritivo”, a mais comum das perturbações na amostra analisada, como se viu, reduz a ingestão de alimentos, tem uma perturbação da percepção da imagem, medo de aumentar de peso, mas, ao contrário do que se passa na “anorexia tipo purgativo”, tende a não recorrer ao vómito e a laxantes (é isso que distingue os dois tipos da doença).

Os resultados podem ser devastadores: cerca de metade dos doentes no D. Estefânia (51,2%) tinha na altura do internamento um índice de massa corporal inferior ao percentil 5.

As doentes são em geral alunas excelentes, como era “Z.”. “Têm traços muito obsessivos, são muito preocupadas com o seu desempenho em várias áreas, são muito rigorosas”, diz Cláudia Cabido.

Outra característica comum: muitos dos que o D. Estefânia acompanhou (39%) sofrem, além de perturbação alimentar, uma perturbação do humor (depressão, por exemplo) ou uma perturbação de ansiedade. É por isso que os internamentos neste tipo de patologia exigem equipas multidisciplinares, sublinha Cláudia Cabido, e “são habitualmente longos”. A continuidade no acompanhamento em ambulatório é essencial.

“Z.” esteve, numa fase inicial, separada da família. “Havia naquele caso uma fragilidade muito grande. E uma ausência de consciência dessa fragilidade e isso impressionou-nos muito, porque atingiu características muito impressionantes. Havia um misto de desnutrição, com ausência de crítica em relação à doença e várias tentativas de tratamentos prévios, que não tinham sido bem sucedidos…”

Desde então, “Z.” tem sido sujeita a “intervenções psicoterapêuticas individuais e em grupo e a sessões familiares semanais”. A evolução é lenta.

Congresso com 300 participantes

O 7.º Congresso Internacional de Psicologia da Criança e do Adolescente decorre na Universidade Lusíada, em Lisboa, nestas quarta e quinta-feiras. Inclui largas dezenas de apresentações e tem mais de 300 profissionais inscritos  — psicólogos, assistentes sociais, médicos, enfermeiros, explica ao PÚBLICO a coordenadora, Tânia Gaspar, directora do Instituto de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade Lusíada de Lisboa.

Todos os anos o congresso tem um tema central. Apesar de este ano ser “Risco psicossocial: investigação e boas práticas”, em cima da mesa estarão também muitos outros assuntos — da parentalidade, aos comportamentos aditivos, passando pela motivação dos alunos na escola.

Há vários investigadores a apresentar dados de trabalhos ainda em curso. Por exemplo, Ana Xavier, do Centro do Núcleo de Estudos e Intervenção Cognitivo-Comportamental, da Universidade de Coimbra, falará sobre “comportamentos auto-lesivos não suicidários” num grupo de 786 adolescentes com idades compreendidas entre os 12 e 18 anos de idade.

“Os estudos internacionais apontam para prevalências que vão dos 10% a 40% em amostras da comunidade”, explicou ao PÚBLICO esta oradora do congresso. “No nosso caso, numa amostra de [786] alunos de escolas da zona Centro do país, encontrámos uma prevalência de 20% destes comportamentos auto-lesivos, ou seja, os jovens reportaram ter tido pelo menos uma vez ao longo da vida algum tipo de comportamento auto-lesivo.”

Estes comportamentos, que implicam magoar o próprio corpo, explica, “estão associados a estados dolorosos, à sintomatologia depressiva, ao sentir-se sozinho, a sentimentos de desvalorização, de não se sentir amado”.

Comportamento anti-social “é quase normal”

Já Alice Murteira Morgado, da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, mergulhou nos comportamentos anti-sociais, que, na adolescência, são relativamente comuns — agressões, roubos, destruição de objectos, ameaças físicas e verbais, por exemplo. Mas quão comuns? Num grupo de 489 jovens de três escolas do distrito de Coimbra, 27% admitiram que já tinham tido algum tipo de comportamento anti-social.

As agressões físicas, “na maioria dos casos em contexto escolar”, são o comportamento anti-social mais frequente.

