Até que ponto os pais devem ser amigos dos filhos?

Janeiro 16, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do http://observador.pt/ de 7 janeiro de 2018.

Ana Cristina Marques

Longe vai o tempo da figura parental autoritária. Pais e filhos estão cada vez mais próximos, mas nem sempre as fronteiras estão bem definidas. O que acontece quando o amigo vem primeiro do que o pai?

“Na minha opinião, ser mãe não se deve confundir com ser amiga. Enquanto mãe, é preciso criarmos regras e mostrar que estamos presentes quando elas quiserem falar de problemas.” Teresa Tavares, engenheira de produção, vive com as duas filhas adolescentes, de 13 e 14 anos, em Santa Maria da Feira. E insiste no seu ponto de vista sobre as relações entre mães e filhas: “Não nos podemos confundir com as melhores amigas”.

Cassandra*, da Figueira da Foz, tem uma opinião um pouco diferente. Diz ser amiga e mãe, uma pessoa a quem as filhas, também elas adolescentes, acabam por contar tudo. É uma questão de acompanhamento e de confiança. Já Paulo, pai de Maria, de 17 anos, confessa que lhe faz confusão “quando os pais tentam ser os melhores amigos”.

O debate sobre até que ponto os pais devem ser amigos dos filhos não é novo, mas está cada vez mais atual. Basta olhar para a geração dos avós para perceber que a relação que estes tinham com os filhos era muito diferente da que existe hoje em dia dos seus filhos com os seus netos. Nem de propósito, a historiadora Stephanie Coontz chegou a contar ao The Cut que a ideia de pais e filhos amigos é relativamente nova e surgiu no contexto de “práticas mais democráticas para educar as crianças”, no século passado. “Hoje em dia, os pais querem muito que os seus filhos sejam indivíduos”, diz. Embora tentem incutir os seus valores, existe uma diferença face ao passado, quando os pais acreditavam que o melhor (e o mais seguro) era os filhos obedecerem e seguir as suas pisadas.

Em 2015, a socióloga Sofia Aboim falava ao Observador sobre a “erosão do modelo de distanciamento geracional” — em vez do pai patriarca, associado a uma figura mais rígida de outros tempos, atualmente existe entre pais e filhos maior companheirismo, necessidade de comunicação e crescente preocupação para com o bem-estar dos mais novos. Até aqui tudo bem. O problema é quando as fronteiras se esbatem e o amigo surge primeiro do que o pai — sobretudo na adolescência.

Curiosamente, uma investigação norte-americana mostrou, em 2015, que os pais da geração Y, a também chamada geração millenial, querem ser os melhores amigos dos filhos (entre os 6 e os 12 anos, em particular). Segundo o estudo de mercado realizado pelo The Family Room LLC, feito a 1200 indivíduos, esse é o desejo de 54% de pais com idades compreendidas entre os 25 e os 35 anos; 38% dos pais da geração anterior (geração X), dos 36 aos 50 anos, consideram o mesmo.

Num ensaio de 2012, citado em maio pelo The New York Post, um professor de inglês na Universidade de Stanford perguntou aos seus estudantes quantas vezes por mês falavam com os pais. A resposta: todos os dias. Uma das estudantes, em particular, confessou que falava até sete vezes por dia com a mãe, pessoa que considerou, à data, a sua melhor amiga. Cassandra também fala durante o dia com as duas filhas adolescentes. Diz estar sempre em contacto e, se alguma coisa acontece na escola, há troca de SMS entre mãe e filhas. “Se fazem um teste, por exemplo, contam como correu.”

No mesmo artigo do The New York Post há outras duas ideias a reter: a primeira, de que o mundo já não está dividido entre adultos e crianças, mas sim entre famílias nucleares e todas as outras pessoas; a segunda, de que os filhos já não mascaram os maus comportamentos uma vez que os pais, na ânsia de serem seus amigos, são bem capazes de os tolerar. Sobre isto, a mesma Cassandra diz que, na eventualidade das filhas se portarem mal, não as vai castigar, mas conversar e tolerar. “Se as castigar, da próxima vez já não me vão dizer nada”, justifica.

“De uma forma muito direta, o papel dos pais é serem pais”, defende Filipa Jardim da Silva. Para a psicóloga clínica, os pais são seres cuidadores cujas principais funções passam por “proteger, educar e formar”. “Os amigos são escolhidos, os pais não. Os pais têm uma relação assimétrica com os filhos, que implica muito respeito.” A especialista afirma que o importante é, por isso, não perder a noção dos limites. “Vejo pais a colocarem-se ao nível dos filhos. Oiço relatos de filhos mal-educados, que empurram os pais e pais que respondem na mesma moeda”, confessa. É ao adulto, diz, a quem compete ter maturidade e contenção emocional — “É isso que nos diferencia enquanto pais”.

