Manual de Aleitamento Materno

Outubro 25, 2013 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

manual

Descarregar o manual Aqui

1. Aleitamento Materno em Portugal

Em Portugal não existem estatísticas sobre a incidência e a prevalência do aleitamento materno. Os estudos efectuados no nosso país sugerem que a evolução do aleitamento materno se processou de maneira semelhante à de outros países europeus. A industrialização, a II Grande Guerra Mundial, a massificação do trabalho feminino, os movimentos feministas, a perda da família alargada, a indiferença ou ignorância dos profissionais de saúde e a publicidade agressiva das indústrias produtoras de substitutos do leite materno tiveram como consequência uma baixa da incidência e da prevalência do aleitamento materno. Foram as mulheres com maior escolaridade que mais precocemente deixaram de amamentar os seus filhos, sendo rapidamente imitadas pelas mulheres com menor escolaridade. Este fenómeno alastrou aos países em desenvolvimento, com consequências gravíssimas em termos de aumento da mortalidade infantil. A partir dos anos 70, verificou-se um retorno gradual à prática do aleitamento materno, sobretudo nas mulheres mais informadas. Alguns estudos portugueses apontam para uma alta incidência do aleitamento materno, significando que mais de 90% das mães portuguesas iniciam o aleitamento materno; no entanto, esses mesmos estudos mostram que quase metade das mães desistem de dar de mamar durante o primeiro mês de vida do bebé, sugerindo que a maior parte das mães não conseguem cumprir o seu projecto de dar de mamar, desistindo muito precocemente da amamentação. Por todas estas razões, é essencial que em Portugal se continuem a implementar medidas que promovam um maior sucesso do aleitamento materno.

O valor da amamentação

Setembro 24, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Artigo de opinião de Zélia santos publicado no Diário de Notícias de 10 de Setembro de 2013.

por Zélia Santos

Passado o longo tempo de gravidez, vivido na esperança de receber o novo elemento da família, nasce o bebé. Entre os muitos receios que a puérpera manifesta, um deles foca-se com a nutrição. Como nutrir adequadamente o bebé?

É reconhecida a importância do aleitamento materno, pela riqueza da sua composição nutricional, sendo considerado um alimento completo e equilibrado de excelência, que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), deverá ser mantido como exclusivo até aos seis meses de vida, quando possível, seguido de amamentação complementar até aos dois anos.

Mas será que a amamentação é apenas responsabilidade e preocupação da mãe? Nos tempos actuais, a mulher necessita de apoio para que o aleitamento materno seja possível e para isso torna-se necessário envolver a família, os profissionais de saúde e até a envolvente da esfera laboral. Existem já organizações que potenciam o aleitamento materno, com o regresso da mãe ao local de trabalho, criando um espaço destinado a este fim. Potenciando positivamente, desta forma, a estreita relação entre o nível familiar e laboral da mulher e entre mãe e filho, aumentando o vínculo estabelecido e nas futuras relações com outras pessoas.

A importância do aleitamento materno não se traduz apenas em valor imediato, como na redução de mortalidade infantil, mas também a longo prazo, na fase adulta da criança, uma vez que a amamentação parece estar associada à redução de risco de algumas doenças crónicas não transmissíveis como o excesso de peso e a obesidade. Um artigo publicado na revista científica JAMA Pediatrics sugere a existência de uma associação entre a amamentação e um menor risco de desenvolvimento de excesso de peso e obesidade em crianças de idade escolar, para além de outras variáveis em análise como a prática de actividade física, alimentação equilibrada ao longo da infância , entre outras.

As potencialidades do leite materno são inúmeras, nomeadamente, na formação do sistema imunológico da criança, diminuindo a incidência de doenças infecciosas agudas como gastroenterites, infecções do trato respiratório e urinário, doenças alérgicas e crónicas do aparelho digestivo. É um alimento de fácil digestibilidade, que ajuda na prevenção das cólicas nos bebés e promove um maior desenvolvimento cognitivo da criança dada a sua composição nutricional.

O aleitamento materno, numa outra vertente, a da mãe, deve ser incentivado pois contribui para a diminuição da incidência de hemorragias pós-parto e anemia, de cancro de ovário e da mama pós menopausa, bem como, ajuda na recuperação do peso, para um valor do seu peso habitual antes da gestação.