“É uma prevalência importante, mas como a literatura nos diz, diversos autores consideram que o comportamento anti-social na adolescência é quase normativo, ou seja, é quase normal, ou expectável que durante a adolescência uma grande quantidade de jovens vá contra as normas sociais”, explica Alice Morgado, que se encontra a estudar este tema com uma bolsa de doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Alguns dos resultados do seu trabalho serão também apresentados no 7.º Congresso Internacional de Psicologia da Criança e do Adolescente.

“É uma etapa em que querem ser adultos, mostrar um estatuto de maturidade que ainda não possuem completamente, valorizam muito o que é valorizado pelos pares, enfim, há muitos aspectos que ajudam a explicar… Por outro lado, o facto de haver 27% de jovens que dizem que já causaram algum tipo de comportamento anti-social, não quer dizer que, quando chegarem à idade adulta, terão esse comportamento. Diz-nos a literatura que só uma minoria, felizmente, irá continuar.”

Alice Morgado diz ainda que certos traços de personalidade e a avaliação que os jovens fazem do seu contexto familiar aparecem associados às atitudes anti-sociais. Por isso, uma das dicas que deixa a quem tem filhos adolescentes é esta: “As famílias devem perceber que há muitos factores que explicam estes comportamentos”. E que “com a entrada na idade adulta e o apoio dos pais”, a maioria desses comportamentos simplesmente deixarão de existir.

 

 

Perturbações do Comportamento Alimentar – Booklet do Serviço de Consulta Psicológica da Universidade da Madeira

Fevereiro 27, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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pertu

visualizar o Booklet no link:

http://issuu.com/scp_uma/docs/perturba__es_alimentares_final_-_a4

Estudo conclui que existem traços ligeiros de autismo em raparigas com anorexia

Agosto 15, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 6 de Agosto de 2013.

Através da medição de três quocientes, investigação concluiu existirem semelhanças quando à obsessão por sistemas e detalhes.

Um estudo realizado com raparigas anorécticas revelou que estas manifestaram comportamentos com características ligeiras de autismo, o que pode abrir caminho a novos métodos de tratamento de pessoas que sofrem deste distúrbio alimentar. Segundo Simon Baron-Cohen, que liderou a equipa do Centro de Investigação de Autismo da Universidade de Cambridge, que realizou o estudo, “a mente de uma pessoa com anorexia pode partilhar muito com a mente de uma pessoa com autismo”.

Para esta investigação foram analisados dois grupos de adolescentes. Um com 66 raparigas com anorexia confirmada clinicamente, com idades entre os 12 e os 18 anos. Um segundo grupo era formado por 1609 adolescentes sem o distúrbio alimentar, com o mesmo intervalo de idades. Ambos foram submetidos a testes de medição dos quocientes do espectro de autismo, de sistematização e de empatia.

Quando comparadas com raparigas sem qualquer perturbação no quociente do espectro de autismo, as adolescentes anorécticas mostraram um número de traços autistas acima da média. O mesmo se passou ao ser analisado o seu interesse em repetição de padrões e sistemas com regras previsíveis. Ficaram, no entanto, abaixo da média quanto à empatia, uma característica semelhante, ainda que menos pronunciada, ao verificado em pessoas com autismo.

Segundo o estudo, divulgado esta terça-feira, estas conclusões sugerem que as duas disfunções podem ter em comum traços subjacentes. Simon Baron-Cohen, citado no comunicado publicado pela Universidade de Cambridge, sublinha que “tradicionalmente, a anorexia tem sido vista apenas como um distúrbio alimentar”. O especialista em autismo diz tratar-se de uma conclusão “razoável”, uma vez que “o perigo do baixo peso e o risco de malnutrição ou mesmo morte tem que ser a principal prioridade” em casos de anorexia.

Mas Baron-Cohen argumenta que há novos dados que podem mudar a forma como deve ser abordado um determinado caso de anorexia. “Esta nova investigação sugere que subjacente ao comportamento superficial, a mente de uma pessoa com anorexia pode partilhar muito com a mente de uma pessoa com autismo”.