“Ser amigo do filho significa que ambos estão no mesmo patamar. Isso não pode acontecer”, avisa de forma ainda mais radical Rute Agulhas, psicóloga clínica e forense. A docente universitária no ISCTE-IUL, que já antes escreveu para o Observador, também diz que é fundamental existir “uma assimetria de poder”. É uma questão de autoridade, mas não de autoritarismo. Os filhos precisam obrigatoriamente de balizas — como quem diz limites –, que devem ser progressivamente flexibilizadas aquando da chegada da adolescência. Na opinião desta profissional, habituada que está a lidar com adolescentes, podem existir dois problemas associados à imposição de limites: “Ou as balizas desaparecem e os miúdos perdem-se, ou as balizas são muito rígidas e eles não têm espaço para se autonomizar. Vejo pais a tratar filhos de 15 anos como se tivessem 10”.

“Há duas funções parentais: desenvolver nos miúdos um sentimento de pertença e dotá-los da capacidade de socialização e autonomização”, sintetiza Agulhas.

Pais e amigos: há uma linha que vos separa

Teresa Tavares não tem dúvidas. Sabe que as duas filhas que tem em casa não lhe contam tudo e não parece preocupar-se com isso. Ao Observador, assegura que elas contam apenas o que acham importante, não que isso a iniba de estar atenta ao comportamento de ambas. “Há coisas que são delas e das amigas. Quando têm um problema grave pedem ajuda. Até hoje tem funcionado assim”, conta a mulher de Santa Maria da Feira que não gosta de ver filhos a tratar os pais pelo nome próprio e mães que interferem na esfera privada das filhas. No outro lado da barricada, Cassandra já deu por si a ver as conversas das filhas no Facebook. Fê-lo por receio, por instinto de proteção. “Li coisas que elas acabaram por, mais tarde, me vir contar.”

“Eu nunca tive acesso aos emails e às redes sociais da minha filha e não quero ter. Acho que ela tem direito à intimidade dela. É uma questão básica de confiança”, diz Paulo que, em entrevista ao Observador, prefere não dar o último nome. “Vejo muito aquele tipo de discurso… quase como se os filhos fossem propriedade dos pais, que acham que têm o direito a ver tudo e a controlar tudo. Acho que sou uma minoria”, atira. Curiosamente, há sensivelmente um ano o pediatra Mário Cordeiro contava ao Observador, numa longa entrevista de vida, que é “gestor dos filhos” e não “dono”.

Sobre isto, Filipa Jardim da Silva defende que os pais devem ser um modelo e que, para tal, é preciso existir alguma distância — ao Observador, a psicóloga clínica diz conhecer pais que chegam a rivalizar com os amigos dos filhos. “É preciso perceber que não é suposto o meu filho adolescente contar-me tudo. Há uma linha de privacidade que é importante que todos tenhamos. Quando vejo pais a serem os conselheiros românticos dos filhos… pode ser problemático. É preciso ter noção do diálogo e das perguntas a fazer, que serão diferentes das de uma amiga.”

Ou seja, é natural e até recomendável que os pais questionem os filhos adolescentes sobre namoros, desde que respeitem as respostas que obtêm (mesmo que não venham recheadas de detalhes interessantes). “Se o filho ou a filha disse que não quer falar sobre isso, os pais têm aí uma oportunidade de mostrar respeito pela sua privacidade e ritmo próprio”, explica Filipa Jardim da Silva. A isso Rute Agulhas acrescenta que é fundamental os pais cultivarem uma comunicação clara com os filhos desde cedo, sem tabus à mistura, e que os temas da sexualidade devem ter abordados de uma forma tranquila. “Mais do que na sexualidade, a reflexão deve ser centrada nos afetos.

O limite que separa os pais de amigos é bem capaz de ser mais visível do que inicialmente esperado e há determinados comportamentos que os pais podem adotar em determinadas situações:

  • quando vão buscar um filho a casa de amigos, os pais devem evitar ser intrusivos e optar por não conversar com os filhos sobre algo mais sensível à frente desses seus amigos; o importante é não exagerar nos contactos, mas mostrar algum interesse e curiosidade, até porque o filho pode sentir-se invadido e até ansioso;
  • na relação dos pais com os amigos dos filhos é desejável que haja respeito com limites no tipo de partilhas feitas — no fim do dia, é preciso existir o adulto e o adolescente. “Perder este limite é perder a capacidade de definir regras, de conter, de proteger”, assegura Filipa Jardim da Silva;
  • e quanto às saídas à noite? “Regra geral, os filhos não querem sair à noite com os pais, antes estar com os amigos. Os pais devem negociar estas saídas e as horas de regresso de forma gradual”, diz Agulhas. “Se for possível nas primeiras saídas, há ganhos de serem os pais a irem buscar os filhos e de medirem bem as autorizações para prenoitar em casa de amigos numa primeira fase”, acrescenta Filipa Jardim.

