Sofia Borges, a portuguesa que ensina música a crianças refugiadas na Alemanha

Agosto 27, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Maria Leonardo

Notícia e imagem do Público de 13 de agosto de 2018.

A percussionista e compositora portuguesa faz parte do projecto MitMachMusik e ensina música a crianças refugiadas em Berlim. “Muitas crianças estão traumatizadas”, diz.

Pim-po-ne-ta pita pita pituxa plim“. A lengalenga faz parte da infância de muitos portugueses, mas não das seis crianças refugiadas em Berlim, que, sentadas numa roda, imitam, sem hesitações, a canção que a portuguesa Sofia Borges lhes tenta ensinar.

A percussionista e compositora portuguesa integra o projecto MitMachMusik (“fazemos música”, em tradução livre) há um ano e actualmente ensina música a crianças refugiadas em três abrigos da capital alemã. “Dou aulas a crianças que ainda não tocam nenhum instrumento. Trabalho com tudo o que se pode fazer a nível musical, mas sem instrumentos: a voz, a coordenação motora, a motricidade fina, brincar, aprender e estar em grupo”, explica Sofia Borges, enquanto vai colocando as cadeiras em círculo, antes da aula, em Marzahn, um bairro na zona oriental de Berlim.

Os alunos têm idades entre os quatro e os 13 anos e vêm de países tão diferentes como a Síria, Afeganistão, Irão, Iraque, Palestina, Eritreia, Quénia, Somália, Rússia ou Moldávia. São de fora e descobriram que a professora também. “Alguém aqui gosta do Cristiano Ronaldo?”, pergunta Sofia aos alunos. “O Cristiano Ronaldo que me desculpe por eu aproveitar o nome para fazer a ponte com os meus alunos. Todos sabem de onde é que ele é.”

Pim-po-ne-ta pita pita pituxa plim“. A lengalenga faz parte da infância de muitos portugueses, mas não das seis crianças refugiadas em Berlim, que, sentadas numa roda, imitam, sem hesitações, a canção que a portuguesa Sofia Borges lhes tenta ensinar.

A percussionista e compositora portuguesa integra o projecto MitMachMusik (“fazemos música”, em tradução livre) há um ano e actualmente ensina música a crianças refugiadas em três abrigos da capital alemã. “Dou aulas a crianças que ainda não tocam nenhum instrumento. Trabalho com tudo o que se pode fazer a nível musical, mas sem instrumentos: a voz, a coordenação motora, a motricidade fina, brincar, aprender e estar em grupo”, explica Sofia Borges, enquanto vai colocando as cadeiras em círculo, antes da aula, em Marzahn, um bairro na zona oriental de Berlim.

Os alunos têm idades entre os quatro e os 13 anos e vêm de países tão diferentes como a Síria, Afeganistão, Irão, Iraque, Palestina, Eritreia, Quénia, Somália, Rússia ou Moldávia. São de fora e descobriram que a professora também. “Alguém aqui gosta do Cristiano Ronaldo?”, pergunta Sofia aos alunos. “O Cristiano Ronaldo que me desculpe por eu aproveitar o nome para fazer a ponte com os meus alunos. Todos sabem de onde é que ele é.”

A Soul For Europe – 2016 (c) ASfE Yehuda Swed sea.saw.-foto.com

Na sala de aula que a professora portuguesa divide com os alunos e com outro docente “o ambiente é muito descontraído”. Dá aulas no local onde as crianças moram, “por isso praticamente estão em casa, mudam é para outra sala. Mas “muitas crianças”, revela a compositora, “estão traumatizadas”. “Às vezes eles contam de onde vêm e partilham histórias muito trágicas com muita descontracção, como se estivessem a contar que foram ao centro comercial e se perderam do pai e da mãe por 20 minutos. Porque aquilo faz parte da vida deles.”

Crianças “merecem a melhor música do mundo”

Em Julho, 15.199 pessoas pediram asilo na Alemanha, a maioria sírios e iraquianos, menos 10% que no mesmo mês do ano passado, informou o Ministério do Interior alemão. Os números divulgados pelo Gabinete Federal para a Imigração e os Refugiados (BAMF, na sigla em alemão) indicam que entre Janeiro e Julho tramitaram-se um total de 110.324 pedidos, quase menos 16% que no mesmo período de 2017. O número de entradas no país tem vindo a cair desde 2016. “Eu vejo o lado bom: têm casa, vão à escola, têm assistência médica. Vejo esse lado. Não vejo o lado das filas de burocracia ou de outras complicações. Opto por ver o lado melhor” da política de acolhimento de refugiados na Alemanha, sublinha Sofia Borges.