Semelhanças
O investigador realça depois algumas semelhanças encontradas no estudo, nomeadamente o facto de na anorexia e no autismo existir “um forte interesse em sistemas”. No caso das raparigas com anorexia, estas adoptam sistemas rotineiros centrados no peso, alimentos ingeridos e estrutura do corpo. Surgem assim traços semelhantes quanto à existência de comportamentos e atitudes rígidas ou a obsessão com os detalhes.

Bonnie Auyeung, um dos elementos da equipa que realizou o estudo, sublinha outra das conclusões que podem ser retiradas deste trabalho. A especialista, que trabalha no Departamento de Psiquiatria da Universidade de Cambridge, realça que o autismo é “diagnosticado mais frequentemente nos homens” mas que a “proporção de mulheres com autismo pode estar a ser negligenciada ou mal diagnosticada, por serem casos que chegam às clínicas com sendo de anorexia”.

E de que forma o estudo agora apresentado pode ajudar? Tony Jaffa, outro dos responsáveis pela investigação, explica que, por exemplo, nas anorécticas pode tentar alterar-se os seus interesses obsessivos pelo peso e dietas para uma forma equilibrada de trabalhar o modo como vêem o corpo. “Reconhecer que alguns doentes com anorexia podem também precisar de ajuda com competências sociais e de comunicação e na adaptação à mudança, também nos dá um novo ângulo de tratamento”, defende.

 

Workshop: Nutrir – Uma abordagem psicológica da alimentação e seus transtornos

Janeiro 9, 2013 às 11:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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work

11/01/2013

18h30 – 20h30

2 horas

Falar de alimentação é falar inevitavelmente da nossa história alimentar. O alimento é um condutor de afecto e é muito por via da alimentação, crucial na vida do bebé em desenvolvimento, que se organiza a vinculação com o seu cuidador.

Neste workshop falaremos da dimensão psicológica presente na alimentação e dos transtornos alimentares que, pela sua preponderância e implicações em matéria de saúde pública, tem sido focos de preocupação das mais diversas áreas desde o início do séc. XX.

Anorexia nervosa, Bulimia, Transtorno de Compulsão Alimentar e Obesidade serão os temas aprofundados na sessão, com um enfoque sobre sinais de alerta e propostas de prevenção dirigidas a pais, educadores e público em geral interessado.

Vai se realizar no dia 11 de Janeiro das 18h30 às 20h30 na Making a Bridge (Av. Ressano Garcia 39, 5F, Lisboa)

As inscrições são limitadas, por isso faça a sua reserva inscrevendo-se em: http://www.makingabridge.com/inscricao/

Valor do workshop: 10 euros, inclui coffee break.

Para mais informações contacte-nos para: info@makingabridge.com ou 218237644 – 963442926

Cair na tentação da moda das lolitas

Março 29, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Destak de 20 de Março de 2012.

Hiper-sexualização

Modelos, cantoras e actrizes ganham cada vez mais cedo trejeitos de mulheres maduras. Tendência natural ou exploração?

Vera Valadas Ferreira

Na sequência de um ensaio fotográfico da revista de moda francesa Vogue, na qual várias meninas posavam quais mulheres fatais, as autoridades gaulesas estão cada vez mais interessadas em cortar pela raiz o mal que consideram ser esta nova “moda das lolitas”.

Na verdade, se no célebre romance de Vladimir Nobokov um professor de meia-idade cede à tentação física de uma menina de 12 anos, por sinal sua enteada, também a indústria da moda (e da música e do cinema) parece não conseguir resistir a ir buscar cada vez mais cedo os seus talentos-sensação, por muita celeuma que tal suscite.

Em França, a deputada conservadora Chantal Jouanno apresentou recentemente no parlamento um projecto-lei sobre o fenómeno da hiper-sexualização das menores de 12 anos, uma tendência que os peritos consideram colocar em perigo tanto o bem-estar físico e psicológico das crianças como ameaça o princípio de igualdade entre géneros, uma vez que são as meninas as mais beneficiadas/prejudicadas com esta moda, dependendo da perspectiva de quem avalia. Em Portugal, as agências de modelos, regra geral, impõem como limite mínimo nos seus agenciados os 14 anos.