A ideia do respeito e contenção nas partilhas viaja nos dois sentidos: tal como se lê na página Parenting Science, há pesquisas que demonstram a existência de custos associados ao tratamento dos filhos enquanto confidentes — eles e elas podem não reagir bem a “confissões pessoais negativas”. Num estudo em particular, para o qual os investigadores entrevistaram filhas adolescentes de casais divorciados, descobriu-se que essas raparigas tinham uma maior probabilidade de sofrer de problemas psicológicos caso as mães lhes fizessem confissões detalhadas sobre as suas preocupações financeiras, problemas no trabalho ou sentimentos negativos sobre os ex-maridos.

“Há uma fronteira geracional que deve ser mantida e os pais não devem, por exemplo, fazer dos filhos confidentes dos seus problemas pessoais, conjugais ou com amigos. Os filhos precisam de pais com autoridade, que saibam exercer controlo e supervisão”, exemplifica Agulhas. Ambas as psicólogas defendem que os pais devem adequar as suas partilhas às faixas etárias de quem as ouve e que, de uma forma global, não devem falar da sua vida íntima e sexual, nem tão pouco de aspetos relativos à gestão financeira familiar.

Abandono não. É só sensação

Estava a jovem Maria no quinto ou no sexto ano quando começou a pedir ao pai que parasse o carro mais longe do recinto da escola, todas as manhãs. Paulo sentia a filha cada vez mais constrangida e assentiu com naturalidade.”Faz parte, não houve problema. Mas depois percebi que o que a envergonhava era uma coisa muito concreta: a Maria era a única menina da turma que ainda andava de cadeirinha”, recorda — Paulo fala ao telefone com o Observador mas, neste momento, conseguimos adivinhar-lhe o sorriso no rosto. A partir do momento em que deixou de haver cadeirinha, a resistência de Maria passou. Mas podia não ter passado e seria natural e normal se assim fosse.

“Por volta dos 10, 11 anos os miúdos já não querem que os pais os levem à porta da escola. Muito menos querem ‘o’ beijinho à frente das pessoas. Isso fá-los sentirem-se infantilizados”, explica Rute Agulhas. São situações como essas — que mais cedo ou mais tarde acontecem — que fazem alguns pais sentirem uma espécie de abandono. Há pais que ficam angustiados, mas, em última análise, isto mais não é do que a vontade dos filhos em mostrar autonomia. Caso os pais se sintam rejeitados, ao invés de encararem a situação como um sinal positivo, é possível que tal desencadeie nos filhos um conflito de lealdade. “Os miúdos ficam ambivalentes. Querem fazer aquilo que lhes faz sentir bem, mas não querem magoar os pais e podem entrar num processo de sofrimento. Cabe aos pais olhar para isto com naturalidade.”

Dito isto, será que há pais muito dependentes dos filhos? Rute Agulhas responde que sim e argumenta que há pessoas que se resumem à função parental, que se esquecem dos outros papéis e que, à medida que o tempo passa, antecipam o ninho vazio. O importante, esclarece, é que as famílias se adaptem à medida que os filhos vão crescendo e que as regras sejam flexibilizadas. Mais, há diferentes formas de afeto que não passam necessariamente por expressar um “gosto de ti”: ter interesse nas áreas em que os filhos se movimentam é uma delas. “A adolescência em si é um desafio para as famílias. É sempre preciso redefinir papéis e fronteiras.”

Mas, afinal, até que ponto é que os pais podem ser amigos dos filhos? Filipa Jardim da Silva não é extremista. Diz que primeiro, e acima de tudo, está o papel de pai e mãe, só depois o de amigo. “Falo de ser amigo dentro daquilo que são as funções parentais. É isso que garante aos pais um papel único na vida dos filhos. Os pais esquecem-se disso com frequência.”

Rute Agulhas concorda: “Os pais podem e devem ser amigos, mas não se podem resumir a esse papel. Os miúdos precisam de pais que, além de amigos, exerçam autoridade, definam limites”. É ela quem nos dá a derradeira metáfora: imaginemos um papagaio de papel prestes a ser lançado ao vento; ou damos corda a mais e o papagaio voa para além do nosso controlo ou não damos corda e ele pura e simplesmente cai no chão. “A maior herança que um pai pode deixar a uma criança é uma vinculação segura, que a longo prazo vai deixá-la segura e confiante de si própria. Nenhum pai vai proteger o filhos de todos os erros.” Filipa Jardim da Silva remata: “Ser mãe e pai é algo eterno e muito seguro. É uma questão de prioridades”.

