LEMA: plataforma online auxilia crianças com autismo

Julho 10, 2018 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Photo by Bence ▲ Boros on Unsplash

Chama-se LEMA e é o primeiro site português nascido para ajudar na Matemática as crianças com perturbação do espectro do autismo (PEA). Criado por Isabel Santos durante o Doutoramento em Multimédia em Educação na Universidade de Aveiro (UA), o LEMA, para além do desenvolvimento do raciocínio matemático destas crianças, quer ainda auxiliá-las nas áreas da linguagem, da leitura, do planeamento ou da gestão de emoções.

“Os resultados obtidos nas sessões de aferição com crianças e com professores e educadores da Educação Especial permitem assumir o LEMA [das iniciais em inglês de Learning Environment on Mathematics for Autistic children] como um importante instrumento de apoio à promoção do desenvolvimento do raciocínio matemático em crianças com PEA”, congratula-se Isabel Santos a autora da plataforma facilmente acessível a partir do link http://lema.cidma-ua.org.

Para além da Matemática, “o LEMA é também um auxiliar aos desenvolvimentos da linguagem e leitura, do planeamento, da memorização, da gestão de emoções, da atenção e concentração e da interação entre pares”. Assim, aponta Isabel Santos, o ambiente digital “poderá constituir-se como um instrumento pedagógico relevante para a premissa de uma escola inclusiva, garantindo o acesso e equidade de crianças com PEA ao processo de ensino e de aprendizagem, preparando a sua transição para uma vida ativa em sociedade”.

Destinado a crianças entre os 6 e os 12 anos diagnosticadas com PEA, o LEMA contém dois perfis de utilizadores – um para o educador e outro para a criança – e integra 32 classes de atividades de matemática, cada uma delas subdividida em cinco subclasses, de acordo com níveis de dificuldade.

A plataforma permite não só a seleção personalizada de uma até dez classes e subclasses de atividades tendo em conta o perfil funcional do utilizador-aluno, como ainda a visualização do registo de desempenho de cada aluno na realização das atividades propostas por parte do utilizador-educador.

 

Crianças com PEA em crescimento

“O layout das atividades/desafios satisfaz os requisitos identificados por vários investigadores da área das tecnologias digitais para crianças com PEA, nomeadamente a presença de poucos itens no ecrã, a utilização de linguagem visual e textual simples e direta e a integração de informações em múltiplas representações, como texto, vídeo, áudio e imagem, fornecendo instruções e orientações claras”, explica Isabel Santos.

O número de alunos diagnosticados com PEA tem aumentado nas últimas décadas em Portugal. O estudo mais recente realizado em Portugal pela Federação Portuguesa de Autismo, referente a 2011 e 2012, apontou uma prevalência de 15,3 crianças/jovens diagnosticadas com PEA em cada 10 mil.

“Apesar das tecnologias digitais terem sido identificadas, pela comunidade científica, como um recurso de grande interesse para indivíduos com esta perturbação”, aponta Isabel Santos, “são escassas as pesquisas que exploram a sua efetiva utilização no sentido do desenvolvimento de capacidades matemáticas” de crianças com autismo. Por isso, o LEMA de Isabel Santos quer também chamar a atenção para a necessidade de se desenvolverem mais ambientes digitais promotores do desenvolvimento de capacidades em crianças com PEA.

Preparado para ser utilizado pelos mais variados dispositivos tecnológicos (computador, tablet, smartphone, etc) e nos mais variados contextos (sala de aula, casa, gabinetes psicoeducativos, etc), o trabalho de Isabel Santos foi orientado pelas professoras Ana Breda, do Departamento de Matemática, e Ana Margarida Almeida, do Departamento de Comunicação e Arte.

O LEMA foi desenvolvido pela Linha Temática Geometrix, do Centro de Investigação e Desenvolvimento em Matemática e Aplicações (CIDMA), emergindo de uma colaboração frutífera entre esta unidade de investigação e a Digital Media and Interaction (DigiMedia) da UA.

 

Fonte: ua online | jornal da Universidade de Aveiro, em 4 de julho de 2018

Estratégias para manter a atenção do aluno autista em sala de aula

Novembro 3, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Mestrado Abordagens na Criança em Contexto Educativo

Julho 11, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Ciclo de Workshops Cadin – Caligrafia, PHDA, Asperger, Bullying, Consciência Fonológica, Autismo

Abril 4, 2014 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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http://www.cadin.net/destaque/workshops-20132014/

Guía para la Integración del alumnado con TEA en Educación Primaria

Fevereiro 18, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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El propósito de esta guía es aportar un instrumento útil y sencillo que permita conocer las características de los niños y niñas con Trastorno del Espectro Autista y proporcione estrategias aplicadas al entorno educativo que contribuyan a su desarrollo favoreciendo su integración.

Robótica apoia terapia com alunos autistas – Projeto com APPACDM incentiva interação utente-escola

Janeiro 1, 2012 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Reportagem da Universidade do Minho de 17 de Novembro de 2011.