Uma sondagem realizada pelo instituto de opinião pública Infratest-dimap mostrou que dois terços dos alemães consideram o racismo um problema grande ou muito grande na Alemanha. O estudo sobre o clima político no país foi encomendado pela emissora pública ARD e pelo diário Die Welt.  A emigrante portuguesa lamenta que muitos alemães não aceitem os refugiados e votem em partidos de extrema-direita. “Aqui há duas semanas eu estava no eléctrico, precisamente a vir para este abrigo, e ouvi comentários racistas horríveis. O eléctrico vinha muito cheio e um casal ia comentando que a culpa disso era dos refugiados”, descreveu.

Respirar fundo e continuar o trabalho com “energia positiva” é a melhor resposta que Sofia Borges encontrou para estes casos, porque “as crianças merecem a melhor música do mundo”. “Temos crianças que vemos que já tiveram contacto com a música, mas temos outras, nomeadamente do Afeganistão, que vêm de zonas onde a música é proibida porque é considerada profana e não se pode tocar. E temos um professor, que começou como aluno, que tinha que tocar às escondidas”, partilha Sofia Borges.

Figgi, Bahare, Mariana, Samia, Islam e Mohamed vão rindo e fechando as mãos ao som do “pim-po-ne-ta“. Quem perde ou quem ganha o jogo pouco importa. Alguns vivem com a família completa, outros têm a mãe, o pai, ou os irmãos no país de origem. “Há situações muito diferentes”, adianta a professora.

O Governo alemão decidiu, no passado dia 1 de Agosto, voltar a conceder o direito de reagrupamento familiar a alguns refugiados, impondo o limite de 1.000 entradas por mês. Cerca de 34 mil pedidos aguardam resposta. “Tento afastar-me das notícias e concentrar-me nas aulas”, remata esta professora portuguesa. “Pensar que depois de tudo o que muitas destas pessoas passaram, ainda vão ter de ficar longe dos familiares por causa de papéis, de leis, de burocracias, custa-me muito.”

 

 

Associação alemã apela: “Larguem os telemóveis e vigiem as crianças na água”

Agosto 20, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 15 de agosto de 2018.

Desde o início do ano houve 300 afogamentos na Alemanha, dos quais 20 envolveram crianças, e a Associação Alemã de Salva-Vidas (DLRG) diz que é urgente mudar hábitos para travar o aumento dos números. Aquela que é a maior organização do género a nível mundial estabelece mesmo uma ligação direta entre o número de crianças em risco na água e a distração dos pais com os telemóveis.

O caso mais recente aconteceu na semana passada, quando um menino de sete anos se afogou numa piscina da Baviera.

De acordo com o The Guardian, A DLRG lembra que as piscinas não são parques ou jardins-de-infância e aconselha os pais e avós a largarem os telemóveis e a reforçarem a vigilância.

O representante da organização, que conta com 40 mil salva-vidas voluntários em praias, piscinas e lagos da Alemanha, lamenta ainda a forma negligente como alguns adultos se comportam com as crianças hoje em dia.

Os nadadores salvadores culpam ainda o sistema escolar por não ter aulas de natação obrigatórias para os mais pequenos e lembram que os horários das famílias nem sempre são compatíveis com as aulas de natação dos filhos, o que aumenta o problema.

 

 

Justiça alemã garante acesso dos pais à conta de Facebook da filha morta

Julho 24, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do Euronews de 12 de julho de 2018.

De  Antonio Oliveira E Silva  com AFP

O Tribunal de Justiça Federal da Alemanha ( Bundesgerichtshof), com sede em Karlsruhe, deu a conhecer uma sentença relacionada com o que pode ser definido como a herança digital dos cidadãos e o acesso aos perfis nas redes sociais dos consumidores, uma vez falecidos.

A Justiça decidiu a favor de um casal que exigia à rede social Facebook o acesso à conta da filha, morta em circunstâncias ainda por explicar, no sistema de metropolitano de Berlim.

A mãe da adolescente, que morreu com 15 anos, em 2012, tentou recuperar conteúdos do perfil da filha, o que foi recusado pela empresa, com sede em Palo Alto, Califórnia.