Sob a vertente social, económica e ambiental, o aleitamento materno assume um valor sustentável no âmbito da saúde comunitária, dado não ser dispendioso. Contribui também para um menor despêndio de custos associados a cuidados de saúde a curto, médio e longo prazo, tanto para a mãe como para a criança, podendo estar associado a uma diminuição de morbilidade e mortalidade infantil. Não apresenta impacto ambiental ao invés da alimentação através de leite de fórmula. A nível social, fortalece relações de afectividade entre os vários elementos da família, que devem estar coesos e integrados.

* Presidente da Associação Portuguesa de Dietistas

 

Fórmulas Infantis: nova regulamentação

Agosto 28, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

Artigo do site Stop Cancer Portugal de 2 de Agosto de 2013.

FI1

Marisa Figueiredo

Este artigo pretende fazer um resumo das regras oficiais às quais as fórmulas para lactentes estão sujeitas.

O objetivo principal é a promoção do aleitamento materno.

As fórmulas para lactentes são os únicos géneros alimentícios transformados que satisfazem integralmente as necessidades nutritivas dos lactentes durante os primeiros meses de vida, até à introdução de uma alimentação complementar adequada. Para proteger a saúde dos lactentes, importa assegurar que apenas sejam comercializados produtos adequados para a referida utilização.

Por definição, são “Lactentes” as crianças com idade inferior a doze meses e “Crianças de pouca idade”, crianças com idade compreendida entre um e três anos.

São “Fórmulas para lactentes” os géneros alimentícios com indicações nutricionais específicas, destinados a lactentes durante os primeiros meses de vida que satisfaçam as necessidades nutricionais desses lactentes até à introdução de alimentação complementar adequada.

“Fórmulas de transição” são os géneros alimentícios com indicações nutricionais específicas, destinados a lactentes quando é introduzida uma alimentação complementar adequada, que constituam o componente líquido principal de uma dieta progressivamente diversificada nesses lactentes.

A rotulagem das fórmulas para lactentes e as fórmulas de transição deve obrigatoriamente mencionar o seguinte:

– Nas fórmulas para lactentes, a menção de que o produto se adequa a utilizações nutricionais específicas por lactentes a partir do nascimento, quando não são amamentados;

– Nas fórmulas de transição, a menção de que o produto apenas se destina a fins nutricionais específicos de lactentes de idade superior a seis meses, que deve constituir apenas um dos componentes de uma dieta diversificada, que não deve ser utilizado como substituto do leite materno durante os primeiros seis meses de vida;

– O valor energético disponível e a quantidade média de cada substância mineral e de cada vitamina referida;

– Instruções para a preparação, armazenamento e eliminação adequados do produto e uma advertência para os riscos de saúde decorrentes de uma preparação e um armazenamento inadequados.

A rotulagem das fórmulas para lactentes e das fórmulas de transição deve ser concebida de forma a conter as informações necessárias à utilização adequada dos produtos, não deve desincentivar o aleitamento materno, sendo proibida a utilização dos termos «humanizado», «maternizado», «adaptado» e de outros análogos.

Deve conter as seguintes menções obrigatórias, precedidas pela expressão «Informação importante» ou por qualquer outra equivalente:

– A afirmação da superioridade do aleitamento materno;

– A recomendação de que o produto apenas seja utilizado mediante parecer de pessoas independentes qualificadas nos domínios da medicina, nutrição ou farmácia ou de outros profissionais responsáveis pelos cuidados maternos e infantis.

A rotulagem das fórmulas para lactentes não deve incluir imagens de lactentes, nem de outras imagens ou textos susceptíveis de criar uma impressão falsamente positiva da utilização do produto.

A publicidade das fórmulas para lactentes deve restringir -se a publicações especializadas em cuidados de saúde infantis e publicações científicas. Deve apenas conter informações de carácter científico e factual, não devendo pressupor, nem fazer crer que a alimentação por biberão seja equivalente ou superior ao aleitamento materno.

Nos locais de venda directa ou indirecta não pode haver publicidade, ofertas de amostras, nem qualquer outra prática de promoção de venda directa ao consumidor de fórmulas para lactentes no retalhista, como expositores especiais, cupões de desconto, bónus, campanhas de vendas especiais, vendas a baixo preço ou vendas conjuntas.

Os fabricantes e distribuidores de fórmulas para lactentes não podem fornecer ao público em geral, nem às grávidas, mães ou membros das respectivas famílias, produtos grátis ou a preço reduzido, amostras ou quaisquer outros brindes de promoção, quer directa quer indirectamente, através do sistema de cuidados de saúde ou dos profissionais de saúde.