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Projecto Robótica – Autismo Aqui

 

 

Texto e fotos: Pedro Costa

Tendo como ponto de partida a capacidade de atração dos robôs para a interação, um grupo de investigação da UMinho está a desenvolver um projeto que visa facilitar a sempre difícil ligação entre os terapeutas e os portadores de autismo. Sob uma ideia base consubstanciada na máxima “a engenharia ao serviço do ser humano”, este trabalho tem obtido resultados positivos na desejada interação, melhorando as condições para a terapia, a qualidade de vida dos jovens autistas e a formação de quadros familiares mais apoiados e identificados com o dia-a-dia desta problemática.

Um grupo de investigação sedeado na Universidade do Minho e que fomenta uma parceria com a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) está a desenvolver um projeto para a utilização de robôs como meio de comunicação e interação com alunos autistas. Esta equipa é composta por três investigadores e um doutorando, todos da Engenharia Eletrónica Industrial, um investigador da área da Educação, um mestrando de Engenharia Biomédica, uma psicóloga da APPACDM de Braga e mais dois bolseiros de investigação.

A ideia surgiu a partir de contatos já existentes com a APPACDM, onde se verificou haver terreno favorável para o desenvolvimento do projeto inspirado em duas teses de mestrado em Eletrónica Industrial. O projeto de investigação é financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e visa a aplicação de ferramentas robóticas como forma de melhorar a vida social de alunos com autismo e com problemas intelectuais, melhorando as suas habilidades de interação e comunicação com pessoas e em contextos diferentes.

No estudo já realizado, o robô foi apresentado inicialmente aos alunos, pela professora, em contexto de sala de aula. Posteriormente, os investigadores da UMinho interagiram, através do robô, com cada um dos alunos com autismo, generalizando depois a ação aos cenários de vida do aluno, sem a presença do robô. As atividades visaram incentivar os jovens a interagir, pedir e participar em jogos e iniciativas em conjunto com outras pessoas. “Tendo por base a interação, a comunicação e a vocalização, definimos atividades muito simples, com competências bem definidas que quisemos ver desenvolvidas”, frisa a investigadora responsável, Filomena Soares.

Os resultados demonstraram ser possível a estes jovens realizarem algumas destas atividades pela primeira vez. Conclui-se a relevância da utilização de robôs como mediadores na interacção com alunos com autismo. Registou-se a realização de novas tarefas, nunca antes realizadas, pelos alunos com este tipo de problema, como, por exemplo, “o fato de se sentarem num local diferente na sala de aula para brincar com o robô, ou realizar com um outro colega uma atividade previamente realizada com o mesmo robô, para além de outras tarefas relevantes”.

O facto deste projeto trabalhar contextos diferenciados acaba por influenciar um envolvimento das famílias, que, desta forma, participam no desenvolvimento e beneficiam de uma transferência de competências e de rotinas muito importantes para o contexto familiar. Segundo a investigadora, neste aspeto “foi determinante o papel da APPACDM, que acabou por facilitar a interação, proporcionando contatos durante o projeto, assim como uma ação de divulgação e partilha onde todos participaram.”

Após as cinco experiências positivas, realizaram-se através do Ministério da Educação contatos com outras unidades de ensino estruturado, havendo já reuniões com mais quatro centros, que se juntam à APPACDM de Braga no desenvolvimento deste projeto. Desta forma, o grupo de investigação passará a trabalhar com utentes de Arouca, A-Ver-O-Mar, Barcelos e Leça da Palmeira, para além de Braga.

Estão ainda a ser estudadas e avaliadas novas formas de interagir com os alunos com autismo em idade escolar, utilizando plataformas robóticas mais robustas e com maiores capacidades. As atividades de aprendizagem consideradas nesta nova fase englobam a exploração de competências e a oportunidade de comunicação e expressão, utilizando sempre a tecnologia como mediador. Filomena Soares realça que este método representa “apenas o papel de mediação entre o utente e o seu terapeuta, sendo que o papel dos terapeutas é basilar no processo evolutivo destes jovens”.

 Jovens investigadores numa nova perspetiva da Engenharia

Outra das marcas deste projeto da área da Eletrónica Industrial é o facto de abordar novas perspetivas do uso das engenharias no quotidiano das pessoas, conferindo-lhe um papel social, para além da mais-valia técnica e utilitária.

Sandra Costa, aluna de doutoramento de Eletrónica Industrial, integrada neste grupo, é a autora de uma das duas teses de mestrado que inspiraram o projeto e representa uma nova geração de especialistas desta área que assume “uma visão social dos projetos”. Sublinha que, “para além das questões do conforto, a Engenharia já está ao serviço das pessoas ao nível da sua dimensão social e das problemáticas profundas”.

O trabalho desenvolvido por este projeto de Robótica para o Autismo tem sido reconhecido pela comunidade científica, através de publicações em diversas conferências de especialidade, a última das quais a RO-MAN2011 – 20th IEEE International Symposium on Robot and Human Interaction Communication, que teve lugar em Atlanta, Geórgia (EUA), em julho.

© 2011, GCII – Universidade do Minho


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