* Nome fictício. Esta pessoa não quis ser identificada

 

A Educação e as relações do mundo virtual

Abril 21, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt/ de 10 de abril de 2017.

A Educação e as relações do mundo virtual

É frequente ouvirmos o quanto as crianças de hoje são diferentes das crianças de há uma ou duas décadas atrás e como tem sido difícil adaptar relações, educações e o próprio sistema de ensino, que se mostra cada vez mais desadequado aos interesses e vontades desta nova geração. Na verdade, se educar já era por si só um grande desafio, com todas as alterações desta geração que nasce de olhos abertos e pronta para a vida, tornou-se uma tarefa especialmente delicada.

São realmente muitas as mudanças que esta geração do novo século apresenta. Embora por vezes seja difícil para as famílias compreenderem esta nova forma de se ser criança e jovem, diria que em muitas coisas mudaram para melhor. Maior consciência de si próprios, maior liberdade de ação e menos preconceitos! Que bom, que esta geração nos trouxe essa maravilhosa capacidade de aceitação da diferença, que reflete sempre uma maior possibilidade de aceitação de nós próprios. Este seria um passo gigante para a felicidade do ser-humano, se não tivesse sido acompanhada pelo desenvolvimento de um novo tipo de relacionamentos, infelizmente bem menos saudável e por uma compreensão distorcida do que realmente é liberdade.

O mundo virtual alterou por completo a forma como as pessoas se relacionam e atualmente estamos a assistir a uma espécie de “solidão acompanhada”. Os pais estão pouco em casa, as famílias alargadas são cada vez mais uma raridade, as crianças já não brincam na rua e acabam fechadas em quatro paredes à espera que alguém chegue a casa e lhes dê alguma atenção. Sem tempo, cansadas e sem paciência as famílias acabam por incentivar os ipads, as playstations e as redes sociais porque assim também têm algum sossego. Na verdade não há tempo nem disponibilidade para estar em relação.

O que são as “Relações líquidas”?

Nesta conjuntura assistimos cada vez mais ao desenvolvimento de “relações líquidas”, nas quais a confiança, a intimidade, a presença e o olho no olho, escorrem por entre os dedos das mãos e não permitem que se solidifiquem as relações.

Comprometemos o vínculo na união entre as pessoas e sem vínculo desenvolvemos relações frias, distantes, mais robotizadas e bem menos sentidas. Estamos mais permeáveis à imagem e aos “likes”, numa superficialização das relações que não pode ser reconfortante para ninguém. Vivem na ilusão de estarem acompanhados, sempre no burburinho e corre corre das redes sociais, mas na verdade sentem-se muito sozinhos.

Nesta solidão social e familiar, facilmente percebemos a razão da tristeza, abatimento, falta de energia, falta de motivação e depressão que avassala a vida de muitas crianças e jovens.

Esta semana numa consulta de acompanhamento familiar uma jovem dizia exatamente isso à sua mãe: “Não percebes porque é que eu estou sempre no telemóvel? Eu sinto-me sozinha, muito sozinha! Não compreendes a minha agressividade?! Nós nem conseguimos jantar em família a horas decentes, mas consegues ter tempo para me chatear constantemente com a arrumação do quarto e com as notas dos testes. Imagina então que eu sou como uma mesa. Quanto mais forte lhe bates mais te dói a tua própria mão… Se lhe bateres devagar a tua mão não te vai doer!

A verdade é que as redes sociais, a internet e os jogos de computador têm sido os verdadeiros refúgios desta geração, que se sente acima de tudo sozinha… As redes sociais permitem-lhes manter algum contacto com o mundo e com as pessoas, ainda que virtual, mas distorcem a noção de relacionamento interpessoal e aumentam o medo e a ansiedade das relações próximas, intimas, verdadeiras…

Como dizia Fernando Pessoa no seu poema Solidão – “sinto-me livre mas triste, vou livre para onde vou, mas onde vou nada existe”!

Não, não vamos voltar atrás no tempo, mas por favor vamos cuidar das nossas relações!

 

 

 

Com quantos “amigos” do Facebook podemos realmente contar?

Fevereiro 10, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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texto do http://www.dn.pt de 21 de janeiro de 2016.

Robert Galbraith Reuters

O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg Robert Galbraith/Reuters

Em tempo de crise, a quantos amigos podemos recorrer? E este número aumenta na proporção do número de amigos na rede social?