O material informativo e pedagógico, quer escrito quer audiovisual, relativo à alimentação dos lactentes e destinado a ser divulgado entre mulheres grávidas e mães de lactentes e de crianças de pouca idade deve conter informações claras sobre os seguintes pontos:

  1. Vantagens e superioridade do aleitamento natural
  2. Alimentação materna e a preparação para o aleitamento natural e sua manutenção;
  3. O eventual efeito negativo da introdução do aleitamento parcial a biberão sobre o aleitamento natural
  4. A dificuldade de reconsiderar a decisão de não aleitar naturalmente
  5. A utilização correcta de fórmulas para lactentes, caso seja necessário

Não é permitido o recurso a quaisquer imagens que possam criar uma impressão falsamente positiva da utilização de fórmulas para lactentes.

Para consulta detalhada: http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2013:181:0035:0056:PT:PDF

Referências:  REGULAMENTO (UE) N. o 609/2013 DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 12 de Junho, relativo aos alimentos para lactentes e crianças pequenas, aos alimentos destinados a fins medicinais específicos e aos substitutos integrais da dieta para controlo do peso e que revoga a Diretiva 92/52/CEE do Conselho, as Diretivas 96/8/CE, 1999/21/CE, 2006/125/CE e 2006/141/CE da Comissão, a Diretiva 2009/39/CE do Parlamento Europeu e do Conselho e os Regulamentos (CE) n. o 41/2009 e (CE) n. o 953/2009 da Comissão. Jornal Oficial da União Europeia. 2 – Decreto-Lei nº 217/2008 de 11 de Novembro. Diário da República, 1ª série nº 219, pag. 7879-7892.

Leite de vaca é introduzido demasiado cedo na alimentação dos bebés

Junho 11, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia do dnoticias.pt de 1 de Junho de 2013.

Indica o Estudo do Padrão de Alimentação e de Crescimento na Infância

Cerca de 20% das famílias portuguesas da zona norte introduzem o leite de vaca demasiado cedo na alimentação das crianças, ou seja, antes dos 12 meses, revela o Estudo do Padrão de Alimentação e de Crescimento na Infância (EPACI).

A pediatra e coordenadora do estudo, Carla Rêgo, explicou que o leite de vaca (pasteurizado e UHT) tem uma composição nutricional inadequada para esta idade, com um baixo teor de ferro e um elevado teor proteico, e nunca deve ser utilizado, pelo menos, no primeiro ano de vida.

O EPACI é um trabalho de âmbito nacional, que envolveu cerca de duas mil crianças, apoiado pela Direção Geral de Saúde, pelas Administrações Regionais de Saúde, pela Faculdade de Medicina do Porto e pela Universidade Católica.

Segundo Carla Rêgo, este é o maior estudo do género alguma vez feito em Portugal e tem como objetivo retirar conclusões sobre a obesidade na infância e gerar linhas de orientação para a comunidade médica.

É representativo do país, mas nos dados hoje divulgados no Porto só estão reportados os obtidos na região norte. Em setembro serão divulgados os dados globais.

Segundo a coordenadora do EPACI, “este trabalho foi realizado porque se sabe que a alimentação e a forma como se cresce nos primeiros anos de vida são determinantes para a saúde futura”.

“É sabido que quando existe um grande aumento de peso, por exemplo no primeiro ano de vida, ou quando se ultrapassa os 2/3 anos com excesso de peso muito marcado, a probabilidade de vir a ter tensão arterial elevada, de desenvolver obesidade ou doença cardiovascular é maior do que se isso não acontecer”, explicou.

O estudo revelou que há erros que é preciso corrigir, mas revelou também “há muita coisa bem feita em Portugal”, nomeadamente a idade da diversificação alimentar (introdução de outros alimentos) e o facto de essa diversificação se iniciar com a sopa.

“Quarenta e cinco por cento das nossas crianças iniciam pela sopa de vegetais. Outra coisa que se faz muito bem é o fracionamento das refeições, come-se cinco ou seis vezes ao dia. A introdução da carne também ocorre no período certo, ao sexto mês”, sustentou.

Um outro aspeto que se destacou pela positiva é relativo ao consumo de fruta, “92,5% das nossas crianças consomem fruta diariamente, o que é espetacular”, frisou a pediatra.