Ao aceder à conta, o casal esperava compreender melhor, através de possíveis pistas, se a filha teria ou não cometido suicídio.

Mas a empresa rejeitou o pedido, argumentando que o acesso aos dados da adolescente da parte dos pais constituia uma violação do que definiu como conteúdos privados, já que o casal passaria a ter acesso a conteúdos de outros utilizadores – nomeadamente no chat.

O casal argumentava que o acesso ao perfil de Facebook da filha seria semelhante ao acesso a um diário ou a cartas que ela tivesse escrito.

O Tribunal de Justiça Federal concordou: “O contrato de utilizador de uma pessoa com uma rede social obedece à sucessão universal dos herdeiros do titular da conta,” diz a sentença.

Para os juizes, o que está em causa é uma conta de utilizador e não uma pessoa específica e que é normal que terceiros tenham acesso a essa conta com ou sem o acordo do proprietário inicial.

Um drama jurídico de três anos

Em 2015, a justiça deu razão aos pais, em primeira instância. Mas, dois anos mais tarde, o Tribunal de Recurso reverteu a sentença e defendeu, como dizia o Facebook, que “o segredo das comunicações estava protegido pela Lei fundamental da Alemanha”.

No entanto, o Tribunal de Justiça Federal estimou, ao dar a razão ao casal, que a confidencialidade dos dados não seria afetada, já que a Lei apenas protege as pessoas vivas.

Quando um utilizador do Facebook morre, existem duas opções:

A conta pode ser transformada num perfil em memória dessa pessoa, o que permite partilhar conteúdo produzido pelo utilizador em vida.

A segunda opção contempla a eliminação da conta, sendo preenchido um formulário em linha para o efeito.

A questão da herança digital constitui um problema de ordem ética e legal complexo, com o qual se deparam regularmente os ordenamentos jurídicos de vários países.

 

 

Alemanha usa coletes de areia para controlar crianças hiperactivas

Janeiro 23, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 20 de janeiro de 2018.

Cerca de 200 escolas recorrem a esta abordagem para acalmar crianças com diagnósticos de Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção.

Cerca de 200 escolas alemãs estão a pedir a cada vez mais crianças indisciplinadas e hiperactivas que usem coletes cheios de areia. Será uma estratégia para as acalmar e manter sentadas nos seus lugares.

A história é relatada pelo diário britânico The Guardian. Os coletes de areia pesam entre 1,2 e seis quilogramas e custam entre 140 e 170 euros.

Por toda a Alemanha, há um número crescente de diagnósticos de Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção, o que provoca alterações na atenção, impulsividade e grande actividade motora. Um conjunto de sintomas que se repercute no desenvolvimento, na aprendizagem e no ajustamento social.

A prática não é nova. Os defensores dos coletes de areia argumentam que estes são uma abordagem terapêutica menos agressiva do que medicamentos, como o uso de Ritalina. Os detractores encaram-nos como uma reminiscência de camisolas de forças que eram usadas para restringir pacientes violentos em hospitais psiquiátricos. E inquietam-se com a possibilidade de estigmatização.

“As crianças adoram usar os coletes e ninguém é forçado a usar um contra sua vontade”, declarou Gerhild de Wall, da escola Grumbrechtstrasse, no distrito de Harburg, em Hamburgo, ao The Guardian. “Os coletes ajudam-nas a ter um melhor sentido de si próprias, e isso, por sua vez, ajuda-as a concentrarem-se”.

Segundo explicou, os coletes só são usados em períodos de 30 minutos. Muitos querem usá-los. “Os alunos saltam a cada oportunidade de os usar. Nós garantimos que as crianças que não precisam deles também os vestem, o que ajuda a evitar que haja um estigma associado  ao seu uso”.

Essas explicações não convencem os críticos, que entendem esta abordagem questionável. Vislumbram o risco de os coletes serem encarados como uma espécie de remédio único. Também há quem entenda que esta abordagem procura garantir que a criança encaixa na turma, sem atender à sua individualidade.

Petição em Portugal

Em Portugal, estima-se que cerca de 70 mil crianças sofrem de Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção. A terapêutica está muitas vezes reduzida à medicação.  O Infarmed aponta para uma duplicação das vendas de metilfenidato: de 133 mil, em 2010, para mais de 270 mil embalagens, em 2016.