Os utilizadores do Facebook têm em média 155 amigos, mas em tempo de crise só podem contar com quatro. A conclusão é de um estudo da Universidade de Oxford, que analisou as redes de amigos na rede social para perceber se esta nos permite aumentar o número e qualidade das amizades.

O professor de psicologia evolucionária Robin Dunbar usou dados recolhidos em dois inquéritos feitos no Reino Unido para testar a teoria de que as redes sociais dos humanos têm um tamanho médio que é ditado em parte por constrangimentos cognitivos e em parte pelos custos de tempo de manutenção de relações. E para analisar se as redes sociais construídas na internet permitem ultrapassar estes constrangimentos.

A última década trouxe uma revolução nas relações, com a internet a permitir a comunicação com pessoas que estão longe, salienta Dunbar, mas a forma como as pessoas encaram estas alterações varia: os “ciberpessimistas” consideram que os efeitos são maus, enquanto os “ciberotimistas” insistem que são positivos.

Os dados do primeiro inquérito mostraram que em média uma pessoa tem 155 amigos, enquanto no segundo o número é maior: 182,8. Em ambas as amostras as mulheres tinham mais amigos do que os homens e a média estava muito dependente da idade – com os mais novos a apresentarem redes maiores.

Mas curiosamente, quando questionados sobre quantos destes são amigos a quem são capazes de pedir ajuda em caso de crise, a variação é menor: o número médio desce para quatro. O número de amigos considerados próximos é de 13,6. Dunbar salienta que estes números são muito semelhantes aos descritos na literatura científica, que descreve uma “rede de próximos” de cinco pessoas.

Aliás, uma característica importante das redes sociais dos humanos é a sua estrutura, com uma divisão clara e hierárquica que reflete a frequência dos contactos e interações e também a proximidade emocional. Segundo a literatura os círculos vão aumentando, de cinco amigos muito próximo num primeiro círculo, para 15 num segundo, 50 e 150 nos mais afastados. As duas camadas exteriores, com 500 e 1500 dizem respeito aos conhecidos e ao número de caras que conseguimos identificar.

Ora o artigo publicado ontem na Royal Society Open Science conclui que o tamanho das redes de amigos online não difere significativamente das redes offline. E o investigador salienta que a análise do tráfego em sites como o Facebook e o Twitter reproduz a estrutura das redes offline, ou seja, usamos as redes sociais para contactar mais com as pessoas que estão mais presentes na nossa vida.

O psicólogo acrescenta que há um aspeto interessante das redes sociais online: Dunbar diz que as amizades têm um ritmo natural de declínio na ausência de contacto que pode ser atenuado pelos contactos nas redes sociais, mesmo que muito breves

 

 

 

 

 

 

40 cortometrajes para educar en valores

Novembro 14, 2015 às 1:00 pm | Publicado em Recursos educativos, Vídeos | Deixe um comentário
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texto do site http://www.educaciontrespuntocero.com de 9 de outubro de 2015.

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El cine ha llevado a la gran pantalla muchas películas en las que se tratan temas relacionados con el mundo de la educación. Continuamos ampliado esta entrada con vuestras propuestas hasta alcanzar los 40 cortometrajes para educar en valores. Con ellos, el alumnado reflexionará sobre la amistad, la solidaridad, el trabajo en equipo, el respeto a las personas…

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1. iDiots (“iDiotas”): Un cuento de Big Lazy Robot VFX de 2013 con su moraleja, es una crítica al consumismo y al sedentarismo causado por la tecnología. Tenemos de todo, especialmente teléfonos que hacen cualquier tipo de virguería menos una llamada de voz al prójimo. Stop motion con robots japoneses.

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2. For The Birds (“Pajaritos”): Corto animado de los estudios Pixar en Redmond dirigido por Ralph Eggleston, que ganó un Oscar en su categoría en el año 2000. Pueden extraerse diversas reflexiones, sobre la tolerancia y la importancia que tiene cada persona por sí misma, o para que no nos riamos de nadie y aprendamos desde la diferencia a sacar las virtudes que tiene cada cual.

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3. Deadlines (“Plazo de entrega”): Trabajo de una agencia publicitaria, que demanda más tiempo en una cultura económica del más por menos, y para ello recurre a los que más saben de la materia, una clase de Primaria. El experimento es sencillo: en diez segundos, los niños tienen que completar un dibujo con la primera idea que se les venga a la cabeza (y prácticamente la misma en todos). Si cuentan con diez minutos, se obrará el milagro, ya que no hay dos resultados iguales. La creatividad no está inspirada por la presión del tiempo, sino por la libertad, la diversión y la alegría.