O mesmo acontece nos concursos de modelos que servem à descoberta de novos _talentos como o Face Models, o Elite Model Look e afins. Antes dos 14 anos, a tenra idade implica que os modelos – mesmo que já saibam com convicção aquilo que querem fazer na vida adulta e não estejam apenas a ceder a um capricho – sejam permanentemente acompanhados. Este sistema de “baby sitting” complica no caso de deslocações ao estrangeiro ou sempre que a família do pré-adolescente não esteja sintonizada com a carreira dos filhos.

Deste mal não parece padecer Anäis Gallagher (filha do guitarrista da banda britânica Oasis) que, não obstante ter apenas 11 anos de idade, assinou um contrato com a Select, agência londrina que representa Agyness Deyn. Ou de Selah Marley, a filha de 12 anos da cantora Lauryn Hill e neta de Bob Marley. Num segmento toldado pela rivalidade e onde “vale tudo menos tirar olhos”, dizem, o que são menos dois ou três anos, no momento de avaliar os BI das modelos?!

Demasiado precoces

A hipersexualização das crianças define-se como «a sexualização das expressões, posturas ou códigos de vestuário, considerados como demasiado precoces», dita o documento em análise no parlamento francês. Nele se frisa que este fenómeno que começou por se manifestar no universo anglo-saxónico não será totalmente alheio à importância da aparência promovida pelos reality shows tão em voga no pequeno ecrã. Em certas escolas primárias francesas – num fenómeno que certamente não ficará circunscrito ao país de Sarkozy – algumas alunas foram proibidas de usar saltos altos e maquilhagem. Isto enquanto determinadas lojas de lingerie vendem soutiãs almofadados para meninas de 8 anos.

As autoridades alertam que «além de danos irreversíveis em 80% dos casos», esta nova realidade pode potenciar distúrbios alimentares como a anorexia, já que, em França, estima-se que 37% das menores de 11 anos esteja sob dieta. A banalização da pornografia, o assédio sexual e a promoção do estereótipo da mulher/menina passiva são outros dos _temores a combater.

Modelos pré-adolescentes

Kaia Gerber, de 10 anos, protagoniza _a campanha da Young Versace. A mãe, a top model Cindy Crawford, diz que não poderia estar mais orgulhosa. Se os 40 são os novos 30… os dez parecem ser os novos vintes.

«Olho para a minha filha, e penso: ‘tens a minha antiga pele e eu quero-a de volta! Tens as minhas antigas pernas e eu quero-as de volta! Tens o meu antigo cabelo e eu quero-o de volta!’ Ela está a ficar cada vez mais e mais bonita», desabafou Cindy Crawford ao site Acess Hollywood, sobre Kaia Gerber, a menina de 10 anos que a Young Versace elegeu para protagonizar a sua campanha de roupa para crianças.

Verdade seja dita, é que de infantil já pouco terão as indumentárias propostas para este segmento etário, sinal dos tempos nos quais os 40 são os novos 30, mas muito perigosamente também os 10 parecem ser os novos 20. A seu favor, a revelação Kaia tem umas pernas que nunca mais acabam, o rosto sereno e a cabeleira longa, em tudo iguais aos da mãe. Só lhe falta mesmo o icónico sinal junto ao lábio.

De resto, na sua primeira sessão fotográfica, é vê-la com pose de durona, com bota e casaco de cabedal a condizer. «Sou uma mãe super-protectora, e quis saber quem faria as fotografias. Disse que não queria que ela ficasse torta e que ela não poderia usar maquilhagem», defende-se a mãe quanto às críticas de ter lançado a filha às feras cedo demais.

«Foi uma emoção muito especial ver a Kaia a seguir as pisadas da mãe», comentou Donatella, a directora criativa da Versace, para quem a miúda herdou da mãe o jeito especial para o ofício de modelo. Recorde-se que Crawford foi descoberta por esta indústria em 1983, aos 17 anos. «Estar no set com a minha filha foi uma experiência fantástica. Estou tão orgulhosa dela», confessa a top model de 44 anos.