Na Net, corre uma petição com o objectivo de pôr a Assembleia da República a discutir modos de adaptar o modelo escolar e social, de modo a salvaguardar o direito destas crianças a “uma educação e inclusão sem obstáculos, com complementaridade de apoios a nível terapêutico”. Os signatários são agora 1072.

mais informações na notícia do The Guardian:

Use of sand vests to calm children with ADHD sparks concern

Alemanha proíbe venda de smartwatches para crianças

Novembro 22, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 21 de novembro de 2017.

O regulador alemão diz que os relógios são “usados para espiar”: há pais que utilizam estes dispositivos para ouvir as aulas das crianças, à distância.

Karla Pequenino

O regulador alemão responsável pelas telecomunicações (BNetzA) proibiu a venda de smartwatches para crianças com uma função de escuta. Este tipo de relógios, destinados a crianças entre os cinco e os 12 anos, vêm com um cartão SIM e uma função de chamadas limitada que os adultos podem controlar via aplicação móvel. O objectivo é conseguir “monitorizar” o ambiente em que as crianças estão à distância.

Para os reguladores alemães, porém, a tecnologia aproxima-se mais de um “dispositivo de espionagem” do que de um brinquedo, porque é difícil perceber quando a função de escuta está activada. “De acordo com a nossa investigação, os pais utilizam os relógios para ouvir os professores na sala de aula”, explica Jochen Homan, o presidente da BNetzA, em comunicado.

A analista Gartner prevê que nos próximos anos cada vez mais smartwatches venham com conectividade móvel e sejam capazes de se ligar directamente a redes móveis para fazer e receber chamadas (o Watch 3, da Apple, já faz isto). A partir desta semana, porém, os pais e crianças que sejam encontradas com relógios deste tipo na Alemanha devem destruí-los e enviar as provas ao regulador alemão. Em Fevereiro, a Alemanha já tinha proibido a venda da boneca My Friend Cayla – um brinquedo com microfones e reconhecimento de fala que conseguia “falar” com as crianças. A preocupação é que se tornem alvos de ataques informáticos e utilizados para espiar algumas famílias e ouvir informação privada das crianças.

Já há casos reais do problema. Em Fevereiro, a Spiral Toys, uma empresa norte-americana que comercializa peluches ligados à Internet, e que tem como funcionalidade a gravação de mensagens por parte das crianças e dos seus pais, revelou que foram divulgadas online mais de 800 mil credenciais de clientes e dois milhões de mensagens gravadas. O aviso chegou aos clientes dois meses depois de o problema ter sido detectado.

Em Portugal, este tipo de brinquedos ainda não está disponível em loja, mas é acessível aos consumidores através de plataformas online como a Amazon ou Ebay, facto que preocupa a Associação para a Defesa do Consumidor (Deco).

Além de monitorizar o ambiente em que as crianças estão, vários relógios inteligentes destinados a crianças vêm com uma função de GPS (para os pais saberem onde as crianças estão), e botões para accionar serviços de emergência. O regulador alemão não se pronunciou sobre relógios com estas funcionalidades.

 

 

 

Crianças preferem livros ao YouTube na Alemanha

Agosto 26, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://exame.abril.com.br/ de 13 de agosto de 2017.

Mais de 60% das crianças entre 6 e 13 anos alemãs têm a leitura como forma de entretenimento principal no país europeu

Por Daniela Barbosa

São Paulo – Avessas às novas tecnologias, as crianças na Alemanha gostam de passar o tempo lendo livros, revistas e histórias em quadrinhos. Pelo menos foi isso que apontou uma pesquisa publicada recentemente e realizada pelas editoras Panini, Gruner + Jahr, Egmont Ehapa Media, Spiegel e Zeit.

De acordo com o estudo, que ouviu cerca de 2000 famílias, mais de 60% das crianças entre 6 e 13 anos preferem a leitura como forma de entretenimento principal no país europeu. Isso não significa, no entanto, que elas não acessem a internet; mas quando acessam somente 30% delas assistem vídeos no YouTube e outros 28% gostam de jogos online.

Para os pais ouvidos na pesquisa, o gosto pela leitura está relacionado principalmente ao incentivo que as crianças costumam receber em casa e na escola. Eles costumam mostrar que o hábito tem o poder da ativar a criatividade.

Outros dados

A leitura só não aparece como passatempo preferido entre as crianças de 4 e 5 anos que participaram do levantamento. Nesta faixa etária, a televisão acabou sendo o melhor mecanismo de entretenimento dos pequenos, que muitas vezes estão ainda em processo de alfabetização – o que justificaria tal porcentagem.