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4.El Sándwich de Mariana: Cortometraje de 2014 de Carlos Cuarón (hermano del más conocido cineasta mexicano Alfonso Cuarón) que se adscribe a una campaña contra el bullying. Eso sí, desde un punto de vista más arriesgado en el que se trata del verdugo que a su vez es víctima, o cómo de la comprensión puede nacer la compasión… a pesar de sufrir su abuso, haciéndonos más fuertes. Un ensayo para reflexionar sobre la cadena de violencia en nuestra sociedad.

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5. A bolboreta Sabela (“La mariposa Sabela”): Corto del gallego Alfredo Varela (realizado en 2011), con guión de Clara Groba, que cuenta con la colaboración en los dibujos de su hijo Iván (8 años) y Alba Añón (7). Narra un cuento con una moraleja muy simple: “te vedes un monstruo de sopetón… e non sabedes idiomas… ¡fuxide! Non hai outra solución” (“si te encuentras un monstruo de repente, y no sabes idiomas, ¡huye! No hay otra solución”). Con ello quieren dar a entender la importancia del esfuerzo por aprender y saber hablar más de un idioma para salir airosos en diversas situaciones. Recibió en su día el primer premio en el concurso CinEOI Coruña Curtas.

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6. Cuerdas: El guionista y director Pedro Solís García dirige esta pequeña obra de arte que ha sido reconocida recientemente con el Premio Goya 2014 al Mejor Cortometraje de Animación. La ternura, la amistad, la inocencia o la generosidad son algunos de los valores tratados.

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7. El vendedor de humo: Este corto animado plantea diferentes cuestiones alrededor de las cuales los alumnos tienen la oportunidad de reflexionar: el consumismo, la picaresca, cómo en ocasiones le damos demasiada importancia a las apariencias…

Visionar todas as curta metragens no link:

http://www.educaciontrespuntocero.com/recursos/familias-2/cortometrajes-educar-en-valores/16455.html

 

 

 

 

 

 

 

Conheça os amigos do seu filho

Junho 26, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto do site  http://www.portoeditora.pt

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Como podem os pais ajudar os filhos na gestão da necessidade de pertença a um grupo de amigos e de serem aceites, sem que tal se revele um processo problemático? Há comportamentos parentais que podem ajudar os adolescentes a lidarem melhor com os desafios do relacionamento com os pares.

Paula Marques

Na adolescência caminha-se da família para os amigos, num processo de alargamento de crenças e valores, de identificação ou diferenciação, de um questionamento contínuo revestido de sentimentos ambivalentes como a angústia e a euforia.

A forma como o adolescente vai gerir “psicoemocionalmente” a instabilidade, típica desta fase, será importante para a estruturação da sua personalidade e para a formação do seu autoconceito e autoestima.

Os adolescentes preocupam-se com a inclusão num grupo, valorizam a opinião dos amigos, refugiam-se nas conversas com estes e o número de amigos está habitualmente conotado com a satisfação consigo próprio. Mas a verdade é que a influência dos pares tanto se pode revelar positiva, com comportamentos de amizade, proximidade e suporte que favorecem o seu bem-estar, como se pode revelar de negativa, com comportamentos de crítica, rejeição e estigmatização que afetam seriamente o equilíbrio, já de si frágil, do adolescente.

Como posso, então, ajudar o meu filho adolescente?

Promova a capacidade de afirmação do seu filho

Ajude o seu filho a ser ele próprio, a expressar os seus interesses permitindo-lhe isso mesmo no ambiente familiar. As práticas educativas parentais são um modelo para o relacionamento dos jovens com os seus pares, para além de representarem um pilar importante no seu equilíbrio emocional.

Se à exigência for associado pouco afeto, o adolescente vai sentir-se em défice emocional, desenvolvendo uma postura frágil e de necessidade de aceitação nos grupos de amigos, com prejuízo da sua capacidade de afirmação pessoal.

Promova o contacto com diferentes grupos

Sempre que possível, permita ao seu filho contactar com realidades diversas em que possa constituir grupos de amigos diferentes, através, por exemplo, da frequência de atividades extracurriculares em grupo ou da realização de atividades de férias com colegas diferentes dos habituais.

Desta forma, estará a treinar competências de interação social, enriquecendo a sua exploração do mundo, o que ajudará o seu filho no processo de socialização. Ao mesmo tempo, está a aumentar a probabilidade de alargamento do seu grupo de amigos.

Conheça os amigos do seu filho

Conhecer globalmente os amigos do seu filho enquadra-se numa perspetiva de estar próximo das pessoas que lhe são importantes e de compreender a importância que o grupo tem para si e qual o seu papel no grupo.

Poderá fazê-lo providenciando um espaço para a realização de trabalhos de grupo, ou de estudo em casa, ou para a organização de sessões de cinema em casa, ou qualquer outra atividade que se enquadre num ambiente de disponibilidade para a presença dos amigos.