Pela negativa salientou a introdução dos vegetais no prato, que ocorre tardiamente, ao contrário do consumo de sumos, com ou sem gás, que é “extremamente elevado” e começa “demasiado cedo”.

Menos bom é também o “tempo de aleitamento materno”, que é de “apenas três meses e meio”, provavelmente devido à obrigatoriedade do regresso das mães ao trabalho. A Organização Mundial de saúde e o comité de nutrição europeu recomendam o leite materno em exclusivo até o mais próximo possível do sexto mês.

Os dados foram recolhidos através de entrevista e de avaliação de cada criança entre os 12 e os 36 meses. Os dados que reportam ao primeiro ano de vida são dados recolhidos do boletim infantil.

“No fundo, este estudo tem uma componente retrospetiva relativa ao primeiro ano de vida e tem uma componente de avaliação transversal relativa aos 12/36 meses. Todas as crianças foram pesadas, o inquérito alimentar foi feito a todas dos 12 aos 36”, explicou a médica.

Amamentar reduz risco de cancro do ovário em quase dois terços

Fevereiro 11, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

Notícia do Portal de Oncologia Português de 15 de Janeiro de 2013.

O aleitamento materno pode reduzir o risco de cancro do ovário em quase dois terços, de acordo com um estudo realizado por cientistas australianos. A pesquisa sugere ainda que quanto mais a mulher continuar a amamentar, maior é a protecção contra a doença. As informações são do Daily Mail, avança o portal Isaúde.

A equipa da Curtin University estudou 493 mulheres diagnosticadas com cancro do ovário e comparou-as com 472 voluntárias saudáveis da mesma idade. Cada uma respondeu a um questionário sobre quantos filhos tiveram e por quanto tempo amamentaram cada um.

Os resultados mostraram que aquelas que amamentaram uma criança por pelo menos 13 meses tinham 63% menos probabilidade de desenvolver um tumor do que aquelas que o fizeram por menos de sete meses.

Segundo os investigadores, quanto mais crianças as mulheres tinham, maior o efeito protector. Mães que tinham três filhos e amamentaram por um total de 31 meses ou mais reduziram o seu risco tumores de ovário em 91%.

A equipa acredita que a explicação seja que a amamentação retarda a ovulação e os cientistas acreditam que um maior número de ovulações aumenta o risco de formação de células mutantes devido à exposição a altos níveis de estrogénio.

A pesquisa foi publicada no American Journal of Clinical Nutrition

Dor de barriga é a queixa dos miúdos, o tabaco é o pecado das mães

Dezembro 26, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia do Público de 19 de Dezembro de 2012.

Clicar na imagem

publico

 

Conferência Internacional de Aleitamento Materno

Setembro 4, 2012 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Mais informações Aqui

Semana Mundial do Aleitamento Materno 2012

Setembro 2, 2012 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

Notícia da DGS de 25 de Julho de 2012.

A Direção-Geral da Saúde em sintonia com a World Alliance for Breastfeeding Action (WABA) realiza a Semana Mundial do Aleitamento Materno 2012, entre 1 a 6 de outubro de 2012, comemorando o 20º aniversário em que a WABA lançou a primeira campanha da Semana Mundial do Aleitamento Materno, com o lema “Iniciativa Hospital Amigo dos Bebés” e o 10º ano de estratégia com a OMS/UNICEF e FAO.

Estas comemorações espelham no atual slogan:

“Compreender o Passado – Planear o Futuro: Celebrar 10 anos da Estratégia Global da OMS/UNICEF para a Alimentação de Bebés e Crianças”

Comportamentos de Saúde Infanto-Juvenis: Realidades e Perspectivas

Junho 24, 2012 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação, Estudos sobre a Criança, Livros | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Descarregar o livro Aqui

Comportamentos de saúde infanto-juvenis : realidades e perspectivas / org. Carlos Manuel de Sousa Albuquerque. – Viseu : Escola Superior de Saúde de Viseu, IPV, 2012. – 654 p. : il. ; 24 cm. –  http://www.essv.ipv.pt/images/pdf/conferencias/Livro_MISIJ.pdf
ISBN 978-989-96715-4-6

Só 14% dos bebés tomam apenas leite da mãe aos seis meses

Fevereiro 24, 2012 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do Público de 16 de Fevereiro de 2012.

 

« Página anteriorPágina seguinte »


Entries e comentários feeds.