Já tecnologias que estão caindo em desuso, como o DVD, são apreciadas apenas por 15% das crianças.

Outro dado que chamou atenção foi o uso de celulares entre as crianças por lá. Menos de 40% delas possuem um aparelho na faixa etária entre 6 e 9 anos. Já 84% das crianças maiores, entre 10 e 13 anos, têm celular no país.

 

 

Smartphones e tablets prejudicam desenvolvimento intelectual e físico das crianças

Junho 10, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://lifestyle.sapo.pt/ de 30 de maio de 2017.

A utilização diária de aparelhos digitais aumenta o risco de distúrbios de concentração e hiperatividade, conclui um novo estudo realizado na Alemanha.

O uso excessivo de smartphones, computadores e tablets eleva o risco de hiperatividade e distúrbios de concentração em crianças e adolescentes, podendo afetar o desenvolvimento físico e intelectual dos menores, aponta uma investigação científica divulgada esta semana em Berlim.

No estudo “BLIKK”, 80 médicos entrevistaram 5.600 pais e filhos e concluíram que 70% das crianças alemãs com menos de seis anos usam smartphone ou tablet mais de meia hora por dia. Segundo a investigação, o risco de desenvolver distúrbios de concentração é seis vezes maior em crianças dos oito aos 13 anos que usam estes aparelhos mais de meia hora por dia, escreve a radiotelevisão alemã Deutsche Welle.

 

A aparente descontração dos pais alemães

Janeiro 13, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://www.goethe.de/ins/pt/lp/prj/toa/ptindex.htm

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A minha vida mudou e muito no ano 2012. Vim viver para a Alemanha com o meu filho de 5 anos e o meu marido por motivos profissionais. Sabia a língua? Não, nem uma palavra, mas também não interessava nada. É preciso ter abertura de espiríto e encarar as diferentes fases da vida com optimismo, acreditando que tudo irá correr pelo melhor. Eis as minhas aventuras.

Na Alemanha é muito comum ver crianças sozinhas na rua, duas a duas ou em grupo a caminho da escola. Umas a passear de bicicleta e outras a passar nos semáforos das estradas movimentadas. Crianças pequenas que saem das suas casas para irem para a casa dos amigos, que fica na rua ao lado.

Tudo isto são cenas que me relembram a minha própria infância nos anos oitenta em Portugal, que era exatamente assim. Uma época que se perdeu. Mas porquê? Pelo medo muito fomentado pelas constantes notícias na televisão sobre o que vai mal no mundo? E, afinal, o que fazem os pais alemães de diferente? Certamente, eles amam tanto os seus filhos como quaisquer outros pais. Como conseguem eles ter a calma e a descontração para dar esta liberdade aos filhos, liberdade essa mais contida no panorama português? Em primeiro lugar, esta “descontração” no controlo parental é apenas aparente e, em segundo lugar, as crianças são incentivadas a serem independentes e, para que tal aconteça, devem sentir-se responsáveis pelos seus atos.

No jardim de infância, por exemplo, katharina-hankequando os vão levar ou buscar, não os ajudam a despir e a vestir ou a descalçar e a calçar. Ficam à sua frente, a dizer o que devem fazer, tipo: “Agora despe o casaco e pendura no cacifo com o teu nome. Agora descalça-te e guarda os sapatos no lugar deles. Tira as luvas e o gorro e coloca-os dentro das mangas do casaco”, e por aí fora. Assisti muitas vezes a isto e pensava para comigo, que pais eram estes que não ajudavam os seus filhos pequenos? Os pais alemães esperavam o tempo que fosse necessário até todas as tarefas estarem concluídas. E o que acontecia? Os meses passavam e as crianças alemãs, gradualmente, começavam a ser mais “desenrascadas” e já se despiam e vestiam cada vez mais depressa e sem ser necessário que lhes dissessem qual a ordem correta.

Quando o meu filho foi para escola primária alemã, explicaram-nos que os pais só devem acompanhar os filhos no primeiro dia de escola. A partir daí, as crianças devem ir a pé ou de autocarro.
O meu filho de seis anos, sozinho no autocarro da escola?
Não consegui fazê-lo, pelo que ocasionalmente recebia uns olhares espantados dos próprios miúdos, que não compreendiam a minha presença na escola.