Mas estas atividades devem ser realizadas sempre num enquadramento de proposta ao seu filho, para que este se sinta envolvido nelas, façam sentido, valorizando e aceitando a sua iniciativa. Não se esqueça que são os amigos dele e não necessariamente os amigos que gostaria que ele tivesse!

Há adolescentes que evitam a presença dos pais nas suas atividades com os amigos. Neste caso é naturalmente importante respeitar as suas decisões procurando, contudo, perceber o porquê de tal.

Proibir pode não ser solução

Está preocupado com a influência negativa que os amigos do seu filho podem ter nele? Os pais procuram proteger os filhos de determinadas realidades, como seja o insucesso escolar ou o consumo de drogas. Contudo, é importante que o adolescente desenvolva ferramentas psicoemocionais que lhes permitam a adoção de comportamentos de responsabilidade.

Em vez de proibir que contactem com determinados amigos, promova a reflexão acerca do que são, para si próprio, comportamentos adequados para que, em qualquer situação da vida, seja capaz de fazer as suas próprias opções. A adolescência é uma fase revestida de muitas alterações. Contudo: (i) se se tornou particularmente difícil falar com o seu filho; (ii) se identifica comportamentos regulares de mentira; (iii) se os resultados escolares desceram sem causa aparente; (iv) se há faltas às atividades escolares ou extra-escolares sem justificação para tal; (v) se mostra sentimentos continuados de ansiedade, tristeza ou isolamento, procure ajuda de um médico ou psicólogo de forma a que seja possível concluir acerca da estabilidade emocional do seu filho e/ou ajudá-lo enquanto pai/mãe.

Paula Marques

Licenciada em Psicologia pela Universidade do Porto e pós-graduada pela mesma instituição, conta com especializações em consulta psicológica e intervenção psicológica com crianças, jovens e adultos. Do seu currículo fazem parte várias formações nos domínios da avaliação cognitiva e da personalidade, orientação vocacional, educação sexual e especialização em igualdade de género. Exerce funções de psicóloga clínica e atualmente colabora com o centro CRIAR, atendendo sobretudo casos relacionados com situações de adaptação/mudança de escola, escolhas vocacionais e profissionais, avaliação cognitiva e situações relacionadas com aspetos de personalidade (dificuldades de autoestima, ansiedade, problemas de relacionamento interpessoal, gestão comportamental).

 

 

15 curtas metragens para educar valores

Setembro 1, 2014 às 6:00 am | Publicado em Recursos educativos, Vídeos | Deixe um comentário
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texto do site http://www.educaciontrespuntocero.com de 31 de julho de 2014.

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El cine ha llevado a la gran pantalla muchas películas en las que se tratan temas relacionados con el mundo de la educación. Continuamos ampliado esta entrada hasta alcanzar los 15 cortometrajes para educar en valores, algunos de ellos sugeridos por vosotros. Con ellos, el alumnado reflexionará sobre la amistad, la solidaridad, el trabajo en equipo, el respeto a las personas…

A sexta curta metragem proposta é “A flor maior do mundo”, inspirada numa história de José Saramago

 La flor más grande del mundo: El cortometraje ‘La flor más grande del mundo’ está basado en un cuento escrito por el Premio Nobel de Literatura José Saramago. Se da la circunstancia de que este corto (elaborado con la técnica stop-motion) cuenta con la colaboración del propio Saramago que pone voz a la historia que se cuenta y, además, tiene su propio personaje. En ella se hace un llamamiento a la solidaridad y las relaciones humanas, en un mundo donde la falta de ideales, el egoísmo o el individualismo prevalecen por encima de otros sentimientos.

Visualizar todas as curtas metragens propostas aqui

 

 

 

 

Amigos com filhos

Maio 5, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Inês Teotónio Pereira publicado no i de 19 de abril de 2014.

Hoje existe uma terceira modalidade de amigos: os amigos com filhos a tempo parcial

Existem três tipos de amigos: os amigos com filhos, os amigos sem filhos e os amigos com filhos a tempo parcial. Eu faço parte dos amigos com filhos. Sou do pior tipo de amigos. Sei disso porque lembro-me bem do tempo em que não tinha filhos mas tinha amigos com filhos: era horrível.

Quando se tem filhos a nossa vida social muda. Basicamente hiberna-se. Deixamos de ter vida social digna desse nome e todos os conceitos de divertimento alteram-se ou evaporam-se. É como se tivéssemos emigrado para uma ilha no meio do Pacífico, sem telemóvel, acesso à internet e uma diferença horária de 12 horas. Quando eu não tinha filhos, tinha saudades dos meus amigos com filhos. Sentia falta deles. Podia vê-los todos os dias, mas não era a mesma coisa. Os filhos levavam os meus amigos e o pior era que os meus amigos queriam que eu gostasse tanto dos filhos deles quanto gostava deles. Impossível: ninguém gosta muito de alguém que nos rouba amigos.

