O bairro onde vivemos influencia o peso dos filhos

Junho 29, 2019 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 12 de junho de 2019.

Por  Nuno Guedes

A investigação descreve uma organização urbana que parece proteger as crianças da obesidade.

O bairro onde vivemos influencia a obesidade dos filhos? A pergunta, que pode à primeira vista parecer estranha, deu origem a um estudo que avaliou o peso das crianças em vários bairros de Lisboa.

A investigação, coordenada pelo Centro de Investigação em Antropologia e Saúde da Universidade de Coimbra e financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), conclui que há uma organização urbana que parece “proteger” as crianças do excesso de peso: bairros mais recentes, com espaços verdes e menos carros nas ruas.

Ou seja, diz Margarida Pereira, uma da autoras, à TSF, “ambientes mais pensados para as pessoas e menos para os carros”.

Pelo contrário, nos bairros de Lisboa de construção mais antiga, com edifícios que incluem comércio, serviços e habitação, a proporção de crianças com obesidade ou excesso de peso tende a ser bem mais elevada.

Os efeitos anteriores foram visíveis mesmo quando os investigadores tiveram em conta na análise e nas contas o peso dos pais e o respetivo estatuto socioeconómico da família, fatores que se sabe que também afetam o excesso de peso infantil.

Porquê?

O estudo publicado na revista científica American Journal of Human Biology admite que as razões para esta influência do bairro onde se vive sobre a obesidade podem ser várias, nomeadamente a menor poluição dos bairros com menos carros, num ambiente “mais agradável, menos stressante e menos perigoso”.

Margarida Pereira acrescenta, contudo, que um dos fatores mais importantes talvez seja a possibilidade que estes bairros dão às crianças de brincarem ao ar livre, aumentando os níveis de atividade física.

Nas conclusões os investigadores pedem aos políticos que tenham em conta estes resultados pensando mais num “planeamento urbano saudável” que possa “propiciar estilos de vida mais saudáveis com impacto bastante positivo na saúde pública”.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

The role of urban design in childhood obesity: A case study in Lisbon, Portugal

Crianças sedentárias têm pior coordenação motora

Setembro 11, 2012 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 16 de Agosto de 2012.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Associations between sedentary behavior and motor coordination in children

por Texto da Agência Lusa, publicado por Joana Capucho

Crianças que passam mais de três quartos do seu tempo em atividades sedentárias, como ver televisão e jogar computador, chegam a ter nove vezes pior coordenação motora do que as ativas, revela um estudo português divulgado numa publicação norte-americana.

A investigação, publicada no site da American Journal of Human Biology esta semana, foi desenvolvida pela Universidade do Minho e envolveu crianças portuguesas entre os nove e os 13 anos.

“A infância é um período crítico para o desenvolvimento das competências da coordenação motora que é essencial para a saúde e bem-estar”, afirma Luís Lopes, um dos autores do estudo.

Este estudo demonstra ainda que a atividade física por si só não reverte os efeitos negativos que o elevado nível de sedentarismo provoca na coordenação motora.

“Os resultados mostram a importância de estabelecer um tempo máximo para comportamentos sedentários, enquanto se encorajam as crianças a aumentar os níveis de atividade física”, concluem os autores.

A equipa da Universidade do Minho analisou 110 raparigas e 103 rapazes de 9 e 10 anos de 13 escolas básicas em zonas urbanas, tendo medido objetivamente os comportamentos sedentários e a atividade física. A coordenação motora foi avaliada com vários testes físicos, que incluíram avaliação de equilíbrio, saltos de obstáculos ou deslocação de plataformas.

Os testes foram complementados com um inquérito aos pais para aferir variáveis de saúde.

Em média, as crianças passam 75,6% do seu tempo a serem sedentárias, com o impacto na coordenação motora a ser maior nos rapazes do que nas raparigas.

As meninas que passam mais de 77% do tempo dedicando-se a atividades sedentárias apresentam quatro ou cinco vezes pior coordenação motora do que as raparigas ativas.

Já em relação aos rapazes, aqueles que em 76% do seu tempo são sedentários chegam têm entre cinco a nove vezes pior coordenação motora do que os seus pares ativos.

“O elevado sedentarismo tem um impacto significativo na coordenação motora das crianças, influenciando de modo mais desfavorável os rapazes”, refere Luís Lopes

 

 

 


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