No último ano, várias modelos pré-adolescentes caíram nas graças das principais griffes internacionais. É o caso de Thylane Lena-Rose Blondeau, a sensação francesa de 10 anos que começou a desfilar para o criador Jean Paul Gaultier com apenas quatro anos, imagine-se! Ou de Lottie Moss, de 13 anos, meia–irmã da top model Kate Moss. Ou também de Lourdes Leon, a filha de Madonna, que lançou uma linha de roupa em nome próprio quando tinha apenas 14 anos.

Prostituta de 14 anos na fita ‘Taxi Driver’

Até ir para a universidade Jodie Foster fez mais de 50 filmes e séries (alguns da Disney), e também tentou uma carreira de cantora em França. Mas foi aos 14 anos que chocou o mundo ao dar corpo à prostituta Iris (2 anos mais nova) no filme de culto Taxi Driver, no qual contracenou com Harvey Keitel e Robert de Niro.

Adolescente tentação em ‘Lagoa Azul’

Aos 12 anos, Brooke Shields emprestou o seu ar angelical ao papel de uma prostituta criança no controverso filme Menina Bonita (1978). Dois anos depois, A Lagoa Azul (1980) deixava de novo em evidência a sensualidade pré-adolescente da actriz nesta história simultaneamente terna e selvagem de duas crianças naufragadas numa ilha tropical e que, com o passar do tempo, descobrem o amor e o prazer dos sentidos. A imagem de Brooke de tanga, pele dourada e cabelo longos ficou para a posteridade.

Paradis veio de táxi para a Sétima Arte

Em Abril de 1987, tinha Vanessa Paradis 14 anos e saía à rua Joe Le Taxi, tema que ocuparia o primeiro lugar do top francês durante 11 semanas. E logo a Europa se rendeu à francesinha alta e franzina, de cabelo fino, _olhos grandes e um (para muitos sensual) intervalo nos dentes de cima da frente. E começava assim a cumprir-se o sonho desta fã da _diva Marilyn Monroe de um dia vir a ser uma actriz/cantora de renome internacional. Hoje, com quase 40 anos, conserva o aspecto de menina.

Anúncio a perfume com Dakota Fanning banido

Na sequência de uma série de queixas, a Autoridade para a Publicidade no Reino Unido baniu o anúncio do perfume Oh, Lola!, de Marc Jacobs, tendo Dakota Fanning como estrela. O organismo considera que a fotografia sexualiza uma criança. «Sabemos que a actriz já tem 17 anos, mas consideramos que ela parece menor de 16 anos.

Reparamos que a modelo segura o perfume no colo, entre as pernas e consideramos esta pose sexualmente provocadora. Consideramos que o tamanho do vestido, as suas pernas e a posição do frasco de perfume chamam a atenção para a sua sexualidade», explica. Os criadores da fragrância alegam que «a imagem não mostra quaisquer partes íntimas do corpo ou actividade sexual». O frasco em forma de vaso de flores é «provocante, mas não indecente».

Ação de Sensibilização – Anorexia e Bulimia

Março 9, 2012 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Formação – Perturbações Alimentares na Infância e Adolescência

Abril 20, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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II Jornadas do Centro Clínico Materno Infantil

Março 31, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Pós-Graduação em Psicopatologia da Criança e do Adolescente – Avaliação e Intervenção – 2ªedição

Fevereiro 24, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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II EDIÇÃO PÓS GRADUAÇÃO EM PSICOPATOLOGIA DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIA

Junho 23, 2010 às 1:33 pm | Publicado em Divulgação, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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A Associação Central de Psicologia, vai organizar a “II EDIÇÃO PÓS GRADUAÇÃO EM PSICOPATOLOGIA DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIA” em Coimbra de 23 de Outubro de 2010 a 1 de Janeiro de 2011. Mais informações Aqui

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