Ainda assim insisti em manter as minhas amizades com os meus amigos pais. Combinava programas e acordava mais cedo para cumprir os programas. Os amigos com filhos têm uma particularidade: andam sempre com os filhos atrás, por isso, se queria manter os amigos sabia que tinha de levar com os filhos deles e às horas deles. Não havia alternativa. Se queria beber um café com um amigo que tinha filhos, já sabia que tinha de beber um café com os filhos deles e com tudo o que isso implica: ou seja, só se bebia o café, não conversava porque os filhos dos amigos não gostam de estar em cafés e também não gostam do amigo dos pais que disputa a atenção dos pais com eles.

O pior, no entanto, era fazer uma viagem com este tipo de amigos. Viajar com amigos com filhos não se tendo filhos é uma das experiências mais penosas que se pode viver. A música no carro é miserável e repetitiva. Os CD que acompanham as viagens são coletâneas de músicas infantis e está sempre a tocar a mesma música porque as crianças são absolutamente obcecadas e gostam pouco de variedade musical. Os horários são espartanos. Pára-se a toda a hora porque a criança tem de comer, tem de fazer xixi, tem de correr, não pode apanhar sol ou está a dormir e não se pode fazer barulho. Qualquer visita de estudo é menos metódica e chata que uma viagem com amigos que têm filhos.

Os amigos com filhos também nunca podiam. Nunca podiam jantar fora, ir ao cinema, sair até tarde, ir beber uma cerveja ao fim do dia ou ir à praia a horas decentes. Nunca “dá”. Ou porque tinham de se levantar cedo, ou porque não tinham com quem deixar os filhos, ou porque estavam cansados porque acordam cedo, ou porque a criança não podia apanhar sol. Por tudo isso nunca “dava”. A única coisa que dava para combinar era um lanche. E chegamos à segunda coisa mais penosa: os aniversários dos filhos dos amigos. Era nestas alturas que os meus amigos com filhos se lembravam que eu existia: para comer salame, gelatinas e passar a tarde com dezenas de crianças em êxtase.

Hoje existe uma terceira modalidade de amigos: os amigos com filhos a tempo parcial. São aqueles amigos divorciados que têm períodos de tempo sem crianças porque as crianças “estão no pai ou na mãe”. Estes amigos conseguem o pleno da amizade. Quando “estão sem os miúdos” são amigos dos amigos sem filhos, quando “estão com os miúdos” são amigos dos amigos com filhos. O divórcio transporta-os em períodos determinados de tempo para o mundo livre dos amigos sem filhos, enquanto nós, amigos com filhos a tempo inteiro, continuamos hibernados numa ilha perdida algures no Pacífico. Uma ilha paradisíaca, é certo, mas não deixa de ser isolada e nós não deixamos de estar hibernados.

Escreve ao sábado

 

 

ESCOLA DE PAIS

Novembro 1, 2010 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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“Todos nós, pais, sentimos a urgência, o desafio e a responsabilidade de acompanhar o crescimento dos nossos filhos. Esta situação torna-se ainda mais relevante hoje, quando o ambiente e a cultura se tornaram fragmentados e um enorme conjunto de solicitações e propostas torna difícil um juízo sereno e claro sobre a realidade.

É neste enquadramento, por vezes extremamente difícil, que somos chamados à tarefa da educação. Com a mesma exigência com que abordamos os aspectos profissionais e sociais da nossa vida, não podemos deixar de nos questionar em que medida nos temos preparado para o desafio educativo.

A partir do dia 30 de Novembro, a Fundação Maria Ulrich, realiza uma Escola de Pais, que consiste num conjunto de três encontros, a realizar até ao dia 13 de Novembro, sobre temas específicos relacionados com a educação e a formação dos filhos.”

1ª sessão – 6 de Novembro (10h30)

A importância de educar: a resposta aos porquês

Isabel Almeida Brito

2ª sessão – 13 de Novembro (10h30)

O perigo de não propor: a televisão e a internet

Henrique Leitão

3ª sessão – 20 de Novembro (10h30)

A autoridade: uma questão de prémios e castigos?

A verificação: as amizades e os tempos livres

Joana Castelo Branco

INSCRIÇÕES (no local)

Individual 8€ /Casal 15€

 

Rua Silva Carvalho, 240 (junto às Amoreiras)

1250-259 LISBOA

21.3882110; 966969620

fundacaomariaulrich.blogspot.com


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