As crianças pequenas são também incentivadas a andar de bicicleta, para acompanhar a família nos passeios de fim de semana e, como consequência disso, muitas crianças de três anos já sabem andar numa bicicleta com pedais. Enquanto isso o meu filho aprendeu a andar de bicicleta sem pedais com três anos! Em Portugal não existem bicicletas destas para crianças de dois anos, ao contrário do que se vê na Alemanha.

celia-mateus2Outro bom exemplo são os parques infantis, que na Alemanha estão sempre apinhados de pais com os seus filhos. Os pais sentam-se, conversam, levam termos de café, bolachas e fruta, que trocam entre eles e vigiam os seus filhos sem se levantar. Se eles desaparecem da sua vista, não vão a correr para ver onde os miúdos andam, se foram para trás de algum arbusto, se para cima de uma árvore ou se estão empoleirados num baloiço mais alto onde não deviam estar. Todos os pais alemães que conheço achavam estranho eu andar sempre atrás do meu filho e, gradualmente, deixei de o fazer, não que não me preocupasse, mas a verdade é que ele estava sempre por ali.

Qual é, então, a diferença na educação alemã? Trata-se de incentivar a independência e a responsabilidade, através da confiança que depositam nos seus filhos. Ao estar fora da vista dos pais, a criança sente que precisa de se desenvencilhar sozinha e ao fazê-lo está também a ser mais independente. São maneiras diferentes de educar, cada uma com as suas vantagens e desvantagens.

Seja como for, pese embora eu não me consiga libertar do “controlo parental português”, agrada-me viver num país que me relembra a minha própria infância e sentir que o meu filho pode viver a sua infância na plenitude que ela merece.

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Célia Mateus
licenciou-se em Ciências da Comunicação na Universidade Luís de Camões e especializou-se em Relações Públicas, área onde trabalhou mais de 10 anos, passando pela Câmara Municipal de Lisboa e pela NPF-Pesquisa e Formação. Nos últimos anos trabalhou na área do Turismo, como agente de Viagens na Best Travel.

Copyright: Tudo Alemão
Novembro de 2015

Língua original: Português

 

KINO 2017 – Mostra de Cinema de Expressão Alemã + Mostra para Escolas

Janeiro 12, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.goethe.de/ins/pt/pt/kul/sup/kin/kme.html?wt_sc=portugal_kino

Alemanha perdeu o rasto a 9 mil crianças refugiadas

Setembro 5, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://expresso.sapo.pt/ de 29 de agosto de 2016.

expresso

Alexandre Costa

Chegaram ao país sem estarem acompanhadas. A maioria tem entre 14 e 17 anos, mas mais de 860 são menores de 13 anos.

As autoridades alemães anunciaram esta segunda-feira que perderam o rasto a 8991 crianças que chegaram ao país sem estarem acompanhadas e cujos pedidos de asilo haviam sido registados.

O Gabinete da Polícia Criminal Federal (GPCF) disse que a maioria das crianças tem entre 14 e 17 anos, mas mais de 860 são menores de 13 anos.

O GPCF frisou contudo não haver dados concretos que indiquem as crianças tenham caído em poder de criminosos, referindo que por vezes elas abandonam os centros de refugiados, onde se registaram inicialmente, deslocando-se para outros sem que as autoridades se apercebam dessa situação, uma vez que não possuem documentos de identificação. Em outros casos podem ter abandonado os centros para irem ao encontro de famíliares.

“Muitas estão desaparecidas porque elas estão a tentar chegar até às suas famílias ou comunidades (…) Mas em muitos casos, elas podem ter sido capturadas, elas podem ter confiado numa pessoa que pretende lucrar com a sua vulnerabilidade, ou elas podem ter sido vítimas de tráfico”, afirmou por seu turno Federica Toscano, da organização Missing Children Europe, em declarações prestadas à Quartz.

A Save the Children refere que crianças são levadas para a Alemanha por traficantes que pretendem depois que lhes paguem 50 mil euros pela viagem. Crianças da Nigéria e da Roménia, algumas das quais com apenas 13 anos de idade, foram forçadas a prostituírem-se, após lhes terem sido prometidos empregos como cabeleireiras e babysitters, segundo um relatório desta ONG citado pelo “The Telegraph”. A organização entrevistou também rapazes que tiveram de fazer trabalhos forçados ou traficar droga para pagarem as suas dividas. .

mais informações na notícia da Quartz

Nearly 9,000 unaccompanied refugee children have gone missing in Germany

 

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